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quarta-feira, julho 21, 2010

Redescobrindo Lima

From Peru - Dia 9 - 05 jun 2010 - Lima

No centro de Lima fomos ateh o Museu da Literatura Peruana que fica num predio fantastico, onde era a antiga estacao central de trem da cidade. O museu estah o maximo e foi inaugurado em 2009. Foi espantoso ver tanta gente no museu, gente de todas as idades, e que pareciam nativos, num sabado a notie. Alias, o centro todo estava tomado de peruanos passeando, o que me causou surpresa. Acontece que no centro fica a casa do governador, entao o policiamento lah eh impressionante e torna-se uma parte bem segura da capital. Mas uma coisa que eh interessante eh que estes foram os policiais mais fofos que jah vi na vida. Abaixo, uma prova:

From Peru - Dia 9 - 05 jun 2010 - Lima

Depois disso fomos olhar artesanatos e acabamos numa feira gastronomica bem popular que foi excepcional e provamos varias comidinhas peruanas. Nossa noite teve direito a show do Rick Martin peruano (que era, na verdade, um cover do Michael Jackson! Sim, eu sei).

From Peru - Dia 9 - 05 jun 2010 - Lima

Andamos e andamos pelo centro depois pegamos um taxi e fiquei no meu albergue, Nati e Dani foram pra casa de uma amiga, onde estavam hospedados, ha algumas quadras de onde eu estava. Eu jah mencionei algo sobre mundo gema, neh?

Quando cheguei no albergue a Lianna estava lah, entao desci com ela para pegar algo pra ela comer, depois voltamos para o albergue, tomei banhinho e fui dormir um soninho tri bom, de quem estava mais do que morta.

Na manha seguinte pegamos um taxi (30 soles) para o aeroporto e assim encerramos nossa aventura peruana. Amei amei amei!!!

De volta a Lima: encontros e desencontros



From Peru - Dia 9 - 05 jun 2010 - Lima


No dia 5 de junho fui com a Lianna para o aeroporto. Antes passamos na padaria perto da casa do Amit para tomarmos cafeh da manha, e ele foi junto. Descobri que cacetinho (pao frances) se chama carioca no Peru. Comi um carioca bem gostosinho, com queijo e presunto. Alias, dois cariocas. E tomei um suco de laranja com mamao. Encerrando deliciosamente minha aventura cusquenha.

Pegamos um taxi para o aeroporto e desembarcamos na capital peruana. Em Lima estava determinada a pegar um onibus e foi o que fiz. Eu me amo. Por apenas 2 soles (e nao 45) cheguei em Miraflores, onde fui a cata de um albergue. Ficamos no Flying dog, onde pagamos 23 soles pela noite, e ficariamos apenas uma noite, mesmo. Deixei minhas coisinhas, coloquei num armario, fechei meu cadeadinho e fui buendear pela cidade.



From Peru - Dia 9 - 05 jun 2010 - Lima

Ainda bem que eu tinha explorado bastante o bairro, a pe, anteriormente, entao foi facinho descer do onibus e depois me virar por Miraflores. Fui na parte que nao havia ido quando da minha primeira passagem na cidade. Entao, a beira do Pacifico, fui no shopping center gigante e supostamente chique. Chique para padros novos-ricos-sulamericanos, neh? Coisa mais de mal gosto eh impossivel. Eh como um... putz, qual o nome daquela tentativa de shopping, super de mal gosto, em Salvador. Enfim, eh um monstro a beira da praia. Tem de tudo. Eu estava abismada com o lugar, andando pra lah e pra cah, quando, de repente, nao mais que de repente, vejo o casal luso-andorrenho mais fofo que conheco: minha colega Fulbrighter Natali e seu marido Daniel.

Acabamos passando o restante do dia juntos e nos divertimos horrores. Andamos por Miraflores, fomos ateh o parque amor e depois pegamos um taxi ateh o centro de Lima. Pegamos um taxista fantastico, que conversou horrooooores com a gente e foi a coisa mais amor.

terça-feira, julho 20, 2010

Bye, bye Cusco!

From Cusco - Dia 7 - 04mai2010 - Bye Cusco


Dia 4 Junho era praticamente meu ultimo dia em Cusco, entao acorde tranquilex, fui andar pela cidade, comprar as ultimas coisinhas, voltei no mercado central para mais uma salada de fruta, caminhei, caminhei, fotinhos, papeei, e fui para uma sessao de massagem: a 20 soles! Uma hora de massagem por 13 reais, era o que meu corpo, e bolso, precisavam. A massagem era meia boa, um monte de oleo, mas enfim, eh bom ficar deitadinha por uma hora com alguem te apertando toda.

Finalmente tirei algum algum dinheiro, jah que nao tinha nem um puto tostao. E estava com aquele sentimento de “ah, eh o ultimo dia, estou em ferias, aziras (gauches para “azar”)”.

Machu Picchu!!!


From Cusco - Dia 6 - 3jun2010 - Machu Picchu


Acordei as 4 da manha, fui no cafe ao lado do correio, e comprei um cafe que estava tri bom, comprei um chocolatim e paguei pra entrar na internet no tal cafe. Paguei com cartao de credito e me cobraram 10% por pagar com cartao. Mas paguei pra usar a internet somente para alertar minhas companheiras de viagem que estariam pegando o bus pra Aguas Calientes naquela manha, entao eu queria dizer como a cidade funcionava e dar a dica de onde dormi.

Fui para a parada do busum porque queria pegar o primeiro bus, as 5h30, e ver o sol nascer na cidade perdida dos incas. Cheguei lah e tinha uma fila do cao. Peguei o oitavo onibus e vi o sol nascer no busum mesmo. Como o onibus era muito caro, no dia anterior eu comprei apenas a ida e decidi que desceria de Machu Picchu a peh, porque achei uma roubalheira cohbrarem 20 soles para para a passagem do bus que leva uns 15 ou 20 min pra fazer o trajeto (que leva duas horas a peh). Como pra baixo todo santo ajuda, eu paguei pra subir, neh meu bem.

Cheguei em Machu Picchu e cada centavo de roubalheira em Aguas Calientes foi recompensado. O lugar eh fantastico, maravilhoso, espetacular e nao ha palavras para descrever a geniosidade – e engenhosidade – do povo inca. Jah que nao dah pra descrever mesmo, nao vou ficar aqui enrolando e tentando encher de adjetivos minha experiencia em Machu Picchu.. Foi otimo e isso eh tudo.



From Cusco - Dia 6 - 3jun2010 - Machu Picchu


Andei, andei, andei. Fiz fotos ateh dizer chega. E acabei ateh fazendo uma companheirinha de caminhada para a volta. Sim, eh bom ficar sozinha. Mas sim, tambem eh bom encontrar companhia. Minha companheira foi a Sylvia, uma alema de 50 e poucos anos que estava viajando sozinha – e estarah em Nova York em breve!

Quando chegamos de volta em Aguas Calientes nos despedimos e fui sentar na praca. Eu sabia que se ficasse por ali tempo suficiente eu acabaria encontrando a Kristin, Emma e cia. Dito e feito, uns 10 minutos ali e ouvi a caracteristica voz da Kristin. Entao fomos todos almocar/jantar. Como agora eu jah estava safa com o comercio local, fomos num restaurante e perguntamos TUDO antes. Cobra a mais pra usar cartao de credito? Cobra impostos extras (-sim, de 20%, - um bla bla bla e: mas fazemos um desconto e vamos cobrar de voces soh 10%). Ao inves dos precos no cardapio, ganhamos desconto de qualquer prato ateh 40 soles por 20 soles. Alem disso ganhamos um pisco sour cada um. Ok, decidimos ficar ali. Comemos e a refeicao estava divina.



