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sexta-feira, novembro 02, 2007

Bloqueio




É isso. Deu. Chega. Não consigo mais.
Bloqueei.
Não consigo trabalhar, não consigo produzir. Não consigo fazer nada de útil na frente do computador.

Eu PRECISO fazer. Eu tenho prazos. Eu tenho compromissos. Vários, aliás. Mas não consigo. Vontade de deitar e não levantar mais. Ficar lá, quietinha. Vai que assim, o mundo esquece que eu existo, né? E me deixa ali, quietinha, esquecidinha...

Na dúvida, umas taças de amarula e meus travesseiros.

Desisto por hoje. Amanhã tento novamente.

domingo, junho 10, 2007

Cansada. Muito.



Estou sem energias para falar o que acontece pelas bandas de cá.

O que eu queria mesmo era deitar e dormir. Dormir. Dormir. Horas, dias. Com um vento fresco, uma brisa vindo da janela, e coberta com edredon. E não precisar levantar. Nunca mais. Só ficar assi.

Pára o mundo.

terça-feira, março 27, 2007

Eu não quero mais brincar



Quero pegar minha boneca, e as panelinhas, as roupinhas da boneca. E tudo o que eu trouxe. Porque é meu. E levar de volta. E ir pra casa. Não quero mais brincar.

Quero ir pro meu quarto. E ficar deitada vendo tv. Acordar, comer, tomar banho, dormir. É, eu quero Danoninho, batata frita, quero bolacha recheada.

Não, não quero fazer supermercado, nem lavar, nem cozinhar, nem limpar. Nem acordar cedo, nem pegar ônibus, nem outro ônibus, nem sorrir, nem falar.

Eu quero mascar chiclete e ver muito desenho animado. Livros, só para colorir.

Não, nem pra colorir.

Ad aeternum


Apaga a luz...

E deixa-me dormindo.

Dormindo.

Em silêncio.




Ad aeternum...




quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Inferno astral antecipado




Tive uma semana linda. Eu juraria ter sido um inferno astral, não fosse meu aniversário apenas em outubro.

Com todas as antecipações que tive que fazer no vôo, acabei ficando com uma conexão maluca. Cheguei às 20h no aeroporto em São Luis. O vôo saia às 2h ou às 3h, nem lembro mais. Cheguei em Fortaleza às 3h (ou 4h)... e só sairia de lá às 20h40!!! Então dormi no chão do aeroporto. Tem um tabladinho lá, que virou uma cama coletiva. Não tive dúvida, me enrosquei na minha mochila, e dormi. Depois, ali pelas 10 da manhã, coloquei a bagagem no guarda-volumes e saí pela cidade, fui no Mercado Central, comprei mais bugigangas, depois fui no cinema. Assisti Copying Bethoveen. Muito bom. (O que me lembra que preciso ir ao cinema denovo)

Foi bom caminhar por Fortaleza durante o dia, no centro, pegar ônibus tira bastante o glamour da semana anterior, quando andei pela orla e pela área nobre. Depois do cinema conheci um menininho de Goiás, estava com a prima. Acho que era prima. Ficamos de papo e caminhando lá pelo centro cultural onde ficava o cinema. Foi bacana.

Voltei para o aeroporto e fiquei fazendo hora. Jantei num restaurante tri bom, tomei um vinho, couvert, tomate recheado, filé. Chique do úrtimo(sic). E barato. Sim, relativamente barato. Mais barato do que lanchinhos na praça de alimentação. Saí enlouquecida porque estava no horário do vôo. Entrei na sala de embarque... e atrasado. Atrasou uma hora. Tudo bem. Mandei mensagem de texto no celular para o Edu - o taxista, e pedi pra me buscar, avisei que o vôo atrasaria. Cheguei em Salvador no domingo, por volta da meia noite e meia.

Sim, saí na sexta às 20h de São Luis e cheguei em SSA no domingo. Viagem intercontinental, praticamente.

Na segunda-feira, fiz a prova de proficiência em francês, pela manhã. À tarde, a entrevista. À tardinha, o resultado: não passei na seleção do doutorado. A primeira coisa em que pensei foi na minha geladeira dos sonhos, que não mais compraria. Sim, porque não passar no doutorado aqui, implica em eu pensar em outros lugares para fazer o curso, e isso significa me mudar de Salvador, sair do emprego em Feira de Santana, e ficar sem dinheiro por um bom tempo. Logo, não daria para comprar minha geladeira de mais de 3 mil reais. Mas linda.

Claro que eu não fiquei feliz com o resultado, mas sobrevivi. Seleção tem todo ano.

À noite recebi um email do coordenador do programa, dizendo, em linhas gerais, que meu projeto estava bom, a entrevista também, mas que os outros estavam melhores, que eram poucas vagas, e me convidando para fazer a seleção no ano seguinte. Então tá, né.

Mas tendo saúde é o que importa, não é?
Então tá bom.

Depois o Pedro me vem no MSN saber como eu estava em função do resultado, daí viu que eu estava bem, dizendo que eu estava melhor do que ele supunha. Então, com a sutileza de um paquiderme, me disse que tinha uma novidade: estava namorando com uma baiana. Eu não dei os parabéns, nem pedi para ser madrinha. Aliás, nada disse.

Mas tendo saúde é o que importa, não é?
Então tá bom.

Aí fui na academia, e falei pro Oldin que estava com dor no meu joelho. Ele me encaminhou para o Vinícius, o fisioterapeuta. O Vinicius me examinou, examinou e disse que estou com tendinite, condromalácia e talvez um problema no menisco. Os dois primeiros são fáceis de tratar, disse ele, mas o menisco é preocupante. Assim, ele me encaminhou para um médico especialista em joelho.

No dia seguinte marquei consulta com o cara... para abril!

Assim, eu tenho dores (doooooores) ao dobrar o joelho direito, então estou com os movimentos bem limitados no que se refere, principalmente, a subir e descer escadas. Andar é tranquilo. Mas ficar muito tempo em pé, vai piorando. Tenho feito gelo todos os dias.

Aí pensei em ir na emergência do Cato (uma Santo Antônio da vida, para porto-alegrenses), mas fica beeeeem no circuito do carnaval, e eu só poderia ir caminhando, já que não tinha ônibus nesta bostica de cidade, então acabei não indo. Além disso, eu estava com a agenda muito cheia. Quero ver se consigo ir nesta semana.

Pois é, né? Um joelho bichado é o que importa...

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

When your best just isn't good enough.



Sim tenho as notícias da viagem para contar, mas a notícia fresquinha, a do dia, é que não passei na seleção do doutorado.

O sentimento é estranho. Um mix de apatia com tristeza, ironia, resignação, fracasso, angústia e uma pitada de surpresa. Sim, eu entendo a contrariedade desses sentimentos. Mas apenas sinto.

Nessas horas o legado cristão é útil, e dá até para pensar que Deus escreve certo por linhas tortas. Mas, na boa, Ele que arranje um caderno de caligrafia! Em tempos modernos: usa o Word, pô!

Agora vou ter que pensar o que fazer da vida. Uma coisa é certa, não comprarei minha geladeira dos sonhos. Nenhum bem permanente será agregado ao meu patrimônio.

Está na hora de pensar em começar a levantar acampamento...