quinta-feira, agosto 20, 2009

NYC? Si, como no!





O Martin veio para cá em Agosto e passou uns diazinhos comigo. Logo quando chegou fomos fazer um tour aqui pelo bairro, reconhecimento da área, ir ao supermercados - para ele saber onde comprar coisinhas durante a semana. Passamos num super aqui perto e ganhamos provinha de Strawberry shortbread que é uma torta de morango bem tradicional aqui.



Fomos no Fairway - meu supermercado favorito para comprar legumes, verduras e carnes - e ganhamos provinhas de café gelado (ao leite, capuccino e puro).

De lá subimos pela Broadway e passamos num outro supermercado onde ganhamos provinhas de frango fatiado. Depois andamos, andamos e na volta passamos pelo West Side Market - meu supermercado favorito para comprar queijos - e comemos provinhas de queijos e bolachinhas de arroz com molhinhos variados.

Passamos também pela Ricky's, minha loja favorita de produtos de beleza, higiene, fantasias etc.




O plano era ir para um brunch num lugarzinho bacana que eu tinha ido com a Brenna, mas não tínhamos comido nada. O lugar é famoso pelo brunch. Mas cadê a fome? Enfim, chegamos em casa e liguei para o lugar para ver até que horas era servido o brunch, tarde demais.

Pegamos o trem e fomos para downtown, ainda em busca do brunch sagrado. Quando saímos da estação do trem e começamos a andar, avistamos uma feirinha... e lá fomos nós. Andamos pra lá e pra cá. O Martin comprou um chapéu, eu comprei uma tajine - já que a minha, que comprei no Marrocos, ficou em Porto Alegre.



Na feira também acabamos comendo coisinhas de graça: granola, arroz, sopa... andamos um montão e passamos por mais outra feirinha e o dia - lindo, por sinal - passou. Não rolou o brunch mas nem tínhamos fome.

No domingo fomos para Chinatown para o brunch chinês: o dim sum. Acho que já falei que dim sum é uma das minhas comidas favoritas aqui, né? O Martin foi super corajoso e até comeu os temidos pés de galinha!



O dia foi longo... andamos, andamos e andamos por Chinatown, com direito a se perder um pouco, claro. Afinal, é Chinatown!

Fomos até o pier, descansamos, admiramos a Brooklyn Bridge e andamos pelo distrito financeiro, a famosa Wall Street e chegamos, claro, na meca do consumo (para mãos-de-vaca): a Century 21. O Martin ficou impressionado com os preços na loja. Fizemos umas comprinhas básicas e ele ficou de voltar antes de partir para Buenos Aires.

No meio da semana eu trabalhei e o Martin vôou as tranças pela cidade. Numa das noites fomos a um coquetel por causa da Fulbright. Era uma recepção na casa da família Gandhi. A casa que um dia foi a residência, em Nova York, da Eleanor Roosevelt. Chique do úrtimo. Depois de muitos vinhozinhos, voltamos pra casa



No final de semana seguinte nós fomos visitar a Jackie, minha eterna roommate e uma das pessoas mais queridas que eu conheci nos Estados Unidos. Pegamos um ônibus até Washington, D.C., o que levou uma viiiiida. Chegamos lá e a Jackie nos pegou e fomos encontrar a Karuna e um amigo delas em um restaurante em Georgetown, uma cidadezinha fofa que fica pertinho de Washington.



Fomos então para a casa da Jackie, em Bethesda - Maryland, e caímos num sono profundo. Na manhã seguinte tomamos café da manhã na Madeleine (meu lugarzinho favorito naquela região). Pegamos a estrada com destino a uma praia, a tal da Virgina Beach. Era longe. Este povo aqui acha que tudo é perto. Para eles, pegar a estrada e dirigir 6 horas para ir até a pria e voltar, no mesmo dia, é beleza. Gente sem noção, né? Como pegamos um trânsito dos infernos, mudamos os planos, paramos numa cidadezinha no meio do caminho e pedimos informações num posto para turistas. Acamos indo para um piscinão de ramos versão estadunidense. Ou seja: chique, mas com farofa. No caminho para o piscinão (que é um lago bem bacana, com ondas, num lugar super bonitinho). Paramos numa vinícula e experimentamos vários vinhozinhos. Uh, delicia: farofa turbinada!



No dia seguinte os latino-americanos foram finalmente tomar café da manhã tipicamente estadunidense. Sim, panqueca, café, ovos... só faltou o bacon, porque ninguém pediu. E para completar a festa, fomos às compras... em loja de 1,99 (que aqui é 1 dólar)! Pobre é um espetáculo, né? Não resiste a uma lojinha de quinquilharia. Mas nada como quinquilharia de primeiro mundo, não? Comprei uns livros bacaninhas, dicionários e badulaques mil por um precinho camarada.



De Bethesda pegamos o metrô para Washington e fomos bater perna na capital do país. Detalhe: sob um sol dozinferno (sic) e cheios de sacolas. O Martin, com peso na consciência ou cavalheirismo, resolveu carregar todas as minhas quinquilharias - que pesaram horrores - durante a bateção de parna na cidade. Ele fez isso porque eu já bati perna por lá em outros carnavais e então estaria indo 'só por causa dele', o que não é totalmente uma inverdade, mas tampouco me importo de revisitar lugares por onde passei. Fizemos o circuito básico dos prédios públicos e monumentos e depois pegamos o busum de volta pra Nova York.

Na semana seguinte meu portenho favorito foi embora e deixou ótimas lembranças para meu primeiro verão como "moradora" em terras Yankes.



sábado, agosto 15, 2009

Prazeres compartilhados




Jah que meu plano de verao estava indo por agua abaixo eu resolvi cair na agua. (Coisa fofa, cheia dos trocadilhos)

Meu plano B foi voltar a tentar aprender a nadar. A piscina do Teachers College foi reaberta durante o verao, apos um tempo fechado para reformas. Eh uma piscina historica, foi construida em 1904 e foi a primeira piscina coberta das Americas (agora eles mudaram o texto para uma das primeiras no país...). Fui olhar o preco das aulas, mas eram muito caras. Muito. Entao lembrei que a piscina do campus principal tambem oferecia aulas. Fui olhar os precos e eram menos caras. O problema foi que nao haveria turmas durante a segunda parte do verao, entao eu teria que esperar ateh o inicio do semestre de inverno, em setembro.

Frustrante.

Mas quer saber, eu resolvi pagar pela piscina no TC mesmo assim. Eu pensei: posso ir fazendo os exercicios basicos que aprendi uma vez, respirar, usar a pranchinha e ficar batendo perna, essas coisas. Paguei e fui, jah no mesmo dia. E fiquei fazendo exerciciozinhoos de respiracao e batendo perna. Bem bonitinha.

Depois usei o santo Google e o santo You Tube para tentar encontrar materiais, tutoriais que ensinassem a nadar. Encontrei. Aproveitei o servico de emprestimo entre bibliotecas e procurei por livros que ensinassem a nadar. Encontrei e fiz o pedido. Recebi meus livrinhos e alguns eram bons, outros nem tanto. Sei que comecei a praticar os exercicios dos livros, tentar imitar os movimentos dos videos, seguir as dicas que encontrava e pelos ultimos 2 meses e pouco eu tenho ido de segunda a sexta na piscina e praticado.

