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quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Brasil, aí vou eu!


Então passei o dia inteiro em casinha, fazendo nada, estudando, falei com o Daniel (da Bahia) ao telefone e ouvi um monte de sotaquezinho baiano.

Inscrevi-me para um congresso no Rio (congresso caro pra CARALHO, diga-se de passagem. Acho que é o congresso mais caro da minha vida, tive que morrer em 250 reais, quase chorei). Então, Rio de Janeiro, aí vou eu!!! Planejo comer empadinhas no Belmonte em julho e agosto.

Talvez eu vá pra Natal também, não sei, tenho que ver direitinho... mas passarei parte do meu verão (do hemisfério norte) no inverninho brasiliero, com certeza!

quarta-feira, agosto 12, 2009

Bici




Ha cerca de dois meses eu comecei uma nova etapa na minha vida. Perai, volta um pouco, na verdade comecou antes, no inicio do verao, pouco antes do final das aulas. Eu decidi que iria aprender a andar de bicicleta. Tudo bem, na verdaaaade comecou ainda antes, com a minha viagem para a Dinamarca. Depois de ver que eh possivel uma cidade ter boa parte do transporte baseado na magrela eu resolvi que nao poderia continuar sem dominar a bichinha.

Minha grande motivacao tambem foi o fato de eu me vi limitada durante uma viagem pelo fato de nao poder aproveitar tudo da cidade, explorar o que Copenhagen oferecia. Lah ha um programa subsidiado pela cidade em que uma pessoa pode pegar uma bicicleta em determinados pontos da cidade, utilizando uma moeda de 20 dinheiros. A pessoa pode rodar o quanto quiser e quando devolver a bicicleta, a maquininha devolve uma moeda do mesmo valor. Nao eh bacana? Pois e eu perdi isso.

Mas como eu iria aprender a dominar a alta tecnologia e destreza necessarias para manobrar a magrela?
Po, eu moro em Nova York, uma das cidades mais caras do mundo, neh? Onde tem muita gente rica, tem muita gente pobre... fui procurar alguma forma gratuita de resolver meu problema. Encontrei!

A cidade de Nova York, atraves de uma ong, oferece aulas para criancas e adultos aprenderem a andar de bicicleta, de graca. As aulas acontecem em diferentes parques da cidade, em datas variadas. Registra-se para as aulas pela internet, depois se recebe uma confirmacao. Ok, eu me registrei. Confirmado. Fui na aulinha, um dia lindo... foi num parque no Bronx. Eu mais um bando de mulher velha. Quero dizer, as idades variavam, aparentemente, entre 20 e 40 e poucos anos. A instrutura principal eh um doce de pessoa.
A tecnica empregada pela equipe eh a de dividir as habilidades para manejar a bicicleta em duas: equilibrio e pedalo. Primeiro treina-se equilibrar-se na bicicleta, depois eh que se introduz pedalar. Foi bonito de ver uma menina no comeco da aula, no mesmo nivel que eu, sair da aula pedalando uma bicicleta tal qual aquelas criancas no parque que ficavam passando por nos e achando tudo engracado. Eu, lenta que sou, fiquei uma aula inteira (de duas horas) praticando equilibrio.

Nao bastava eu aprender a andar de bicicleta, era preciso ter uma, certo? E pensei, como conseguir una ben baratinha... ou de graca? Catei e achei um programa que oferece oficinas para manutencao e construcao de bicicletas. Funciona assim: voce vai lah (no Brooklyn), participa da oficina, aprende o basico da engenharia da bike e dai comeca aprender a montar uma bicicleta, do zero. As pecas sao doadas e o tempo que se demora para montar uma bicicleta varia, pode ser duas semanas, tres, quatro... depende de quanto voce vai lah, trabalha na bike e encontra pecas que sirvam para voce. Ao final, a bicicleta eh todinha sua!
O pagamento? Voce tem que doar horas de trabalho para montar outras bicicletas e para ensinar outras pessoas nas oficinas.

Nesse lugar tambem se doa bicicletas para as pessoas que precisam, que nao podem pagar transporte publico, por exemplo. As acoes deste grupo fazem parte de uma organizacao "maior", os freegan. A ideia eh interessante e ha varios nives de 'freganismo'. Enfim, essa eh outra conversa...

Voltando ao meus planos de mudanca de vida...

Meu plano de verao era, entao, montar uma bici e aprender a andar de bici. Aconteeeeeece que as aulas soh acontecem se nao chove e em Junho choveu TODOS os dias em Nova York. Todos. Eu praticamente virei sapa, neh? Isso, como em Salvador.
As aulas sao bem espacadas e justamente nas aulas em que eu consegui me inscrever, choveu. Alem disso, as oficinas no Brooklyn eram na quarta-feira a noite (nao rolava porque era muito tarde e longe pra mim) ou no sabado. O que acabou nao rolando porque eu viajei praticamente todos os finais de semana no verao. Quando nao viajei, fui para shows, cinema, casa de amigas e amigos, sempre tinha algo para fazer.

Meu plano de verao estava indo por agua abaixo...


Foi entao que pensei num plano B!

(aguarde cenas dos proximos capitulos)


sexta-feira, janeiro 25, 2008

Eu tenho tanto, pra lhe falar...




Tenho uma viagem linda pelo Mercosul para contar. Mas também tenho que falar dos preparativos para uma viagem linda que virá. Passei 30 dias com minha mãe, tentei aproveitar o máximo de tempo com ela, ficar com ela. Viajamos. Fizemos todo litoral uruguaio de carro, cruzamos o rio da prata num mini-cruzeiro e colocamos a cerejinha no bolo em três noites na capital argentina.

Agora, preparo-me para passar uns dias em Pernambuco, conhecendo o carnaval de Recife e Olinda. E a cada dia que passa fico sabendo de mais amigos que encontrarei lá: a Luzia vai, o João vai, o Leo - de João Pessoa - vai... vou conhecer, finalmente, a Maíra e o Pedro. Ai, que medo!

No mais, esta semana de retorno em Salvador foi maravilhosa. Reencontrei gente querida, queridíssima; coloquei meu ap em ordem (está tudo tão limpinho e arrumadinho); a Oi Fotos resolveu me darDiBrindi as 136 fotos que mandei imprimir e o correio extraviu (nem foi responsabilidade deles, mas eles me ligaram e disseram que iriam reimprimir, e mandaram, e já recebi!); saí com o Cássio, meu colega de Escola Técnica que não via há anos, e a Mariana, sua esposa, e também os recebi em casa; almocei e jantei com o fofo do Dani; saí com a fofíssima da Luzia, e botamos papos em dia; fui no aniversário da Ester e atualizei as conversas com a Diana e a Marisa, colegas do mestrado; jantei com a Anna, uma estadunidense bacanérrima que conheci graças ao CoushSurfing; dormi, dormi, dormi; vi filminhos na tv e ouvi música; fui na Uefs, trabalhei, tratei dos relatórios de IC das bolsistas... ai, ai... que posso dizer, está tudo ótimo!

