sábado, junho 26, 2010

Mulherzinha



Um projeto interessante que tem aqui na cidade é o Women's Project. Descobri o teatro quando passei pela frente uma vez, voltando do show do Colbert Report.

Ai, cheguei em casa, procurei pelo website e me cadastrei no mailing list delas. Quase um ano se passou a nunca ouvi falar das mulherzinhas, ateh que recebi um email pedindo para atualizar meus dados no website. Atualizei (com a mesma informacao, diga-se de passagem) e um dia depois recebi um email com ingresso gratis para assistir a peca Lascivious Something
.

O, beleza... fui com minha amiga Mandy e tivemos uma noite bem agradavel. Gostei da peca. Bastante. No final, passei numa lojinha de vinhos que tem lah pertinho e comprei um vinho verde por 5 pilas. Barbadex. Tenho que lembrar de passar por lah mais vezes. Adoro vinho verde no verao. Especialmente com umas frutas vermelhas na taca (copo sem cedilha).

Esta foi uma da serie teatro de graca em Nova York. Agora jah estou me sentindo em Porto Alegre. Sim, estou comparando teatro de camara com Broadway, por que, vai encarar?

terça-feira, junho 22, 2010

Porra, Joao!


Pobre soh se lasca, neh? Quando consegue comprar ingresso pra ver Joao Gilberto (chiquerrimo), no Carnegie Hall (chique do urtimo), o homi cancela. Isso foi olho gordo do Fabio, tenho certeza!

Ja viu esta historia de gente que vai viajar pros Estados Unidos e descobre que estava com o visto vencido?

Ah, Joao, Joao...

Reclamando da vida, pra variar



Agora estou no megabus novamente, mas voltando para Nova York, entao seguirei minha atualizacao do blog. Aproveito, contudo, para fazer uma pausa pra falar mal da vida alheia. Tem duas minas que correram pra sentar aqui onde tem mesinha, soh tem dois lugares do busum com mesinha, sao oito assentos no total e duas mesinhas, com uma dupla de assentos em cada lado de cada mesa. Dai as fofas correram pra sentar e plucar seus computadores e tirar seus computadores da bolsa. Eu jah estava sentadjinha aqui, porque era a primeira da fila do busum.

Ok, dai as tchutchucas aqui ficam tirando o espacinho pra eu esticar minhas pernocas e pra espraiar meu computadorzinho mas nem estao usando seus dispositivos eletronicos. Vacas. Pra que??? Uma pra exivir seu monstrengo Mac cor de rosa e a outra pra... sei lah, pra ouvir musica do seu celular/maquinafotografica/tocadordemusica. As duas estao de fone de ouvido e domrindo.

Entao por que nao foram sentar nas outras cadeirinhas? Nao! Soh pra me encher a paciencia. Claro que eh pessoal, ora. Na outra mesinha tem uma minha usando o computador um carinha dormindo e uma outra mina dormindo.

Este povo, viu!
Ai, ai...

segunda-feira, junho 21, 2010

Cusco e a altitude




De Peru - photos By others


Na manha seguinte, no dia 29, embarcamos todos para Cusco. A Kristin e eu pegamos um taxi de Miraflores ateh o aeroporto por 33 soles, chamando pelo numero 35555555 (seja lah quantos digitos tem os telefones em Lima, 3 e um monte de 5). O voo foi pela Peruvian Airlines, que havia feito 6 meses de aniversario cerca de um mes antes e em comemoracao realizou 3 dias de vendas promocionais. Com sorte, fiquei sabendo da promocao e comprei meu voo para Cusco por apenas 98 dolares, ida e volta, com taxas. Ainda no aeroporto de Lima comprei umas balinhas de coca, soh para o caso de sentir os efeitos da altitude. Ao fazer o check-in descobri que se paga uma taxa no aeroporto, pelo uso de suas facilidades, no valor de sei-la-eu-quantos soles – porque jah me esqueci. Fiquei puta, mas fazer o que!

O voo foi de uma hora e um pouquinho mas ganhamos comidinha e foi bem boa. Um lanchinho, mas bom. Ao chegar no aeroporto de Cusco eu jah comecei a sentir uma dorzinha de cabeca e um enjoozinho. Comi uma balinha. Psicologico ou nao, me senti melhor. Nos dias que se seguiram tomei mate de coca todos os dias, comi balinhas de coca, masque folhas de coca e de munha – uma planta local –, fiz tudo para aliviar os sintomas da altitude no organismo.

Chegamos em Cusco, pegamos um taxi e fomos pra casa do Amit. 5 soles pelo taxi. Uh, que alivio no bolso. Largamos nossas coisas e fomos dar uma volta no centro da cidade. Nossa primeira parada foi no mercado central de Cusco, onde fomos na barraca 64, a favorita do Amit, para uma salada de fruta com iogurte e outras naturebices. Coisa boa comer umas frutinhas com gosto de frutas de verdade.

Depois de comermos fomos caminhar pela cidade e foi entao que voltei a sentir os efeitos da tal da altitude: caminhando, despacito no mas, e conversando com o Amit, no plano, sem subir coisinhas nem nada, eu ficava como se tivesse corrido por 15 minutos sem parar – Raquel, Daniel, JC e outras pessoas metidas a atletas, pra mim 15 mimutos de corrida eh o equivalente a 2 horas de corrida de voces, tah? A tonturinha diminuiu, com as balinhas de coca, mas a falta de ar era demais

Aviso


Tem mais de 15 posts semi-prontos esperando para serem publicados. Os textos da minha aventura peruana jah estao prontinhos, soh faltam as fotos.

Aguarde e acompanhe!

domingo, junho 20, 2010

Lima, pra comecar.

De Peru - Dia 1 - 28 maio 2010 - Lima


Cheguei em Lima no dia 28 de maio e fui recepcionada no aeroporto pela Daisy, a irma do Humberto, um couchsurfer que mora em NYC mas eh peruano. Eu levei um computador velhinho pra ela. Eu queria pegar um onibus mas tanto o motorista de taxi (que sao bastante insistentes) quanto a propria Daisy me explicaram que eu precisaria pegar dois onibus, um para o centro e outro para o bairro de Miraflores, onde estaria hospedada e que era “muito perigoso”. O lance do perigo nao me assusta porque, brasileira, sei que o povo adora dizer que tudo eh perigoso, alem disso, estava apenas com uma mochila (tamanho das de laptop) e uma bolsa. Entao estava leve o suficiente pra andar por ai de busum, mas fui persuadida pelos locais. Peguei um taxi que me custou 45 soles. Antes disso troquei dinheiro no aeroporto, onde recebi 2 soles falsos, que soh fui descobrir no momento de pagar o taxi. 1 sol eh aproximadamente 2,80 dolares.