From Cusco - Dia 6 - 3jun2010 - Machu Picchu


Foi lah que experimentei a carne de alpaca. Meu blusaozinho de alpaca acompanhou a janta. O pisco sour estava tri bom tambem. Depois fomos para o cafeh, tomei um cafezinho tri bom e compartimos sorvete, brownie e torta de chocolate. Cobraram-me 1 dolar por usar o cartao – nao sei que fim levou a regra dos 10%! Entre mortos e feridos, salvaram-se todos em Aguas Calientes e meu coracaozinho ateh ficou cheio de ternura.

Voltei para Cusco numa viagem mega cansativa. Cheguei na estacao de trem e os taxistas filhos da puta queriam me cobrar 11... 8... soles pra me levar pra casa. Cara de pau da porra! Custa 2 ou 3 soles o taxi! Fiquei puta e fui A PEH pra casa. Va se catar! Primeiro porque eu sabia onde estava e quao longe eu estava. Segundo que eu nao tenho medo do escuro (era quase meia noite). Terceiro que pra quem jah tinha andando ateh morrer o dia inteiro, uma mortezinha a mais uma a menos nao faria tanta diferenca.

Indiada


From Cusco - Dia 5 - 02jun2010 - Ida Aguas Calientes


Cheguei em Aguas Calientes por volta da 1 da tarde e fui catar um lugar pra passar a noite. A cidade eh um cuzinho cheio de pousadas, hoteis, restaurantes e uma populacao que lah vive e disso vive. O lugar lembrou-me muito Morro de Sao Paulo, guardada as proporcoes.

Depois de alguma peregrinacao acabei ficando numa hospedagem ao lado dos correios da cidade. Por 20 soles (uns 13 reais) eu consegui uma cama grande soh pra mim, um banheiro soooooh pra mim, toalha, papel higienico e sabonete. Sim, soh pra mim. Acabei deitando na cama, soh pra experimentar e cai no sono. Depois acordei e fui “explorar” a cidade. Andei pra lah e pra cah, vi uma piazada jogando futebol, tirei umas fotinhos, interagi com um ou outro nativo e depois fui tomar um cafe. Ai comecou meu odio pela cidade. Entao o cafe era 5 soles. Ok. O cafeh era ruim, ruim, ruuuuuuim que eu nao consegui tomar. Fui pagar: 7 soles. Como assim? Ai, tem 1 de imposto e 1 pro nosso salario. Filhos-da-puta-ladroes-mercenarios-enganadores-de-turistas. Andei, andei, andei pra aliviar meu odio. Depois fui jantar. Ok, depois de conversar e conversar pra ter certeza da negociacao do prato, aceito um frango por 8 soles. Vou pagar e o carinha me diz: nao, sao 14. Hein? Nem preciso dizer que odiei-muito-tudo-isso, neh?

Como estava com muito odio no meu coracaozinho eu desisti de explorar a cidade e resolvi pagar e entrar na internet. Lenta. Muito lenta. Nao, tipo, MUITO lenta. Fui pro meu quartim dormir e esperar por Machu Picchu. Essa porcaria tinha valer muito a pena.

quinta-feira, julho 01, 2010

Gema, gema, gema



From Cusco - Dia 5 - 02jun2010 - Ida Aguas Calientes


Falando em Machu Picchu... no dia seguinte, 2 de abril, eu parti na minha jornada solita para a cidade perdida dos incas. Nao fui com a galera para Machu Picchu, ao contrario, peguei meu onibus sozinha, o trem e todo o resto. Foi no exato momento da viagem porque eu jah estava precisando ficar sozinha. Quem jah viajou comigo sabe, eu PRECISO ficar sozinha por um tempinho durante qualquer viagem, por melhor que seja a companhia. Alem disso, penso que Machu Picchu seja algo para ser feito ou com uma companhia de viagem muito parceira ou entao algo para se fazer mesmo a sos, no seu ritmo proprio, aproveitando para pensar na morte da bezerra e essas coisas todas.

Peguei o bus que eh parte do ticket do trem em Cusco. Eh um bus porque houve uma serie de deslizamentos na regiao ha algum tempo, entao nao ha trem entre Cusco e Ollantaytambo por enquanto, mas a viagem deveria ser toda em trem.

No onibus conheci um casal, as primeiras pessoas negras que vi em Cusco. Eles eram de Nova York, do Harlem. Puta que pariu, neh, eu saio de NYC para encontrar meus vizinhos no Peru! Mundo pequeno do caramba!

Ai depois, em Ollantaytambo – na verdade eh um pouco depois de Ollantaytambo, na tal da hidreletrica – descemos todos na estacao de trem onde ha um local de espera para pegarmos o tem. Quando o trem chegou fui para o vagao qur tinha minha letrinha. Dai uma mocinha falou na fila que eu estava na fila errada, eu e a outra menina atras de mim. Ok, mudamo-nos para a fila correta. Enquanto caminhavamos para a dita fila, batemos um papinho e, pra minha surpresa, a guria morava em Morningside Heights! Esse eh o nome chique para Harlem. Eu facilito a vida e digo que moro no Harlem, por motivos politicos e etcetera, mas o nome “tecnico” de onde moro eh Morningside Heigths.

(parenteses: Morningside Heights eh a parte do Harlem onde fica a Columbia University, uma Ivy League da vida. Ivy League eh chamado o grupo das 7 melhores universidades da costa leste dos Estados Unidos; sao universidades particulares, tradicionalmente top top e super caras. Eu estudo na Columbia. Entao para nao se dizer no Harlem, o bairro mais negro dos Estados Unidos, e que historicamente era muitissimo pobre, a parte da Columbia e arredores fica no Morningside Heights. Fecha parenteses)

Mas entao, vai dizer que nao eh um mundo ovo!!!







De Cusco - Dia 5 - 02jun2010 - Ida Aguas Calientes


Peguei meu trenzinho, o New Backpacker. Tem o Backpacker, o New Backpacker (que eh o mesmo preco do anterior, e sao os mais baratos, 50 dolares-olhos-da-cara o trecho Cusco-Aguas Calientes), o Vista Dome, que eh chique, e o Hiram Brigham (ou algo assim), que eh o trem puta chique e caro, que leva o nome do estadunidense que “descobriu” Machu Picchu (tipo, descobriu porque pagou 1 sole prum nativo que dizia que existia um monte de ruinas no meio da selva; dai o pesquisador pagou a grana, o nativo mostrou as ruinas, o Hiram ficou famoso, todo mundo comecou a explorar Machu Picchu e era isso).