Durante esse periodo eu lembrava muito do Pedro e suas idas diarias a piscina. Acho que compreendi/compartilhei um pouco da sensacao de pequenas conquistas diarias. Uma coisa bacana em nadar eh a a superacao, de pouquinho em pouquinho, eh a conquista de alguma coisa. Seja melhorar a respiracao, seja melhorar um movimento de braco, de perna, ou fazer mais voltas na piscina. Eh sempre alguma coisa, pelo menos uma coisinha. A cada dia eu tinha um objetivo diferente e o bacana eh conseguir atingir esse objetivo. Os objetivos sao muito pessoais. Depois de semanas com a pranchinha, primeiro batendo perna, depois usando bracos e pernas, teve um dia que eu tentei fazer uma volta sem a prancha. Nao funcionou e eu bebi agua. Outro dia eu tentei denovo e funcionou. E hoje eu vou e volto sem pranchinha, coisa mais fofinha. Antes eu nao conseguia virar direito a cabeca e respirar, virar o corpo e manter o equilibrio, hoje eu consigo.

Nao, ainda nao sou uma nadadora (att. para o "ainda"), mas evolui bastante e isso eh motivador.

Minhas incursoes diarias na piscina, as 7h da manha, me rendeu uma rotina de dormir cedinho e acordar cedinho que tem me agradado bastante.

Agora chegou setembro e finalmente poderei me matricular nas aulas de natacao.

Gustavo Borges, Cielo e Phelps que se cuidem!

quarta-feira, agosto 12, 2009

Bici




Ha cerca de dois meses eu comecei uma nova etapa na minha vida. Perai, volta um pouco, na verdade comecou antes, no inicio do verao, pouco antes do final das aulas. Eu decidi que iria aprender a andar de bicicleta. Tudo bem, na verdaaaade comecou ainda antes, com a minha viagem para a Dinamarca. Depois de ver que eh possivel uma cidade ter boa parte do transporte baseado na magrela eu resolvi que nao poderia continuar sem dominar a bichinha.

Minha grande motivacao tambem foi o fato de eu me vi limitada durante uma viagem pelo fato de nao poder aproveitar tudo da cidade, explorar o que Copenhagen oferecia. Lah ha um programa subsidiado pela cidade em que uma pessoa pode pegar uma bicicleta em determinados pontos da cidade, utilizando uma moeda de 20 dinheiros. A pessoa pode rodar o quanto quiser e quando devolver a bicicleta, a maquininha devolve uma moeda do mesmo valor. Nao eh bacana? Pois e eu perdi isso.

Mas como eu iria aprender a dominar a alta tecnologia e destreza necessarias para manobrar a magrela?
Po, eu moro em Nova York, uma das cidades mais caras do mundo, neh? Onde tem muita gente rica, tem muita gente pobre... fui procurar alguma forma gratuita de resolver meu problema. Encontrei!

A cidade de Nova York, atraves de uma ong, oferece aulas para criancas e adultos aprenderem a andar de bicicleta, de graca. As aulas acontecem em diferentes parques da cidade, em datas variadas. Registra-se para as aulas pela internet, depois se recebe uma confirmacao. Ok, eu me registrei. Confirmado. Fui na aulinha, um dia lindo... foi num parque no Bronx. Eu mais um bando de mulher velha. Quero dizer, as idades variavam, aparentemente, entre 20 e 40 e poucos anos. A instrutura principal eh um doce de pessoa.
A tecnica empregada pela equipe eh a de dividir as habilidades para manejar a bicicleta em duas: equilibrio e pedalo. Primeiro treina-se equilibrar-se na bicicleta, depois eh que se introduz pedalar. Foi bonito de ver uma menina no comeco da aula, no mesmo nivel que eu, sair da aula pedalando uma bicicleta tal qual aquelas criancas no parque que ficavam passando por nos e achando tudo engracado. Eu, lenta que sou, fiquei uma aula inteira (de duas horas) praticando equilibrio.

Nao bastava eu aprender a andar de bicicleta, era preciso ter uma, certo? E pensei, como conseguir una ben baratinha... ou de graca? Catei e achei um programa que oferece oficinas para manutencao e construcao de bicicletas. Funciona assim: voce vai lah (no Brooklyn), participa da oficina, aprende o basico da engenharia da bike e dai comeca aprender a montar uma bicicleta, do zero. As pecas sao doadas e o tempo que se demora para montar uma bicicleta varia, pode ser duas semanas, tres, quatro... depende de quanto voce vai lah, trabalha na bike e encontra pecas que sirvam para voce. Ao final, a bicicleta eh todinha sua!
O pagamento? Voce tem que doar horas de trabalho para montar outras bicicletas e para ensinar outras pessoas nas oficinas.

Nesse lugar tambem se doa bicicletas para as pessoas que precisam, que nao podem pagar transporte publico, por exemplo. As acoes deste grupo fazem parte de uma organizacao "maior", os freegan. A ideia eh interessante e ha varios nives de 'freganismo'. Enfim, essa eh outra conversa...

Voltando ao meus planos de mudanca de vida...

Meu plano de verao era, entao, montar uma bici e aprender a andar de bici. Aconteeeeeece que as aulas soh acontecem se nao chove e em Junho choveu TODOS os dias em Nova York. Todos. Eu praticamente virei sapa, neh? Isso, como em Salvador.
As aulas sao bem espacadas e justamente nas aulas em que eu consegui me inscrever, choveu. Alem disso, as oficinas no Brooklyn eram na quarta-feira a noite (nao rolava porque era muito tarde e longe pra mim) ou no sabado. O que acabou nao rolando porque eu viajei praticamente todos os finais de semana no verao. Quando nao viajei, fui para shows, cinema, casa de amigas e amigos, sempre tinha algo para fazer.

Meu plano de verao estava indo por agua abaixo...


Foi entao que pensei num plano B!

(aguarde cenas dos proximos capitulos)


quarta-feira, julho 29, 2009

Bonitinha mas ordinária



Que eu estou morando nos istêites, todo mundo já sabe.
Que eu divido a casa com mais cinco meninas, já cansei de repetir.
Que tem um monte de menininha bonitinha andando pelas ruas de Nova York, todo mundo deve desconfiar.
Agora, que menininha bonitinha estadunidense são todas porquinhas, talvez muitos não saibam.

Meeeeeeeeeeeeeeeeeeeu, que minas porcas são essas com quem eu divido apartamento?
Uma acha que o filtro protetor para ralo da pia "é nojento porque fica sempre restos de comida, acho melhor deixar sem". Por que, por que, por quê? Porque elas não limpam o filtro após lavar a louça.

Digo, quando lavam a louça, né... porque as fofoletes deixam louça dias e dias na pia.

Tem uma pessoa que limpa as áreas comuns do ap uma vez por semana, nas quintas-feiras, mas chega na sexta ou sábado o fogão já está todo sujo denovo. Porque aqui elas derramam coisas no fogão e deixam, deixam.

