sexta-feira, abril 20, 2007

Produtividade



Hoje acordei cedão, 6h30. Lavei a louça... a pia estava cheia, atrolhada. Depois comecei a trabalhar, trabalhar... e comer. Putz, estou comendo demais. Essa coisa de prazos, de compromissos, volume de trabalho, pressão, pressão, me faz comer. Às vezes eu penso que uma vidinha de trabalho do tipo de segunda a sexta, das 8h às 18h poderia ser interessante. Tem estas vantagens dos deadlines não serem assim tão deadly como o são na academia, além do que, chegou 18h, não há o que se possa fazer, e a vida é só sua. O mesmo com os finais de semana.

Devaneios [On] Off
Outro dia eu estava pensando...
se eu pagasse INSS desde que comecei a trabalhar, já teria 13 anos de contribuição;
que eu já morei em outra cidade, outro estado, outro país, sozinha, acompanhada, já dividi casa com pessoas diversas, já dividi quarto com uma norueguesa mala;
que eu já conheci gente de quase todos os continentes, faltou da Antártida. Mas nasce alguém lá?
eu pago as minhas continhas, luz, aluguel, condomínio, telefone, roupinhas, farmácia, ônibus, táxi, maquiagem, sapatos, comidinhas, restaurante, viagens, móveis, livros...;
eu tirei 9,0 (ou foi 9,5?) em Fundamentos de Mecânica Quântica;
eu já vendi artesanato (próprio!), lingerie, perfume, cosméticos, tupperware;
já trabalhei em biblioteca, tv, em bar, em festa, escola, universidade, prefeitura, órgão municipal, estadual, federal, no Brasil, no Exterior;
já emagreci 40kg - e engordei outros 10kg;
já usei cabelo curto, comprido, alisado, cacheado, pintado, trançado;
que já passei 22 anos dentro dos bancos escolares;
já ganhei, já perdi, já joguei muito...
Devaneios On [Off]


Não, trabalhar de segunda à sexta, das 8h às 18h, não.
Então como ficaria o dia inteiro com a bunda sentada e na frente do computador, resolvi fracionar bem minha ingesta calórica. Ou seja, comi toda hora, mas pouco. Não, não é bom, mas é melhor do que comer um boi toda hora.

Aí, para o almoço fiz uma salada delícia. Ficou ótima e já comi metade. Usei dois pés de alface americana, cortados em tirinhas. Azeitonas verdes em rodelas no azeite, azeitonas pretas em rodelas, tomates secos picados em azeite. Mistura tudinho, um pouco de sal. Hmmmm fácil, rápido e delicioso. Agreguei um hamburguer de proteína de soja e uma fatia de pão de cenoura.

Depois, a siesta. Dormi meia hora, o celular despertou, voltei a dormir. O telefone tocou... era a Ana Paula. Conversamos e levantei, fiz um café, voltei a trabalhar. Fiquei altamente tentada a comer meu ovo de páscoa hoje, mas resisti. Bravamente.

O dia de trabalho foi super produtivo, até estou feliz por mim. Nesse ritmo, mais duas semanas e termino tudo.

A noite de hoje será de filme, papo e vinho branco gelado. Ah, e ainda tem CSI e Monk, porque é sexta-feira!!!

Eu, eu e eu



Ontem fui pro salão, sobrancelha, pé e mão.
Revistinhas.
Papinhos.

Olhares cúmplices com a manicure, pois uma criança lá estava fazendo "malcriação" e a mãe nem tchum. Vontade de esbofetear a mãe. Mas eu e a manicure nos entendemos. Com direito a risadinha de canto de boca, depois.

Aliás, adorei 'minha' manicure nova, a Sol. Primeira vez que alguém lixa minhas unhas EXATAMENTE do jeito que eu gosto. Geralmente eu tenho que pedir licença, pegar a lixa e fazer eu mesma. É assim, uso um misto de redondo e quadrado. Não gosto de unhas redondas, e exatamente quadradas são ruins, quebram fácil e os cantinhos arranham. Então gosto de quadradas, mas arredondadas nos cantos.

Ah, estou com as unhas bem curtinhas. Isso é tão não-Katemari. Mas ficou legal, uma experiência diferente.

E as sobrancelhas, bem, elas estavam um caos de qualquer jeito. Aliás, queria tê-las feito antes de renovar o passaporte, mas acabei saindo com sobrancelhas monstras na foto do passaporte. Tem vantagens... como ouvir de policial federal no aeroporto que o tempo me fez bem. ;)

E os pés... ah, os pés... tão lindinhos. Vontade de tirar fotos.

O pedaço do dia de Alice foi pra compensar a outra parte do dia, de Maria. Acordei cedinho, lavei roupa, louça, troquei roupa de cama, varri casa, um paninho aqui e outro ali. Congelei o feijão delícia que essa semana. Nem falei do feijão, né? Fiz um super panelão de feijão (500g) e coloquei carne de churrasco, e ficou tri bom. Perfeitinho. Daqueles que dá vontade de encher um prato fundo e comer de colher. Só ele. Vem provar!


Ó paí, Ó!



Ontem fui ao cinema, assisti o famoso filme de Monique Gardenberg. Eu gostei. Tem um monte de gente dizendo que não gostou, por vários motivos: linguagem de teatro no cinema, reafirmação da mitológica "baianidade", Lázaro Ramos cantando... eu gostei, e pronto. O gostoso do Lázaro Ramos, eu nem comentarei. O que ele fizer é bom. Tá, ele não vai virar cantor, só fez papel de alguém que queria ser cantor, é bem diferente, ora.

Assisti o filme dentro do novo projeto do Circuito Sala de Arte: sessão popular. A primeira sessão do Cine XIV, aquele que fica no Pelourinho, custa 3 reais. Legal, né? Eu adorei a idéia, irei sempre que possível.

Nesta semana continuará em cartaz Ó paí, Ó, então, para quem não viu, fica a dica. O primeiro horário é às 14h30. Vale a pena. E eu sempre gosto de reconhecer na telona lugares onde eu estive. E em certa medida gosto de ver a Salvador fora do circuito Iguatemi-Campo Grande. Essa cidade enorme, que tem 70% das construções em situação irregular (vi outro dia na tv). E a celeuma com a transmissão (veja o filme)??? Lembrei tanto dos tempos que eu morava na outra casa. Gosto de Salvador sem o glamour. Digo, gosto quando se mostra ou se vê Salvador sem o glamour. E o homem casado que tinha um caso com um travesti... ai, como é real, eu ria e lembrava das histórias da Chantale. A mocinha bonita que foi 'morar no estrangeiro'... são tantas histórias vistas tão cotidianamente. Claro que vendo assim, tudo junto, no cinema, fica parecendo folclore. E a intolerância religiosa, a pregação... eu lembrava das minhas chegadas cotidianas de Feira de Santana, quando fico esperando o ônibus na frente daquela igreja universal absurdamente gigante, e ouvindo músicas evangélicas. Ai, ai, tudo tão real... Enfim, assistam!

Ontem foi a primeira vez que vi o Cine XIV lotado. Que bom. E ainda bem que eles inventaram esse projeto, todos ganham. Eles têm a casa cheia, e mais pessoas vão ao cinema. Porque não se engane, não é porque é no pelourinho, nem por se um circuito alternativo de cinema, que os filmes são mais baratos, ao contrário, é mais caro que em alguns shopping centers (não que shopping center seja o melhor lugar para ir ao cinema, mas em geral são os mais caros).

Depois do cine, fomos tomar um café ali na Fundação Casa de Jorge Amado. Passava um filme na tela, e revi o Mangue-Seco. Hmmm delícia de moqueca de camarão que lá comi... e delícia de banho de mar. Comemos beiju, mas não o beiju que eu conheço e com o qual estou acostumada, outro. E gostei também. Parecem canoinhas pequenas, durinhas, quentinhas e com queijo. Tri bom com o café.

Cinema sempre me faz bem.

Ficar bem é bom.
:)

terça-feira, abril 17, 2007

Da série: mensagens inúteis de scrapbook


Tudo o que sempre necessitei saber, aprendi com a minha Mãe:

Minha mãe me ensinou a dar valor ao trabalho dos
outros:
"SE VOCÊ E SEU IRMÃO QUEREM SE MATAR, VÃO PRA FORA.
ACABEI DE LIMPAR A CASA!!!

Me ensinou a ter fé:
"É MELHOR VOCE REZAR PARA SAIR ESSA MANCHA DO TAPETE"

Minha mãe me ensinou lógica e hierarquia:
"POR QUE EU ESTOU DIZENDO, ACABOU, PONTO FINAL!"

Minha mãe me ensinou o que é motivação:
"CONTINUA CHORANDO QUE EU VOU TE DAR UMA RAZÃO
VERDADEIRA PARA VC CHORAR!"

Me ensinou a contradição:
"FECHA A BOCA E COME!!!"

Minha mãe me ensinou a ter força de vontade:
"VOCÊ VAI FICAR AÍ SENTADO ATÉ COMER TUDO"

Minha mãe me ensinou a valorizar um sorriso:
"ME RESPONDE DE NOVO E EU TE ARREBENTO OS DENTES!!!"

Minha mãe me ensinou a retidão:
"EU TE AJEITO NEM QUE SEJA NA PORRADA!!!"



Copy and paste básico.
Mas essa eu gostei.
;-)

Sol na casa 8, lua na casa 9






Entre os dias 17/04 (hoje) às 23h55 e 19/04 às 18h50, a Lua transitará pela Casa 9 de seu mapa, Katemari, enquanto que o Sol se manterá no oitavo setor. É bastante provável que, nestes dias, você veja um problema que te incomoda sob uma luz diferente. Alguém lhe dirá algo, ou você perceberá algo que não foi visto antes, que lhe permitirá uma percepção mais elevada acerca de pontos pessoais incômodos. Aproveite o período de expansão perceptiva! Ainda que o problema não seja solucionado, poucas coisas são mais importantes do que iluminar a consciência com visões mais amplas.



Estou esperando ansiosamente pelas 23h55.

domingo, abril 15, 2007

Pra se guardar do lado esquerdo do peito




Neste final de semana eu conversei tanto com o Heiko, foi tão bom. É engraçado tanto o Heiko quanto a Flávia me proporcionam muita reflexão. Mas o final das conversas sempre me levam para lados opostos. A Flávia me é importante para tentar entender o outro. O Heiko me faz entender a mim.

Ontem ficamos horas conversando, e relembrando um monte de coisas, e é engraçado como nossas memórias seletivas guardam detalhes. E como ele me faz rir das desgraças. E como impressiona ver nele tantas coisas minhas e ele se identificar com algumas das minhas coisinhas também. Ele é um fofo, sempre.

Nunca esquecerei um dia em que ele me ligou lá da putaqueopariu pra conversar comigo e saber se eu estava melhor.

Ai, ai, pára tudo, Matrix revolutions no SBT. Vou assistir.

Boas lembranças



Hoje eu resolvi testar o meu scanner novo. Sim, eu tenho um! E tenho uma copiadora e uma impressora. Sim, é uma multifuncional, da HP, LIIIINDA. Trouxe lá de Porto Alegre. Roubei da minha mãe e trouxe no avião como mala de bordo.

