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domingo, agosto 31, 2014
A copa passou
Acabou o São João, acabou a Copa do Mundo de futebol, os meses têm passado rapidamente. Em uma semana completarei um ano de Campina Grande. Várias coisas aconteceram nesse ano. Fui conhecendo a cidade aos poucos, caminhei muito pra lá e pra cá. Ganhei dois editais, um do CNPq e outro da CAPES. Comecei a ter aulas de percussão. Entrei num grupo de teatro. Eu me mudei e comecei a mobiliar apartamento, montar minha casinha. Fogão, geladeira, máquina de lavar roupas, cama e colchão, era tudo o que meu apartamento tinha, por algum tempo. Aos poucos foi ganhando cara, um sofá aqui, uma mesa ali. Ah, e teve a super novela da cozinha, claro. A vida seguia boa, até que voltei pra Nova York. Depois de pouco mais de um ano e meio longe daquela cidade, eu voltei. Foi brutal. Quer dizer, a ida pra lá não foi brutal. A estada na cidade foi ótima. Foi tão bom rever minhas amigas e amigos, conversar com as pessoas, andar pela cidade e pelos parques, fazer supermercado, cozinhar, ver tv em casa, ir para bares, ver gente, ficar quieta, tudo. A volta, entretanto, foi brutal e me fez fisicamente, mentalmente e emocionalmente debilitada. São muitas as razões e complexas. Eu gosto daqui. Eu gosto de lá. Eu gosto principalmente do meu trabalho, aqui e da minha casa. Eu sinto uma falta colossal das longas conversas com meus amigos e minhas amigas de lá. Não há facebook que dê conta disso. Meu plano inicial era de ficar cinco anos em Campina e depois reavaliar a vida. Essa ida a NYC abalou minhas ideias. Muita calma e paciência nessa hora. Vai passar, eu sei. Mas dói.
sábado, novembro 06, 2010
De chorar no cantinho
Durante meu mestrado, no período de coleta e análise de dados, eu tive que transcrever as entrevistas que conduzi. Foi a pior parte, sem dúvidas, desta porcaria que chamam pesquisa acadêmica. Eu fiquei estressada, deprimida, mau humorada. Sim, ainda mais mau-humorada. E colapsei em lágrimas. Parei tudo e resolvi pagar os tubos por serviços de transcrição. Depois dessa traumática experiência, eu fiz uma resolução, de nunca mais trabalhar com entrevistas e nunca mais transcrever coisas na minha vida. Tudo bem, depois eu pensei, pensei, e decidi que usaria entrevistas no futuro. Adoro entrevistas, adoro ouvir e contar histórias da vida das pessoas. O que é lindo, no mundo acadêmico mas, cá entre nós, significa que eu tenho boas habilidades para fofoqueira.
Enfim, meu povo, o tempo passa, passa... e agora encontro-me numa situação em que farei entrevistas para coletar dados para minha amada tese. Não só por questões do trabalho, mas pelo idioma, minha orientadora sugeriu e minha banca resumida concordou que eu deveria usar serviços de transcrição quando esta fase da pesquisa chegar. Ótimo.
Entretanto, estou fazendo uma disciplina (sim, um curso inteirinho) sobre entrevistas. E agora cheguei no momento em que tenho que transcrever as malditas. Esta semana está sendo um inferno. Eu odeio trascrever, com todas as minhas forças. Descobri que odeio ainda mais transcrever num segundo idioma.
E eu duvido muito que eu consiga terminar de transcrever esta entrevista até quarta-feira. Será a primeira vez que vou ter que chorar prum docente e dizer, olha, não vai rolar, não tenho como fazer este teminha de casa. Vou ver o que pega melhor, o sou estrangeira ou o eu tenho trauma de transcrever. Na terra do Tio Sam, tenho certeza que os dois vão colar.
Enfim, meu povo, o tempo passa, passa... e agora encontro-me numa situação em que farei entrevistas para coletar dados para minha amada tese. Não só por questões do trabalho, mas pelo idioma, minha orientadora sugeriu e minha banca resumida concordou que eu deveria usar serviços de transcrição quando esta fase da pesquisa chegar. Ótimo.