A gente tem banheira no banheiro (e chuveiro também) e as fofuchas lavam os longos cabelos e deixam o ralo cheio de cabelos. Eca. Aí a mala aqui vai e coloca bilhetinhos pela casa: "por favor, limpe seu cabelos do ralo após o banho", "na sua semana do lixo, tire o lixo TOSOS OS DIAS", "vamos tentar manter a pia limpa", "não esqueça de limpar embaixo do escorredor de louças"... e por aí vai.

Adoro todas elas, mas que são porquinhas, são!

domingo, julho 12, 2009

Exploração sexual






Esse é o trailer do filme "Very young girls", um filme imperdível.
Assista quando puder!

quinta-feira, julho 02, 2009

Àdeus!




Na minha casa sempre tivemos muitas sombrinhas. Havia as sombrinhas preferidas, claro. Com o passar do tempo fui preferindo sombrinhas menores e menores, que coubessem em qualquer bolsa, ou bolso. Em Porto Alegre existe a empresa Fazzoletti que faz umas sombrinhas ótimas e bem pequenas. Eu amo.

Eu tinha uma sombrinha branca com preto, linda. Uma pessoa conseguiu quebrar minha sombrinha. Mamãe me deu outra. Eu consegui esquecer no carrinho do aeroporto no dia que fui buscar o Pedro. Quando voltei ao aeroporto já era tarde, alguém tinha pegado.

Mamãe me deu outra. Vermelha. Bem lindinha. Essa sombrinha vinha me acompanhando nos últimos tempos até que minha colega de quarto me pediu uma sombrinha emprestada na semana retrasada. Ela ia sair e não encontrava a dela. Eu estava deitada, ela bateu na porta do quarto, pediu a sombrinha, meu peito apertou, eu disse que ela poderia pegar. Eu iria dizer o quê? Olhei para a sombrinha e disse adeus.

No dia seguinte esperei pela sombrinha e nada. Esperei, esperei. O dia passou e nada dela me devolver a sombrinha. Eu tinha que sair, então me arrumei e na hora de sair bati à porta dela e pedi a sombrinha de volta. Ela disse que não encontrava, que achava que havia deixado no táxi na volta da festa. Restara apenas a capinha vermelha com detalhes em creme. Meu coraçãozinho partiu. Mas eu, num exercício de desapego tentei fazer de conta que meu mundo não estava caindo. Ela disse que sentia muito e que me compraria outra sombrinha, bem bonita. Eu apenas disse: que seja pequena, bem pequena. Minha colega emprestou-me uma sombrinha dela, preta. Céus, sombrinha preta? Preto é guarda-chuva. Enfim, peguei a sombrinha e sai.

Já se passaram duas semanas e até agora nada de sombrinha nova. Decidi que vou comprar uma. É o jeito. Então esta semana irei à cata de uma sombrinha bem bonitinha e pequena, se não encontrar, vou encomendar da Fazzoletti, lá de Porto Alegre. E podem me chamar de bairrista e materialista que eu nem ligo!






quinta-feira, junho 18, 2009

Foi por pouco...


Tá, foi assim ó:

Eu estava trabalhando, daí por alguns 30 minutos eu não tive nada pra fazer. Ok, 30 ou 50 minutos. Nada, nada. Então fui olhar meus emails. Daí olhei os emails do CS e tinha um falando que a Delta estava com boas promoções para a zoropa, partindo de grandes cidades dos istêites. Continuei lendo as conversinhas. Daí a Laura disse que viu passagem barata pra Madrid nas datas tais e tais, feriado do Dia de Ação de Graças.

Olhei prum lado, pro outro. Nada de trabalho.

Abri o Kaiak e fui dar uma olhada. Coloquei as datas que a Laura falou. Estava achando passagens de 400 e tantos dólares pra cima, o que é barato, mas tinham falado em 200 e pouco. Continuei olhando e nada. Então vi uma passagem por 200 e tanto. Pensei... vamos ver qualéqueé. Fui fazendo os passos para comprar, daí veio uma mensagem dizendo que a passagem tinha mudado de preço. PNC desses sites enganadores.

Tá. Nada de trabalho ainda. Continuei olhando.

Achei noutro site uma passagem por 100 e tanto, com taxas e tal ia para 230. Nova York - Madrid - Nova York. Feriadinho em novembro. Clica aqui, clica ali. Nome, bla bla bla. Escolhe assento, bla bla bla. Email de confirmação.

Sim, sim, sim! Eu comprei uma passagem para Madrid pela bagatela de 230 dólares, ida e volta e todas as taxas. Fala sério!!! Tipo, 450 reais pra ir até ali na Espanha, passar uns diazinhos. Meu, não deu pra resistir, era muito barato.

Mandei mensagem no CS dizendo que tinha comprado. Todo mundo tentando achar e nada.

Daí, meu bem, de um segundo para o outro apareceu um monte de trabalho. Nesse dia fiquei até meia hora a mais do meu horário, de tanta coisa que apareceu.

Depois, à tarde, quando já estava em casa e nem acreditando que eu tinha comprado uma passagem tão barata, eu volto na lista do CS e vejo que a Laura não conseguiu comprar a passagem. No fim, fui a única que conseguiu comprar. E procurei horrores depois e nada. Por pouco a Laura não pegou o mesmo preço. Bobeou, ficou esperando, comeu mosca... perdeu preibói!

Pessach, Passover, Páscoa Judaica




Apesar de morar décadas em Porto Alegre, de ter freqüentado (nova norma ortográfica de c* é r*) o Bom Fim e de ter interesse por religiões e povos e costumes, eu não sabia nada sobre judeus até o começo deste ano. Não que agora eu saiba muita coisa, mas nestes poucos meses de 2009 aprendi mais sobre o povo judeu do que em toda a minha vida.

Claro que esse aprendizado se deu da maneira mais conveniente possível: viajando e comendo.

Primeiro tive a experiência de passar alguns dias na Alemanha e através do Memorial aos Judeus Assassinados na Europa (página em inglês)eu pude aprender um pouco sobre o que foi o Holocausto (A lista de Schindler, O diário de Anne Frank, O pianista etc., ajudam mas não dão conta do recado). Dá uma olhada no panfleto informativo do museu (em português).

Depois tive a oportunidade de passar o Pessach com uma família judaica. Foi excelente. Comi e bebi até quase morrer. Um monte de comidas boas, um monte de vinho, muitas risadas, muita gente bacana, uma tradição muito bonita. Na foto acima, estou lendo o livrinho com a história que todas as famílias judaicas contam/lêem/relembram durante o Pessach, em todo o mundo. Ao meu lado está um casal Polonês: Agnieska e Lukasz. O Lukasz é bolsista Fulbright e esteve comigo na orientação em Miami. Eu fui convidada a participar do Seder do Pessach e podia convidar mais duas pessoas, então convidei esse casal super fofo. Adoro os dois. A gente leu a história, comeu as comidinhas, bebeu o vinho, fez todas as coisinhas.

