Mostrando postagens com marcador compras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador compras. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Entrei de gaiato num navio

Que eu moro num quartim, todo mundo sabe, mas que eu quero comprar o mundo nos istêites e depois mandar de navio pro Brasil, nem todo mundo sabe.

Aqui vai um pequeno exemplo de porque eu quero um container pra chamar de meu:

Estante basiquinha vendida na Ikea: $34 (= menos de 60 reais)
Estante basiquinha completamente igual e descaradamente copiada da Ikea vendida na Tok Stok: 315 reais

Vale lembrar que a Tok Stok é uma versão metida a besta da Ikea. E só é versão porque a diferença é que tudo, absoluta e absurdamente tudo é bem mais caro. Fora isso, os designs são todos iguais. Cara de pau (da porra - pra dar o toque baiano), Ikea!

sábado, outubro 23, 2010

Mimada sim, e daí?


(Stefanie - pau pra toda obra, Karen - atual roommie, Sarah - ex-roommie, balzaca, Jackie - ex-roommie, I-Ching - pau pra toda obra made in Taiwan)


Já se passou uma semana. Agora é oficial, não tem pra onde correr: tenho 32 anos!

A festinha foi na semana passada, bem no dia do meu niver. Afinal, a pessoa tem que entrar no espírito de festinha quando o dia do aniversário cai num sábado, né? É presente divino, tá escrito nas estrelas, é conspiração do universo.

Buenas, vou tentar contar a historinha do meu niver da melhor e mais curta maneira possível, porque estou respondendo uma prova que tenho até segunda-feira pra terminar. Os dias aqui andam mais agitados do que nunca, mas deixarei minhas usuais reclamações para um outro post, neste, sou toda aniversário.

Eu não planejava fazer festinha e a única coisa que fiz foi divulgar para pessoas queridas meu "desejo de aniversário", que era uma contribuição de 10 contos para uma causa que eu apóio, o GEMS. O GEMS é um grupo que dá suporte a meninas que são exploradas sexualmente, e fica aqui em Nova York. O grupo faz um trabalho super interessante, resgatando meninas que estão em cárcere privado, há quadras de onde eu moro! Quer dizer, tem meninas de qualquer lugar do país, especialmente porque o GEMS vem crescendo, mas o lance é que o GEMS fica aqui em Nova York, onde há prostituição de menores, há cárcere privado e as meninas têm, com razão, muito medo dos cafetões. É uma realidade que muitas pessoas ignoram e tal e daí meu pedido de niver era levantar dim dim pra ajudar nos trabalhos do GEMS.

Aí depois que eu mandei por email e coloquei no Facebook o pedido, eu comecei a ver as doações. A primeira doação veio minutos após eu mandar o email, e foi da Naiara, minha baianinha em Nova York. Depois outras e outras doações foram enviadas e isso desencadeou uma vontade de reunir minhas pessoinhas queridas, ou seja, dar uma festinha.


Então juntei uma tradição estadunidense, o potluck, com o espírito de pobre que reside neste meu corpitcho, fazendo praticamente uma vaquinha. Potluck, na real, é o nosso tradicional "meninas trazem um prato e meninos trazem a bebida". Como uma expatriada que conhece várias pessoas na mesma condição, resolvi fazer um potluck temático e o tema era "memórias de aniversário". O lance era o seguinte, cada pessoa teria que trazer um prato, bebida, música, o que fosse, que tivesse relação com aniversários passados, coisas que elas lembrassem como sendo típica de aniversários em suas famílias.

No sábado, 16, a galerinha veio aqui pra minha casinha, prum lugar que seria o equivalente aos nossos "salões de festa de condomínio". Foi aqui no meu prédio, e eu fiz negrinho (= brigadeiro pra não gaúchos) e branquinho com côco (= beijinho para o resto do país). A Elise providenciou uma garrafa de velho barreiro e fiz caipirinhas até não querer mais. O Francis, bartender amador, me ajudou na elaboração da bebida. A Jackie, minha ex-roommate veio de Maryland pra festchinha, e ficou aqui de sexta à domingo. Foi super bom ver todo mundo. A festchinha foi às 5 da tarde, bem coisinha de balzaca dando uma de vou-fazer-festa-de-criança. E só não tive balão porque dava muito trabalho. Mas comprei toalha verde, guardanapos amarelos, copos azuis... distribui fitinha do bonfim pra todo mundo e, como sempre, não deixei ninguém esquecer que sou brasileira. Incrível como a gente fica mais brasileira fora do Brasil.