Sentei no trenzinho e tinha uma mesinha e na minha frente um casal dos Estados Unidos. Batemos papinho e tal e depois de muitcho muitcho papo, descobrimos que a filha deles vai agora estudar na Columbia, comeca este semestre. Nao contente com o mundo-ovisse, o universo coloca a filha do casal estudando nao soh na mesma universidade como na mesma faculdade, ela vai pro Teachers College. Como Deus eh um cara gozador e adora brincadeira, bora colocar a menina morando no mesmo predio que eu, uma andar acima. Vai ser mundo gema na PQP!

segunda-feira, junho 21, 2010

Cusco e a altitude




De Peru - photos By others


Na manha seguinte, no dia 29, embarcamos todos para Cusco. A Kristin e eu pegamos um taxi de Miraflores ateh o aeroporto por 33 soles, chamando pelo numero 35555555 (seja lah quantos digitos tem os telefones em Lima, 3 e um monte de 5). O voo foi pela Peruvian Airlines, que havia feito 6 meses de aniversario cerca de um mes antes e em comemoracao realizou 3 dias de vendas promocionais. Com sorte, fiquei sabendo da promocao e comprei meu voo para Cusco por apenas 98 dolares, ida e volta, com taxas. Ainda no aeroporto de Lima comprei umas balinhas de coca, soh para o caso de sentir os efeitos da altitude. Ao fazer o check-in descobri que se paga uma taxa no aeroporto, pelo uso de suas facilidades, no valor de sei-la-eu-quantos soles – porque jah me esqueci. Fiquei puta, mas fazer o que!

O voo foi de uma hora e um pouquinho mas ganhamos comidinha e foi bem boa. Um lanchinho, mas bom. Ao chegar no aeroporto de Cusco eu jah comecei a sentir uma dorzinha de cabeca e um enjoozinho. Comi uma balinha. Psicologico ou nao, me senti melhor. Nos dias que se seguiram tomei mate de coca todos os dias, comi balinhas de coca, masque folhas de coca e de munha – uma planta local –, fiz tudo para aliviar os sintomas da altitude no organismo.

Chegamos em Cusco, pegamos um taxi e fomos pra casa do Amit. 5 soles pelo taxi. Uh, que alivio no bolso. Largamos nossas coisas e fomos dar uma volta no centro da cidade. Nossa primeira parada foi no mercado central de Cusco, onde fomos na barraca 64, a favorita do Amit, para uma salada de fruta com iogurte e outras naturebices. Coisa boa comer umas frutinhas com gosto de frutas de verdade.

Depois de comermos fomos caminhar pela cidade e foi entao que voltei a sentir os efeitos da tal da altitude: caminhando, despacito no mas, e conversando com o Amit, no plano, sem subir coisinhas nem nada, eu ficava como se tivesse corrido por 15 minutos sem parar – Raquel, Daniel, JC e outras pessoas metidas a atletas, pra mim 15 mimutos de corrida eh o equivalente a 2 horas de corrida de voces, tah? A tonturinha diminuiu, com as balinhas de coca, mas a falta de ar era demais

Aviso


Tem mais de 15 posts semi-prontos esperando para serem publicados. Os textos da minha aventura peruana jah estao prontinhos, soh faltam as fotos.

Aguarde e acompanhe!

domingo, junho 20, 2010

Lima, pra comecar.

De Peru - Dia 1 - 28 maio 2010 - Lima


Cheguei em Lima no dia 28 de maio e fui recepcionada no aeroporto pela Daisy, a irma do Humberto, um couchsurfer que mora em NYC mas eh peruano. Eu levei um computador velhinho pra ela. Eu queria pegar um onibus mas tanto o motorista de taxi (que sao bastante insistentes) quanto a propria Daisy me explicaram que eu precisaria pegar dois onibus, um para o centro e outro para o bairro de Miraflores, onde estaria hospedada e que era “muito perigoso”. O lance do perigo nao me assusta porque, brasileira, sei que o povo adora dizer que tudo eh perigoso, alem disso, estava apenas com uma mochila (tamanho das de laptop) e uma bolsa. Entao estava leve o suficiente pra andar por ai de busum, mas fui persuadida pelos locais. Peguei um taxi que me custou 45 soles. Antes disso troquei dinheiro no aeroporto, onde recebi 2 soles falsos, que soh fui descobrir no momento de pagar o taxi. 1 sol eh aproximadamente 2,80 dolares.

Em Miraflores, bairro classe media alta de Lima, fui para a casa do meu anfitriao, o Johny, que havia sido arranjado pela Kristin, uma CSer de Nova York. Kristin e Lianna haviam chegado a Lima no dia anterior e ficado na casa do Johny. A Lianna foi embora para Cusco e a Kristin e eu iriamos no dia segunte para Cusco, onde ficariamos todas no apartamento do Amit, um CSer de Nova York que estah viajando pela America do Sul ha mais de 7 meses, e agora resolveu fazer um pit-stop em Cusco, alugando um ap. Como varios de nos iriamos a Cusco entre maio e junho, ele alugou o ape – juntamente com a Marie-Line, uma CSer belga – e dividiu com quem chegasse. O pagamento pelas diarias era feito por contribuicao, em uma latinha, onde deixavamos o quanto pudessemos.

No meu primeiro dia em Lima caminhei, caminhei, caminhei horrores por Miraflores, fazendo um excelente reconhecimento local. Depois fomos para o parque Kennedy onde fizemos uma sessao de “Abracos Gratis”. Foi bem bacana ver a reacao dos peruanos a inusitada iniciativa de se distribuir abracos num parque da cidade, simplesmente pelo prazer de conectar-se com as pessoas. A maiora dos que pararam para um abraco foram criancas e idosas. Foi divertido. No final do dia, no parque, juntaram-se a nos a Emma e o Mike, que tambem estavam em Lima mas em um hotel proximo ao nosso anfitriao.

A noite fomos para um bar no bairro Barranco. O encontro estava marcado para 10; chegamos lah pouco antes das 10h e descobrimos que o bar abri as 10h30. Esperamos ateh 10h40, eu louca pra me ir embora, cansada e sem saco para festa. Entao voltamos para casa.

As veias abertas...

Foto: Brooke Anderson


Buenas, o semestre acabou e uma semana depois eu arrumei minha mochilinha e fui para o Peru e Equador. Passei 11 dias viajando, caminhando, comendo, bebendo e tentando aprender um pouco sobre outras partes da minha America Latina.

Em novembro comprei uma passagem para o Peru por 240 dolares. Pechincha. Ida e volta, Nova York – Lima – Nova York, com taxas. O voo tinha uma conexao em Guayaquil, no Equador, na ida, de uma ou duas horas e depois uma conexao de 12 horas, na mesma cidade, na volta. Bele, passeio basico no Equador e carimbinho no passaporte.

Um bando de gente, cerca de 20 pessoas, do Couchsurfing tambem comprou passagem pro Peru, mas em datas diferentes. Cinco outras meninas acabaram comprando a passagem para o mesmo voo que eu. Mas no meio do caminho a Lan mudou nossos itinerarios e tivemos qque trocar as datas da viagem, entao ficamos com datas ligeiramente diferentes e eu acabei indo sozinha – o que foi otimo.

Nos posts seguintes descreverei minha saga por terras peruanas!

quarta-feira, abril 22, 2009

Oh my God!*




*Só pra entrar no espírito estadunidense.

Bah, tempão, hein, caríssimo diário. É, eu sei, eu sou uma má pessoa.
Sou tão má que resolvi me dar uma semana de folga e curtir uns diazinhos, na faixa, claro, em terras escandinavas. Hein? Quê? Como?

Sim, isso mesmo. Do outro lado do mundo. E lá em cima. Terras nórdicas. Dinamarca, Copenhagen, e adorando.

Daí, pra fazer de conta que sou uma pessoa responsável - ou pela minha consciência pesada por faltar aula ianque pela primeia vez - hoje tirei o dia para ficar no hotel, trabalhandinho. Ok, atualizar blog não deveria contar como momento de trabalhandice, mas é quase como se fosse, ora!