Em Miraflores, bairro classe media alta de Lima, fui para a casa do meu anfitriao, o Johny, que havia sido arranjado pela Kristin, uma CSer de Nova York. Kristin e Lianna haviam chegado a Lima no dia anterior e ficado na casa do Johny. A Lianna foi embora para Cusco e a Kristin e eu iriamos no dia segunte para Cusco, onde ficariamos todas no apartamento do Amit, um CSer de Nova York que estah viajando pela America do Sul ha mais de 7 meses, e agora resolveu fazer um pit-stop em Cusco, alugando um ap. Como varios de nos iriamos a Cusco entre maio e junho, ele alugou o ape – juntamente com a Marie-Line, uma CSer belga – e dividiu com quem chegasse. O pagamento pelas diarias era feito por contribuicao, em uma latinha, onde deixavamos o quanto pudessemos.

No meu primeiro dia em Lima caminhei, caminhei, caminhei horrores por Miraflores, fazendo um excelente reconhecimento local. Depois fomos para o parque Kennedy onde fizemos uma sessao de “Abracos Gratis”. Foi bem bacana ver a reacao dos peruanos a inusitada iniciativa de se distribuir abracos num parque da cidade, simplesmente pelo prazer de conectar-se com as pessoas. A maiora dos que pararam para um abraco foram criancas e idosas. Foi divertido. No final do dia, no parque, juntaram-se a nos a Emma e o Mike, que tambem estavam em Lima mas em um hotel proximo ao nosso anfitriao.

A noite fomos para um bar no bairro Barranco. O encontro estava marcado para 10; chegamos lah pouco antes das 10h e descobrimos que o bar abri as 10h30. Esperamos ateh 10h40, eu louca pra me ir embora, cansada e sem saco para festa. Entao voltamos para casa.

As veias abertas...

Foto: Brooke Anderson


Buenas, o semestre acabou e uma semana depois eu arrumei minha mochilinha e fui para o Peru e Equador. Passei 11 dias viajando, caminhando, comendo, bebendo e tentando aprender um pouco sobre outras partes da minha America Latina.

Em novembro comprei uma passagem para o Peru por 240 dolares. Pechincha. Ida e volta, Nova York – Lima – Nova York, com taxas. O voo tinha uma conexao em Guayaquil, no Equador, na ida, de uma ou duas horas e depois uma conexao de 12 horas, na mesma cidade, na volta. Bele, passeio basico no Equador e carimbinho no passaporte.

Um bando de gente, cerca de 20 pessoas, do Couchsurfing tambem comprou passagem pro Peru, mas em datas diferentes. Cinco outras meninas acabaram comprando a passagem para o mesmo voo que eu. Mas no meio do caminho a Lan mudou nossos itinerarios e tivemos qque trocar as datas da viagem, entao ficamos com datas ligeiramente diferentes e eu acabei indo sozinha – o que foi otimo.

Nos posts seguintes descreverei minha saga por terras peruanas!

sábado, junho 12, 2010

Atualizando de tras pra frente



Sabado nublado, 12 de junho, dia dos namorados. Estou num onibus saindo de Nova York e indo para Bethesda, no estado de Maryland. Vou visitar minha amiga Jacqueline. Sim, aquela que morava no mesmo ape no meu primeiro ano, que recebeu ao Martin e a mim no verao passado e que eh sempre uma fofa-maluquinha.

A nova maluquice da Jackie eh ir passar o verao na China, ensinando ingles. Entao ela vai pra lah na proxima quarta-feira. Como eu nao tive tempo livre antes (e daqui a pouco jah conto o porque – sem acento porque estou em teclado estadunidense, nao porque me adaptei a reforma ortografica, ainda sou dazantiga), vou neste final de semana visita-la.

Tambem em Maryland mora minha ex-colega da fisica, a Karen. Ela veio fazer um posdoc por estas bandas, apaixonou-se, casou-se, procriou-se (sic). Entao quero aproveitar e conhecer a Isabella, a filhinha da Karen.

Eh bom estar na estrada novamente, eh bom sentir o mosquitinho cigano. Siiiiimmm, eu estava viajando! Cheguei na segunda-feira e hoje jah estou na estrada novamente. O tempo nao para...

sábado, junho 05, 2010

Saudades


Saudades da minha maezinha, de apertar minha fofucha e encher de beijinhos!
Ah, e de deitar na cama dela e ficar vendo tv.

quarta-feira, maio 26, 2010

Teatro, musicais, Broadway (ou, vidinha mais ou menos)



Tudo começou com um email que minha amiga I-Ching, uma Taiwanesa fofa que eu adoro, me encaminhou um email que oferecia ingresso para assistir a um musical que começaria sua pré-estreia na Broadway. Claaaaro que eu respondi ao email, e depois encaminhei para outras amigas.

Daí que recebi a resposta e ganhei um par de convites. Outras amigas também ganharam.

Foi meu segundo musical na cidade, o primeiro na Broadway. Eu não gosto de musicais, mas gostei desse porque era precisamente sobre um dia num estúdio de gravação da Sony Records, numa noite de um lendário encontro de Elvis Presley, Johnny Cash, Jerry Lee Lewis e Carl Perkins. Encontro que ocorreu uma única vez na história, bla bla bla. Então foi bacana porque o povo não ficava cantando, dançando e interpretando (essa é minha "coisa" com musicais, prefiro tudo separado, a não ser que seja ópera).

Enfim, The Million Dollar Quartet foi bacana e, de graça, até injeção na testa.

Ano novo, vida nova



Bem, mais um semestre terminou. Sobrevivi ao meu segundo ano acadêmico na terra do Tio Sam. Foi um bom semestre acadêmico e um semestre interessante na minha vida de moradora em residência universitária.

Nestes semestre 4 das 5 meninas que moravam aqui foram embora. Uma delas estava comigo desde o início, agora se formou e foi morar sozinha, que bonitinaha, no seu primeiro apartamento. A outra não se formou, mas mudou-se também, é a mais novinha, e foi morar num apartamento dividindo-o com apenas uma pessoa. Além disso, ela está de namorado novo que ficava boa parte do tempo aqui, e ela não terá que assistir aulas neste semestre, daí a mudança. Uma terceira formou-se e voltou para o estado dela, foi para a casa dos pais. Finalmente, a quarta menina era recém chegada, ficou aqui só um semestre, mas mudou-se para o verão, colocou suas coisas num depósito (o que é muito comum em Nova York) e vai viajar durante o verão.

Antes de mudar-se a última menina citada ainda tentou colocar pedidos para que a louça fosse lavada, assim a pia poderia ser limpa durante a limpeza semanal que é feita por um empregado da universidade. Mas não adiantou muito. Daí, na segunda semana, a dona das louças imundas colocou suas louças sujas em cima do balcão da pia, espalhando suas coisas (foto acima), com a justificativa de que assim a pia poderia ser limpa. (é que funcionários não limpam nada que tenham coisas nossas, eles não estão autorizados a remover coisas. Imagina a dor de cabeça que deve dar se alguma das moçoilas reclama de algo que algum funcionário supostamente mexeu!)