Eu sou uma filha cara de pau, eu sei.

Então, vim imprimir uns artigos - que estavam chatos de ler no computador. E daí testei o brinquedinho novo. Só ainda não testei a copiadora.

Ah, e baixei um programinha, o Fine Print. Com ele posso imprimir 2 páginas em 1. Tá, grande vantagem, né, eu sei que o programinha da impressora já faz isso. A diferença é que o Fine Print faz isso melhor. Explico: imprimindo pela impressora direto, as letras ficam muito pequenininhas. O Fine Print maximiza o espaço. Assim a letra fica maior, melhor de ler e economizo 50% de papel.

Além disso baixo a resolução da impressão, e economizo tinta.

Ontem teve show do Caeteno Veloso, saia a 40 reais. Até era pagável, né? Para quem pagou o dobro pelo Chico. Mas aí é que tá. Era Chico...

Outra coisa, era na concha acústica, e eu não dou 40 paus pra show na concha. Concha é no máximo dos máximos 15 reais. E olha lá. 40, só no palco principal do TCA.

E eu vou pagar uma grana pra sentar em concreto! Poupe-me!!!
.

quinta-feira, abril 12, 2007

Noites em Porto



Ahhhhhhhh que coisa boa, que delícia que é sair com meus amigos, sair em Porto Alegre.

Na quinta-feira fui para o salão de beleza com a Flávia, depois fomos para a casa dela, onde comemos mini pizza, restinho de lasanha tri boa de funghi e frango - adoro tudo de funghi que a Flávia faz - e enchemos a cara de vinho branco. De lá, fui para a casa do Walter e do Charles. O ap novo deles. É lindinho. A sala ficou mega chique, com a mesa e os espelhos. E eles prometeram que farão uma janta para mim e para o Martín. Vai ser legal comer na frente do espelhão. O Napoleão continua tarado.

Na sexta fui para o Bar do Beto, comer comidinhas de bar e beber. Tomei caipirinha, comi polentinha perfeita frita. Depois fomos para a casa da Flávia beber. E beber. Saímos, passamos num posto de gasolina, compramos mais bebidinhas e voltamos para o ap. Bebemos. Fiz o drink de halls vermelho do amigo do André - lá do Rio. Ficou meia boca. Porque já tinha acabado a vodca, e fiz com cachaça. Daí não ficou legal. Mas foi tudo.

Ah, chegou um casal de amigos do Fá e da Flá e acabamos sainda. Pegamos o Henrique no meio do caminho e fomos pruma festinha. Estava bem legal after all. E conheci uma casa nova em Porto Alegre. Digo, nova pra mim, porque já existe há tempos. Deixei F&F em casa, depois o Herique - ou vice-versa - e fui pra casa e dormir bebadinha.

Na noite de sábado fui com a Raquel para a casa do Sandro e do Sérgio. Chegamos lá de surpresa e foi bem bem bem legal. Comemos torta de peito de peru e pizza. E enchemos a cara de refrigerante, e café. Tomei vários cafés, pra ficar acordadinha na boa quando fui levar a Raquel láaaaa na zona sul na madrugada. Cheguei em casa às 3h, mó sonada. E foi ótimo.

Noite de domingo, última noite em porto. Visitei minha afilhada, dei um monte de abraços e beijos nela. Ela está tão lindinha. Depois me encontrei com a Flá e fomos pro Ossip, na Cidade Baixa. Nossa, que bar delicioso. E que delícia estar numa noite de domingo, meia-noite, num bar com pessoas. Tinha vida nas ruas, mesmo no domingo. Comi uma pizza deliciosa e secamos uma garrafa de vinho tinto. E conversamos muito, muito, muito. E eu me vi tanto nas histórias dela. E revivi tantos sentimentos. É bom aprender com a experiência dos outros. Mesmo que um pouco tarde. Quer dizer, nem é tão tarde assim. Enfim, o Ossip é uma delícia, e ainda comprei meu estoque de incensos artesanais. tenho incenso para muito tempo, do tiozinho aquele que vende incenso para alérgicos lá na Cidade Baixa. E ele ainda me olhou e disse "nossa, quanto tempo não te vejo por aqui, você sumiu!". Eu me senti uma super cliente. Melhor acreditar nisso do que no provável fato dele usar este papinho como bom vendedor. Não importa. O mérito é dele por me fazer sentir lembrada.


Saudades de dirigir, saudades de porto alegre, saudades de beber, saudades de barzinhos, saudades de vida noturna, saudades de vida.

quarta-feira, abril 11, 2007

Porque diversão não tem limites



Pedro: Manoela ... parece uma mulher prática e objectiva, mas noutro momento fica dengosa e emotiva.
Ela é a diferença entre o que me faz sentir bem aqui na Bahia e o que me faz querer fechar a porta e ir embora.
Ela é a diferença entre o que me estimula a querer ser mais feliz em vez de resignado e entristecido.
Se apenas precisásse de sobreviver e pudésse dispensar o optimismo e o sonho não quereria a Manoela perto de mim.
Mas quando me lembro que ela existe, sinto que quero, posso e vou ser uma pessoa melhor. Uma pessoa que não põe de lado o sonho, e que em pequenos detalhes vê momentos em que pode ser alegre e feliz. (03/04/2007)

E viu só, foi no tal do dia 03 de abril também. O que será que aconteceu nos céus no dia 03, for Christ sake!

O depoimento (no Orkut) é lindo, né? Aí um lado meu pensa que bom que finalmente ele está se sentindo feliz. Experimentando a felicidade na plenitude, sabendo como uma pessoa é capaz de fazer diferença na vida da gente, se calhar entenderá a diferença que fazia na minha vida. Por outro lado, lamento muito que não tenha feito essas descobertas e tido essas experiências comigo.

Sim, que eu eventualmente acompanho o perfil é evidente - mesmo que minha função de visualizar perfis esteja desligada no orkut. O aspecto positivo, se é que alguém pode ver um, é a função anestésica que essa ação proporciona. Não mais tenho palpitações. E só olho quando a fotinho está ali na frente, entre os amigos recém conectados.

Mas como diria o Chico Buarque, Deus é um cara gozador, adora brincadeiras...

quinta-feira, abril 05, 2007

Mulher de 30



Pois é, né, estou envelhecendo. E o corpo vai junto. Lembram do lance do joelho? Então, vim para Porto Alegre fazer uma tal duma ressonância-magnética-que-custa-uma-fortuna, além de umas consultas médicas com uns especialistas em joelhinhos. Além de outras consultas, na verdade. Estou parecendo europeu velho que faz turismo médico, do tipo pra consultas odontológicas, cirurgia bariátrica ou plástica.

Como eu não daria 700 reaizinhos pra fazer isso em Salvador, vim pra cá.

Já fiz a tal da ressonância, foi "divertido". Quer dizer, graça, graaaaça mesmo não tem, é só ficar parcialmente dentro daquele orifício (ui!) e ouvindo um monte de barulhos. E imóvel. Completamente imóvel. E demooooora. O meu foi 'rapidinho': 30 minutos.

Consultei já dois médicos para o joelhinho, o legal é que os dois disseram coisas diferentes. Fiquei com a opinião do segundo, que me pareceu mais sensata e explicadinha.

.oO(Será que o fato dele ser um gurizinho e simpatiquinho contou no meu julgamento?)

Buenas, amanhã é feriado, depois vem sábado, domingo e segunda eu tenho mais médicos. E depois vou pro aeroporto, rumo à soterópolis.

Nos próximos dias intento ficar sob a baba da minha mommy, ver minha afilhada, visitar alguns amigos e seguir trabalhando. Aliás, trabalhei um pouquinho hoje. Bem pouquinho, confesso, mas pelo menos fiz algo.

Agora a tia aqui vai lá na UFRGS e depois no centro. Se as "juntas" permitirem. Ah, sim, e passar na farmácia. Esquecimento e farmácia: cotidiano de mulher de meia idade.

Pára o mundo!



Eu fiquei bege!

Não acreditei quando vi. Sabe quando você vive, escuta, lê, toma conhecimento de um monte de coisas e simplesmente não acredita que está acordado, e que aquelas coisas estão de fato acontecendo? Entra num estado de entorpecência. Foi assim que eu fiquei. Continuamente. Não, eu não estava dormindo. Sim aquilo tudo estava (?) acontecendo. Mas tinha que ter algo errado. O pior é que havia uma coerência interna. É possível até vislumbrar outro mundo, novas possibilidades. Que começo de semana, o dia 03 de abril poderia estar brincando de 1o de abril. Talvez fosse isso.
Coerência interna, coerência interna. É um apelo forte. Mesmo com toda a descoerência com o universo. Eu sou legal, eu dou o benefício da dúvida.

Mas neste exato momento, Deus deve estar às gargalhadas.

Ele não tinha mais o que fazer nesta época do ano, com esta coisa toda de ressureição do filho e tal? Aliás, eu achava que só o filho Dele é que ressucitasse.

Você me faz tão bem...


O Bon o bon* é mesmo uma criaturinha incrível. Primeiro que eu estava morrendo de saudades dele, e sem notícias. Ele sumiu por alguns segundos e eu já estava pensando como conseguir informações com o dentista dele para identificação pela arcada dentária, sem contar que teria que ligar pra Casa Rosada e me fazer entender num portunhol medonho. Não, eu não faço drama. Jamais!

O guri tem um quê de barbitúrico. Explico. Falei com ele na segunda-feira pela manhã, antes de ir para Feira e minha viagem foi super tranquila, dormi que é uma beleza. O mesmo na volta. (Apesar de ter passado um dia de cão com uma dor de cabeça infernal. Viva o Tylenol da tia da copiadora do módulo 5!)

Quando ele estava em Salvador, e jantamos numa noite anterior a Feira, dormi feito um bebê na viagem do dia seguinte.

Ah, sim, é importante lembrar que desde outubro eu não durmo mais nas viagens Salvador-Feira-Salvador. Eu tento, mas não consigo.

Logo, qed, o fofolucho é tudo de barbitúrico.

Tá, eu não vou ficar aqui falando que ele é divertido, e que tenho saudades dele, e que sinto a falta dele. Senão o guri fica muito convencido. Mas, definitivamente, ele faz bem pro meu sono.


*Eu sei que você lerá isso, mas eu escreveria de qualquer forma, independentemente da tua leitura.




sábado, março 31, 2007

Cheiros

by Gustavo Buriola



Na quinta-feira rolou faxinex aqui em casa. Ficou tudo limpinho, tudo arrumado. Lavei roupa e a casa ficou cheirando a roupa limpinha (ou Comfort).

Tive uma reunião na UFBA, fiquei lá metade da tarde. E foi boa.

Fui no supermercado e comprei coisinhas: alface, tomates, azeitonas, pães, queijos... essas coisas.

E de volta pra minha casinha.

Ontem trabalhei, trabalhei, fui no banco, e no outro banco, e no shopping e fiz comprinhas. O báaaaaaaaaasico. Bermudinhas, calças, blusinhas... sabe como é, quando a gente compra no diminutivo, o impacto no cartão de crédito é menor.

