Chego do trabalho e tem aquela banquinha de tapioca delicia bem na frente do ponto de onibus, não resisto. Enquanto aguardo minhas tapiocas...
- A senhora é professora?, pergunta o sr que faz os pedidos e recebe os pagamentos
Eu começo a rir e respondo:
- Sou, por quê? É a roupa de professora, é? (jeans bege, camiseta preta lisa)
- Da UEPB, é?
- Não, da UFCG.
- É professora de quê?
- Física.
- Ah, entrou no último concurso, foi?
- Foi... (e continuo rindo, né?)
Daí a senhora que tá lá fazendo as tapiocas resolve falar também.
- Ah, física! Minha filha também estuda física.
- Ah, que legal!, eu disse.
- É, agora ela tá preparando as coisas pro doutorado. Ela é que nem você, gosta dessas maluquices.
Ele pergunta:
- Mas não é daqui, não? Veio de fora?
- É, sou de Porto Alegre.
Ela pergunta:
- E veio com a família toda?
- Não, só eu.
As tapiocas ficaram prontas, graças a Deus!!!
Daí ele diz:
- Seja bem vinda!
- Obrigada.
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sexta-feira, setembro 13, 2013
quinta-feira, setembro 23, 2010
Querido diario, eu pequei.
Eu juro que eu nunca mais na minha vida inteirinha eu vou comer um monte de cookies gostosos, fresquinhos e cheios de chocolate.
Eu juro! Oh, Oh, tah jurado!
Eu juro! Oh, Oh, tah jurado!
sexta-feira, setembro 17, 2010
Das descobertas
Manga tem caroço!!!
Pois, outro dia comi manga e, adivinha, eu gostei!
Acho que agora sou uma comedora de manga.
É importante adicionar que a manga que comi não tinha cheiro de manga, o que ajudou muito. Cheiro de manga dá-me náuseas.
Pois, outro dia comi manga e, adivinha, eu gostei!
Acho que agora sou uma comedora de manga.
É importante adicionar que a manga que comi não tinha cheiro de manga, o que ajudou muito. Cheiro de manga dá-me náuseas.
quarta-feira, maio 26, 2010
Metida a barista
A novidade pros lados de cá é meu brinquedinho recém adquirido, uma máquina de café expresso DeLonghi EC155, que só falta fritar ovo.
Estou amando tomar expresso todos os dias, fresquinho, e tomar latte, fazendo o leite ficar cheio de espuminha. Uma delícia, delícia.
Claro que fico lendo tudo sobre café e sobre máquinas e sobre expressos. Sabe como é, tenho que entender minimamente da coisa enquanto estou no auge da empolgação.
Então passa agqui qualquer hora prum cafezinho!
quinta-feira, fevereiro 25, 2010
Meu primeiro pão de queijo
Outro dia fui numa janta na casa de uma colega aqui da faculdade em que cada um levava um pratinho (aliás, isso é tão, tão, tãaaaaaaaaao comum aqui, chama-se potluck. O bacana é que, como é institucionalizado, nem rola constrangimento de pedir pra se levar alguma coisa. Dá pra fazer listinha antes do que cada um vai levar, se quiser, ou até pedir para que se leve especificamente isso ou aquilo).
Eu resolvi por meus dotes culinários - e minha super habilidade de ler instruções em pacotinho - e fiz minha primeira leva de pão de queijo. Sim, pão de queijo de pacotinho, mas tem que ter a manha, tá. Não é assim, só colocar ovos e água e deu. Não! Tem que sovar. Como não queria fazer melequêra (sic) na minha mão, usei uma colher de pau e mexi a massinha. É a mesma coisa que sovar, não é?
Só sei que meus pães de queijo ficaram lindos, maravilhosos e super super super gostosos. Fiquei me sentindo praticamente mineira criada no interior com forno à lenha.
Eu resolvi por meus dotes culinários - e minha super habilidade de ler instruções em pacotinho - e fiz minha primeira leva de pão de queijo. Sim, pão de queijo de pacotinho, mas tem que ter a manha, tá. Não é assim, só colocar ovos e água e deu. Não! Tem que sovar. Como não queria fazer melequêra (sic) na minha mão, usei uma colher de pau e mexi a massinha. É a mesma coisa que sovar, não é?
Só sei que meus pães de queijo ficaram lindos, maravilhosos e super super super gostosos. Fiquei me sentindo praticamente mineira criada no interior com forno à lenha.
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
Pequenos prazeres
Sexta-feira, dia que não tenho aulas nem tenho que ir trabalhar. Coisa boa: desligar o alarme quando toca pela manhã, virar pro lado e dormir mais um pouquinho; tomar café da manhã, ver desenho, bater papo; preparar comidinhas, pegar roupitchas novas que chegaram pelo correio, nadar na hora do almoço; voltar pra casa e comer um almocinho bem gostoso, depois café e um delicioso pastel de nata que chegou ontem à noite diretamente do Porto.
terça-feira, outubro 20, 2009
Rio2 - o final da saga de verão(US)/inverno(BR)
Ou senta, que lá vem a história...
Cheguei no Rio e peguei um busum direto pra Niteroi. O onibus chegou rapidinho no aeroporto mas demorou um seculo num engarrafamento. Entretanto foi bacana andar pelo Rio de onibus; passei pelo campus da universidade federal, pela Fiocruz (eu acho tao fofo ver aquele predinho lah no alto), pelos pilares com as mensagens do Gentileza... foi bacana.
