quinta-feira, abril 02, 2009

Bom dia pra quem?



Tempinho do caramba esse!
Cadê o sol? Cadê o calorzinho?
Saco cheio desses trabalhinhos malas da facul, viu?
E eu quero um terno. Mas já viu o preço dos ternos?
Um terno e um sapato. Ou uns dois sapatos.
O fato de eu estar totalmente quebrada é um pequeno detalhe.
Ai, eu quero ir na academia, mas não quero caminhar até lá.
Eu sou uma prefuiçosa incorrigível.

sábado, março 28, 2009

sexta-feira, março 27, 2009

Off Broadway



Hoje fui num musical: The New Hopeville comics. Meu primeiro musical em Nova York. Foi bacana, engraçadinho, humor estadunidense, gritaria nos meus ouvidos, história bacana, loooooongo. A história começou bem mas lá pelas tantas ficou tão sem sentido e foi suma barulheira. Duas horas e pouco... haja paciência. Mas os músicos eram bons, ótimos!

É... não, ã-ã, continuo não gostando de musicais.

Aliás, nem preciso dizer que eu ganhei os ingressos, né?

Primavera de c* é r*!



Depois de um longo e tenebroso inverno, eis que surge a primavera. Pelo menos em tese. Oficialmente, é primavera, mas ninguém avisou a mãe natureza. E após ter passado meu inverno reclamando que o aquecedor do meu quarto superaquecia tudo e por isso, contra as normas da universidade, vi-me forçada a fechar meu aquecedor durante todo o inverno, eu tive que abrir meu aquecedor, na primavera!!!

Por duas noites eu dormi muito mal. Vesti mais roupinhas. Coloquei mais cobertores. E nada. Até que desisti e abri o aquecedor. Que primavera filha da mãe é essa? Com uma primavera assim, quem precisa de inverno?

Fala sério! Eu quero é sol.


Trivialidades



Ontem passei o dia em casa fazendo coisas relativamente não-acadêmicas. Acordei, tomei café da manhã... de café preparei um café com leite e comi com um bolinho de milho (com leite condensado) que assei na noite anterior. Na quarta-feira eu passei o dia em New Jersey e cheguei em casa morrendo de vontade de comer um doce. Fui no mercadinho aqui na frente de casa e só achei uns doces nada-a-ver e todos caros, então subi pra casa e resolvi fazer um bolinho de pacotinho que eu tinha. Sério, foi um bolinho. Coisa mais bonitinha. Bem pequenininho. Como se fosse um muffin gigante. E o pacotinho também era pequeno, para preparar só aquela porção e deu. Gostei da brincadeira. Então matei minha vontade de doces na quarta, com bolinho e chá, e aproveitei pro café da manhã.

Aí passei o dia no computador, pra variar, trabalhando numa porcaria de resume e cover letter. É tão irritante gastar um dia inteiro pra fazer uma coisa besta que eu faria em 15 minutos no Brasil - e em Português. Primeiro tem a questão da língua, claro. Tudo em inglês é mais demorado para mim, como ler ou escrever. Mas há também a questão de estilo. Aí que o bicho pega. PQP, é TUDO diferente. E isso me toma um super tempo.

No almoço fui numa sessão do GSAS apenas, claro, pela boca livre. Mas o tema do encontro foi interessante. Comi uma fatia de pizza e tomei um copo de coca light com água. Fazia algum tempo que eu não bebia coca cola, mesmo com água. Agora me lembro o porquê: odeio a sensação de estufamento que o gás da coca cola me dá.

Voltei pra casa e segui fazendo as coisinhas chatas. Além disso, fiquei batento papo com a Sarah. Ela é uma figurinha e, às vezes, não me deixa trabalhar. É bom dividir a casa com gente bacana.

No fim da tarde fui pruma outra sessão boca livre, porém aqui no TC. Pra minha surpresa, minha orientadora estava lá, era uma das painelistas. Peguei vários sandubas e garanti o almoço para alguns dias. Só não peguei mais porque o povo não ia embora nunca. Não comia e não saia da sala. Eu já expliquei, né? Em eventos com comida, sempre sobra rango, daí é só a gente pegar e trazer pra casa. E quando os eventos terminam, qualquer um que estiver passando pelo corredor entra e pega comida, a idéia é justamente essa. Mas aquele povo não saia da sala nunca, daí eu só peguei uns sandubinhas, senão tinha pegado toda a salada, mais a massa e umas garrafinhas d'água. Sou pobre porém limpinha.

Voltei pra casa, terminei o que levei o dia todo pra fazer e até fiquei feliz com minha produção. Fui pra caminha e assisti Family guy. Eu adoro esse desenho. Daí a Jackie ligou e ficamos batendo papo um tempão. E foi isso.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Eu sei, eu sei




Faz um tempão que não venho aqui.
Eu fico esperando ter tempo para atualizar as coisas e falar tudo em ordem, mas não dá.

Então, na versão mega reduzida, as atualizações:

Minha estada em Berlim foi ótima, melhor impossível. Foi uma ótima semana para começar o ano. Foi super legal encontrar a Lu e a Jenny. Tão inusitado. Eu não pensava em ir pra Alemanha tão cedo na minha vida. Que bom que eu fui.

Foi uma semana de muitas caminhadas e orgias gastronômicas. Nossa, como eu comi. E comi bem, e um monte de coisas maravilhosas.

Voltei de Berlim e fui direto pra Washington. Cheguei em casa às 7 da noite e saí às 9, pra pegar o ônibus. Cheguei às 3h30 da madruga em Washington, fui pra Virginia, na casa da Naiara. Cheguei lá e voltamos pra Washington. Ficamos congelando em pé por horas, mas valei cada minuto. A posse do Obama foi emocionante. E no fim das contas a espera foi super divertida. Foi um privilégio ter feito parte, em certa medida, da história dos Estados Unidos.

Passei uns dias na Naiara e depois fui pra Maryland, pra casa da minha ex-colega de casa, a Jackie. Foi óoooooteeemo. A gente se divertiu tanto. E no primeiro dia que estive lá ela pegou o caro e me levou até a cidade onde fez faculdade. E conheci a Universidade de Maryland, que fica em College Park. Aí eu me dei conta que estávamos na uni que minha amiga Karen trabalha, então liguei pra ela e nos encontramos, fomos tomar um café e passamos um tempinho juntas. Foi bem legal.

Em Maryland conheci uma amiga da Jackie que é fantástica, a Karuna. Que figura! A gente saiu, foi pra karaokê, experimentei meu primeiro mud slide, e amei. Agora eu sempre peço mud slide, é meu drink favorito.

Voltei pra Nova York e no dia seguinte direto pras aulas.

Há duas semanas fui pruma conferência no sul dos Estados Unidos, em Nashville. Foi mega bacaninha. Claro, passagem, hotel e comidinhas na faixa, pra variar.