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Ché, boludo*



Sol na casa 5, lua na casa 3
02/01 (hoje) às 11h a 04/01 às 17h


No período que vai de 02/01 (hoje) às 11h até 04/01 às 17h, Katemari, o Sol estará passando pelo seu setor do prazer, em harmonia à Lua na Casa 3, sendo este um momento especial para tudo o que diz respeito ao lazer, às diversões, à satisfação da sua "criança interior", os movimentos, as viagens [eu vou, eu vou, pros pampas agora eu vou...], os namoros e o sexo. Nesta fase, seu magnetismo sexual fica mais forte, as pessoas lhe notarão mais [Oba!]. Que tal aproveitar pra dar aquele trato no visual, dar um tempo pros pudores [biquinis, lá vou eu!] e se exibir um pouquinho [os hermanos que se cuidem!]? Que tal fazer um divertido passeio com o intuito de lazer [Hmm, já que os astros sugerem... SIM, SIM, SIM!]? Surpresas muito positivas podem advir se você resolver mudar um pouquinho a sua rotina: que tal ir a lugares onde você não costuma ir [serve um país novo?]? É muito provável que você venha a fazer novas e importantes amizades por estes dias, se ousar sair da rotina. Sua comunicação emocional [que ótimo, fico mais tranquilo, assim não preciso me preocupar com meu espanhol] estará muito melhor por estes dias, aproveite para expressar seus sentimentos sem medo de ser feliz!


Como sou uma pessoa que respeita muito as indicações dos astros, vou dar uma viajadinha, então, no melhor estilo família buscapé: eu, minha mãe e minha amiga fofa Raquel.

Roteiro de 11 dias
Dia 01 - Porto Alegre, Pelotas, Chuí
Dia 02 - Chuí, Punta del Diablo, La Paloma
Dia 03 - La Paloma, Cabo Polonio, La Paloma
Dia 04 - La Paloma, Punta del Este, Pirápolis
Dia 05 - Piriápolis, Montevideo
Dia 06 - Montevideo
Dia 07 - Montevideo, Colonia del Sacramento, Buenos Aires
Dia 08 - Buenos Aires
Dia 09 - Buenos Aires
Dia 10 - Buenos Aires, Riveira
Dia 11 - Riveira, São Gabriel, Porto Alegre.

Sublinhadas são as cidades onde dormiremos. E abaixo o plano inicial dos passeios (para ver fotos, clique nos links).

Dia 01 - Porto Alegre, Pelotas, Chuí
Saída de Poa ali pelas 8h. Almoço em Pelotas, passeio na cidade, Museu da Baronesa, compra de doces. Segue até o Chuí, passando pela Reserva Ecológica do Taim à tarde, chega no Chuí à noite. Dorme no Chuí. Compras no Free-shop.

Dia 02 - Chuí, Punta del Diablo, La Paloma
Café da manhã no Chuí, alguma compra, saída ali pelas 9h. Passa o dia na praia de Punta del Diablo, onde se almoça. À tardinha seguimos para La Paloma, onde jantamos e dormimos.

Dia 03 - La Paloma, Cabo Polonio, La Paloma
Deixamos bagagem no hotel e procuramos por passeio para Cabo Polonio (mais fotos aqui), saindo de La Paloma. Talvez custe uns 15 reais por pessoa para entrar lá, o que se faz com jeep. As dicas, além da praia deserta, lobos marinhos e descanso, são os frutos do mar. Na volta, passeamos um pouco em La Paloma, onde dormiremos.

Dia 04 - La Paloma, Punta del Este, Pirápolis
Tomamos café da manhã e seguimos para Punta del Este, onde passamos o dia, passeamos, almoçamos e todos os amos. Depois seguimos para Piriápolis, onde arrumamos um berço pra dormir.

Dia 05 - Piriápolis, Montevideo
Passeamos um pouco em Piriápolis e saímos após o almoço, rumo à Montevideo. São apenas 100Km de uma cidade a outra, então em 1h chegamos na capital uruguaia. Entramos no hotel, podemos descansar um pouco e sair pra bater perna.

Dia 06 - Montevideo
Tudo o que você sempre quis fazer em Montevideo e nunca teve chance. Hoje é o dia!
Aguardando roteiro by Martín.

Dia 07 - Montevideo, Colonia del Sacramento, Buenos Aires
Como nosso crucero só saí às 20h30 de Colonia, e levaremos umas duas horas de Montevideo até lá, podemos passar a manhã na capital e passar a tarde passeando nas ruazinhas de pedra de Colonia del Sacramento, tomar o sorvete e bater um ranguinho cedo, semi-janta, antes de embarcar, já que a comida dentro do crucero deve ser mais cara.

Dia 08 - Buenos Aires
Aguardando roteiro by Martín, que deve incluir, entre outras coisas: café tortoni, uma peça de teatro, um espetáculo de tango, muitas caminhadas, comprinhas, casa rosada, livrarias, janta na casa do Martín.

Dia 09 - Buenos Aires
Aguardando roteiro by Martín.

Dia 10 - Buenos Aires, Riveira
Adíos mi buenos aires querido... e vamos direto pra Riveira. Levemos lanchinho para o trajeto, não haverá parada para almoço, só para xixi. Dormimos em Riveira (ou em Santana do Livramento, pode-se escolher).

Dia 11 - Riveira, São Gabriel, Porto Alegre.
Saímos de Riveira, após conferir que todas os sonhos de consumo foram satisfeitos e pegamos a estrada. Paramos em São Gabriel (que não tem fotos decentes na internet, mas este resultado na busca chamou-me a atenção) para almoço. Depois é direto até a terrinha. Tá, daí acabou.

Ainda estamos abertas à sugestões que se encaixem no roteiro!




* Estou treinando meu espanhol. O Martín disse que isso é feio, mas eu aprendi nos filmes, lo juro!

segunda-feira, dezembro 31, 2007

E ainda tem quem não acredita!




Harmonizando o lar
30/12 (ontem) às 21h a 18/01 às 17h
Vênus na casa 4

Entre os dias 30/12 (ontem) às 21h e 18/01 às 17h, o planeta Vênus estará transitando pela sua quarta casa astrológica, Katemari. Este é o momento certo para harmonizar seu lar, e a coisa toda começa com você tornando sua casa um lugar mais bonito, pacífico [mandei consertar a fechadura da grade, fazer cópias de chaves...] , tranqüilo. É bastante provável que você queira dar um pouco de beleza ao ambiente, seja fazendo pequenas reformas, seja comprando algo novo para sua casa (ou quarto) [comprei umas garrafinhas fofas na Imaginarium, e uns copos bacanetes na Tok & Stok], ou simplesmente mudando a disposição dos móveis. Grande satisfação e realização pessoal podem ser encontradas na medida em que você se dedica à sua própria casa ou quarto [tenho me dedicado a ficar deitada no quarto vendo tv].