Sem contar que, como compensação/punição, pelas férias, tive que trabalhar triplicado nas semanas anteriores: fazer as atividades da semana mais as atividades da semana seguinte(a semana da da viagem) e mais as atividades da outra semana (a semana pós viagem). Sacanagem, né?

Mas o que importa é que estou curtindo um dias lindíssimos na capital dinamarquesa, com uma temperatura agradável, caminhando pelas ruas, andandado de barco pelos canais e assistindo os filmes do festival de cinema - que sorte que caiu justo na semana da minha viagem! Como eu amo cinema, não poderia ser mais perfeito.

Com tantas incomodações acontecendo na Grande Maçã, essa semana de prazeres é mais do que merecida.

sexta-feira, novembro 14, 2008

Amish




Este final de semana vou para Lancaster, na Pensilvânia, onde fica a maior população Amish do mundo. Então se eu sumir, se eu desaparecer, se evaporar, vocês já sabem...

sexta-feira, setembro 12, 2008

Agosto ou Making a long story short



Na verdade começarei por julho, pelo final de julho e os dias corridos. Mudanças. Mudar de casa, de cidade, organizar transportadora, pedir demissão, despedir-me dos amigos.

A mudança Salvador-Porto Alegre (e a transportadora) foi uma novela à parte que vou pular os capítulos, passando diretamente para o final feliz e da chegada sã e salva das minhas coisinhas na capital gaúcha. Também teve a parte do bazar. Vendi praticamente todos os meus móveis, muitos objetos pessoais, eletrodomésticos etc.

Duas semanas antes de partir da soterópolis, organizei um pequeno almoço com pessoas queridas para dar o tchauzinho, para as pessoas e para o meu bairro preferido na cidade. Foi um dia lindo de sol, numa semana cheia de chuvas. E foi muito bom estar entre pessoas que gosto muito e que tive a sorte de conhecer durante minha estada de quatro (wow!) anos na Bahia.




Na semana seguinte foi a vez do tchau para meus alunos e apresentar a nova professora ao Departamento. Num desses "acasos" do destino, a nova professora, que foi escolhida através de processo seletivo com anúncio veiculado na Sociedade Brasileira de Física, já era minha conhecida, e eu nem sabia! Num Simpósio no Maranhão ficamos no mesmo hotel, quando fomos até os Lençóis Maranhenses. Eu não lembrava dela, só fiquei sabendo quem era quando a seleção já havia terminado e conversamos ao telefone após sua mudança para Salvador - ela é de Minas, estava morando no Rio e mudou-se para a soterópolis. Mundo (de físicas) pequeno.

Eu certamente sentirei saudadades da U efs, e dos alunos, das disciplinas, dos meus colegas. Não, não sentirei saudades de acordar às 4h30 da madrugada. Nem um pouquinho, mas da comidinha do Seu Maia...




Últimos dias em Salvador, mudança feita, apartamento esvaziado. Pintar apê, desligar telefone, fui dormir na Luzia no sábado à noite, domingo voltei pro apartamento: faxinar. Na segunda-feira: imobiliária, documentos na Ufba, burocracias finais e... aeroporto. Fui para Recife na madrugada de segunda para terça-feira. Na terça pela manhã fui para o Consulado. Visto autorizado. Pago Sedex. E mais despedidas. Na quarta-feira pela manhã voltei para Salvador. E o avião atrasou. Despedidas infinitas no aeroporto. Quinta-feira, 31 de julho, manhã de tempo bom, e eu finalmente me despedi de Salvador. No táxi, pelo caminho, um olhar diferente para as ruas da cidade.



Ai, voltar para casa. Eu sempre gostei de aterrisar em Porto Alegre, sempre gostei da sensação de sobrevoar a cidade, sempre procuando pelo meu prédio, procurando identificar o Morro Santana, a Manoel Elias, olhando as ruas, lembranças, memórias. E sempre que eu saio do desembarque, ela está lá, no saguão do aeroporto, toda fofinha me esperando. Sempre. Não importa a hora que eu chegue, o dia, se faz frio ou calor, se tem trânsito ou não, ela nunca se atrasa, parece até que nunca se cansa. Minha mãezinha está sempre lá.

Passei três excelentes semanas em Porto Alegre. Três semanas de paparicos e mimos. Fiquei doente, pra variar - haja saúde para aguentar a variação térmica daquela cidade! Nossa, como é bom ficar doente em casa! Mamãe fez chazinho e levou para mim na cama. Esquentou bolsa de água quente e colocou sob meus pés. Mais paparico, impossível!

Saí com meus amigos Raquel e Cássio e foi tão bom. A Raquel também, sempre está lá. E sempre disposta para ir a qualquer canto, a qualquer hora. Haja disposição!

Foram semanas de muitas lembranças, recordações, descansos e muito trabalho. Desencaixotei a mudança de Salvador, organizei tudo no meu antigo/eterno quarto. Fiz uma limpeza geral no quarto, joguei muita coisa fora: provas de química orgânica, listas de exercício de quântica, cadernos, folhas, experimentos para alunos... lixo, lixo, lixo.

E nas organizações encontrei muitas coisas bacanas, e me deparei com fotos gostosas. E foi tão bom...




E neste período em casa aconteceu a coisa mais legal da minha vida: uma festa surpresa de despedida! Foi uma "surpreendente festa surpresa". Minha mãe organizou uma festa desde quando eu estava ainda em Salvador. Contatou amigos, familiares, colegas que eu não via há anos, ensino fundamental, médio, superior. Foi muito bacana, rever pessoas que eu amo muito, pessoas que eu sinto falta, pessoas de quem eu gosto, pessoas que gostam de mim. Foi profundamente emocionante e me fez muitíssimo feliz. Eu jamais imaginaria uma festa surpresa, e nem me passaria pela cabeça conseguir rever todas as pessoas que revi.




Teve uma "ala" de amigos que não pode ir no churrasco - e teve o Eduardo, que foi mas não conseguir encontrar a churrasqueira certa no salão -, é o povo de Pelotas. Então minha mãe sugeriu que fossemos até lá. E a Raquel, que é pau pra toda hora, topou ir junto. E fomos as três para o sul do estado e lá encontramos outra fração de amigos maravilhosos, de pessoas que eu gosto muito e que eu tenho o privilégio de ter na minha vida. Passamos momentos fantásticos e nos divertimos muito na casa do Adriano e do Maicon, com direito a lareira e um monte de comida. Apesar de cansativa e rápida, a viagem foi "fabulosa".


As mudanças, os investimentos, os sacrifícios, as ausências, os apertos, os cansaços, os obstáculos, as privações, preocupações e anseios, só são suportáveis porque existem pessoas na minha vida que estão sempre presentes, independentemente das distâncias, dos contatos. Eu não tenho irmãs nem irmãos, mas minha família é enorme, meus amigos são minha família e são as pessoas que merecem "um mundo melhor" (é clichê, eu sei), eu já tenho o melhor delas.





E no mês de agosto também aconteceu a comemoração do aniversário da minha mãezinha, com direito a bolo com velhinhas, amigas, vinho e carreteiro, tchê!

No mesmo dia do niver da mãe, chegou em Porto Alegre um casal de amigos, que veio do Rio para, entre outras coisas, se despedir de mim, a Ana e o Marco. Também acabei visitando minha amiga Simone, colega do Ensino Fundamental. Aliás, restabeleci, de forma mais efetiva, certos contatos com amigas daquela época e foi ótimo!