Semana passada a Jackie veio pra cá e passou o findi aqui. A gente saiu e foi bacana que as outras meninas do apê foram junto. Nós todas sentimos muita falta da Jackie, ela é tão fofinha e louquinha e querida.

Esta semana eu trabalhei feito uma condenada no meu mid-term paper, e já tenho 2 parágrafos escritos, só faltam 14 páginas e meia. Ai, santo inferno.

Hoje à noite o Fábio chega em NYC, vai passar uns dias aqui em casa. Ele fica até dia 06 de março, mas eu viajo antes disso. Vou passar uns dias em São Francisco, num seminário da Fulbright. Fazer o que, né? Mais uma viagenzinha na faixa.

E na outra semana, vou pra Chicago. Mais viagem na faixa.

Se eu continuar neste ritmo, em dois anos terei visitado todos os 50 estados desse país!

Eu que não vou reclamar...

sábado, fevereiro 21, 2009

Um outro mundo é possível.


Watch more New York City videos at tripfilms.com




Eu adoro couchsurfing e hospitality club, e sempre que possível tento trazer meus amigos para essas comunidades fantásticas!

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Friaca pouca é bobagem



Porque o negócio aqui é dinâmico, tá ligada?


mas continua não chovendo, la la la la

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Pausa



Pras pessôa que ficam me enchendo o saco cobrando sobre atualizações no blog, informo que em breve trarei notícias semi-frescas.

Acontece que a Capes, a Fulbright e a universidade, estão me pedindo burocracias para renovar a bolsa. Cada uma fazendo um pedido diferente. Cada uma com requisições absurdas (ok, a universidade não fez pedidos absurdos) e todas exigindo a avaliação/assinatura/blablabla da minha orientadora.

Então como tenho quase 30 páginas de burocracias pra preencher, pegar assinaturas e entregar e com prazos de 31 de janeiro, 05 e possivelmente 10 de fevereiro (com fé e choradeira), tenho que me dedicar a isso no momento.

Em tempo: as férias terminaram, aulas já começaram e eu AMO minhas disciplinas deste semestre!!!


segunda-feira, janeiro 12, 2009

Viagem no tempo



Ok, pessoas, agora vou partir para minha viagem ao futuro. Saio agora à tarde de Nova York e chego em Berlim amanhã pela manhã (temos 6 horas de diferença).

O legal é que na volta eu saio de lá na segunda-feira pela manhã e chego aqui na segunda pela tarde. Uma viagem para o passado.

Santa ignorância




Ai, que saco, viu! Não adianta; seja lendo os comentários das pessoas na série Racismo nos textos do Alex Castro, seja por textos como este do "Mr. Manson", cada vez mais eu me convenço que a ignorância supera o bom senso.

sábado, janeiro 10, 2009

Oriente-médio



Druze, e eu não sei o nome correto em português, é uma comunidade religiosa de origem islâmica. E a pedida para a noite de sábado foi uma jantinha num restaurante de comida típica desse povo, que é encontrado originalmente na Síria, Líbano e Israel. Como eu não conheço a culinária desses países, não sei dizer no que, especificamente, a comida dos Druze diferencia-se das da região do oriente-médio.

Eu comi uma espécie de pão recheado com queijo de cabra TRI bom, acompanhado duma saladinha com tabule. Estava uma delícia.

O restaurante é bem pequeno. Destaque para a garçonete que nos atendeu, uma fofura, uma menina super simpática e doce que veio de Israel, a mãe mora lá ainda e é professora de ensino fundamental.


Serviço
Restaurante: Gazala Place
Endereço: 709 9th Ave, New York, NY 10019 - entre as ruas 48 e 49.
Telefone: (212) 245-0709
Precinho camarada.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Sobre o tempo



Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai

Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final


quarta-feira, janeiro 07, 2009

Falta uma semaninha!!!




Mal posso esperar por Berlim. E uma das coisas que eu mais quero fazer é jantar no restaurante descrito aqui.

Sabe criança quando ganha bicicleta, mas tá chovendo, e não pode nem estreiar a bichinha? Pois é! Estou em ansiedade similar com minha incursão alemã.

A única coisa que eu peço agora é pra ficar boa duma vez. Porque a cada dia que passa uma coisa melhora e outra piora. Agora não tenho dormido à noite, com tosse, aquela tosse que dói o peito.

Na madrugada de anteontem eu não aguentei e marquei médico. Fui no início da manhã. Ele disse que é um resfriado e tenho que esperar passar. Ele coletou melequinha da amigdala, para ver se a inflamação era viral ou bacteriana, mas o resultado foi viral - ainda bem!

O negócio e esperar e ficar boazinha.

terça-feira, janeiro 06, 2009

Ignorância



Claro que vou ignorar.
Humpf, tenho culpa de saber usar acentos diferenciais?
Eu até sei escrever minissaia!

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Afônica




Estou quase sem voz e apostando no meus chazinhos. Antes eu já tinha um pé meio natureba, agora aqui nos istêites, vou virar mais. Tudo aqui é tão cheio de conservantes, acidulantes, edulcorantes, anabolizantes (sic) que tenho que dar umas radicalizadas e comprar produtos "orgãnicos", vê se pode!

O chazinho da noite de hoje ganhou aliados. Receita de hoje:

Coloque numa panela (e leve ao fogo, ne, xuxu)
- duas xícaras de água
- 1 dente de alho picado ou amassado, ou semi cortado
- 3 paus de canela
- um punhadinho de cravos-da-índia
- 1/2 limão em pedacinhos (antes da uma expremida no limão e coloca o sumo numa xícara, deixa esperando)
- um monte de pedacinhos de gengibre, tacalhe um monte, mas tudo em pedacinho pequeno, ou ralado. Dá umas duas colheres de sopa de gengibre ralado.

Pega um pouco desse gengibre ralado e coloca na xícara, junto com o suco de limão.

Deixa ferver bastante a água.

Daí coloca duas colheres de sopa de mel na xícara (aquela com o suco e o gengibre). Depois despeja o chá quentinho na xícara. Não, precisa colocar tudo na xícara, coa, né meu anjo!

Fica uma delícia. A garganta agradece.

domingo, janeiro 04, 2009

Dimanche



Quando fui dormir ontem à noite eu me senti meio estranha, daí tomei um leitinho com mel.

Acordei com a garganta doendo. 5h da manhã. Aí tomei própolis e barita. Deitei.

Acordei quase 1h da tarde, quase sem voz.

No meio da tarde tinha a sensação de que estava com febre. Verifiquei. Alarme falso.

Fiz uma sopa dos deuses hoje.

1 maço gigante de couve. Corta em tirinha fininhas. Refoga com alho (sem óleo, sem cebola, sem sal).
2 cebolas grandes. Refoga. (sem óleo, sem sal).
Mistura a cebola já douradinha e a couve.

Pega um feijão pronto, tempera com cominho, páprica defumada, sal. Enche de água. Ferve, ferve. Mistura na couve com cebola.

