quarta-feira, outubro 31, 2007

De tudo, um pouco.




Nem sei quando foi a última vez que atualizei meu blog. Juro que não é por falta de vontade. É incrível, já estamos entrando em novembro, penúltimo mês do ano. 2007 está como uma locomotiva em alta velocidade, praticamente um trem bala. Se bem que isso é discurso de gente idosa, né? Que fica dizendo que o ano passou depressa e bla bla bla.

Falando em idade, fiz aniversário neste meio tempo. Dia 16 de outubro.

Nem estava em clima de comemorações. Não que eu estivesse triste, deprimida ou sei lá o que, ao contrário, mas é que aniversário na terça-feira é um saco. E não curto comemorações de niver fora da data. Buenas, eu peguei minha tortinha deliciosa de direito que a Perini me dá, pelo niver, por eu ser cliente Perini. Peguei uns vinhozinhos na adega e levei lá pro Beco de Rosália, a pizzaria do fofinho do Fabrício, ali nos Barris. Convidei as meninas, os meninos e fomos. Foi bem tranquilinho e distribui torta pros funcionários do Beco, só pra não trazer aquele universo de calorias deliciosas pra dentro de casa.

Durante o dia foi legal receber um monte de recadinhos no Orkut. Eu gosto disso. Telefonemas, flores. Na sessão "telefonemas", a surpresa veio de uma ligação do Pedro. Desde fevereiro que eu não falava com ele. O Martin, coisa querida, me ligou também, conversamos um tempão. Isso é muito injusto, o Martin deveria morar na mesma cidade que eu, independentemente da cidade. Ai, e as flores... Ameeei as flores. Olha que amor, flores, vinho e ursinho de pelúcia. Coisa mais amada.

No dia 17 ganhei outro presente lindo, maravilhoso, e que me deixou muito feliz, apesar de tensa. Foi também no dia 17 que entreguei os documentos da candidatura pro doutorado aqui na UFBA. E foi também quando saiu o resultado do aceite de um artigo que eu havia submetido no ano passado! Meu segundo aceite Qualis A Internacional no ano!!! E a primeira publicação efetiva!



Ainda na série "presentes de aniversário", a Raquel chegou no dia 18. Que saudadinhas que eu estava dela. Ela é tão lindinha, tão fofinha. Eu lamento muitíssimo não ter conseguido passar mais tempo com ela, e fazer coisas mais legais, e mostrar outros lugares na Bahia, o recôncavo, a chapada, Tinharé... e fazer comidinhas pra ela, passear, passear. A tchutchuquinha participou da 5a Meia Maratona Internacional da Bahia. Coitadinha da bichinha, correu horrores, sob um sol escaldante. E tadinha de mim também, que fiquei sob o sol, esperando a atleta, e tirando fotinhos. Claro que nem tudo foi dor, levei as meninas na Ribeira e comemos uma mariscada tri boa, fomos no Bonfim, na praia do Flamengo, lá na barraca do Lôro, e tomei váaaarias roskas, fomos no França, na Dinha, no Pelourinho, no Carmo, Santo Antônio, Plano Pilar, no café do Museu, vimos dvd em casa, tiramos várias fotinhos... Mas a semana foi dureza, seguia estudando pro GRE e ainda tive que organizar algumas documentações, providenciar documentos legais, e bla bla bla, rapidinho, antes de viajar.

Sim, fui para Recife na semana passada e voltei neste domingo. A prova do GRE foi na sexta, e foi terrível. Eu acho que fiz 520 verbal + 650 quantitativo = 1170 total, o que é uma nota baixinha, mas tudo bem. O foda é o tempo. As questões já não são triviais e com o tempo rodando loucamente e aquele reloginho marcando na tua frente, bah, é horrível. Acho que foi o pior exame que eu fiz na vida - com a diferença que eu não estava tensa. Só em pânico, mas não tensa. Fiz a prova sozinha na sala, não tinha mais ninguém fazendo no mesmo horário que eu. Foram quatro longas horas em frente ao computador, correndo atrás do relógio, com 3 intervalos de 60 segundos e um de 10 minutos. Não se pode comer, beber ou ir ao banheiro durante esse tempo todo, exceto no intervalo de 10 minutos. Dureeeeeza.

