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domingo, agosto 31, 2014

A copa passou


Acabou o São João, acabou a Copa do Mundo de futebol, os meses têm passado rapidamente. Em uma semana completarei um ano de Campina Grande. Várias coisas aconteceram nesse ano. Fui conhecendo a cidade aos poucos, caminhei muito pra lá e pra cá. Ganhei dois editais, um do CNPq e outro da CAPES. Comecei a ter aulas de percussão. Entrei num grupo de teatro. Eu me mudei e comecei a mobiliar apartamento, montar minha casinha. Fogão, geladeira, máquina de lavar roupas, cama e colchão, era tudo o que meu apartamento tinha, por algum tempo. Aos poucos foi ganhando cara, um sofá aqui, uma mesa ali. Ah, e teve a super novela da cozinha, claro. A vida seguia boa, até que voltei pra Nova York. Depois de pouco mais de um ano e meio longe daquela cidade, eu voltei. Foi brutal. Quer dizer, a ida pra lá não foi brutal. A estada na cidade foi ótima. Foi tão bom rever minhas amigas e amigos, conversar com as pessoas, andar pela cidade e pelos parques, fazer supermercado, cozinhar, ver tv em casa, ir para bares, ver gente, ficar quieta, tudo. A volta, entretanto, foi brutal e me fez fisicamente, mentalmente e emocionalmente debilitada. São muitas as razões e complexas. Eu gosto daqui. Eu gosto de lá. Eu gosto principalmente do meu trabalho, aqui e da minha casa. Eu sinto uma falta colossal das longas conversas com meus amigos e minhas amigas de lá. Não há facebook que dê conta disso. Meu plano inicial era de ficar cinco anos em Campina e depois reavaliar a vida. Essa ida a NYC abalou minhas ideias. Muita calma e paciência nessa hora. Vai passar, eu sei. Mas dói.

sexta-feira, julho 22, 2011

No creo en brujas...



Dentro do festival de filmes brasileiros assisti esta semana o Chico Xavier. Claro que lembrei da minha mãezinha* o tempo todo. O filme é bem bonitinho e vale a pena assistir. Garantiu uma choradinha básica no meio da tarde no ar-condicionado congelante do cinema, numa Nova York de quase 40 graus.


* Tchutchuca, se tu ainda não viu, dá um jeitinho de ver.

segunda-feira, junho 06, 2011

Alternativa à Nova York



Ontem fui assistir Midnight in Paris, mas só porque sou fã do Woody Allen. Confesso que estava com medo porque, sabe como é, não sou fã de comédia romântica. Mas adorei o filme! É impressionante como o carinha do filme (não, eu não sei nome de atores) é uma versão jovem do Woody Allen. A voz, o ritmo, o estilo. Muito, muito bacana!

Ah, as imagens de Paris... me deu vontade de voar pra lá no próximo vôo. Sem contar no enredo do filme. Saudades de Woody Allen, saudades. Tá aí, pra não ser Nova York, só mesmo Paris.

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Subiu pra cabeça


Eventozinho das organizações de estudantes da faculdade. Boca livre, banquinhas e gente circulando. Eu paro num dos trocinhos lá pra saber informações do posterzinhos das menininhas lá:

bla bla bla
Menina:
- Ah, que lindo o teu esmalte.
Eu:
- Obrigada.
Menina, toda fashionista do caramba:
- É Channel?
Eu, num sorriso cúmplice de gente desocupada que sabe quais as cores da nova coleção de esmaltes da Channel:
- É.
Menina, asiática que brincava de boneca com roupa de estilista quando era pequena:
- Essa cor é linda.
Eu, do Morro Santana/Federação para o mundo:
- Pois é, esse é meu favorito da nova coleção.