E daí, supermercado. Aquele supermercado. O senhor supermercado. Compras mesmo. De pegar táxi. Pra mim, compra que precisa de táxi, é comprona.

Depois foi chegar em casa, acender um incenso maravilhoso - ainda daqueles que vieram diretamente da Índia - perfumar a casa e alma... e guardar as compras. Eu não entendo, nem me importo muito em entender o porquê, mas fazer compras proporciona um bem danado. Compras aliadas à incenso, é o nirvana.

Papeei no telefone com a Ana e depois fui ver CSI e Monk e dormi. Aliás, adormeci vendo o Monk.

Como eu sinto falta de conversar ao telefone. Nossa, em Porto Alegre eu VIVIA no telefone. Conversava com Deus e o mundo. E ficava horas. Aqui quase não falo ao telefone. Isso é estranho. Eu falo com a Ana, com o Fábio, com a Ester, e só. Praticamente. Tá, fora as vezes em que falo com minha mãe. Mas também são raras. É dificil eu ficar batendo papo ao telefone por aqui. Sempre são conversas rápidas, recados, combinar isso ou aquilo.

Hoje acordei cedinho e fiquei trabalhando. É um saco, mas confesso que adoro quando estou assim, lendo um milhão de coisas. Coisas interessantes, claro. E estou apaixonada pelo meu novo objeto de estudo. Fascinada. Cara, é muito bom. E eu leio e quero ler mais e mais, e vai dando mais idéias... e fico vendo o quanto eu desconheço sobre tudo isso... ai, chega a sufocar. Dá uma certa agonia. Um oceano que não tenho condições abarcar. Mas é bom.

Aí liguei pra Ana e papeamos mais um "pouco". Só duas horinhas no telefone. É, o tempo também, falado no diminutivo, fica menor.

Depois o Alexandre me convidou pra almoçar e fomos no restaurante natureba da Pituba. Acho que era o único que eu não conhecia em Salvador. A comida era meia boca, longe de valer o preço cobrado. O ambiente é bonitinho. Digo, é bem legal o ambiente, mas não tinha quase nada de comida. Fraco. Mas foi ótimo ter saído. O dia estava lindo, um puta sol. Depois demos uma volta e viemos pra cá. Vimos um pouco de dvd, do gostoso-mor. E depois ele foi embora. E voltei a trabalhar. E rendeu.

Acendi outro incenso. Perfuma tudo, e vai queimando devagarinho, a pontinha incandescente. Alegria, alegria. Fumacinha. Esvai-se. Alegria efêmera. Mas o bom é que dá para acender outro, e outro, e outro...

Mais tarde o Daniel passou aqui e finalmente arrumou minha super rede sem fios. Agora sou uma pessoa wireless novamente.

Meu joelho está bem melhor, só porque agora se aproxima a consulta com o médico e o exame. Joelho sacana.

E minha mãe não precisará fazer a cirurgia!!! Isso é ótimo, mas ficará 45 dias de molho, tadinha.

E o dia passou, e já são quase 21h. E está bom. Hoje me deu uma saudade de dias que não voltam mais. Foi um dia bom, tem sido dias bons. Queria dividir as notícias novas, as músicas novas, as novas aquisições, as idéias, as risadas, os planos. Queria dividir.

Restam-me os incensos.




terça-feira, março 27, 2007

Woman being





Às vezes eu escrevo um texto, e procuro uma imagem. Outras vezes, pego uma imagem, e escrevo um texto. Há também as vezes em que escrevo e depois coloco um título, ou então do título eu faço o texo. Às vezes escrevo o texto na hora, e publico, outras começo o texto, salvo, e concluo depois, então publico.

Outro dia vi a imagem que ilustra esta postagem. Perfeita. Guardei. Depois o título. Mas estava cansada para escrever, ou com pressa, não sei. Fiquei a pensar em tantas coisas que esta imagem me diz, e palavras e mais palavras, frases, idéias, um monte de coisas foram surgindo na minha mente: umas biológicas, outras sociais; culturais, emocionais, hormonais, viscerais, e tantos ais.

Aí então eu vi que não tinha talento pra escrever um texto que combinasse com este título perfeito e que expressasse tudo o que a imagem (aliada ao título) me provoca.

Portanto, esta é uma postagem silenciosa.

E me calo.


Eu não quero mais brincar



Quero pegar minha boneca, e as panelinhas, as roupinhas da boneca. E tudo o que eu trouxe. Porque é meu. E levar de volta. E ir pra casa. Não quero mais brincar.

Quero ir pro meu quarto. E ficar deitada vendo tv. Acordar, comer, tomar banho, dormir. É, eu quero Danoninho, batata frita, quero bolacha recheada.

Não, não quero fazer supermercado, nem lavar, nem cozinhar, nem limpar. Nem acordar cedo, nem pegar ônibus, nem outro ônibus, nem sorrir, nem falar.

Eu quero mascar chiclete e ver muito desenho animado. Livros, só para colorir.

Não, nem pra colorir.

Ad aeternum


Apaga a luz...

E deixa-me dormindo.

Dormindo.

Em silêncio.




Ad aeternum...




segunda-feira, março 26, 2007

Como dizia o poeta



Quem já passou por essa vida e não viveu
pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu,
pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Quem nunca curtiu uma paixão
nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença,
mesmo o amor que não compensa
é melhor que a solidão
Abre os teus braços,
meu irmão, deixa cair,
pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
de quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração
esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão
nunca vai ter nada, não...


Porque eu acredito nos astros...

domingo, março 25, 2007

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sexta-feira, março 23, 2007

Vivificação do humor



23/03 (hoje) às 3h02 a 03/04 às 20h58
Marte em sextil com Lua natal

Bom humor e boa disposição social tendem a ser a tônica do período que vai dos dias 23/03 (hoje) às 3h02 e 03/04 às 20h58 para você, Katemari. Marte estará formando um ângulo estimulante e harmonioso à sua Lua de nascimento, e isso costuma dar uma dinamizada à vida emocional do indivíduo. Cores mais leves passam a tonificar o seu emocional, e este não é apenas um momento socialmente interessante como, sobretudo, tende a ser uma fase de reações emocionais positivas.

É curioso observar, Katemari, como muitas vezes passamos dias, às vezes até meses e anos mergulhados numa chateação ou ressentimento. Remoemos aquilo, até que de repente - bum! - a coisa passa. Em geral, são nos ciclos positivos de Marte com a Lua que a pessoa simplesmente "espana a poeira" e se livra de emoções chatas que não lhe servem mais. E este momento, para você, é agora!

Daí a importância de, neste momento, conhecer gente nova, permitir-se trocar emoções com os outros, fazer coisas que lhe dão prazer. É um bom momento para o intercâmbio de sentimentos, para a expressão das emoções, sobretudo com as pessoas mais íntimas, da família, os amigos mais chegados, ou os amores.

quinta-feira, março 22, 2007

Food for the soul

ou o dia que ele cantou Eu te amo. Só pra mim.





Finalmente chegou o domingo, 18 de março, show do gostoso-mor. Cheguei cedo no teatro. Bem, o show começava às 20h e eu estava lá por volta de 19h15. Tempo suficiente para observar o bando de mulheres histéricas super produzidas. Sim, todas tinham os mais sinceros desejos de dar par o Chico naquela noite. É... é... isso mesmo, poesia à parte, era isso mesmo que todas queriam.

Entrei com meu ingressinho na mão, comprado antes do carnaval, quando só restavam ingressos para o último dia, e apenas na 2a e 3a faixa de preços (de 3). Ou seja, os lugares da frente já estavam comprados. Consegui a última fila da segunda faixa. E ele entrou no palco.

E foi lindo.

E emocionante.

O show de uma vida.

Não pelo show, show em si, mas porque é Chico. O único ser que desperta minha tietagem. Eu nem sou fã de shows, eu até vou, curto, mas não é uma coisa que eu adore.

É impressionante como a voz dele é igualzinha a dos cd´s. Assustador. E ele é tão fofinho.

Tá, não ficarei aqui falando e falando sobre as qualidades do hors concours, blog é espaço egocêntrico, então deixe-me falar da minha relação com o show.

Primeiramente, supriu todas as minhas expectativas, deu um colorido aos meus dias, transformou meu final de semana. Cada melodia, cada letra me remetia a mim mesma (se me permitem a redundância). Sim, minha vida tem trilha sonora. Todos os minutos do dia passam com musiquinhas ao fundo, como nas novelas e nos filmes. Então revi vários pedacinhos da minha vida.

O show era do último cd, Carioca, que ele cantou todas as musiquinhas, e eu sabia a letra de 90%, claro. Escutava o cd há meses, desde que ganhei do Pedro em... agosto?

Eu não esperava, eu juro que não esperava. Mas assim é a vida, cheia de surpresas, e ele cantou minha música favorita: Eu te amo.

Não contente, ele cantou minha 2a música favorita: Futuros amantes.

Ainda bem que ele não cantou a 3a, Atrás da porta, senão eu teria um ataque cardíaco fulminante em pleno TCA.

Ai, e quando ele cantou Sempre (que está logo ali embaixo, caro leitor), eu não resisti.

O domingo foi bom, after all. Bom, não, Katemari, fantástico. Dei risadas, vi o gostoso mor, mais risadas e casinha.E eu consegui aproveitar e ter várias horas felizes.

Não, eu não fui atrás de autógrafo. Sou tiete, mas não desse tipo. Confesso que fiquei com inveja da mocinha que subiu no palco, ao final do show, e conseguiu ganhar um puta abraço do gostoso. Ele certamente tirou uma casquinha boa naquele abraço. É um safadocachorrosemvergonha! Mas ele pode. Ele é Chico.




E não adianta vir com este papinho de que tinha o Teatro Castro Alves completamente lotado, Eu te amo, foi pra mim. Só pra mim.

domingo, março 18, 2007

Analfabetismo tecnológico




Como educadora, tenho lutas diárias para tentar fazer as coisas nas quais eu acredito - ou quero acreditar, ou acho que acredito... tento ser coerente. E isso em todos os aspectos, não apenas como educadora. Eu gosto da coerência, gosto de pessoas coerentes. Mas talvez isso não seja da natureza humana (?). Às vezes me é difícil não sentir reforçar um preconceito com o povo soteropolitano, no que tange a falta de comprometimento, de compromisso, de responsabilidade, de respeito para com o outro, o excesso de egoísmo e de imediatismo.

É, é isso o que eu sinto em muitas situações quotidianas na soterópolis. A "bola da vez" foram três "furos" na semana passada.

Combinei com um amigo de jantarmos na quinta-feira. Como de costume, me organizei, fiz o que tinha que fazer de rua, tratei de ter a casa limpinha e organizada, fiz os trabalhos que tinham que ser feitos, deixei as coisas de Feira prontinhas para a madrugada seguinte... mas você me ligou, caro leitor? Não, nem ele. À noite, por volta das 21h, ele liga. Diz que "tentou falar comigo no msn, mas não conseguiu". Eu respondi que não era verdade pois meu computador tinha sido ligado pela manhã, às 7h e tinha ficado ligado o dia inteiro, e o msn conectado. E se ele tivesse tentado falar comigo, eu teria visto. Então ele responde, numa demonstração de analfabetismo digital, que não me mandou mensagem alguma, mas não conseguiu falar comigo porque tinha sempre "um reloginho" no meu nome.

