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terça-feira, junho 10, 2008

Belzonte




Cheguei ontem à noite em BH e até agora, gostei muito.
O congresso começa hoje, mas as queridinhas só começarão as atividades às 16h, então tive tempo de bater muita perna pela manhã.

Eu ia para Ouro Preto, porque são 100km daqui, mas dai fui na rodoviária e descobri que leva 2 horas pra chegar lá, e vinte reais. Desisti... 4 horas num ônibus e 40 reais mais pobre, para ficar poucas horinhas por lá, melhor conhecer beagá.

Andei, andei, andei, até não querer mais. Agora estou morrendo de sono e com dor nos pés. Vou descansar um pouco, uma meia hora e depois pegar o bus pra ir pra UFMG. A mocinha do posto de informações turísiticas disse que leva cerca de 40min. Então, soma aí o tempo de espera do ônibus. Uma hora, né? Mais encontrar o local do evento na UFMG...

O vôo foi tranquilo, fora o fato de ter vindo um bebê bem na minha frente e que choraaava e gritaaaaaaaaaaava.

Depois, no ônibus (sim, porque o aeroporto é em Confins, que fica na putaqueopariu, e daí é preciso pegar um ônibus para BH. sim, são cidades diferentes. o ônibus custa 15,50 e leva uma hora de viagem) uma vaca, BEM VACA sentou a uns dois bancos atrás de mim e falou o tempo TODO de viagem ao telefone, e bem alto, e com uma voz insuportável. Nessas horas eu odeio os benefícios da tecnologia celular. Tudo bem que isso não é culpa da tecnologia, mas da total falta de noção (e educação) de certas pessoas. Imagina que a vacavacavaca consegiu ficar falando no cel por uma hora. E só ela ligando pros outros, né? E retornando ligações que não tinha atendido quando estava viajando... ligações perdidas de 3 dias atrás. E que as pessoas tinham ligado só uma vez. E, às vezes, nem sabiam quem era ela, quando ela retornava. Cômico - senão trágico. Coitada da mala-sem-alça.

Cheguei no centro de BH e desci a rua da Bahia e saí na Álvares Pena, bem na frente do meu hotel. Enorme. Um lobby grandão. Daqueles que foram super chiques no passado. É da rede Othon. O quato é enorme, acho que do tamanho do meu apartamento. Delícia. Mas o melhor é a vista. Uma janela enorme, quase a parede inteira, bem de frente para o parque (maravilhoso) municipal.

Amei esse parque, é o mais gostoso que já conheci, ganha da Redenção, do Hyde Park, Ibirapuera, Central Park... é pequeno, mas é gostoso e bem cuidadinho, é aconchegante. Gostei. E bem bem bem no centrão.

Ok, vou deitar um pouquinho, que esta cama e estes vários travesseiors estão me chamando!



sexta-feira, novembro 16, 2007

adieu, Maroc!




Pois eh, estou quase indo embora. Devo dizer que muita coisa aconteceu desde minha ultima postagem: a conferencia melhorou, naquele dia mesmo assisti uns workshops bem bacanas; fiquei mais habituada com as mudanças climaticas; jah me entendo melhor com o telcado - alias, tenho que tirar uma foto; e tenho saido com meu novo amigo marroquino, o madani.

Eu queria ficar mais tempos pelos lados de cah, confesso, mas nao vai dar, primeiro porque nao tenho um puto tostao, segundo porque tenho que ir pra feira, trabalhar, e estou com trocentas coisas acumuladas por lah.

Tomara que eu consiga ir no show do luiz melodia, no domingo.

Tomara que a greve dos ferroviarios acabe, em paris, senao to fuuuuu pra ir do orly pro cdg, quero soh ver!

Hoje termina a conferencia, daqui a pouco, em poucas horas, dai vou fazer compras, quero levar umas frutas, temperos, comida e um tajine.

A noite, vou jantar na casa do madani e ele vai me ensinar a fazer tajine.

Amanha, saio cedinho pro aeroporto, voo as 12H30, sair do hotel ali pelas 9h.

Paris. Orly - cdg. voo 23H30 Rio amanha. Depois salvador. vou chegar morta, mais morta do que jah estou.

Acho que eh isso por enquanto, neste meio tempo vi camelos, andei de charrete guiada por cavalos, tirei fotinhos, ri muito, brinquei muito com experimentos de fisica, discuti com colegas sobre as apresentacoes, contatos, muitos contatos. Apresentei meu trabalho... jah falei disso aqui? Bem, se falei, repito, e recebi o convite pra fazer uma palestra na rep tcheca, num evento ano que vem.

Entre mortos e feridos, salvaram-se todos!

Beijos marroquinos!!!


terça-feira, novembro 13, 2007

noticias do mundo de cah





As coisas vao bem, obrigada. Contudo devo confessar que a conferencia tem deixado a desejar. Primeiramente pela organizacao, e depois pela qualidade dos trabalhos apresentados. Fico particularmente triste pelo alto investimento pessoal que fiz para este evento. Gastei uma boa grana. Tudo bem, estou conhecendo um pouco de Marrakech, eh verdade; encontrei meu amigo Heiko, vou rever a Salete, conheci gente nova por aqui e tenho conhecido nativos super legais, mas po, o investimento da grana foi principalmente profissional, o social eu prefiro escolher quando e onde gastar. Mas tudo bem, sem reclamacoes...

Reencontrei a organizadora da conferencia de calgary, ela eh um amor e foi otimo reve-la. Encontrei a Cibele juntamente com seu amigo alemao, que conheceu na conferencia em calgary tambem - lembras Fabio?

Ontem sai com o Madani e fomos ateh uma parte mais moderna da cidafe, fiquei surpresa com a diferenca da medina, para onde estou, para a parte mais nova. Fotos virao. E meu gaydar nao falha, neh? Fala serio, sou um ima para gays! E que otimo, assim fiz um amigo novo, ganhei um super guia e zanzamos horrores pela cidade ateh uma da madrugada. Tudo de bom.

Ontem comi muita comida marroquina, amei todas! Todas, todas!

Tem muitos brasileiros por aqui. Alias, eu estava reclamando da conferencia, eh verdade, mas os contatos tem sido bem bacanas.

Uma vergonha estah a participacao das pessoas: elas vem pra conferencia e saem pra passear na cidade, no pais. Que isso sirva de licao pros meus alunos fofinhos, pois isso eh muito, muito feio.

Escreverei mais novamente depois, mais detalhes, e falarei das comidas e de umas roubadas e aventuras, mas nao agora. De qualquer forma, estou ficando mais acostumada com o teclado e isso me deixa menos irritada.

Beijos para todos dos lados de lah do oceano.

domingo, novembro 11, 2007

mais noticias




hoje levei um susto quando fui conectar no hotmail, eu acertei o m e o a, de cara!
isso é mal sinal... sera que to ficando marroquina poliglota?

tah, continua um saco escrever deste teclado... justificativa dada, sigo o post

hoje o dia foi muito bom, caminhei ateh morrer.
andei andei andei

andei muito

nao, muito eh pouco, andei pra CARALHO. perdao, mas nao tem termo que diga melhor a quantidade da minha andada.

fui ateh a velha medina e foi tri, passei pela feira de sao joaquim versao marrakech (eu juuuuro) e lah na velha medina andei por dezenas de ruazinhas com trocentos vendedores de tudo quanto eh coisa marroquina. lindinho, lindinho.

poucas fotos pq minha bateria tava no fim, mas jah comprei um adaptador e agora ela tah lah no meu quarto carregando.

depois encontrei um colega carioca que esta na mesma acomodacao q eu, nos encontramos por acaso, na medina e de lah fomos pro local da conferencia. moh confusao, parece q vou ter que trocar de quarto, sei lah.

tomei uns chazinhos, mas nem curti muito;

consegui uma caixinha de madeira tri na medina, de 300 por 60 dinheiros, foi tri o processo de barganha. mas nao comprei. fiquei feliz com a brincadeira, confesso.

o clima, o clima...
capitulo a parte:

manha, frio do cao, meio dia, calor do cao, noite, frio do alaska

coisas de deserto.

e a aventura do dia foi que eu me perdi boniiiito. sabe aquela coisa de ficar completamente MENTE MENTE MENTE perdida, foi lindo. mas fui salva pelo meu super frances e pela boa vontade dos locais. e por um menino fofo que falava ingles e me acompanhou lah da pqp ateh aqui, a peh, pra eu nao me perder. foi como a menina de ontem, a raja, minha anja marroquina. agora tenho uma anja e um anjo, o madani.

ok tenho q ir agora, minha colega de quarto tah esperando...

depois conto mais das aventuras e desaventuras


domingo, outubro 07, 2007

Correção




Outubro
  • salvador - recife
  • recife - salvador
    Novembro
  • recife - salvador
  • salvador - rio de janeiro
  • rio de janeiro - Paris
  • Paris - Marrakesh
  • Marrakesh - Paris
  • Paris - Rio de Janeiro
  • Rio de Janeiro - Salvador


    E a pergunta que não quer calar:

    "Como é que a pessoa enquanto ser humano do sexo feminino consegue viver sem uma fluoxetinazinha?"

  • sexta-feira, julho 20, 2007

    Próximos capítulos





    lembra?
    http://katemari.blogspot.com/2007/05/tava-demorando.html

    Então, lá em Montreal eu cumpri o prazo, dia 30. Sim, em meio ao Festival de Jazz eu terminei de enviar um trabalho.

    E quando estava em NYC recebi um email dizendo que meu trabalho foi aceito para comunicação oral!

    \o/


    Onde?