É ou não coisa de gente velha isso de ficar fazendo coisas de criança. Sim, porque quando eu era criança eu queria a morte e não queria balões e afins nas minhas festinhas. Tadinha da minha mãe...

O saldo do niver foi aaaalgo! Além das doações que superaram meu objetivo inicial (arrecadei 130% do pretendido), o povo veio e trouxe mundos de comidas, algumas com histórias mega! Como minha bonequinha de Taiwan (=minha amiga I-Ching) que trouxe o macarrão da longevidade e os pães de pêssego, que são tradições de aniversário pro povo do lado de lá. Teve também a baita ajuda da galera pra arrumar as coisas no "salão" e depois pra limpar tudo e trazer aqui pra casa.

Mas não é só isso!!!!

E o mundo de presentes que eu ganhei? Coisa mais amada! Minha outra amiga de Taiwan, Yi-Chung, me deu uma caixinha com uns doces tri bons, tipo uns sonhos, mas mais leves, um cartão mega hiper ultra fofo e um certificado pra eu ir num restaurante que, por acaso, eu estava mesmo louca pra experimentar (e ela nem sabia!). Não é a coisa mais querida? Gente, e uma colega minha do doutorado que me trouxe uma sacola do Trader's Joe (lembra, Martín, o mercadinho hippie organico estiloso?) cheeeeeeeia de compras do mesmo mercado (com um vidro de azeite delicioso, por exemplo). Meu, eu juro que fiquei totalmente sem jeito. Amei. Foram tantos os presentes. Sei lá, depois de velha acho que a gente perde essa coisa de ganhar presente, então foram todos inesperados. Ganhei uma bolsa linda, um livro de uma autora que eu adoro e sobre feminismo. O Fabio me mandou um sabonete de lavandatudodebom. Sim, o Fábio, que mora em Salvador. Uma amiga me deu um poeminha, uma caixinha de vidro toda chique e linda, mais umas outras coisinhas fofas e um Moleskin (caderninho ultra tradicional aqui) pra ser meu pequeno livro negro de segredos. Uh, várias histórias pra contar. Até parece. Ainda na ala livro, a fofa da Ivy me deu um caderninho tãaaaaaaaao amadinho. De mim pra eu mesma, assim, enquanto pessoa humana, me dei um espartilho e uma saia longa mega ultra. Ganhei flores, lipbalm, cartões, mimos e mais mimos.

Mas espere, ainda não acabou!

E as ligações telefônicas do além? (Além é qualquer lugar fora dos Estados Unidos, ou melhor, além é qualquer lugar que não seja minha atual localização.) Meus fofitchos ligaram pra me dar os parabéns. Sim, eu recebi o recado, Martín, é claro!!! Meu pseudo espanhol metido a inglês, e meu companheiro de tardes com Casos de Família.

E se você aguentar esta lenga lenga mais um pouquinho, tem mais!

(nada como os peitchos das amigas pra disfarçar as gordurinhas da gente, né?)

Claro que tem a ala recados no orkut e no facebook, que sempre me surpreende. Adoro aniversário como uma desculpa pra gente dar oi pras pessoas que a gente gosta e nunca tem tempo. Não se preocupe, quem nem me deu oi ou parabéns. Eu sou a rainha de não lembrar do aniversário de ninguém. Nem com lembretes do Orkut, Facebook etc. Portanto, não só não espero que demais seres lembrem do meu niver, como fico muito muito lisonjeada de receber um "Parabéns" solito. Isso é muito mais do que eu sou capaz de fazer. Então eu sei o custo de dar parabéns. E por todos os parabéns eletrônicos, fiquei super super feliz e me sentindo a bolachinha mais recheada do pacote.

E quando você pensa que acabou... tem mais. Sim!!!