E telefone? Como ele conseguiu pensar em pegar num telefone às nove da noite, mas não antes? Ainda solta a pérola: "eu não esqueci da janta, mas hoje estou meio cansado, meio gripado". Mas amanhã eu te ligo, ao meio dia. Vamos combinar alguma coisa. (cuidado! soteropolitanos quando falam isso, indicam alta probabilidade de não combinar nada)

E aí, leitor, você me ligou no dia seguinte?

Pois.

No sábado, fiquei de sair com um amigo que passaria na minha casa. Ele mora lá nas grotas*, e falamos no msn, ele disse que estava saindo de casa. Beleza. O tempo passou, passou, arrumei as coisas, desliguei o computador, e esperei... e nada, e nada... e acabei pegando no sono, esperando. Na manhã seguinte, entro eu online - porque eu sou essa pessoa online, né? - e ele aparece cedinho, e pedindo desculpas. Disse que saiu de casa, ficou duas horas esperando o ônibus, que não apareceu. E eu acredito, já esperei um tempão esse mesmo ônibus. Mas, pô, poderia ter avisado, né? O moçoilo disse que voltou pra casa indignado e entrou no msn para falar comigo, mas eu não estava online. E eu perguntei, por que não ligaste? "É, né, deveria ter ligado, foi vacilo meu". Fala séeeerio!!! Eu não liguei porque ele não tem celular, senão o teria feito. "Não fica zangada comigo".

O que acontece com esse povo? Isso é que é mau uso das novas tecnologias. Eu posso até ser toda "internética", mas eu uso telefone, e correio normal, e vou na casa das pessoas, e grito na rua, se for o caso. Espanta-me esse povo que usa constantemente algumas ferramentas da internet mas que desconhece coisas básicas, como reconhecer o que é o "reloginho" no MSN. Ou "vacilar" esquecendo que ainda existe telefone, e fixo!, neste mundo.

Nessas horas eu penso comigo: não é preconceito, é estatística.




*em baianês, "lá na casa da porra"; em paulistês, "lá na casa do caralho"; em português, "num lugar muito longe". Fala sério, em português não tem graça.

Food for the body




Eu gostava de cozinhar para mim. Só para mim. Aliás sou "especialista" em cozinha para um. Sei as quantidades a usar, os tamanhos das porções. Tenho fôrmas e pratos e travessas em tamanho para um ou dois. Tenho grande dificuldade em cozinhar para quatro pessoas, por exemplo. Perco totalmente a noção das quantidades. Não sei o quanto os outros comem. Mas até que acabo acertando, em geral. Digo, na quantidade.

Fazia tempo que eu não parava para cozinhar, cozinhar. Estava sempre comendo na rua, ou só fazendo hamburguer de proteína de soja e brócolis. Ah, e antes tinha sido o feijão e arroz. É que quando eu faço feijão, cozinho o suficiente para congelar e durar um tempão, o mesmo com o arroz. Então por algum tempo fui só descongelando e comendo.

Mas os dias têm voado, Feira de Santana me absorvido muito. Ah, sim, e tem isso, quando eu volto de Feira é difícil eu jantar. Chego tão cansada que só entro em casa, sento a bunda na cadeira e olho o que aconteceu no MSN ao longo do dia, vejo o Orkut, algum email que tenha chegado entre o desligar o pc em Feira e chegar em casa. Depois tomo um banho, um suco, e cama. Nem como.

Ontem na hora do almoço eu pensei em fazer um hamburguer. Abri o freezer e mudei de idéia. Peguei um empanado de frango com recheio de tomate e queijo. Tirei coisas de dentro do forno, fui lá no armário, peguei uma fôrma e resolvi assar o empanado. Adoro esta fôrma, é pequena, mas ideal "para alguém do meu tamanho". Aproveitei e fiz dois. E construindo diálogos imaginários.

Já que estava pela cozinha, resolvi fazer arroz. Fiz um arroz integral com cenoura e arroz selvagem (porque eu comprei estava em promoção outro dia, e então eu sou uma pessoa chique que come um arroz que custa 22 reais por 200g - mas me custou 1,99). Ficou tri bom.

Aproveitando minha estada naquelas bandas, e o forno aceso, e fiz duas fornadas de um salgadinho - baixa caloria - com massa de pastel. É simples, é só pegar discos de massa pronta de pastel, colocar numa forma, e cortar em tirinhas (ou em triângulos), e colocar para assar por uns 5 min. É muito rápido. E ficam umas tirinhas crocantes, sem óleo, salgadinhas.

Falando em light, o saldo do Pré-carnaval (=Martín) + Carnaval (=RJ), em duas semanas , foi de +2kg. E o saldo de todo o período pós-carnaval até o momento é de -400g. Odeio esta merda de metabolismo.

Bem, como eu estava de andanças pela cozinha, renovei também meu estoque de pasta de soja - que é tipo uma maionese de soja. Faz-se assim: um copo de leite de soja (que eu fiz com extrato, colocando 2 1/2 cl de sopa de extrato mais 200ml de água), tempero e óleo + azeite, e limão. Coloquei no liquidificador um pedacinho de cebola (resto da cebola que piquei pro arroz), um pedacinho de cenoura (resto do arroz tb), sal, alho, extrato de soja, água, e bati. Bati, bati, bati, e fui adicionando óleo de canola. Leeeeeeentamente. Depois coloquei um pouco de azeite de oliva (melhora sensivelmente o sabor da pasta). E sempre batendo, batendo. Depois, quando o troço fica meio cremoso (meio aguado, meio cremoso, na real). Aí coloquei num potinho. Nessa parte é que eu deveria adicionar o sumo do limão, mas eu não tinha limão em casa. Depois de colocar o limão, e guardar na geladeira, a consistência do bagulho aumenta, sem o limão fica mais leitosinho.

Gosto desta pastinha (molhinho) pra passar no pão e pra colocar na salada.

Depois coloquei uns pedaços de brócolis na frigideira, descongelando-os. Sim, eu só uso brócolis congelado. É uma maravilha. Sempre tenho brócolis em casa, estão sempre lindos, são fáceis de preparar e ficam gostosos (não aguados) quando feitos na frigideira (sem óleo, claro).

Ah, sim, este negócio de que faço tudo sem óleo é engraçado. Porque eu tinha uma garrafa de óleo em casa, fui olhar, o prazo de validade estava vencido. Isso SEMPRE acontece comigo. Só compro óleo para alguma receita. Como foi desta última vez, para o pão que não funcionou, que precisava de 1 COLHER DE SOPA DE ÓLEO DE CANOLA. Só vendem em litro. Foda, né?

Aliás, isso é foda na indústria alimentícia: porções gigantes de alimentos. Tenho dificuldade em encontrar pacotes de coisas com menos de 1kg. Ainda bem que o feijão tem um pacotinho duma marca aí que eu encontro de vez em quando de 500g. E eu faço meio pacote, depois mais meio. E dura um tempão. É, cozinhar para um tem que ter alguma vantagem...

Dica: uma ótima página para receitas. Experimenta!

sábado, março 17, 2007

Sempre




Eu te contemplava sempre
Feito um gato aos pés da dona
Mesmo em sonho estive atento
Para poder lembrar-te sempre
Como olhando o firmamento
Vejo estrelas que já foram
Noite afora para sempre

O teu corpo em movimento
Os teus lábios em flagrante
O teu riso e teu silêncio
Serão meus ainda e sempre


Dura a vida alguns instantes
Porém mais do que bastantes
Quando cada instante é sempre

quinta-feira, março 15, 2007

Apesar de você...



Ontem uma amiga ligou, perguntou como eu estava, falou que deveríamos marcar para sair qualquer hora destas. Perguntou se eu estava em Salvador nas sextas-feiras, e disse que às sextas ela tem algum tempo livre, que não dá aula à noite.

Eu disse que poderíamos sair nesta sexta, então, que tudo bem para mim.

Então ela falou que não podia, porque iria no show do Chico Buarque. Sim, que não é fã como eu, vai ao show, na sexta-feira. Isso significa que comprou ingresso com bastante antecedência, se calhar, no primeiro dia de venda. E na frente, claro.

Mas nem me avisou. Nem me convidou. E ela sabe que eu amo o Chico.

Abre parênteses:
Só para ficar entendido, eu só soube que estavam vendendo ingressos para o show do Chico aqui em Salvador quando já praticamente não havia mais ingressos.
Fecha parênteses.

Magoei.

Oxalá!




Dicton du jour:
(
aka Assim falou a cigana francesa do Orkut):

Vos affaires sont sur le point de prendre un tour nouveau!

Oh, oh....



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Seria um (bom) sinal?

quarta-feira, março 14, 2007

Cara de pau



Fui numas comunidades do Chico - O gostoso, procurando por ingressos a venda para o show que começa esta semana em Salvador. Tá. Encontrei umas pessoas vendendo. Fui perguntar os valores.

Uma menina me respondeu ondem, 10 dias depois de eu perguntar, que queria 300 reais pelo ingresso. Tá, tudo bem, né, 300 reais... certa ela. Nesta sociedade capitalista. Aí fui no perfil da moça, responder. Qual minha surpresa quando eu leio na descrição

qui je suis: Uma pessoa que ainda acredita numa transformaçâo da sociedade, e na redução das desigualdades. Feminista, comunista, militante do movimento negro, mãe de um filhote lindo, e que busca a felicidade acima de tudo. Amo os meus amigos e a minha família, eles são os meus pilares e a razão da minha luta.

Aí não tive dúvidas e deixei o seguinte recado:

Oi, Cris,
estive olhando teu perfil e achei bem legal, especialmente a parte em que dizes que ainda acreditas numa transformaçâo da sociedade, e na redução das desigualdades, além de seres militante do movimento negro e, claro, comunista.

Quanto ao ingresso, estou procurando um valor de meia entrada.

Mas obrigada, e saudações comunistas.


Não que eu seja comunista, mas é muita cara de pau, né?

Aí hoje, a moça me responde e diz:

Oi Katemari que bom encontrar mais comunistas na terra, a luta por um mundo melhor é um dever de todos nós, um abraço.

E, veja só, APAGA o comentário anterior dela onde dizia o preço do ingresso!

Fala sério, vai ser comunista assim em Wall Street!

segunda-feira, março 12, 2007

Incompetência




De: katemari@********
Enviada em: quinta-feira, 1 de março de 2007 17:37
Para: CAA Net Salvador
Assunto: Informação sobre valores

O seguinte e-mail foi enviado do site:

Nome : Katemari Rosa
E-Mail : katemari@********
Telefone : (71) ******
Rg :
CEP : 40***-***
Endereço : **********
Bairro : Federação
Cidade : Salvador
Estado : BA

Assunto : Informação sobre valores

Mensagem:
Bem, como a página da Net Salvador deixa muitíssimo a desejar, recorro ao email para saber os valores dos pacotes e serviços de tv por assinatura prestados por esta empresa. Aproveito para perguntar se a qualidade do sinal para o meu endereço, bem como do serviço, melhorou desde a última vez em que fui assintante, visto que na época sofria com cortes de sinal quase que diariamente, o que motivou o cancelamento do serviço. Obrigada, Katemari.