Fui ateh o fim da linha do onibus e liguei pra Ana, que foi me buscar de carro. Cheia das mordomias, fala serio!
Fomos pra casa e almocamos uma comida tri boa. Hmmmm arroz e feijao... hmmm salada de cenoura com queijo... tri bom, tri bom.
Depois fomos tirar foto para o visto e passear no shopping. No dia seguinte a Ana foi comigo, tadinha, ateh o consulado. Levantamos cedo e, pela primeira vez, peguei a barca de Niteroi para o Rio. Nossa, eh tao rapidinha a travessia.
No consulado foi tranquilo, como se esperava. Ah, vi uma famosa por lah, a Cristiana Oliveira, com o baby namorado. O menino com cara de bebe, um gurizinho. Parece que ele nao ganhou o visto...
O que doeu na alma foi pagar 240 reais para o meu passaporte ser enviado como encomenda expressa. Se eu esperasse o tempo normal a previsao de entrega seria para 15 de setembro. Palhacada, neh.
No consulado do Rio eles nao utilizam o servico dos Correios mas da TNT. Po, 240 reais para mandar meu passaporte pra Poa! Eu paguei 140 reais a passagem pra Poa.
Ao sairmos do consulado passamos numa feirinha que acontece no inicio do mes, terca, quarta e quinta, ali quase na frente da estacao das barcas. Nooooossa, tudo de bom. A gente ficou um tempao lah, olhando as coisinhas mas, acima de tudo, batendo papo. Conversamos horrores com as expositores. Super queridas. E eu cai em tentacao, eh claro, e comprei mais penduricalhos. Po, mas meu anel novo eh lindo de morrer. E minha bolsa eh super fofa. Sim, o colar e os brinquinhos tambem...
Fomos pra casa, almocamos e dai fomos num dos lugares com a vista mais bonita que eu ja vi no Rio: o parque da cidade. Eh indescritivel, belo, fenomenal. Vale a visita.
Lah em cima fomos atacadas por saguis. Po, os macaquinhos sao "sinistros". Muito divertido. Ah, e a Ana e a Carol foram comidas por mosquitos, tadinhas. Depois passamos numa das sedes do BB e de lah fomos pra casa. Ganhei caroninha denovo pro aeroporto e nao tinha qualquer congestionamento dessa vez. Chegamos cedinho, fiz meu check-in na maquininha - pra evitar que as vaquinhas da TAM inventassem de despachar minha mala e fomos pra praca de alimentacao.
O Dani ficou de ir no aeroporto para eu entregar o iPod. Ele chegou nos 45 do segundo tempo.
Quando eu embarquei jah estavam chamando meu nome no alto-falante. Gente apressada!
Cheguei em Porto e minha tia estava me esperando. Chegamos em casa e eu resolvi bater na porta, ao inves de entrar. Eu nao queria que minha maezinha infartasse. Ah, sim, ela nao sabia que eu ia pra Porto.
Dai meus dias em Porto Alegre foram soh alegria: comer, beber e dormir. Com enfase no dormir.
Foi tao bom passar uns diazinhos em casa com minha maezinha. Ir nos restaurantezinhos naturebas de Porto. Ai que saudades de comida gostosa, saudável e barata.
Na quinta-feira a noite chegou meu passaporte. Alivio, missão cumprida. Ah, e na quinta fomos num super show do Lenine, foi oooootimo! Lenine eh barbaro. Uma mina gritou da platéia: gostoso!!! Ok, Lenine é bárbaro, mas gostoso...
Encontrei com a Eliane no aniversário da Mari, numa pizzaria na Cristóvão. Ê, tradição. Vi minha afilhada linda e fofa. Nossa, ela está tão gigante e enorme e querida. Se isso não é sinal de que eu estou ficando velha, eu não sei o que é!
No sabado fomos na Feira Nacional do Calcado, em Novo Hamburgo. Nossa, Novo Hamburgo. Essa cidade sempre me faz lembrar do Nelson, da Deise, da Mariana (que está um mulherão), do Gaspar. Novo Hamburgo, Novo Hamburgo... caminhamos horrores pelos pavilhões e só encontrei dois lugares com calçados que me serviam. Absurdo, né? Isso é uma coisa boa dos istêites, tem calçados para meus pezinhos (mesmo que tenham sido fabricado no Brasil! Sério.). Mas sei que comprei uma bota pela qual estou apaixonada. Ela é linda e ótima e ultra confortável. Melhor compra dos últimos tempos!
Falando em compras, o espírito consumista baixou nesta pessoa aqui durante a estada no Brasil, né? Diferença cambial é uma merda. Enfim, comprei mais penduricalhos. Agora sem ser na versão semente, folhinhas, mamãe-eu-sou-exótica, mas na versão pérolas, brilhinhos e eu-sou-chique-benhê.
Demos voltinhas no Brique de sábado e, na maior das casualidades, encontrei com o Maicon e com o Adriano. Foi tão bom revê-los. Imagina: eles moram em Pelotas e foram só passar sexta e sábado em Poa! Ah, as coincidências da vida...
Ao final da minha segunda viagem a terrinha, enchi a mala de feijão, café, pão de queijo, proteína de soja texturizada (acredita que é difícil encontrar aqui??? Aliás, pode me mandar pelo correio, tô aceitando). Como praticamente não levei roupas dessa vez, já que ia pra casa, eu fiz a festa. Só não coloquei mais coisa porque não tinha como carregar. Não precisei fazer supermercado sério por um mês. Ainda tenho comidinhas brasileiras. Ao entrar nos Estados Unidos da América, na maior cara de pau, quando perguntada se tinha algum alimento na mala eu disse que não. Sou besta, por acaso?
Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Perdi uma semana de aula, mas não foi nada demais. Demorou um tempo até que eu colocasse a casa em ordem (uns dois meses), fui a falência por causa da grana inesperada que tive que gastar, mas não fiquei super triste. Eu sabia que seria apenas uma questão burocrática e financeira, que tenho amigos com quem posso contar (não tenho como agradecer a Ana, no Rio) e que a emergência não era por nenhuma questão de saúde.
Ah, sim, pára tudo. Volta um pouco. Agora lembrei. Nesta brincadeira toda é claro que eu arranjei alguma pereba, né? Nem foi pereba, mas arranjei uma inflamação num tendão aí no ombro. Reza a lenda que foi por causa da natação diária combinada com os longos vôos seguidos e pouco descanso. Então fui no médico no Brasil, no SUS, e tomei remedinhos por 10 dias. Eu mal podia vestir minhas calças sozinha. A dor era tal que eu cheguei às lágrimas num dos dias. Sinistro. Mas melhorei. Depois fui na médica aqui também, ela revisou, e agora estou melhor. Sim, continuo nadando. Não diariamente, porque não tenho tempo, mas três ou quatro vezes por semana.
Voltando... então, eu estava tranquila porque a emergência da viagem não era por motivo de saúde. Algo que sempre me preocupa é que algo aconteça com minha mãe enquanto eu esteja longe, nos Estados Unidos, na Bahia, ou na pqp. Se minha mãezinha está bem, então está tudo bem.
E esta foi minha saga consular para encerrar meu primeiro verão estadunidense.
Cheguei no Rio e peguei um busum direto pra Niteroi. O onibus chegou rapidinho no aeroporto mas demorou um seculo num engarrafamento. Entretanto foi bacana andar pelo Rio de onibus; passei pelo campus da universidade federal, pela Fiocruz (eu acho tao fofo ver aquele predinho lah no alto), pelos pilares com as mensagens do Gentileza... foi bacana.
Fui ateh o fim da linha do onibus e liguei pra Ana, que foi me buscar de carro. Cheia das mordomias, fala serio!
Fomos pra casa e almocamos uma comida tri boa. Hmmmm arroz e feijao... hmmm salada de cenoura com queijo... tri bom, tri bom.
Depois fomos tirar foto para o visto e passear no shopping. No dia seguinte a Ana foi comigo, tadinha, ateh o consulado. Levantamos cedo e, pela primeira vez, peguei a barca de Niteroi para o Rio. Nossa, eh tao rapidinha a travessia.
No consulado foi tranquilo, como se esperava. Ah, vi uma famosa por lah, a Cristiana Oliveira, com o baby namorado. O menino com cara de bebe, um gurizinho. Parece que ele nao ganhou o visto...
O que doeu na alma foi pagar 240 reais para o meu passaporte ser enviado como encomenda expressa. Se eu esperasse o tempo normal a previsao de entrega seria para 15 de setembro. Palhacada, neh.
No consulado do Rio eles nao utilizam o servico dos Correios mas da TNT. Po, 240 reais para mandar meu passaporte pra Poa! Eu paguei 140 reais a passagem pra Poa.
Ao sairmos do consulado passamos numa feirinha que acontece no inicio do mes, terca, quarta e quinta, ali quase na frente da estacao das barcas. Nooooossa, tudo de bom. A gente ficou um tempao lah, olhando as coisinhas mas, acima de tudo, batendo papo. Conversamos horrores com as expositores. Super queridas. E eu cai em tentacao, eh claro, e comprei mais penduricalhos. Po, mas meu anel novo eh lindo de morrer. E minha bolsa eh super fofa. Sim, o colar e os brinquinhos tambem...
Fomos pra casa, almocamos e dai fomos num dos lugares com a vista mais bonita que eu ja vi no Rio: o parque da cidade. Eh indescritivel, belo, fenomenal. Vale a visita.
Lah em cima fomos atacadas por saguis. Po, os macaquinhos sao "sinistros". Muito divertido. Ah, e a Ana e a Carol foram comidas por mosquitos, tadinhas. Depois passamos numa das sedes do BB e de lah fomos pra casa. Ganhei caroninha denovo pro aeroporto e nao tinha qualquer congestionamento dessa vez. Chegamos cedinho, fiz meu check-in na maquininha - pra evitar que as vaquinhas da TAM inventassem de despachar minha mala e fomos pra praca de alimentacao.
O Dani ficou de ir no aeroporto para eu entregar o iPod. Ele chegou nos 45 do segundo tempo.
Quando eu embarquei jah estavam chamando meu nome no alto-falante. Gente apressada!
Cheguei em Porto e minha tia estava me esperando. Chegamos em casa e eu resolvi bater na porta, ao inves de entrar. Eu nao queria que minha maezinha infartasse. Ah, sim, ela nao sabia que eu ia pra Porto.
Dai meus dias em Porto Alegre foram soh alegria: comer, beber e dormir. Com enfase no dormir.
Foi tao bom passar uns diazinhos em casa com minha maezinha. Ir nos restaurantezinhos naturebas de Porto. Ai que saudades de comida gostosa, saudável e barata.
Na quinta-feira a noite chegou meu passaporte. Alivio, missão cumprida. Ah, e na quinta fomos num super show do Lenine, foi oooootimo! Lenine eh barbaro. Uma mina gritou da platéia: gostoso!!! Ok, Lenine é bárbaro, mas gostoso...