Este é um período em que os prazeres da vida são encontrados nas pequenas coisas. Ficar em casa assistindo a um bom filme [serve seriadinhos da sony, warner, axn, etc?], lendo um bom livro [trouxe dois pra ler, um eu já consegui começar a leitura], ou reunindo os amigos para um jantar [comer - e beber - com os amigos é o que mais tenho feito aqui, tá pau a pau com os seriadinhos de investigações criminais da tv] ou uma noite regada a música tende a ser muito mais agradável nesta fase do que cair em farras e noitadas.

Para quem deseja adquirir bens imóveis ou terras, este é o momento certo [eu quero, mas ainda falta muita bala na agulha]. Para quem deseja cultivar um melhor relacionamento com os parentes [estou um doce com a minha mãe], não existe momento melhor! Você perceberá uma boa vontade mútua que favorecerá tal movimento [é, ela tá bem legal comigo também], Katemari.


quarta-feira, junho 27, 2007

American way of life





O texto será longo, e não será completo. O tempo está muitissimo curto. Estou almoçando e tenho 20 min pra terminar de comer e voltar ao prédio (15min de caminhada) para os trabalhos, parte da tarde.

Buenas... here we go



20 de junho, quarta-feira

Buenas, estou no aeroporto de Salvador, são 15h15 e meu vôo está previsto para as 15h35. Na verdade, a previsão inicial era de eu chegar em São Paulo às 16h. Meu vôo era, originalmente, às 13h50. Atrasos, atrasos.
Confesso que não fiquei irritadinha tampouco estressada com o tal atraso, pois meu outro vôo, para Dallas, parte às 21h45 de Guarulhos, então esperar lá ou aqui dá no mesmo.

Hoje acordei com uma sede do cão. Finalizei preparativos lavei panos de pratos que estavam de molho há séculos, fiz lanchinho pra trazer pro aeroporto, o qual já comi, aliás.


21 de junho, quinta-feira

Wow, what a day!

Comecei acordando com um cheirinho de comida, no que me refiz prontamente do meu sono-profundo-de-avião. Quando a senhora da AA colocou a bandeja na minha frente, que decepção: um croissant muito cheiroso, mas com um aspecto ruim. E croissant. (para quem não sabe, croissant é feito com manteiga e farinha, só, e muuuuita manteiga)

Ok, comi um pedaço do croissant, poderia estar bom, ora bolas, mas não estava. Tomei café com leite - havia pedido dois copos de cara. E estava péssimo, pura água. Comi uns pedacinhos de laranja e melão. Ok, esse foi meu desjejum em solo estadunidense, digo, espaço aéreo estadunidense.

Cheguei no aeroporto e fui para a fila de imigração de não-residentes. Fila grandinha, mas nada demais, só tinha gente do meu vôo, e estava rapidinho. Primeiro um rapaz verificou meu passaporte e os dois formulários que eu já havia preenchido na aeronave - e recebido na hora do check-in na AA -, depois passei pela oficial de imigração, que era uma mulher sorridente e me perguntou se a visita era por "business or pleasure", ao que eu responti "both". Ela perguntou o que eu fazia, respondi. Professora de quê? Física. Aí aquela reação conhecida de surpresa e admiração que físicos "naturalmente" provocam - e com a qual já estão acostumados a lidar e ajudar a perpetuar. Então perguntei se ela gostava de física. Depois da negativa, eu engatei aquela conversinha de questionar o motivo disso, de dizer que física era legal, bla bla bla. E ela me disse que a filha dela gostava, though. Então engatamos outra conversa, menos típica, e falamos sobre a importância dela incentivar a filha, de termos poucas mulheres nas ciências, particularmente mulheres negras na ciência, etc, etc. Sim, sim, nisso eu já tinha colocado lá meu indicador esquerdo e direito - sem fotinho, pelo que eu me dei conta mais tarde - e ficamos conversando e atrasando a fila. Despedimo-nos com desejos de boa sorte pra todos os lados.

Então fui para a fila da alfândega, que era bem pequena, acho que tinha umas duas pessoas na minha frente, e passei por um senhor de cabelos branquinhos, que olhou meu formulário de declaração da alfândega, pegou-o e pronto. Next.

Como assim?

Não vão me perguntar nada? Não vou passar por outro lugar? Não terá uma salinha misteriosa? Não vão abrir minha mala? Nada, nada?

Aliás, falando em mala... saindo de lá é que fui pegar minha mala, que veio rapidinho, mas passou por mim na esteira sem que eu conseguisse tirá-la de lá, ao que um senhorzinho me ajudou, um pouco mais à frente, retirando-a da esteira.

Tá, pensei, agora é que alguém vem e vão abrir minha mala.

Aí fui para a portinha automática, que se abriu e vi várias pessoas com bandeirinhas dos EUA sendo balançadas. Eu ia procurar a saída do aeroporto quando vi que o Chris estava sentado ali ao lado, tomando café, também com uma bandeirinha. Cumprimentos e tal, e ele me explicou que tinha um vôo chegando com soldados do Iraque, por isso algumas pessoas com bandeirinhas.

Banheiro, estacionamento, estrada. Sim, eu cheguei em Dallas, e estava a caminho de Waco, cerca de 2h da capital do Texas.

No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho...

Buenas, lá pelas tantas, um barulho estranho. Paramos o carro nos ombros da estrada (eu descobri que shoulder também é acostamento - costas pra uns, ombros pra outros... interessante, né?). Estávamos com um pneu furado. Não apenas furado de estar baixo. Furado, furadaço, rasgadão. Tentamos trocar, não funcionou, não conseguiamos tirar os parafusinhos lá do tal pneu. O Chris nunca tinha trocado um pneu antes, mas até que estávamos indo bem, não fosse pelos parafusinhos estarem muito apertados. Várias ligações depois, veio um carinha (gatinho, por sinal) num baita caminhão, e trocou o pneu. Seguimos viagem.

Chegamos na Baylor University, onde o Chris daria uma aula para umas crianças e adolescentes. Nesta aula, o irmão dele falaria um pouco sobre uns países onde morara - eu lembro do japão, mas acho que teve outros dois também. Atualmente ele mora no Líbano.

Depois o Chris passou uns vídeos sobre budismo e sobre o ataque a Hiroshima.

De lá fomos para a sala dele e eu entrei rapidamente na internet, enquanto ele levava o Brian, (filho) para o primeiro dia de um trabalho temporário, o irmão do Chris, Peter, foi junto. E eu fiquei com o Mike, o filho mais novo, no escritório. Foi quando fiz uma rápida incursão na tríade Gmail, Orkut, Blogspot. Tudo do santo Google.

Quando estava lá, chegou o Tibra, um menino (gatinho) que é professor no Departamento de Física, e uma pessoa que o Chris vivia querendo me apresentar, porque ele acha que eu devo vir estudar na Baylor. Tá, daí conversamos bastante, e o pessoal voltou - e o Brian acabou não encontrando quem deveria para o tal do trabalho. Então fomos todos almoçar.