Tem também a convivência com alguns alemães com quem tenho intimidade suficiente para perguntar tudo-o-você-sempre-quis-saber sobre a relação alemães contemporâneos-história dos judeus na Alemannha. Além da convivência com amigas e amigos de origem judaica. Agora tenho até uma colega de casa judia. Não, ela não come porco e usa esponja separada para lavar a louça, para não correr o risco de ter contato com algo que tenha tido contato com porco.

Durante esses meses por aqui, aprendi sobre o que é Kosher e todas essas coisas. Tenho amigos etnicamente judeus mas não reliogiosamente judeus. E tem os meio religiosos, assim como o bando de meio-católicos que tem no Brasil.

Uma particularidade de morar em Nova York é que a cidade concentra a maior população de judeus do mundo. E, quem diria, a comunidade judaica começou aqui porque uns judeus que moravam em Recife decidiram se mudar, em busca de livre expressão religiosa. Sorte minha, que estou na parte do mundo em que a versão judia de Babka pegou e colou! (e faz de conta que cada fatia dessa delícia não tem 500 calorias.)

Então ficamos assim: como babka e comidinhas do Pessach por aqui e tapioca lá na Sé, em Pernambuco.

quarta-feira, junho 17, 2009

Mi Argentino Querido



Na linha adivinha... adivinha quem vem me visitar, quem, quem, quem???
Meu argentino favorito!!!

Sim!!! O Martín vem passar uns dias na grande mação no verão. Estou louca que ele chegue logo. Vai ser tão bom andar pra cima e pra baixo com ele.

Tá, não vai dar pra encher a cara de roska, mas a gente pode encher a cara de mojitos e afins.

Oh, pode trazer dulce de leche, bocaditos, casaco de couro, crema tremontana, bife de chorizo...

Tem coisas que só Nova York faz pra você


Conversa pelo bate papo no Gmail:

adivinha q musica ta tocando agora
no meu iTunes
bah
meu ia ia meu iô iô
uhhhh
e qdo tão louca me beija na boca me ama no chão
mazaaaaaaaaaaaá

segunda-feira, junho 15, 2009

MoMa, a lenda.



Entrei em férias na metade de maio. Nem acredito que não coloquei isso no blog. Bem, eu entrei em férias numa semana e exatamente uma semana depois eu comecei a trabalhar. Então são umas férias bem meia-boca.

Entretanto, meu primeiro final de semana de férias foi maravilhoso. Na sexta-feira eu almocei em casa, depois fui no gostoso-que-me-faz-massagenzinhas. Explico: tenho ido num quiropraxista que, por acaso, é gostoso e, em sendo quiropraxista, acaba rolando uma masagenzinha no pescoço e afins, depois da tortura de me torcer toda. Então eu o chamo the-hot-guy-that-touches-me.

Depois do gostoso, fui passear, relaxadinha, no Central Park. Tomei um solzinho, fiz as unhas (só pintei, eu levei esmalte na bolsa), li um livro, caminhei e tomei mais sol. Estava um dia quente, lindo, ensolarado. Depois fui encher a cara. Vinho branco geladinho no meio/fim da tarde, bate papo, bla bla bla. Despues, jantinha: bacalhau com aspargos.

No sábado fui ao MoMA. Mas o MoMA tem história... seguinte: quando vim pra cá em 2007, por uma semana, à passeio (era caminho da conferência, fazer o quê?), eu queria porque queria ir no MoMA. Não fui na segunda-feira, já que museu que se preza fecha nas segundas. Aí fui na terça. Chego lá e o MoMA tá fechado. Já que todos fecham na segunda, o MoMA abre às segundas, pra ser do contra. Daí fui na quarta-feira. Mas ao contrário de muitos museus da cidade, no MoMA não dá pra dar qualquer valor pra pagar a entrada, tem que marchar com o ingresso que é bem carinho. E eu, como boa pobre, me neguei a pagar. Peguntei se tinha um dia de graça. Tinha, nas sextas-feiras. Na sexta eu voltei lá (ainda estamos em 2007, não se perca). Chego no museu e me dizem que a entrada gratuita é só depois das 17h. Puta que pariu, né? Custava ter um bilhetinho na porta falando os horários de funcionamento e valores para cada dia da semana. Eu teria evitado várias viagens.

Tá, daí agora eu voltei pra Nova York. Toda chique, né bem, por cima da carne seca, com um passe corporativo que me permite ir de graça no MoMA qualquer santo dia. Toma! Mas como Deus é um cara gozador e adora brincadeira, agora eu tinha o passe e não tinha tempo. Acabei nunca indo no MoMA, até o meu primeiro final de seman em férias.

Fui, toda-toda.

Entrei, peguei o telefonezinho para a visita guiada. É como um celular, que tem uma visita guiada, daí a gente tecla o numerozinho da peça/obra/afim e uma gravação explica tudo. Bem bacana.

O problema é que, sabe como é, esse BANDO DE TURISTA vem visitar a MINHA CIDADE e fica atrolhando (se não é gaúcha ou gaúcho, sinto muito, atrolho é vocabulário básico). Então eu só vi a parte de fotografias e um pedacinho de uma exibição de pinturas. E deixei para voltar em outro dia de férias, com menos povo à volta. Bem, eu achei que teria um montão de férias, né?

Pelo menos agora o MoMA desencantou. Já posso ir, a qualquer hora.


Somerville na primavera



No primeiro domingo de Junho acontece uma Feira de rua em Somerville, New Jersey. Lembra, é a cidade onde mora minha colega Catherine, que me convidou para o Dia de Ação de Graças com a família dela no ano passado.

Então ela me convidou para ir na Feira e eu fui. Passei o final de semana lá, fui no sábado e voltei domingo. O final de semana estava com um tempo maravilhoso. Finalmente sol, calor.

Voltei cedo no domingo e fui na casa da Chantale, com quem eu havia conversado no sábado e combinado de ir pra lá no domingo. Eu disse que sairia de Somerville e iria direto pra casa dela, no Brooklyn. Chego lá e dou com a cara na porta. Ligo pra ela e ela diz que não sabia se eu ia ou não, então resolveu sair. Eu disse no sábado que iria, mas o povo precisa de confirmação e reconfirmação. Ora, se eu digo que vou é porque vou. Ai, diferenças culturais...

Greer, Carolina do Sul.



No feriadão do Memorial Day (última segunda-feira de maio, 25 de maio, em 2009) eu fui pruma super viagem de carro pelas estradas dos Estados Unidos. O destino: Carolina do Sul.

Um amigo estava de aniversário. Os pais dele mora na Carolina do Sul e queriam que ele fosse para lá. Ele disse que iria, mas levaria uns amigos... no total fomos quatro num carro, quatro noutro carro, um menino numa moto e mais quatro pessoas num avião. Sim, num avião, já que um dos meninos é piloto e o negócio da família é voar para todos os lados. Eu estava num dos carros.