Tem coisas, que só Nova York faz por você.

domingo, janeiro 16, 2011

Saudades



Acho que eu tinha uns 6 or 7 anos, nao lembro. Fomos visitar uns parentes em Alvorada. Eu lembro que tinha ganhado um jogo de cha de brinquedo todo lindo, com xicaras, pires, colher, leiteira, varios bules, tudo bonitinho. Era do Snoopy e no bule principal tinha o Snoopy deitado em cima do telhado, Sim, o bule era no formato da casinha do cachorro,

Durante as visitas o tempo sempre eh curto para brincar tudo o que se quer. Eu nao queria ir embora. Entao minha mae deixou eu ficar lah durante o final de semana. Fiquei. Brinquei, brinquei, brinquei e adoeci. Fiquei com febre, dor de garganta, fiquei toda malzinha.

No domingo a noite, ou na segunda a noite, nao sei. Uma eternidade depois, minha mae veio me buscar. Todo mundo ficou falando que eu estava doente de saudades da minha mae.

No final de 2010, de 18 de dezembro ateh 05 de janeiro, eu tive em Nova York a companhia da minha maezinha. A gente brincou um montao juntas e fizemos todas as turistices que eu nao fiz nos poucos mais de dois anos que estou aqui.


Fomos a musical na Broadway, assistimos o tradicional espetaculo de natal na Radio City, almocamos e jantamos em varios restaurantes bacaninhas, fizemos compras, compras, compras, caminhamos, Times Square, museus, cinema, supermercados, Chinatown, neve, muita neve, jazz, blues, concerto de cordas, gospel no Harlem, concerto para a paz na catedral, ateh praia. Pois eh, praia! com neve e tudo. Iamos ateh Las Vrgas, mas tivemos o voo cancelado por conta da tempestade de neve. Mas brincamos muito muito.

Quando faltavam poucos dias pra minha maezinha partir, eu fiquei doente. Doente doentinha. Garganta fechada num dia, quase sem voz no outro, dores no corpo. Malzina, malzinha. Na manha do dia 05 levei minha mae para o aeroporto. Eu nao sei se adoeci de saudades antecipadas ou nao , mas o que eu sei eh que depois que minha maezinha partiu bateu um vazio, um desanimo e uma vontade de voltar pro Brasil.

terça-feira, dezembro 14, 2010

Mamãe eu tô na Globo!

O vídeo inteiro vale a pena, claro, mas se quiser ir direto pros meus 10s de fama, vai para 9 minutos e 18 segundos do vídeo.

http://globouniversidade.globo.com/Portal/globouniversidade/pop/tvg_globouniversidade_pop_videos/0,,PGU_13_novembro_2010,00.html

O link é este, copia tudo e cola no navegador. Eu não consegui colocar nem o vídeo nem o link aqui, então vai na mão grande e copia e cola aí.

Se não funcionar, vai no site do Globo Universidade, o programa foi ao ar no dia 13 de Novembro de 2010.

Não tem absolutamente nada sobre o meu trabalho com mulheres negras cientistas, particularmente físicas, mas foi divertido gravar meus 10s de fama com uma câmera de celular. Além disso, a produção do programa é super querida. São super fofos mesmo.

Vai lá e olha meu momento global.

Do site:
"O Globo Universidade leva ao ar reportagens sobre ensino, pesquisa e projetos científicos realizados no meio acadêmico brasileiro. O programa é exibido aos sábados, às 7h, na Rede Globo; às 13h30, no Canal Futura; e às 15h30, na Globo News. No Futura, é possível assisti-lo mais duas vezes: nas quartas-feiras às 15h10 e nas quintas-feiras, às 3h. As edições também estão disponíveis na íntegra no site."

segunda-feira, agosto 16, 2010

Fat lady



PQP, ninguém merece uma cantora de ópera no quarto ao lado. Sim, a menina pra quem a minha colega de casa (ilegalmente) sub-locou o quarto dela desta vez é cantora de ópera.

Um pouquinho é até bacana ouvir, mas esta mina cantando um montão, acaba com a paciência de qualquer vivente. Oh-oh-ohhhh de c...