Voltei esta semana já trabalhando diretaço, indo pra Feira todos os dias, mas hoje fiquei em Salvador. Preciso preparar a apresentação da conferência de Marrakech. Aí hoje fui ao banco, fiquei quase uma hora na fila. A Cris falou comigo para eu passar na UFBA. Marquei de ir lá até às 11h. Cheguei 10h30 e ela não estava, tinha ido embora. Bom é que eu não tenho quase nada pra fazer da vida, e tenho muito tempo livre. E que, além disso, levei o pôster do trabalho que fiz pro Encontro de Natal (que foi na semana retrasada, e não fui, mas minha aluna apresentou nosso trabalho), um pequeno objeto de 1,20m por 1,00, bem prático de carregar pela rua. Logo, não fui ao supermercado, e continuo sem uma frutinha sequer em casa. (já que fui pra Feira nos outros dias, não pude fazer compras).

No mais, tudo quase certo para a semana que vem, quando encontrarei com uns amigos em Paris. A Salete, que estudou Física comigo em Porto Alegre, e está fazendo um pós-doc na cidade luz, e o Heiko, que vi pela última vez quando fui a Veneza. Será uma passagem rápida em Paris, porque chego no aeropoto Charles de Gaulle, mas meu vôo pro Marrocos sai de Orly e não há tempo hábil na conexão pra ir de um aeroporto para o outro, então sou OBRIGADA a dormir em Paris. E num gesto de muito sacrifício, farei esse esforço.

Eu tenho tido tanta coisa pra fazer, tanta coisa, que nem acredito. Primeiramente não acredito que esteja dando conta de tudo - talvez não esteja; depois, fico espantada com o volume de coisas. Não é xororô, é sério. Eu vou dormir e fico pensando em tudo o que falta ser feito, que precisa ser acertado, organizado, escrito, pensado, contatado, etc. Sem contar as burocracias infinitas do sistema. E o sono? Eu não tenho dormido. Digo, durmo, claro, mas pouco. Acordo cedo, sempre. Custo a pegar no sono. Às vezes estou deitada, levanto, ligo o computador e vou mandar um email pra não sei quem, porque esqueci de falar isso, para adiantar aquilo, para pensar naquilo outro. Eu preciso parar, isso sim.

Mas, mas, mas, entre mortos e feridos, estou muito, muito feliz, em todos os aspectos. Deus resolveu bancar o painho e está sendo generoso comigo. Vai ver é isso. Ou é fruto do meu trabalho de camela, né, meu bem! Não importa, o que importa é que estou mais feliz do que pinto no lixo. E louca para passar 20 dias inteirinhos com a minha mãe.

domingo, outubro 14, 2007

Vá ao Vila, velho!



Ontem chegou a Salvador minha amiga e ex-bixo de ETC, Denise. A guria tá numas de amor por Salvador e quer vir morar e trabalhar e viver aqui. Ela chegou na madruga, acho que por volta da 1h, mas ficou no aeroporto até umas 7h, 8h, quando pegou um ônibus pra vir pra cá. Os taxistas foram assediando a menina: 50, 40, 30... 15 reais! Mas ela resistiu forte e firme e esperou pra pagar 2 reais do busum.

Quando chegou aqui em casa estava louca pra sair, caminhar, ir pra praia... Denise, vá dormir, minha filha, descansa um pouco. Não, não, quero conhecer tudo. Tá, lá fui eu dar explicações básicas da cidade, desenhar mapa, explicar ônibus, etc... e ela ouvindo... e pescando. Denise, vai dormir! Tá, me acorda quando saires pra academia. Tá bom. 11h30 fui pra academia, e claro que não acordei a pobrezinha, né?

Quando cheguei, comemos alguma coisa e eu fui estudar, ela foi, como diria o Samuel, foguetear.

Terminei as 322 questões do banco de dados do http://www.mygretutor.com e numa média aritmética simples, acertei 74%, mas o número de questões pra cada área é diferente. Minha melhor pontuação foi em geometria 92% (37 questões) e a pior, analogias com 46% de acerto (28 questões). Em álgebra, mesmo com várias rateadas imbecis, acertei 90% de 48 e na parte de antônimos, 52% de 61 questões. Sim, meu grande calo é o verbal. É foda, é impossível! Um ser normal não consegue ter um vocabulário que dê conta desta prova.

Agora vou entrar na fase dos testes completos. Quero fazer um por dia até a semana que vem. Cada teste completo leva três horas (ou quatro?) e o tempo é cronometrado. Aliás, o tempo é um dos fatores mais fodásticos deste exame.