Encontrei com a Eliane no aniversário da Mari, numa pizzaria na Cristóvão. Ê, tradição. Vi minha afilhada linda e fofa. Nossa, ela está tão gigante e enorme e querida. Se isso não é sinal de que eu estou ficando velha, eu não sei o que é!
No sabado fomos na Feira Nacional do Calcado, em Novo Hamburgo. Nossa, Novo Hamburgo. Essa cidade sempre me faz lembrar do Nelson, da Deise, da Mariana (que está um mulherão), do Gaspar. Novo Hamburgo, Novo Hamburgo... caminhamos horrores pelos pavilhões e só encontrei dois lugares com calçados que me serviam. Absurdo, né? Isso é uma coisa boa dos istêites, tem calçados para meus pezinhos (mesmo que tenham sido fabricado no Brasil! Sério.). Mas sei que comprei uma bota pela qual estou apaixonada. Ela é linda e ótima e ultra confortável. Melhor compra dos últimos tempos!
Falando em compras, o espírito consumista baixou nesta pessoa aqui durante a estada no Brasil, né? Diferença cambial é uma merda. Enfim, comprei mais penduricalhos. Agora sem ser na versão semente, folhinhas, mamãe-eu-sou-exótica, mas na versão pérolas, brilhinhos e eu-sou-chique-benhê.
Demos voltinhas no Brique de sábado e, na maior das casualidades, encontrei com o Maicon e com o Adriano. Foi tão bom revê-los. Imagina: eles moram em Pelotas e foram só passar sexta e sábado em Poa! Ah, as coincidências da vida...
Ao final da minha segunda viagem a terrinha, enchi a mala de feijão, café, pão de queijo, proteína de soja texturizada (acredita que é difícil encontrar aqui??? Aliás, pode me mandar pelo correio, tô aceitando). Como praticamente não levei roupas dessa vez, já que ia pra casa, eu fiz a festa. Só não coloquei mais coisa porque não tinha como carregar. Não precisei fazer supermercado sério por um mês. Ainda tenho comidinhas brasileiras. Ao entrar nos Estados Unidos da América, na maior cara de pau, quando perguntada se tinha algum alimento na mala eu disse que não. Sou besta, por acaso?
Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Perdi uma semana de aula, mas não foi nada demais. Demorou um tempo até que eu colocasse a casa em ordem (uns dois meses), fui a falência por causa da grana inesperada que tive que gastar, mas não fiquei super triste. Eu sabia que seria apenas uma questão burocrática e financeira, que tenho amigos com quem posso contar (não tenho como agradecer a Ana, no Rio) e que a emergência não era por nenhuma questão de saúde.
Ah, sim, pára tudo. Volta um pouco. Agora lembrei. Nesta brincadeira toda é claro que eu arranjei alguma pereba, né? Nem foi pereba, mas arranjei uma inflamação num tendão aí no ombro. Reza a lenda que foi por causa da natação diária combinada com os longos vôos seguidos e pouco descanso. Então fui no médico no Brasil, no SUS, e tomei remedinhos por 10 dias. Eu mal podia vestir minhas calças sozinha. A dor era tal que eu cheguei às lágrimas num dos dias. Sinistro. Mas melhorei. Depois fui na médica aqui também, ela revisou, e agora estou melhor. Sim, continuo nadando. Não diariamente, porque não tenho tempo, mas três ou quatro vezes por semana.
Voltando... então, eu estava tranquila porque a emergência da viagem não era por motivo de saúde. Algo que sempre me preocupa é que algo aconteça com minha mãe enquanto eu esteja longe, nos Estados Unidos, na Bahia, ou na pqp. Se minha mãezinha está bem, então está tudo bem.
E esta foi minha saga consular para encerrar meu primeiro verão estadunidense.
quinta-feira, junho 18, 2009
Pessach, Passover, Páscoa Judaica

Apesar de morar décadas em Porto Alegre, de ter freqüentado (nova norma ortográfica de c* é r*) o Bom Fim e de ter interesse por religiões e povos e costumes, eu não sabia nada sobre judeus até o começo deste ano. Não que agora eu saiba muita coisa, mas nestes poucos meses de 2009 aprendi mais sobre o povo judeu do que em toda a minha vida.
Claro que esse aprendizado se deu da maneira mais conveniente possível: viajando e comendo.
Primeiro tive a experiência de passar alguns dias na Alemanha e através do Memorial aos Judeus Assassinados na Europa (página em inglês)eu pude aprender um pouco sobre o que foi o Holocausto (A lista de Schindler, O diário de Anne Frank, O pianista etc., ajudam mas não dão conta do recado). Dá uma olhada no panfleto informativo do museu (em português).
Depois tive a oportunidade de passar o Pessach com uma família judaica. Foi excelente. Comi e bebi até quase morrer. Um monte de comidas boas, um monte de vinho, muitas risadas, muita gente bacana, uma tradição muito bonita. Na foto acima, estou lendo o livrinho com a história que todas as famílias judaicas contam/lêem/relembram durante o Pessach, em todo o mundo. Ao meu lado está um casal Polonês: Agnieska e Lukasz. O Lukasz é bolsista Fulbright e esteve comigo na orientação em Miami. Eu fui convidada a participar do Seder do Pessach e podia convidar mais duas pessoas, então convidei esse casal super fofo. Adoro os dois. A gente leu a história, comeu as comidinhas, bebeu o vinho, fez todas as coisinhas.