Obrigado!!
NET TV


Aí HOJE, 11 dias depois...


From: CAA Net Salvador
Date: Mar 12, 2007 2:30 PM
Subject: RES: Informação sobre valores
To: katemari@******

Prezada Sra.Katemari,

Desculpamos-nos pela demora na resposta desta mensagem, esclarecemos que, devido a problemas operacionais, não pudemos responder-lhe imediatamente

Em atenção à sua manifestação, informamos que o número da Central Comercial para adquirir uma assinatura é (71) 3352-7777.

O nosso site é www.net.redecidade.com.br ,aonde a sra . pode verificar a programação e também pacotes disponíveis em sua cidade.

Estamos à sua inteira disposição para solicitações ou sugestões que contribuam ainda mais para a melhoria dos nossos serviços.

Atenciosamente,

Central de Atendimento ao Assinante Net Salvador.



E nessa MERDA de site não tem os valores. Se fosse para ligar, eu teria ligado desde meu primeiro contato, ora. Não dá para acreditar que uma empresa que trabalha, entre outras coisas, com prestação de serviço de acesso à internet não consiga ter uma página com informações básicas sobre seus produtos e que não consigam ter pessoas suficientemente competentes para responder perguntas simples através de um email. Quer dizer que se eu quiser saber os valores dos pacotes, só ligando? É muito atraso tecnológico. Eu deveria poder ver os valores e contratar o serviço PELA INTERNET. É o mínimo que se espera.

Ah, sim, sem falar nos 'problemas operacionais' para "responder" um email. Em certa medida isso já responde parcialmente minha pergunta inicial.

Definitivamente, a NET é uma bosta.

domingo, março 11, 2007

E caindo...




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sábado, março 10, 2007

Ah, o verão...




Não acabou ainda, né? É só lá pelo dia 20, 21... então ainda posso estar numas de viver histórias para contar para os meus netos, né?

Eu já falei do pão do Bruno? Então, comi um pão tri bom na casa da Cris, o Bruno quem fez. Pedi a receita, comprei os ingredientes, mas não achei fôrmas. Aí corri a cidade procurando-as e nada. Numa loja toda chique me disseram para tentar a 7 portas. É engraçado, eu entrei na loja no shopping, de Havaianas como sempre, carreguei meu sotaque gaúcho e daí fui bem atendida, e a mocinha me falou: vai na 7 portas. E me explicou mais ou menos onde era. Não sem antes tentar me vender uma máquina elétrica de fazer pão.

A Ana voltou pra Salvador, para minha alegria. Coisa boa ter uma companheirinha novamente por perto. Aí ela me ligou e marcamos de ir na tal da 7 portas. Fomos ontem. Saímos da estação da Lapa e peregrinamos pelas lojinhas da 7 portas. Muitas lojinhas. Finalmente encontrei minhas fôrmas, após muitas risadas sob o sol, cruzando com tipinhos muito... "particulares".

Aí o Washington ligou e convidou pra ver o pôr-do-sol. Acabamos os três bebendo e comendo acarajés maravilhosos (o acarajé que eu mais gostei até hoje na Bahia!), com uma vista fabulosa. Bom Alexander. Bom ficar de papo e com as águas da Baía de Todos os Santos sob os pés, no pier, vendo o céu avermelhar-se, as estrelas surgirem...

No fim da noite terminamos nos Barris, no Beco de Rosália, que pertence a um paulista radicado em Salvador. Caipirinha ruim, mas ambiente bacana, bem decorado e com pessoas interessantes. Reza a lenda que oferece uma boa pizza. Quero experimentar.

Nem sei a que horas fui dormir, acho que umas 3 da manhã. Sei lá. Mas foi boa a noite. Bem boa.

Declínio (no Orkut)



Há alguns meses...
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Hoje!
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quinta-feira, março 08, 2007

Pé de pato, mangalô, três vezes!



Adoro quando os céus falam comigo. Recebi sinais divinos esta semana.

É sempre bom ter alguém (os deuses, nesse caso) em quem colocar a responsabilidade das nossas próprias decisões.

Tenho novidades, mas não vou conta-ar!

Sim, eu acredito na teoria do olho gooooordo, da inveeeeja, do mau olhaaaado, de todas essas coisas aí. Então, não conto, não conto, não conto! Mas...

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá

Certo ou errado até
A fé vai onde quer que eu vá
Ô-ô
A pé ou de avião
Mesmo a quem não tem fé
A fé costuma acompanhar
Ô-ô
Pelo sim, pelo não


Gilberto Gil

Lerê, lerê...



Não tenho passado por aqui porque estou a trabalhar* feito uma camela.
É... trabalhando, tá pensando o quê?
Tenho ido para Feira de Santana, não todos os dias, mas os dias que fico em Salvador são de muito trabalho também.

Estou lendo uma monografia com muito amor e carinho. A banca é na semana que vem.

Estou terminando, juntamente com um colega, os trabalhos e o relatório de uma comissão na qual estamos trabalhando há 4 meses. O deadline é final de março.

Estou corrigindo uma monografia que tem me dado dor de cabeça. É uma co-orientação, e toda vez que eu termino de revisar e passo para o estudante os comentários, ele me diz que aquela versão que eu tenho não é a mais atualizada, que ele já alterou sei-lá-eu-o-quê. Bah, é pra matar. Perco um tempão no trabalho e já não é mais o mesmo trabalho.

Ah, sim, tem as aulas. E tem que arrumar espaço/escolas/turmas para os estagiários. E tem reuniões. Ontem o chefe do colegiado veio me avisar que teria uma reunião hoje. Lo siento, mas eu tinha uma reunião marcada hoje em Salvador. Ainda não consigo estar em dois lugares ao mesmo tempo. Sou muito grande pra essas coisas**.



* qualquer menção freudiana é mera coincidência.
** piada interna de físico. E sem graça, como toda piada de físico.

sábado, março 03, 2007

Minha história



Minha história e esse nome que ainda carrego comigo
Quando vou bar em bar, viro a mesa, berro, bebo e brigo
Os ladrões e as amantes, meus colegas de copo e de cruz
Me conhecem só pelo meu nome de menino Jesus, laiá, laiá

Chico Buarque




Mudar. Mudar é bom. Ir para outra casa, outro bairro, nova cidade, novo país! Adoro mudar. Adoro ir para lá e para cá. Adoro conhecer gente nova, modos novos, sotaques, vidas, jeitos, falas. Aprender formas diferentes de fazer as mesmas coisas, aprender novas coisas, novos prazeres. Tudo isso é muito bom.

Passados mais de três anos em Salvador, continuo com saudades da minha casa. Da minha gente. Dos meus velhos problemas, das minahs velhas soluções. De mim. Eu existia antes de estar aqui, continuarei a existir se for para um novo lugar, mas eu preciso dos outros para ajudarem a me lembrar quem eu sou, quem eu era, quem eu quero continuar ou vir a ser. Preciso dos meus amigos. Meus amigos antigos.

A Cristiane escreveu outro dia que nosso encontro no Maranhão não parecia de duas pessoas que não se viam há muitos anos. Que parecia termos retomado a amizade, as conversas, do ponto em que elas tinham parado, considerando a evolução do tempo, claro.

Encontrar o Walter e Ana nestas mini-férias me fez bem. Especialmente num período em que tenho sentido a necessidade de lembrar quem eu sou. Eu, só eu. De estar com pessoas que gostam de mim apesar de me conhecerem há um bom tempo. É fácil gostar (ou desgostar) de alguém que pouco se conhece, com quem pouco se convive, com quem não se aprendeu a lidar com as falhas e as virtudes. Eu prezo a continuidade, o long term, o tempo, o cuidado, a tolerância. Não que seja trivial, e talvez justamente por isso seja formidável estar com meus amigos e gostar deles, e saber que gostam de mim, com todas (ou muitas das) nossas diferenças.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Bixcoito, fóxforo e afins



Pilhas de trabalho. Supermercado feito. Um joelho doendo. Quase sem ônibus na cidade. Chovendo lá fora. O Martin foi embora. A Ester viajou. O Fábio e a Vera trabalhando em casa. Sem tv por assinatura. Convites pra ir pro Rio. Carnaval rolando no Rio. Festa de niver do Walter... quer saber, eu vou para a cidade maravilhosa!

Decidi de última hora, na quinta-feira. Comprei passagem para sexta. Cheguei no Rio no sábado pela manhã. Bem no clima de loucura-loucura, de extravagância financeira. Usei um crédito que tinha na Gol e abusei do cartão de crédito.

Fui direto para a casa da Letícia. Que dia lindo, que sol!!! E era sábado, dia de Bola Preta. Fui me encontrar com os guris na Cinelândia. Cheguei lá e foi um parto, mas nos encontramos: Charles, Martin, Walter, Tio Sérgio, César, Andréia. Ficamos lá um tempo. Depois seguimos para uma feijoada, ali pelo centro. Num lugar que à noite funciona como boate, e durante o dia é restaurante. Conheci a Angela, amiga do Walter e uma figura. Gostei dela. A feijoada estava fantáaaaastica, uma delícia! Comi e enchi a cara de caipirinha.

De lá, fomos para Ipanema, ver a Banda de Ipanema. Ficamos lá numa esquina esperando os demais amigos do Walter chegarem. Waldir e Alfredo apareceram e então seguimos para a praia de Ipanema. Mandie mensagem para a Ticiana enquanto estava lá, mas ela estava no Leblon.

Depois eu fui me cansando de ficar lá em pé e estava louca pra ir no banheiro, então decidi ir embora. Por sorte quando cheguei na avenida principal em Ipanema, vinha passando um ônibus que passava perto da casa da Lê. Peguei e fui pra lá. Quando cheguei fiquei conversando com a mãe dela. Ligamos pra Lê, que me convidou pra ir prum bloco onde ela estava com amigos. Mas eu estava podre de cansada, virada (sem dormir à noite), e tendo passado o dia em pé. Então fui dormir e fazer gelo no joelho. Combinamos um churrasco para o dia seguinte.

No dia seguinte acordei ali pelas 7 da manhã. Comi alguma coisa, corrigi algumas resenhas que eu tinha levado, fiz as unhas, li um livro... o Walter mandou msg e convidou pra ir pra praia, mas eu disse que tinha marcado o churrasco, mas que os encontraria mais tarde em Ipanema, para um bloco. À tarde, quando a Lê acordou, fomos para o churras. Era na cobertura da casa de uma amiga dela. Foi engraçada uma cena quando o pessoal perguntou por máquinas fotográficas, eu disse que tinha a minha, poderia tirar fotos, e uma menina gritou comigo e disse que eu não podia, porque eles iriam querer ver as fotos e eu não morava lá. Fiquei pensando se não tem internet lá, mas tudo bem...

