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sábado, junho 18, 2011

Negão vagabundo!

Coletivo Catarse: Advogado do estudante que denunciou brigadianos po...: "Em uma entrevista à Catarse, Onir de Araújo, advogado do estudante Hélder Santos que veio da Bahia para estudar história em Jaguarão - RS"



segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Entrei de gaiato num navio

Que eu moro num quartim, todo mundo sabe, mas que eu quero comprar o mundo nos istêites e depois mandar de navio pro Brasil, nem todo mundo sabe.

Aqui vai um pequeno exemplo de porque eu quero um container pra chamar de meu:

Estante basiquinha vendida na Ikea: $34 (= menos de 60 reais)
Estante basiquinha completamente igual e descaradamente copiada da Ikea vendida na Tok Stok: 315 reais

Vale lembrar que a Tok Stok é uma versão metida a besta da Ikea. E só é versão porque a diferença é que tudo, absoluta e absurdamente tudo é bem mais caro. Fora isso, os designs são todos iguais. Cara de pau (da porra - pra dar o toque baiano), Ikea!

quinta-feira, outubro 07, 2010

Eh federal: de 1995 ateh o presente!

EDUCAÇÃO – O BRASIL NO RUMO CERTO eh o manifesto de reitoras e reitores de universidades federais à nação brasileira.

Porque foi na troca de um academico por um "analfabeto" que se ampliou significativamente os investimentos em educacao publica. Eu, do ensino medio (escola tecnica/UFRGS), graduacao (UFRGS), pos-graduacao (UFBA) aa minha atuacao profissional (UFBA) e agora como bolsista de doutorado no exterior, pude acompanhar parte dessas mudancas.

O manifesto pode ser conferido no site da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) link abaixo.

O manifesto

sábado, outubro 02, 2010

13 razões para votar em Dilma Rousseff



1. Dilma é a continuação do governo Lula. Esta é a mãe de todas as razões. O governo Lula é aprovado por mais de 80% dos brasileiros e acumula, em todas áreas, uma coleção de números de fazer inveja a qualquer outro governo da nossa história republicana. A pobreza caiu pela metade. Mais de 30 milhões de brasileiros se juntaram à classe média. O salário mínimo subiu 74% sobre a inflação. Mais de 14 milhões de empregos foram criados. Dilma Rousseff foi parte deste governo desde o primeiro minuto e é a legítima herdeira desse legado (pdf).