Entretanto, estou fazendo uma disciplina (sim, um curso inteirinho) sobre entrevistas. E agora cheguei no momento em que tenho que transcrever as malditas. Esta semana está sendo um inferno. Eu odeio trascrever, com todas as minhas forças. Descobri que odeio ainda mais transcrever num segundo idioma.
E eu duvido muito que eu consiga terminar de transcrever esta entrevista até quarta-feira. Será a primeira vez que vou ter que chorar prum docente e dizer, olha, não vai rolar, não tenho como fazer este teminha de casa. Vou ver o que pega melhor, o sou estrangeira ou o eu tenho trauma de transcrever. Na terra do Tio Sam, tenho certeza que os dois vão colar.
terça-feira, junho 22, 2010
Porra, Joao!
Pobre soh se lasca, neh? Quando consegue comprar ingresso pra ver Joao Gilberto (chiquerrimo), no Carnegie Hall (chique do urtimo), o homi cancela. Isso foi olho gordo do Fabio, tenho certeza!
Ja viu esta historia de gente que vai viajar pros Estados Unidos e descobre que estava com o visto vencido?
Ah, Joao, Joao...
Ja viu esta historia de gente que vai viajar pros Estados Unidos e descobre que estava com o visto vencido?
Ah, Joao, Joao...
domingo, setembro 28, 2008
Da série: quem mandou ser pobre
Livrinho bacana. Hmm, gostei... deixa ver quanto custa na Amazon. Ainda mais que eu sou Prime, não pago taxa de entrega...
Veja o precinho você também.
Aliás, meu aniversário é dia 16 de outubro, aceito de presente.
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
Arrependimento

Ai, se arrependimento matasse...
não consigo olhar no espelho. Este estado ovelha no qual me encontro é deveras desagradável. Lembra aquele período de sucesso dos permanentes? Pois, estou tal qual uma ovelha repolhuda daqueles tempos. Não é que eu esteja horrível, se prendo o cabelo de uma determinada forma, fica legal, mas são limitadas as formas. Tenho que ficar arrumando pra sair. Perdi o que eu mais gosto em usar tranças: a praticidade. Sim, eu sou preguiçosa, quero acordar, levantar da cama e já estar com o cabelo lindo e maravilhoso.
Sei que me arrependi. E a brincadeira custou 150 reais. Ai, que dor. Isso porque fiz numa super hiper ultra mega promoção, onde poupei cerca de outros 150 reais. Era pra mocinha ter feito cachinhos só nas pontas, mas cacheou todo meu cabelo. Foram só os bigudins exageradamente enrolados. Saco. Sem contar que ela apertou tanto as tranças que estou com dores no couro cabeludo e até machucou um pouco em alguns locais.
... ainda bem que arrependimento não mata!
segunda-feira, dezembro 24, 2007
Update
Na última semana tudo foi uma correria louca, fui pra Feira segunda e quarta e fiz trança na terça. Fazer tranças, pra quem não sabe, significa passar o dia inteiro sentada. O dia inteiro. Nessa última terça fiquei das 8h30 às 18h30. É sério. Sem pausinhas pra descanso ou pra comer. E acho que fui no banheiro umas duas vezes. O que comi, comi sentadinha, com lanchinhos que levei. É duro, é duro...
Na segunda-feira fui pra Feira e voltei pela manhã, saí da minha sala às 11h50 e cheguei em Salvador às 15h40. Ninguém acredita. Além do ônibus na BR ter demorado um século, quando entrei era daqueles com gato e cachorro. Então desci na rodoviária e peguei o executivo. Um calor do cãaaao. Aí o executivo atrasou. Depois, no meio do caminho, estragou o ar-condicionado do executivo, cujas janelas não abrem! Era o inferno na Terra. Aí, porque desgraça pouca é bobagem, teve um acidente de caminhão na estrada, e ficamos num congestionamento monstro. Dureza, dureza...
Na quarta, fui pra Feira e voltei cedo também, mas daí chamei um táxi (15 contos até a rodoviária) e cheguei 5min após a saída do executivo, que sai de hora em hora. Então peguei um comum, que vai parando no caminho e não tem ar-condicionado (mas tem janelas que abrem, e cusa 13 reais). Sim, é mais caro ir da uefs pra rodoviária de feira do que de feira pra salvador. Cheguei no Iguatemi e fui almoçar, a fila do Raízes estava monstra, desisti. Então fui passar nas Americanas, peguei umas coisas e fui pra fila. Nem pensar, né, meu bem? Desisti.