Vou ver se consigo tirar umas fotinhos hoje. Os prédios da Baylor são bonitinhos, todos de tijolinho à vista, escuros. Ah, mas tem o website também. Dá pra ver por lá. Continuando...

Fomos almoçar num lugar muito interessante. Ai, minha máquina fotográfica numa hora dessas... era um salão enorme com vário buffets, com várias comidas. Tinha um buffet com salada, até dava pra comer algo saudável, fora isso era pizza, cachorro quente, uns pratos quentes indecifráveis, algo de fast-food mexicano, tinha buffet de sobremesas também, tortas, sorvetes, também tinha refrigerantes, sucos (não-naturais), cafés (aguados), tinha uma salada de frutas, junto com o buffet das saladas. Depois, quando fui colocar a bandeja no lugar, descobri uma parte com coida vegetariana, tinha uma espécie de arroz com legumes.

Mas o mais interessante do lugar era a aparente convenção de cheerleader que estava acontecendo. Sim, sim, eu estava praticamente num filme americano.

Aliás, a melhor descrição para meu dia de hoje é, um filme americano.

Devo confessar que minha combinação da salada ficou muito gostosa, e que não consegui comer muito das outras coisas.

De lá, os homens da família Van Gorder foram no banco e para aula de robótica (os meninos) e o Tibra me levou para a cafeteria, talvez, mais interessante em que estive na minha vida. Eu quero uma dessas na UEFS, e quero uma igualzinha no Rio Vermelho. Nem precisa ter na UEFS, no Rio Vermelho basta. Se a UEFS tivesse uma cafeteria dessas iria se tornar, sem dúvida, a melhor universidade do estado da Bahia. O lugar é lindinho, sui generis. Ai, minha máquina! Minha máquina estava na mochila, junto com o laptop, em algum porta mala de algum carro. No carro vermelho do Chris (depois passou pro carro branco do sobrinho do Chris, depois pro carro azul do Chris, porque o vermelho ficou para reparação do pneu).

Tomei um expresso tri bom e conheci dois amigos do Tibra. Depois o Peter e o Chris chegaram e tomei outro expresso e então deixamos o Tibra no Depto de Física. Pegamos os meninos, colocamos gasolina no carro, o que foi uma experiência interessante: levamos um TEMPÃO, porque aqui cada um coloca a sua gasolina e paga, não tem funcionários para isso no posto, só que agora paga-se primeiro e depois a bomba é liberada, e tinha uma fila demorada pra este processo. Sei lá, levamos meia hora para colocarmos alguma gasolina. Então fomos para a casa do Chris.

Conheci a filha dele, Keegan, e vi um pouco de tv. Depois na hora de sairmos para ir ao shopping, finalmente conheci a esposa dele, a Vivian. Então ele nos deixou (eu, a Keegan e a Vivian) num shopping center. Comprei um anelzinho, só pelo clima de compras que as duas estavam. Não achei nenhuma roupa interessante, tudo tinha cara de Sabina ou, na melhor das hipótses Marisa.

Eu estava a procura de uma mala da Samsonite, que vi na internet ser mais barata nos EUA, mas não encontrei, só malas furrequinhas. Desculpa, furrequinha eu compro em casa. Aliás, nem compro. Sou mais a minha Sestini. Da minha mãe, na verdade.



Ok, os textos acima estavam no bloco de notas, mas minha bateria terminou e agora já estou no canadá, então a memória em relação a estada nos EUA já falha e, para a alegria do meu leitor, serei muitíssimo mais breve de agora em diante.


Depois o Chris nos pegou no shopping, com os meninos e fomos todos jantar comida chinesa. Tava tri bom. Buffet livre. Enchi o bucho de camarão. Voltamos pra casa e assistimos o filme Cassino Royal, do 007. Paramos o filme no meio e o Chris e a Vivian foram me levar pra casa da Sharon, onde eu dormiria nos próximos dias. Finalmente larguei minha bagagem. Figuei num quarto muito bom e tive um banheiro só pra mim, mas confesso que a experiência de dormir na casa de uma terceira pessoa me pareceu bem estranha. Mas compreendi, achei "engraçado" e joguei com o fato nos dias seguintes. Até me diverti. Mas eu juro que nem fui má com a minha não-anfitriã.




22 de junho, sexta-feira


Dormi super bem, apaguei. No dia seguinte, o Chris me buscou pela manhã e fomos para a universidade. Eu dei uma aula sobre o Brasil. Distribuí cocadinhas da Tonha - que eu havia mandado fazer especialmente para a ocasião, em tamanho reduzido - e fitinhas do Nosso Senhor do Bonfim. Foi bem legalzinho e melhor do que eu esperava. Ouvimos músicas (forró, bossa nova, pagode, axé, sertaneja...) e vimos o trecho de um filme que fala sobre o processo de "catequisação" dos índios brasileiros (é assim que se escreve catequisação????).

Passamos no supermercado. Wow, espetáculo: frutas, verduras... lindas e tudo de tudo imaginável. Não entendo porque eles comem tanta porcaria tendo tanta oferta. Almoçamos na casa do Chris, eu comi uma sopa Campbell de latinha. Ficamos fazendo nada. Depois fomos pra universidade e eu fui conhecer o pessoal do Departamento de Física, daí conversei com o chefe do Departamento e com mais outros professores, e acabei conhecendo um que está interessanto em Filosofia da Ciência... e teologia. Enfim, foi bem bacana. Depois fui falar com o Tibra e nos encontramos com o Chris e família e fomos pra Starbucks da Baylor (nome da universidade). Bebemos, ficamos de papo. O Tibra foi embora e fomos pra casa.

À noite, jantar. Eu prepararia beiju e afins. Minha anfitriã não quis comer, nem sentar à mesa conosco. O Tibra foi e levou vinho. Enfim, rolou uma janta no jardim e pratinhos brasileiros e foi bem bom, e todo mundo gostou dos beijus. (que foi uma novela longa, mas não vou escrever)

De lá, eu saí com o Tibra, passamos na casa dele. Depois fomos para um bar encontrar amigos dele. Experimentei Smirnoff Ice de melancia. Tri bom. Tem smirnoff ice de vários sabores aqui. Como eu tinha horário pra chegar na casa da Sharon, até meia noite, o Tibra me levou pra casa, depois voltou pro bar. Meia noite era meu limite.