Mas não pense que foi só isso não, além de todas essas despedidas, ainda rolou uma saideira no sábado, às vésperas da minha partida, na tradicional confeitaria Maomé. Ainda aproveitei um pouquinho do nem tão tradicional "brique do sábado" - mas que está bem bacana, vale a visita. E foi assim, na saideira, que ainda tive a chance rever a Rosane e a Cris. Nossa, fazia muitos anos que eu não via a Cris e foi tão bom, ela é uma pessoa muito bacana e de quem eu gosto.






No domingo, tudo foi uma maravilha. Acordei, fiz as unhas - a manicure foi lá em casa -, me arrumei e fomos para o aeroporto. Meu vôo era bem mais tarde, mas a janela da conexão ficaria muito apertada, então fui cedo para tentar embarcar em outro vôo e deu tudo certo! Embarquei no primeiro vôo que tinha e foi tudo perfeitinho, e fiquei horas e horas em Guarulhos, mas que passaram voando, foram horas e horas conversando com o Samuel no telefone, até a hora do embarque.

E desse mês, e dessas mudanças , dessas alegrias, dos mimos, de tudo, eu só posso agradecer mais uma vez, e denovo, e sempre, a minha mãezinha fofa.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Ché, boludo*



Sol na casa 5, lua na casa 3
02/01 (hoje) às 11h a 04/01 às 17h


No período que vai de 02/01 (hoje) às 11h até 04/01 às 17h, Katemari, o Sol estará passando pelo seu setor do prazer, em harmonia à Lua na Casa 3, sendo este um momento especial para tudo o que diz respeito ao lazer, às diversões, à satisfação da sua "criança interior", os movimentos, as viagens [eu vou, eu vou, pros pampas agora eu vou...], os namoros e o sexo. Nesta fase, seu magnetismo sexual fica mais forte, as pessoas lhe notarão mais [Oba!]. Que tal aproveitar pra dar aquele trato no visual, dar um tempo pros pudores [biquinis, lá vou eu!] e se exibir um pouquinho [os hermanos que se cuidem!]? Que tal fazer um divertido passeio com o intuito de lazer [Hmm, já que os astros sugerem... SIM, SIM, SIM!]? Surpresas muito positivas podem advir se você resolver mudar um pouquinho a sua rotina: que tal ir a lugares onde você não costuma ir [serve um país novo?]? É muito provável que você venha a fazer novas e importantes amizades por estes dias, se ousar sair da rotina. Sua comunicação emocional [que ótimo, fico mais tranquilo, assim não preciso me preocupar com meu espanhol] estará muito melhor por estes dias, aproveite para expressar seus sentimentos sem medo de ser feliz!


Como sou uma pessoa que respeita muito as indicações dos astros, vou dar uma viajadinha, então, no melhor estilo família buscapé: eu, minha mãe e minha amiga fofa Raquel.

Roteiro de 11 dias
Dia 01 - Porto Alegre, Pelotas, Chuí
Dia 02 - Chuí, Punta del Diablo, La Paloma
Dia 03 - La Paloma, Cabo Polonio, La Paloma
Dia 04 - La Paloma, Punta del Este, Pirápolis
Dia 05 - Piriápolis, Montevideo
Dia 06 - Montevideo
Dia 07 - Montevideo, Colonia del Sacramento, Buenos Aires
Dia 08 - Buenos Aires
Dia 09 - Buenos Aires
Dia 10 - Buenos Aires, Riveira
Dia 11 - Riveira, São Gabriel, Porto Alegre.

Sublinhadas são as cidades onde dormiremos. E abaixo o plano inicial dos passeios (para ver fotos, clique nos links).

Dia 01 - Porto Alegre, Pelotas, Chuí
Saída de Poa ali pelas 8h. Almoço em Pelotas, passeio na cidade, Museu da Baronesa, compra de doces. Segue até o Chuí, passando pela Reserva Ecológica do Taim à tarde, chega no Chuí à noite. Dorme no Chuí. Compras no Free-shop.

Dia 02 - Chuí, Punta del Diablo, La Paloma
Café da manhã no Chuí, alguma compra, saída ali pelas 9h. Passa o dia na praia de Punta del Diablo, onde se almoça. À tardinha seguimos para La Paloma, onde jantamos e dormimos.

Dia 03 - La Paloma, Cabo Polonio, La Paloma
Deixamos bagagem no hotel e procuramos por passeio para Cabo Polonio (mais fotos aqui), saindo de La Paloma. Talvez custe uns 15 reais por pessoa para entrar lá, o que se faz com jeep. As dicas, além da praia deserta, lobos marinhos e descanso, são os frutos do mar. Na volta, passeamos um pouco em La Paloma, onde dormiremos.

Dia 04 - La Paloma, Punta del Este, Pirápolis
Tomamos café da manhã e seguimos para Punta del Este, onde passamos o dia, passeamos, almoçamos e todos os amos. Depois seguimos para Piriápolis, onde arrumamos um berço pra dormir.

Dia 05 - Piriápolis, Montevideo
Passeamos um pouco em Piriápolis e saímos após o almoço, rumo à Montevideo. São apenas 100Km de uma cidade a outra, então em 1h chegamos na capital uruguaia. Entramos no hotel, podemos descansar um pouco e sair pra bater perna.

Dia 06 - Montevideo
Tudo o que você sempre quis fazer em Montevideo e nunca teve chance. Hoje é o dia!
Aguardando roteiro by Martín.

Dia 07 - Montevideo, Colonia del Sacramento, Buenos Aires
Como nosso crucero só saí às 20h30 de Colonia, e levaremos umas duas horas de Montevideo até lá, podemos passar a manhã na capital e passar a tarde passeando nas ruazinhas de pedra de Colonia del Sacramento, tomar o sorvete e bater um ranguinho cedo, semi-janta, antes de embarcar, já que a comida dentro do crucero deve ser mais cara.

Dia 08 - Buenos Aires
Aguardando roteiro by Martín, que deve incluir, entre outras coisas: café tortoni, uma peça de teatro, um espetáculo de tango, muitas caminhadas, comprinhas, casa rosada, livrarias, janta na casa do Martín.

Dia 09 - Buenos Aires
Aguardando roteiro by Martín.

Dia 10 - Buenos Aires, Riveira
Adíos mi buenos aires querido... e vamos direto pra Riveira. Levemos lanchinho para o trajeto, não haverá parada para almoço, só para xixi. Dormimos em Riveira (ou em Santana do Livramento, pode-se escolher).

Dia 11 - Riveira, São Gabriel, Porto Alegre.
Saímos de Riveira, após conferir que todas os sonhos de consumo foram satisfeitos e pegamos a estrada. Paramos em São Gabriel (que não tem fotos decentes na internet, mas este resultado na busca chamou-me a atenção) para almoço. Depois é direto até a terrinha. Tá, daí acabou.

Ainda estamos abertas à sugestões que se encaixem no roteiro!




* Estou treinando meu espanhol. O Martín disse que isso é feio, mas eu aprendi nos filmes, lo juro!

domingo, outubro 07, 2007

Correção




Outubro
  • salvador - recife
  • recife - salvador
    Novembro
  • recife - salvador
  • salvador - rio de janeiro
  • rio de janeiro - Paris
  • Paris - Marrakesh
  • Marrakesh - Paris
  • Paris - Rio de Janeiro
  • Rio de Janeiro - Salvador


    E a pergunta que não quer calar:

    "Como é que a pessoa enquanto ser humano do sexo feminino consegue viver sem uma fluoxetinazinha?"