Fui pra casa mas no caminho parei na Tonha, pra comprar cocadinhas pro Martín, qual minha surpresa quando lá chegando eu descubro que ela mudou de endereço! Tá. O carinha disse que era pra descer a ladeira e dobrar a primeira a direita, o novo endereço tinha uma porta verde. Lá fui eu, sob aquela lua. Como a ladeira é super íngreme, e pra descer todo santo ajuda, eu encarei. Maaaaas quem disse que encontrei o lugar? Perguntei pras pessoas e nada. Subi um pouco a ladeira e tentei outra rua, à esquerda (vai que o cara tivesse problema com esquerda-direita), e nada. Aí, com minha blusa pingando suor, eu desisti. E subi a ladeira-filha-da-puta-de-íngreme. Não, pra subir o santo não ajuda. Nenhunzinho sequer. Fui pra casa sem ter almoçado, sem ter comprado as coisas nas Americanas e sem ter as cocadinhas. Nem preciso dizer que já estava no final da tarde, né?
Abre parênteses
Ganhei do magnífico reitor, eu e todos os professores da uefs, um panetone. Aí carreguei meu adorado panetone. Fazendo comprinhas nas Americanas eu coloquei o panetone dentro da cestinha. Mas aí eu desisti da fila, né? Então larguei a cesta em qualquer lugar da loja. Quando estou na rua e vou atravessar, me vem aquela sensação de "eu tinha algo na minha mão, o que era?" e daí lembrei do panetone. Voltei correndo nas Americanas, entrei, achei a cestinha - que ainda estava no mesmo lugar - peguei a iguaria natalina e me piquei da loja. Aí começou o pânico: vão achar que estou roubando a loja! A mulher entra correndo, pega um produto duma cestinha e sai rapidinho, na maior cara de pau! Saindo do shopping olhei pra trás, pensei na besteira que tinha feito. Tá, mas o panetone tinha até uma etiquetinha desejando boas festas, com o nome do magnifico e seu vice. Atravessei a rua, e fiquei olhando. Vários seguranças correndo, com walkie talkie, quase uma incursão da Tropa de Elite num morro carioca? Não, nenhum segurança atrás de mim, ainda bem. Por fim, tudo seguia o curso natural e segui (quase) tranquila.
Fecha parênteses
Aí fui pra casa comer e organizar a mala. Sim, eu passaria 30 dias longe da minha casinha. Mas mas mas... o Maciej tinha que ir lá em casa buscar o computador dele, então liguei e disse que já estava em casa, daí ele foi pra lá. E liguei pra imobiliária, pois desconfiei que eu não havia deixado pago o aluguel de dezembro (com vencimento em 16 de janeiro). Dito e feito. Então tive que sair e ir pra Av. 7 pagar a bagaça. Arrumei algumas coisas, o Maciej foi lá em casa e saimos pra imobiliária. Chegamos lá às 17h58 (fecharia às 18h). Saímos de lá umas 18h30. Daí o Maciej foi pro Pelourinho encontrar-se com a Beatrice e o Ericson e fui para o Rio Vermelho, encontrar-me com o Daniel.
Algumas ligações e a Naiara também iria para o Rio Vermelho. Sim, a fofinha está em Salvador. Daí ela chegou na Cira, depois o Dani, comemos um acarajé e depois seguimos para a tal da carne de sol que a luzia tanto anunciara. O lugarzinho é bem legal, gostei. Voltarei. Depois chegou o Raimundo. E muuuuuito depois, a Luzia. Ela estava trabalhando e aplicando uma prova. Mas depois depois mesmo, chegou a carne de sol. O lugar é bom, a carne é maravilhosa, mas demoooooooooooooora. Tomei uma roska tri boa de kiwi, mas que já foi uma lenda pra conseguir, porque não tinha quem fizesse, eu tive que ir lá chorar com o dono, e parei toda a cozinha (uma cozinheira) para fazer minha roska. Depois eu o Dani descemos pra levar a Naiara até o carro e aproveitamos pra comprar mais duas roskas na Cira. Encontrei com uma colega do mestrado, a Silvia. Subimos pra carne de sol e nada dela ter chegado ainda (sim, a Nai foi embora antes de comer!). Tomei minhas três roskas e fui pra casa dormir.