    Aguarde as cenas dos próximos capítulos...

    domingo, julho 15, 2007

    Para Martín





    NY - day 5 - wednesday


    A chantale foi trabalhar e eu fiquei em casa, organizando um pouco da mala, as compras, a mala nova. Minha mala nova é lindona e meu elefante coube direitinho! E então saí a passear pelo Brooklyn. Tem um café aqui perto da casa da Chantale que é uma gracinha. Não me importaria de tomar café da manhã ali todos os dias. Digo, assim, enquanto visitante, porque se eu morasse aqui eu preferiria tomar café da manhã na minha casa, claro.
    Segui andando pela Fulton St, atrás de fibras para a Olívia. Mais para ela do que para mim, pois estou satisfeita com as que ela tem em Salvador... entrei em váaaaarias lojinhas, na maioria o pessoal foi bem pouco simpático. Não sei porque gente que trabalha em salão (de beleza) tem esta coisa de antipatia, de olhar de cima a baixo, de fazer ar de desdém, de trocar olhares cúmplices com os presentes no salão e fazer aquela cara de quem vai ficar fazendo comentários assim que a pessoa sair. A diferença daqui pro Brasil é que uns comentários elas até fazem na tua frente, falando em outra língua - na maioria das vezes, francês. Êta, povinho!

    Andar pelas ruas do Brooklyn é interessante, tem várias áreas diferentes mas, basicamente, só vi negros por aqui. Tem um ou outro não negro. Claro, pelas áreas do Brooklyn onde andei, né, é enorme isso aqui.

    Peguei o metrô, troquei por outro trem e desci na estação do Jardim Botânico, o famoso. Caminhando vi o imponente prédio do Museu de Arte do Brooklyn, entrei. O valor sugerido do ingresso era 4 dólares, paguei 2. O Metropolitan pediu 20 eu dei 1, aquele foi mais modesto, e eu mais caridosa. Comprei uma gravura de Van Gogh (em promoção, claaaaaaaro) e fui direto para o andar onde havia uma exposição feminista. Vi tudo do andar, que incluía uma mostra de design e porcelana feita por mulheres.

    Saí do museu e fui no Jardim Botânico. 4 contos pra entrar. Thank but, no thanks. Ah, pára. Se eu fosse bióloga, pagaria.

    Peguei o metrô e fui pra 34th. Macy´s, B&H... e quando saí: chuva. Então fui para a parada de ônibus e esperei. Esperei. Esperei. O busum veio. Sentei. Eu estava na 9th av e queria ir pra 5th, o que faria andando, não fosse pela chuva. Ah, sim, a B&H é um sonho. Um espetáculo de lugar. Recomendo, recomendo, recomendo. Vá com dinheiro! E com tempo. E tem vendedores bem bem legais. E tem os judeus, aos montes. Montes MESMO. Será que eles dizem 'bem, se você é judeu, não pode ser fofo pra trabalhar aqui'. Será? Neeeh, estou sendo má, agora lembrei, tinham uns bem legais também. Tá, entrei no busum, que andou uns metros e parou. O motora ligou e desligou a parafernália, e nada. Liga, desliga. Liga, desliga. Nadinha. Daí ele disse que o ônibus estava muito pesado e disse para algumas pessoas descerem. Nada. Ele disse que se ninguém descesse nós ficaríamos parados. Aí umas 3 mulheres desceram. Ele ligou o busum e funcionou! As mulheres subiram de volta, e mais uma... hmmm... peso pesado, eu diria. Tá. E o ônibus seguiu funcionando. Vai entender!

    Desci na 5th av abaixo de muita água. Fui até o escritório da Chantale e ficamos lá até a hora dela se liberar. Então caminhamos até o metrô, pegamos um trem até a 8th av com a 14th e encontamos um amigo dela, com quem jantarímos. Ele estava de carro e fomos jantar no East Greenwich Village. Acho que era este o nome do bairro. O lugar é bem bem bem bacanex, vários bares, restaurantes, gente bonita, casinhas legais. Comemos num restaurante espanhol. Eu pedi uma mariscada, para ver o que havia de similar nesse prato com o homônimo baiano. Quando saímos do restaurante a chuva havia passado, por sorte, e ficamos caminhando pelo bairro. Foi bacana, fora o fato de eu estar carregada de sacolas. Bah, inacreditável, eu virei a consumista mor em NYC. Inevitável, até, eu diria. Depois o amigo da Chantale nos deixou em casa, eu estava podre de cansada, mas ainda fui arrumar algumas coisas nas malas.




    NY - day 6 - thursday


    Quinta-feira, praticamente o último dia na cidade. Último dia porque era o último dia para vagar pelas ruas, dobrar em qualquer esquina, descobrir prédios, praças, ruas e avenidas. Último dia para estudar a malha do metrô, tentando encontrar as melhores opções para chegar em qualquer ponto da cidade. Adoro! É como montar quebra-cabeças, por um lado, e conhecer mais e mais a cidade, por outro. Estava disposta a ir no MoMA. Fui. Desci na estação do Rockefeller, como da outra vez, mas desta vez saí por algum outro lugar, por dentro do prédio, passei por uma lojinha, fiquei babando por umas camisetinhas do Monk e do Seinfeld e canequinhas e outras coisas de seriados, mas tudo caro. Saí da lojinha e dei de cara com a Rockefeller Plaza e uma feirinha cheia de produtos orgânicos e tal. E uma distribuição de sucos e de snack de raspberry. Eles eram os patrocinadores da feirinha. Tinha legumes, frutas, bolos, tortinhas. Sabe aquelas tortinhas de maçã dos filmes? Pois, mas versão orgânica, ou seja, versão natureba. Mas tão engordante quanto, claro.

    Ok, MoMA, MoMA... concentre-se, Katemari.

    Consegui me desvencilhar da feirinha com três sucos na mochila e uma fatia de bolo, um pacote de cookies e duas tortinhas pequenininhas.

    Mas acabei caindo dentro de uma loja. Até peguei um negócio mas... MoMA, MoMA... larguei, saí da loja e segui rumo ao museu. Senti uma dor no meu pé direito. Aliás, estava usando novamente um dos meus calçados novos, o tênis. Engraçado porque o pé esquerdo estava extremamente confortável, enquanto o direito doía. Concluí que o problema poderia ser a ausência de uma meia entre meus pezinhos (inhos por força de expressão, né?) e o tênis. Vi uma H&M na minha frente (tipo uma Renner melhorada), entrei. Encontrei as meias perfeitas para a situação. E ficaram fofas, comprei dois pacotinhos, com dois pares cada, 3.90 cada pacote. Vesti e sai feliz da vida.

    Sim, rumo ao MoMA.

    Cheguei no museu, feliz, contente e saltitante, fui para a fila. 20 contos, 10 (ou treze?) para estudantes. Neeeeeeeim fudeeeiiindo. Mas ok, já 'tô ligada' no lance do preço ser sugerido.

    - No, here its a fixed price.

    PQP.

    Ok, tem algum dia de graça?

    - Fridays.

    - So, I see you tomorrow.

    Meio puta, fui para o outro lado da rua, na lojinha de design do MoMA e comprei mais um rackzinho para vinho - tinha ganhado um da Naiara. E comprei uns porta copos que eu tinha gostado no outro dia, mas não comprei pra não ficar carregando coisas e, qual minha surpresa quando vejo que eles entraram numa summer sale! Perfect!!! Paguei metade do preço.

    De lá, segui para a 42nd St, atrás das extensões para a Olívia. A tiazinha do outro dia tinha me dito que lá era o lugar. Então eu fui, né. Resumo da ópera: não encontrei lojinha alguma mas descobri prédios novos, ruazinhas... perguntei prumas mulheres sobre as lojinhas e elas disseram desconhecer, naquela região, tais estabelecimentos, contudo, indicaram-me a 125th st. Peguei o metrô e subi. Achei as lojinhas e me vi no Harlem. Mais um cantinho de NYC... assim que enjoei de 'conhecer' o Harlem (ou ficar com medo) entrei numa lojinha - o que demorou apenas umas duas quadras de "reconhecimento de área". O vendedor foi legalzinho e comprei tudo lá. Saí com um sacolão.

    Metrô. Desci para a B&H, pegar uma lente pro Francisco, acabei pegando mais umas coisinhas pra mim. Os judeus levaram tudo o que eu tinha. Depois dei uma última passada na Macy´s, peguei o presente da Ingrid, a encomenda do Jules, e um mim... pra mim!

    Eu raramente compro presente para as pessoas nas minhas viagens (e por isso consigo viajar, eu acho), mas desta vez comprei algumas lembrancinhas... espírito Tio Sam é foda.

    Pra ir da B&H pra Macy´s peguei o busum denovo, mas desta vez ele não pifou. E demorou um tempão pra aparecer, como da outra vez.

    Fui pro escritório da Chantale, mas ela ainda estava em ritmo acelerado de trabalho. Larguei minhas coisas e desci a quinta avenida, fui numa lojinha para gente de dimensões avantajadas. Queria achar algo pra mommy, mas é difícil saber o número. Quase comprei um sutiã tri pra mim, mas só tinha grande demais, os números menores já tinham acabado, em função de uma boa promoção em que eles estavam. Passei num cyber cafe, vi uns emails. Preenchi uns postais (catei cep no site dos correios, endereço no site da listel...).

    Aleeeaaaasss, ia esquecendo. Lá na 42nd entrei numa agência dos correios e estava numa fila lerda, daí uma senhorinha lá perguntou se alguém queria usar a maquinhinha, falou, falou, falou, muita informação. Daí perguntou se alguém tinha interesse. Eu disse que sim. Eu e uma outra mocinha. Então fomos, as duas, pra maquininha. Resumindo, comprei os selos na maquininha, paguei com cartão (o tal do Banco Rendimento, aliás, o cartão pré-carregad) e foi rapidinho. E quando terminei, o cara que estava na minha frente na fila, continuava na fila. Adoro tecnolochias.

    Como acabei preenchendo mais postais no cyber cafe, resolvi comprar mais selos. Fui na loja dos correios do Empire State Building (que é quase na frente do escritório da Chantale). Fiquei séculos na fila e nada. Desisti. Voltei pro escritório, ainda ficamos um tempo lá. Tadinha, ela está toda estressada com uma conferência que ocorrerá na segunda-feira, idéia de última hora da chefe dela, e está cheia de trabalho, principalmente por causa duma funcionária lá que deveria fazer as coisas e não faz, daí a Chantale acaba fazendo o trabalho dela, mais o da outra, porque é o dela que está na reta, ela que é a coordenadora do programa.