Então nossa pia sem louças ficou assim:



Daí a moçoila colocou um bilhete dizendo que não lavava a louça há mais de duas semanas porque precisava comprar uma esponja nova. Tem um mercadinho 24 aqui na frente do prédio. Dá pra ir de pijama, até. Tinha esponja novinha dentro da gaveta do armário da cozinha. Quer desculpa mais esfarrapada? Ó o bilhetinho aí embaixo, e as marquinhas de eca na pia.



Nesta semana, depois que todas foram embora, eu e a menina que ficou nos juntamos para fazer uma limpeza geral, ou seja, colocar fora todas as coisas que as moradoras anteriores deveriam ter jogado fora antes de se mudarem. Depois de duas horas e meia de trabalho (sim, tinha muita coisa, por tudo: armários da cozinha, geladeira, banheiro...) enchemos 21 sacolas de lixo. Sim, aqueles sacos grandões, não sacolinha de supermercado, saco saaaaaco. A menina que ficou é muito engraçada, ela ficou puuuuuta com a menina que deixou um montão de creca pra gente se desfazer. Pelo menos foi divertido fazer a limpeza com ela. Incrivel como tinha coisa neste apartamento, assustador!

Como dizia um amigo meu, são apenas distintos padrões de limpeza.

Agora, que venham as novas companheiras!!!

Metida a barista



A novidade pros lados de cá é meu brinquedinho recém adquirido, uma máquina de café expresso DeLonghi EC155, que só falta fritar ovo.

Estou amando tomar expresso todos os dias, fresquinho, e tomar latte, fazendo o leite ficar cheio de espuminha. Uma delícia, delícia.

Claro que fico lendo tudo sobre café e sobre máquinas e sobre expressos. Sabe como é, tenho que entender minimamente da coisa enquanto estou no auge da empolgação.

Então passa agqui qualquer hora prum cafezinho!

quarta-feira, abril 28, 2010

Pica: is it being overlooked?



Pica and olfactory craving of pregnancy: How deep are the secrets?

Coisas que me aparecem no trabalho. Aham. Esse ai (acima) eh o titulo de um artigo que alguem solicitou na biblioteca. Alias, esses ai, porque o titulo desta postagem eh o nome de outro artigo.

domingo, março 21, 2010

Hoje eu não vou falar bem nem mal de ninguém...


Hoje eu tô sozinha
E não aceito conselho
Vou pintar minhas unhas
E meu cabelo de vermelho
*...


*Aham, eu já disse que minhas unhas estão lindas? Ah, tá.

sábado, março 20, 2010

Festinha brasileira


Achei este post perdido aqui nos rascunhos, só com a imagenzinha da Pacha, uma boate aqui em Nova York. Outro dia rolou uma festa brasileira lá e eu fui. Nuuuooooossssaaaa! Cada tipinho. Assustador. Mas eu já estava na fila, estava empolgada e de cornos virados. Eu estava puta com o Dee e só queria sair. Tinha uma amiga que estava indo pra lá, então eu fui. A festa estava lotadaça. Mas foi bom, eu fiquei na pista dançando até cansar. Fazia tempo que não dançava ao som de uma velha eletrônica. Coisa boa. Foi bem bom. Aí cansei, peguei um táxi e vim pra casa. Mas não ousei falar português e fingia que não entendia as coisas que eu ouvia perto de mim.

Ah, a primavera...


Finalmente tempo agradável nesta cidade. O dia está lindo lá fora. Tem sol, faz 20C, acredita?

Lá fora... sim, e eu aqui dentro, sim.
Saí ontem, saí anteontem. Não preciso sair todos os dias das minhas mini-férias, né?

As férias começaram na sexta-feira passada, mas daí choveu, choveu, choveu, teve vendaval e o escambau. Na casa da mãe do Dee eles ficaram sem energia elétrica até terça-feira! Meus planos eram de curtir Nova York no findi passado e daí viajar neste findi para Maryland, visitar a Jackie e a Karen (seu marido e a filhinha deles, a Isabela, recém nascida), mas aí dormi, dormi e dormi no findi da chuva e temporal. Dormi, cozinhei e malhei. Só.

Pobre que se preza não pode ter muitas férias, né? Então apesar de estar em férias das aulas, eu tive que trabalhar. Trabalhei segunda, terça e quarta. Por isso minhas férias começaram, de verdade, na quinta-feira. Aí tirei o atraso!

Quinta fez um dia lindo, temperatura agradável... para comemorar o início da primaver por vir, pintei o cabelo de vermelho e fiz as unhas com uma combinação de esmaltes que ficou um espetaaaaculo! Fui no meu quiroprata, caminhei, caminhei, caminhei pela cidade, fui no Trader Joes comprar coisinhas baratas e saudáveis e terminei a noite no Nevada Smiths, onde fui encontrar amigas e amigos queridos, bater papo, ver gente e me divertir bastante.

Na sexta, outro dia lindo na cidade. Coisa boa uma sonequinha no meio da tarde quando tá quentinho, né? Sim, é bom dormir quando chove e é bom dormir quando faz sol. Oh, vida. Sei que passei o dia pensando se ia ou não numa super festa que aconteceria à noite. No final decidi ir.

Agradeço ao bom Senhor que nos protege por ter colocado bons pensamentos na minha mente e me feito decidir por ir a tal da festa, porque estava triiiii boa. Melhor festinha que já fui aqui em Nova York. Monte de gente querida, velhos e novos amigos, caipirinhas, música, temperatura perfeita... ai, ai. Coisa boa.

Aí hoje, fui dormir às 5 da manhã, acordei às 11h30. Agora são 4h30 e eu, uma preguiçosa, estou aqui dentro de casa, atualizando o blog e pensando nas leituras que tenho que fazer e nas coisas que tenho que escrever com prazo para segunda-feira. Sim, férias naquelas, né? Com o mundo de trabalho que a gente tem pra fazer com prazo já para o primeiro dia pós-férias, é claro que se terá que usar tempo das tais férias.

Enfim, o importante é que é primavera e que minhas unhas estão impecáveis. Morra de inveja.

sábado, março 13, 2010

Carta para minha orientadora




Hoje, quando acordei, tinha um recadinho da minha ex-orientadora, de Salvador. Um recado bem fofinho. Então fui escrever um email para ela. Sim, fazia um tempão que não entrava em contato. Tá vendo só, não é nada pessoal! Porque certamente, você, cara leitora, tampouco recebe emails meus, não é? Sim, sim, sim, eu sou terrível em responder emails, atualizar blog, etc. Mea culpa, mea culpa. Buenas, resolvi que poderia compartilhar parte das notícias que mandei para minha (ex-)orientadora aqui no blog (e matar dois coelhos).

Ontem foi meu primeiro dia de "semi-férias". É uma semana de "férias". Ponho entre parênteses porque não terei aulas, mas continuo tendo trabalho e também porque é só uma semana. Então são férias "meia boca". :-)
O tempo aqui está horrível, chovendo, chovendo, chovendo... e friozinho. É para ser o início da primavera, mas isso aqui nada se parece com primavera. Estou louca que o calorzinho chegue duma vez. Já cansei do frio.

