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domingo, agosto 31, 2014
A copa passou
Acabou o São João, acabou a Copa do Mundo de futebol, os meses têm passado rapidamente. Em uma semana completarei um ano de Campina Grande. Várias coisas aconteceram nesse ano. Fui conhecendo a cidade aos poucos, caminhei muito pra lá e pra cá. Ganhei dois editais, um do CNPq e outro da CAPES. Comecei a ter aulas de percussão. Entrei num grupo de teatro. Eu me mudei e comecei a mobiliar apartamento, montar minha casinha. Fogão, geladeira, máquina de lavar roupas, cama e colchão, era tudo o que meu apartamento tinha, por algum tempo. Aos poucos foi ganhando cara, um sofá aqui, uma mesa ali. Ah, e teve a super novela da cozinha, claro. A vida seguia boa, até que voltei pra Nova York. Depois de pouco mais de um ano e meio longe daquela cidade, eu voltei. Foi brutal. Quer dizer, a ida pra lá não foi brutal. A estada na cidade foi ótima. Foi tão bom rever minhas amigas e amigos, conversar com as pessoas, andar pela cidade e pelos parques, fazer supermercado, cozinhar, ver tv em casa, ir para bares, ver gente, ficar quieta, tudo. A volta, entretanto, foi brutal e me fez fisicamente, mentalmente e emocionalmente debilitada. São muitas as razões e complexas. Eu gosto daqui. Eu gosto de lá. Eu gosto principalmente do meu trabalho, aqui e da minha casa. Eu sinto uma falta colossal das longas conversas com meus amigos e minhas amigas de lá. Não há facebook que dê conta disso. Meu plano inicial era de ficar cinco anos em Campina e depois reavaliar a vida. Essa ida a NYC abalou minhas ideias. Muita calma e paciência nessa hora. Vai passar, eu sei. Mas dói.
quarta-feira, janeiro 29, 2014
Abençoada
Estou na minha sala, sentadinha, trabalhando no computador. Um homem vem à porta, olha para a janela e pergunta:
- Não instalaram as cortinas aqui ainda, né?
- Não.
- Ah, certo.
- Vão instalar agora?
- Não, só à tarde.
- Ah, tá bom.
- De quem é essa sala, abençoada?
- Como assim?
- Qual é o professor dessa sala?
- Professora, professora Katemari.
- Ah, professora Katemari, tá bom. Obrigado.
- De nada.
quarta-feira, janeiro 22, 2014
As pequenas coisas do dia a dia
Minha colega de casa entra e diz que chegaram minhas caixas do Meu Móvel de Madeira, estão lá na portaria. Eu fico bem feliz e desço pra buscar.
Chego na portaria e pergunto se tem alguma coisa pra mim. O porteiro me dá um livro.
- Ah, obrigada, mas tem mais coisas, não?
- Não.
- Não chegaram umas caixas pra mim?
- Não.
Eu olho ao redor, vejo as caixas, aponto e pergunto:
- E aquelas ali?
- Ah, aquelas são da Dona D.
- Tem certeza? Sim, são pra ela.
- Olha, eu acho que são pra mim.
Ele vai, pega os papéis, começa a ler e daí eu vejo o nome da destinatária. Mostro pra ele.
- Ah, eu pensei que fosse da Dona D.
- Certo...
* * *
Aqui no prédio os porteiros entregam água mineral. Eles têm um estoque guardado no prédio, eu acho, e daí entregam para o pessoal que mora aqui. Aqui em casa temos duas garrafas de água mineral e sempre que uma acaba eu tento pedir logo em seguida por outra água. Essa tarefa nem sempre é fácil. Na maioria das vezes que eu peço, eles esquecem. Quando minha colega pede, eles trazem (e bem rápido!).
Ontem terminou a água e hoje pela manhã pedi uma. Não veio. Pedi pra ela pedir.
quarta-feira, outubro 09, 2013
Procura-se manjericão
Chego no trabalho e tem uma feira orgânica no campus (tem todas as quartas pela manhã). Compro frutas, verduras, e os tomates mais lindos que já vi. Compro esfihas integrais recheadas com soja, cenoura e ricota. Compro pão integral e o vendedor me pergunta: "ah, você não almoçou outro dia lá no meu restaurante" (um restaurante natureba na cidade) "você é de Minas, é isso?". Rio Grande do Sul... Ah, a vida no interior.
sexta-feira, setembro 13, 2013
Vida no interior
Chego do trabalho e tem aquela banquinha de tapioca delicia bem na frente do ponto de onibus, não resisto. Enquanto aguardo minhas tapiocas...
- A senhora é professora?, pergunta o sr que faz os pedidos e recebe os pagamentos
Eu começo a rir e respondo:
- Sou, por quê? É a roupa de professora, é? (jeans bege, camiseta preta lisa)
- Da UEPB, é?
- Não, da UFCG.
- É professora de quê?
- Física.
- Ah, entrou no último concurso, foi?
- Foi... (e continuo rindo, né?)
Daí a senhora que tá lá fazendo as tapiocas resolve falar também.
- Ah, física! Minha filha também estuda física.
- Ah, que legal!, eu disse.
- É, agora ela tá preparando as coisas pro doutorado. Ela é que nem você, gosta dessas maluquices.
Ele pergunta:
- Mas não é daqui, não? Veio de fora?
- É, sou de Porto Alegre.
Ela pergunta:
- E veio com a família toda?
- Não, só eu.
As tapiocas ficaram prontas, graças a Deus!!!
Daí ele diz:
- Seja bem vinda!
- Obrigada.
- A senhora é professora?, pergunta o sr que faz os pedidos e recebe os pagamentos
Eu começo a rir e respondo:
- Sou, por quê? É a roupa de professora, é? (jeans bege, camiseta preta lisa)
- Da UEPB, é?
- Não, da UFCG.
- É professora de quê?
- Física.
- Ah, entrou no último concurso, foi?
- Foi... (e continuo rindo, né?)
Daí a senhora que tá lá fazendo as tapiocas resolve falar também.
- Ah, física! Minha filha também estuda física.
- Ah, que legal!, eu disse.
- É, agora ela tá preparando as coisas pro doutorado. Ela é que nem você, gosta dessas maluquices.
Ele pergunta:
- Mas não é daqui, não? Veio de fora?
- É, sou de Porto Alegre.
Ela pergunta:
- E veio com a família toda?
- Não, só eu.
As tapiocas ficaram prontas, graças a Deus!!!
Daí ele diz:
- Seja bem vinda!
- Obrigada.
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