    Fomos pra casa e ela cozinhou nhoque, que misturamos com os restinhos da janta da noite anterior. Sim, agora, toda vez que eu pedir em restaurantes para guardarem o que sobrar pra eu levar pra casa - como eu normalmente já faço, e quem está comigo sempre acha de última - eu vou dizer que em NOVA IOOOORQUE todo mundo faz isso. Em todos os restaurantes em que fomos, vi gente levando sacolinhas. E os restaurantes são acostumados e têm embalagenzinhas decentes e tal. Nem fazem cara feia, como em Salvador, às vezes.




    NY - day 7 - friday


    Hoje é sexta-feira, e considerei ontem meu último dia na Big Apple. Hoje minha anfitriã tem o dia de folga, e várias coisas planejadas para fazermos, mas duvido que consigamos fazer a metade sequer: ir no MoMa, ir na loja Target, ir restaurante indiano (era ontem) ou haitiano, ir no passeio de barco para ver a estátua da liberdade, ir nas livrarias. Portanto, tentei fazer o máximo possivel até ontem. E não consegui fazer muitas outras, como ir na Estação Central, andar na Times Square, no Bronx e no Queens.

    Saímos de casa e fomos rumo ao MoMA. Sexta-feira, entrada free, esse era o dia. Acho que minha logística para chegar ao museu era mais eficiente, pois do jeito que eu sei chegar lá, é bem mais rápido e se caminha menos do que do jeito que fomos, todavia... acabamos andando pelas ruas da Times Square!!! Foi tri. É uma baguncinha, um monte de letreiros, os teatros, a Broadway no trecho pelo qual é famosa, emocionante. Eu fiquei emocionada. Certamente a Chantale nem se dá conta destas pequenas coisas da cidade. Para ela, era só andar para chegar ao MoMA, onde eu queria tanto ir. Pra mim, eram mais caminhos desvendados, mais resgate das coisas que vejo na tv, no cinema.

    Chegamos no MoMA. Fila. Ué, fila? Pra que fila se é de graça? Bem, sei lá, né, vai ver eles fazem controle. Perguntamos pruma senhora, funcionária do museu, que estava avisando na fila que eu teria a mochila revistada, o porquê da fila. Aí ela disse que free era só depois das 16h!!! Absurdo, fala sério. Peguei nojo do tal do MoMA. MoMA de cu é rola! E não quero mais ouvir falar desse museu.

    Então vamos comer.

    Fomos para a Angelica's Kitchen, um restaurante bem bacana, natureba. Comemos bem. Fiquei estourando. E pedimos apenas um prato, pras duas. Taí uma coisa que gostei em NYC: os pratos são todos bem servidos. BEM servidos. Depois fomos nas livrarias. Uma livraria muito muito muito bacana, que não lembro o nome. Pra se perder lá. Não encontramos os livros pro Toefl. É que a Chantale, desde que nos conhecemos, disse que o dia que eu fizesse o toefl ela pagaria pra mim, o teste e os livros. Então ela queria me comprar livros pro toefl. Acabamos comprando outras coisas. Comprei, digo, eu escolhi, ela me deu, o livro Venus in Furs and selected letters of Leopold Von Sacher-Masoch. Sim, sim, att para o sobrenome do cara. É daí que vem o termo masoquismo. Estou louca para ler. Então passamos na Barnes & não sei quem, pegamos um livro pro Toefl. Seguimos pro Brooklyn, pra Target. Ao lado da Target fica um shopping, entramos lá. Perdiçãaaaaaaaaaaao. Lá se foram mais dólares. E de lá saiu uma pessoa feliz. Fábio Freitas, aguarde pelos meu novos cafés! Target. Circuit City. Comprei meu sonhado telefone, já que meus telefones lá de casa não funcionam e uma webcam. Espero que funcionem. Entramos numa outra loja, material de escritório, pois a Chantale teria que fazer os 140 crachás da conferência de 2a feira, no findi, já que a funcionária que deveria fazê-los, não os fez. Foda, né? Tá, quando estávamos na fila do caixa, ela recebeu uma ligação, do Haiti. A tia dela, irmã da mãe dela, última pessoa viva da família da mãe, havia falecido. Foi foda. De lá pegamos um táxi, ainda meio em choque, direto pra UPS, lá no cu do mundo, pegar uma encomenda, que era um pente de memória pro Joseph, um amigo da Chantale que mora em Salvador.

    Depois um amigo da Chantale - o mesmo que me buscou no aeroporto - pegou a gente lá no cu do mundo e fomos jantar. Outro amigo juntou-se à nós. Bem, bacana o restaurante, peruvian restaurant. Sim, do Peru. Comi um sanduíche com chimichurri, porque adoro chimichurri. Mas das duas uma, ou o chimichurri do Peru é diferente, ou eles acharam que eu não sabia o que era e colocaram qualquer outra coisa lá dentro. Estava bom, mas não senti o chimichurri. Sobrou metade do sanduba. Tentei tomar um Manhatan, mas não tinha. Terei que voltar a NYC...


    NY - day 8 - saturday, bye, bye!!!


    Quando acordei a Chantale já estava lá encima no escritório, trabalhando. Que semana pra ela, hein? Fomos tomar café da manhã, o brunch, na real num lugar nas proximidades da casa dela. Estava fechado. Acabamos indo num outro bem pertinho de casa, e antes passamos numa amiga dela que foi conosco. O café demorou séculos pra sair. Um amigo da Chantale, que ia me levar ao aeroporto, chegou e nós ainda estávamos no café. Saímos de lá, fomos pra casa, últimos arranjos das malas. Fechei tudo, botei os tênis... colocamos as coisas no carro. Aeroporto internacional JFK. E o frio na barriga. Sim, toda vez que vou fazer check-in é assim, eu sempre fico achando que vai dar alguma coisa errada. Principalmente quando tenho infinitas bagagens. Fomos pesar as malas na esteira da American. Limite 70 libras. 68.5lb uma mala. 50 e tantos a outra. A de bordo? Limite 25. Quanto a minha está pesando? 24.5 Fala sério, meus movimentos são friamente calculados.

    Despedidas.

    O vôo atrasou. Decolamos com 1h de atraso, ou pouco mais. Cheguei no MIA (Miami International Airport) tranquila. Apesar de ter dado uma pane no sistema de aterrisagem da aeronave, e do piloto fazer questão de avisar pra galera. ahahahah Quando aterrisamos teve gente que bateu palmas e tal. Palmas meu c%$#@&* e ai do piloto que me matasse no meio do caminho, ou danificasse minhas comprinhas.

    Depois de quase um mês perambulando em terras canadenses e estadunidenses e aeroportos... acho que estou no maior aeroporto de todos, o MIA é gigante. E imagino que o vôo será um inferno, a contar pela sala de embarque. Nunca vi tanto adolescente na minha vida. Isso me lembra porque eu não trabalho com Ensino Médio. Imagina ter uma turma desse tipo particular de adolescente... que deve ter ido passear na (argh) Disney. Um bando de menina branquinha (latina, na real) de rabo de cavalo, voz estridente, moletom da GAP ou Hard Rock Cafe, macaquinho da Kipling, bichinho de pelúcia, iPod e máquina digital. Isso aqui parece uma churrascaria, em dia das mães.

    Falando em churrascaria, acabei de comer o sanduíche de carne. É, o do chimichurri de ontem. No vôo do JFK pro MIA tinha uma mãe com um bebezinho no colo ao meu lado. Bebê bem bebê mesmo. Ele dormiu quase a viagem inteira. Só deu uma choradinha, um choramingo, num trecho da viagem. Nada que incomodasse meu sono. Ao contrário dessa pirralhada que será no MIA - GRU. Ai, meu sais.

    Pelo menos ficarei na janela.

    Sim, deixa eu contar a história da janela...

    Chego eu, saltitante, serelepe no MIA, procuro o meu portão de embarque e tento trocar meu assento para janela. Gate 11. Na gate 9 tinha um vôo para São Paulo que sairia em breve e na 11 faltava uma última passageira para Buenos Aires. O cara achou que fosse eu. Depois ele achou que meu negócio era na 9. Aí ele viu que meu vôo era bem mais tarde... tipo, mooooito mais tarde, às 23h30. Daí ele, depois que a mocinha de BsAs chegou esbaforida, foi ver minha alteração de assento. O sobrenome dele, o mesmo que o meu. Aí tá, começamos a conversar, ele disse que éramos primos. Perguntou se eu era brasileira (ele com meu passaporte). Tá, papo vai, papo vem. Tudo bem bacana... se diz cousin em pt e em espanhol da mesma forma, arranhei um espanhol... bla bla bla... daí ele perguntou se eu tinha filhos, eu disse que não...

    - pero tienes un hombre, cierto?

    Epa!

    - hein?

    Fiz ar de desentendida, tentei mudar o assunto... ele retomou a pergunta.

    Eu disse que tinha namorado. E o Emilio Rosa sossegou.

    Ah, se ele soubesse...




    De volta ao Brasil

    Buenas, cá estou, em terras tupiniquins. Em céus tupiniquins, na verdade. Estou num vôo da TAM, rumo a Salvador. Por fim, o vôo com a galera da Tia Iara nem foi terrível. Dormi horrores, comi aquela comidinha meia boca (ah, que delícia a comida - cachorro quente a la EUA, na real - da TAM). Fui na janela, ao lado de um senhorzinho que ficava fazendo palavras cruzadas. Assisti dois episódios de Without a Trace, depois da janta, e então fui pros braços de Morpheu, considerando o (des)conforto da aeronave. Não foi tão ruim. Não era Executiva, nem 1a classe, mas era 3 poltronas depois da executiva. Olhar aquelas cadeiras grandes, aquele vinho pra lá e pra cá... era praticamente como estar na executiva. Praticamente.