23 de junho, sábado

No sábado, fomos para o zoológico. O Tibra me pegou pela manhã em casa e fomos direto pro zoo. Depois chegou a Kate, uma amiga dele, e a família van Gorder (sobrenome do Chris). Passeamos, foi bacana, é lindo, mas continuo não gostando de zoos, acho-os deprimentes. Não gosto de ver os bichinhos presos. Só não me importo com os peixinhos. Aguários eu gosto. Comi meu primeiro hot dog e depois passei o dia com o Tibra, andando pra lá e pra cá, fazendo compras, tomando café, indo em livraria. Então ele me deixou nos van gorder e fui com o Chris e os meninos para uma apresentação eqüestre. De volta pra casa, os meninos foram para a piscina aquecida com hidromassagem, fiquei brincando com o cachorro no jardim, jogando futebol americano com o Brian, filho do Chris. Acho que é Brian. oh oh. Esqueci o nome do guri, já. E vi tv. E então, tivemos um jantar nigeriano. E eu comentei que finalmente veria a Vivian comer. Desde que chegou aos EUA, há cerca de um mês, seria a primeira vez que ela prepararia comidas da Nigeria, pois um amigo do Chris sabia desta loja em Dallas que vende produtos africanos. Foi bacana. (para saber mais, consulte informações pessoalmente, ho ho ho)

Depois terminamos de ver o filme do James Bond. E foi assim minha estada texana. No dia seguinte o Tibra me pegou na casa da Sharon e fomos pro aeroporto em Dallas. Ele foi um super fofo, e ficou comigo lá até eu passar da fila da imigração e tudo. Só quando eu já estava lá dentrinho da sala de embarque ele foi embora.



24 de junho, domingo

Bem, sair dos EUA não foi tão fácil quanto entrar. Tive que tirar os sapatos e tudo. Não só eu, todo mundo. O sapato passa na esteira. O laptop tem que passar fora da mochila. Não pode passar garrafa d´água. Das 3 que eu tinha, uma eu bebi, a outra a mocinha viu, e eu pedi pra esvaziar e levar a garrafa vazia e a 3a eu só descobri, cheia, quando cheguei no canadá. ahahah

Tá, agora a aventura canadense eu conto depois. Já são 13h15 (16h15 no Brasil) e estou atrasada!!!




sábado, março 10, 2007

Ah, o verão...




Não acabou ainda, né? É só lá pelo dia 20, 21... então ainda posso estar numas de viver histórias para contar para os meus netos, né?

Eu já falei do pão do Bruno? Então, comi um pão tri bom na casa da Cris, o Bruno quem fez. Pedi a receita, comprei os ingredientes, mas não achei fôrmas. Aí corri a cidade procurando-as e nada. Numa loja toda chique me disseram para tentar a 7 portas. É engraçado, eu entrei na loja no shopping, de Havaianas como sempre, carreguei meu sotaque gaúcho e daí fui bem atendida, e a mocinha me falou: vai na 7 portas. E me explicou mais ou menos onde era. Não sem antes tentar me vender uma máquina elétrica de fazer pão.

A Ana voltou pra Salvador, para minha alegria. Coisa boa ter uma companheirinha novamente por perto. Aí ela me ligou e marcamos de ir na tal da 7 portas. Fomos ontem. Saímos da estação da Lapa e peregrinamos pelas lojinhas da 7 portas. Muitas lojinhas. Finalmente encontrei minhas fôrmas, após muitas risadas sob o sol, cruzando com tipinhos muito... "particulares".

Aí o Washington ligou e convidou pra ver o pôr-do-sol. Acabamos os três bebendo e comendo acarajés maravilhosos (o acarajé que eu mais gostei até hoje na Bahia!), com uma vista fabulosa. Bom Alexander. Bom ficar de papo e com as águas da Baía de Todos os Santos sob os pés, no pier, vendo o céu avermelhar-se, as estrelas surgirem...

No fim da noite terminamos nos Barris, no Beco de Rosália, que pertence a um paulista radicado em Salvador. Caipirinha ruim, mas ambiente bacana, bem decorado e com pessoas interessantes. Reza a lenda que oferece uma boa pizza. Quero experimentar.

Nem sei a que horas fui dormir, acho que umas 3 da manhã. Sei lá. Mas foi boa a noite. Bem boa.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Bixcoito, fóxforo e afins



Pilhas de trabalho. Supermercado feito. Um joelho doendo. Quase sem ônibus na cidade. Chovendo lá fora. O Martin foi embora. A Ester viajou. O Fábio e a Vera trabalhando em casa. Sem tv por assinatura. Convites pra ir pro Rio. Carnaval rolando no Rio. Festa de niver do Walter... quer saber, eu vou para a cidade maravilhosa!

Decidi de última hora, na quinta-feira. Comprei passagem para sexta. Cheguei no Rio no sábado pela manhã. Bem no clima de loucura-loucura, de extravagância financeira. Usei um crédito que tinha na Gol e abusei do cartão de crédito.

Fui direto para a casa da Letícia. Que dia lindo, que sol!!! E era sábado, dia de Bola Preta. Fui me encontrar com os guris na Cinelândia. Cheguei lá e foi um parto, mas nos encontramos: Charles, Martin, Walter, Tio Sérgio, César, Andréia. Ficamos lá um tempo. Depois seguimos para uma feijoada, ali pelo centro. Num lugar que à noite funciona como boate, e durante o dia é restaurante. Conheci a Angela, amiga do Walter e uma figura. Gostei dela. A feijoada estava fantáaaaastica, uma delícia! Comi e enchi a cara de caipirinha.

De lá, fomos para Ipanema, ver a Banda de Ipanema. Ficamos lá numa esquina esperando os demais amigos do Walter chegarem. Waldir e Alfredo apareceram e então seguimos para a praia de Ipanema. Mandie mensagem para a Ticiana enquanto estava lá, mas ela estava no Leblon.

Depois eu fui me cansando de ficar lá em pé e estava louca pra ir no banheiro, então decidi ir embora. Por sorte quando cheguei na avenida principal em Ipanema, vinha passando um ônibus que passava perto da casa da Lê. Peguei e fui pra lá. Quando cheguei fiquei conversando com a mãe dela. Ligamos pra Lê, que me convidou pra ir prum bloco onde ela estava com amigos. Mas eu estava podre de cansada, virada (sem dormir à noite), e tendo passado o dia em pé. Então fui dormir e fazer gelo no joelho. Combinamos um churrasco para o dia seguinte.

No dia seguinte acordei ali pelas 7 da manhã. Comi alguma coisa, corrigi algumas resenhas que eu tinha levado, fiz as unhas, li um livro... o Walter mandou msg e convidou pra ir pra praia, mas eu disse que tinha marcado o churrasco, mas que os encontraria mais tarde em Ipanema, para um bloco. À tarde, quando a Lê acordou, fomos para o churras. Era na cobertura da casa de uma amiga dela. Foi engraçada uma cena quando o pessoal perguntou por máquinas fotográficas, eu disse que tinha a minha, poderia tirar fotos, e uma menina gritou comigo e disse que eu não podia, porque eles iriam querer ver as fotos e eu não morava lá. Fiquei pensando se não tem internet lá, mas tudo bem...