  • quinta-feira, agosto 23, 2007

    Brindo à casa, brindo à vida...



    Quarta-feira à noite fui pro aeroporto, destino: Recife. O vôo dura 1h10 mas a viagem me toma bem mais horas do que isso. Às 5h da manhã cheguei na capital pernambucana, onde encontrei o Samuel, quem me ajudou na saga pela busca de pouso bom e barato na cidade. Fui em várias pousadas que tinha visto pela internet. Primeiro passamos em Boa Viagem, para ver se o Hotel Saveiro, onde eu havia ficado da outra vez, tinha vaga. Se tudo desse errado, eu voltaria pra lá. Seguimos para Olinda, onde eu queria ficar. Na primeira pousada, fui alertada pelo Samuel quanto ao fator criminalidade, a pousada ficava num local isoladinho e tal. Ok, fomos pro Albergue d'Olinda (associado). Estava lotado. Digo, os quartos individuais estavam lotados e eu não queria ficar nos coletivos. Lá a mocinha me indicou o Hotel d'Olinda, perto da Igreja de São Pedro (na frente). Fui. Ok. Quarto com banheiro. Tá. Sem chuveiro quente. Nem pensar! Daí o menino me indicou ooooutro lugar: Pousada São Pedro. Fomos. Muuuuuuito fofa. Fiquei lá. É muito lindinha a pousada e o staff é fantástico. O pessoal é muito gente boa. São uns amores, os meninos.

    De lá, fomos almoçar. Sim, passou o dia. E depois fomos até o bairro Aflitos, onde eu teria que estar no dia seguinte, para fazer a prova do Toefl. Depois voltamos para Olinda e eu fui dormir. Meu estômago doía. Pedi uma água quente na pousada e fiz chazinho. Tomei. Nem jantei. Na manhã seguinte fui para a prova. Loooonga. São 4h e meia de prova. É super cansativo. Para mim foi difícil manter a concentração. Em alguns momentos eu ficava pensando em outras coisas... mas acho que fui bem. Dá uma raiva quando tem aquela questão que você sabe que respondeu errado, mas não pode voltar pra corrigir a resposta, porque o computador não permite voltar na questão anterior (no internet based, no listening).

    Quando saí da prova, fui no banheiro e tal... ah, sim, não se pode comer ou beber durante a prova. Tem-se 10min de intervalo no meio da prova e daí se pode comer algo, se tiver levado. Então, saí do banheiro e fui pegar o elevador, quando a porta abriu, lá estava o Samuel. Tomamos um café e depois fomos passear no Recife Antigo: marco zero, ruazinhas lindinhas, prédios fabulosos, arquitetura invejável, Shopping Paço da Alfândega, Livraria Cultura... e voltamos pra Olinda. Andamos no centro histórico de Olinda e jantamos num restaurante bem bem bem legal. Estava tri boa a pizza. A sobremesa deixou a desejar, mas a pizza estava ótima.

    No sábado, andei pra lá e pra cá, vi meus emails (e descobri que acabara a greve da UEFS), depois fui almoçar com o Samuel. Comemos no restaurante da primeira pousada de Olinda. A comida era bem meia-boca, pra não dizer ruinzinha, mas tomamos um vinhozinho e passamos a tarde batendo papo no restaurante, que tinha um ambiente agradável. Depois descemos e pegamos minha mala na pousada, comemos uma tapioca no Carmo e de lá fomos pro aeroporto. Siiiim ele me levou no aeroporto. Que fofo!

    Aí me estressei com uma vaquinha da TAM lá, que me fez despachar minha bagagem - que foi como de mão na ida, e só. Logo em seguida fui pro embarque. Tanto na ida quanto na volta não houve atrasos.

    E no domingo, fui no cinema com a Lu e o Cláudio, assistimos Bobby.

    Na segunda fiquei trabalhando em casa, organizando a vida, preparando um novo cronograma pro semestre e em outras correrias. Sim, porque parece que a cada dia que passa mais eu tenho coisas para fazer. E prazos. Um monte deles. Não sei que tanto o mundo adora me dar prazos para fazer as coisinhas. E não sei que tanto eu gosto de correr atrás deles.


    Apenas um charuto





    Na segunda-feira (13) fui com a Lu para Cachoeira, cidade que eu adoro no Recôncavo baiano. Foi uma viagem insólita.

    Íamos na segunda para voltarmos na terça. A idéia era sairmos cedinho na segunda, almoçarmos em Iguape, onde a Lu tem um terreno, seguirmos pra Cachoeira e passarmos o dia de terça lá, mas acabamos saindo tarde de Salvador, não indo no Iguape, parando em Santo Amaro, e saindo super cedo de Cachoeira. Mesmo assim, foi uma ótima viagem.

    Tudo de positivo aconteceu nessa viagem, pois cruzamos com muita gente bacana.

    Na chegada em Cachoeira fomos direto para a casa do Damário, o Pouso da Palavra, mas ele não estava (aliás, ele me ligou ontem, que fofo). De lá, fomos a cata de outro pouso... para passarmos a noite. É foda! Todas as "pousadas" estavam com preços absurdos. E não, não sou pousadinhas, são casas de pessoas, com pouca estrutura, colchões sofríveis. Esse é o lado ruim de Cachoeira. Nessa aventura, acabamos conseguindo um lugar para ficar. A história foi hilária, pergunte-me pessoalmente. Estou com preguiça de escrever.

    Andamos pelas ruazinhas de Cachoeira, vimos a procissão, fomos na ponte que liga a São Félix, voltamos, ceiamos na Irmandade da Boa Morte. Ah, sim, não havia falado do detalhe: era o primeiro dia das festividades da Irmandade da Boa Morte, razão pela qual fomos para a cidade, e para as "pousadas" estarem com preços absurdos (por exemplo, 200 reais por uma noite num quarto com cheiro de mofo, sem banheiro e com colchões com 4 dedos de espessura. Sim, surreal).

    Choveu, tomamos banho de chuva, acabamos com a escova da Luzia. Enchemos a cara de licor. (quem lê até pensa, né? foram só uns licorezinhos, e caipirinhas...) E conversamos muito, muito, com muita gente muito bacana (os muito muitos foram propositais).

    Na terça, visitamos duas charutarias, foi beeeem legal. Comprei charutos e cigarrilhas e agora vou virar uma fumante de charuto e bebedora de conhaque. Vou comprar uma poltrona de pessoas que bebem conhaque e fumam charuto, sentar e filosofar. E ser paga pra isso. É meu sonho de vida atual.

    sábado, agosto 11, 2007

    Eu te amo!





    Dica para melhor visualização: aperte no play, e logo em seguida no pause (que é o mesmo botãozinho), deixe carregar todo o vídeo (fica uma barrinha vermelha "crescendo", quando terminar é sinal de que o vídeo foi todo carregado). Aí clique no play. Essa é uma forma de assistir videozinhos na internet sem interrupções. Eu agarantio que este videozinho vale a pena...
    ;-)


    domingo, maio 20, 2007

    Hello, Tio Sam



    Há umas 3 semanas recebi um email com um aceite de um trabalho que eu tinha enviado em dezembro. Aceite pro congresso mais importante da área. Vibrei. O congresso será em Calgary, no Canadá. Assim que li o email abri outra abinha no Firefox e fui no Decolar ver preços de passagens. Aí vi que os vôos faziam conexão nos EUA. Ok, já fui ver tudo o que precisava pra pedir o visto pros EUA. E em outra abinha já iniciei o preenchimento do formulário pro tal do visto. E já agendei a entrevista. Brasília era o lugar que levaria menos tempo: 40 dias. Não dava. Fiquei nervosa, tentei achar outras datas. Piorou. Ok, dormi.