Na ida paramos numa cidade no estado de Virginia, onde passamos a noite e saímos cedinho pela manhã. Nossa anfitriã, couchsurfer, hospedou todo mundo (menos as quatro pessoas do outro carro, que dirigiram diretaço). Era uma mina muito louca, gente boa, toda ligada em arte. Sabe, né? Essa coisa artista-porra-louca-natureba-que-enche-a-cara. Pois. A casa era uma história à parte: uma bagunça, uma sujeira, nossa! E havia apenas uma regra: descarga no banheiro era permitida apenas para sólidos. Argh! Foi divertido. Eu me diverti, pelo menos.

Na manhã seguinte continuamos na estrada e chegamos ao destino final no meio da tarde. São umas 13 horas de viagem de Nova York até Greer, a cidade dos pais do Jay. Cruzamos diversos estados na ida e na volta (voltamos por um caminho diferente da ida). Foi uma viagem super cansativa, mas que valeu a pena cada minuto.

Saímos no final da tarde de sexta-feira. Na manhã de sábado tomamos café da manhã num lugar todo estiloso e natureba, onde o cardápio permitia transformar pratos vegetarianos estritos em ovolactovegetarianos. Sim, sim... não o contrário. O padrão é ser tudo vegano. Minha amiga Carol iria amar. Depois disso: estrada. Chegamos nos pais do Jay: paraíso. Uma linda casa, à beira de um lindo lago e uns anfitriões super fofos.

Fomos dar uma volta de barco para conhecer o lago. Ah, sim, eles têm um barco no quintal. Ah, sim, o quintal é literalmente à beira do lago. Depois do passeio, uma janta com prato típico sulita: low country boil, uma receita com batata, camarão, salsichão e milho verde. Delícia! Ah, detalhe, servidos sobre folhas de jornal. (Já tô vendo o povo se revirando no Brasil e falando que é anti-higiênico.)

Barriga cheia, lagartear um pouco. Ok, sem sol, apenas mosquitos, e preparar-se para a noite: line dancing!

Ah, meu filho, em Roma, haja como os Romanos! E lá fomos nós para a pista de dança e lá fui eu tentar fazer os passinhos. Foi muito divertido. E o preço das coisas??? Eu quero me mudar pro sul! Encher a cara lá deve ser um espetáculo, é muito barato, em comparação com Nova York.

Na manhã seguinte fomos à igreja. Assistimos uma cerimônia Batista não-tradicional. Rola uma cerimônia tradicional (para os mais velhos, dizem eles) num outro horário. Bacana que rolava comida. Tinha uma mesa no fundo, com cafés, chás, bagels, cereais... e a cerimônia foi na quadra de esportes da igreja. Detalhe: com power point! Perdoai-os, Senhor.

De lá, seguimos para um café da manhã. Espetáaaaaaaaaculo! Depois voltamos pra casa e ficamos jogando vôlei no lago, andando de barco e curtindo esportes aquáticos. Não, eu não fiz nenhum dos esportes/brinquedinhos (esqui aquático e outros dois que não lembro o nome), só fiquei dentro d´água, jogando bolinha pra lá e pra cá. Aí, todo mundo cansado, já fora d´água, a Silvinha pergunta o que era aquilo nos pés dela. O Amit olha e diz... ah, são sanguessugas. Hein? Todo mundo olha pros pés. Estávamos cheios de minúsculas sanguessugas. Argh que nooooooooooooojo!!! Nunca tinha visto uma sanguessuga na vida. Eu achei que fosse morrer. Tá, menos. Mas achei muito nojento.

Nem preciso dizer que ninguém mais brincou no lago, né?

Banhinho bom. Filminho no DVD. E churrasco estadunidense na janta. Foi meu primeiro churrasco. É bonitinho, como nos filmes. Mas meu churrasco teve um tempero especial: chimichurri. É que os pais do Jay têm amigos uruguaios e eles gostaram de chimichurri, então esses amigos sempre dão pra eles. Tri, né? Êta, mundo pequeno.

O final de domingo foi regado à jogos de tabuleiro, conversas e afins.

Na segunda-feira saímos cedinho pela manhã, pegamos a estrada e cheguei na minha casinha 14 horas depois. Dia longo.

Alguns dias depois os pais do Jay mandaram um email para todos nós, agradecendo o presente (nós compramos flores, cartão e um vale-presente), convidando para voltarmos e pedindo para enviarmos fotos. Muito fofos.

E essa foi minha primeira experiência pelo sul deste grande país.

terça-feira, junho 09, 2009

Primavera em Nova York



Daqui a pouco já é verão, mas alguém esqueceu de avisar a cidade. São 8h30 da manhã, mas parece 9h30 da noite. Está escuro lá fora. Chove. Não, não, não é chuvinha. É chuva pra caralho. Sim, não há outra expressão para melhor definir a quantidade de chuva que cai nesta tera neste exato momento. E tem trovoadas. Aos montes. Isso me lembra que praticamente não há trovoadas em Salvador.

Durante a noite eu achei que o mundo fosse acabar. O apocalipse. Eu fiquei num estado meio sonho, meio acordada, meio assustada, meio pensando em equações para ver se o pára-raios do prédio seria suficiente para me manter sã e salva. Resolvi desligar o ar-condicionado e voltar para o estado dormir-dormida.

Agora vou pro meu trabalhinho. É, aquele de segunda à sexta, que começa e termina todos os dias no mesmo horário. E hoje, na chuva.

segunda-feira, junho 08, 2009

Na fila



Tudo bem, seu leão, não quer me pagar agora? Eu espero.
Daqui a pouco o segundo lote chega.

quarta-feira, junho 03, 2009

Vida de escritório



Estou gostando do meu trabalho na biblioteca. Estou odiando meu horário de trabalho na biblioteca. Há anos eu não sei o que é fazer "todo dia tudo sempre igual". Digo, não que o trabalho seja sempre igual, o trabalho é bacana, mas trabalhar de segunda a sexta-feira, no mesmo horário, nossa, é pedir pra morrer, né?

Meu alarme do cel toca, eu coloco na função dorminhoco e ele toca e eu paro, toca e eu paro, quatro vezes, todos os dias. Levanto, faço a cama, ponho o roupão, coloco água pra esquentar, entro no chuveiro. Saio do chuveiro e a água está fervendo, faço meu café com leite de soja. Viciei. Faço um sanduiche-iche ou iogurte com banana e All-bran. Vejo os emails do dia, facebook, orkut, bancos, noticias. A tv liga automaticamente e 20 minutos depois o despertador toca, avisando que está na hora de pensar em me arrumar. Abro minha esteira, assisto um programa de ginástica e faço ao mesmo tempo seguindo as orientações do professor-sarado. A aula termina, penso no que vestir. Coloco minha roupa, ponho água pra esquentar, preparo café na caneca térmica, pego meus biscoitinhos (de soja) que mamãe mandou, gloss e vou pro trabalho.

Daí eu chego lá, 5 minutos antes do meu horário e saio pontualmente no meu horário. Eu tenho um cubículozinho. Ali pelas 11h30, meio dia, faço a pausa pros biscoitinhos. Tem um apontador de lápis elétrico. Tão coisa de filme. Eu achei engraçado apontar lápis em apontador elétrico.

No findi passado eu assinei Netflix (depois explico como funciona) e desde então comecei a assistir a série The Office. Viciei. Já assisti mais de 30 episódios.