Tem também a convivência com alguns alemães com quem tenho intimidade suficiente para perguntar tudo-o-você-sempre-quis-saber sobre a relação alemães contemporâneos-história dos judeus na Alemannha. Além da convivência com amigas e amigos de origem judaica. Agora tenho até uma colega de casa judia. Não, ela não come porco e usa esponja separada para lavar a louça, para não correr o risco de ter contato com algo que tenha tido contato com porco.
Durante esses meses por aqui, aprendi sobre o que é Kosher e todas essas coisas. Tenho amigos etnicamente judeus mas não reliogiosamente judeus. E tem os meio religiosos, assim como o bando de meio-católicos que tem no Brasil.
Uma particularidade de morar em Nova York é que a cidade concentra a maior população de judeus do mundo. E, quem diria, a comunidade judaica começou aqui porque uns judeus que moravam em Recife decidiram se mudar, em busca de livre expressão religiosa. Sorte minha, que estou na parte do mundo em que a versão judia de Babka pegou e colou! (e faz de conta que cada fatia dessa delícia não tem 500 calorias.)
Então ficamos assim: como babka e comidinhas do Pessach por aqui e tapioca lá na Sé, em Pernambuco.
segunda-feira, junho 15, 2009
Greer, Carolina do Sul.
No feriadão do Memorial Day (última segunda-feira de maio, 25 de maio, em 2009) eu fui pruma super viagem de carro pelas estradas dos Estados Unidos. O destino: Carolina do Sul.
Um amigo estava de aniversário. Os pais dele mora na Carolina do Sul e queriam que ele fosse para lá. Ele disse que iria, mas levaria uns amigos... no total fomos quatro num carro, quatro noutro carro, um menino numa moto e mais quatro pessoas num avião. Sim, num avião, já que um dos meninos é piloto e o negócio da família é voar para todos os lados. Eu estava num dos carros.
Na ida paramos numa cidade no estado de Virginia, onde passamos a noite e saímos cedinho pela manhã. Nossa anfitriã, couchsurfer, hospedou todo mundo (menos as quatro pessoas do outro carro, que dirigiram diretaço). Era uma mina muito louca, gente boa, toda ligada em arte. Sabe, né? Essa coisa artista-porra-louca-natureba-que-enche-a-cara. Pois. A casa era uma história à parte: uma bagunça, uma sujeira, nossa! E havia apenas uma regra: descarga no banheiro era permitida apenas para sólidos. Argh! Foi divertido. Eu me diverti, pelo menos.
Na manhã seguinte continuamos na estrada e chegamos ao destino final no meio da tarde. São umas 13 horas de viagem de Nova York até Greer, a cidade dos pais do Jay. Cruzamos diversos estados na ida e na volta (voltamos por um caminho diferente da ida). Foi uma viagem super cansativa, mas que valeu a pena cada minuto.
Saímos no final da tarde de sexta-feira. Na manhã de sábado tomamos café da manhã num lugar todo estiloso e natureba, onde o cardápio permitia transformar pratos vegetarianos estritos em ovolactovegetarianos. Sim, sim... não o contrário. O padrão é ser tudo vegano. Minha amiga Carol iria amar. Depois disso: estrada. Chegamos nos pais do Jay: paraíso. Uma linda casa, à beira de um lindo lago e uns anfitriões super fofos.
Fomos dar uma volta de barco para conhecer o lago. Ah, sim, eles têm um barco no quintal. Ah, sim, o quintal é literalmente à beira do lago. Depois do passeio, uma janta com prato típico sulita: low country boil, uma receita com batata, camarão, salsichão e milho verde. Delícia! Ah, detalhe, servidos sobre folhas de jornal. (Já tô vendo o povo se revirando no Brasil e falando que é anti-higiênico.)
Barriga cheia, lagartear um pouco. Ok, sem sol, apenas mosquitos, e preparar-se para a noite: line dancing!
Ah, meu filho, em Roma, haja como os Romanos! E lá fomos nós para a pista de dança e lá fui eu tentar fazer os passinhos. Foi muito divertido. E o preço das coisas??? Eu quero me mudar pro sul! Encher a cara lá deve ser um espetáculo, é muito barato, em comparação com Nova York.
Na manhã seguinte fomos à igreja. Assistimos uma cerimônia Batista não-tradicional. Rola uma cerimônia tradicional (para os mais velhos, dizem eles) num outro horário. Bacana que rolava comida. Tinha uma mesa no fundo, com cafés, chás, bagels, cereais... e a cerimônia foi na quadra de esportes da igreja. Detalhe: com power point! Perdoai-os, Senhor.
De lá, seguimos para um café da manhã. Espetáaaaaaaaaculo! Depois voltamos pra casa e ficamos jogando vôlei no lago, andando de barco e curtindo esportes aquáticos. Não, eu não fiz nenhum dos esportes/brinquedinhos (esqui aquático e outros dois que não lembro o nome), só fiquei dentro d´água, jogando bolinha pra lá e pra cá. Aí, todo mundo cansado, já fora d´água, a Silvinha pergunta o que era aquilo nos pés dela. O Amit olha e diz... ah, são sanguessugas. Hein? Todo mundo olha pros pés. Estávamos cheios de minúsculas sanguessugas. Argh que nooooooooooooojo!!! Nunca tinha visto uma sanguessuga na vida. Eu achei que fosse morrer. Tá, menos. Mas achei muito nojento.
Nem preciso dizer que ninguém mais brincou no lago, né?