Aí leva essa mistureba no fogo e deixa fervendo.

Noutra panela pega água e põe pra ferver com caldo de carne. Depois junta um tanto de aveia em flocos grossos. Sim, aveia. Acerta o sal. Deixa ferver.

Pega a "varinha mágica" (ou o mixer de mão) e dentro da panela do feijão com a couve, dá uma triturada. Só pra couve não ficar toda inteira. É rápido, dá umas passadas pra lá e pra cá.

Mistura o caldo de avei lá na panela da couve com feijão.

Deixa ferver mais um pouco.

Tá pronto.

Ficou triiiiiiiiiiiii boa.


Agora à noite vou fazer um chazinho de gengibre com limão e mel. Deitar e dormir. E tratar de ficar boazinha.

sábado, janeiro 03, 2009

No seu ou na minha?




Convite pra jantar.
Uh, legal.
Aí você toma banhinho, escolhe roupitcha. Usa aquelas maquiagens caríssimas que comprou na cidade e que fazem você parecer que está sem maquiagem. Fica prontinha.

Aí tem a escolha de onde comer. Ok, discute-se. E se deixa bem claro que não tem dinheiro e portanto precisa ser um lugar barato. Chega no restaurante, estuda o menu. Ok, esse serve no orçamento.

Daí se diverte horrores com amigos e amigas, muita risada e bate papo.

Tudo que pede do cardápio é friamente calculado, e não extrapola o orçamento.

Chega a conta.

Alguém pega a conta e diz qualquer valor três vezes maior do que você gastou, pra cada. Hein? Hei, perai, eu pedi os pratos mais baratinhos. Não bebi nada, ou bebi um drink apenas. E do mais barato. E agora vou pagar toda essa comida? E todo mundo na mesa age como se fosse a coisa mais natural da face da Terra.

Toda a economia que eu fiz durante o mês, andar a mais pra economizar no transporte, carregar comida na bolsa pra não gastar na rua, juntar juntar para gastar em roupitchas em liquidação, em maquiagem, para comprar um computador novo daqui a um ano... tudo isso pra pagar o drink ou a comida de alguém? E que nem é seu melhor amigo da face da Terra?

Resolução de começo de ano (já que não sou chegada à resoluções-de-começo-de-ano, vou fazer uma pra inovar):

  • Carregar dinheiro, notinhas, papel-moeda, quando sair pra esses jantares, daí, já separar e pagar em dinheiro, só a minha parte, se dividindo dá muito mais pra cada um, só lamento.

  • No meu cartão, nunca mais!

    quinta-feira, janeiro 01, 2009

    Chegou.



    2009 começou bem. Nada de emocionante. Simplesmente eu, bem feliz.
    E que todos os 365 dias que me restam sejam assim. (sim, que me restam nesse novo ano, não na vida, bla bla bla.)

    Felicidades pra todos que eu gosto muito, pra todos que amei muito, pra todos que estão nos meus pensamentos. Mesmo sem telefonemas, sem emails, sem recados no orkut ou Facebook, nem msn, gtalk e afins, eu penso em vocês, e sinto falta, e gostaria de ter todo mundo pertinho de mim, e desejo sempre coisas boas, e fico feliz com as conquistas, e fico preocupada com a falta de notícias. Eu considero vocês pra caramba.

    Beijos, abraços e carinhos sem ter fim.

    quarta-feira, dezembro 31, 2008

    Contagem regressiva




    Ok, novo ano chegando...
    Os planos pra hoje?
    Agora: dormir.
    Fui na academia pela manhã, agora almocei e vou dormir um pouquinho. Depois passar numa lojinha de bebida dum tio Português, de Leiria, que está há 26 anos em Nova Iorque. Então vamos comprar bebidinhas e à noite vamos pra festa no apê, sem bundalelê, tá?

    E para começar bem o ano, e não perder o pique, deixa eu aumentar minha emissão de CO2 e minha exposição aos ráios cósmicos:

    * Berlin, Germany: 11 DAYS 17 HOURS
    * Washington D.C.: 18 DAYS 17 HOURS
    * San Francisco, California: 63 DAYS 12 HOURS

    domingo, dezembro 28, 2008

    Baladeenha*




    Ontem fui numa festinha num clube chamado Pink Elephant. O evento era o encontro do grupo de jovens profissionais de Nova Iorque que curtem vinho. Sim, eu faço parte desse tal grupo. Daí uma amiga minha, francesa, que também curte vinhos e queijos, por acaso também faz parte desse grupo - e a gente nem sabia. Eu convidei umas amigas pra ir, mas elas se fresquearam e resolveram não ir. E a Marie, a francesa, me convidou pra ir, ela disse que queria ir mas não tinha companhia. Pronto, juntou a fome com a vontade de comer. Fomos.

    Aí primeiro entramos num lugar, subimos um monte de escadas e descobrimos que estávamos num lugar para meditação. Ops, lugar errado. O Pink Elephant era do outro lado da rua. Tá. Entramos.

    Ah, sim, esqueci de comentar a parte mais importante: entrada de graça, claro. Mas não é só isso: open bar por duas horas. Mas não é só isso!! Queijos e pãezinhos de graça. Um moooooooonte de queijo.

    Meu, é claro que eu bebi várias vodka com cranberry (aliás, o open bar era só de vodka) e comi toneladas (menos, menos) de queijinhos tri bons.

    Ainda acabei encontrando uma pessoa que eu conhecia 'virtualmente' por lá, no maior acaso. Explico: uma menina do Couchsurfing me escreveu perguntando informações sobre o Brazil e eu dei. Como eu tenho este nome sui generis (que só o meu colega brasieliro acha que deve ter um montão), ela acabou me encontrando na festa, porque viu meu nome (eu sei que é neste momento que minha amiga Flávia vai parar e pedir pra explicar direito, e eu vou me fazer de louca).

    Mas o lugar era bem bacaninha e a festa tinha gente de todos os tipos e idades (acima de 21, né baby). Isso foi muito bacana, nunca tinha visto uma festinha tão diversificada.

    Enquanto minha amiga Flávia não vem me visitar, pra gente ir nessas baladinhas 0800, minha sugestão é para ficarem atentos à inauguração do Pink Elephant Sao Paolo (sic)!

    Dá pra ir em Sampa e depois em NYC, e comparar.


    * Texto dedicado a minha amiga Flávia

    sexta-feira, dezembro 26, 2008

    Das responsabilidades



    Vou morrer e não vou ver tudo!

    Então tá, né, se você comprou cachorro quente, comeu, dá uma ligadinha pra mim, e entre nesta ação coletiva. Tá ligada que cachorro quente aumenta a chances de desenvolver câncer colo-retal? Então me liga e a gente vê se você pode processar alguém também.


    quinta-feira, dezembro 25, 2008

    Sommerville, New Jersey



    Foi em Sommerville que passei o dia de ação de graças. Uma cidade pequena e fofinha. Uma daquelas cidades estadunidenses em que não dá para viver sem carro. A maioria das cidades é assim, Nova Iorque é que é a exceção.