Na sexta não tive tempo de abrir minha caixinha de correspondência, nem no findi. Daí na segunda-feira eu abri e tinha um envelopitcho do estado de Nova York. Abro. É um cheque no valor de 259 dólares. Para boa entendedora, meia palavra basta. Isso foi um presente divino de deus dos céus, pelas mãos do estado de Nova York, com a desculpa esfarrapada de restituição de imposto de renda. Espera, deus não quis apenas me dar dinheiro. O que deus queria era me dar o novo iPod Touch, que custa 249 dólares. Os 10 dólares restantes no cheque era pra passagem do metrô, mais um lanchinho na viaji (sic). Deus cuida dos mínimos detalhes. Na terça-feira fui na loja da Apple e comprei meu lindo maravilhoso esplendido não-sei-como-vivia-até-então-sem iPod Touch.

Fala sério, eu sou ou não mimada?

(aham, essa foi a versão resumida da história, e não reclama)

terça-feira, outubro 20, 2009

Rio2 - o final da saga de verão(US)/inverno(BR)

Ou senta, que lá vem a história...


Cheguei no Rio e peguei um busum direto pra Niteroi. O onibus chegou rapidinho no aeroporto mas demorou um seculo num engarrafamento. Entretanto foi bacana andar pelo Rio de onibus; passei pelo campus da universidade federal, pela Fiocruz (eu acho tao fofo ver aquele predinho lah no alto), pelos pilares com as mensagens do Gentileza... foi bacana.

Fui ateh o fim da linha do onibus e liguei pra Ana, que foi me buscar de carro. Cheia das mordomias, fala serio!

Fomos pra casa e almocamos uma comida tri boa. Hmmmm arroz e feijao... hmmm salada de cenoura com queijo... tri bom, tri bom.

Depois fomos tirar foto para o visto e passear no shopping. No dia seguinte a Ana foi comigo, tadinha, ateh o consulado. Levantamos cedo e, pela primeira vez, peguei a barca de Niteroi para o Rio. Nossa, eh tao rapidinha a travessia.

No consulado foi tranquilo, como se esperava. Ah, vi uma famosa por lah, a Cristiana Oliveira, com o baby namorado. O menino com cara de bebe, um gurizinho. Parece que ele nao ganhou o visto...

O que doeu na alma foi pagar 240 reais para o meu passaporte ser enviado como encomenda expressa. Se eu esperasse o tempo normal a previsao de entrega seria para 15 de setembro. Palhacada, neh.

No consulado do Rio eles nao utilizam o servico dos Correios mas da TNT. Po, 240 reais para mandar meu passaporte pra Poa! Eu paguei 140 reais a passagem pra Poa.

Ao sairmos do consulado passamos numa feirinha que acontece no inicio do mes, terca, quarta e quinta, ali quase na frente da estacao das barcas. Nooooossa, tudo de bom. A gente ficou um tempao lah, olhando as coisinhas mas, acima de tudo, batendo papo. Conversamos horrores com as expositores. Super queridas. E eu cai em tentacao, eh claro, e comprei mais penduricalhos. Po, mas meu anel novo eh lindo de morrer. E minha bolsa eh super fofa. Sim, o colar e os brinquinhos tambem...

Fomos pra casa, almocamos e dai fomos num dos lugares com a vista mais bonita que eu ja vi no Rio: o parque da cidade. Eh indescritivel, belo, fenomenal. Vale a visita.

Lah em cima fomos atacadas por saguis. Po, os macaquinhos sao "sinistros". Muito divertido. Ah, e a Ana e a Carol foram comidas por mosquitos, tadinhas. Depois passamos numa das sedes do BB e de lah fomos pra casa. Ganhei caroninha denovo pro aeroporto e nao tinha qualquer congestionamento dessa vez. Chegamos cedinho, fiz meu check-in na maquininha - pra evitar que as vaquinhas da TAM inventassem de despachar minha mala e fomos pra praca de alimentacao.

O Dani ficou de ir no aeroporto para eu entregar o iPod. Ele chegou nos 45 do segundo tempo.

Quando eu embarquei jah estavam chamando meu nome no alto-falante. Gente apressada!

Cheguei em Porto e minha tia estava me esperando. Chegamos em casa e eu resolvi bater na porta, ao inves de entrar. Eu nao queria que minha maezinha infartasse. Ah, sim, ela nao sabia que eu ia pra Porto.

Dai meus dias em Porto Alegre foram soh alegria: comer, beber e dormir. Com enfase no dormir.