Na manhã seguinte, às 10h30, tinha a entrevista da seleção do doutorado. Sim, eu havia passado para a segunda fase. Acordei cedo para arrumar as coisas para a viagem. Sim, eu iria viajar: Porto Alegre, férias. Então, sessão depilação, livrei-me de todos os pêlos deste corpitcho, lavei louça, recolhi roupas, lixos, e todos estes preparativos pré longas viagens. Correria, correria, e uma sede... parei tudo e fui pra ufba. As entrevistas estavam todas atrasadas. Ai, meus sais. Ok, minha entrevista acabou sendo às 11h, saí do Instituto de Física ali pelo meio dia e fui pra casa, fiz almoço, lavei tudo, terminei de fazer a mala, pesei, tirei coisas, fechei tudo... não, nem pude tomar outro banho e trocar de roupa, não dava tempo. Saí.
O vôo era às 15h30, deveria estar no aeroporto às 14h30. Portanto, sair de casa às 13h30, mas considerando os congestionamentos de final de ano... saí de casa por volta das 13h15. Cheguei no aeroporto 14h e pouco. Eu tinha umas coisas pra resolver na TAM, mas não consegui, só pela internet ou pelo telefone. Inacreditável! Tá. Daí, no check-in, a notícia, o vôo estava atrasado. Previsão: 16h30. Ok, 1h. Depois, olho no monitor da infraero, previsão: 17h30. 2h. Fiquei lá no aero e tal... consegui derrubar quase meio litro de água dentro, em cima, em baixo, por todo meu computador e fui salva pela Targus, que fez uma excelente retenção da água, evitando maiores estragos (o computador estava dentro da mochila). Fiz um vôo gigante pela webjet, que gostei muito: assentos confortáveis, largos, lanchinho gostosinho, tripulação simpática, comandante mega simpático, e sem conexões! A webjet só faz escalas. Maraviiiiilha!
Cheguei em Porto Alegre uma e pouco da madruga de quinta-feira e vim pra casa. Fomos dormir às 4h da manhã e daí começou minha história rio-grandense, que guardarei para textos futuros...
sábado, dezembro 08, 2007
Sacanagem
Legal, dos últimos três filmes baixados, apenas um presta (Amarelo Manga, 2002): um tá dublado em italiano (The Ring) e o outro era pra ser o filme Dois Filhos de Francisco, mas é um show do Zezé di Camargo e Luciano. Já não se pode mais confiar nos usuários do eMule.
terça-feira, novembro 20, 2007
Eu não sou galinha...
Mas peguei uma puta gripe!
Dói tudo, coriza constante, olhos lacrimejantes, garganta irritada, amígdalas se fresqueando, indisposição, dor de cabeça... e tudo junto.
sexta-feira, setembro 14, 2007
Fluoxetina
Querido diário, faz muito tempo que não venho por aqui, mas vontade não me falta. As semanas têm sido cheias e tenho trabalhado muito, muita correria mesmo.
Ainda nem consegui ler a reportagem principal da Vida Simples deste mês que, como sempre, caiu-me como uma luva. A matéria fala sobre ansiedade, sobre o 'tudo ao mesmo tempo agora'. Tenho estado extremamente ansiosa e tensa. Meu maxilar dói constantemente. Tensão. Quando percebo, estou com os ombros contraídos. Mais tensão.
Pelo menos a angústia passou. Há algumas semanas eu estava muitíssimo angustiada, sem saber a razão. Depois de muito pensar e remoer, e ver que minha vida não poderia estar melhor, e continuar sem entender a fonte da angústia, descobri! Angústia gerada por ansiedade! Sabe, diário, aquela coisa de sofrer por antecipação? Pois é.
Ok, encontrada e compreendida a fonte, imaginei que aquela dor na boca do estômago passaria. Que nada. Segui assim por vários dias. Mas passou. E confesso que só percebi que passou ao escrever estas linhas, em retrospectiva.
Eu sei que não deveria me afastar tanto de você, querido diário.