Banhinho bom. Filminho no DVD. E churrasco estadunidense na janta. Foi meu primeiro churrasco. É bonitinho, como nos filmes. Mas meu churrasco teve um tempero especial: chimichurri. É que os pais do Jay têm amigos uruguaios e eles gostaram de chimichurri, então esses amigos sempre dão pra eles. Tri, né? Êta, mundo pequeno.
O final de domingo foi regado à jogos de tabuleiro, conversas e afins.
Na segunda-feira saímos cedinho pela manhã, pegamos a estrada e cheguei na minha casinha 14 horas depois. Dia longo.
Alguns dias depois os pais do Jay mandaram um email para todos nós, agradecendo o presente (nós compramos flores, cartão e um vale-presente), convidando para voltarmos e pedindo para enviarmos fotos. Muito fofos.
E essa foi minha primeira experiência pelo sul deste grande país.
segunda-feira, janeiro 12, 2009
Viagem no tempo
Ok, pessoas, agora vou partir para minha viagem ao futuro. Saio agora à tarde de Nova York e chego em Berlim amanhã pela manhã (temos 6 horas de diferença).
O legal é que na volta eu saio de lá na segunda-feira pela manhã e chego aqui na segunda pela tarde. Uma viagem para o passado.
sábado, janeiro 10, 2009
Oriente-médio
Druze, e eu não sei o nome correto em português, é uma comunidade religiosa de origem islâmica. E a pedida para a noite de sábado foi uma jantinha num restaurante de comida típica desse povo, que é encontrado originalmente na Síria, Líbano e Israel. Como eu não conheço a culinária desses países, não sei dizer no que, especificamente, a comida dos Druze diferencia-se das da região do oriente-médio.
Eu comi uma espécie de pão recheado com queijo de cabra TRI bom, acompanhado duma saladinha com tabule. Estava uma delícia.
O restaurante é bem pequeno. Destaque para a garçonete que nos atendeu, uma fofura, uma menina super simpática e doce que veio de Israel, a mãe mora lá ainda e é professora de ensino fundamental.
Serviço
Restaurante: Gazala Place
Endereço: 709 9th Ave, New York, NY 10019 - entre as ruas 48 e 49.
Telefone: (212) 245-0709
Precinho camarada.
segunda-feira, janeiro 05, 2009
Afônica
Estou quase sem voz e apostando no meus chazinhos. Antes eu já tinha um pé meio natureba, agora aqui nos istêites, vou virar mais. Tudo aqui é tão cheio de conservantes, acidulantes, edulcorantes, anabolizantes (sic) que tenho que dar umas radicalizadas e comprar produtos "orgãnicos", vê se pode!
O chazinho da noite de hoje ganhou aliados. Receita de hoje:
Coloque numa panela (e leve ao fogo, ne, xuxu)
- duas xícaras de água
- 1 dente de alho picado ou amassado, ou semi cortado
- 3 paus de canela
- um punhadinho de cravos-da-índia
- 1/2 limão em pedacinhos (antes da uma expremida no limão e coloca o sumo numa xícara, deixa esperando)
- um monte de pedacinhos de gengibre, tacalhe um monte, mas tudo em pedacinho pequeno, ou ralado. Dá umas duas colheres de sopa de gengibre ralado.
Pega um pouco desse gengibre ralado e coloca na xícara, junto com o suco de limão.
Deixa ferver bastante a água.
Daí coloca duas colheres de sopa de mel na xícara (aquela com o suco e o gengibre). Depois despeja o chá quentinho na xícara. Não, precisa colocar tudo na xícara, coa, né meu anjo!
Fica uma delícia. A garganta agradece.
domingo, janeiro 04, 2009
Dimanche
Quando fui dormir ontem à noite eu me senti meio estranha, daí tomei um leitinho com mel.
Acordei com a garganta doendo. 5h da manhã. Aí tomei própolis e barita. Deitei.
Acordei quase 1h da tarde, quase sem voz.
No meio da tarde tinha a sensação de que estava com febre. Verifiquei. Alarme falso.
Fiz uma sopa dos deuses hoje.
1 maço gigante de couve. Corta em tirinha fininhas. Refoga com alho (sem óleo, sem cebola, sem sal).
2 cebolas grandes. Refoga. (sem óleo, sem sal).
Mistura a cebola já douradinha e a couve.
Pega um feijão pronto, tempera com cominho, páprica defumada, sal. Enche de água. Ferve, ferve. Mistura na couve com cebola.
Aí leva essa mistureba no fogo e deixa fervendo.
Noutra panela pega água e põe pra ferver com caldo de carne. Depois junta um tanto de aveia em flocos grossos. Sim, aveia. Acerta o sal. Deixa ferver.
Pega a "varinha mágica" (ou o mixer de mão) e dentro da panela do feijão com a couve, dá uma triturada. Só pra couve não ficar toda inteira. É rápido, dá umas passadas pra lá e pra cá.
Mistura o caldo de avei lá na panela da couve com feijão.
Deixa ferver mais um pouco.
Tá pronto.
Ficou triiiiiiiiiiiii boa.
Agora à noite vou fazer um chazinho de gengibre com limão e mel. Deitar e dormir. E tratar de ficar boazinha.
quarta-feira, dezembro 24, 2008
Uma vaca, mas em forma!
Primeiro foi o Häagen-Dazs, que é uma maravilha, eu amo, e já era tarada por ele no Brasil, mas era muito caro pro meu bolso. Agora aqui, terra do Häagen-Dazs (sim, o sorvete nasceu no Brooklyn), é que eu caí em tentação de vez porque é super barato - comparativamente ao Brasil.