    Cheguei em Guarulhos e fui no Duty Free pegar as encomendas do Alexandre. Uma caixa. Acabei pegando uma Absolut Vanilla (16 USD) pra mim. Nem passeei pelo Duty free, apinhado de brasileiro gritão (por que esse povo tem mania de falar alto e fazer estardalhaço, hein?). Então segui com meu milhão de bagagens, entrei na fila do nada a declarar. E fui, apertaaaaando. Quem tem, tem medo, né?

    Ok, tranquilex. Uh.

    Agora o check-in. Sei lá, eu com mil bagagens (um milhão... mil... quase a mesma coisa, só uma ordem de grandeza de diferença). A menina da TAM foi uma graça, tranquilinha, simpática. Ainda abri minha mala nova pra tentar enfiar umas coisas que comprei no JFK, mas não consegui, e o fecho começou a não fechar, tipo, sabe quando o ziper passa mas o fecho não 'zipa'? Começou a bater um desespero. Será que já estraguei a mala nova? Já quebrei o brinquedo? Tirei as coisas do JFK e fechei denovo, funcionou. Mas na verdade tem um pedaciiiiinho que ficou meio estranho. Espero que a mala não se abra toda no caminho GRU-SSA. Tomara. Embarquei com a caixa do Duty Free, a mala de bordo, uma sacolinha do JFK, um casacão de lã E a mochila com o laptop. Afe. A turistona consumista. E a menina da TAM deixou eu despachar as outras malas, se eu quisesse. Olha que fofa! Só não despachei por causa das garrafas da caixa do Duty Free (e o medo de quebrá-las) e por causa dos eletrônicos na de bordo, senão tinha mandado pro espaço. :)

    Liguei pra minha mãezinha e já dei oi pra ela. Depois liguei pra Luzia e ela vai me buscar no aeroporto. Dei uma dormidinha, comi o lanchinho da TAM, enchi o bucho com o café com leite (gente, eu amo o café com leite da TAM!), E agora aproveito para dar a última atualizada no blog.

    Aqui, querido diário, encerro o arquivo "blog_viagem". E amanhã tudo recomeça, Feira de Santana, etc, etc...

    segunda-feira, julho 09, 2007

    Grande Maçã





    02 de julho, segunda-feira


    O vôo foi rapidinho. Acho que foram duas horas. Algo assim. Cheguei e fui "refazer as malas", para facilitar o transporte, porque imaginei... vai que eu tenha que pegar um ônibus, não sei bem como é. Tá. Depois de muito andar pra lá e pra cá, perguntar aqui e acolá, consegui descobri onde eu tinha que pegar o transporte que me levaria até Waterloo. Aí cheguei no guichê e vi um papel com meu nome... o cara estava atendendo alguém, então deu tempo de eu ver o papel, enfim... falei pra ela, já me achei aqui, esta sou eu. Ele riu e disse, bem então agora é só sentar ali e esperar que o motorista virá te buscar, ele vai te chamar pelo nome. E assim o fiz.

    Depois chegou o motorista e me ajudou com a bagagem e fui num automóvel tipo van, mas grande e super confortável. Conversamos um pouco no caminho, dormi um pouco também, e foi isso. Chegamos em Waterloo. Passamos no escritório central da residência da Wilfridge Laurier University, peguei minhas chaves e um cabo de rede, para o qual deixei 5 doletas canadenses como depósito. Fui para o quarto, que era legalzinho. Não era como o da University of Calgary, mas era bacana. Tinha um banheiro compartilhado com dois quartos, assim, eu dividia o banheiro com mais uma pessoa, do quarto ao lado. Era meu quarto, uma porta, o banheiro, outra porta, outro quarto. Quando eu entrava no banheiro, trancava a porta de acesso do outro quarto, quando saia, destrancava, e a outra pessoa fazia o mesmo.

    Como não escrevi todos os dias, só agora, no aeroporto (pra variar) rumo a Nova Iorque, então os registros serão de memória "distante" (nem tão distante).

    Eu estava podre, mas era próximo da hora do almoço e eu queria ver se ia rolar uma boca livre ou não, desci. Todos os participantes do workshop estavam hospedados no mesmo andar, no 3o andar. No elevador encontrei um colega vindo da Grécia, começamos a conversar. Lá embaixo, conheci os três facilitadores que estariam conosco toda a semana e o poderoso chefão, que não dever ter 30 anos. Inveeeeeeja.

    Depois chegaram (lá embaixo) os participantes da África do Sul, eram 3 mulheres e 3 homens. Almoçamos pizza, todos nós. E já fiquei pensando, ihh, lá vem mais uma semana de junkie food. Então subi, organizei umas coisas e fui deitar. Dormi um sonino tri bom. Desci para a janta, eram umas 5h30. Não vi ninguém. Andei pela cidade, fui atrás de água, parecia uma cidadezinha fantasma. Tudo bem, tem que dar um desconto porque era feriado. No Canadá é como na Inglaterra, nos EUA... quando um feriado cai no sábado ou domingo, ele é transferido para segunda-feira. Legal, né?

    Quando voltei acabei encontrando as pessoas, e elas tinham ido jantar. Perdi. Tudo bem comi mais umas fatias de pizza que sobraram do almoço e beleza.

    Então fomos para o início das atividades, que foi nas instalações da universidade. Foi bacaninha, fizemos um projetinho do tipo: formaram-se grupos e cada grupo recebeu os mesmos materiais, e tinham que montar alguma coisa que, jogada do alto do prédio, levasse mais tempo pra cair. Foi divertido. O dispositivo que a gente fez não ficou muito tempo no ar, mas foi bem engraçado de ver. Além das interações terem começado aí. Digo, começou mesmo quando fizemos um tipo de quiz, usando um dispositivo eletrônico e fancy. No meu grupo do 'planador' eu conheci o Junho. Sim, o nome do menino é Junho (tá, pronuncia-se Jú-rro). Um japinha super fofo e divertido.

    Depois disso tudo, voltamos pra residência. Fui Deitar.


    03 de julho, terça-feira

    Café da manhã, tudo de bom. E fomos para o Perimeter Institute. De babar. Eu não vou ficar descrevendo muito, porque não dá, tem que conhecer, e babar muito. A arquitetura, a organização, o bistrô, os quadros-negros espalhados por todos os cantos, sofás, café. Sim, num Instituto de Física Teórica, reunindo vários pesquisadores do mundo inteiro, se usa giz e quadro negro. Nada daqueles quadros brancos ridículos. Só o bom e velho giz.





    Bem, o esquema de todos os dias foi, basicamente, acordar às 7h, ensebar até 15 pras 8h, tomar banho, café, e sair 8h40, andando ou pegando o transporte oferecido pelo PI. Aí, como ninguém é de ferro, chegando no PI tinha café (leite, cookies, muffins, chá...), das 8h45 às 9h. Aí começavam as atividades. Às 10h, como pobres mortais: coffee break (café, leite, creme, cookies, frutas, chá). 20min e de volta ao trabalho. Meio dia, 12h15... almoço. E ai eles botavam pra fuder. Comida boa, salada, muuuuuito bacana. Frutas de sobremesa. A velha e boa mesinha do café (que ficava, na real, full time abastecida). E ai, mais trabalho, ali pelas 14h. Três da tarde como era de se esperar... coffee break. De volta ao trabalho. Ali pelas 17h30, 18h... janta. SIM, janta às 18h (att. para o fato de anoitecer lá pelas 22h).

    Então, o que mudava diariamente eram as atividades e as comidas (almoço e janta, cafés eram sempre iguais, com leves alterações).

    Na primeira noite tivemos uma super janta. 3 course meal. Chiquéeeerrimo. Vinho. Tudo de bom. A pobre aqui, é claaaaro, pegou o cardápio de recordação. Pobreza é uma tristeza. E a comida era tuuuuudo, bah. E a sobremesa? Afe!!!

    Ah, sim, sim... teve o lance da computação quântica, do emaranhamento quântico, matéria escura, buracos negros, atividades de laboratórios para implementar no ensino médio, discussões, discussões, avaliação de atividades, de estratégias, etc, etc. Sim, trabalho. Teve tudo isso, afinal, era um workshop sobre física moderna, né?

    Num dos dias o povo foi para Saint Jacobs e eu fui para Niagara Falls. Um dos facilitadores havia dito no primeiro dia "se alguém quiser qualquer coisa, precisar de qualquer coisa, peçam pra gente que tentaremos providenciar, se alguém quiser, sei lá - a minha mulher vai me matar mas... se alguém quiser ver a Niagara Falls, é só me falar que dou um jeito de levar. Claro que eu disse que queria. Fomos em 6, mais o facilitador. Nooooossa, impressiona.

    É uma caminhada boa (digo, acho que uma hora e meia de carro). É muita água, é grande, é lindo, tem um baaaaaaaaaaaaando de turista. Vê-se o estado de Nova Iorque do outro lado. Estadunidenses de um lado, contemplando a natureza, canadenses de outro, na mesma contemplação. Foi muito muito muito legal. Andamos por lá, fui na loja da Hershey´s, da Coca Cola. E fui com a Nicoletta e o Tákis (italia e grécia, respectivamente) no passeio por túneis embaixo das cataratas. Maaaaaaaaaassa! O barulhão gigante da água... ficar molhada, não conseguir abrir os olhos por causa da água batendo no rosto. Tri bom, tri bom.

    Na sexta-feira teve tarde com queijos e vinhos. Sim, toda a sexta os pesquisadores do PI são agraciados com vinhos e queijos. Quejos delicia, meu bem, não é queijo lanche não! Na mesma sexta, tivemos um barbecue. Afe. Taí coisa que eles não sabem fazer. E nota 1 milhão pra sobremesa desse dia. E depois disso (sim, porque a janta foi às 6h. foi vinho e queijo às 4h, filme às 5h, churrasco às 6h), fui ao cinema com meu colega canadense com nome de filósofo (Jean Jacques Rousseau). Vimos uma comedinha boba, mas que acabei rindo um monte. Íamos assistir Transformers, mas estava sold out.

