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sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Eu sei, eu sei




Faz um tempão que não venho aqui.
Eu fico esperando ter tempo para atualizar as coisas e falar tudo em ordem, mas não dá.

Então, na versão mega reduzida, as atualizações:

Minha estada em Berlim foi ótima, melhor impossível. Foi uma ótima semana para começar o ano. Foi super legal encontrar a Lu e a Jenny. Tão inusitado. Eu não pensava em ir pra Alemanha tão cedo na minha vida. Que bom que eu fui.

Foi uma semana de muitas caminhadas e orgias gastronômicas. Nossa, como eu comi. E comi bem, e um monte de coisas maravilhosas.

Voltei de Berlim e fui direto pra Washington. Cheguei em casa às 7 da noite e saí às 9, pra pegar o ônibus. Cheguei às 3h30 da madruga em Washington, fui pra Virginia, na casa da Naiara. Cheguei lá e voltamos pra Washington. Ficamos congelando em pé por horas, mas valei cada minuto. A posse do Obama foi emocionante. E no fim das contas a espera foi super divertida. Foi um privilégio ter feito parte, em certa medida, da história dos Estados Unidos.

Passei uns dias na Naiara e depois fui pra Maryland, pra casa da minha ex-colega de casa, a Jackie. Foi óoooooteeemo. A gente se divertiu tanto. E no primeiro dia que estive lá ela pegou o caro e me levou até a cidade onde fez faculdade. E conheci a Universidade de Maryland, que fica em College Park. Aí eu me dei conta que estávamos na uni que minha amiga Karen trabalha, então liguei pra ela e nos encontramos, fomos tomar um café e passamos um tempinho juntas. Foi bem legal.

Em Maryland conheci uma amiga da Jackie que é fantástica, a Karuna. Que figura! A gente saiu, foi pra karaokê, experimentei meu primeiro mud slide, e amei. Agora eu sempre peço mud slide, é meu drink favorito.

Voltei pra Nova York e no dia seguinte direto pras aulas.

Há duas semanas fui pruma conferência no sul dos Estados Unidos, em Nashville. Foi mega bacaninha. Claro, passagem, hotel e comidinhas na faixa, pra variar.

Semana passada a Jackie veio pra cá e passou o findi aqui. A gente saiu e foi bacana que as outras meninas do apê foram junto. Nós todas sentimos muita falta da Jackie, ela é tão fofinha e louquinha e querida.

Esta semana eu trabalhei feito uma condenada no meu mid-term paper, e já tenho 2 parágrafos escritos, só faltam 14 páginas e meia. Ai, santo inferno.

Hoje à noite o Fábio chega em NYC, vai passar uns dias aqui em casa. Ele fica até dia 06 de março, mas eu viajo antes disso. Vou passar uns dias em São Francisco, num seminário da Fulbright. Fazer o que, né? Mais uma viagenzinha na faixa.

E na outra semana, vou pra Chicago. Mais viagem na faixa.

Se eu continuar neste ritmo, em dois anos terei visitado todos os 50 estados desse país!

Eu que não vou reclamar...

quinta-feira, novembro 22, 2007

Parabéns pra vocês!




Hoje/ontem tive duas ótimas notícias: duas pessoas queridas passaram numa das fases de processos seletivos para pós-graduação. Uma passou na primeira fase da seleção do doutorado, aqui na UFBA; a outra passou na segunda fase da seleção do mestrado, na UFSC.

Dedos cruzados para as duas, para que cheguem até o final e com boa classificação.

Merecem.

sexta-feira, novembro 16, 2007

adieu, Maroc!




Pois eh, estou quase indo embora. Devo dizer que muita coisa aconteceu desde minha ultima postagem: a conferencia melhorou, naquele dia mesmo assisti uns workshops bem bacanas; fiquei mais habituada com as mudanças climaticas; jah me entendo melhor com o telcado - alias, tenho que tirar uma foto; e tenho saido com meu novo amigo marroquino, o madani.

Eu queria ficar mais tempos pelos lados de cah, confesso, mas nao vai dar, primeiro porque nao tenho um puto tostao, segundo porque tenho que ir pra feira, trabalhar, e estou com trocentas coisas acumuladas por lah.

Tomara que eu consiga ir no show do luiz melodia, no domingo.

Tomara que a greve dos ferroviarios acabe, em paris, senao to fuuuuu pra ir do orly pro cdg, quero soh ver!