Quanto às aulas, as coisas vão bem. Apesar da minha mensagem desanimadora no Gmail (não quero mais brincar de doutorado), as coisas não estão tão ruins assim. É só que é muito trabalho para as disciplinas. Pelo menos este semestre estou tendo aulas interessantes e de cursos relevantes (porque até agora eu tive um monte de coisas que eram só trabalhosas, mas pouco de novidade).

Estou fazendo uma disciplina de Feminimso Brasileiro, outra de Gênero, feminismo e diversidade cultural e uma terceira de Métodos quantitativos na pesquisa em ensino de ciências. Estou gostando. As duas primeiras disciplinas são do departamento de antropologia, então o volume de leituras é enorme, mas são boas leituras, estou aprendendo bastante. Eu brinco com o Fábio e a Vera (esposa dele, que é antropóloga) dizendo que eu não gosto de antropólogas e falando mal de quem faz antropologia, só porque tenho tanto, tanto, mas taaaanto trabalho pra essas disciplians, que vivo mal-humorada. Mas no fundo elas têm sido ótimas. É só para eu não perder o hábito de reclamar. ;-)

E só para registar: chove lá fora...

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Meu primeiro pão de queijo

Outro dia fui numa janta na casa de uma colega aqui da faculdade em que cada um levava um pratinho (aliás, isso é tão, tão, tãaaaaaaaaao comum aqui, chama-se potluck. O bacana é que, como é institucionalizado, nem rola constrangimento de pedir pra se levar alguma coisa. Dá pra fazer listinha antes do que cada um vai levar, se quiser, ou até pedir para que se leve especificamente isso ou aquilo).

Eu resolvi por meus dotes culinários - e minha super habilidade de ler instruções em pacotinho - e fiz minha primeira leva de pão de queijo. Sim, pão de queijo de pacotinho, mas tem que ter a manha, tá. Não é assim, só colocar ovos e água e deu. Não! Tem que sovar. Como não queria fazer melequêra (sic) na minha mão, usei uma colher de pau e mexi a massinha. É a mesma coisa que sovar, não é?

Só sei que meus pães de queijo ficaram lindos, maravilhosos e super super super gostosos. Fiquei me sentindo praticamente mineira criada no interior com forno à lenha.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Dia de São Valentino

 

No rol das experiências culturais estadunidenses, celebrei no último dia 14 o dia de São Valentino - tá, o Valentine's day. Foi um domingo bem bacaninha, com muitos presentinhos, música, vinho,  queijinhos, chocolate, frutinhas, comidinhas, sorvetinho e mais bebidas. Só sei que gostei deste tal de São Valentino. Quero mais!

sábado, fevereiro 20, 2010

Dia lindo


Hoje está um dia lindo lá fora. Nem sei se está frio ou não. Digo, se está muito frio ou não. Já são quase três da tarde, acho que vou no supermercado comprar leite e na biblioteca imprimir uns materiais pras leituras desta semana.

Depois vou pra outra biblioteca, mais pertinho de casa, pra ficar fazendo trabalhinho de aula no computador de lá. Eu prefiro usar o computador lá, é mais rápido que o meu aqui de casa, a cadeira é mais confortável, e eu tenho menos distrações do que no meu quartim.

Então eu vou, antes que o sol vá embora por completo.

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Brasil, aí vou eu!


Então passei o dia inteiro em casinha, fazendo nada, estudando, falei com o Daniel (da Bahia) ao telefone e ouvi um monte de sotaquezinho baiano.

Inscrevi-me para um congresso no Rio (congresso caro pra CARALHO, diga-se de passagem. Acho que é o congresso mais caro da minha vida, tive que morrer em 250 reais, quase chorei). Então, Rio de Janeiro, aí vou eu!!! Planejo comer empadinhas no Belmonte em julho e agosto.

Talvez eu vá pra Natal também, não sei, tenho que ver direitinho... mas passarei parte do meu verão (do hemisfério norte) no inverninho brasiliero, com certeza!

Let it snow, let it snow, let it snow!

 
 
Hoje nevou. E tudo parou.
Já nevou outras vezes, claro, mas para hoje estava anunciada uma tempestade de neve. Outras tempestades foram anunciadas antes, mas dessa vez (finalmente!) a faculdade resolveu fechar. As escolas públicas fecham quando há previsão de tempestade de neve, mas minha faculdade tem tradição de ser osso duro de roer, pelega, pelegona. Enfim, mas dessa vez parou.

Acordei com a rua toda branquinha, o teclado branquinho, os carros escondidinhos em neve... coisa tão fofinha. Sim, fofinha porque eu podia ficar o dia todo em casa, porque eu não tenho que limpar neve alguma e porque eu vivi sempre sem neve, né! Ora bolas!

terça-feira, fevereiro 09, 2010

A lista



Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

Composição: Oswaldo Montenegro

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Pequenos prazeres



Sexta-feira, dia que não tenho aulas nem tenho que ir trabalhar. Coisa boa: desligar o alarme quando toca pela manhã, virar pro lado e dormir mais um pouquinho; tomar café da manhã, ver desenho, bater papo; preparar comidinhas, pegar roupitchas novas que chegaram pelo correio, nadar na hora do almoço; voltar pra casa e comer um almocinho bem gostoso, depois café e um delicioso pastel de nata que chegou ontem à noite diretamente do Porto.

domingo, janeiro 31, 2010

Abençoadas sejam as reuniões produtivas


Esta foi uma ótima semana (exceto pelo fato de eu ter engordado 1,5kg). Tive três boas e produtivas reuniões: a reunião geral do grupo de mulheres na ciência (WISC), do qual sou coordenadora de extensão; a reunião com minha orientadora, que me gerou mais trabalho, mas bom trabalho; e a reunião com o centro de pesquisa climatológica, com quem em parceria com a WISC, vou organizar um programa para estudantes de baixa renda e minoria étnica (minoria no sentido de poder aqui, né, porque este grupo será de maioria latina e o que Nova York mais tem são latinas e latinos, aliás, não só NYC, mas o país inteiro caminha para isso). Enfim, a foram três reuniões bem bacaninhas.

Como resultado das reuniões, é claro, tive aumento da minha quantidade de trabalho. Um espetáculo.

Bem que o mundo poderia dar uma paradinha rapidinha só pra eu fazer essas outras coisas, né?

sábado, janeiro 09, 2010

Fotos de Madrid



Depois de pouco mais de um mês, finalmente coloquei fotos da viagem para Madrid online. Elas estão disponíveis no Facebook. São três álbuns: Madrid!, La madrileña! e Spanish-German-(English)-Brazilian meeting. As fotos capturam um pouco da minha experiência nessa cidade espanhola.

A estada foi excelente, foi ótimo reencontrar o Richard e contar com a hospitalidade dele. Foi bom encontrar o Heiko; foi ótimo caminhar pelas ruas de uma nova cidade.

Um dia eu volto.



sexta-feira, dezembro 25, 2009

Tudojuntomisturado



Hoje recebi um comentário da Su aqui no blog e lembrei que não atualizo este espaço há algum tempo.
Sim, sim, faz tempo...