Depois segui para Ipanema, como combinado. Peguei o metrô na Tijuca e desci no 'findilinha', ou na última estação do metrô. E então fui descobrir a maravilha tecnológica do Rio: o metrô de superfície. Legal, você paga uma única tarifa e pode ir atéeeeee a Barra da Tijuca: de ônibus. Sim, o que eles chamam de metrô de superfície nada mais é do que uma linha de ônibus integrada com o metrô. Então faça as contas de quantas pessoas cabem dentro de vários vagões do metrô, e quantas cabem dentro de um ônibus. Agora pense no tamanho da fila de gente querendo pegar o ônibus na saída do metrô. Pois é. Levou uma longa hora e 15 enormes minutos para que eu conseguisse entrar no busum. Depois, o ônibus não conseguia andar, pelo trânsito. Desci e terminei o trajeto à pé. Nesse meio tempo conheci um casalzinho na fila e fomos conversando no busum e no trajeto à pé. Bem legais eles. Ele carioca, ela paraibana. Uns amores.

Finalmente encontrei os meninos, na Farme de Amoedo. O Martin estava se acabando de dançar, e eu puta com a prefeitura do Rio. Então, comecei a tomar Smirnoff Ice, pra compensar. Mas em seguida fomos embora. Passamos na casa da Lê para pegarmos minha mochila e seguimos para Niterói. Fomos direto pro aniversário do Xande, um amigo do Walter, e foi tri bom. Enchi a cara de caipirinhas e comidinhas e torta de aniversário.

No dia seguinte fomos para a praia. Itaipu. Lugar que eu jamais iria se não fosse com eles. [sotaque baiano On] Peeeense [sotaque baiano Off]numa farofada. Era lá. Praia cheia de gente. Cheia. Comemos pastel, sardinha frita, muita ceveja (smirnoff ice pra mim, claro) e risadas. Foi ótimo. Lá reencontramos a Angela, a da feijoada, lembra? Diverti-me horrores.

À noite, demos uma saidinha com a tia do Walter. E, por acaso, encontramos a Angela e o marido novamente.

Na terça-feira eu fui pra Barra de São João. E depois de uma cruzada para chegar na cidade, me encontrei com a Ana. Foi bem legal, batemos papo, e colocamos as fofocas em dia. Eu gosto muito dela. Pena que nos vemos só de vez em quando. A Carol tá noiva, o menino estava lá, mas foi embora na terça. O Marco também foi embora na terça, tinha que trabalhar no dia seguinte. Na quarta ficamos lá, fomos no super. Aliás, "descobri" uma pastinha de soja maravilhosa, e já catei a receita na internet. Trouxe vários potes pra Salvador, se ficar bom, depois eu conto a receita. Na quinta pela manhã voltei para Niterói, depois também de uma saga para volta, com direito a transporte clandestino, baldeação e arranca rabo com motorista. Mas foi super divertido. E muito sol, muito sol.

Daí foi dia de pré-festa, depilar, andar pra cima e pra baixo, e foi o dia em que experimentei o tal do açaí. Não é ruim!

Sexta era o grande dia: aniversário do Walter! Fiz mão e pé pela manhã, comprei o presente. Fomos para o salão, ajudei a arrumar umas coisas, fui com o Charles buscar o bolo-tudo-de-bom e os docinhos-maravilhosos e depois fui pra casa com o Martin, para nos arrumarmos.

A festa foi um espetáculo, muito chique, muito divertida, nunca bebi tanto espumante em toda minha vida. Enchi a cara. Comi até explodir. Dancei. Ri. Tirei muitas fotos. Tudo bem que as minhas fotos sairam todas terríveis, mas as do Martin ficaram boas, roubei várias pra mim. Estava tudo perfeito. Quer dizer, quase, né? Nenhum homem lindo, maravilhoso, gostoso, me descobriu na festa. Mas azar o dele.

Sabadão, dia de comer resto de festas, de preparar o tupperware com bolinho, salgadinho, docinho... fazer as malas... e vir-me embora. No fazer as malas, perdi um anel. Meu único anel jóia. O anel que eu paguei mais caro na minha vida. Que ódio. Deve ser sina de viagem. Quando fui pra Portugal, perdi meus brincos de prata, agora perdi um anel. Por isso que pobre só deveria usar bijuteria!

Mas antes de vir embora ainda fomos almoçar num churrasco na cobertura de umas amigas do Walter, a Vivi e a Chris. Foi ma-ra-vi-lho-so. O dia estava lindo, o pessoal super legal, a música estava ótima, e eu enchi a cara de caipirinha. Além disso, a carne estava perfeita. Ah, sim, e tinha uma farofa dos deuses. Achei a Chris super divertida. Aliás, a Chris e a Vivi tinham passado o carnaval em Salvador, e adoraram. Uns vão e outros vêm, né?

Sei que minha volta para soterópolis foi carregada de saudades. Adorei o tempo que passei no RJ, adorei rever meus amigos, amei fazer amigos novos. Fazer uma loucura de vez em quando faz bem. E não tem preço.

Que dulce!



Há algum tempo um amigo meu, o Walter, me falou que um amigo dele argentino viria visitar salvador. Troquei alguns emails com o tal amigo. Depois nunca mais tive notícias. Então mandei novamente um email, ele já estava na soterópolis. Ele ligou, conversamos. Levei um susto: o português era perfeito, e com sotaque carioca!

Tá.

Combinamos de sair. Saímos. O encontro foi no café do cine do museu, comemos tortinha e tomamos café. De lá partimos para o teatro Vila Velha. Depois seguimos para o Boteco do França, no Rio Vermelho. E liguei para a Ester, que nos encontrou lá.

O Martin, argentino amigo do Walter, é um super fofo, uma graça de criatura: super parceiro, divertido, bom papo, e sem frescura.

Nossos programas incluíram um dia na praia, na barraca do Lôro. Foi ótimo, com direito a banho de mar, muito sol e caipirinhas. Além disso, jantinhas no pelourinho, com show ao vivo, e moqueca de camarão + negão da Dadá.

Sim, foram dias de orgia gastronômica, e muito álcool. Esse guri me fez engordar mais de um quilo. Sério. Sim, me fez engordar, enfiooooou-me doces e comidas e bebidas, e bebidas, e bebidas, goela abaixo. Fui obrigada, eu juro!

Para compensar os muitos dias de sol, pegamos uma puta chuva com direito a alagamento e ficar preso dentro de um táxi no meio d´água, após um almoço no Barravento. Para compensar, tortinha no museu, claro.

O Martin foi, sem dúvida, o melhor acontecimento da semana. E eu falei pro Walter que iria roubar o amigo para mim também. Amei o docinho argentino.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Inferno astral antecipado




Tive uma semana linda. Eu juraria ter sido um inferno astral, não fosse meu aniversário apenas em outubro.

Com todas as antecipações que tive que fazer no vôo, acabei ficando com uma conexão maluca. Cheguei às 20h no aeroporto em São Luis. O vôo saia às 2h ou às 3h, nem lembro mais. Cheguei em Fortaleza às 3h (ou 4h)... e só sairia de lá às 20h40!!! Então dormi no chão do aeroporto. Tem um tabladinho lá, que virou uma cama coletiva. Não tive dúvida, me enrosquei na minha mochila, e dormi. Depois, ali pelas 10 da manhã, coloquei a bagagem no guarda-volumes e saí pela cidade, fui no Mercado Central, comprei mais bugigangas, depois fui no cinema. Assisti Copying Bethoveen. Muito bom. (O que me lembra que preciso ir ao cinema denovo)

Foi bom caminhar por Fortaleza durante o dia, no centro, pegar ônibus tira bastante o glamour da semana anterior, quando andei pela orla e pela área nobre. Depois do cinema conheci um menininho de Goiás, estava com a prima. Acho que era prima. Ficamos de papo e caminhando lá pelo centro cultural onde ficava o cinema. Foi bacana.

Voltei para o aeroporto e fiquei fazendo hora. Jantei num restaurante tri bom, tomei um vinho, couvert, tomate recheado, filé. Chique do úrtimo(sic). E barato. Sim, relativamente barato. Mais barato do que lanchinhos na praça de alimentação. Saí enlouquecida porque estava no horário do vôo. Entrei na sala de embarque... e atrasado. Atrasou uma hora. Tudo bem. Mandei mensagem de texto no celular para o Edu - o taxista, e pedi pra me buscar, avisei que o vôo atrasaria. Cheguei em Salvador no domingo, por volta da meia noite e meia.

Sim, saí na sexta às 20h de São Luis e cheguei em SSA no domingo. Viagem intercontinental, praticamente.

Na segunda-feira, fiz a prova de proficiência em francês, pela manhã. À tarde, a entrevista. À tardinha, o resultado: não passei na seleção do doutorado. A primeira coisa em que pensei foi na minha geladeira dos sonhos, que não mais compraria. Sim, porque não passar no doutorado aqui, implica em eu pensar em outros lugares para fazer o curso, e isso significa me mudar de Salvador, sair do emprego em Feira de Santana, e ficar sem dinheiro por um bom tempo. Logo, não daria para comprar minha geladeira de mais de 3 mil reais. Mas linda.

Claro que eu não fiquei feliz com o resultado, mas sobrevivi. Seleção tem todo ano.

À noite recebi um email do coordenador do programa, dizendo, em linhas gerais, que meu projeto estava bom, a entrevista também, mas que os outros estavam melhores, que eram poucas vagas, e me convidando para fazer a seleção no ano seguinte. Então tá, né.

Mas tendo saúde é o que importa, não é?
Então tá bom.

Depois o Pedro me vem no MSN saber como eu estava em função do resultado, daí viu que eu estava bem, dizendo que eu estava melhor do que ele supunha. Então, com a sutileza de um paquiderme, me disse que tinha uma novidade: estava namorando com uma baiana. Eu não dei os parabéns, nem pedi para ser madrinha. Aliás, nada disse.

Mas tendo saúde é o que importa, não é?
Então tá bom.

Aí fui na academia, e falei pro Oldin que estava com dor no meu joelho. Ele me encaminhou para o Vinícius, o fisioterapeuta. O Vinicius me examinou, examinou e disse que estou com tendinite, condromalácia e talvez um problema no menisco. Os dois primeiros são fáceis de tratar, disse ele, mas o menisco é preocupante. Assim, ele me encaminhou para um médico especialista em joelho.

No dia seguinte marquei consulta com o cara... para abril!

Assim, eu tenho dores (doooooores) ao dobrar o joelho direito, então estou com os movimentos bem limitados no que se refere, principalmente, a subir e descer escadas. Andar é tranquilo. Mas ficar muito tempo em pé, vai piorando. Tenho feito gelo todos os dias.

Aí pensei em ir na emergência do Cato (uma Santo Antônio da vida, para porto-alegrenses), mas fica beeeeem no circuito do carnaval, e eu só poderia ir caminhando, já que não tinha ônibus nesta bostica de cidade, então acabei não indo. Além disso, eu estava com a agenda muito cheia. Quero ver se consigo ir nesta semana.

Pois é, né? Um joelho bichado é o que importa...