Tá na hora de acabar já, ô, fat lady.


terça-feira, julho 27, 2010

Rainha





Uma das meninas aqui resolveu viajar e sub-locar o quarto. Não, não se pode sub-locar o quarto. Não, ela não sub-locou para alguma conhecida, ao contrário. Enfim, veio uma mocinha e ficou aqui por um mês. E a minha colega ainda me colocou numa saia justa. Nós podemos receber visitas por até 15 dias no mês. Para entrar no prédio, pegar elevador, respirar, precisamos de carteira de identificação e, no caso de visitantes, podemos pegar um cartão de visitante. O lance é que o passe é válido por, no máximo, 15 dias. Então a moçoila preencheu uma fichinha com meu nome e tudo e pediu pra eu assinar. Pediu-me como um favor, que eu não tinha como recusar, né?

Sei que a guria ficou aqui um mês, não fedia nem cheirava (tampouco falava). Produzia um monte de lixo, mas não tirava. Enfim, num dos dias, eu acordo pela manhã, vou até o banheiro, abro a porta, e me deparo com a mina sentada no trono. As duas levaram um susto. Pedi desculpas enquanto fechava a porta rapidamente. Não sei o que deu na cabeça da mocinha pra não trancar a porta (que fica usualmente fechada, então não dá para saber se tem alguém ali ou não).

Tirar lixo de gente folgada, ter uma "estranha" na nossa "casa", tudo bem. Mas ver a mina ***ando, ninguém merece!

sábado, junho 26, 2010

Mulherzinha



Um projeto interessante que tem aqui na cidade é o Women's Project. Descobri o teatro quando passei pela frente uma vez, voltando do show do Colbert Report.

Ai, cheguei em casa, procurei pelo website e me cadastrei no mailing list delas. Quase um ano se passou a nunca ouvi falar das mulherzinhas, ateh que recebi um email pedindo para atualizar meus dados no website. Atualizei (com a mesma informacao, diga-se de passagem) e um dia depois recebi um email com ingresso gratis para assistir a peca Lascivious Something
.

O, beleza... fui com minha amiga Mandy e tivemos uma noite bem agradavel. Gostei da peca. Bastante. No final, passei numa lojinha de vinhos que tem lah pertinho e comprei um vinho verde por 5 pilas. Barbadex. Tenho que lembrar de passar por lah mais vezes. Adoro vinho verde no verao. Especialmente com umas frutas vermelhas na taca (copo sem cedilha).

Esta foi uma da serie teatro de graca em Nova York. Agora jah estou me sentindo em Porto Alegre. Sim, estou comparando teatro de camara com Broadway, por que, vai encarar?

quarta-feira, maio 26, 2010

Teatro, musicais, Broadway (ou, vidinha mais ou menos)



Tudo começou com um email que minha amiga I-Ching, uma Taiwanesa fofa que eu adoro, me encaminhou um email que oferecia ingresso para assistir a um musical que começaria sua pré-estreia na Broadway. Claaaaro que eu respondi ao email, e depois encaminhei para outras amigas.

Daí que recebi a resposta e ganhei um par de convites. Outras amigas também ganharam.

Foi meu segundo musical na cidade, o primeiro na Broadway. Eu não gosto de musicais, mas gostei desse porque era precisamente sobre um dia num estúdio de gravação da Sony Records, numa noite de um lendário encontro de Elvis Presley, Johnny Cash, Jerry Lee Lewis e Carl Perkins. Encontro que ocorreu uma única vez na história, bla bla bla. Então foi bacana porque o povo não ficava cantando, dançando e interpretando (essa é minha "coisa" com musicais, prefiro tudo separado, a não ser que seja ópera).

Enfim, The Million Dollar Quartet foi bacana e, de graça, até injeção na testa.

Ano novo, vida nova



Bem, mais um semestre terminou. Sobrevivi ao meu segundo ano acadêmico na terra do Tio Sam. Foi um bom semestre acadêmico e um semestre interessante na minha vida de moradora em residência universitária.