    Eu acho tão estranho usar carro para um monte de coisas. Tá, tudo bem, eu usava carro pra tudo em Porto Alegre, mas eu poderia ir no supermercado, na manicure, na feira, em coisas próximas. E dependendo do bairro em que se mora em Poa, não se precisa de carro. E também dá pra se andar de ônibus na boa. Eu não vi nenhum ônibus em Sommerville. Agora que escrevi isso fiquei pensando, nem sei se tem, será que tem?

    Ônibus em NY é uma merda, mas tem trem. E o trem é uma beleeeeza. Digo, beleza porque não pega trânsito e tal, porque no mais, é uma sujeira, um nojinho. Mas Sommerville não tem trem (até tem, mas pra outras cidades, não interno), então como será que fica?

    Aliás, neste feriadão tive minha primeira experiência de trem nos EUA. Peguei o Armtrak e desci na Penn Station. Nossa, mega confortável, foi tri bom e acho que a viagem levou umas 2 horas. Barbadinha.


    Para mais fotos, visite meu álbum dessa viagem.

    quarta-feira, dezembro 24, 2008

    Filmezinho na tarde chuvosa





    Uma das coisas boas de estar em férias é poder almoçar um ranguinho bem bom e depois ver um filmezinho no meio da tarde. A chuva caindo lá fora. Hmmm delícia. E hoje não dormi - sim, porque noutro dia eu apaguei após o almoço enquanto via um filme bem bonzinho. A pedida da tarde de hoje foi American gun, um filme a la Crash, mas que na verdade foi produzido antes do Crash.

    Ao contrário de Crash, que lembro de ter ouvido críticas de que o filme dividia tudo entre bonzinhos e mauzinho, no American Gun a mensagem é uma só: armas são mauzinhas e ponto.

    Uma vaca, mas em forma!



    Primeiro foi o Häagen-Dazs, que é uma maravilha, eu amo, e já era tarada por ele no Brasil, mas era muito caro pro meu bolso. Agora aqui, terra do Häagen-Dazs (sim, o sorvete nasceu no Brooklyn), é que eu caí em tentação de vez porque é super barato - comparativamente ao Brasil.

    Duas semanas comendo o sorvetinho e minha nutricionista me puxou a orelha, ok, cortei. Eu tentei o sorvete do Vigilantes do Peso, mas não gostei; daí tentei o da vaquinha e me apaixonei. É tri bom e satisfaz a vontade de doce. A nutricionista aprovou.

    Esta semana eu tentei um outro sabor da vaquinha, o de torta de morango. Pra quê? Pra queeeeee, Deus meu??? É tri bom!



    Pelo menos tem apenas 140 calorias, acho que 3g de fibras e 0g de gordura. Ou algo assim. Sim, porque eu estou uma vaca de gorda nesta terra, mas quero ver se consigo ficar uma vaca em forma!

    segunda-feira, dezembro 22, 2008

    Ah, férias...




    Há tempos que não sentia tanto a necessidade de ter férias. O semestre foi "puxado", mas felizmente acabou. Então agora posso fazer uma breve atualização da última semana.

    Segunda entreguei a maioria dos meus trabalhos finais, na terça eu terminei o que faltava (que era pra entregar na quinta) e na quarta eu finalmente fui ao supermercado. No caminho pro super eu vi uma academia que não tinha visto antes. Ela fica na esquina, em cima do Dunking Donuts. Acho que eu nunca tinha olhado pra cima. Tá, resolvi subir. Depois de algum tempo procurando a entrada, encontrei e subi as escadinhas. Até me lembrou a academia do Parcão lá da Dr. Flores. A academia me pareceu bem limpinha. Sentei lá, preenchi uma fichinha, daí a menina me mostrou a academia, tentou me vender um plano de dois anos, ou de um ano, jogou um papinho de vendedora, perguntei sobre cancelamento do contrato, ela não foi muito clara. Eu disse que queria o passe de uma semana anunciado num cartaz. Ela disse, tá, tudo bem. Desde então tenho frequentado a academia, fazendo aulinhas, todos os dias às 10h. Menos nos domingos e menos agora no período de natal e ano novo. A academia só terá aulinhas na segunda e terça (assim como só teve dias 22 e 23 - e eu fui!).

    Na sexta-feira fui presenteada (eu e toda a população da cidade de Nova Iorque, né?) com uma tempestade de neve. Eu fui na nutricionista pela manhã e estava nevando, mas até aí, tudo bem. Quando saí do consultório, o campus estava todo branquinho, e já tinha gente começando a trabalhar na limpeza da neve, fazendo caminhos pras pessoas passarem. Foi tão rápido!

    Sexta foi meu primeiro dia de férias e finalmente saí com meus amigos para jantar, despreocupada. Fomos num restaurante grego, como festa de despedida dos colegas que foram para a Grécia, passar as férias. Foi mais do que excelente. Depois viemos aqui pro prédio e ficamos jogando cartas na madrugada. Bem divertido.

    No sábado a Naira, o marido (Kooj), uma das irmãs (Naiama) e o irmão menor (Gabriel) vieram pra cá. Eles passaram o findi aqui. Era para eles terem vindo na sexta, mas a tempestade complicou a situação das estradas, então eles vieram no sábado pela manhã. Nai é minha amiga de Salvador e que mora em Washington, os irmãos estão visitando os EUA pela primeira vez.

    Fomos patinar no gelo. E descobri que não gosto de patinar no gelo. Quer dizer, eu não sei e não consegui aprender. E dá muito medo, muito, muito, muito. Não posso dizer que foi mega divertido, mas foi bem interessante, e eu faria novamente sem pensar duas vezes.

    Foi meu primeiro final de semana totalmente de turista desde que cheguei para morar - ano passado não conta!

    O final de semana foi ótimo e foi muito bom tê-los por aqui, pena que foi rápido demais.

    As férias trouxeram várias coisas, descanso, festinhas, malhação, amigos... e guerra de bola de neve!!!

    quinta-feira, dezembro 18, 2008

    Ah, a juventude...



    "One of my Facebook friends" my paper is due in 36hours.i still hve to read 2books and to write the intro and the conclusion.its 5am and im back from...3 parties:S. 3 hours ago - Comment*


    Tenho energia pr'essas coisas não, meu rei.




    * "um dos meus amigos no Facebook" o meu artigo é para daqui a 36 horas. Eu ainda tenho dois livros para ler e tenho que escrever a introdução e a conclusão. São 5 da manhã e eu recém cheguei de... 3 festas.

    quarta-feira, dezembro 17, 2008

    Só pra registrar



    Hoje foi a primeira vez que nevou "bastante" e até formou gelinho nas árvores, carros etc. Ainda não está frio o suficiente nem nevando o suficiente para ficar centímetros de neve no chão, mas até o natal...