    Na ida, fomos de táxi, na volta, tentamos pegar um táxi e não conseguíamos, não passava nada naquele fim de mundo, e o que passava, não parava. Até que, lá pelas tantas, ele falou, será que... e falou de que, apesar da educação, há racismo no Canadá, e poderia ser esse o motivo dos motoristas não pararem para dois negros andando na rua à 1h da madruga. Até que um taxista parou. Coincidência ou não, ele era negro.

    No sábado, e na própria sexta, o clima era de despedida, com uma pontinha de dó. Dias de intenso convívio. Mas foi legal, o sábado foi só despedidas... e depois aeroporto.

    Voei American Eagle. Afe. Uma aeronave do tamanho do **. Uma aerosenhora. Eu só queria que não caísse. Dormi quase o vôo inteiro, que foi de 1h e pouco. E dormi bem. Mas aquela aeronave, entrará para a minha memória de vôos. E para minhas preces de não mais estar a bordo de uma aeronave dessas.





    NY - day 1

    Cheguei no terminal do Tietê, digo, no aeroporto JFK, em Nova Iorque, peguei minhas malinhas, que demoraram um tempão para chegar na esteira, aliás. Depois fiquei esperando a Chantale. Na boa, eu não entendo este povo estadunidense. Fazem a maior onda com segurança e não sei o que lá, mas ó... eu saí da aeronave e segui andando, andando, e vi pessoas sentadas e com malas, e percebi que estava na sala de embarque. É, assim mesmo, sem passar por controle algum nem nada. Segui andandando... andando... andando pra caralho, até que encontrei a esteira de bagagem. Eu já tinha até separado o passaporte na mão. Peguei minhas malinhas e segui para sair, então, pela primeira porta que eu via, mesmo achando estranho um monte de gente entrando por esta mesma porta. Mesmo achando estranho gente com plaquinha com nome de outras gentes, sabe, do tipo que vai esperar um desconhecido no aeroporto e tem cartazinho com o nome? Pois, essas pessoas estavam junto a mim, quando esperava a bagagem. Ok, saí pela portinha e qual minha surpresa quando percebo que já estou na rua, onde passam carros, táxis, ônibus, cachorro, de tudo. Ops, será que fiz alguma coisa errada? Voltei como quem não quer nada, como quem acabou de soltar pum no elevador e faz cara de paisagem. Olhei prum lado, pro outro, li as plaquinhas... não, era isso mesmo, eu tinha feito tudo certo. Mas o povo preocupado com segurança tem as malas das pessoas expostas à qualquer um que esteja passando pelo aero e resolva pegar uma mala, só por diversão. Ok, vai ver é porque além da segurança, há o egoísmo, e então eles (as otoridadi) tão pouco se fudendo para as malas dos passageiros.

    Buenas, liguei pra Chantale, e fiz minha primeira ligação nos isteites. É assim ó: você pega o número do telefone e pode discar inteirinho, com o 1 na frente, que é o código do país; precisar, não precisa, mas pode. Ou seja, uma preocupação a menos com 'que número eu devo discar'. Ok. Levante o fone do gancho, disque os númerozinhos, a mulherzinha fala uma msg, mas nem precisa entender, é pra colocar o din din. Sim, você introduzirá moedas no aparelho. 50 centavos. Usei duas de 25c. Ok, com estes 50c dá pra ficar falando a vontade no telefone, mesmo para um celular, que foi o meu caso, pois liguei pro cel da Chantale, que já estava a caminho.

    Então ganhei uma carona no carro do amigo dela, que passou na casa da namorada no meio do caminho (eles iriam pruma festa depois) e em seguida nos deixou em casa. Tomei um banho, comi alguma coisa, bati papo... e fui-me ao berço, acho que era 1am.


    NY - day 2

    Acordei ali pelas 7h. Voltei a dormir. E fiquei assim, dormindo e acordando. Até que levantei de vez, testei o creme depilatório Veet (parece propaganda dentro de novela brasileira, menos sutil, impossível). Assim, comprei aqui, lá em Waaaaco, este creme em promoção, o preço estava bem bom e eu nunca tinha usado esse. É um tubo aerosol, tipo creme de barbear. Aí usei hoje, nas pernas e ficou bem bom. Foi bem prático. Tomei um banhinho e vim pro quarto, fiquei arrumando umas músicas no computador, carregando o iPod...

    Depois a Chantale acordou e fomos pra rua. Tomar o Brunch (café da manhã + almoço). Acho que eram umas 10h quando saímos de casa. Andadinha, metrô, Manhatan. Ai, não me pergunte em que estação eu desci porque eu nem me lembro.

    Andamos um monte, o restaurante que ela queria havia fechado, há duas semanas. Acabamos indo num outro, onde tomei um bom cafá da manhã (ovos mexidos, uma fatia de pão de fôrma torradinha, 4 salsichas (mas a salsicha daqui, logo é pequeniniiiiiiiinha, super engrçada), um trocinho que não sei o que é, de batata e uns 2 morangos e framboesas.

    De lá, seguimos andandado, andando. De forma inimaginável. Fomos na Levi´s, compramos blusinhas, falei com a Naiara (que virá amanhã pra New York, New York, e tinha se perdido nas datas, achando que eu viria no findi seguinte). E entaõ, entramos na Macy´s. Onde ficamos andando, provando roupas, comprando, etc, até às 9h/9h30pm.

    O que eu, uma super consumista, comprei? Ah, nem vem, comprei ítens de grande necessidade:
  • 1 calça jeans DKNY
  • 1 calça jeans Tommy Hilfiger
  • 1 sacola Macy´s
  • 3 blusas da Levi´s (9,90, sim, as três por esse preço, a soma, o total)
  • 1 blusa DKNY
  • 1 barrinha de chocolate Godiva

    E reservei um sapato e um tênis e vou comprar minha mala da Samsonite tão esperada. E mais barata que no Brasil. Pelo menos a metade do preço que eu pagaria em terras tupiniquins. Mó injustiça. Voltarei lá na terça-feira. Se eu conseguir encontrar o endereço.

    Estou tão feliz com minhas comprinhas. Assim, comprei coisas em liquidação, suuuuper descontos. Além disso, como brasileira visitando os EUA, eu pedi um cartão de visitante na loja e daí ganho 11% de desconto (mesmo sobre o preço em promoção). O máximo, né?

    A Macy´s tem 9 andares e ocupa uma quadra inteira. Meu, eu andei mooooooooito.

    Depois andamos mais um pouco, vi o Empire State Building, pegamos o metrô e viemos pra casa. Tomei banhinho, comemos a massa tri boa, apesar da pimenta de mais para mim - que não estou acostumada - mas mega deliciosa. Agora, vou-me ao berço, após estas mal traçadas linhas, meu amor.

    Amanhã tentarei entrar na internet, talvez algum cyber. Bem, se alguém estiver lendo isso agora, é porque finalmente consegui ter contato com o mundo.




  • sexta-feira, junho 29, 2007

    Calgary...





    28 de junho de 2007

    Okaaaaaaaaay. Agora são 23h de quinta-feira, 28 de junho e estou no aeroporto de Calgary. Estou aqui desde às... às... sei lá, deixa eu começar a história do começo.



    24 de junho de 2007, domingo

    Peguei um vôo lotadaço em Dallas e tentei dormir, expremida entre duas meninas, uma mexicana sentada a minha direita e uma outra menina, à esquerda. O avião estava muito seco, tão seco que lá pelas tantas eu levantei e fui no banheiro molhar uma toalhinha e colocar no rosto. Meu nariz doía.
    Tá, depois a senhorinha lá do avião (também conhecida como aeromoça, ou comissária de bordo, é que comissária de bordo é muito comprido e formal, e de moça aquela aero já não tinha mais nada). Então, a senhorinha entregou o formulário aquele pra preencher, dizendo que eu não estava carregando mais de 10 mil dólares, nem comidinhas, aquela coisa toda. E a guria à esquerda me pediu uma caneta. Aí eu olhei, assim, en passant, porque estava no meu campo de visão... nacionalidade: brazilian. Daí eu "ah, tu és brasileira" (ao que se fosse eu teria respondido, não, koreana, mas a mocinha não era grossa e disse que sim). E daí ficamos batendo papo. No fim, acabamos pegando um táxi juntas, já que ela morava pros mesmos lados que eu deveria ir, e rachamos o táxi. Aliás, lenda 1: não, não se aceita facilmente dólar americano (estadunidense) aqui no Canadá. Sim, troque seu rico dinheirinho. Não, não deixe pra trocar aqui, porque todas as casas cobram cerca de 3 dólares por transação. Um roubo.

    Dica: para trocar dinheiro, compre em algumas Starbucks, eles aceitam dólar por dólar, tudo 1 a 1. Aí vale a pena dar uma nota grande pra comprar um cafezinho, e ficar com troco canadense.

    Ok, cheguei na universidade. Ah, sim, olha que tri, os táxis aqui aceitam cartão de crédito, um espetáculo. Aliás, espetáculo é este tal de Visa Travel Money (www.rendimento.com.br), meu, é muito bom, recomendo. E me arrependo de não ter colocado mais dinheiro nele. Mas ainda posso fazê-lo, daqui.

    Tá, continuando. Cascade Hall, ou meu lar pelos próximos dias. Cara, indescritível: prédio bonitinho, recepção mega simpática, o quarto um espetáculo, internet incluída, wireless no meu quarto, acesso à biblioteca da universidade, acesso a todo conteúdo do SpringerLink. Bah. Eu quero morar numa universidade assim. O ap tinha 4 quartos, sala com sofazinho, cozinha com geladeira, fogão, microondas, banheiro com banheira, toalhas, sabonetinhos. Espetáaaaaaaaaculo. O quarto, caminha, armário, cadeira de escritório, closet, cabites.