Nestes semestre 4 das 5 meninas que moravam aqui foram embora. Uma delas estava comigo desde o início, agora se formou e foi morar sozinha, que bonitinaha, no seu primeiro apartamento. A outra não se formou, mas mudou-se também, é a mais novinha, e foi morar num apartamento dividindo-o com apenas uma pessoa. Além disso, ela está de namorado novo que ficava boa parte do tempo aqui, e ela não terá que assistir aulas neste semestre, daí a mudança. Uma terceira formou-se e voltou para o estado dela, foi para a casa dos pais. Finalmente, a quarta menina era recém chegada, ficou aqui só um semestre, mas mudou-se para o verão, colocou suas coisas num depósito (o que é muito comum em Nova York) e vai viajar durante o verão.

Antes de mudar-se a última menina citada ainda tentou colocar pedidos para que a louça fosse lavada, assim a pia poderia ser limpa durante a limpeza semanal que é feita por um empregado da universidade. Mas não adiantou muito. Daí, na segunda semana, a dona das louças imundas colocou suas louças sujas em cima do balcão da pia, espalhando suas coisas (foto acima), com a justificativa de que assim a pia poderia ser limpa. (é que funcionários não limpam nada que tenham coisas nossas, eles não estão autorizados a remover coisas. Imagina a dor de cabeça que deve dar se alguma das moçoilas reclama de algo que algum funcionário supostamente mexeu!)

Então nossa pia sem louças ficou assim:



Daí a moçoila colocou um bilhete dizendo que não lavava a louça há mais de duas semanas porque precisava comprar uma esponja nova. Tem um mercadinho 24 aqui na frente do prédio. Dá pra ir de pijama, até. Tinha esponja novinha dentro da gaveta do armário da cozinha. Quer desculpa mais esfarrapada? Ó o bilhetinho aí embaixo, e as marquinhas de eca na pia.



Nesta semana, depois que todas foram embora, eu e a menina que ficou nos juntamos para fazer uma limpeza geral, ou seja, colocar fora todas as coisas que as moradoras anteriores deveriam ter jogado fora antes de se mudarem. Depois de duas horas e meia de trabalho (sim, tinha muita coisa, por tudo: armários da cozinha, geladeira, banheiro...) enchemos 21 sacolas de lixo. Sim, aqueles sacos grandões, não sacolinha de supermercado, saco saaaaaco. A menina que ficou é muito engraçada, ela ficou puuuuuta com a menina que deixou um montão de creca pra gente se desfazer. Pelo menos foi divertido fazer a limpeza com ela. Incrivel como tinha coisa neste apartamento, assustador!

Como dizia um amigo meu, são apenas distintos padrões de limpeza.

Agora, que venham as novas companheiras!!!

Metida a barista



A novidade pros lados de cá é meu brinquedinho recém adquirido, uma máquina de café expresso DeLonghi EC155, que só falta fritar ovo.

Estou amando tomar expresso todos os dias, fresquinho, e tomar latte, fazendo o leite ficar cheio de espuminha. Uma delícia, delícia.

Claro que fico lendo tudo sobre café e sobre máquinas e sobre expressos. Sabe como é, tenho que entender minimamente da coisa enquanto estou no auge da empolgação.

Então passa agqui qualquer hora prum cafezinho!

sábado, março 20, 2010

Festinha brasileira


Achei este post perdido aqui nos rascunhos, só com a imagenzinha da Pacha, uma boate aqui em Nova York. Outro dia rolou uma festa brasileira lá e eu fui. Nuuuooooossssaaaa! Cada tipinho. Assustador. Mas eu já estava na fila, estava empolgada e de cornos virados. Eu estava puta com o Dee e só queria sair. Tinha uma amiga que estava indo pra lá, então eu fui. A festa estava lotadaça. Mas foi bom, eu fiquei na pista dançando até cansar. Fazia tempo que não dançava ao som de uma velha eletrônica. Coisa boa. Foi bem bom. Aí cansei, peguei um táxi e vim pra casa. Mas não ousei falar português e fingia que não entendia as coisas que eu ouvia perto de mim.