    (fotinho de um carro estacionado na frente do meu prédio)

    terça-feira, dezembro 16, 2008

    Quase em férias!



    Falta pouquinho. Mais dois dias e serei livre. Mas perderei minha coleguinha de casa favorita. Esta semana fizemos bolinhos; eu fiz um bolo integral e ela fez um cheescake (na verdade era um flan, mas deu errado e o sabor ficou de um cheescake maravilhoso).

    Uma lembrancinha desta semana.

    Falta pouco, falta pouco.

    domingo, dezembro 07, 2008

    Até injeção na testa

    Dunkin' Donuts. Dunkin' keeps me blogging. Try Dunkin' Donuts Coffee For Free. Get a Sample

    Tudo ao mesmo tempo agora



    Trabalhos de final de semestre, cólica, neve, chocolate quente, maquiagem, biblioteca, amigos, iPod, academia, compras, chuva, sucos, trem, gripe, Soho, Prada, peru, aulas, música natalina, sono, sorvete, saudades e Chico Buarque.

    A partir de 19 de dezembro, voltarei a ser gente!

    quarta-feira, novembro 26, 2008

    Dia do Peru





    Esta semana o Samuel me disse que este ano haverá uma comemoração de dia de ação de graças em Recife. Eu pensei, nossa que absurdo! Porque eu "aprendi" na semana passada o que era "o tal" do Thanksgiving. Este será meu primeiro Thanksgiving e vou passar com a família de uma colega de aula. Então eu comentei que nem sabia qual era a razão do feriado. E o que minhas colegas explicaram é que era relacionado à colonização dos Estados Unidos, uma celebração à chegada no 'novo mundo'.

    Então não faz sentido se comemorar no Brasil por algo que tenha acontecido nos EUA. E mesmo nos EUA a "comemoração", bem lá no fundo, tampouco é legal, porque desconsidera os massacres à população indígena que já habitava essas terras.

    Aí estava lendo as discussões sobre a data numa comunidade do Orkut e vi uma explicação do Thanksgiving que relacionava com uns agricultores que passaram maus bocados e depois tiveram fartura e fizeram uma ceia celebrando as graças. Não se precisa conhecer muito de história pra ver que tem algo errado. Fui olhar na wikipedia. Vi que há diferentes versões para o Dia de Ação de Graças.

    Nesta reportagem aqui há uma discussão sobre o mito do Thanksgiving.

    Conversei com uma das meninas aqui de casa e ela disse que algumas pessoas até sabem da "verdadeira" história, mas o motivo original da comemoração acabou se perdendo e as pessoas usam a data para celebrar as boas coisas da vida e passar em família, e comer bastante, comemorar a fartura e as amizades.

    A casa aqui está praticamente vazia, todo mundo viajou ou viaja hoje. Só uma das meninas que vai passar apenas a quinta-feira (dia do Thanksgiving) na casa de um amigo.

    Pelo sim, pelo não... viajo hoje e vou comer bastante peru e tirar fotos. Volto na sexta-feira!

    domingo, novembro 23, 2008

    Pior final de semana




    Este foi meu pior de semana na terra do Tio Sam. Se por um lado foi bom conversar com minha mãezinha no sábado à noite, e comer um almocinho tri bom (que eu cozinhei) no domingo, por outro foi muito ruim não produzir coisa alguma. Foi muito ruim tentar trabalhar e não conseguir. Foi particularmente ruim ter que fazer várias pequenas paradas sociais. Almocei com meus colegas Fulbright no sábado, foi bacaninha, mas ó pelo fator social. Tomei uma sopa ruim e investi um monte de tempo. Se eu estou em casa o dia inteiro, só tenho que tomar banho e ficar no meu roupão o dia inteiro. Se tenho que sair é tomar banho, me arrumar, bla bla bla, caminhar até o ponto de encontro, ficar um tempão ainda esperando os outros, depois tem mais um tempo até definir um lugar pra ir, chegar no lugar. Senta, bate papo, come, gasta dinheiro.

    Ser sociável é bom, é importante, eu gosto de ver as pessoas, claro, mas me toma muito tempo.

    Depois a outra coisa ruim foi ser sociável com minhas colegas de apartamento. Eu adoro elas, elas são super queridas e sou a pessoa mais sortuda da face da Terra por tê-las como colegas de casa. Mas eu estava no espírito de querer/precisar trabalhar, e elas queriam bater papo. E eu não consigo trabalhar, parar, conversar, voltar a trabalhar. Eu preciso ficar ruminando na frente do computador, e trabalhar e parar, mas ficar aqui, rondando, lendo, parando, escrevendo, parando. Daí vinha uma, depois vinha outra. E ficavam aqui de papo. E eu adoro conversar com elas, claro, elas são super fofas e divertidas, mas eu realmente queria trabalhar.

    E o Samuel e suas ligações no fim do dia. A gente já conversou um milhão de vezes para ele ligar cedo, pela manhã, quando é muito mais fácil para mim, em termos de concentração, para papear ao telefone. Porque se eu parar tudo, já noite, para falar ao telefone, sinto muito, depois não volto pra estudar.

    Pode parecer tudo desculpa esfarrapada de procrastinador compulsivo, mas não é. Após anos e anos estudando, eu acabei desenvolvendo este jeito meio estranho de estudar, de me concentrar, de produzir. Se o mundo inteiro resolver me interromper após às 20h, e fazer encontros após às 20h (e que comece antes das 22h, por favor!), fica ótimo, perfeito, maravilhoso. Assim eu fico com o dia inteirinho pra trabalhar "do meu jeito". Tem gente que, contrariamente, só funciona à noite. E funcionam muito bem. É uma questão de estilo, sei lá. Ou treino.

    Eu só sei que eu não funciono com várias interrupções, só isso. Isso acaba comigo e eu fico me sentindo a última das criaturas, pois não consigo fazer meu trabalho andar. Agora tenho trabalho acumulado e atrasado, e bate um certo pânico. E uma das coisas que mais me irrita é pessoas dizendo "ah, mas vai ficar tudo bem", "ah, mas depois você faz", "depois você se concentra e dá um gás". Gás? Gás??? Não, se eu não consegui produzir uma porcaria de um texto com vários dias, eu não vou produzir um em apenas algumas horas. Não entendo essa lógica. Aí, claro, tem os que dizem, ah, mas eu só funcino sobre pressão. Sim, meu bem, eu também, ou acha que eu quero escrever esses artigos só pelo prazer do conhecimento? Não, tem a pressão da data para entregar e a disciplina para concluir, e a nota, e a bolsa. "Desculpa lá", para usar uma expressão de alguém que conheço, mas eu não sou uma gênia, sou bem limitadinha até. Então, eu sou lerda. Eu preciso de tempo, e toooooda a concentração do mundo.