Duas semanas comendo o sorvetinho e minha nutricionista me puxou a orelha, ok, cortei. Eu tentei o sorvete do Vigilantes do Peso, mas não gostei; daí tentei o da vaquinha e me apaixonei. É tri bom e satisfaz a vontade de doce. A nutricionista aprovou.
Esta semana eu tentei um outro sabor da vaquinha, o de torta de morango. Pra quê? Pra queeeeee, Deus meu??? É tri bom!
Pelo menos tem apenas 140 calorias, acho que 3g de fibras e 0g de gordura. Ou algo assim. Sim, porque eu estou uma vaca de gorda nesta terra, mas quero ver se consigo ficar uma vaca em forma!
terça-feira, dezembro 16, 2008
Quase em férias!
Falta pouquinho. Mais dois dias e serei livre. Mas perderei minha coleguinha de casa favorita. Esta semana fizemos bolinhos; eu fiz um bolo integral e ela fez um cheescake (na verdade era um flan, mas deu errado e o sabor ficou de um cheescake maravilhoso).
Uma lembrancinha desta semana.
Falta pouco, falta pouco.
sábado, fevereiro 09, 2008
Sol e preguiça
Cheguei quinta-feira de viagem. Todo mundo perguntando por que não voltei no domingo e eu, que sou bem otária, disse que daria aula na sexta. Que dúvida, né, na quinta à tarde um (dos dois alunos) me manda um email dizendo que não vai. Daí corri pra avisar o outro e suspender a aula. A vantagem de uma turma desse tamanho é que se consegue trabalhar mais rapida e profundamente, a desvantagem é se não há 100% de alunos presentes, a aula morre.
Buenas, depois de passar 30 dias no sul (Porto Alegre, Uruguai e Argentina) e mais uns dias em Pernambuco (revezando-me entre Boa Viagem, no Recife e Rio Doce, em Olinda), volto para o lar-doce-lar com a dispensa zeradíssima.
Na quinta, tratei de desfazer malas, lavar roupas (escuras), ter a casa limpa e com as cortinas (agora lavadas) colocadas. Dormi e corri atrás do aluno número dois. Na sexta, acabei não indo pra Feira, já que não teria aula, e lavei mais roupas (claras), organizei mais umas coisas em casa e vi filmes.
Eu preciso, PRECISO, fazer supermercado, mas o sol não deixa. Aliás, é assim, eu iria fazer super hoje, juntamente com o Maicon e o Adriano, que chegariam hoje pela manhã, vindos de Pelotas. Mas os queridos conseguiram a proeza de pegar o ônibus errado e ao invés de irem para Porto Alegre, pra pegarem o vôo deles às 23h, pegaram um ônibus pro Chui! E dormiram!!! Só perceberam o erro quando já estavam no Taim e não dava mais tempo para chegar em Poa e pegar o vôo. Só dando com um gato morto na cabeça... até miar! Ou, como diria a senhora minha mãe, é porque não era pra ser.
Então, eu estava esperando quatro braços fortes pra me ajudarem na árdua tarefa de fazer supermercado, mas como eles não vieram eu teria que ir sozinha, hoje, mas quem disse que eu consigo? O sol está de lascar.
Aqui na frente de casa tem um mercadinho/padaria/delicatessen/whatever que é uma MERDA. Não tem nada, não tem pão, não tem leite. E a qualidade do que tem é uma BOSTA. E o atendimento é de doer. Mas mas mas o sol estava tão escaldante que eu resolvi me render, e fui até lá. Entrei, dei uma olhada nos corredores, desisti e voltei pra casa. Deprimente.
Estou resolvida a sair de casa novamente só quando o astro rei baixar a bolinha.
Neste meio tempo... o que comer? Simples, cara pálida! O almoço de hoje foi arroz integral vermelho, feijão bem temperadinho e com pedacinhos de carne, couve refogadinha, salada russa. Como se não tem nada, não é? Elementar, meu caro leitor, isso é resultado do trabalho de formiguinha, que trabalha no verão pra folgar no inverno. Ok, formiguinha baiana, que trabalha no inverno pra folgar no verão. Eu congelo comida, lembram?
Pois é, tinha um potinho com uma porção de arroz, feijão e couve, já prontinho. A beterraba estava cortadinha em cubos, congelada num saquinho. Só abri um pote de maionese light e estava pronta a salada russa. E de sobremesa, um alfajor de Punta del Este. E se abrir o congelador tem moraguinhos pra eu fazer suco, mamão pra vitamina (mas não tenho leite), abacaxi com goiaba, ameixa, mamão e laranja, pra eu fazer meu super coquetel (receita da minha nutricionista fofa). Tem chuchu, brócolis, filezinho de frango, abóbora, salmão...
Pois é, fome eu não passo. Mas não tem queijo!!! Imperdoável. Eu não vivo sem queijo. Que Deus, nosso Senhor, olhe por mim e não me deixe nunca ficar intolerante/alérgica à lactose, eu teria um treco. Sou praticamente uma bezeirra. Leite e queijo tem que ser diários.
Buenas, agora vou ver um dvdzinho, fazer a siesta e depois, se o reizinho deixar, ir no supermercado.
terça-feira, dezembro 04, 2007
sexta-feira, novembro 16, 2007
adieu, Maroc!
Pois eh, estou quase indo embora. Devo dizer que muita coisa aconteceu desde minha ultima postagem: a conferencia melhorou, naquele dia mesmo assisti uns workshops bem bacanas; fiquei mais habituada com as mudanças climaticas; jah me entendo melhor com o telcado - alias, tenho que tirar uma foto; e tenho saido com meu novo amigo marroquino, o madani.