Ah, a primavera...


Finalmente tempo agradável nesta cidade. O dia está lindo lá fora. Tem sol, faz 20C, acredita?

Lá fora... sim, e eu aqui dentro, sim.
Saí ontem, saí anteontem. Não preciso sair todos os dias das minhas mini-férias, né?

As férias começaram na sexta-feira passada, mas daí choveu, choveu, choveu, teve vendaval e o escambau. Na casa da mãe do Dee eles ficaram sem energia elétrica até terça-feira! Meus planos eram de curtir Nova York no findi passado e daí viajar neste findi para Maryland, visitar a Jackie e a Karen (seu marido e a filhinha deles, a Isabela, recém nascida), mas aí dormi, dormi e dormi no findi da chuva e temporal. Dormi, cozinhei e malhei. Só.

Pobre que se preza não pode ter muitas férias, né? Então apesar de estar em férias das aulas, eu tive que trabalhar. Trabalhei segunda, terça e quarta. Por isso minhas férias começaram, de verdade, na quinta-feira. Aí tirei o atraso!

Quinta fez um dia lindo, temperatura agradável... para comemorar o início da primaver por vir, pintei o cabelo de vermelho e fiz as unhas com uma combinação de esmaltes que ficou um espetaaaaculo! Fui no meu quiroprata, caminhei, caminhei, caminhei pela cidade, fui no Trader Joes comprar coisinhas baratas e saudáveis e terminei a noite no Nevada Smiths, onde fui encontrar amigas e amigos queridos, bater papo, ver gente e me divertir bastante.

Na sexta, outro dia lindo na cidade. Coisa boa uma sonequinha no meio da tarde quando tá quentinho, né? Sim, é bom dormir quando chove e é bom dormir quando faz sol. Oh, vida. Sei que passei o dia pensando se ia ou não numa super festa que aconteceria à noite. No final decidi ir.

Agradeço ao bom Senhor que nos protege por ter colocado bons pensamentos na minha mente e me feito decidir por ir a tal da festa, porque estava triiiii boa. Melhor festinha que já fui aqui em Nova York. Monte de gente querida, velhos e novos amigos, caipirinhas, música, temperatura perfeita... ai, ai. Coisa boa.

Aí hoje, fui dormir às 5 da manhã, acordei às 11h30. Agora são 4h30 e eu, uma preguiçosa, estou aqui dentro de casa, atualizando o blog e pensando nas leituras que tenho que fazer e nas coisas que tenho que escrever com prazo para segunda-feira. Sim, férias naquelas, né? Com o mundo de trabalho que a gente tem pra fazer com prazo já para o primeiro dia pós-férias, é claro que se terá que usar tempo das tais férias.

Enfim, o importante é que é primavera e que minhas unhas estão impecáveis. Morra de inveja.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Meu primeiro pão de queijo

Outro dia fui numa janta na casa de uma colega aqui da faculdade em que cada um levava um pratinho (aliás, isso é tão, tão, tãaaaaaaaaao comum aqui, chama-se potluck. O bacana é que, como é institucionalizado, nem rola constrangimento de pedir pra se levar alguma coisa. Dá pra fazer listinha antes do que cada um vai levar, se quiser, ou até pedir para que se leve especificamente isso ou aquilo).

Eu resolvi por meus dotes culinários - e minha super habilidade de ler instruções em pacotinho - e fiz minha primeira leva de pão de queijo. Sim, pão de queijo de pacotinho, mas tem que ter a manha, tá. Não é assim, só colocar ovos e água e deu. Não! Tem que sovar. Como não queria fazer melequêra (sic) na minha mão, usei uma colher de pau e mexi a massinha. É a mesma coisa que sovar, não é?