    Estava tudo muito bem, não fosse o frio do caraaaaaalho. Putz, daí eu saí e fui no shopping, peguei um táxi, 7 dólares, no VTM. E começou a chover, pra ajudar. Comprei um blusão de 13 dólares, um moletom de 8.00, uma meia calça fio 40, por 7.00 e umas comidas (pão integral, iogurte, queijo, salsicha de frango, dois pratos congelados pra microondas). Táxi de volta e fui direto pra recepção e registration da conferência. Um susto inicial e me senti COMPLETAMENTE deslocada. Estava rolando uma comida, eu tinha um ticket para uma taça de vinho (sim, uma, miséria, né?), mas até dispensei, e voltei pro quarto. Comi um sanduichinho, deitei e fiquei trabalhando na minha apresentação do dia seguinte, fiz uma nova versão, mais curta. Eu tinha várias versões da minha apresentação. Podia acontecer qualquer coisa, eu estaria preparada para diversas situações. A neurótica.


    25 de junho, segunda-feira.

    Quem tem, tem medo.

    Ok, coloquei minha roupinha bonitinha, com a saia que a Luzia tinha MANDAAAAAAAADO eu comprar, pensando em Calgary. Fui lá pra plenária... e o frio. Friiiiiiiiiiiio do caramba. Voltei pro quarto, troquei toda a roupa e fui pra minha sessão, que já tinha começado, inclusive. Eu seria a terceira e última a apresentar. E o nervoso?

    Bem, quando comecei a falar, sei lá, tudo passou. Eu havi desistido de me preocupar com o inglês, afinal, não é minha língua materna, e não é esperado que eu a fale fluentemente. O lance era eu me fazer entender. E fiz. E creio que o tenha feito bem direitinho. O resultado é que a sessão terminava ao meio-dia e ficamos conversando até às 12h50 na sala, saindo direto para a plenária das 13h, sem almoçar. Foi muito legal. Muito melhor do que eu esperava.

    Depois da plenária da tarde, o café e o momento socialização. Aí era a Katemari-A-super-social, fazendo a linha eu-até-sou-uma-pessoa-legal. Bati papo com várias pessoas e foi bem bacana e sentí-me muitíssimo à vontade.

    Aliás, os cafés eram um espetáculo, encheram a gente de comida o tempo inteiro.

    Ah, sim, mais uma razão para as roupas que eu trouxe não estarem me servindo direito. Eu juro que serviam quando eu saí de Salvador! Cara, é impressionante, eu engordei MUITO nos últimos dias. E só eu sei a velocidade com que eu consigo engordar. Acredite, caro leitor, pelo menos 4kg a mais estão neste corpitcho agora no aeroporto e ainda tenho mais duas semanas de América do Norte!!! Meu rosto está todo redondinho e não enxergo meus ossinhos do... ai, sei lá o nome do osso, sabe, perto do pescoço? Entre o ombro e o pescoço? Pois. É assustador. Dá para entender como esta gente é tão gorda. A única coisa boa é que aqui, ao contrário do Brasil, é barbada achar roupa para o meu rico tamanho. Tipo, calça jeans? Barbada, aqui tem Levi´s para mim, aliás, eu tenho que catar tamanhos menores para mim. Não menoooooooooores a la pp, mas tem vários números maiores do que eu preciso. Essa sensação é boa. :) Mas eu estou me sentindo péssima, sinto meu estômago gigante, as calças justas, tudo. É muito ruim.

    Ok, estamos ainda na segunda-feira, né? Então, depois das atividades de sessões e plenárias, teve uma montagem teatral, simples, mas muito bacana. Era um encontro do Einstein com o Newton, intermediado por um historiador. Foi divertidinho. O bom é que rolou frutinha, iogurte, um pão tipo pão árabe, uns creminhos saudáveis de iogurte, uma vinagrete. Pelo menos um dia de comida saudável.


    26 de junho, terça-feira

    Eu já não me aguento em mim, é muito cansaço. É dormir tarde e acordar cedo e um monte de atividades no meio do caminho. Mas a conferência estava ótima, todas as sessões foram boas - ok, teve uma que eu achei um porre, e saí, a apresentação estava muito ruim, e não fui a única a sair.

    A atividade social do dia era um passeio ao Wild Wild West. Foi bom pela socialização, particularmente com meus novos amigos turcos e as indianas e a Olivia, de Taiwan. A comida estava ok, nada demais, e tomei um Smirnoff Ice raspberry. Aqui tem Smirnoff Ice de vários sabores. Ah, já falei isso, quando contei do watermelon. O espaço esse era tipo um CTG, versão cowboy, com música de cowboy dos anos 60. Ah, foi legal... não que eu queira voltar lá algum dia na vida, nem que eu dissesse não à oferta de voltar uma hora antes do programado. 21h30 eu vim embora. Eu e mais umas 40 pessoas...


    27 de junho, quarta-feira

    Mesma velha rotina, acordando cedo e baixando artigos do SpringerLink, dormindo tarde baixando arquivos do SpringerLink. Eu avisei pro Fábio da facilidade e ele fez uma listinha de artigos que queria.

    Conversei com a mãe por telefone, com o Samuel, e deixei recado pra Naiara. Digo, não na quarta, mas ao longo da semana. É, agora coloquei dinheiros no Skype, nossa, fica tão fácil fazer ligação telefônica, e tão barato.

    Essa coisa de ter acesso aos artigos (sim, mudei de assunto denovo, voltei ao primeiro, não linearidade é legal) é algo surpreendente. É foda, fico pensando como a academia brasileira sobrevive, E BEM sem toda esta estrutura física que as universidades de 'primeiro mundo' têm e sem o acesso à bibliografia. Imagina se a gente tivesse tudo isso? Uma puta potêeeeeeencia. Lokura, lokura. Ai, tudo na universidade impressiona: a estrutura dos prédios, a limpeza (imaginem que os banheiros são limpos e que, pasmem, tem papel higiênico nos banheiros!!! Aliás, uma revelação, o papel higiênico "deles" é diferente do nosso, assim como o sistema de descarga. O papel deles desmancha na água e a descarga é praticamente uma succção fodona - até tenho medo do que aconteceria se eu estivesse sentada no vaso e desse a descarga, de certeza que desceria ralo abaixo. Então, quando os estrangeirinhos vão na minha casa e deixam aquele bolo de papel no vaso, é porque o nosso papel não desmancha facinho na água, nem nossa descarga é uma draga gigante, lembrarei de fazer o alerta aos meus próximos visitantes). É, fecha parênteses.

    A atividade social do dia era uma caminhada ao longo do Bow River. Finalmente saí de dentro da universidade e conheci um pedacinho do centro de Calgary: é lindo. Gente, é muito fofa a cidade, e o rio é maravilhoso, e tem um parque, e tem pubs, e restaurantes, e gente bonita. Tipo, depois de ter passado pelos Estados Unidos (ô, terra pra ter gente feia, hein, cruz credo!), acabei vendo rostos interessantes aqui. Aliás, o que tem de orientais aqui, não está no mapa, é impressionante. Muitíssimo impressionante.

    Depois de caminhar no parque com o grande grupo, fomos para um pub. Bebi uma smirnoff. Ah, agora foi a raspberry, no wild wild foi watermelon denovo. 6.00 smirnoff ice cara da porra (pra mostrar minha nordestinidade), imagina, 13 reais por uma garrafinha. É pra embebedar num gole. De lá, fui com um grupo reduzido (uma mexicana, e dois espanhóis) para um restaurante grego. Foi uma das melhores coisas que fiz aqui. Os três são muito gente boa e o restaurante estava DIVINO. A comida estava perfeita. O vinho estava bom. Era comida de verdade. Moussaka, o nome do prato. Foi refeição com entrada, prato principal, vinho, sobremesa, café. Tudo me saiu 40.00. Valendo cada centavo, sem pestanejar. A nossa garçonete era uma fofa, e falava algo de português, havia estudado capoeira.

    Essa coisa da capoeira me impressiona muito no exterior. Só em Calgary tem 4 escolas de capoeira. Na Baylor University, em Waco, Texas, tem aula de capoeira. Na Espanha, a filha do meu colega que jantou conosco, tem opção de fazer capoeira na escola. Não é uma vergonha que a gente não tenha a capoeira assim no Brasil?

    Depois do restaurante grego perfeito (acho que o nome é Broken Plate, bem no centro de Calgary, vale muito a pena, fica a dica, o restaurante é excelente e barato), fomos pegar o trem pra voltar pra universidade. Nisso, havia marcado com a colega do México de ir a Banff no dia seguinte. Isso porque um colega canadense me convenceu a faltar a última sessão (porque na quinta-feira, 28, só teria uma sessão pela manhã) e ir para Banff, nas montanhas.

    Então eu voltei pro apartamento e arrumei todas as coisas, e fiquei até duas da madrugada baixando artigos e livros. E acordei super cedinho pela manhã.


    28 de junho, quinta-feira

    Nossa, inacreditável que a conferência já estava no fim. Passou rápido, foi intenso, mas rápido. Foi ótimo. Acordei cedinho, terminei de arrumar as coisas e fui para o quarto da mexicana, deixar minha bagagem, como havíamos combinado. Bati e nada. Desci na recepção e a mocinha falou que ela já tinha ido. Eu não acrediteeeei. Ela sairia às 7h30. Eram 7h30, o que significa que eu já tinha ido no quarto dela antes disso, chegado na recepção antes disso. O legal é que eu não sabia nada do passeio, qual era agência, o telefone, nada. Apenas que sairia às 8h30 de um hotel no centro da cidade. Aí a mocinha da recepção começou a ligar para hotéis para saber quem teria algum passeio saindo da sua frente naquele horário. E não é que ela conseguiu descobrir o hotel. Um outro hotel falou que seria no Marriot. Ela ligou pro Marriot. Resumo da ópera, consegui um táxi (que pode levar até 2h quando se chama pelo telefone!!!) e consegui chegar no Marriot e consegui comprar o passeio na hora. E fomos para Banff. E eu sublimei os fatos anteriores. O Chris tinha me dito que Banff era imperdível, que era o lugar mais lindo que ele já tinha visto na vida, etc, etc. É bonito sim, é lindo, é maravilhoso. Mas sei lá. Eu estava com o espírito preparado para isso, então não foi tão ruim, eu só tinha umas poucas horas, então era, talvez, a melhor opção, mas ir num ônibus chiquezinho, com um motorista falando num microfone o tempo TODO sobre curiosidades, história e afins, não é algo que faça meu estilo de viagem, nunca foi. Talvez venha a ser, daqui a 40 anos. Não sei. O bom é que fui em vários pontos, parei um pouquinho, tirei umas fotinhos, contemplei batante - sorry guys, as melhores imagens ficarão só na minha memória, e os cheiros e o silêncio.