Bem, você sabe que na semana que vem ficaremos mais próximos novamente. Nós sempre ficamos muito unidos em saguão de aeroporto, não é mesmo? Na segunda-feira rumarei ao Planalto Central. É engraçado, eu que nunca tinha ido à Brasília, agora já é minha segunda vez em menos de 6 meses!
Aliás, este ano está uma loucura, né? Minha cota de raios cósmicos extrapolou:
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
Haja radiação!
Imagina tudo isso passando pelo meu corpitcho. Sei lá, vai que acaba interagindo com algum dnazinho. E falando nisso... final de semana passado fiz um programa antioxidante. Minha outra preocupação agora na vida é com os radicais-livres. Não, não é falta do que fazer.
É foda isto, diarinho, eu tenho que manter minha leitura de artigos atualizada, ler sobre coisas da minha área e áreas correlatas, literatura nacional e internacional, jornais para saber o que acontece no mundo, sob os aspectos políticos, econômicos, sociais e o mundo das celebridades; tenho que me preocupar com os radicais-livres, e alimentos saudáveis, e funcionais, e atividade física, e cremes, esfoliantes, adstringentes, e pêlos, e cabelos, e unhas; ligar pra minha mãe, pras minhas tias, minha afilhada, meus primos; tenho que limpar a casa, lavar roupa, cozinhar, fazer supermercado; cuidar das finanças, das contas pra pagar; dos meus amigos, de sair, de beber, de bater papo; ir ao teatro, ao cinema, à praia, shows musicais; ler meus emails, cuidar do orkut, editar fotos, enviar emails, gerenciar o eMule, organizar arquivos, fazer backup, limpar o computador, passar antivírus, formatar o desktop; ler trabalhos de alunos, dar atenção aos meus bolsistas, partcipar de comissões, propor um novo currículo, participar de reuniões, preparar aulas, participar de congressos, ministrar aulas, atender alunos, escrever artigos, pesquisar; arranjar um pai pros meus filhos, dar atenção para ele, D.R.; gerenciar cólica, dor de cabeça, dor de barriga, gripe e resfriado; ver as novidades da Avon, da Brastemp, do Shoptime, da Apple, da Tok Stok, da Livraria Cultura, da Natura, das roupas no shopping; tenho que relaxar, ouvir música, ver o mar, queimar incenso, ter pensamentos positivos... tudo isso com apenas vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, trezentos e sessenta e cinco dias por ano. Só isso. Tudo isso. Ao-mesmo-tempo-agora.
Como é que a pessoa enquanto ser humano do sexo feminino consegue viver sem uma fluoxetinazinha, diário? Hein? Explicaí!
quinta-feira, agosto 09, 2007
Droga!
Do site da receita:
Sua declaração está na base de dados da Secretaria da Receita Federal do Brasil.
Em Brasília - DF 09/08/2007 14:22
Terceiro lote e nada ainda!
Do site da Adufs:
Em assembléia dia 7/08, com 238 presentes, os docentes da UEFS deliberaram pela continuidade da greve por tempo indeterminado. Na avaliação, foi considerado, para esta decisão, o comportamento desrespeitoso do Governo do Estado que desmarcou as três reuniões da Mesa Setorial de Negociação, marcadas para 24 e 31 de julho e também a do dia 6 de agosto, sem, portanto, responder a nehuma das reivindicações dos docentes.
Reforçou a posição dos professores o fato de que, apesar de ter prometido aumentar as verbas para as Universidades estaduais em 0,3%, o governo apresenta, para 2008, um incremento de apenas 0,14%. Quanto às outras reivindicações - incorporação da gratificação de 27.2% ao salário-base, revogação da lei 7176/97 e as alterações do Estatuto -, o governo, nesses cinco meses de negociação, continua tão somente dizendo que vai atendê-las, mas não apresenta concretamente nada.
Foi considerado, ainda, que estamos com dois meses de salários cortados, atitude esta do governo que muito revolta os docentes, por considerá-la uma violência contra o nosso direito de greve. A expectativa da categoria é de que o Governador acate imediatamente a decisão judicial favorável ao pagamento dos salários determinada pela Desembargadora Lícia de Castro Carvalho, que concedeu liminar a um mandado de segurança ( nº 34661-8/2007), impetrado pela ADUFS (Associação dos Docentes da UEFS), em parecer exarado em 3 de agosto p.p.