Só sei que meus pães de queijo ficaram lindos, maravilhosos e super super super gostosos. Fiquei me sentindo praticamente mineira criada no interior com forno à lenha.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Dia de São Valentino

 

No rol das experiências culturais estadunidenses, celebrei no último dia 14 o dia de São Valentino - tá, o Valentine's day. Foi um domingo bem bacaninha, com muitos presentinhos, música, vinho,  queijinhos, chocolate, frutinhas, comidinhas, sorvetinho e mais bebidas. Só sei que gostei deste tal de São Valentino. Quero mais!

sábado, fevereiro 20, 2010

Dia lindo


Hoje está um dia lindo lá fora. Nem sei se está frio ou não. Digo, se está muito frio ou não. Já são quase três da tarde, acho que vou no supermercado comprar leite e na biblioteca imprimir uns materiais pras leituras desta semana.

Depois vou pra outra biblioteca, mais pertinho de casa, pra ficar fazendo trabalhinho de aula no computador de lá. Eu prefiro usar o computador lá, é mais rápido que o meu aqui de casa, a cadeira é mais confortável, e eu tenho menos distrações do que no meu quartim.

Então eu vou, antes que o sol vá embora por completo.

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Let it snow, let it snow, let it snow!

 
 
Hoje nevou. E tudo parou.
Já nevou outras vezes, claro, mas para hoje estava anunciada uma tempestade de neve. Outras tempestades foram anunciadas antes, mas dessa vez (finalmente!) a faculdade resolveu fechar. As escolas públicas fecham quando há previsão de tempestade de neve, mas minha faculdade tem tradição de ser osso duro de roer, pelega, pelegona. Enfim, mas dessa vez parou.

Acordei com a rua toda branquinha, o teclado branquinho, os carros escondidinhos em neve... coisa tão fofinha. Sim, fofinha porque eu podia ficar o dia todo em casa, porque eu não tenho que limpar neve alguma e porque eu vivi sempre sem neve, né! Ora bolas!

sexta-feira, dezembro 25, 2009

Tudojuntomisturado



Hoje recebi um comentário da Su aqui no blog e lembrei que não atualizo este espaço há algum tempo.
Sim, sim, faz tempo...


Depois do enlouquecedor final de semestre, entrei em férias no dia 24 de dezembro. Fiz coisinhas de aula até o dia 22, quando entreguei meus últimos trabalhos e depois trabalhei o dia inteiro no dia 23. Dia 24 eu só queria dormir e descansar. E ficar em casa sozinha. Como todas as meninas aqui do apê são dos Estados Unidos (sim, fora a flor de formosura - que já se mudou, aliás), eu imaginei que teria a casa só pra mim e poderia curtir uma tranquilidade, finalmente. Grande ilusão...

Até a noite do dia 24, uma da meninas - a que mora mais próximo, diga-se de passagem, e que costuma passar os finais de semana em casa durante o semestre - resolveu ficar por aqui. Todoas as outras já tinham ido embora no início da semana, mas ela continuava - e com ela, suas louça na pia, claro.

Na manhã do dia 24, depois de dormir até cansar, resolvi limpar e arrumar meu quarto. Com prazer, joguei toda a papelada de física no lixo. (eu comentei da disciplina de física que fiz neste semestre? e que me fez odiar física?) Para o lixo foram muitos papéis e revistas. À tarde recebi uma caixa de presentes da minha mãezinha - ah, o natal! Ganhei dois cachecóis LINDOS DE MORRER que fora feitos pela Gleci. Além disso, a caixa veio recheada de várias coisinhas fofinhas-da-mãezinha. Recebi também uma outra caixa, com um armário que eu havia comprado para colocar coisas de cozinha. A maior parte das coisas de cozinha estava no meu quarto, num armário, daí resolvi colocar mais um armário no corredor e colocar tudo de cozinha lá. Quer dizer, "tudo" naquelas, né? Basicamente comidas, porque não deixarei minhas panelas e afins ao alcance das porquinhas.