    Escrever no blog toma tempo? Verdade, mas também exorciza. Então, para eu não ser grossa com ninguém, é melhor eu ganhar (porque não acho que é perder) esse tempo aqui.

    Ah, sim, para ajudar, ontem ainda passei mal à tarde, tive ânsia de vômito e dores de cabeça tarde e noite. Acho que é o calor e o ar seco. Sim, tá quatro graus negativos lá fora, mas o aquecedor aqui transforma meu quarto numa sauna, e deixa o ar muito seco. Bebo água constantemente e passo creme hidratante nas narinas. Além disso, deixo minhas janelas abertas - super desperdício de energia, diga-se de passagem. Então acho que foi isso que me fez ficar enjoada ontem. Fiquei bem tontinha mesmo. Nunca desmaiei na vida, mas acho que a sensação de desmaiar passa perto das vertigens que senti ontem.

    Oh, well... agora que já desabafei, já jantei, já vi tv e já bebi um vinho, me sinto bem melhor, e feliz pelo final de semana.

    Vai entender...


    quarta-feira, novembro 19, 2008

    Cala a boca, Magda!

    Compatriotas





    Antes de vir para cá troquei emails com um colega bolsista que também viria para a mesma faculdade que a minha. Quando cheguei na cidade, fui comprar umas coisas básicas no supermercado aqui na frente de casa e, conversando com a dona do lugar, descobri que esse colega havia desembarcado também naquele dia e tinha feito compras por ali também. Vim pra casa e mandei email pra ele, comentando o fato. Mas ele nunca respondeu. Depois, nas milhares de sessões de orientação, cheguei a vê-lo um dia, quando chamaram para os alunos do Brasil se levantarem, e apenas nós dois nos levantamos. Tentei falar com ele, mas o menino havia sumido. Ok. Depois, numa recepção lá no quarteirão das Nações Unidas, no prédio chique da Fulbright, encontrei outros brasileiros: uma menina super bacana, do Rio (eu amo cariocas), e um menino que nem sei de onde é, visto que conversamos muito rapidamente. Não sei qual é o babado com os brasileiros aqui, não consigo manter contato com nenhum! Fora a Laura, e uma outra menina do Facebook, ah e uma outra do Orkut. Aliás, as brasileiras não ficam muito de frescura.

    Enfim, daí, lá na Fulbright, a Laura me apresentou pro colega esse que estuda na mesma faculdade que eu. Oi, oi. Ok. Depois eu estava conversando com um outro menino não sei de onde e veio o colega esse e perguntou:

    - Oi, estou procurando a Katemari, ela é brasileira também.
    - Eu apontei pro meu crachá e disse, eu sou Katemari, nós já fomos apresentados.
    - Não, a Katemari que eu estou procurando é japonesa.
    - Ah, tá bom.

    Sabe como é né gente, tem muita Katemari no Brasil. Nomezinho comum...

    Comentários "aleatórios" no orkut:

    Sobre as comemorações nas ruas do Harlem após a vitória do Obama:
    Nao acredito que perdi essa festa! Vi da televisao e fiquei com muita preguica e confesso com um pouco de medo de sair de casa.


    Sobre a localização de uma loja:
    eu moro em Newark...essa loja ABC ,fica perto da Penn station aqui de Newark ... vc pega o metrô no aeroporto de Newark e desce aqui na Penn station ...sai na Ferry street , andando sempre do lado esquerdo da Ferry , passa em frente do walgreens e segue ...qualquer dúvida , pergunte a qualquer pessoa na rua , a maioria do pessoal daqui são hispanos e brasileiros ... no ABC , vc compra casacos a partir de 30 dólares, conjuntos de roupas térmicas por 5 dólares , luvas 0,99 centavos , conjunto de luvas +cachecol + gorro por 6 dólares ... vale conferir também as lojas : Easy picky e National ...confira as ofertas nos malls de Elizabeth e Jersey city , rota 21 ...se vc se animar vá à dowtown de Newark, que tem muitas lojas , mas fica na região dos negros e p/ vc andar por lá bom sozinha , pode ser perigoso ...bom , espero ter ajudado ...


    Sobre segurança em Nova Iorque:

    -Não andar acima da 100th st...
    -Evitar de pegar metrô depois de 0hr...
    -Depois de 0hr só taxi ou apé...
    -Cuidado com Downtown depois das 19hrs, fica deserto...
    -Cuidado com Chinatown de dia com pequenos roubos, e anoite nem pensar....
    -Cuidado com latinos, principalmente porto riquenhos, cubanos...
    -Se tu tiver sozinha, e tiver um grupo de negros reunidos, fazendo bagunça, Jamais passe por eles..
    -Não vai andar no central park anoite...
    -Não encare, pessoas mal encaradas em estações de metrô ou no próprio vagão!
    -Não dê bola pra pessoas que vierem conversar contigo do nada, corta!!
    -E pra evitar problemas, não toque nos americanos...




    ONDE ESTÁ O RACISMO?
    - Escuta aqui, ó criolo…
    - O que foi?
    - Você andou dizendo por aí que no Brasil existe racismo.
    - E não existe?
    - Isso é negrice sua. E eu que sempre te considerei um negro de alma branca… É, não adianta. Negro quando não faz na entrada…
    - Mas aqui existe racismo.
    - Existe nada. Vocês têm toda a liberdade, têm tudo o que gostam. Têm carnaval, têm futebol, têm melancia… E emprego é o que não falta. Lá em casa, por exemplo, estão precisando de empregada. Pra ser lixeiro, pra abrir buraco, ninguém se habilita.
    Agora, pra uma cachacinha e um baile estão sempre prontos. Raça de safados! E ainda se queixam!
    - Eu insisto, aqui tem racismo.
    - Então prova, Beiçola. Prova. Eu alguma vez te virei a cara? Naquela vez que te encontrei conversando com a minha irmã, não te pedi com toda a educação que não aparecesse mais na nossa rua? Hein, tição? Quem apanhou de toda a família foi a minha irmã. Vais dizer que nós temos preconceito contra branco?
    - Não, mas…
    - Eu expliquei lá em casa que você não fez por mal, que não tinha confundido a menina com alguma empregadoza de cabelo ruim, não, que foi só um engano porque negro é burro mesmo. Fui teu amigão. Isso é racismo?
    - Eu sei, mas…
    - Onde é que está o racismo, então? Fala, Macaco.
    - É que outro dia eu quis entrar de sócio num clube e não me deixaram.
    - Bom, mas pera um pouquinho. Aí também já é demais. Vocês não têm clubes de vocês? Vão querer entrar nos nossos também? Pera um pouquinho.
    - Mas isso é racismo.
    - Racismo coisa nenhuma! Racismo é quando a gente faz diferença entre as pessoas por causa da cor da pele, como nos Estados Unidos. É uma coisa completamente diferente. Nós estamos falando do crioléu começar a freqüentar clube de branco, assim sem mais nem menos. Nadar na mesma piscina e tudo.
    - Sim, mas…
    - Não senhor. Eu, por acaso, quero entrar nos clubes de vocês? Deus me livre.
    - Pois é, mas…
    - Não, tem paciência. Eu não faço diferença entre negro e branco, pra mim é tudo igual. Agora, eles lá e eu aqui. Quer dizer, há um limite.
    - Pois então. O …
    - Você precisa aprender qual é o seu lugar, só isso.
    - Mas…
    - E digo mais. É por isso que não existe racismo no Brasil. Porque aqui o negro conhece o lugar dele.
    - É, mas…
    - E enquanto o negro conhecer o lugar dele, nunca vai haver racismo no Brasil. Está entendendo? Nunca. Aqui existe o diálogo.
    - Sim, mas…
    - E agora chega, você está ficando impertinente. Bate um samba aí que é isso que tu faz bem.
    Luís Fernando Veríssimo, 14 de Maio de 1975