2. Dilma continua a política de fortalecimento do patrimônio público. Uma das razões pelas quais o PSDB foge da figura de Fernando Henrique Cardoso como o diabo foge da cruz é a categórica opção, feita pela esmagadora maioria da sociedade brasileira, contra o privatismo, a desregulamentação e a venda do patrimônio público na bacia das almas. Somos um país de centro-esquerda, neste sentido. Nada foi privatizado no governo Lula e empresas como a Petrobras deram um salto gigantesco, de combalida candidata a ser “desmontada osso por osso” à condição de quarta maior empresa do mundo, responsável pela maior capitalização da história da humanidade. É Dilma, não nenhum outro candidato, quem representa a continuação desse fortalecimento.
dilma-3.jpg
3. Com Dilma sabemos que nossos irmãos mais pobres continuarão a ter acesso ao Bolsa-Família. Mais de 12,6 milhões de famílias foram beneficiadas pelo maior programa de transferência de renda do mundo. Não somente nós, de esquerda e centro-esquerda, mas também economistas liberais e instituições como o Banco Mundial concordam que o Bolsa-Família é parte essencial da redução da desigualdade. O principal candidato da oposição, José Serra, não conseguiu unificar sequer sua campanha ao redor de uma posição sobre esse tema. Chegou-se, inclusive, à bizarra situação de que enquanto o candidato prometia dobrar o BF, seus correligionários e sua própria esposa davam declarações que associavam o programa à “vagabundagem”. Com Dilma não tem erro: continuaremos a reduzir a desigualdade no Brasil.
4. Dilma representa uma política externa altiva, soberana e baseada no diálogo. A política externa é um dos grandes êxitos do governo Lula. Passamos de uma situação subordinada, em que discutíamos a entrada numa órbita estritamente controlada pelos EUA, que trouxe consequências tão desastrosas para os nossos irmãos do México, à condição de país internacionalmente respeitado, ouvido nos fóruns mundiais e líder incontestável da América Latina. A campanha do principal candidato da oposição foi marcada por desastrosas declarações, cheias de insultos aos nossos vizinhos. Traduzidas em política externa, seria uma fórmula certa para que o Brasil perdesse o lugar que conquistou no mundo. A opção pelo diálogo, pelo respeito às instâncias multilaterais e pela autodeterminação dos povos foi um sucesso no governo Lula e está em sintonia com as melhores tradições do Itamaraty. É Dilma quem representa essa opção.
5. Dilma provou ser uma verdadeira democrata. Nenhuma candidata à Presidência no período pós-ditatorial—nem mesmo Lula—sofreu bombardeio midiático comparável ao que foi lançado sobre Dilma Rousseff nesta campanha. Acusações falsas sobre seu passado; grosseiras infâmias sexistas; falsas notícias; manipulação de declarações suas; mentiras sobre suas contas; fichas policiais adulteradas: tudo foi lançado contra ela. Em nenhum momento Dilma moveu um dedo para calar ou censurar qualquer jornalista. Por outro lado, José Serra, tratado de forma infinitamente mais dócil pela imprensa brasileira, demonstrou amplamente que não é confiável no quesito democracia. Exigiu cabeças de jornalistas nas redações; confiscou fitas de vídeo; deu-nos uma patética coleção de pitis. Mostrou que não convive bem com a crítica. É com Dilma, não com Serra, que garantiremos a continuação da nossa condição de um dos países com mais ampla liberdade de expressão do mundo.
6. Dilma dá show de conhecimento numa das áreas mais importantes da atualidade, a energia. Em 2003, quando Dilma assumiu o Ministério das Minas e Energia, o Brasil vivia uma situação periclitante. Acabávamos de viver um vergonhoso racionamento. Dilma arrumou a casa, garantiu a segurança no abastecimento e a estabilidade tarifária. Participou diretamente da implantação do Luz para Todos, cuja meta original era 2 milhões de ligações, mas que em abril de 2010 já havia realizado 2,34 milhões de ligações, beneficiando 11,5 milhões de pessoas. Nossa produção de petróleo passou a 2 milhões de barris por dia. O pré-sal, descoberta possibilitada pelo trabalho de Dilma, dobrou nossas reservas de petróleo. Além de tudo isso, Dilma já provou ser conhecedora profunda das fontes limpas e renováveis de energia. Faça uma enquete entre os engenheiros da Petrobras. As intenções de voto em Dilma, entre eles, deve andar em torno dos 90%. Eles sabem o que fazem.
7. Dilma é a mais equipada para expandir e melhorar a educação no Brasil. Neste quesito, a comparação entre o histórico petista e o histórico tucano é uma surra de proporções inomináveis. Enquanto em São Paulo, alunos e professores sofrem com a falta de investimento e, acima de tudo, com a falta de respeito, emblematizada nas frequentes pancadarias policiais a que são submetidos, o Brasil criou, durante o governo Lula, 16 novas universidades, mais de 100 novos campi, mais de 200 novas escolas técnicas, mais de 700.000 novas vagas para pobres, a maioria negros e mulatos, através do ProUni. Os professores da rede federal saíram da situação de arrocho salarial em que viviam e agora têm um plano de carreira digno (que ainda pode e deve melhorar, sem dúvida, mas que representou um salto gigantesco em relação ao governo FHC). Se você é aluno, professor ou funcionário do ensino, ou tem filhos na escola, basta olhar para o histórico dos dois principais candidatos e você não terá dúvidas sobre em quem votar.