    E vi montanhas com neve no topo... pouca neve, porque já está derretendo, mas vi. E fui num "bondinho", aqui chamado de gondola (não, não é veneza, não é na água, é tipo bondinho do pão de açucar mesmo). E foi ESPETACULAR. Tudo é indescritível. Nem tentarei.

    Voltamos para Calgary e o plano era visitar a torre, que dá vista panorâmica da cidade, que tem um chão de vidro... ok, fui... 12.00 pra entrar. Nem fudendo que vou dar 24 reais pra subir numa torre e olhar calgary de cima, chovendo. Aí me despedi da minha companheira de viagem e dei umas voltinhas pelo centro de calgary, peguei o trem e fui para a universidade, peguei minhas malinhas, que havia deixado na sala de bagagens do Cascade Hall, liguei para a Julie, minha anfitriã em Montreal (via skype, via skype...) chamei um táxi e vim pro aeroporto.

    Passei no Starbucks pra procurar uma colher de plástico, pra comer meu iogurte (que sobrou das compras no super) e ouvi uma música que me parecia brasileira. Perguntei pra mocinha se era música brasileira, ela disse que sim. Achei outra brasileira, de Minas, como a do vôo. Ficamos conversando um montão. Que menina foooofa. Aliás, o atendimento em Calgary é sempre de uma doçura e bom humor que impressiona. Logo eu não poderia trabalhar aqui com público. :)

    E agora, caro leitor, são 12h15 e tenho que partir pro meu embarque, que será 12h35, para o vôo da 1h. Chego em Montreal às 7h da manhã e assim que tiver tempo eu conto mais da aventura canadense, agora na parte da diversão: Montreal e o festival de Jazz!



    domingo, maio 20, 2007

    Hello, Tio Sam



    Há umas 3 semanas recebi um email com um aceite de um trabalho que eu tinha enviado em dezembro. Aceite pro congresso mais importante da área. Vibrei. O congresso será em Calgary, no Canadá. Assim que li o email abri outra abinha no Firefox e fui no Decolar ver preços de passagens. Aí vi que os vôos faziam conexão nos EUA. Ok, já fui ver tudo o que precisava pra pedir o visto pros EUA. E em outra abinha já iniciei o preenchimento do formulário pro tal do visto. E já agendei a entrevista. Brasília era o lugar que levaria menos tempo: 40 dias. Não dava. Fiquei nervosa, tentei achar outras datas. Piorou. Ok, dormi.

    No dia seguinte voltei ao formulário, tentei encontrar outras datas, e vi que poderia solicitar uma entrevista de emergência. Solicitei. Enviei ao cônsul umas justificativas e tal. À tarde recebi um email da embaixada concedendo a entrevista. Liguei pro número lá e meia hora depois, ouvindo maquininha e apertando em várias teclinhas, consegui falar com uma 'voz humana paulista meu'. Então agendei a entrevista para a oooutra semana, dia 09 de maio, quarta-feira. E já abri uma abinha no Firefox pra procurar vôos. Outra abinha: hotel.

    Ok, vôo comprado, vários contatos no Hospitality Club (HC) para tentar identificar o melhor hotel.

    Dia 08 fui pra Brasília. Foi ótimo, cheguei lá e fui recepcionada pelo Evaristo (HC), que me esperava no aeroporto. Ele me mostrou onde era a Embaixada e demos uma volta pela Esplanada dos Ministérios e depois me deixou no hotel.

    Fiquei no hotel (St. Paul Park, SHS, Q2) direto. Depois fui no shopping e comprei uma bolsa, porque percebi que tinha esquecido de levar uma, comi uma salada de frutas e fiz a mão, que estava um caos. Voltei pro hotel e segui trabalhando.

    Na manhã seguinte, acordei cedinho e me acabei comendo no café da manhã. Depois peguei um táxi e 8 reais depois, estava na Embaixada, na super fila. Eram umas 7h e pouco da manhã. Ali pelas 8h30 acho que entrei na Embaixada, e daí, filinha, primeiro guichê, entrega de formulários, foto, IR, contracheques e extratos bancários. Senha. Senta. Espera. Sala cheia. Algum tempo depois, a senha e chamada. Outro guichê, perguntinhas rápidas, e o pedido para eu falar meu nome completo pausadamente. Depois, digitais. Senta. Espera, espera. Mesma senha novamente. E vou para a sala do Cônsul. Um loirinho, branquinho, tipicamente estadunidense. Novinho. Simpático, muito simpático. Pergunta o que vou fazer, porque não pedi o visto do Canadá primeiro. Pergunta se falo inglês, começa a falar comigo em inglês e diz algo como:

    - I won't give you the tourist visa (eu precisava de um de trânsito, na real, mas aproveitei pra pedir um de turista, assim eu poderia sair do aeroporto, se quisesse), but a business one.*

    - Oh, ok.

    - I am sure you will attend conferences also in the United States in the future.

    - Thank you.

    - You will have to pay an additional fee.

    - Ok... hmmm, but... do I have to pay it in cash?

    - No, you can pay using a credit card.

    - Oh, ok. Great. (meio abestalhada)

    - Certo, agora é só esperar pelo Sedex?

    - Sedex? Não precisarei vir aqui?

    - Pra tudo na vida tem Sedex!

    Aí não resisti e ri. Rimos. Muito fofo ele. Eu estava mega nervosa nas horas que antecederam a famigerada entrevista, mas foi muito tranquila. Ai fui no guichê do lado, paguei a bagatela de 60 dólares - pelo visto B1 (de negócios).

    Depois fui no guichê dos Correios e paguei os quase 30 reais. E fui-me embora. Peguei meu pendrive que tinha ficado lá fora (eu sabia que não poderia entrar com celular, nem levei, nem o iPod, mas não sabia que pendrive era proibido). E liguei pra minha mãe, toda feliz.




    Táxi, hotel, e tentei trocar a passagem pra voltar antes, já que inicialmente eu teria que retirar o passaporte no dia 11 à tarde. A diferença de preço era muito grande, então era isso: ficaria presa no Planalto Central até às 22h de sexta-feira. Então fiquei trabalhando, enfurnada no hotel. Lá pelas 17h, me deu fome. Desci e peguei um sanduba. Sim, eu tinha comido tanto no café da manhã, que não tinha fome.

    Depois, ali pelas 19h, o Ivan (HC) foi lá no hotel. Gente, pense num menino fofo. Muito queridinho ele. Um paulista altão, com jeitinho de gaúcho natureba, de papo solto, um abraço acolhedor e que provoca risadas fáceis.

    Voltei a trabalhar e consegui terminar tudo o que eu queria. Fiquei feliz, assim poderia passear no dia seguinte.






    Na quinta, conversei com a Helba (HC) e marcamos de sair na hora do almoço dela. Fui pra Esplanada, me perdi nos prédios e depois de muito andar, encontrei o dela. Fomos para a Feira. Depois no parque da cidade, no Pier (um shopping tipo aeroclube, mas melhor e à beira do lago artificial da cidade). Bem bonito. Daí ela almoçou. Sim, ela. Eu havia comido no café da manhã o dobro do dia anterior. Até levei o computador pro salão do café, pra ficar trabalhando e comendo... usar todo o tempo possível.

    Depois ela me deixou na Esplanada e foi o dia de tirar fotinhos. O máximo de fotos que minha máquina permitiu. Depois de saber que eu iria pros EUA, e que compraria uma máquina nova, ela resolveu pifar. Ai, ai. Mas consegui tirar algumas poucas fotos.

    Brasília (a Esplanada dos Ministérios) parece uma galeria de arte a céu aberto. A arquitetura é uma obra de arte. É linda. É uma cidade diferente. Completamente planejada. Ruas matemáticas. Impressiona. A Catedral é linda. Absolutamente lida. É legal ver aqueles prédios todos que a gente vê na tv.





    Ameeeei um lance que tem lá na Esplanada e que o pessoal deveria imitar em outros lugares. Assim, a esplanada é um lugar cheio, cheio, cheio de predinhos todos iguais, onde funcionam os ministérios. Daí tem lá um predinho com o nome Ministério do não sei o quê. Ministério não sei que lá. E por aí vai. Tem todos os ministérios. Tá, então é cheio de gente trabalhando, né. E aí tem umas barracas que vendem lanche na rua, mas os lanches são super saudáveis. Tem barraca de frutas, por exemplo, e daí eles descascam e cortam as frutas e vendem ali, in natura. O máximo. Eu peguei uma salada de frutas com granola, por 1,50.

    Ah sim, isso, achei BSB relativamente barata. É mais barata do que Salvador, sem dúvidas.

    Passei no Museu, prédio da biblioteca nacional, catedral (perfeita), ministérios, palácio do planalto, justiça, memorial JK, mais museu, Itamaraty, Congresso: senado e câmara... essas coisas todas.

    Cheguei no hotel acabada. Sim, fiz tudo à pé. Tomei um banho, descansei. E daí a Helba me chamou: vamos jantar? Vaaaaamos! Daí ela passou no hotel e fomos dar voltas pela noite de Brasília. Conheci o Aroldo e a Bárbara, amigos e colegas de casa da Helba, que é uma paraense muito, mas muito gente boa e divertida. A noite foi ótima. Tomei meu clássico Alexander, comemos filé, fritas, pizza. O pessoal bebeu cerveja... a conta toda saiu 50 reais, pra quatro pessoas. Que diferença de Salvador, né?