    sexta-feira, novembro 14, 2008

    Ordem natural



    Tio Obama se formou na turma de 1983 na Columbia University e foi o primeiro ex-aluno da universidade a ser eleito presidente dos Estados Unidos da América.

    Eu vou me formar (espero, né) na turma de 2012 na Columbia University. Será que serei eleita a primeira presidenta negra da República Federativa do Brasil?

    Amish




    Este final de semana vou para Lancaster, na Pensilvânia, onde fica a maior população Amish do mundo. Então se eu sumir, se eu desaparecer, se evaporar, vocês já sabem...

    quarta-feira, novembro 05, 2008

    Onze de setembros






    Vale a pena assistir este vídeo. Se a sua conexão for lenta, aperta no play e em seguida no pause, deixa o vídeo carregar e depois aperta no play novamente, assim o vídeo não fica parando e toca direto.



    Outro dia assisti um documentário super interessante, também sobre o 11 de Setembro. Um outro 11 de Setembro. Ou melhor, um 11 de Setembro visto de outras perspectivas. O nome do filme é Divided we fall e se você tiver a oportunidade de assistir, não perca!

    O filme fala sobre o que é ser "americano", quem conta como "americano" e quando. E fala também da vida dos Sikhs após os ataques às torres gêmes em Nova Iorque.

    Festa da democracia



    Gente, adorei este negócio de eleição nos Estados Unidos.

    Aqui votar não é obrigatório, então rolam várias campanhas para estimular as pessoas a votarem, para não esquecerem de votar e tal. Não é feriado nem nada, é um dia "comum".

    Mas tem umas coisinhas interessantes, como várias distribuições de coisas de graça. A Starbucks, por exemplo, distribuiu café de graça para quem pedisse. A Ben & Jerry's, sorvete. Um sex shop no West Village estava distribuindo vibradores. Teve donuts, hamburguer etc.

    Eu, a Sarah e a Jackie fomos para a Ben & Jerry's aqui perto de casa, comemos sorvetinho e depois passamos na Starbucks para um café na faixa.

    Então viemos pra casa e ficamos acompanhando o resultado das eleições via internet e tv. Aí, de repente, não mais que de repente, fechou um estado, o mapa ficou azulzinho (azul é democrata, vermelho é republicano; Obama, McCain). Parênteses: no programa pré-acadêmico em Miami eu tive aulinha sobre o sistema eleitoral estadunidense e ele até faz sentido. Então foi bem legal acompanhar a apuração. Fecha parênteses. Então, quando ficou azulzinho (não lembro que estado foi), era virtualmente impossível o Obama perder, porque certamente a Califórnia seria Democrata, e a Califórnia representa 55 delegados, o que já seria suficiente para somar os 270 delegados necessários. Então a gente, hein? Porque a gente viu pela internet primeiro, o estado ficando azul e o número de delegados subindo. Aí foi aquilo, ué, mas então ele ganhou? E daí 1 minuto depois a CNN na tv começou a falar que o estado esse tinha ficado azul e então o Obama tinha ganhado as eleições e tal.

    E foi uma euforia geral, e daí a gente resolveu sair pra rua. Eu moro entre o Upper West Side e o Harlem. Bem bem entre os dois, o bairro se chama Morningside Heights. Então andamos umas poucas quadras e estávamos no coração do Harlem. E foi muito emocionante. TODO mundo estava saindo de casa! As ruas foram tomadas. Gente das janelas gritava. As pessoas na rua gritavam. Formou-se uma gigante multidão. Trocentos policiais apareceram para organizar o trânsito e todo o resto. Os carros buzinavam. As ruas foram fechadas por gente. E são ruas largas.

    Tinha um telão na rua e ficamos assistindo os comentários. O governador de NY estava lá, tinha um palco, ele falou. E depois, o discurso da vitória. O Obama, no telão falou, e a galera enlouqueceu. Foi muito, muito bonito. As pessoas choravam. Homens, mulheres. Uma senhora asiática perto de mim tinha lágrimas escorrendo pelo rosto. Foi uma cena interessante, ela, no meio da multidão negra, chorava emocionada. Senhores de mais idade, senhoras de cabelos grisalhos, todos de olhos vermelhos.

    Jovens andando pelas ruas e gritando "Yes, we can!". Aliás, todo mundo gritava, pulava, abraçava, batia na mão. Foi bem bacana. Muito melhor do que halloween, meu bem!

    Só é uma pena que não fui pegar o vibrador...

    Fotinhos? Aqui!

    Intervalo



    Nem dá para acreditar, minhas últimas semanas têm sido de uma pessoa normal. Ou vadia, mesmo. Antes eu tinha tanta coisa pra fazer, taaaaaaaanta, eram tantos os 'temas de casa' e volume de leitura, e tudo, e agora a coisa simplesmente diminuiu. Pós mid-terms as coisas ficaram bem melhores.

    Agora (10 de novembro, quando escrevo este texto) é que as coisas ficarão corridas novamente, mas as duas últimas semanas foram bem tranquilinhas. Foi bom.

    Participei de um coquetel super bacanex na New-York Historical Society. O coquetel foi em homenagem a nós, bolsistas Fulbright. Vários dos meus colegas foram e esta na foto aí em cima é a filhinha de um amigo meu, ela é muito fofa.

    Além disso, tive minhas duas primeiras saídas noturnas na terrinha. Agora meu drink favorito é vodka com cranberry. Foi bacana. Também dormi um montão e fiz comprinhas.

    Merecido, merecido.

    terça-feira, novembro 04, 2008

    Halloween experience



    Meu primeiro Halloween foi interessante. Começou com um sábado de tempo nublado/chuvoso no Central Park, numa atividade voluntária para esculpir abóboras.