Só ainda não sei que personagem eu sou na minha vida real de escritório.

quinta-feira, maio 21, 2009

Passado e presente



As prateleiras, o cheiro, o silêncio.
As rotinas, as conversas, a cumplicidade.
As palavras, o tempo, a dedicação.
A história, o presente, o futuro.
Saudades, lembranças, promessas.


Passado e presente II

Maria Helena Vieira da Silva, 'Biblioteca', 1949

Hoje foi meu primeiro dia no meu novo emprego, trabalhando na biblioteca da faculdade. Em abril ou maio de 1993 foi meu primeiro dia de trabalho na biblioteca da faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e Atuariais da UFRGS. Naquela biblioteca trabalhei por 3 anos. Foi meu primeiro emprego, aos 15 anos. Em Porto Alegre. Depois de alguns anos na academia volto a ter um emprego fora dela. Novamente uma biblioteca. Primeiro emprego, 30 anos, Nova York.

quarta-feira, maio 20, 2009

Correria pouca é bobagem





Mas prometo atualizações a partir de hoje. Digo, de amanhã. Digo, prometo hoje atualizar a partir de amanhã.

Então fica combinado.

Correria pouca é bobagem





Mas prometo atualizações a partir de hoje. Digo, de amanhã. Digo, prometo hoje atualizar a partir de amanhã.

Então fica combinado.

quarta-feira, abril 29, 2009

Vem me visitar!



Saudadinhas do Brasil. Até pensei em dar uma passada em terras tupiniquins, mas na real eu recém cheguei aqui, então ainda não estou morreeeendo de saudades. Enfim, dei uma olhada nas passagens aéres e encontrei vôo ida e volta, pela TAM, por mil e pouco (menos de 1.200,00), com taxas. SP ou Rio, não lembro, NYC. Então, fofoletes, venham me visitar, pegar um verãozinho em Nova York. O chão é garantido. Quem vier primeiro compra o colchão inflável.

Alerta da gripe




Eu sei que o povo no Brasil não é tão neurótico quanto o povo aqui nos Estados Unidos, mas só por descargo de consciência, aviso: está tudo bem por aqui.

Sim, foram registrados dezenas de casos da gripe suína aqui em Nova York.
Sim, já conseguiram confirmar um caso aqui na minha faculdade - claro, né, porque no campus INTEIRO um querido tinha que ficar gripadinho justo no meu prédio.

Detalhe, a facul mandou um alerta contando a história do menino e dizendo por onde ele passou. O infeliz também é dose, né: usou computadores do Macy Hall, do Horace Mann e do primeiro andar na biblioteca (onde é que a Katinha gosta de estudar mesmo, hein? no primeiro andar da biblioteca, claro, claro).

No mais, nem bacon eu como!

quarta-feira, abril 22, 2009

Oh my God!*




*Só pra entrar no espírito estadunidense.

Bah, tempão, hein, caríssimo diário. É, eu sei, eu sou uma má pessoa.
Sou tão má que resolvi me dar uma semana de folga e curtir uns diazinhos, na faixa, claro, em terras escandinavas. Hein? Quê? Como?

Sim, isso mesmo. Do outro lado do mundo. E lá em cima. Terras nórdicas. Dinamarca, Copenhagen, e adorando.

Daí, pra fazer de conta que sou uma pessoa responsável - ou pela minha consciência pesada por faltar aula ianque pela primeia vez - hoje tirei o dia para ficar no hotel, trabalhandinho. Ok, atualizar blog não deveria contar como momento de trabalhandice, mas é quase como se fosse, ora!

Sem contar que, como compensação/punição, pelas férias, tive que trabalhar triplicado nas semanas anteriores: fazer as atividades da semana mais as atividades da semana seguinte(a semana da da viagem) e mais as atividades da outra semana (a semana pós viagem). Sacanagem, né?

Mas o que importa é que estou curtindo um dias lindíssimos na capital dinamarquesa, com uma temperatura agradável, caminhando pelas ruas, andandado de barco pelos canais e assistindo os filmes do festival de cinema - que sorte que caiu justo na semana da minha viagem! Como eu amo cinema, não poderia ser mais perfeito.

Com tantas incomodações acontecendo na Grande Maçã, essa semana de prazeres é mais do que merecida.

quinta-feira, abril 02, 2009

Bom dia pra quem?



Tempinho do caramba esse!
Cadê o sol? Cadê o calorzinho?
Saco cheio desses trabalhinhos malas da facul, viu?
E eu quero um terno. Mas já viu o preço dos ternos?
Um terno e um sapato. Ou uns dois sapatos.
O fato de eu estar totalmente quebrada é um pequeno detalhe.
Ai, eu quero ir na academia, mas não quero caminhar até lá.
Eu sou uma prefuiçosa incorrigível.

sábado, março 28, 2009

sexta-feira, março 27, 2009

Off Broadway



Hoje fui num musical: The New Hopeville comics. Meu primeiro musical em Nova York. Foi bacana, engraçadinho, humor estadunidense, gritaria nos meus ouvidos, história bacana, loooooongo. A história começou bem mas lá pelas tantas ficou tão sem sentido e foi suma barulheira. Duas horas e pouco... haja paciência. Mas os músicos eram bons, ótimos!

É... não, ã-ã, continuo não gostando de musicais.

Aliás, nem preciso dizer que eu ganhei os ingressos, né?

Primavera de c* é r*!



Depois de um longo e tenebroso inverno, eis que surge a primavera. Pelo menos em tese. Oficialmente, é primavera, mas ninguém avisou a mãe natureza. E após ter passado meu inverno reclamando que o aquecedor do meu quarto superaquecia tudo e por isso, contra as normas da universidade, vi-me forçada a fechar meu aquecedor durante todo o inverno, eu tive que abrir meu aquecedor, na primavera!!!

Por duas noites eu dormi muito mal. Vesti mais roupinhas. Coloquei mais cobertores. E nada. Até que desisti e abri o aquecedor. Que primavera filha da mãe é essa? Com uma primavera assim, quem precisa de inverno?

Fala sério! Eu quero é sol.


Trivialidades



Ontem passei o dia em casa fazendo coisas relativamente não-acadêmicas. Acordei, tomei café da manhã... de café preparei um café com leite e comi com um bolinho de milho (com leite condensado) que assei na noite anterior. Na quarta-feira eu passei o dia em New Jersey e cheguei em casa morrendo de vontade de comer um doce. Fui no mercadinho aqui na frente de casa e só achei uns doces nada-a-ver e todos caros, então subi pra casa e resolvi fazer um bolinho de pacotinho que eu tinha. Sério, foi um bolinho. Coisa mais bonitinha. Bem pequenininho. Como se fosse um muffin gigante. E o pacotinho também era pequeno, para preparar só aquela porção e deu. Gostei da brincadeira. Então matei minha vontade de doces na quarta, com bolinho e chá, e aproveitei pro café da manhã.