Depois do enlouquecedor final de semestre, entrei em férias no dia 24 de dezembro. Fiz coisinhas de aula até o dia 22, quando entreguei meus últimos trabalhos e depois trabalhei o dia inteiro no dia 23. Dia 24 eu só queria dormir e descansar. E ficar em casa sozinha. Como todas as meninas aqui do apê são dos Estados Unidos (sim, fora a flor de formosura - que já se mudou, aliás), eu imaginei que teria a casa só pra mim e poderia curtir uma tranquilidade, finalmente. Grande ilusão...

Até a noite do dia 24, uma da meninas - a que mora mais próximo, diga-se de passagem, e que costuma passar os finais de semana em casa durante o semestre - resolveu ficar por aqui. Todoas as outras já tinham ido embora no início da semana, mas ela continuava - e com ela, suas louça na pia, claro.

Na manhã do dia 24, depois de dormir até cansar, resolvi limpar e arrumar meu quarto. Com prazer, joguei toda a papelada de física no lixo. (eu comentei da disciplina de física que fiz neste semestre? e que me fez odiar física?) Para o lixo foram muitos papéis e revistas. À tarde recebi uma caixa de presentes da minha mãezinha - ah, o natal! Ganhei dois cachecóis LINDOS DE MORRER que fora feitos pela Gleci. Além disso, a caixa veio recheada de várias coisinhas fofinhas-da-mãezinha. Recebi também uma outra caixa, com um armário que eu havia comprado para colocar coisas de cozinha. A maior parte das coisas de cozinha estava no meu quarto, num armário, daí resolvi colocar mais um armário no corredor e colocar tudo de cozinha lá. Quer dizer, "tudo" naquelas, né? Basicamente comidas, porque não deixarei minhas panelas e afins ao alcance das porquinhas.

Montei o armário, transferi as comidinhas e todo o resto, limpei tudo, guardei cachcóis e blusões no espaço que abriu no armário que estava no meu quarto, tirei pó, passei aspirador, queimei incenso, ouvi música... Ai, que delícia!!!

Recebi a visita da minha amiga I-Ching, que trabalha na biblioteca também. Ela é um amor de pessoa; ela havia preparado uns biscoitos tradicionais chineses e veio me trazer de presente de natal. Tão fofinha!

À noite, a menina que é de Jersey (a cidade/estado aqui do lado) finalmente foi passar o natal com a família. Ah, sim, ela resolveu, estranhamente, ficar por aqui, porque agora está com um namorado novo, então os dois passaram estes dias por aqui. Claaaaaaro. Antes de ir embora ela finalmente lavou a louça: uh-huuu!

A noite do dia 24 foi então tranquila, vendo filminhos, na paz da minha casinha. Foi também de muita alegria, ao receber a notícia de que a mãe do Adiso está respondendo positivamente ao tratamento e que o tumor parou de crescer. Pareceu coisa de filme, com milagre natalino.

Dia 25 fiquei em casa, fiz comida: arroz, feijão, couve, farofa (mamãe mandou minha farofa à base de soja favorita!) e limpei a geladeira. Joguei um monte de lixo fora (porque a fofoluxa de Jersey deixou o cesto de lixo CHEIO de garrafas de cerveja. ô povo sem noção!) e tive mais um dia tranquilinho e de paz.

Eu queria muito ter ido passar no natal com a Jackie, em Bethesda. Eu adoro aquela guria e gosto muito da família dela. É sempre agradável ir pra lá, mas eu estava tão cansada do final do semestre e do trabalho que não tinha energia para, no dia 24, arrumar malas, pegar busum e viajar, eu precisava de um pouquinho de descanso.

Pela necessidade de baixar o ritmo também acabei declinando as propostas de ir para Amherst e passar o natal com a Ana e o Bruno, ou mesmo aqui em Nova York, com a Naiara e o Koonj. O descanso foi bom, e merecido.

No dia 26 eu tentei lavar a roupa, mas ainda estava difícil... a montanha de roupa suja crescia e crescia. O trato na casa sofreu um intervalo e fui cuidar das minhas unhas, cabelos, pele... e ainda bem que fiz isso, porque ao finalzinho da tarde apareceu um convite pra ir no MoMA, ver filminho do Tim Burton. Irrecusável! Que bom que eu já estava prontinha. Então assistimos A fábrica de chocolate; na seqüência (porque eu sou da velha geração, sim, eu uso trema) comemos muito chocolate na Casa do chocolate, no Brooklyn.

A noite estava terrível: chovia, ventava, fazia frio. Mas eu estava em férias mesmo, ora bolas... então acabei a noite no East Village, numa festa de músicas de diferentes partes da África. Foi interessante.

No domingo pela manhã fui encontrar com "meu tutor no Brasil", o prof. Olival, que está por um período em Boston (no MIT, porque ele é chique, benhê) e esteve em Nova York no final de semana. Então fizemos um brunch e depois fomos na Century 21, meu paraíso de compras, para encontrar algumas roupas de inverno para a Indianara. Eu falei pelos cotovelos, pra variar. Foi um domingo bem bacana e o dia estava lindo! É impressionante: a noite anterior estava um nojo, o dia seguinte, uma beleza... vá entender!

Segunda, dia 28, eu fiquei na minha casinha e finalmente lavei a roupa. Montes de roupa. E assisti filminhos na tv. Foi um dia de preguiça. Um bom dia de preguiça.




Na terça eu tinha consulta com minha nutricionista, quer dizer, não a minha, mas uma outra, porque a minha não estaria disponível nesta semana. Adorei esta outra nutri! Acho que vou trocar várias das minhas consultas (que já estão marcadas para o semestre inteiro) por consultas com esta outra, ela é ÓTIMA!

Então fui cedinho na consulta depois me encontrei com a I-Ching e outra amiga dela + irmã e fomos para Chinatown, para um dia de Dim Sum (minha comida favorita). Foi muito divertido passar o dia em Chinatown com a I-Ching, agora eu só quero ir praquelas bandas com ela. É muito mais negócio estar em Chinatown com alguém que fala mandarim...

Meu, tava frio, frio, friiiiiiiiiiiiiioooo!!!

Daí no final da tarde o Adiso veio aqui pra casa, jantamos e vimos DVD. Pobre da criatura. Ele estava mal, mal, muito mal. Ficou com febre, tomou remédio, suou litros... passou uma noite do cão, o coitado. Eu fiz uns chazinho (cheio de várias-coisas-tudo-junto-misturado-muito-mel-gengibre-e-limão) e ficava como a minha mãe faz comigo: "toma enquanto tá quente, tem que estar quente!", a fruta nunca cai longe do pé...

No reveilão eu tinha decidido que ficaria em casa. Não queria ir pra nenhuma das festas possíveis. Uma das meninas voltou pra cá no final da manhã do dia 31, para passar a virada com o namorado, que também chegaria algumas horas depois. A I-Ching veio almoçar aqui em casa, então convidamos a outra menina para comer conosco. Findo o almoço, findou-se também a uma semana em que coloquei uma toalha de mesa que resistiu a refeições numa boa. É claro que minha colega de casa tinha que derramar algo na toalha. E já que é para derramar, que seja shoyo, né?