Montei o armário, transferi as comidinhas e todo o resto, limpei tudo, guardei cachcóis e blusões no espaço que abriu no armário que estava no meu quarto, tirei pó, passei aspirador, queimei incenso, ouvi música... Ai, que delícia!!!

Recebi a visita da minha amiga I-Ching, que trabalha na biblioteca também. Ela é um amor de pessoa; ela havia preparado uns biscoitos tradicionais chineses e veio me trazer de presente de natal. Tão fofinha!

À noite, a menina que é de Jersey (a cidade/estado aqui do lado) finalmente foi passar o natal com a família. Ah, sim, ela resolveu, estranhamente, ficar por aqui, porque agora está com um namorado novo, então os dois passaram estes dias por aqui. Claaaaaaro. Antes de ir embora ela finalmente lavou a louça: uh-huuu!

A noite do dia 24 foi então tranquila, vendo filminhos, na paz da minha casinha. Foi também de muita alegria, ao receber a notícia de que a mãe do Adiso está respondendo positivamente ao tratamento e que o tumor parou de crescer. Pareceu coisa de filme, com milagre natalino.

Dia 25 fiquei em casa, fiz comida: arroz, feijão, couve, farofa (mamãe mandou minha farofa à base de soja favorita!) e limpei a geladeira. Joguei um monte de lixo fora (porque a fofoluxa de Jersey deixou o cesto de lixo CHEIO de garrafas de cerveja. ô povo sem noção!) e tive mais um dia tranquilinho e de paz.

Eu queria muito ter ido passar no natal com a Jackie, em Bethesda. Eu adoro aquela guria e gosto muito da família dela. É sempre agradável ir pra lá, mas eu estava tão cansada do final do semestre e do trabalho que não tinha energia para, no dia 24, arrumar malas, pegar busum e viajar, eu precisava de um pouquinho de descanso.

Pela necessidade de baixar o ritmo também acabei declinando as propostas de ir para Amherst e passar o natal com a Ana e o Bruno, ou mesmo aqui em Nova York, com a Naiara e o Koonj. O descanso foi bom, e merecido.

No dia 26 eu tentei lavar a roupa, mas ainda estava difícil... a montanha de roupa suja crescia e crescia. O trato na casa sofreu um intervalo e fui cuidar das minhas unhas, cabelos, pele... e ainda bem que fiz isso, porque ao finalzinho da tarde apareceu um convite pra ir no MoMA, ver filminho do Tim Burton. Irrecusável! Que bom que eu já estava prontinha. Então assistimos A fábrica de chocolate; na seqüência (porque eu sou da velha geração, sim, eu uso trema) comemos muito chocolate na Casa do chocolate, no Brooklyn.

A noite estava terrível: chovia, ventava, fazia frio. Mas eu estava em férias mesmo, ora bolas... então acabei a noite no East Village, numa festa de músicas de diferentes partes da África. Foi interessante.

No domingo pela manhã fui encontrar com "meu tutor no Brasil", o prof. Olival, que está por um período em Boston (no MIT, porque ele é chique, benhê) e esteve em Nova York no final de semana. Então fizemos um brunch e depois fomos na Century 21, meu paraíso de compras, para encontrar algumas roupas de inverno para a Indianara. Eu falei pelos cotovelos, pra variar. Foi um domingo bem bacana e o dia estava lindo! É impressionante: a noite anterior estava um nojo, o dia seguinte, uma beleza... vá entender!

Segunda, dia 28, eu fiquei na minha casinha e finalmente lavei a roupa. Montes de roupa. E assisti filminhos na tv. Foi um dia de preguiça. Um bom dia de preguiça.




Na terça eu tinha consulta com minha nutricionista, quer dizer, não a minha, mas uma outra, porque a minha não estaria disponível nesta semana. Adorei esta outra nutri! Acho que vou trocar várias das minhas consultas (que já estão marcadas para o semestre inteiro) por consultas com esta outra, ela é ÓTIMA!