Aí passei o dia no computador, pra variar, trabalhando numa porcaria de resume e cover letter. É tão irritante gastar um dia inteiro pra fazer uma coisa besta que eu faria em 15 minutos no Brasil - e em Português. Primeiro tem a questão da língua, claro. Tudo em inglês é mais demorado para mim, como ler ou escrever. Mas há também a questão de estilo. Aí que o bicho pega. PQP, é TUDO diferente. E isso me toma um super tempo.

No almoço fui numa sessão do GSAS apenas, claro, pela boca livre. Mas o tema do encontro foi interessante. Comi uma fatia de pizza e tomei um copo de coca light com água. Fazia algum tempo que eu não bebia coca cola, mesmo com água. Agora me lembro o porquê: odeio a sensação de estufamento que o gás da coca cola me dá.

Voltei pra casa e segui fazendo as coisinhas chatas. Além disso, fiquei batento papo com a Sarah. Ela é uma figurinha e, às vezes, não me deixa trabalhar. É bom dividir a casa com gente bacana.

No fim da tarde fui pruma outra sessão boca livre, porém aqui no TC. Pra minha surpresa, minha orientadora estava lá, era uma das painelistas. Peguei vários sandubas e garanti o almoço para alguns dias. Só não peguei mais porque o povo não ia embora nunca. Não comia e não saia da sala. Eu já expliquei, né? Em eventos com comida, sempre sobra rango, daí é só a gente pegar e trazer pra casa. E quando os eventos terminam, qualquer um que estiver passando pelo corredor entra e pega comida, a idéia é justamente essa. Mas aquele povo não saia da sala nunca, daí eu só peguei uns sandubinhas, senão tinha pegado toda a salada, mais a massa e umas garrafinhas d'água. Sou pobre porém limpinha.

Voltei pra casa, terminei o que levei o dia todo pra fazer e até fiquei feliz com minha produção. Fui pra caminha e assisti Family guy. Eu adoro esse desenho. Daí a Jackie ligou e ficamos batendo papo um tempão. E foi isso.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Eu sei, eu sei




Faz um tempão que não venho aqui.
Eu fico esperando ter tempo para atualizar as coisas e falar tudo em ordem, mas não dá.

Então, na versão mega reduzida, as atualizações:

Minha estada em Berlim foi ótima, melhor impossível. Foi uma ótima semana para começar o ano. Foi super legal encontrar a Lu e a Jenny. Tão inusitado. Eu não pensava em ir pra Alemanha tão cedo na minha vida. Que bom que eu fui.

Foi uma semana de muitas caminhadas e orgias gastronômicas. Nossa, como eu comi. E comi bem, e um monte de coisas maravilhosas.

Voltei de Berlim e fui direto pra Washington. Cheguei em casa às 7 da noite e saí às 9, pra pegar o ônibus. Cheguei às 3h30 da madruga em Washington, fui pra Virginia, na casa da Naiara. Cheguei lá e voltamos pra Washington. Ficamos congelando em pé por horas, mas valei cada minuto. A posse do Obama foi emocionante. E no fim das contas a espera foi super divertida. Foi um privilégio ter feito parte, em certa medida, da história dos Estados Unidos.

Passei uns dias na Naiara e depois fui pra Maryland, pra casa da minha ex-colega de casa, a Jackie. Foi óoooooteeemo. A gente se divertiu tanto. E no primeiro dia que estive lá ela pegou o caro e me levou até a cidade onde fez faculdade. E conheci a Universidade de Maryland, que fica em College Park. Aí eu me dei conta que estávamos na uni que minha amiga Karen trabalha, então liguei pra ela e nos encontramos, fomos tomar um café e passamos um tempinho juntas. Foi bem legal.

Em Maryland conheci uma amiga da Jackie que é fantástica, a Karuna. Que figura! A gente saiu, foi pra karaokê, experimentei meu primeiro mud slide, e amei. Agora eu sempre peço mud slide, é meu drink favorito.

Voltei pra Nova York e no dia seguinte direto pras aulas.

Há duas semanas fui pruma conferência no sul dos Estados Unidos, em Nashville. Foi mega bacaninha. Claro, passagem, hotel e comidinhas na faixa, pra variar.

Semana passada a Jackie veio pra cá e passou o findi aqui. A gente saiu e foi bacana que as outras meninas do apê foram junto. Nós todas sentimos muita falta da Jackie, ela é tão fofinha e louquinha e querida.

Esta semana eu trabalhei feito uma condenada no meu mid-term paper, e já tenho 2 parágrafos escritos, só faltam 14 páginas e meia. Ai, santo inferno.

Hoje à noite o Fábio chega em NYC, vai passar uns dias aqui em casa. Ele fica até dia 06 de março, mas eu viajo antes disso. Vou passar uns dias em São Francisco, num seminário da Fulbright. Fazer o que, né? Mais uma viagenzinha na faixa.

E na outra semana, vou pra Chicago. Mais viagem na faixa.

Se eu continuar neste ritmo, em dois anos terei visitado todos os 50 estados desse país!

Eu que não vou reclamar...

sábado, fevereiro 21, 2009

Um outro mundo é possível.


Watch more New York City videos at tripfilms.com




Eu adoro couchsurfing e hospitality club, e sempre que possível tento trazer meus amigos para essas comunidades fantásticas!

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Friaca pouca é bobagem



Porque o negócio aqui é dinâmico, tá ligada?


mas continua não chovendo, la la la la

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Pausa



Pras pessôa que ficam me enchendo o saco cobrando sobre atualizações no blog, informo que em breve trarei notícias semi-frescas.

Acontece que a Capes, a Fulbright e a universidade, estão me pedindo burocracias para renovar a bolsa. Cada uma fazendo um pedido diferente. Cada uma com requisições absurdas (ok, a universidade não fez pedidos absurdos) e todas exigindo a avaliação/assinatura/blablabla da minha orientadora.

Então como tenho quase 30 páginas de burocracias pra preencher, pegar assinaturas e entregar e com prazos de 31 de janeiro, 05 e possivelmente 10 de fevereiro (com fé e choradeira), tenho que me dedicar a isso no momento.

Em tempo: as férias terminaram, aulas já começaram e eu AMO minhas disciplinas deste semestre!!!


segunda-feira, janeiro 12, 2009

Viagem no tempo



Ok, pessoas, agora vou partir para minha viagem ao futuro. Saio agora à tarde de Nova York e chego em Berlim amanhã pela manhã (temos 6 horas de diferença).

O legal é que na volta eu saio de lá na segunda-feira pela manhã e chego aqui na segunda pela tarde. Uma viagem para o passado.

Santa ignorância




Ai, que saco, viu! Não adianta; seja lendo os comentários das pessoas na série Racismo nos textos do Alex Castro, seja por textos como este do "Mr. Manson", cada vez mais eu me convenço que a ignorância supera o bom senso.

sábado, janeiro 10, 2009

Oriente-médio



Druze, e eu não sei o nome correto em português, é uma comunidade religiosa de origem islâmica. E a pedida para a noite de sábado foi uma jantinha num restaurante de comida típica desse povo, que é encontrado originalmente na Síria, Líbano e Israel. Como eu não conheço a culinária desses países, não sei dizer no que, especificamente, a comida dos Druze diferencia-se das da região do oriente-médio.