Hoje termina a conferencia, daqui a pouco, em poucas horas, dai vou fazer compras, quero levar umas frutas, temperos, comida e um tajine.

A noite, vou jantar na casa do madani e ele vai me ensinar a fazer tajine.

Amanha, saio cedinho pro aeroporto, voo as 12H30, sair do hotel ali pelas 9h.

Paris. Orly - cdg. voo 23H30 Rio amanha. Depois salvador. vou chegar morta, mais morta do que jah estou.

Acho que eh isso por enquanto, neste meio tempo vi camelos, andei de charrete guiada por cavalos, tirei fotinhos, ri muito, brinquei muito com experimentos de fisica, discuti com colegas sobre as apresentacoes, contatos, muitos contatos. Apresentei meu trabalho... jah falei disso aqui? Bem, se falei, repito, e recebi o convite pra fazer uma palestra na rep tcheca, num evento ano que vem.

Entre mortos e feridos, salvaram-se todos!

Beijos marroquinos!!!


segunda-feira, julho 23, 2007

Violência urbana







Na semana antes de eu viajar para a América do Norte, entrei para as estatísticas de violência no Brasil.

Era minha semana teatral, lembra? Pois, no domingo fui ao teatro com a Ana Paulo, assistimos Édusek. Foi bacaninha e conheci o Teatro da Gamboa. Pequeniniiiinho, adorei o teatro. Adoro teatro pequeno, e adoro teatro imponente, a la São Pedro. Hoje ainda conversava com o Francisco, sobre o teatro Renascença (Poa), que eu gosto bastante.

Então, saímos da Gamboa e a Ana tentou me convencer a comer uma pizza no Bêco de Rosália. Eu disse que queria dormir cedo e seria sem esticadinhas. Ia pegar meu ônibus e seguir pra casa. Ela resolveu ir comigo até a parada. Quando estávamos na frente do Palácio da Aclamação - onde esta semana foi velado o ACM (ele mórreu, ele mórreu!) -, um casal surgiu do nada, pareciam indigentes, estavam maltrapilhos, vinham abraçados de maneira estranha, nós hesitamos, a cena era esquisita e então eles vieram para cima de nós, cada um com uma faca. A mulher foi pra cima da Ana, o cara veio pra cima de mim. Foi rápido e foi uma eternidade. Foi um susto enorme. Inusitado. A sensação que eu tinha era a de que faria xixi nas calças. Juro. Aí passou e fiquei pensando, o que eu tenho na bolsa... estava com uma bolsa enorme, que comprara no Maranhão. Então me dei conta que não havia trocado o conteúdo da bolsa desde que havia saído à tarde, ou seja, estava com cartão de crédito, CNH... e viajaria em menos de uma semana. Puta que pariu, eu não podia deixar o cara levar a bolsa inteira. Tá. Abri a bolsa e comecei a tirar as coisas para dar a ele. O que sai primeiro? Uma garrafa de água mineral. Eu e minhas garrafinhas. Depois, meu casaco. Sempre é frio em teatro, cinema e afins aqui, por causa do forte ar-condicionado. Neste meio tempo, a mulher estava lá com a Ana e puxou a bolsa dela, enquanto ela tentava tirar a bolsa para entregar à ladra, o que acabou machucando uma parte do rosto da Aninha, com a alça da bolsa. Então a mulher pegou a bolsa e saiu correndo. O cara começou a gritar "o celular, o celular"! Eu catei o celular na bolsa e entreguei pra ele. E ele atravessou a rua correndo.

Era por volta de 20h, eu acho. Já não lembro. Sei que tinha movimento na rua. Foi um puta azar nosso, uma puta sorte deles. Naquele exato momento nós passávamos por ali e a sinaleira estava fechada - pois se estivesse aberta eles não teriam conseguido atravessar para o lado de cá, nem para o lado de lá. Havia fluxo de carros.

Nenhum dos várias policiais e viaturas que velavam ACM no sábado estava por perto.

Da Ana, levaram tudo: dinheiro, documento, cartão, chave de casa. No dia seguinte eu providenciei cópia da chave aqui de casa, e entreguei para um amigo. Se tivesse levado minha chave, eu estava fodida. Sem celular, sem chave, sem dinheiro, sem cartão de banco - ou seja, sem ter como sacar. E minha conta é em Porto Alegre.

A Ana estava de mudança para Poa naquela semana, foi um baita contratempo.

Foi nossa primeira vez. Meu primeiro assalto. Primeiro assalto da Ana. Cúmplices das estatísticas modernas.