    No dia seguinte voltei ao formulário, tentei encontrar outras datas, e vi que poderia solicitar uma entrevista de emergência. Solicitei. Enviei ao cônsul umas justificativas e tal. À tarde recebi um email da embaixada concedendo a entrevista. Liguei pro número lá e meia hora depois, ouvindo maquininha e apertando em várias teclinhas, consegui falar com uma 'voz humana paulista meu'. Então agendei a entrevista para a oooutra semana, dia 09 de maio, quarta-feira. E já abri uma abinha no Firefox pra procurar vôos. Outra abinha: hotel.

    Ok, vôo comprado, vários contatos no Hospitality Club (HC) para tentar identificar o melhor hotel.

    Dia 08 fui pra Brasília. Foi ótimo, cheguei lá e fui recepcionada pelo Evaristo (HC), que me esperava no aeroporto. Ele me mostrou onde era a Embaixada e demos uma volta pela Esplanada dos Ministérios e depois me deixou no hotel.

    Fiquei no hotel (St. Paul Park, SHS, Q2) direto. Depois fui no shopping e comprei uma bolsa, porque percebi que tinha esquecido de levar uma, comi uma salada de frutas e fiz a mão, que estava um caos. Voltei pro hotel e segui trabalhando.

    Na manhã seguinte, acordei cedinho e me acabei comendo no café da manhã. Depois peguei um táxi e 8 reais depois, estava na Embaixada, na super fila. Eram umas 7h e pouco da manhã. Ali pelas 8h30 acho que entrei na Embaixada, e daí, filinha, primeiro guichê, entrega de formulários, foto, IR, contracheques e extratos bancários. Senha. Senta. Espera. Sala cheia. Algum tempo depois, a senha e chamada. Outro guichê, perguntinhas rápidas, e o pedido para eu falar meu nome completo pausadamente. Depois, digitais. Senta. Espera, espera. Mesma senha novamente. E vou para a sala do Cônsul. Um loirinho, branquinho, tipicamente estadunidense. Novinho. Simpático, muito simpático. Pergunta o que vou fazer, porque não pedi o visto do Canadá primeiro. Pergunta se falo inglês, começa a falar comigo em inglês e diz algo como:

    - I won't give you the tourist visa (eu precisava de um de trânsito, na real, mas aproveitei pra pedir um de turista, assim eu poderia sair do aeroporto, se quisesse), but a business one.*

    - Oh, ok.

    - I am sure you will attend conferences also in the United States in the future.

    - Thank you.

    - You will have to pay an additional fee.

    - Ok... hmmm, but... do I have to pay it in cash?

    - No, you can pay using a credit card.

    - Oh, ok. Great. (meio abestalhada)

    - Certo, agora é só esperar pelo Sedex?

    - Sedex? Não precisarei vir aqui?

    - Pra tudo na vida tem Sedex!

    Aí não resisti e ri. Rimos. Muito fofo ele. Eu estava mega nervosa nas horas que antecederam a famigerada entrevista, mas foi muito tranquila. Ai fui no guichê do lado, paguei a bagatela de 60 dólares - pelo visto B1 (de negócios).

    Depois fui no guichê dos Correios e paguei os quase 30 reais. E fui-me embora. Peguei meu pendrive que tinha ficado lá fora (eu sabia que não poderia entrar com celular, nem levei, nem o iPod, mas não sabia que pendrive era proibido). E liguei pra minha mãe, toda feliz.




    Táxi, hotel, e tentei trocar a passagem pra voltar antes, já que inicialmente eu teria que retirar o passaporte no dia 11 à tarde. A diferença de preço era muito grande, então era isso: ficaria presa no Planalto Central até às 22h de sexta-feira. Então fiquei trabalhando, enfurnada no hotel. Lá pelas 17h, me deu fome. Desci e peguei um sanduba. Sim, eu tinha comido tanto no café da manhã, que não tinha fome.

    Depois, ali pelas 19h, o Ivan (HC) foi lá no hotel. Gente, pense num menino fofo. Muito queridinho ele. Um paulista altão, com jeitinho de gaúcho natureba, de papo solto, um abraço acolhedor e que provoca risadas fáceis.

    Voltei a trabalhar e consegui terminar tudo o que eu queria. Fiquei feliz, assim poderia passear no dia seguinte.






    Na quinta, conversei com a Helba (HC) e marcamos de sair na hora do almoço dela. Fui pra Esplanada, me perdi nos prédios e depois de muito andar, encontrei o dela. Fomos para a Feira. Depois no parque da cidade, no Pier (um shopping tipo aeroclube, mas melhor e à beira do lago artificial da cidade). Bem bonito. Daí ela almoçou. Sim, ela. Eu havia comido no café da manhã o dobro do dia anterior. Até levei o computador pro salão do café, pra ficar trabalhando e comendo... usar todo o tempo possível.

    Depois ela me deixou na Esplanada e foi o dia de tirar fotinhos. O máximo de fotos que minha máquina permitiu. Depois de saber que eu iria pros EUA, e que compraria uma máquina nova, ela resolveu pifar. Ai, ai. Mas consegui tirar algumas poucas fotos.

    Brasília (a Esplanada dos Ministérios) parece uma galeria de arte a céu aberto. A arquitetura é uma obra de arte. É linda. É uma cidade diferente. Completamente planejada. Ruas matemáticas. Impressiona. A Catedral é linda. Absolutamente lida. É legal ver aqueles prédios todos que a gente vê na tv.





    Ameeeei um lance que tem lá na Esplanada e que o pessoal deveria imitar em outros lugares. Assim, a esplanada é um lugar cheio, cheio, cheio de predinhos todos iguais, onde funcionam os ministérios. Daí tem lá um predinho com o nome Ministério do não sei o quê. Ministério não sei que lá. E por aí vai. Tem todos os ministérios. Tá, então é cheio de gente trabalhando, né. E aí tem umas barracas que vendem lanche na rua, mas os lanches são super saudáveis. Tem barraca de frutas, por exemplo, e daí eles descascam e cortam as frutas e vendem ali, in natura. O máximo. Eu peguei uma salada de frutas com granola, por 1,50.

    Ah sim, isso, achei BSB relativamente barata. É mais barata do que Salvador, sem dúvidas.

    Passei no Museu, prédio da biblioteca nacional, catedral (perfeita), ministérios, palácio do planalto, justiça, memorial JK, mais museu, Itamaraty, Congresso: senado e câmara... essas coisas todas.

    Cheguei no hotel acabada. Sim, fiz tudo à pé. Tomei um banho, descansei. E daí a Helba me chamou: vamos jantar? Vaaaaamos! Daí ela passou no hotel e fomos dar voltas pela noite de Brasília. Conheci o Aroldo e a Bárbara, amigos e colegas de casa da Helba, que é uma paraense muito, mas muito gente boa e divertida. A noite foi ótima. Tomei meu clássico Alexander, comemos filé, fritas, pizza. O pessoal bebeu cerveja... a conta toda saiu 50 reais, pra quatro pessoas. Que diferença de Salvador, né?