Eu comi uma espécie de pão recheado com queijo de cabra TRI bom, acompanhado duma saladinha com tabule. Estava uma delícia.

O restaurante é bem pequeno. Destaque para a garçonete que nos atendeu, uma fofura, uma menina super simpática e doce que veio de Israel, a mãe mora lá ainda e é professora de ensino fundamental.


Serviço
Restaurante: Gazala Place
Endereço: 709 9th Ave, New York, NY 10019 - entre as ruas 48 e 49.
Telefone: (212) 245-0709
Precinho camarada.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Sobre o tempo



Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai

Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final


quarta-feira, janeiro 07, 2009

Falta uma semaninha!!!




Mal posso esperar por Berlim. E uma das coisas que eu mais quero fazer é jantar no restaurante descrito aqui.

Sabe criança quando ganha bicicleta, mas tá chovendo, e não pode nem estreiar a bichinha? Pois é! Estou em ansiedade similar com minha incursão alemã.

A única coisa que eu peço agora é pra ficar boa duma vez. Porque a cada dia que passa uma coisa melhora e outra piora. Agora não tenho dormido à noite, com tosse, aquela tosse que dói o peito.

Na madrugada de anteontem eu não aguentei e marquei médico. Fui no início da manhã. Ele disse que é um resfriado e tenho que esperar passar. Ele coletou melequinha da amigdala, para ver se a inflamação era viral ou bacteriana, mas o resultado foi viral - ainda bem!

O negócio e esperar e ficar boazinha.

terça-feira, janeiro 06, 2009

Ignorância



Claro que vou ignorar.
Humpf, tenho culpa de saber usar acentos diferenciais?
Eu até sei escrever minissaia!

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Afônica




Estou quase sem voz e apostando no meus chazinhos. Antes eu já tinha um pé meio natureba, agora aqui nos istêites, vou virar mais. Tudo aqui é tão cheio de conservantes, acidulantes, edulcorantes, anabolizantes (sic) que tenho que dar umas radicalizadas e comprar produtos "orgãnicos", vê se pode!

O chazinho da noite de hoje ganhou aliados. Receita de hoje:

Coloque numa panela (e leve ao fogo, ne, xuxu)
- duas xícaras de água
- 1 dente de alho picado ou amassado, ou semi cortado
- 3 paus de canela
- um punhadinho de cravos-da-índia
- 1/2 limão em pedacinhos (antes da uma expremida no limão e coloca o sumo numa xícara, deixa esperando)
- um monte de pedacinhos de gengibre, tacalhe um monte, mas tudo em pedacinho pequeno, ou ralado. Dá umas duas colheres de sopa de gengibre ralado.

Pega um pouco desse gengibre ralado e coloca na xícara, junto com o suco de limão.

Deixa ferver bastante a água.

Daí coloca duas colheres de sopa de mel na xícara (aquela com o suco e o gengibre). Depois despeja o chá quentinho na xícara. Não, precisa colocar tudo na xícara, coa, né meu anjo!

Fica uma delícia. A garganta agradece.

domingo, janeiro 04, 2009

Dimanche



Quando fui dormir ontem à noite eu me senti meio estranha, daí tomei um leitinho com mel.

Acordei com a garganta doendo. 5h da manhã. Aí tomei própolis e barita. Deitei.

Acordei quase 1h da tarde, quase sem voz.

No meio da tarde tinha a sensação de que estava com febre. Verifiquei. Alarme falso.

Fiz uma sopa dos deuses hoje.

1 maço gigante de couve. Corta em tirinha fininhas. Refoga com alho (sem óleo, sem cebola, sem sal).
2 cebolas grandes. Refoga. (sem óleo, sem sal).
Mistura a cebola já douradinha e a couve.

Pega um feijão pronto, tempera com cominho, páprica defumada, sal. Enche de água. Ferve, ferve. Mistura na couve com cebola.

Aí leva essa mistureba no fogo e deixa fervendo.

Noutra panela pega água e põe pra ferver com caldo de carne. Depois junta um tanto de aveia em flocos grossos. Sim, aveia. Acerta o sal. Deixa ferver.

Pega a "varinha mágica" (ou o mixer de mão) e dentro da panela do feijão com a couve, dá uma triturada. Só pra couve não ficar toda inteira. É rápido, dá umas passadas pra lá e pra cá.

Mistura o caldo de avei lá na panela da couve com feijão.

Deixa ferver mais um pouco.

Tá pronto.

Ficou triiiiiiiiiiiii boa.


Agora à noite vou fazer um chazinho de gengibre com limão e mel. Deitar e dormir. E tratar de ficar boazinha.

sábado, janeiro 03, 2009

No seu ou na minha?




Convite pra jantar.
Uh, legal.
Aí você toma banhinho, escolhe roupitcha. Usa aquelas maquiagens caríssimas que comprou na cidade e que fazem você parecer que está sem maquiagem. Fica prontinha.

Aí tem a escolha de onde comer. Ok, discute-se. E se deixa bem claro que não tem dinheiro e portanto precisa ser um lugar barato. Chega no restaurante, estuda o menu. Ok, esse serve no orçamento.

Daí se diverte horrores com amigos e amigas, muita risada e bate papo.

Tudo que pede do cardápio é friamente calculado, e não extrapola o orçamento.

Chega a conta.

Alguém pega a conta e diz qualquer valor três vezes maior do que você gastou, pra cada. Hein? Hei, perai, eu pedi os pratos mais baratinhos. Não bebi nada, ou bebi um drink apenas. E do mais barato. E agora vou pagar toda essa comida? E todo mundo na mesa age como se fosse a coisa mais natural da face da Terra.

Toda a economia que eu fiz durante o mês, andar a mais pra economizar no transporte, carregar comida na bolsa pra não gastar na rua, juntar juntar para gastar em roupitchas em liquidação, em maquiagem, para comprar um computador novo daqui a um ano... tudo isso pra pagar o drink ou a comida de alguém? E que nem é seu melhor amigo da face da Terra?

Resolução de começo de ano (já que não sou chegada à resoluções-de-começo-de-ano, vou fazer uma pra inovar):

  • Carregar dinheiro, notinhas, papel-moeda, quando sair pra esses jantares, daí, já separar e pagar em dinheiro, só a minha parte, se dividindo dá muito mais pra cada um, só lamento.

  • No meu cartão, nunca mais!

    quinta-feira, janeiro 01, 2009

    Chegou.



    2009 começou bem. Nada de emocionante. Simplesmente eu, bem feliz.
    E que todos os 365 dias que me restam sejam assim. (sim, que me restam nesse novo ano, não na vida, bla bla bla.)

    Felicidades pra todos que eu gosto muito, pra todos que amei muito, pra todos que estão nos meus pensamentos. Mesmo sem telefonemas, sem emails, sem recados no orkut ou Facebook, nem msn, gtalk e afins, eu penso em vocês, e sinto falta, e gostaria de ter todo mundo pertinho de mim, e desejo sempre coisas boas, e fico feliz com as conquistas, e fico preocupada com a falta de notícias. Eu considero vocês pra caramba.

    Beijos, abraços e carinhos sem ter fim.