Em ATO SIMBÓLICO, para manifestarem seu descontentamento e denunciarem à opinião pública o tratamento do governo, para com as Universidades Estaduais e o movimento docente, inclusive tentando confundir o povo baiano, estaremos instalando, em frente à Governadoria, hoje (08/08), às 14 horas, uma "MESA REAL".
Também foram aprovadas duas MOÇÕES DE REPÚDIO: uma para a Assembléia Legislativa que, apesar de nossa solicitação, não se manifestou no sentido de contribuir para a solução do impasse e a retomada das negociações; e outra para o Governo do estado e a Secretaria de Educação que não cumpriram a promessa de aumentar em 0,3% o orçamento para as quatro UEBA.
No momento, apenas a UEFS permanece paralisada - com 70 dias em greve, com a próxima assembléia marcada para 14 de agosto vindouro.
Os professores da UESB resolveram suspender a greve, por causa da grave situação financeira porque passam devido ao corte dos dois meses de salário (junho e julho). Quanto à UNEB e à UESC, mantêem-se mobilizadas e continuam cobrando do governo que apresente respostas à nossa pauta de reivindicações, acima colocada.
Atenciosamente,
COMANDO DE GREVE/DIRETORIA DA ADUFS
E, pra piorar, minhas tranças estão horrendas e a Olívia não tem neeeeeeem uma horinha pra mim.
segunda-feira, março 12, 2007
Incompetência
De: katemari@********
Enviada em: quinta-feira, 1 de março de 2007 17:37
Para: CAA Net Salvador
Assunto: Informação sobre valores
O seguinte e-mail foi enviado do site:
Nome : Katemari Rosa
E-Mail : katemari@********
Telefone : (71) ******
Rg :
CEP : 40***-***
Endereço : **********
Bairro : Federação
Cidade : Salvador
Estado : BA
Assunto : Informação sobre valores
Mensagem:
Bem, como a página da Net Salvador deixa muitíssimo a desejar, recorro ao email para saber os valores dos pacotes e serviços de tv por assinatura prestados por esta empresa. Aproveito para perguntar se a qualidade do sinal para o meu endereço, bem como do serviço, melhorou desde a última vez em que fui assintante, visto que na época sofria com cortes de sinal quase que diariamente, o que motivou o cancelamento do serviço. Obrigada, Katemari.
Obrigado!!
NET TV
Aí HOJE, 11 dias depois...
From: CAA Net Salvador
Date: Mar 12, 2007 2:30 PM
Subject: RES: Informação sobre valores
To: katemari@******
Prezada Sra.Katemari,
Desculpamos-nos pela demora na resposta desta mensagem, esclarecemos que, devido a problemas operacionais, não pudemos responder-lhe imediatamente
Em atenção à sua manifestação, informamos que o número da Central Comercial para adquirir uma assinatura é (71) 3352-7777.
O nosso site é www.net.redecidade.com.br ,aonde a sra . pode verificar a programação e também pacotes disponíveis em sua cidade.
Estamos à sua inteira disposição para solicitações ou sugestões que contribuam ainda mais para a melhoria dos nossos serviços.
Atenciosamente,
Central de Atendimento ao Assinante Net Salvador.
E nessa MERDA de site não tem os valores. Se fosse para ligar, eu teria ligado desde meu primeiro contato, ora. Não dá para acreditar que uma empresa que trabalha, entre outras coisas, com prestação de serviço de acesso à internet não consiga ter uma página com informações básicas sobre seus produtos e que não consigam ter pessoas suficientemente competentes para responder perguntas simples através de um email. Quer dizer que se eu quiser saber os valores dos pacotes, só ligando? É muito atraso tecnológico. Eu deveria poder ver os valores e contratar o serviço PELA INTERNET. É o mínimo que se espera.
Ah, sim, sem falar nos 'problemas operacionais' para "responder" um email. Em certa medida isso já responde parcialmente minha pergunta inicial.
Definitivamente, a NET é uma bosta.
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Inferno astral antecipado
Tive uma semana linda. Eu juraria ter sido um inferno astral, não fosse meu aniversário apenas em outubro.