Depois segui para Ipanema, como combinado. Peguei o metrô na Tijuca e desci no 'findilinha', ou na última estação do metrô. E então fui descobrir a maravilha tecnológica do Rio: o metrô de superfície. Legal, você paga uma única tarifa e pode ir atéeeeee a Barra da Tijuca: de ônibus. Sim, o que eles chamam de metrô de superfície nada mais é do que uma linha de ônibus integrada com o metrô. Então faça as contas de quantas pessoas cabem dentro de vários vagões do metrô, e quantas cabem dentro de um ônibus. Agora pense no tamanho da fila de gente querendo pegar o ônibus na saída do metrô. Pois é. Levou uma longa hora e 15 enormes minutos para que eu conseguisse entrar no busum. Depois, o ônibus não conseguia andar, pelo trânsito. Desci e terminei o trajeto à pé. Nesse meio tempo conheci um casalzinho na fila e fomos conversando no busum e no trajeto à pé. Bem legais eles. Ele carioca, ela paraibana. Uns amores.

Finalmente encontrei os meninos, na Farme de Amoedo. O Martin estava se acabando de dançar, e eu puta com a prefeitura do Rio. Então, comecei a tomar Smirnoff Ice, pra compensar. Mas em seguida fomos embora. Passamos na casa da Lê para pegarmos minha mochila e seguimos para Niterói. Fomos direto pro aniversário do Xande, um amigo do Walter, e foi tri bom. Enchi a cara de caipirinhas e comidinhas e torta de aniversário.

No dia seguinte fomos para a praia. Itaipu. Lugar que eu jamais iria se não fosse com eles. [sotaque baiano On] Peeeense [sotaque baiano Off]numa farofada. Era lá. Praia cheia de gente. Cheia. Comemos pastel, sardinha frita, muita ceveja (smirnoff ice pra mim, claro) e risadas. Foi ótimo. Lá reencontramos a Angela, a da feijoada, lembra? Diverti-me horrores.

À noite, demos uma saidinha com a tia do Walter. E, por acaso, encontramos a Angela e o marido novamente.

Na terça-feira eu fui pra Barra de São João. E depois de uma cruzada para chegar na cidade, me encontrei com a Ana. Foi bem legal, batemos papo, e colocamos as fofocas em dia. Eu gosto muito dela. Pena que nos vemos só de vez em quando. A Carol tá noiva, o menino estava lá, mas foi embora na terça. O Marco também foi embora na terça, tinha que trabalhar no dia seguinte. Na quarta ficamos lá, fomos no super. Aliás, "descobri" uma pastinha de soja maravilhosa, e já catei a receita na internet. Trouxe vários potes pra Salvador, se ficar bom, depois eu conto a receita. Na quinta pela manhã voltei para Niterói, depois também de uma saga para volta, com direito a transporte clandestino, baldeação e arranca rabo com motorista. Mas foi super divertido. E muito sol, muito sol.

Daí foi dia de pré-festa, depilar, andar pra cima e pra baixo, e foi o dia em que experimentei o tal do açaí. Não é ruim!

Sexta era o grande dia: aniversário do Walter! Fiz mão e pé pela manhã, comprei o presente. Fomos para o salão, ajudei a arrumar umas coisas, fui com o Charles buscar o bolo-tudo-de-bom e os docinhos-maravilhosos e depois fui pra casa com o Martin, para nos arrumarmos.

A festa foi um espetáculo, muito chique, muito divertida, nunca bebi tanto espumante em toda minha vida. Enchi a cara. Comi até explodir. Dancei. Ri. Tirei muitas fotos. Tudo bem que as minhas fotos sairam todas terríveis, mas as do Martin ficaram boas, roubei várias pra mim. Estava tudo perfeito. Quer dizer, quase, né? Nenhum homem lindo, maravilhoso, gostoso, me descobriu na festa. Mas azar o dele.

Sabadão, dia de comer resto de festas, de preparar o tupperware com bolinho, salgadinho, docinho... fazer as malas... e vir-me embora. No fazer as malas, perdi um anel. Meu único anel jóia. O anel que eu paguei mais caro na minha vida. Que ódio. Deve ser sina de viagem. Quando fui pra Portugal, perdi meus brincos de prata, agora perdi um anel. Por isso que pobre só deveria usar bijuteria!

Mas antes de vir embora ainda fomos almoçar num churrasco na cobertura de umas amigas do Walter, a Vivi e a Chris. Foi ma-ra-vi-lho-so. O dia estava lindo, o pessoal super legal, a música estava ótima, e eu enchi a cara de caipirinha. Além disso, a carne estava perfeita. Ah, sim, e tinha uma farofa dos deuses. Achei a Chris super divertida. Aliás, a Chris e a Vivi tinham passado o carnaval em Salvador, e adoraram. Uns vão e outros vêm, né?

Sei que minha volta para soterópolis foi carregada de saudades. Adorei o tempo que passei no RJ, adorei rever meus amigos, amei fazer amigos novos. Fazer uma loucura de vez em quando faz bem. E não tem preço.

Que dulce!



Há algum tempo um amigo meu, o Walter, me falou que um amigo dele argentino viria visitar salvador. Troquei alguns emails com o tal amigo. Depois nunca mais tive notícias. Então mandei novamente um email, ele já estava na soterópolis. Ele ligou, conversamos. Levei um susto: o português era perfeito, e com sotaque carioca!

Tá.

Combinamos de sair. Saímos. O encontro foi no café do cine do museu, comemos tortinha e tomamos café. De lá partimos para o teatro Vila Velha. Depois seguimos para o Boteco do França, no Rio Vermelho. E liguei para a Ester, que nos encontrou lá.

O Martin, argentino amigo do Walter, é um super fofo, uma graça de criatura: super parceiro, divertido, bom papo, e sem frescura.

Nossos programas incluíram um dia na praia, na barraca do Lôro. Foi ótimo, com direito a banho de mar, muito sol e caipirinhas. Além disso, jantinhas no pelourinho, com show ao vivo, e moqueca de camarão + negão da Dadá.

Sim, foram dias de orgia gastronômica, e muito álcool. Esse guri me fez engordar mais de um quilo. Sério. Sim, me fez engordar, enfiooooou-me doces e comidas e bebidas, e bebidas, e bebidas, goela abaixo. Fui obrigada, eu juro!

Para compensar os muitos dias de sol, pegamos uma puta chuva com direito a alagamento e ficar preso dentro de um táxi no meio d´água, após um almoço no Barravento. Para compensar, tortinha no museu, claro.

O Martin foi, sem dúvida, o melhor acontecimento da semana. E eu falei pro Walter que iria roubar o amigo para mim também. Amei o docinho argentino.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

O paraíso: saga Maranhão, Parte VI



À noite, de volta a Barreirinhas, dei uma volta pela cidade, comprei vários artesanatos com preços muito bons. Comprei uma bolsa lindona, enorme, por 20 reais. Centro de mesa, jogo americano, essas coisas de mulherzinha dona de casa.

Depois fui para a pousada e fiquei de papo com duas meninas que também estavam no Snef. Muito legais as duas. E depois fui dormir. Aliás, dormi feito uma pedra.

No dia seguinte, um café da manhã delicioso, e de lá segui para o passei de barco para Caburé, pelo rio Preguiças. Eles chamam a embarcação de voadeira. Foi ma-ra-vi-lho-so!