O paraíso: saga Maranhão, Parte VI



À noite, de volta a Barreirinhas, dei uma volta pela cidade, comprei vários artesanatos com preços muito bons. Comprei uma bolsa lindona, enorme, por 20 reais. Centro de mesa, jogo americano, essas coisas de mulherzinha dona de casa.

Depois fui para a pousada e fiquei de papo com duas meninas que também estavam no Snef. Muito legais as duas. E depois fui dormir. Aliás, dormi feito uma pedra.

No dia seguinte, um café da manhã delicioso, e de lá segui para o passei de barco para Caburé, pelo rio Preguiças. Eles chamam a embarcação de voadeira. Foi ma-ra-vi-lho-so!

Não me lembro exatamente por onde passamos... vi igarapés, jacaré, paramos num lugar com um farolzinho, subi até o topo do farol, vi a vista láaaa de cima. Depois paramos não sei onde, um lugar que eles também chamam de pequenos lençóis, e fica antes de Caburé. Subi dunas, desci dunas, vi macaquinhos, cabra, coelhos... ahahah.

E finalmente, Caburé. Lugar sem nada, umas 3 pousadas, uns 4 restaurantes. Ou menos. Casa restaurante com seu gerador. De um lado o Rio, do outro o oceano. E no meio: areia. Lindo, silencioso.

Almocei num restaurante que ficava junto a uma pousada, onde os suiços - e das minhas últimas experiências descobri que não gosto de suiços, exceto o Patrick, claro - e os argentinos - e das minhas úlitmas experiências descobri que continuo gostando de argentinos - passariam a noite, e seguiriam para Jericoacoara. Deve ser um passeio interessante.

Aí tinha um casal de brasileiros, que me pareciam do Rio, e sentaram lá na puta que o pariu. Os argentinos vieram e sentaram comigo. Ficamos de papo, pedi um prato. Uns, na verdade: baião de dois, e um não sei o que de camarão, tipo moqueca. Meia porção, claro. Os argentinos pediram um misto quente (torrada, em gauchês), mas tinha muita comida e convidei-os a comer comigo. Depois fui caminhar e encontrei as meninas do Snef que estavam na mesma pousada. No restaurante em que elas almoçaram tinha um anexozinho, mais ou menos de igual área a parte onde estavam as mesas, mas com redes, muitas redes. E uma galera deitada e dormindo. Olha que delícia: deitar na rede naquele silenciosinho após o almoço. Aproveitei e tomei o tal do Jesus. Um refrigerante do Maranhão, que é cor de rosa, bem doce e tem um leve toque de canela. Não era ruim. Todo mundo no Snef ficava tirando sarro da bebida e dizendo que era horrível, mas nem era.

Depois voltamos direto para Barreirinhas e eu ainda passei no não-sei-aonde pra comprar uns artesanatos. O cara do receptivo local me levou. Aliás, receptivo nota 10. Não-sei-o-que Adventure acho que era o nome. Muito bom meeeeesmo.

Na pousada, eu já tinha feito o check out pela manhã, né? Mas eles guardaram minha bagagem e na volta me deram uma toalha limpinha e pude tomar um banhinho e trocar de roupa. Então o transporte chegou. Dei meu email pras meninas de Minas, mas até agora nenhuma me escreveu... cheguei no aeroporto por volta das 20h. E fiquei ali esperando meu vôo... às 3h.

Eu recomendo o Maranhão para quem quer passear. Recomendo para quem quer ver prédios históricos (São Luis), recomendo para quem quer comer frutas exóticas, para quem quer comer pratos deliciosos, para quem não quer a história escravocata do Brasil (Alcântara), para quem quer silêncio, isolamento (Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses), para quem quer sossego, uma rede, silêncio, mar e rio (Caburé).

A recompensa: saga Maranhão, Parte V



Eu tinha a intenção de ficar todos os dias no Simpósio e no final de semana ir para os lençóis maranhenses, mas com tantas trocas de passagem, eu adiantei a parte do lazer. Eu até estava pensando em não ir, mas depois de ter que desenbolsar 260,00 na brincadeira de troca-troca de passagens, eu fiquei puta e resolvi que eu tinha mais era que ir. Porque senão eu tenho certeza que me arrependeria depois. Sei lá eu quando voltarei aos confins do Maranhão??? Então eu fui.

Passei na mesinha da agência Baluz, que estava lá no congresso, perguntei preços e tal e fechei um pacote de dois dias e uma noite, ficando na Pousada do Rio e fazendo dois passeios: grandes lençóis e voadeira pelo Rio Preguiças.

A van me buscou no hotel às 5h da manhã, nem deu para tomar café. Tinha ar-condicionado e eu fui dormindo, apesar duma filha-duma-puta-mala-sem-alça duma mocreinha que ficava com o banco dela, na minha frente, super descido, e então não tinha espaço para minhas pernas, que ficavam empurrando a menina, e ela, pulando pra empurrar minhas pernas. Seguimos nesse perrengue o caminho inteiro. Quase. Até que ela resolveu trocar de lugar com o namorado. E o menino pegou e simplesmente levantou um pouquinho o banco, e seguimos felizes para sempre.

No meio do caminho a van pára num lugar para tomarmos café da manhã. É ótimo e barato. Seis reais por um buffetzinho simples mas tri bom. Não deixa nadinha a desejar. Seguimos viagem.

Chegamos em Barreirinhas, a cidade onde eu ficaria hospedada. Minha pousada foi a última do roteiro, achei que estivesse longe, mas depois descobri que é bem próxima do centrinho. A pousada é ÓTIMA: simples, limpinha, bem cuidada, bonitinha, tem um café da manhã tri bom, guarda a bagagem da gente quando desocupamos o quarto, tem chuveiro (frio) e toalhas limpinhas para tomarmos banho na volta do passeio, depois que o quarto já foi desocupado. Excelente, eu recomendo. Pousada do Rio.

Chegamos às 10h na Pousada e como estava vazia, pude entrar pro quarto (senão teria que esperar até meio dia). Aí eu caí na cama e dormi. Delicia de sono. Os passeios podem ser logo que se chega ou à tarde, eu escolhi à tarde, para ver o pôr-do-sol nos lençóis.

Depois veio o carinha numa jardineira me buscar para o passeio. Atravessamos o rio de balsa. A travessia não dura 3 min. E seguimos por uma hora na jardineira, sacolejando. Chegamos nos lençóis. Tinha uma subida meio íngreme, de areia. Olha, é bobaaaaaaaaagem pensar em calçados apropriados, papete, sei lá o quê: vá descalço. Depois de subir, caminhamos um pouco por aquela imensidão de areia. Só tenho uma coisa para dizer: é muita areia!

Tá, eu poderia tentar filosofar, falar do silêncio fantástico, das esculturas naturais que são aquelas areias, falar das lagoas que se formam, falar da pequenez que se sente diante daquela vastidão de pequenas partículas que agregadas formam aquele cenário desértico deslumbrante. Mas não sou dada a filosofias, não levo jeito para a coisa. É muita areia e tenho dito.

Aí, estou eu andando pra lá e pra cá, no meu biquini branco, e ai, de repente, não mais que de repente eu sinto... hmmm será, será? Sim, Deus me ama. E justamente naquele momento eu tinha que ficar menstruada. Eu, no meio da areia infinita, de biquini branco, há quilômetros da civilização, sem baneiro, sem papel, sem OB, sem naaaaaaada. A única coisa que eu poderia fazer era relaxar e esperar virar um sinalizador ambulante. Coloquei minha bermudinha azul, sacolejei de volta na jardineira, imaginando o rio que estaria se formando por baixo de mim. E na hora de atravessar o rio na balsa, de volta? Tinha que descer e subir da jardineira, né? E os homens super educados, pediam para eu subir na frente. Eu tentava ser a primeira a descer e a última a subir, para não ter que ficar muito exposta. Por sorte, o desastre não foi muito grande. E também, estou pouco me fudendo. Acontece nas melhores famílias. Eu ainda estava em estado de graças com o silêncio.

O que mais gostei dos lençóis foi, definitivamente, o silêncio e o isolamento. Estar sozinha era bom. Estar no completo silêncio, com o barulho do vento, era bom.

Contratempos: saga Maranhão, Parte IV




Roteiro inicial
26/jan, sexta-feira: saída para Fortaleza, vôo às 6h
27/jan, sábado: saída para São Luis, vôo às 9h30
06/fev, terça-feira: volta de São Luis direto para Salvador. Algum horário decente.

Alteração 1, ainda em Fortaleza, no dia 26 de janeiro.
26/jan, sexta-feira: saída para Fortaleza, vôo às 6h
27/jan, sábado: saída para São Luis, vôo às 9h30
06/fev, terça-feira: volta de São Luis direto para Salvador. Algum horário decente.
04/fev, domingo: saída para Fortaleza, vôo na madruga.
05/fev, segunda-feira: volta de Fortal para Salvador, chegada às 8h.

Alteração 2, em São Luis, depois de receber email da seleção do doutorado, avisando que eu teria que fazer prova de francês às 10h da manhã, na segunda-feira.
Alteração 1, ainda em Fortaleza, no dia 26 de janeiro.
26/jan, sexta-feira: saída para Fortaleza, vôo às 6h
27/jan, sábado: saída para São Luis, vôo às 9h30
06/fev, terça-feira: volta de São Luis direto para Salvador. Algum horário decente.
04/fev, domingo: saída para Fortaleza, vôo na madruga.
05/fev, segunda-feira: volta de Fortal para Salvador, chegada às 8h.

Olha a saga:
02/fev, sexta-feira: chegada no aeroporto em São Luis, às 20h.
03/fev, sábado: saída do aero de são luis, ali pelas 2h da manhã.
03/fev, sábado: chegada em fortal às 3h e pouco da madruga.

depois de 17 horas esperando...

03/fev, sábado: saída de fortal às 19h55!!! Atrasou mais de 1h.
03/fev, sábado: chegada em Salvador às 22h30. Chegou meia-noite e pouco de domingo.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

O congresso: saga Maranhão, Parte III



O que parecia super organizado dada a quantidade de emails que recebi antes do congresso começar, acabou por ser uma bagunça. O material fornecido pela organização foi ridículo, era quase impossível acompanhar o que estava acontecendo e onde, já que tudo funcionava nos diversos prédios do centro histórico de São Luis. Era um bando de gente de sacolinha preta pra lá e pra cá, subindo e descendo ladeira, super perdidos. Nem caneta ganhamos! Pobreza.

Minha apresentação oral era no primeiro dia, à tarde. 15h10. Eram 13h30 eu estava lá na sala. Era suposto de ter data show. Até tinha, mas sem computador. Nossa sessão atrasou cerca de 1h. Absurdo. E uma menina ainda trocou de horário comigo. O que deveria ser proibido pela chefe da sessão. Trocas de horários só bagunçam tudo. Mas, considerando o nível de organzação da coisa, não iria fazer muita diferença. Ah, sim, minha apresentação foi meia boca. Nossa, como eu fiquei nervosa, nem sei porquê. Em geral não fico assim. Sei lá, ainda bem que passou.

No mais o evento foi bom. Conheci pesquisadores novos, retomei contato com antigos. Vi trabalhos interessantes. Conheci São Luis andando pra lá e pra cá por aquele centro histórico e comi várias comidas super gostosinhas.