    Eu nunca tinha esculpido abóboras na vida, e foi bem legal. Era um bando de gente limpando abóboras, cortando, fazendo carinhas, colocando velas e depois decorando o parque. Começou às 8h da manhã e ia até o final da tarde. O Festival da abóbora começava no fim da tarde, mas as turmas de voluntários trabalhavam desde cedo. Eu me inscrevi pro turno das 11h às 15h, mas falei pra coordenadora da minha equipe que não ficaria o tempo todo porque eu tinha mid-term papers (tipo prova de meio de semestre, mas eu não tinha prova, tinha artigos) para fazer, e o prazo era na segunda-feira. Eka disse que tudo bem.

    Fiquei uniformizadinha com camiseta cor de abóbora, boné cor de abóbora e fui pra mesa dos escultores. Sim, porque eu não queria ficar limpando abóbora. Foi bem divertido, mas cansativo.

    Sei que o festival era beneficente, pra ajudar umas crianças aí, com alguma doença aí. Confesso que fui pela experiência das abóboras, não pelo meu desapego e amor ao próximo.

    No domingo eu fui almoçar com a Anna e com a Jackie, fomos para Chinatown e comi Dim Sum. Eu AMO Dim Sum. Sim, foi a primeira vez que comi, mas agora eu amo. E amo aquele restaurante, especificamente. Depois comemos sorvetinho de chá verde na Ice cream factory e a Jackie veio pra casa estudar e fui com a Anna comprar minha fantasia de Halloween. Depois de andarmos bastante pelo West Village, encontramos a loja, experimentei umas fantasias e saí com todo o arsenal para a sexta-feira seguinte, quando desfilaria na parada do halloween.

    No final de semana seguinte, e pós mid-terms teve a parada de Halloween. Eu me diverti, mas acho que agora entendo pq este povo fica deslumbrado com carnaval do Brasil, eles tinham tudo: estrutura, policiamento, um MONTE de gente, um MOOOOONTE de gente fantasiada, bla bla bla... só faltou colocar música.

    Achei bacana, mas não sei se farei novamente. Parece mais um evento para tirar foto de fantasias. Mas foi divertido. O legal foi estar em um grupo grande de amigos. O chato foi estar em um grupo grande de amigos. Sabe, muito adolescente junto? Pega um monte de recém graduado e recém chegado a Nova Iorque. É muito deslumbre e pouca coordenação, o que, neste caso, prejudicou um melhor aproveitamento da festa. Na real o 'bom' do Halloween é o pós-parada. Então a parada foi bacana, o pós-parada foi péssimo.

    Entre mortos e feridos, salvaram-se todos e curti muito minha primeira experiência de Halloween.


    Amigos e bolinho e presentinhos



    Comemorei meu aniversário em conjunto com outros amigos, que aniversariaram nos dias 11, 12 e 20 de outubro. Comemoramos no dia 12 num bar aqui próximo. Foi bem bacana e a Ana (que agora mora no Brooklyn, e que eu conheci em Salvador, e que estadunidense), veio me visitar.

    No bar eu tomei uma caipirinha bem boazinha e de surpressa ganhamos um bolo de presente de aniversário, decorado com felicitações e nossos nomes. Foi bem bacana das pessoas terem organizado isso.

    Depois eu e a Ana caminhamos pelo bairro e paramos num Starbuck e ficamos batendo papo e tomando chazinho.

    Deixei-a na estação do trem pouco depois da meia-noite e vim pra casa. Curioso foi receber um email no dia seguinte, da segurança do campus, falando sobre sete ataques que aconteceram na noite anterior, ou seja, na noite em que eu estava na rua com a Ana, sendo que um dos ataques foi exatamente na esquina da minha casa, por onde passei e na janela de horário em que eu passei. Assustador. Uma semana depois recebi outro email, dizendo que 5 dos 6, ou número similar a esse, assaltantes já haviam sido presos.

    No dia seguinte ao meu aniversário chegou uma caixa de Porto Alegre, com várias coisinhas que minha mãe mandou pra mim. Se a gente tivesse combinado não chegaria tão em tempo. Foi bem bacana.

    Algum tempo depois chegou uma caixa do Samuel, com vários presentinhos, e tudo embaladinho com papel de presente, e fitinhas prateadas. E cada papel de uma cor. Tão lindo. Ganhei um dvd do Gostoso Mor, um cd autografado (chiquérrimo) do Zeca Baleiro, cartão, fotos... a coisa mais fofinha da face da Terra.

    Recebi vários recadinhos no Orkut, é foi bacana falar com várias pessoas. Recebi ligação de pessoas queridas no dia do meu aniversário também. Isso foi bem, bem legal.

    Foi bem bacana meu primeiro aniversário na terra do Tio Sam.

    É esquisito fazer 30 anos. Agora não estou mais nos 20. E nem cheguei a ler meu livro do Balzac que comprei no ano passado. Não deu tempo. O tempo voa.


    terça-feira, outubro 14, 2008

    Eu te entendo



    It took me some time to not think of me as your boyfriend.
    And it took me even longer not to think about me as your ex-boyfriend.
    And it was even harder to start to think just about myself, as not related to you.

    Lester, Mr. Jealousy, 1997.

    sábado, outubro 11, 2008

    Todo Cambia



    Cambia lo superficial
    Cambia también lo profundo
    Cambia el modo de pensar
    Cambia todo en este mundo

    Cambia el clima con los años
    Cambia el pastor su rebaño
    Y así como todo cambia
    Que yo cambie no es extraño

    Cambia el mas fino brillante
    De mano en mano su brillo
    Cambia el nido el pajarillo
    Cambia el sentir un amante

    Cambia el rumbo el caminante
    Aúnque esto le cause daño
    Y así como todo cambia
    Que yo cambie no es extraño

    Cambia todo cambia
    Cambia todo cambia
    Cambia todo cambia
    Cambia todo cambia

    Cambia el sol en su carrera
    Cuando la noche subsiste
    Cambia la planta y se viste
    De verde en la primavera

    Cambia el pelaje la fiera
    Cambia el cabello el anciano
    Y así como todo cambia
    Que yo cambie no es extraño

    Pero no cambia mi amor
    Por mas lejos que me encuentre
    Ni el recuerdo ni el dolor
    De mi pueblo y de mi gente

    Lo que cambió ayer
    Tendrá que cambiar mañana
    Así como cambio yo
    En esta tierra lejana

    Cambia todo cambia
    Cambia todo cambia
    Cambia todo cambia
    Cambia todo cambia


    Mercedes Sosa

    domingo, outubro 05, 2008

    A inveja é uma merda




    O que me deixa feliz é que (eu acho que) não estou com minhas leituras atrasadas, ao contrário de algumas colegas com quem tenho conversado. Por outro lado, fico surpresa com o volume de festa que esse povo faz. Impressionante. Eu devo ser muito incompetente. Porque eu não saio, não passeio e mal e parcamente dou conta de ler minhas coisas e fazer minhas tarefas. Ou eu sou muito incompetente, ou elas são muito boas, ou as disciplinas delas são muito mais fáceis, ou elas são menos responsáveis ou tudo junto. Sei que eu me mordo de ciúmes.