    Na sexta, uma friaca. Fui no shopping e comprei uma meia, porque eu esqueci minhas meias em casa. Fiz as malas, mas não me acabei no café da manhã, porque tinha combinado de almoçar com a Bárbara. Fechei a conta no hotel, deixei a bagagem lá e fui para o almoço. Cheguei 10 minutos antes, mas no lugar errado. Alguns contratempos, e 1h, depois, almoçamos. Passeei, vi artesanatos, subi na torre da tv. Dei de cara com o prédio da Capes (será um sinal?), fui no shopping, fiz hora, andei, andei, fui no hotel, peguei minhas coisas e fui pro aeroporto. Cheguei lá umas 18h e tanto e fiquei até às 22h. Meu vôo saiu mais do que na hora. Nunca vi um embarque tão cedo.

    Antes disso, fiquei trabalhando direto na praça de alimentação, jantei. Adiantei um monte meu outro trabalho. Foi perfeito.

    Cheguei em ssa pouco depois da meia noite, peguei um busum, e depois um táxi no Rio Vermelho. Home sweet home. E meu passaporte. Sim, o passaporte chegou antes de mim. Com o visto: B1/B2. Ai, que lindinho!!!



    Agora estou na correria para comprar as passagem, pedi ajuda para a UEFS, mas não sei se vou ganhar. :( Ah, sim, eu pedi ajuda pro grupo organizador da conferência, e consegui um auxílio parcial. Ótimo!!! Ah, sim, sim. Outra coisa. Na sexta-feira anterior à entrevista em BSB recebi também o aceite para um workshop em Física Moderna, em Ontario. Isso significa que ficarei uma semana em Calgary, na conferência em história e filosofia da ciência, e uma semana em Ontario, no workshop. Nesse último, eles me deram alimentação e estada, na faixa. Perfeito, não? Legal que os eventos se encaixam perfeitamente nas datas.

    O vôo já está reservado, o roteiro:

    VÔO DATA TRECHO HORÁRIO
    AA 962 19/06 São Paulo (Guarulhos)/ Dallas (DFW) 21:45/ 06:10
    AA 2081 24/06 Dallas (DFW)/ Calgary (YYC) 11:00/ 13:40
    AC 1142 29/06 Calgary (YYC)/ Montreal (YUL) 01:10/ 07:10
    AC 401 02/07 Montreal (YUL)/ Toronto (YYZ) 07:00/ 08:18
    AA 4771 07/07 Toronto (YYZ)/ Nova York (JFK) 18:35/ 20:25
    AA 951 14/07 Nova York (JFK)/ São Paulo(Guarulhos) 21:30/ 08:15


    Aliás, fica minha sugestão: Daniele, da agência Sem Fronteiras. Que tem se mostrado bastante eficiente e organizada, diferentemente de outras agências que contatei.

    Buenas, nesse meio tempo, terminei o segundo trabalho importante - e com prazo - que estava fazendo. E entreguei ontem. Agora sou uma pessoa mais livre. Vou poder dormir mair - a não ser que seja pra fazer festa. Ou seja, só dormirei pouco se for por prazer. Não que trabalhar não me dê prazer, ao contrário.

    Ai, ai, querido diário, é isso, esse é o motivo das minhas alegrias nestes últimos dias, e motivo de eu estar tão afastada daqui. Mas agora voltarei, aos pouquinhos.

    *Na real eu ganhei o visto B1 e o B2, sim, bem banana de pijama: o de negócios e turismo, respectivamente.

    quarta-feira, fevereiro 14, 2007

    O paraíso: saga Maranhão, Parte VI



    À noite, de volta a Barreirinhas, dei uma volta pela cidade, comprei vários artesanatos com preços muito bons. Comprei uma bolsa lindona, enorme, por 20 reais. Centro de mesa, jogo americano, essas coisas de mulherzinha dona de casa.

    Depois fui para a pousada e fiquei de papo com duas meninas que também estavam no Snef. Muito legais as duas. E depois fui dormir. Aliás, dormi feito uma pedra.

    No dia seguinte, um café da manhã delicioso, e de lá segui para o passei de barco para Caburé, pelo rio Preguiças. Eles chamam a embarcação de voadeira. Foi ma-ra-vi-lho-so!

    Não me lembro exatamente por onde passamos... vi igarapés, jacaré, paramos num lugar com um farolzinho, subi até o topo do farol, vi a vista láaaa de cima. Depois paramos não sei onde, um lugar que eles também chamam de pequenos lençóis, e fica antes de Caburé. Subi dunas, desci dunas, vi macaquinhos, cabra, coelhos... ahahah.

    E finalmente, Caburé. Lugar sem nada, umas 3 pousadas, uns 4 restaurantes. Ou menos. Casa restaurante com seu gerador. De um lado o Rio, do outro o oceano. E no meio: areia. Lindo, silencioso.

    Almocei num restaurante que ficava junto a uma pousada, onde os suiços - e das minhas últimas experiências descobri que não gosto de suiços, exceto o Patrick, claro - e os argentinos - e das minhas úlitmas experiências descobri que continuo gostando de argentinos - passariam a noite, e seguiriam para Jericoacoara. Deve ser um passeio interessante.

    Aí tinha um casal de brasileiros, que me pareciam do Rio, e sentaram lá na puta que o pariu. Os argentinos vieram e sentaram comigo. Ficamos de papo, pedi um prato. Uns, na verdade: baião de dois, e um não sei o que de camarão, tipo moqueca. Meia porção, claro. Os argentinos pediram um misto quente (torrada, em gauchês), mas tinha muita comida e convidei-os a comer comigo. Depois fui caminhar e encontrei as meninas do Snef que estavam na mesma pousada. No restaurante em que elas almoçaram tinha um anexozinho, mais ou menos de igual área a parte onde estavam as mesas, mas com redes, muitas redes. E uma galera deitada e dormindo. Olha que delícia: deitar na rede naquele silenciosinho após o almoço. Aproveitei e tomei o tal do Jesus. Um refrigerante do Maranhão, que é cor de rosa, bem doce e tem um leve toque de canela. Não era ruim. Todo mundo no Snef ficava tirando sarro da bebida e dizendo que era horrível, mas nem era.

    Depois voltamos direto para Barreirinhas e eu ainda passei no não-sei-aonde pra comprar uns artesanatos. O cara do receptivo local me levou. Aliás, receptivo nota 10. Não-sei-o-que Adventure acho que era o nome. Muito bom meeeeesmo.

    Na pousada, eu já tinha feito o check out pela manhã, né? Mas eles guardaram minha bagagem e na volta me deram uma toalha limpinha e pude tomar um banhinho e trocar de roupa. Então o transporte chegou. Dei meu email pras meninas de Minas, mas até agora nenhuma me escreveu... cheguei no aeroporto por volta das 20h. E fiquei ali esperando meu vôo... às 3h.

    Eu recomendo o Maranhão para quem quer passear. Recomendo para quem quer ver prédios históricos (São Luis), recomendo para quem quer comer frutas exóticas, para quem quer comer pratos deliciosos, para quem não quer a história escravocata do Brasil (Alcântara), para quem quer silêncio, isolamento (Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses), para quem quer sossego, uma rede, silêncio, mar e rio (Caburé).