Acadêmica, gastronômica e etilicamente falando, foi uma experiência muito boa.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

O reencontro: saga Maranhão, Parte II



Ao chegar no aeroporto de São Luis fui recepcionada pela minha ex-colega de Escola Técnica, a Cristiane. A Cris está morando em São Luis, com o marido, o Bruno. Então fomos para a casa deles. Almocei lá e passei o dia com eles. Os meninos foram do aeroporto para o centro da cidade, onde tinham reserva num hotel.

O dia lá na Cris foi tri bom, tranquilo. Casa à beira da praia, fazer nada e papear. dColocando muita conversa em dia, compartilhando opiniões sobre a vida no nordeste, falando da vida... À tardinha o Bruno fez um pão tri bom - o que me lembra de pedir a receita. Jantamos e depois eles me levaram pro meu hotel.

Quando cheguei no hotel fiquei achando que não era lá, chiquezinho o lugar. Mas era lá mesmo. Então nos despedimos e marcamos para uma saída de barco na manhã seguinte, rumo a Alcântara. Sim, lá o onde tem a base de lançamento de satélites. Mas a base é lonjão de onde iríamos.

Dormi tri bem, mas ainda fiquei vendo um filme na tv a cabo até altas horas. Coisa boa ter tv a cabo, né? Depois acordei cedinho e tomei um café da manhã espetacular. Ah, sim, o nome do hotel: Brisamar.

A viagem de barco foi meio torturante, porque enjoei. Odeio isso. Gostei bastante de Alcântara, lugar tranquilo, cheio de história, prédios, ruínas. Pena que não deu para ver muitos museus, só um, o do Divino.

Comi doce de espécie, que é um doce à base de côco, tri bom. E no almoço, uma peixada maranhense. Estava boa também.

Fazia um calorão, e dei sorte dos colegas de trabalho do Bruno estarem planejando esta viagem para Alcântara no findi, aí eu fui com eles. Tinha uma menina bem legal, que me lembrou, o sorriso, a Ana, ex-estagiária do serviço da minha mãe, e foi com quem eu dividi a peixada.

A volta foi bem melhor, não enjoei. A Cris e o Bruno me deixaram no hotel e combinamos de eu ir dormir lá no sábado. Ah, sim, porque eu troquei minha passagem, na sexta-feira, lá em Fortal. Em função do email que recebi do coordenador do programa de Doutorado, dizendo que eu não poderia fazer a prova no dia 07 (é assim, é que eles mudaram as datas do processo seletivo, e mudaram depois que eu já tinha planejado minha viagem pro maranhão). Mas, como era uma seleção, né, eu fui lá e troquei a passagem, e desembolsei 260 reais a mais. Sorte que não tive que gastar 500 a mais, mas também fiquei com uma conexão terrível.

Ah, quando eu cheguei no hotel o Fábio estava lá. Sim, porque o hotel que os meninos haviam reservado era muito ruim, então eu ofereci pra ele ficar lá no quarto comigo, já que minha diária era para duas pessoas.


Fotinhos do findi, aqui: http://katemari.multiply.com/photos/album/46

O começo: saga Maranhão, Parte I




Para fazer um pouco diferente, vou dividir o relato da minha viagem em algumas partes. Tentarei não fazer um post gigante.

Roteiro inicial:

26/jan, sexta-feira: saída para Fortaleza, vôo às 6h
27/jan, sábado: saída para São Luis, vôo às 9h30
06/fev, terça-feira: volta de São Luis direto para Salvador. Algum horário decente.

Como o vôo era às 6h da madruga, tinha que estar no aeroporto às 5h, então pedi um táxi para às 4h. Já que o aero em Salvador é no fim do mundo. Liguei pro Edu, amigo do João. Uma gracinha o menino. Sim, um menino. Ele é bem novinho, e ficava me chamando de senhora. Muito engraçado. Todo profissional ele. Gostei.

Era noite de Festival de Verão, então ainda pegamos um pequeno congestionamento lá na Paralela. E o Edu recebeu uma ligação duma cliente, pedindo para buscá-la no Festival. Legal, assim ele garantiu uma corrida na volta.

Cheguei em Fortal e liguei pro Luciano, que foi me buscar no aeroporto. Senti-me chegando em Porto Alegre, porque o Lu tem um carro igual ao da minha mãe. Aí fomos para a casa dele. Ficamos batendo papo. Depois ele me deixou na manicure e foi trabalhar. Fiz a mãe e depois fui caminhar pela cidade. Andei pra lá e pra cá. Andei horrores, na real. E caminhei na praia, e em shoppings, e consegui um mapinha no centro de informações turísiticas. Ótimo mapa. E de graça.

Depois voltei pra casa do Lu, à pé, e daí ele foi pra lá pra gente sair pra almoçar. Comemos no shopping. Comi uma salada tri boa. Então ele me deixou no Mercado Central e foi trabalhar. Fiquei zanzando no Mercado e depois fui até o Centro Cultural Dragão do Mar. Bem legal. De lá segui pela orla, caminhando tuuuuuudo, vi o pôr-do-sol, tomei água de côco, conheci uma cearense apaixonada por Gramado, e voltei para a casa do Lu. À pé.

Cheguei, tomei um banhinho e fui descansar, mas logo em seguida o luciano chegou. Ficamos de papo. Depois a Ju, namorada do Lu, chegou, e fomos jantar. Comemos uma pizza tri boa, mas eu não estava com fome. Estava muito cansada. Não havia dormido até então, desde o dia anterior, e andado pra caraaaaaaaaalho. Depois demos umas voltas de carro pela cidade e fomos pra casa.

Dormi feito uma pedra. E na manhã seguinte o Lu me levou no aeroporto. Lá encontrei com o Helder, o Fábio Freitas e o Fábio Pena, que também estavam indo pra São Luis, mas ficaram desde a meia-noite no aeroporto, matando o tempo.

Ah, sim, por que eu passei uma noite em fortal, e os meninos ficaram tanto tempo no aeroporto? Porque é muuuuito mais barato. 470 reais mais barato. O vôo que eu peguei no dia 27 era o mesmo que peguei dia 26. Ele tem escala em Fortal, mas só pelo fato de eu descer e subir denovo, mesmo pagando mais taxa de embarque, sai muito mais barato. Vai entender estas companhias aéreas, né?

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

When your best just isn't good enough.



Sim tenho as notícias da viagem para contar, mas a notícia fresquinha, a do dia, é que não passei na seleção do doutorado.

O sentimento é estranho. Um mix de apatia com tristeza, ironia, resignação, fracasso, angústia e uma pitada de surpresa. Sim, eu entendo a contrariedade desses sentimentos. Mas apenas sinto.

Nessas horas o legado cristão é útil, e dá até para pensar que Deus escreve certo por linhas tortas. Mas, na boa, Ele que arranje um caderno de caligrafia! Em tempos modernos: usa o Word, pô!

Agora vou ter que pensar o que fazer da vida. Uma coisa é certa, não comprarei minha geladeira dos sonhos. Nenhum bem permanente será agregado ao meu patrimônio.

Está na hora de pensar em começar a levantar acampamento...

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Baba, baby.



Eu vou pra . E depois conto tudinho.

Deixa carregar bem todas as fotos, ok?

E baba.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Vida difícil




Sexta-feira eu fiquei em casa.
Ia sair, tinha marcado, mas levei um bolo, pra variar. Fiquei puta e fui pro berço.

No sábado caminhei na Barra, vi dvd e à noite fui no cinema. Vi o filme Perfume. Muito bom. Recomendo. Adoro essa coisa de cheiros... mas o filme é realmente muito bom, tem cenas fortes, e lindas. E um monte de beldades.

Depois fui pro Rio Vermelho. Pós-tudo. Bah, fazia um tempão que não ia pra lá. Alexander básico. Papos, risos, papos. Táxi, casa.

Domingo acordei tardão, fui dormir quase às 3am na noite anterior. Aí recebi um convite para ir à praia. Topei. Bah, tava tri boa: um céu azul, a água morninha. Foi em Guarajuba, almoçamos numa barraca na praia, ensopado de peixe. Delicioso. E eu sou chata pra peixe, mas estava bom mesmo. Depois caminhamos até Itacimirim, porque Guarajuba estava o próprio piscinão de Ramos. Noooossa, Ita estava tuuuudo. Pouca gente, um bando de surfistas, uma barraca de praia gostosinha, mar perfeito, e a maré subiu, subiu até que fiquei com água sob os pés, sentada na cadeira na areia, e a água passando, como uma piscininha rasa. Tivemos até direito a uma visita de tartaruga marinha!!! Lindona. Bah, é enorme. É que ali é área de desova. Fiquei impressionada com o tamanho do bicho. Ela veio de dentro d´água e foi para a areia, devagarinho, e um bando de gente se amontoou ao redor para olhar. Bem legal.

Bem, aí hoje eu fui pra Feira, né, porque a mega sena acumulada ainda não chegou.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Só no especial



Sexta passada fui no Boteco do França, fazia um tempão que não ia lá, e foi ótimo, me diverti muito. Isso me faz pensar que preciso sair mais. E foi muito bom conhecer pessoas novas, gente bacana.

Estou num período semi-de-férias. Não é férias porque continuo trabalhando - e bastante! - mas é semi porque não estou dando aulas. Apesar de que na semana que vem começa um curso de verão, e darei aula em alguns dias, depois sigo para Fortaleza e São Luis. Na volta, sigo dando aula no curso de verão.

Fortal será apenas por uma noite, porque era mais barato voar via Fortal. E em São Luis, vou participar de um Simpósio. Mas pretendo, após o trabalho, conhecer os lençóis maranhenses. Contudo, acabei de receber um email do coordenador do doutorado, o que talvez me obrigue a trocar minha passagem e voltar antes da data. Veremos o que acontecerá. Quer dizer, na verdade preciso passar na 1a etapa da seleção.

O Pedro chegou no sábado. Ligou-me para me entregar o livro e o pendrive que eu havia pedido. Na segunda falei com ele novamente, foi assaltado. Puta azar. E levaram o celular. Novinho e lindo.

Salvador já está entrando no clima insuportável, cheio de turistas. Eles estão por todos os lados. E eu, soteropolitana desde pequenininha, fico puta com este bando de gente de tudo quanto é lugar, e do shopping Barra abarrotado deles, e dos preços absurdos de tudo. A água de côco inflacionou absurdamente. Com esse povaréu, aumentam também os pequenos furtos na zona "deles". Mas ainda vai piorar, o carnaval vem aí.

Bah, não acredito que ainda faltam longos 12 dias para o estado depositar meu rico dinheirinho. E não acredito que já estou quase zerada nesta altura do mês! E saindo pra viajar. Agora entrei na fase que nem chiclete eu compro. Salve o cartão de crédito!

Falando em crédito, meu novo sonho de consumo Amélia é uma máquina de lavar louça. Quando eu voltar de viagem, vou experimentar a promoção test drive da Brastemp. É de graça. Depois eu conto.

Queria ter ido no cinema esta semana, mas daí pensei... 6 reais. Já dá um lanche em São Luis. Melhor não...