À noite ela e o namorado jantaram na cozinha. Ao final da janta, a toalha ganhara marcas da garrafa de vinagre balsâmico e mais uma outra grande mancha escura de não sei-o-quê, que foi derramado na mesa. Hoje, dia 03 de janeiro, ainda tem louça na pia que ela deixou no dia 31. E tem lixo até no chão, por causa dos montes de garrafas de cerveja. No banheiro, há dois dias acordo e a descarga não foi dada; perto da banheira, tem pacote de camisinha aberta jogado no chão. Não, não vou tirar o lixo, nem juntar pacote de caminha, tampouco reclamar da louça, mas já tirei a toalha da mesa. O ano recomeça e a paz de estar sozinha em casa - ou simplesmente ter a casa limpa - já se foi. É um pouco triste quando penso que minha maior alegria de morar aqui é aguardar ansiosamente por pequenos dias quando todas estão fora.



De volta à virada... acabei sendo convencida a ir numa das festas, na casa de pessoas que eu nem conhecia. Foi em Park Slope, no Brooklyn. Pelo menos neste reveillon eu vesti roupinhas claras para tentar fugir do pretinho basico de inverno. Eu fiquei muito feliz de ido porque conheci um monte de gente interessante e finalmente estive numa festa aqui nos Estados Unidos que me lembrava mais o tipo de reuniões que tinha no Brasil, com minhas amigas e amigos. Tudo bem, sem a caipirinha, sem o churrasco (no RS), sem o mar (na BA). Acho que a melhor descrição pra minha festa de reveillon seria dizer que eu me senti como num filme do Woody Allen. Com tudo de bom, ruim, maluco, profundo, desconcertante etc que possa ter, com diálogos fantáticos, sinceros e surreais. E com neve.

domingo, dezembro 13, 2009

Vamo arromba!



Nova York, inverno, friozao, manha de domingo. Acordo mais tarde, afinal eh domingo. Saio da cama as 7h30 e preparo meu cafe da manha de sempre (a saber: all bran+leite de soja+iogurte ou banana, hoje foi iogurte porque acabaram-se as bananas e ainda nao tive tempo de ir no supermercado comprar mais).

Leio emails, dou uma rapida olhada no facebook, preparo uma caneca termica de cafe passadinho com leite (de soja), separo livros, roupa, lanche. Tomo banhinho e me arrumo. Venho para a biblioteca. Como eu trabalho na biblioteca, minha identificacao abre as portas e ativa elevadores quando se entra pelo subsolo, que eh por onde normalmente entro na biblioteca. Entao entrei normalmente, subi normalmente ate o segundo andar e quando cheguei aqui percebi que a porta estava fechada. Estranhei. Serah que nao tem ninguem ainda estudando.

Entrei, jah que esta porta nao precisa de identificacao nem nada, ela nao eh trancada, eh soh fechada. Vim, sentei no computador e fui verificar o horario de funcionamento da biblioteca: das 10:00 a 1:00 (sim, da manha). Ops, acabei de arrombar a biblioteca.

Azar, agora vou ficar aqui estudando... melhor, sem ninguem, silencio...


quinta-feira, dezembro 10, 2009

Rapidinha



Vim para a biblioteca estudar e sentei nos computadores bem do fundo, para evitar distracoes. Assim nao vejo quem entra ou sai da biblioteca. Ah, vim para o segundo andar - normalmente fico no primeiro - para diminuir as distracoes, jah que o segundo andar eh menos movimentado.

Tem um menino a minha esquerda, dois computadores distante. Uma menina na frente dele. E um menino a minha frente, um computador a direita. Todo mundo trabalhando, em silencio, na boa.

O menino a minha frente e a direita eh ateh bonitinho. Nao, nao que eu esteja interessada, mas numa escola com 90% de mulheres, eh bom olhar para membros do sexo oposto de vez em quando. Enfim... menininho, novo, ateh me lembrava o Gary, meu amigo, colega de trabalho e companheiro de cafeh nos meus dias de Imperial College.

De repente o menino da esquerda levanta e olha a tela do computador do menino da direita e pergunta: "o que eh isso?" Ai, o menino bonitinho meio que responde, bate de leve na barriga do outro, que estah em peh proximo a ele, eles conversam, mao no ombro, mao na barriga, tapinha aqui, tapinha ali... e tudo numa conversa cochichante... ai escuto do bonitinho "desculpa estar te tocando tanto assim", "ah, adorei o estilo fresco (tipo, banho tomado, algo assim".

Pois eh, alem de 90% de mulheres (nem todas hetero, vale ressaltar), os 10% da ala masculina nao estah interessado no sexo oposto.

Ainda bem que nao dependo da comunidade academica proxima (i.e. se nao for da mesma faculdade tah valendo) para procriar.

quinta-feira, novembro 26, 2009

La Madrileña


Daqui a meia horinha eu saio de casa para pegar o trem e ir até o aeroporto internacional JFK. De lá, vou para Atlanta, na Georgia (porque pobre que se preza precisa de uma conexãozinha bem na contra-mão, né?). E uma hora depois embarco para a capital espanhola.

Enquanto a maioria dos estadunidenses, ou qualquer um residente neste país, passará o dia enchendo o bucho de comida, devorando o peru e assistindo futebol (é dia de ação de graças, lembra?) estarei rumo ao Velho Mundo.

Então tá, era isso.

Para quem está no Brasil (ou fora dos EUA), aproveite o não feriado. Perdeu, preibói! A gente também tem feriadão aqui, tá bom?

Agora, me dê licença que vou praticar meu portunhol.

segunda-feira, novembro 16, 2009

Surpresas do doutorado




Em 2003 uma blog entrou no ar, usando este mesmo servidor, o blogspot, para contar as aventuras e desventuras de uma garota de programa em Londres. O tempo passou, o blog ficou famoso no mundo inteiro, virou livro e virou seriado de tv. A blogueira continuava a escrever mas jah nao mais seguia na vida de garota de programa.

Eis que agora, 6 anos depois, a dona do blog resolveu sair do anonimato. Ela eh uma cientista na area de oncologia, pesquisadora da Universidade de Bristol. A blogueira revelou sua identidade e disse que resolveu trabalhar como garota de programa quando mudou para Londres para fazer o doutorado.

Pois, vida de doutoranda em mega cidades nao eh facil...

Camisinha de porco



Ok, a gente não mata os porcos. Vamos pensar em algo menos drásticos para o prazer. Mas vamos combinar que esse latex das camisinhas atuais são um saco, tanto camisinha de homem quanto de mulher. Eu preferiria uma proteção mais orgânica, algo do tipo camisinha orgânica por produção genética! Podemos pegar pesado, fazer isso. Entrar com uma proposta no Cnpq! Como pesquisadoras, afinal, ambas somos professoras universitárias, nega!