8. Dilma não criminalizará os movimentos sociais. O histórico tucano na relação com os movimentos sociais é péssimo. Professores espancados no Rio Grande do Sul e em São Paulo; os ativistas do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra tratados como criminosos durante o governo de Fernando Henrique Cardoso; o funcionalismo público submetido a arrocho salarial e a uma total recusa ao diálogo em Minas Gerais. Sem misturar movimento social com governo, sem transigir na aplicação da lei, quando de aplicar a lei se tratava, Lula e Dilma estabeleceram com as manifestações políticas da sociedade brasileira uma relação de respeito e diálogo. É assim que deve ser. As declarações de José Serra sobre, por exemplo, o MST, são profundamente preocupantes. É com paz e negociação que se resolvem os embates entre movimentos sociais e governo, não com porrada. Dilma é a garantia de que essa política continuará sendo seguida.
9. Dilma representa um novo reencontro do Brasil com seu passado. Notável na sua capacidade de falar sobre um passado traumático, admirável na tranquilidade com que se refere às torturas a que foi submetida, Dilma teve o dom de não transformar o rancor e o ressentimento em arma política. O Brasil está anos-luz atrás dos seus vizinhos do Cone Sul naquele processo para o qual os alemães cunharam essa belíssima palavra,Vergangenheitsbewältigung, que poderíamos traduzir como o dom de acertar as contas com o passado. É Dilma quem nos pode guiar na revisão desse pretérito ainda tão recente e tão pouco saldado. Sem rancor, sem revanche, sem ódio, mas sem transigir na aplicação da lei.
10. Dilma tem com quem governar, tem equipe. Este blog respeita o voto verde e respeita Marina Silva. Mas a afirmativa, tantas vezes feita por Marina nesta campanha, de que governaria com “os melhores do PT e do PSDB”, como se não existisse um pequeno detalhe chamado política, só se explica pela ingenuidade ou pela manipulação da ingenuidade. Um político governa com a equipe política que conseguiu montar, e é a equipe de Dilma quem botou Brasília para funcionar de acordo com os interesses dos mais pobres durante os últimos oito anos. Com todos os seus problemas, é o PT, não o PV, quem tem quadros experimentados o suficiente para a gestão de um país complexo como o Brasil. Isso não é por acaso. Mais de 50% dos brasileiros que têm alguma opção partidária preferem o PT. Por volta de 30% da população escolhe o PT como o partido de sua preferência. PMDB e PSDB seguem de longe, muito longe, com 6%.
11. Dilma é mais internet para todo mundo. O principal candidato da oposição, José Serra, pertence a uma força política que já demonstrou não ter compromissos com a expansão da internet para as camadas mais pobres da população. Expressão privilegiada dos grandes conglomerados midiáticos do país, o tucanato é responsável por desastres como o AI-5 Digital, uma coleção de inomináveis asneiras destinadas a cercear, censurar e controlar a liberdade da internet. Sob o governo Lula, o acesso à rede mundial de computadores aumentou muito e é Dilma, não qualquer outro candidato, quem tem histórico e compromisso com a implementação do Plano Nacional de Banda Larga, uma verdadeira de carta de alforria informativa no país. Quanto mais gente tiver acesso à internet, mais democrática e bem informada será a nossa sociedade. Os pobres sabem disso e estão com ela, em sua esmagadora maioria.
12. Dilma tem uma bela, impecável história de vida. Representante da geração que correu risco de morte para lutar contra a ditadura com os recursos que tinha, Dilma jamais renegou seu passado. Com serenidade, ela sempre explica que o contexto mudou, que o mundo é outro, e que agora ela luta com outros instrumentos, dentro da normalidade democrática. Mas ela nunca fez as penitências meio patéticas, as autocríticas confortáveis a que nos acostumamos ao ouvir, por exemplo, Fernando Gabeira. Representante também da geração que acompanhou Leonel Brizola na recomposição do legado varguista na pós-ditadura, ela jamais renegou a herança do trabalhismo. Dilma Rousseff é a ponte entre o que de libertário e popular havia no trabalhismo brasileiro e o que de novo e transformador trouxe o Partido dos Trabalhadores. Sua presença já na administração Olívio Dutra em Porto Alegre mostrou que ela estava consciente de que essa ponte era possível. Muitos petistas—este atleticano blogueiro incluído—adotaram, especialmente nos anos 80, posturas sectárias e intolerantes ante o trabalhismo, incapazes que fomos de ver qualquer característica positiva no movimento que conferiu cidadania à classe trabalhadora pela primeira vez. Dilma é a possibilidade de aprofundamento desse diálogo entre o lulismo e tradição trabalhista que ele transforma. Essa bela história de vida está bem narrada em seu primeiro programa de TV: 