Não me lembro exatamente por onde passamos... vi igarapés, jacaré, paramos num lugar com um farolzinho, subi até o topo do farol, vi a vista láaaa de cima. Depois paramos não sei onde, um lugar que eles também chamam de pequenos lençóis, e fica antes de Caburé. Subi dunas, desci dunas, vi macaquinhos, cabra, coelhos... ahahah.

E finalmente, Caburé. Lugar sem nada, umas 3 pousadas, uns 4 restaurantes. Ou menos. Casa restaurante com seu gerador. De um lado o Rio, do outro o oceano. E no meio: areia. Lindo, silencioso.

Almocei num restaurante que ficava junto a uma pousada, onde os suiços - e das minhas últimas experiências descobri que não gosto de suiços, exceto o Patrick, claro - e os argentinos - e das minhas úlitmas experiências descobri que continuo gostando de argentinos - passariam a noite, e seguiriam para Jericoacoara. Deve ser um passeio interessante.

Aí tinha um casal de brasileiros, que me pareciam do Rio, e sentaram lá na puta que o pariu. Os argentinos vieram e sentaram comigo. Ficamos de papo, pedi um prato. Uns, na verdade: baião de dois, e um não sei o que de camarão, tipo moqueca. Meia porção, claro. Os argentinos pediram um misto quente (torrada, em gauchês), mas tinha muita comida e convidei-os a comer comigo. Depois fui caminhar e encontrei as meninas do Snef que estavam na mesma pousada. No restaurante em que elas almoçaram tinha um anexozinho, mais ou menos de igual área a parte onde estavam as mesas, mas com redes, muitas redes. E uma galera deitada e dormindo. Olha que delícia: deitar na rede naquele silenciosinho após o almoço. Aproveitei e tomei o tal do Jesus. Um refrigerante do Maranhão, que é cor de rosa, bem doce e tem um leve toque de canela. Não era ruim. Todo mundo no Snef ficava tirando sarro da bebida e dizendo que era horrível, mas nem era.

Depois voltamos direto para Barreirinhas e eu ainda passei no não-sei-aonde pra comprar uns artesanatos. O cara do receptivo local me levou. Aliás, receptivo nota 10. Não-sei-o-que Adventure acho que era o nome. Muito bom meeeeesmo.

Na pousada, eu já tinha feito o check out pela manhã, né? Mas eles guardaram minha bagagem e na volta me deram uma toalha limpinha e pude tomar um banhinho e trocar de roupa. Então o transporte chegou. Dei meu email pras meninas de Minas, mas até agora nenhuma me escreveu... cheguei no aeroporto por volta das 20h. E fiquei ali esperando meu vôo... às 3h.

Eu recomendo o Maranhão para quem quer passear. Recomendo para quem quer ver prédios históricos (São Luis), recomendo para quem quer comer frutas exóticas, para quem quer comer pratos deliciosos, para quem não quer a história escravocata do Brasil (Alcântara), para quem quer silêncio, isolamento (Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses), para quem quer sossego, uma rede, silêncio, mar e rio (Caburé).

A recompensa: saga Maranhão, Parte V



Eu tinha a intenção de ficar todos os dias no Simpósio e no final de semana ir para os lençóis maranhenses, mas com tantas trocas de passagem, eu adiantei a parte do lazer. Eu até estava pensando em não ir, mas depois de ter que desenbolsar 260,00 na brincadeira de troca-troca de passagens, eu fiquei puta e resolvi que eu tinha mais era que ir. Porque senão eu tenho certeza que me arrependeria depois. Sei lá eu quando voltarei aos confins do Maranhão??? Então eu fui.

Passei na mesinha da agência Baluz, que estava lá no congresso, perguntei preços e tal e fechei um pacote de dois dias e uma noite, ficando na Pousada do Rio e fazendo dois passeios: grandes lençóis e voadeira pelo Rio Preguiças.

A van me buscou no hotel às 5h da manhã, nem deu para tomar café. Tinha ar-condicionado e eu fui dormindo, apesar duma filha-duma-puta-mala-sem-alça duma mocreinha que ficava com o banco dela, na minha frente, super descido, e então não tinha espaço para minhas pernas, que ficavam empurrando a menina, e ela, pulando pra empurrar minhas pernas. Seguimos nesse perrengue o caminho inteiro. Quase. Até que ela resolveu trocar de lugar com o namorado. E o menino pegou e simplesmente levantou um pouquinho o banco, e seguimos felizes para sempre.

No meio do caminho a van pára num lugar para tomarmos café da manhã. É ótimo e barato. Seis reais por um buffetzinho simples mas tri bom. Não deixa nadinha a desejar. Seguimos viagem.

Chegamos em Barreirinhas, a cidade onde eu ficaria hospedada. Minha pousada foi a última do roteiro, achei que estivesse longe, mas depois descobri que é bem próxima do centrinho. A pousada é ÓTIMA: simples, limpinha, bem cuidada, bonitinha, tem um café da manhã tri bom, guarda a bagagem da gente quando desocupamos o quarto, tem chuveiro (frio) e toalhas limpinhas para tomarmos banho na volta do passeio, depois que o quarto já foi desocupado. Excelente, eu recomendo. Pousada do Rio.

Chegamos às 10h na Pousada e como estava vazia, pude entrar pro quarto (senão teria que esperar até meio dia). Aí eu caí na cama e dormi. Delicia de sono. Os passeios podem ser logo que se chega ou à tarde, eu escolhi à tarde, para ver o pôr-do-sol nos lençóis.

Depois veio o carinha numa jardineira me buscar para o passeio. Atravessamos o rio de balsa. A travessia não dura 3 min. E seguimos por uma hora na jardineira, sacolejando. Chegamos nos lençóis. Tinha uma subida meio íngreme, de areia. Olha, é bobaaaaaaaaagem pensar em calçados apropriados, papete, sei lá o quê: vá descalço. Depois de subir, caminhamos um pouco por aquela imensidão de areia. Só tenho uma coisa para dizer: é muita areia!

Tá, eu poderia tentar filosofar, falar do silêncio fantástico, das esculturas naturais que são aquelas areias, falar das lagoas que se formam, falar da pequenez que se sente diante daquela vastidão de pequenas partículas que agregadas formam aquele cenário desértico deslumbrante. Mas não sou dada a filosofias, não levo jeito para a coisa. É muita areia e tenho dito.

Aí, estou eu andando pra lá e pra cá, no meu biquini branco, e ai, de repente, não mais que de repente eu sinto... hmmm será, será? Sim, Deus me ama. E justamente naquele momento eu tinha que ficar menstruada. Eu, no meio da areia infinita, de biquini branco, há quilômetros da civilização, sem baneiro, sem papel, sem OB, sem naaaaaaada. A única coisa que eu poderia fazer era relaxar e esperar virar um sinalizador ambulante. Coloquei minha bermudinha azul, sacolejei de volta na jardineira, imaginando o rio que estaria se formando por baixo de mim. E na hora de atravessar o rio na balsa, de volta? Tinha que descer e subir da jardineira, né? E os homens super educados, pediam para eu subir na frente. Eu tentava ser a primeira a descer e a última a subir, para não ter que ficar muito exposta. Por sorte, o desastre não foi muito grande. E também, estou pouco me fudendo. Acontece nas melhores famílias. Eu ainda estava em estado de graças com o silêncio.