Foi tao bom passar uns diazinhos em casa com minha maezinha. Ir nos restaurantezinhos naturebas de Porto. Ai que saudades de comida gostosa, saudável e barata.

Na quinta-feira a noite chegou meu passaporte. Alivio, missão cumprida. Ah, e na quinta fomos num super show do Lenine, foi oooootimo! Lenine eh barbaro. Uma mina gritou da platéia: gostoso!!! Ok, Lenine é bárbaro, mas gostoso...


Encontrei com a Eliane no aniversário da Mari, numa pizzaria na Cristóvão. Ê, tradição. Vi minha afilhada linda e fofa. Nossa, ela está tão gigante e enorme e querida. Se isso não é sinal de que eu estou ficando velha, eu não sei o que é!

No sabado fomos na Feira Nacional do Calcado, em Novo Hamburgo. Nossa, Novo Hamburgo. Essa cidade sempre me faz lembrar do Nelson, da Deise, da Mariana (que está um mulherão), do Gaspar. Novo Hamburgo, Novo Hamburgo... caminhamos horrores pelos pavilhões e só encontrei dois lugares com calçados que me serviam. Absurdo, né? Isso é uma coisa boa dos istêites, tem calçados para meus pezinhos (mesmo que tenham sido fabricado no Brasil! Sério.). Mas sei que comprei uma bota pela qual estou apaixonada. Ela é linda e ótima e ultra confortável. Melhor compra dos últimos tempos!

Falando em compras, o espírito consumista baixou nesta pessoa aqui durante a estada no Brasil, né? Diferença cambial é uma merda. Enfim, comprei mais penduricalhos. Agora sem ser na versão semente, folhinhas, mamãe-eu-sou-exótica, mas na versão pérolas, brilhinhos e eu-sou-chique-benhê.

Demos voltinhas no Brique de sábado e, na maior das casualidades, encontrei com o Maicon e com o Adriano. Foi tão bom revê-los. Imagina: eles moram em Pelotas e foram só passar sexta e sábado em Poa! Ah, as coincidências da vida...

Ao final da minha segunda viagem a terrinha, enchi a mala de feijão, café, pão de queijo, proteína de soja texturizada (acredita que é difícil encontrar aqui??? Aliás, pode me mandar pelo correio, tô aceitando). Como praticamente não levei roupas dessa vez, já que ia pra casa, eu fiz a festa. Só não coloquei mais coisa porque não tinha como carregar. Não precisei fazer supermercado sério por um mês. Ainda tenho comidinhas brasileiras. Ao entrar nos Estados Unidos da América, na maior cara de pau, quando perguntada se tinha algum alimento na mala eu disse que não. Sou besta, por acaso?

Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Perdi uma semana de aula, mas não foi nada demais. Demorou um tempo até que eu colocasse a casa em ordem (uns dois meses), fui a falência por causa da grana inesperada que tive que gastar, mas não fiquei super triste. Eu sabia que seria apenas uma questão burocrática e financeira, que tenho amigos com quem posso contar (não tenho como agradecer a Ana, no Rio) e que a emergência não era por nenhuma questão de saúde.

Ah, sim, pára tudo. Volta um pouco. Agora lembrei. Nesta brincadeira toda é claro que eu arranjei alguma pereba, né? Nem foi pereba, mas arranjei uma inflamação num tendão aí no ombro. Reza a lenda que foi por causa da natação diária combinada com os longos vôos seguidos e pouco descanso. Então fui no médico no Brasil, no SUS, e tomei remedinhos por 10 dias. Eu mal podia vestir minhas calças sozinha. A dor era tal que eu cheguei às lágrimas num dos dias. Sinistro. Mas melhorei. Depois fui na médica aqui também, ela revisou, e agora estou melhor. Sim, continuo nadando. Não diariamente, porque não tenho tempo, mas três ou quatro vezes por semana.

Voltando... então, eu estava tranquila porque a emergência da viagem não era por motivo de saúde. Algo que sempre me preocupa é que algo aconteça com minha mãe enquanto eu esteja longe, nos Estados Unidos, na Bahia, ou na pqp. Se minha mãezinha está bem, então está tudo bem.

E esta foi minha saga consular para encerrar meu primeiro verão estadunidense.