13. Dilma representará uma vitória inesquecível para as mulheres brasileiras. Ainda somos um país muito machista. A violência doméstica é uma realidade cotidiana para milhares, talvez milhões de mulheres, especiamente as mais pobres. As mulheres ainda recebem bem menos que os homens pelo mesmo trabalho. A maioria da população feminina ainda acumula uma dupla jornada de trabalho. Não só por ser mulher, mas também por pertencer a um projeto político que já demonstrou ser aliado das mulheres na luta, Dilma pode contribuir a mitigar essa situação e nos fazer avançar nessa área tão urgente. Não é desimportante, claro, o fato de que ela é mulher: da mesma forma como a vitória de Lula, por si só, representou imenso ganho para a autoestima dos trabalhadores, que agora sabiam que podiam chegar lá, da mesma forma como a vitória de Obama trouxe enorme esperança para muitos negros jovens, que agora tinham a prova de que alcançar o topo era possível, a vitória de Dilma representará um enorme salto para a autoestima, as possibilidades, as aspirações de milhões de mulheres e, especialmente, de crianças e adolescentes do sexo feminino.

sábado, setembro 04, 2010

terça-feira, outubro 20, 2009

Rio2 - o final da saga de verão(US)/inverno(BR)

Ou senta, que lá vem a história...


Cheguei no Rio e peguei um busum direto pra Niteroi. O onibus chegou rapidinho no aeroporto mas demorou um seculo num engarrafamento. Entretanto foi bacana andar pelo Rio de onibus; passei pelo campus da universidade federal, pela Fiocruz (eu acho tao fofo ver aquele predinho lah no alto), pelos pilares com as mensagens do Gentileza... foi bacana.

Fui ateh o fim da linha do onibus e liguei pra Ana, que foi me buscar de carro. Cheia das mordomias, fala serio!

Fomos pra casa e almocamos uma comida tri boa. Hmmmm arroz e feijao... hmmm salada de cenoura com queijo... tri bom, tri bom.

Depois fomos tirar foto para o visto e passear no shopping. No dia seguinte a Ana foi comigo, tadinha, ateh o consulado. Levantamos cedo e, pela primeira vez, peguei a barca de Niteroi para o Rio. Nossa, eh tao rapidinha a travessia.

No consulado foi tranquilo, como se esperava. Ah, vi uma famosa por lah, a Cristiana Oliveira, com o baby namorado. O menino com cara de bebe, um gurizinho. Parece que ele nao ganhou o visto...

O que doeu na alma foi pagar 240 reais para o meu passaporte ser enviado como encomenda expressa. Se eu esperasse o tempo normal a previsao de entrega seria para 15 de setembro. Palhacada, neh.

No consulado do Rio eles nao utilizam o servico dos Correios mas da TNT. Po, 240 reais para mandar meu passaporte pra Poa! Eu paguei 140 reais a passagem pra Poa.

Ao sairmos do consulado passamos numa feirinha que acontece no inicio do mes, terca, quarta e quinta, ali quase na frente da estacao das barcas. Nooooossa, tudo de bom. A gente ficou um tempao lah, olhando as coisinhas mas, acima de tudo, batendo papo. Conversamos horrores com as expositores. Super queridas. E eu cai em tentacao, eh claro, e comprei mais penduricalhos. Po, mas meu anel novo eh lindo de morrer. E minha bolsa eh super fofa. Sim, o colar e os brinquinhos tambem...

Fomos pra casa, almocamos e dai fomos num dos lugares com a vista mais bonita que eu ja vi no Rio: o parque da cidade. Eh indescritivel, belo, fenomenal. Vale a visita.

Lah em cima fomos atacadas por saguis. Po, os macaquinhos sao "sinistros". Muito divertido. Ah, e a Ana e a Carol foram comidas por mosquitos, tadinhas. Depois passamos numa das sedes do BB e de lah fomos pra casa. Ganhei caroninha denovo pro aeroporto e nao tinha qualquer congestionamento dessa vez. Chegamos cedinho, fiz meu check-in na maquininha - pra evitar que as vaquinhas da TAM inventassem de despachar minha mala e fomos pra praca de alimentacao.

O Dani ficou de ir no aeroporto para eu entregar o iPod. Ele chegou nos 45 do segundo tempo.

Quando eu embarquei jah estavam chamando meu nome no alto-falante. Gente apressada!

Cheguei em Porto e minha tia estava me esperando. Chegamos em casa e eu resolvi bater na porta, ao inves de entrar. Eu nao queria que minha maezinha infartasse. Ah, sim, ela nao sabia que eu ia pra Porto.