O que mais gostei dos lençóis foi, definitivamente, o silêncio e o isolamento. Estar sozinha era bom. Estar no completo silêncio, com o barulho do vento, era bom.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

O reencontro: saga Maranhão, Parte II



Ao chegar no aeroporto de São Luis fui recepcionada pela minha ex-colega de Escola Técnica, a Cristiane. A Cris está morando em São Luis, com o marido, o Bruno. Então fomos para a casa deles. Almocei lá e passei o dia com eles. Os meninos foram do aeroporto para o centro da cidade, onde tinham reserva num hotel.

O dia lá na Cris foi tri bom, tranquilo. Casa à beira da praia, fazer nada e papear. dColocando muita conversa em dia, compartilhando opiniões sobre a vida no nordeste, falando da vida... À tardinha o Bruno fez um pão tri bom - o que me lembra de pedir a receita. Jantamos e depois eles me levaram pro meu hotel.

Quando cheguei no hotel fiquei achando que não era lá, chiquezinho o lugar. Mas era lá mesmo. Então nos despedimos e marcamos para uma saída de barco na manhã seguinte, rumo a Alcântara. Sim, lá o onde tem a base de lançamento de satélites. Mas a base é lonjão de onde iríamos.

Dormi tri bem, mas ainda fiquei vendo um filme na tv a cabo até altas horas. Coisa boa ter tv a cabo, né? Depois acordei cedinho e tomei um café da manhã espetacular. Ah, sim, o nome do hotel: Brisamar.

A viagem de barco foi meio torturante, porque enjoei. Odeio isso. Gostei bastante de Alcântara, lugar tranquilo, cheio de história, prédios, ruínas. Pena que não deu para ver muitos museus, só um, o do Divino.

Comi doce de espécie, que é um doce à base de côco, tri bom. E no almoço, uma peixada maranhense. Estava boa também.

Fazia um calorão, e dei sorte dos colegas de trabalho do Bruno estarem planejando esta viagem para Alcântara no findi, aí eu fui com eles. Tinha uma menina bem legal, que me lembrou, o sorriso, a Ana, ex-estagiária do serviço da minha mãe, e foi com quem eu dividi a peixada.

A volta foi bem melhor, não enjoei. A Cris e o Bruno me deixaram no hotel e combinamos de eu ir dormir lá no sábado. Ah, sim, porque eu troquei minha passagem, na sexta-feira, lá em Fortal. Em função do email que recebi do coordenador do programa de Doutorado, dizendo que eu não poderia fazer a prova no dia 07 (é assim, é que eles mudaram as datas do processo seletivo, e mudaram depois que eu já tinha planejado minha viagem pro maranhão). Mas, como era uma seleção, né, eu fui lá e troquei a passagem, e desembolsei 260 reais a mais. Sorte que não tive que gastar 500 a mais, mas também fiquei com uma conexão terrível.

Ah, quando eu cheguei no hotel o Fábio estava lá. Sim, porque o hotel que os meninos haviam reservado era muito ruim, então eu ofereci pra ele ficar lá no quarto comigo, já que minha diária era para duas pessoas.


Fotinhos do findi, aqui: http://katemari.multiply.com/photos/album/46

O começo: saga Maranhão, Parte I




Para fazer um pouco diferente, vou dividir o relato da minha viagem em algumas partes. Tentarei não fazer um post gigante.

Roteiro inicial:

26/jan, sexta-feira: saída para Fortaleza, vôo às 6h
27/jan, sábado: saída para São Luis, vôo às 9h30
06/fev, terça-feira: volta de São Luis direto para Salvador. Algum horário decente.

Como o vôo era às 6h da madruga, tinha que estar no aeroporto às 5h, então pedi um táxi para às 4h. Já que o aero em Salvador é no fim do mundo. Liguei pro Edu, amigo do João. Uma gracinha o menino. Sim, um menino. Ele é bem novinho, e ficava me chamando de senhora. Muito engraçado. Todo profissional ele. Gostei.

Era noite de Festival de Verão, então ainda pegamos um pequeno congestionamento lá na Paralela. E o Edu recebeu uma ligação duma cliente, pedindo para buscá-la no Festival. Legal, assim ele garantiu uma corrida na volta.

Cheguei em Fortal e liguei pro Luciano, que foi me buscar no aeroporto. Senti-me chegando em Porto Alegre, porque o Lu tem um carro igual ao da minha mãe. Aí fomos para a casa dele. Ficamos batendo papo. Depois ele me deixou na manicure e foi trabalhar. Fiz a mãe e depois fui caminhar pela cidade. Andei pra lá e pra cá. Andei horrores, na real. E caminhei na praia, e em shoppings, e consegui um mapinha no centro de informações turísiticas. Ótimo mapa. E de graça.

Depois voltei pra casa do Lu, à pé, e daí ele foi pra lá pra gente sair pra almoçar. Comemos no shopping. Comi uma salada tri boa. Então ele me deixou no Mercado Central e foi trabalhar. Fiquei zanzando no Mercado e depois fui até o Centro Cultural Dragão do Mar. Bem legal. De lá segui pela orla, caminhando tuuuuuudo, vi o pôr-do-sol, tomei água de côco, conheci uma cearense apaixonada por Gramado, e voltei para a casa do Lu. À pé.

Cheguei, tomei um banhinho e fui descansar, mas logo em seguida o luciano chegou. Ficamos de papo. Depois a Ju, namorada do Lu, chegou, e fomos jantar. Comemos uma pizza tri boa, mas eu não estava com fome. Estava muito cansada. Não havia dormido até então, desde o dia anterior, e andado pra caraaaaaaaaalho. Depois demos umas voltas de carro pela cidade e fomos pra casa.

Dormi feito uma pedra. E na manhã seguinte o Lu me levou no aeroporto. Lá encontrei com o Helder, o Fábio Freitas e o Fábio Pena, que também estavam indo pra São Luis, mas ficaram desde a meia-noite no aeroporto, matando o tempo.

Ah, sim, por que eu passei uma noite em fortal, e os meninos ficaram tanto tempo no aeroporto? Porque é muuuuito mais barato. 470 reais mais barato. O vôo que eu peguei no dia 27 era o mesmo que peguei dia 26. Ele tem escala em Fortal, mas só pelo fato de eu descer e subir denovo, mesmo pagando mais taxa de embarque, sai muito mais barato. Vai entender estas companhias aéreas, né?

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Baba, baby.



Eu vou pra . E depois conto tudinho.

Deixa carregar bem todas as fotos, ok?

E baba.