Eu queria ficar mais tempos pelos lados de cah, confesso, mas nao vai dar, primeiro porque nao tenho um puto tostao, segundo porque tenho que ir pra feira, trabalhar, e estou com trocentas coisas acumuladas por lah.
Tomara que eu consiga ir no show do luiz melodia, no domingo.
Tomara que a greve dos ferroviarios acabe, em paris, senao to fuuuuu pra ir do orly pro cdg, quero soh ver!
Hoje termina a conferencia, daqui a pouco, em poucas horas, dai vou fazer compras, quero levar umas frutas, temperos, comida e um tajine.
A noite, vou jantar na casa do madani e ele vai me ensinar a fazer tajine.
Amanha, saio cedinho pro aeroporto, voo as 12H30, sair do hotel ali pelas 9h.
Paris. Orly - cdg. voo 23H30 Rio amanha. Depois salvador. vou chegar morta, mais morta do que jah estou.
Acho que eh isso por enquanto, neste meio tempo vi camelos, andei de charrete guiada por cavalos, tirei fotinhos, ri muito, brinquei muito com experimentos de fisica, discuti com colegas sobre as apresentacoes, contatos, muitos contatos. Apresentei meu trabalho... jah falei disso aqui? Bem, se falei, repito, e recebi o convite pra fazer uma palestra na rep tcheca, num evento ano que vem.
Entre mortos e feridos, salvaram-se todos!
Beijos marroquinos!!!
sexta-feira, setembro 14, 2007
Chef Katemari
Fluoxetina
Querido diário, faz muito tempo que não venho por aqui, mas vontade não me falta. As semanas têm sido cheias e tenho trabalhado muito, muita correria mesmo.
Ainda nem consegui ler a reportagem principal da Vida Simples deste mês que, como sempre, caiu-me como uma luva. A matéria fala sobre ansiedade, sobre o 'tudo ao mesmo tempo agora'. Tenho estado extremamente ansiosa e tensa. Meu maxilar dói constantemente. Tensão. Quando percebo, estou com os ombros contraídos. Mais tensão.
Pelo menos a angústia passou. Há algumas semanas eu estava muitíssimo angustiada, sem saber a razão. Depois de muito pensar e remoer, e ver que minha vida não poderia estar melhor, e continuar sem entender a fonte da angústia, descobri! Angústia gerada por ansiedade! Sabe, diário, aquela coisa de sofrer por antecipação? Pois é.
Ok, encontrada e compreendida a fonte, imaginei que aquela dor na boca do estômago passaria. Que nada. Segui assim por vários dias. Mas passou. E confesso que só percebi que passou ao escrever estas linhas, em retrospectiva.
Eu sei que não deveria me afastar tanto de você, querido diário.
Bem, você sabe que na semana que vem ficaremos mais próximos novamente. Nós sempre ficamos muito unidos em saguão de aeroporto, não é mesmo? Na segunda-feira rumarei ao Planalto Central. É engraçado, eu que nunca tinha ido à Brasília, agora já é minha segunda vez em menos de 6 meses!
Aliás, este ano está uma loucura, né? Minha cota de raios cósmicos extrapolou:
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
Haja radiação!
Imagina tudo isso passando pelo meu corpitcho. Sei lá, vai que acaba interagindo com algum dnazinho. E falando nisso... final de semana passado fiz um programa antioxidante. Minha outra preocupação agora na vida é com os radicais-livres. Não, não é falta do que fazer.
É foda isto, diarinho, eu tenho que manter minha leitura de artigos atualizada, ler sobre coisas da minha área e áreas correlatas, literatura nacional e internacional, jornais para saber o que acontece no mundo, sob os aspectos políticos, econômicos, sociais e o mundo das celebridades; tenho que me preocupar com os radicais-livres, e alimentos saudáveis, e funcionais, e atividade física, e cremes, esfoliantes, adstringentes, e pêlos, e cabelos, e unhas; ligar pra minha mãe, pras minhas tias, minha afilhada, meus primos; tenho que limpar a casa, lavar roupa, cozinhar, fazer supermercado; cuidar das finanças, das contas pra pagar; dos meus amigos, de sair, de beber, de bater papo; ir ao teatro, ao cinema, à praia, shows musicais; ler meus emails, cuidar do orkut, editar fotos, enviar emails, gerenciar o eMule, organizar arquivos, fazer backup, limpar o computador, passar antivírus, formatar o desktop; ler trabalhos de alunos, dar atenção aos meus bolsistas, partcipar de comissões, propor um novo currículo, participar de reuniões, preparar aulas, participar de congressos, ministrar aulas, atender alunos, escrever artigos, pesquisar; arranjar um pai pros meus filhos, dar atenção para ele, D.R.; gerenciar cólica, dor de cabeça, dor de barriga, gripe e resfriado; ver as novidades da Avon, da Brastemp, do Shoptime, da Apple, da Tok Stok, da Livraria Cultura, da Natura, das roupas no shopping; tenho que relaxar, ouvir música, ver o mar, queimar incenso, ter pensamentos positivos... tudo isso com apenas vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, trezentos e sessenta e cinco dias por ano. Só isso. Tudo isso. Ao-mesmo-tempo-agora.
Como é que a pessoa enquanto ser humano do sexo feminino consegue viver sem uma fluoxetinazinha, diário? Hein? Explicaí!
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