Dai meus dias em Porto Alegre foram soh alegria: comer, beber e dormir. Com enfase no dormir.

Foi tao bom passar uns diazinhos em casa com minha maezinha. Ir nos restaurantezinhos naturebas de Porto. Ai que saudades de comida gostosa, saudável e barata.

Na quinta-feira a noite chegou meu passaporte. Alivio, missão cumprida. Ah, e na quinta fomos num super show do Lenine, foi oooootimo! Lenine eh barbaro. Uma mina gritou da platéia: gostoso!!! Ok, Lenine é bárbaro, mas gostoso...


Encontrei com a Eliane no aniversário da Mari, numa pizzaria na Cristóvão. Ê, tradição. Vi minha afilhada linda e fofa. Nossa, ela está tão gigante e enorme e querida. Se isso não é sinal de que eu estou ficando velha, eu não sei o que é!

No sabado fomos na Feira Nacional do Calcado, em Novo Hamburgo. Nossa, Novo Hamburgo. Essa cidade sempre me faz lembrar do Nelson, da Deise, da Mariana (que está um mulherão), do Gaspar. Novo Hamburgo, Novo Hamburgo... caminhamos horrores pelos pavilhões e só encontrei dois lugares com calçados que me serviam. Absurdo, né? Isso é uma coisa boa dos istêites, tem calçados para meus pezinhos (mesmo que tenham sido fabricado no Brasil! Sério.). Mas sei que comprei uma bota pela qual estou apaixonada. Ela é linda e ótima e ultra confortável. Melhor compra dos últimos tempos!

Falando em compras, o espírito consumista baixou nesta pessoa aqui durante a estada no Brasil, né? Diferença cambial é uma merda. Enfim, comprei mais penduricalhos. Agora sem ser na versão semente, folhinhas, mamãe-eu-sou-exótica, mas na versão pérolas, brilhinhos e eu-sou-chique-benhê.

Demos voltinhas no Brique de sábado e, na maior das casualidades, encontrei com o Maicon e com o Adriano. Foi tão bom revê-los. Imagina: eles moram em Pelotas e foram só passar sexta e sábado em Poa! Ah, as coincidências da vida...

Ao final da minha segunda viagem a terrinha, enchi a mala de feijão, café, pão de queijo, proteína de soja texturizada (acredita que é difícil encontrar aqui??? Aliás, pode me mandar pelo correio, tô aceitando). Como praticamente não levei roupas dessa vez, já que ia pra casa, eu fiz a festa. Só não coloquei mais coisa porque não tinha como carregar. Não precisei fazer supermercado sério por um mês. Ainda tenho comidinhas brasileiras. Ao entrar nos Estados Unidos da América, na maior cara de pau, quando perguntada se tinha algum alimento na mala eu disse que não. Sou besta, por acaso?

Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Perdi uma semana de aula, mas não foi nada demais. Demorou um tempo até que eu colocasse a casa em ordem (uns dois meses), fui a falência por causa da grana inesperada que tive que gastar, mas não fiquei super triste. Eu sabia que seria apenas uma questão burocrática e financeira, que tenho amigos com quem posso contar (não tenho como agradecer a Ana, no Rio) e que a emergência não era por nenhuma questão de saúde.

Ah, sim, pára tudo. Volta um pouco. Agora lembrei. Nesta brincadeira toda é claro que eu arranjei alguma pereba, né? Nem foi pereba, mas arranjei uma inflamação num tendão aí no ombro. Reza a lenda que foi por causa da natação diária combinada com os longos vôos seguidos e pouco descanso. Então fui no médico no Brasil, no SUS, e tomei remedinhos por 10 dias. Eu mal podia vestir minhas calças sozinha. A dor era tal que eu cheguei às lágrimas num dos dias. Sinistro. Mas melhorei. Depois fui na médica aqui também, ela revisou, e agora estou melhor. Sim, continuo nadando. Não diariamente, porque não tenho tempo, mas três ou quatro vezes por semana.

Voltando... então, eu estava tranquila porque a emergência da viagem não era por motivo de saúde. Algo que sempre me preocupa é que algo aconteça com minha mãe enquanto eu esteja longe, nos Estados Unidos, na Bahia, ou na pqp. Se minha mãezinha está bem, então está tudo bem.

E esta foi minha saga consular para encerrar meu primeiro verão estadunidense.