Então fui cedinho na consulta depois me encontrei com a I-Ching e outra amiga dela + irmã e fomos para Chinatown, para um dia de Dim Sum (minha comida favorita). Foi muito divertido passar o dia em Chinatown com a I-Ching, agora eu só quero ir praquelas bandas com ela. É muito mais negócio estar em Chinatown com alguém que fala mandarim...

Meu, tava frio, frio, friiiiiiiiiiiiiioooo!!!

Daí no final da tarde o Adiso veio aqui pra casa, jantamos e vimos DVD. Pobre da criatura. Ele estava mal, mal, muito mal. Ficou com febre, tomou remédio, suou litros... passou uma noite do cão, o coitado. Eu fiz uns chazinho (cheio de várias-coisas-tudo-junto-misturado-muito-mel-gengibre-e-limão) e ficava como a minha mãe faz comigo: "toma enquanto tá quente, tem que estar quente!", a fruta nunca cai longe do pé...

No reveilão eu tinha decidido que ficaria em casa. Não queria ir pra nenhuma das festas possíveis. Uma das meninas voltou pra cá no final da manhã do dia 31, para passar a virada com o namorado, que também chegaria algumas horas depois. A I-Ching veio almoçar aqui em casa, então convidamos a outra menina para comer conosco. Findo o almoço, findou-se também a uma semana em que coloquei uma toalha de mesa que resistiu a refeições numa boa. É claro que minha colega de casa tinha que derramar algo na toalha. E já que é para derramar, que seja shoyo, né?

À noite ela e o namorado jantaram na cozinha. Ao final da janta, a toalha ganhara marcas da garrafa de vinagre balsâmico e mais uma outra grande mancha escura de não sei-o-quê, que foi derramado na mesa. Hoje, dia 03 de janeiro, ainda tem louça na pia que ela deixou no dia 31. E tem lixo até no chão, por causa dos montes de garrafas de cerveja. No banheiro, há dois dias acordo e a descarga não foi dada; perto da banheira, tem pacote de camisinha aberta jogado no chão. Não, não vou tirar o lixo, nem juntar pacote de caminha, tampouco reclamar da louça, mas já tirei a toalha da mesa. O ano recomeça e a paz de estar sozinha em casa - ou simplesmente ter a casa limpa - já se foi. É um pouco triste quando penso que minha maior alegria de morar aqui é aguardar ansiosamente por pequenos dias quando todas estão fora.



De volta à virada... acabei sendo convencida a ir numa das festas, na casa de pessoas que eu nem conhecia. Foi em Park Slope, no Brooklyn. Pelo menos neste reveillon eu vesti roupinhas claras para tentar fugir do pretinho basico de inverno. Eu fiquei muito feliz de ido porque conheci um monte de gente interessante e finalmente estive numa festa aqui nos Estados Unidos que me lembrava mais o tipo de reuniões que tinha no Brasil, com minhas amigas e amigos. Tudo bem, sem a caipirinha, sem o churrasco (no RS), sem o mar (na BA). Acho que a melhor descrição pra minha festa de reveillon seria dizer que eu me senti como num filme do Woody Allen. Com tudo de bom, ruim, maluco, profundo, desconcertante etc que possa ter, com diálogos fantáticos, sinceros e surreais. E com neve.

segunda-feira, novembro 16, 2009

Surpresas do doutorado




Em 2003 uma blog entrou no ar, usando este mesmo servidor, o blogspot, para contar as aventuras e desventuras de uma garota de programa em Londres. O tempo passou, o blog ficou famoso no mundo inteiro, virou livro e virou seriado de tv. A blogueira continuava a escrever mas jah nao mais seguia na vida de garota de programa.

Eis que agora, 6 anos depois, a dona do blog resolveu sair do anonimato. Ela eh uma cientista na area de oncologia, pesquisadora da Universidade de Bristol. A blogueira revelou sua identidade e disse que resolveu trabalhar como garota de programa quando mudou para Londres para fazer o doutorado.

Pois, vida de doutoranda em mega cidades nao eh facil...