Com todas as antecipações que tive que fazer no vôo, acabei ficando com uma conexão maluca. Cheguei às 20h no aeroporto em São Luis. O vôo saia às 2h ou às 3h, nem lembro mais. Cheguei em Fortaleza às 3h (ou 4h)... e só sairia de lá às 20h40!!! Então dormi no chão do aeroporto. Tem um tabladinho lá, que virou uma cama coletiva. Não tive dúvida, me enrosquei na minha mochila, e dormi. Depois, ali pelas 10 da manhã, coloquei a bagagem no guarda-volumes e saí pela cidade, fui no Mercado Central, comprei mais bugigangas, depois fui no cinema. Assisti Copying Bethoveen. Muito bom. (O que me lembra que preciso ir ao cinema denovo)
Foi bom caminhar por Fortaleza durante o dia, no centro, pegar ônibus tira bastante o glamour da semana anterior, quando andei pela orla e pela área nobre. Depois do cinema conheci um menininho de Goiás, estava com a prima. Acho que era prima. Ficamos de papo e caminhando lá pelo centro cultural onde ficava o cinema. Foi bacana.
Voltei para o aeroporto e fiquei fazendo hora. Jantei num restaurante tri bom, tomei um vinho, couvert, tomate recheado, filé. Chique do úrtimo(sic). E barato. Sim, relativamente barato. Mais barato do que lanchinhos na praça de alimentação. Saí enlouquecida porque estava no horário do vôo. Entrei na sala de embarque... e atrasado. Atrasou uma hora. Tudo bem. Mandei mensagem de texto no celular para o Edu - o taxista, e pedi pra me buscar, avisei que o vôo atrasaria. Cheguei em Salvador no domingo, por volta da meia noite e meia.
Sim, saí na sexta às 20h de São Luis e cheguei em SSA no domingo. Viagem intercontinental, praticamente.
Na segunda-feira, fiz a prova de proficiência em francês, pela manhã. À tarde, a entrevista. À tardinha, o resultado: não passei na seleção do doutorado. A primeira coisa em que pensei foi na minha geladeira dos sonhos, que não mais compraria. Sim, porque não passar no doutorado aqui, implica em eu pensar em outros lugares para fazer o curso, e isso significa me mudar de Salvador, sair do emprego em Feira de Santana, e ficar sem dinheiro por um bom tempo. Logo, não daria para comprar minha geladeira de mais de 3 mil reais. Mas linda.
Claro que eu não fiquei feliz com o resultado, mas sobrevivi. Seleção tem todo ano.
À noite recebi um email do coordenador do programa, dizendo, em linhas gerais, que meu projeto estava bom, a entrevista também, mas que os outros estavam melhores, que eram poucas vagas, e me convidando para fazer a seleção no ano seguinte. Então tá, né.
Mas tendo saúde é o que importa, não é?
Então tá bom.
Depois o Pedro me vem no MSN saber como eu estava em função do resultado, daí viu que eu estava bem, dizendo que eu estava melhor do que ele supunha. Então, com a sutileza de um paquiderme, me disse que tinha uma novidade: estava namorando com uma baiana. Eu não dei os parabéns, nem pedi para ser madrinha. Aliás, nada disse.
Mas tendo saúde é o que importa, não é?
Então tá bom.
Aí fui na academia, e falei pro Oldin que estava com dor no meu joelho. Ele me encaminhou para o Vinícius, o fisioterapeuta. O Vinicius me examinou, examinou e disse que estou com tendinite, condromalácia e talvez um problema no menisco. Os dois primeiros são fáceis de tratar, disse ele, mas o menisco é preocupante. Assim, ele me encaminhou para um médico especialista em joelho.
No dia seguinte marquei consulta com o cara... para abril!
Assim, eu tenho dores (doooooores) ao dobrar o joelho direito, então estou com os movimentos bem limitados no que se refere, principalmente, a subir e descer escadas. Andar é tranquilo. Mas ficar muito tempo em pé, vai piorando. Tenho feito gelo todos os dias.
Aí pensei em ir na emergência do Cato (uma Santo Antônio da vida, para porto-alegrenses), mas fica beeeeem no circuito do carnaval, e eu só poderia ir caminhando, já que não tinha ônibus nesta bostica de cidade, então acabei não indo. Além disso, eu estava com a agenda muito cheia. Quero ver se consigo ir nesta semana.
Pois é, né? Um joelho bichado é o que importa...
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