À noite, a Denise chegou quase às 19h, e fomos ao teatro. Assistimos "Arlequim, servidor de dois patrões". A peça foi ótima, foi lá no Vila Velha, um teatro que eu gosto muitíssimo em Salvador, e onde sempre levo algum visitante na terrinha. Na verdade, quem me convidou pro teatro foi a Dê, porque ela é amiga de alguns dos atores. Quando cheguei, fiquei de papo com o Jeudy, o menino fofo-filósofo que foi meu colega no mestrado. Cara, acredita que a mãe dele teve onze filhos? Todos da mesma mãe e mesmo pai. Imagina um natal com família reunida, como será!

Falando em natal, estou agora atentíssima às promoções das companhias aéreas, pois vou para Porto Alegre no nata-aaal. Quero viajar dia 22 de dezembro, mas tudo depende das promoções. A Dê (e a Raquel, que chega na semana que vem) comprou passagem a 439,00, ida e volta, com as taxas, poa-ssa-poa! Imagina, 200 reais o trecho. Cara, muito barato. Muuuuito. Mais barato do que ir pra Recife. Menos do que gastei pra ir pra Brasília! Eu quero uma dessas. Pena que não tinha pra dezembro, senão já teria comprado.

Voltando ao Arlequim, a peça foi bem bacana, e conta a história de um serviçal que serve (sorry) a dois patrões, sem que um saiba do outro, e arruma várias confusões. O texto cheio de regionalismos - pra variar - ficou bem engraçado, e o Arlequim, de Feira de Santana - a princesinha do Sertão, foi impagável!

Depois ainda ficamos no café do Vila de papo com o Jeudy por um tempão, e ele nos deu uma carona até aqui. Chegamos em casa já eram 23h. Comi algo e fui pro berço.

sábado, outubro 13, 2007

Me diga




Se eu acordo preocupado
Com as providências
Como uma conta no banco
Que eu não tenho dinheiro pra pagar
Isso me aflige, atrapalha
Faz com que eu não me dê conta
De outras coisas
Que eu deveria cuidar
Então me diga
Se você ainda gosta de mim
Por que de você eu gosto
E isso não deve ser assim tão ruim
Dos meus filhos eu sinto saudades
Eu tenho medo que eles achem
Que eu não sinto a falta deles
Como eu acho que eles sentem de mim
Pego o meu carro
Pelo asfalto
Uso o sapato
Da mesma maneira
Por influência do meu pai
Então me diga ...
Há quanto tempo eu conheço você
Oh! Quanto tempo eu ainda vou precisar?
E eu
Dependo do que eu não entendo
Eu pretendo apenas
Que você saiba que isso é o meu amor

Nando Reis


Duranto vários meses eu ouvia essa música, todos os dias da semana, pela rádio Ipanema, cedinho na manhã, antes de ir pra Escola Técnica, enquanto me arrumava. Foram duas fases, a do "Me diga" e a do "Sobre o tempo" (Pato Fu). Eu tenho esta coisa meio estúpida de ouvir repetidas vezes uma mesma música. Adoro. Nesta época da ETC eles tocavam toooda manhã, e quando não tocavam, eu ligava e pedia a música. Até fiquei "conhecida" do mocinho da rádio, pelo meu nome sui generis.

Falando no meu nome, outro dia a menina da agência de viagens onde tenho comprado passagem, me viu pessoalmente - até então só efetuava compras pelo telefone e internet. Tá. Katemari. Tudo bem. Aí, quando a outra mocinha da agência disse meu sobrenome a mocinha vira pra mim e, espantada, diz:

- Ah, eu vendi uma passagem pra Brasília pra você, não foi?
- Foi. Ah, você que é a Neta?
- Sim. Eu lembrei agora pelo sobrenome.
- Como?
- É, eu ouvia falando Katemari, Katemari, agora você falou Katemari, mas quando eu ouvi o sobrenome eu lembrei que já tinha te vendido uma passagem.

Eu, mais espantada ainda:

- Pelo sobrenome? E pelo nome não reconheceu?
- É que o nome eu ouvia mas não ligava, foi com o sobrenome.

Então, tá, né?!

domingo, outubro 07, 2007

Correção




Outubro
  • salvador - recife
  • recife - salvador
    Novembro
  • recife - salvador
  • salvador - rio de janeiro
  • rio de janeiro - Paris
  • Paris - Marrakesh
  • Marrakesh - Paris
  • Paris - Rio de Janeiro
  • Rio de Janeiro - Salvador


    E a pergunta que não quer calar:

    "Como é que a pessoa enquanto ser humano do sexo feminino consegue viver sem uma fluoxetinazinha?"