    Na sexta, uma friaca. Fui no shopping e comprei uma meia, porque eu esqueci minhas meias em casa. Fiz as malas, mas não me acabei no café da manhã, porque tinha combinado de almoçar com a Bárbara. Fechei a conta no hotel, deixei a bagagem lá e fui para o almoço. Cheguei 10 minutos antes, mas no lugar errado. Alguns contratempos, e 1h, depois, almoçamos. Passeei, vi artesanatos, subi na torre da tv. Dei de cara com o prédio da Capes (será um sinal?), fui no shopping, fiz hora, andei, andei, fui no hotel, peguei minhas coisas e fui pro aeroporto. Cheguei lá umas 18h e tanto e fiquei até às 22h. Meu vôo saiu mais do que na hora. Nunca vi um embarque tão cedo.

    Antes disso, fiquei trabalhando direto na praça de alimentação, jantei. Adiantei um monte meu outro trabalho. Foi perfeito.

    Cheguei em ssa pouco depois da meia noite, peguei um busum, e depois um táxi no Rio Vermelho. Home sweet home. E meu passaporte. Sim, o passaporte chegou antes de mim. Com o visto: B1/B2. Ai, que lindinho!!!



    Agora estou na correria para comprar as passagem, pedi ajuda para a UEFS, mas não sei se vou ganhar. :( Ah, sim, eu pedi ajuda pro grupo organizador da conferência, e consegui um auxílio parcial. Ótimo!!! Ah, sim, sim. Outra coisa. Na sexta-feira anterior à entrevista em BSB recebi também o aceite para um workshop em Física Moderna, em Ontario. Isso significa que ficarei uma semana em Calgary, na conferência em história e filosofia da ciência, e uma semana em Ontario, no workshop. Nesse último, eles me deram alimentação e estada, na faixa. Perfeito, não? Legal que os eventos se encaixam perfeitamente nas datas.

    O vôo já está reservado, o roteiro:

    VÔO DATA TRECHO HORÁRIO
    AA 962 19/06 São Paulo (Guarulhos)/ Dallas (DFW) 21:45/ 06:10
    AA 2081 24/06 Dallas (DFW)/ Calgary (YYC) 11:00/ 13:40
    AC 1142 29/06 Calgary (YYC)/ Montreal (YUL) 01:10/ 07:10
    AC 401 02/07 Montreal (YUL)/ Toronto (YYZ) 07:00/ 08:18
    AA 4771 07/07 Toronto (YYZ)/ Nova York (JFK) 18:35/ 20:25
    AA 951 14/07 Nova York (JFK)/ São Paulo(Guarulhos) 21:30/ 08:15


    Aliás, fica minha sugestão: Daniele, da agência Sem Fronteiras. Que tem se mostrado bastante eficiente e organizada, diferentemente de outras agências que contatei.

    Buenas, nesse meio tempo, terminei o segundo trabalho importante - e com prazo - que estava fazendo. E entreguei ontem. Agora sou uma pessoa mais livre. Vou poder dormir mair - a não ser que seja pra fazer festa. Ou seja, só dormirei pouco se for por prazer. Não que trabalhar não me dê prazer, ao contrário.

    Ai, ai, querido diário, é isso, esse é o motivo das minhas alegrias nestes últimos dias, e motivo de eu estar tão afastada daqui. Mas agora voltarei, aos pouquinhos.

    *Na real eu ganhei o visto B1 e o B2, sim, bem banana de pijama: o de negócios e turismo, respectivamente.

    terça-feira, fevereiro 06, 2007

    O reencontro: saga Maranhão, Parte II



    Ao chegar no aeroporto de São Luis fui recepcionada pela minha ex-colega de Escola Técnica, a Cristiane. A Cris está morando em São Luis, com o marido, o Bruno. Então fomos para a casa deles. Almocei lá e passei o dia com eles. Os meninos foram do aeroporto para o centro da cidade, onde tinham reserva num hotel.

    O dia lá na Cris foi tri bom, tranquilo. Casa à beira da praia, fazer nada e papear. dColocando muita conversa em dia, compartilhando opiniões sobre a vida no nordeste, falando da vida... À tardinha o Bruno fez um pão tri bom - o que me lembra de pedir a receita. Jantamos e depois eles me levaram pro meu hotel.

    Quando cheguei no hotel fiquei achando que não era lá, chiquezinho o lugar. Mas era lá mesmo. Então nos despedimos e marcamos para uma saída de barco na manhã seguinte, rumo a Alcântara. Sim, lá o onde tem a base de lançamento de satélites. Mas a base é lonjão de onde iríamos.

    Dormi tri bem, mas ainda fiquei vendo um filme na tv a cabo até altas horas. Coisa boa ter tv a cabo, né? Depois acordei cedinho e tomei um café da manhã espetacular. Ah, sim, o nome do hotel: Brisamar.

    A viagem de barco foi meio torturante, porque enjoei. Odeio isso. Gostei bastante de Alcântara, lugar tranquilo, cheio de história, prédios, ruínas. Pena que não deu para ver muitos museus, só um, o do Divino.

    Comi doce de espécie, que é um doce à base de côco, tri bom. E no almoço, uma peixada maranhense. Estava boa também.

    Fazia um calorão, e dei sorte dos colegas de trabalho do Bruno estarem planejando esta viagem para Alcântara no findi, aí eu fui com eles. Tinha uma menina bem legal, que me lembrou, o sorriso, a Ana, ex-estagiária do serviço da minha mãe, e foi com quem eu dividi a peixada.

    A volta foi bem melhor, não enjoei. A Cris e o Bruno me deixaram no hotel e combinamos de eu ir dormir lá no sábado. Ah, sim, porque eu troquei minha passagem, na sexta-feira, lá em Fortal. Em função do email que recebi do coordenador do programa de Doutorado, dizendo que eu não poderia fazer a prova no dia 07 (é assim, é que eles mudaram as datas do processo seletivo, e mudaram depois que eu já tinha planejado minha viagem pro maranhão). Mas, como era uma seleção, né, eu fui lá e troquei a passagem, e desembolsei 260 reais a mais. Sorte que não tive que gastar 500 a mais, mas também fiquei com uma conexão terrível.

    Ah, quando eu cheguei no hotel o Fábio estava lá. Sim, porque o hotel que os meninos haviam reservado era muito ruim, então eu ofereci pra ele ficar lá no quarto comigo, já que minha diária era para duas pessoas.


    Fotinhos do findi, aqui: http://katemari.multiply.com/photos/album/46

    O começo: saga Maranhão, Parte I




    Para fazer um pouco diferente, vou dividir o relato da minha viagem em algumas partes. Tentarei não fazer um post gigante.

    Roteiro inicial:

    26/jan, sexta-feira: saída para Fortaleza, vôo às 6h
    27/jan, sábado: saída para São Luis, vôo às 9h30
    06/fev, terça-feira: volta de São Luis direto para Salvador. Algum horário decente.

    Como o vôo era às 6h da madruga, tinha que estar no aeroporto às 5h, então pedi um táxi para às 4h. Já que o aero em Salvador é no fim do mundo. Liguei pro Edu, amigo do João. Uma gracinha o menino. Sim, um menino. Ele é bem novinho, e ficava me chamando de senhora. Muito engraçado. Todo profissional ele. Gostei.

    Era noite de Festival de Verão, então ainda pegamos um pequeno congestionamento lá na Paralela. E o Edu recebeu uma ligação duma cliente, pedindo para buscá-la no Festival. Legal, assim ele garantiu uma corrida na volta.

    Cheguei em Fortal e liguei pro Luciano, que foi me buscar no aeroporto. Senti-me chegando em Porto Alegre, porque o Lu tem um carro igual ao da minha mãe. Aí fomos para a casa dele. Ficamos batendo papo. Depois ele me deixou na manicure e foi trabalhar. Fiz a mãe e depois fui caminhar pela cidade. Andei pra lá e pra cá. Andei horrores, na real. E caminhei na praia, e em shoppings, e consegui um mapinha no centro de informações turísiticas. Ótimo mapa. E de graça.

    Depois voltei pra casa do Lu, à pé, e daí ele foi pra lá pra gente sair pra almoçar. Comemos no shopping. Comi uma salada tri boa. Então ele me deixou no Mercado Central e foi trabalhar. Fiquei zanzando no Mercado e depois fui até o Centro Cultural Dragão do Mar. Bem legal. De lá segui pela orla, caminhando tuuuuuudo, vi o pôr-do-sol, tomei água de côco, conheci uma cearense apaixonada por Gramado, e voltei para a casa do Lu. À pé.

    Cheguei, tomei um banhinho e fui descansar, mas logo em seguida o luciano chegou. Ficamos de papo. Depois a Ju, namorada do Lu, chegou, e fomos jantar. Comemos uma pizza tri boa, mas eu não estava com fome. Estava muito cansada. Não havia dormido até então, desde o dia anterior, e andado pra caraaaaaaaaalho. Depois demos umas voltas de carro pela cidade e fomos pra casa.

    Dormi feito uma pedra. E na manhã seguinte o Lu me levou no aeroporto. Lá encontrei com o Helder, o Fábio Freitas e o Fábio Pena, que também estavam indo pra São Luis, mas ficaram desde a meia-noite no aeroporto, matando o tempo.

    Ah, sim, por que eu passei uma noite em fortal, e os meninos ficaram tanto tempo no aeroporto? Porque é muuuuito mais barato. 470 reais mais barato. O vôo que eu peguei no dia 27 era o mesmo que peguei dia 26. Ele tem escala em Fortal, mas só pelo fato de eu descer e subir denovo, mesmo pagando mais taxa de embarque, sai muito mais barato. Vai entender estas companhias aéreas, né?