Texto completo no LeMonde: Plano de duas feministas

quinta-feira, novembro 12, 2009

Rapidinha



Uma nota rapidinha só para dizer/dividir/compartilhar que eu estou bem contentinha.

quarta-feira, novembro 04, 2009

Saudades, onde quer que eu vá



Dentro de cada pessoa
Tem um cantinho escondido
Decorado de saudade

Um lugar pro coração pousar
Um endereço que freqüente sem morar
Ali na esquina do sonho com a razão
No centro do peito, no largo da ilusão

Coração não tem barreira, não
Desce a ladeira, perde o freio devagar
Eu quero ver cachoeira desabar
Montanha, roleta russa, felicidade
Posso me perder pela cidade
Fazer o circo pegar fogo de verdade
Mas tenho meu canto cativo pra voltar

Eu posso até mudar
Mas onde quer que eu vá
O meu cantinho há de ir

Dentro...
Carlinhos Brown, Marisa Monte,
Arnaldo Antunes, Cézar Mendes

terça-feira, outubro 20, 2009

Rio2 - o final da saga de verão(US)/inverno(BR)

Ou senta, que lá vem a história...


Cheguei no Rio e peguei um busum direto pra Niteroi. O onibus chegou rapidinho no aeroporto mas demorou um seculo num engarrafamento. Entretanto foi bacana andar pelo Rio de onibus; passei pelo campus da universidade federal, pela Fiocruz (eu acho tao fofo ver aquele predinho lah no alto), pelos pilares com as mensagens do Gentileza... foi bacana.

Fui ateh o fim da linha do onibus e liguei pra Ana, que foi me buscar de carro. Cheia das mordomias, fala serio!

Fomos pra casa e almocamos uma comida tri boa. Hmmmm arroz e feijao... hmmm salada de cenoura com queijo... tri bom, tri bom.

Depois fomos tirar foto para o visto e passear no shopping. No dia seguinte a Ana foi comigo, tadinha, ateh o consulado. Levantamos cedo e, pela primeira vez, peguei a barca de Niteroi para o Rio. Nossa, eh tao rapidinha a travessia.

No consulado foi tranquilo, como se esperava. Ah, vi uma famosa por lah, a Cristiana Oliveira, com o baby namorado. O menino com cara de bebe, um gurizinho. Parece que ele nao ganhou o visto...

O que doeu na alma foi pagar 240 reais para o meu passaporte ser enviado como encomenda expressa. Se eu esperasse o tempo normal a previsao de entrega seria para 15 de setembro. Palhacada, neh.

No consulado do Rio eles nao utilizam o servico dos Correios mas da TNT. Po, 240 reais para mandar meu passaporte pra Poa! Eu paguei 140 reais a passagem pra Poa.

Ao sairmos do consulado passamos numa feirinha que acontece no inicio do mes, terca, quarta e quinta, ali quase na frente da estacao das barcas. Nooooossa, tudo de bom. A gente ficou um tempao lah, olhando as coisinhas mas, acima de tudo, batendo papo. Conversamos horrores com as expositores. Super queridas. E eu cai em tentacao, eh claro, e comprei mais penduricalhos. Po, mas meu anel novo eh lindo de morrer. E minha bolsa eh super fofa. Sim, o colar e os brinquinhos tambem...

Fomos pra casa, almocamos e dai fomos num dos lugares com a vista mais bonita que eu ja vi no Rio: o parque da cidade. Eh indescritivel, belo, fenomenal. Vale a visita.

Lah em cima fomos atacadas por saguis. Po, os macaquinhos sao "sinistros". Muito divertido. Ah, e a Ana e a Carol foram comidas por mosquitos, tadinhas. Depois passamos numa das sedes do BB e de lah fomos pra casa. Ganhei caroninha denovo pro aeroporto e nao tinha qualquer congestionamento dessa vez. Chegamos cedinho, fiz meu check-in na maquininha - pra evitar que as vaquinhas da TAM inventassem de despachar minha mala e fomos pra praca de alimentacao.

O Dani ficou de ir no aeroporto para eu entregar o iPod. Ele chegou nos 45 do segundo tempo.

Quando eu embarquei jah estavam chamando meu nome no alto-falante. Gente apressada!

Cheguei em Porto e minha tia estava me esperando. Chegamos em casa e eu resolvi bater na porta, ao inves de entrar. Eu nao queria que minha maezinha infartasse. Ah, sim, ela nao sabia que eu ia pra Porto.

Dai meus dias em Porto Alegre foram soh alegria: comer, beber e dormir. Com enfase no dormir.

Foi tao bom passar uns diazinhos em casa com minha maezinha. Ir nos restaurantezinhos naturebas de Porto. Ai que saudades de comida gostosa, saudável e barata.

Na quinta-feira a noite chegou meu passaporte. Alivio, missão cumprida. Ah, e na quinta fomos num super show do Lenine, foi oooootimo! Lenine eh barbaro. Uma mina gritou da platéia: gostoso!!! Ok, Lenine é bárbaro, mas gostoso...


Encontrei com a Eliane no aniversário da Mari, numa pizzaria na Cristóvão. Ê, tradição. Vi minha afilhada linda e fofa. Nossa, ela está tão gigante e enorme e querida. Se isso não é sinal de que eu estou ficando velha, eu não sei o que é!

No sabado fomos na Feira Nacional do Calcado, em Novo Hamburgo. Nossa, Novo Hamburgo. Essa cidade sempre me faz lembrar do Nelson, da Deise, da Mariana (que está um mulherão), do Gaspar. Novo Hamburgo, Novo Hamburgo... caminhamos horrores pelos pavilhões e só encontrei dois lugares com calçados que me serviam. Absurdo, né? Isso é uma coisa boa dos istêites, tem calçados para meus pezinhos (mesmo que tenham sido fabricado no Brasil! Sério.). Mas sei que comprei uma bota pela qual estou apaixonada. Ela é linda e ótima e ultra confortável. Melhor compra dos últimos tempos!

Falando em compras, o espírito consumista baixou nesta pessoa aqui durante a estada no Brasil, né? Diferença cambial é uma merda. Enfim, comprei mais penduricalhos. Agora sem ser na versão semente, folhinhas, mamãe-eu-sou-exótica, mas na versão pérolas, brilhinhos e eu-sou-chique-benhê.

Demos voltinhas no Brique de sábado e, na maior das casualidades, encontrei com o Maicon e com o Adriano. Foi tão bom revê-los. Imagina: eles moram em Pelotas e foram só passar sexta e sábado em Poa! Ah, as coincidências da vida...

Ao final da minha segunda viagem a terrinha, enchi a mala de feijão, café, pão de queijo, proteína de soja texturizada (acredita que é difícil encontrar aqui??? Aliás, pode me mandar pelo correio, tô aceitando). Como praticamente não levei roupas dessa vez, já que ia pra casa, eu fiz a festa. Só não coloquei mais coisa porque não tinha como carregar. Não precisei fazer supermercado sério por um mês. Ainda tenho comidinhas brasileiras. Ao entrar nos Estados Unidos da América, na maior cara de pau, quando perguntada se tinha algum alimento na mala eu disse que não. Sou besta, por acaso?

Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Perdi uma semana de aula, mas não foi nada demais. Demorou um tempo até que eu colocasse a casa em ordem (uns dois meses), fui a falência por causa da grana inesperada que tive que gastar, mas não fiquei super triste. Eu sabia que seria apenas uma questão burocrática e financeira, que tenho amigos com quem posso contar (não tenho como agradecer a Ana, no Rio) e que a emergência não era por nenhuma questão de saúde.

Ah, sim, pára tudo. Volta um pouco. Agora lembrei. Nesta brincadeira toda é claro que eu arranjei alguma pereba, né? Nem foi pereba, mas arranjei uma inflamação num tendão aí no ombro. Reza a lenda que foi por causa da natação diária combinada com os longos vôos seguidos e pouco descanso. Então fui no médico no Brasil, no SUS, e tomei remedinhos por 10 dias. Eu mal podia vestir minhas calças sozinha. A dor era tal que eu cheguei às lágrimas num dos dias. Sinistro. Mas melhorei. Depois fui na médica aqui também, ela revisou, e agora estou melhor. Sim, continuo nadando. Não diariamente, porque não tenho tempo, mas três ou quatro vezes por semana.

Voltando... então, eu estava tranquila porque a emergência da viagem não era por motivo de saúde. Algo que sempre me preocupa é que algo aconteça com minha mãe enquanto eu esteja longe, nos Estados Unidos, na Bahia, ou na pqp. Se minha mãezinha está bem, então está tudo bem.

E esta foi minha saga consular para encerrar meu primeiro verão estadunidense.

sábado, outubro 17, 2009

Obrigada, obrigada!




Deprimente, deprimente... pelo menos ganhei 25% pra usar num dos sites. Bacana, não?

Para minhas amigas e meus amigos, obrigada. Obrigada pelos recadinhos fofos no orkut, no facebok, pelos emails, telefonemas, recado desaforado na secretária eletrônica, cartões, beijinhos, abraços, risadas e pela elevação da concentração de etanol no meu sangue. Obrigada. Vocês fizeram meu dia!

Para quem esqueceu meu aniversário: não esquente, eu nunca lembro de aniversários, eu entendo perfeitamente! Mas ainda está em tempo para massagear meu ego e me deixar ainda mais enjoadinha. ;-)

sexta-feira, outubro 16, 2009

Deprimente



Tem coisa mais deprimente do que ter a caixa de emails cheia de mensagens de feliz aniversário... de websites, lojas e afins?

Como se já não me bastasse as dor nas junta (sic).

quarta-feira, outubro 14, 2009

Rio-NYC-Rio



Ok, a parte da adrenalina no Rio (se você se perdeu na história, dá uma olhada em textos anteriores).

Fui fazer o check-in e nao me deixaram embarcar porque meu visto de estudante estava vencido. Hein, como assim vencido?
Eu tenho um visto de turismo valido ateh 2012, um visto de negocios valido ateh 2012, um DS-bla-bla-bla valido ateh 2010 (para fazer o visto de estudante eh preciso ter o DS, para usar o visto de estudante eh preciso um DS valido, eu estava numa batalha com a Capes e a Fulbright ha meses pela renovacao do meu DS, isso que ele soh vence no ano que vem), entao a ultima coisa que eu iria imaginar eh que meu visto de estudante teria vencido 10 meses apos eu ter iniciado meu curso que tem duracao de 4 a 6 anos.

Sim, eu deveria ter revisado a data que estava no visto, mas nao revisei.
Sim, eu preenchi a papelada pro visto da minha mae, agendei a entrevista dela e tudo; fui ao consulado e poderia ter feito o mesmo para mim, mas nao fiz.
Tomei, bem tomado.

Foi uma confusao no aeroporto, uma demora, anda pra cah, anda pra lah. Ligam para a imigracao. Bla bla bla. Minhas alternativas eram:
1 - comprar uma passagem soh de volta pros isteites, ficar mais dias no Rio e resolver o problema do visto.
2 - comprar uma passagem ida e volta (que eh mais barato do que soh a volta) pros isteites, ficar mais dias no Rio e resolver o problema do visto.
3 - voltar para os isteites e tentar entrar no pais com o visto de turismo ou negocios e depois resolver a questao do visto de estudante.
OBS.: para eu voltar com visto de turismo eu precisaria ter uma passagem de volta para o Brasil entao eu teria que:
3.1 - comprar uma passagem soh de volta (NYC - RIO) e depois ver o que fazer da vida.
3.2 - nao comprar a passagem e aumentar as chances de nao entrar nos EUA.
3.3 - comprar uma passagem "de mentirinha", pela qual eu nao teria que pagar, soh se fosse realmente usar.

Optei pela solucao 3, 3.3. Minha passagem tinha custado 100 dolares (100 ida, 100 volta, 99 taxas) entao eu queria era usar, po! Os funcionarios e as funcionarias da American Airlines ficaram com inveja do valor da minha passagem, disseram que eh menos do que pagam como funcionarias. Sinto muito.
Alias, isso foi olho, neh. OOOOLLLHHHHOOOO. Nao, nao foi imbecilidade minha de nao ver o visto vencido, foi olho.

Tah, dai nesta altura do campeonato o check-in jah tinha ateh fechado, claro. Entao fizeram meu check-in as pressas e, no meio do processo um cheiro de queimado e BUUUUMMMM, um estouro. Todo mundo correndo, susto. Claro que tinha que ter sido BEM no guiche onde eu estava, bem acima de onde eu estava, na verdade. Foi alguma luz, circuito ou sei lah o que que estourou. Ok, continua o check-in as pressas. Vou pra imigracao. Quando entrego os documentos eu noto que esta faltando uma passagem. Aquela de mentirinha que o carinha emitiu. Volto no balcao da American, jah nao tinha mais ninguem. Dai um carinha lah fechando quitanda perguntu o que era eu expliquei. Ele foi no guiche do tiozinho que me atendeu e encontrou minha passagem, no lixo!

Volto correndo pra imigracao, passo. Raio-x da bagagem. Embarco.

Eu consegui embarcar e tudo, mas pela primeira vez fiquei com medo de um voo. Lembrei daquele filme Premonicao. Fala serio, TODAS as coisas acontecendo pra eu nao viajar! Pronto, o aviao ia cair!

Depois dos pensamentos a la premonicao eu cai no sono, acordei quando o aviao decolou, o que acho que demorou um seculo. Dormi denovo e acordei na hora do rango. Dai fiquei acordada e acionei o baby, trabalhei um pouco, respondi emails... meu baby eh muito fofo.

Dome, acorda, dorme, acorda e cafeh da manha.

Chego na imigracao... dai explico as coisas pro carinha. Ah, sem fila na imigracao aqui. Muito esquisito. E sem fila tambem no Galeao pra ver as malas e tal. Ah, e nem precisei ficar de calcinha. Nem tirar o computador da bolsa foi preciso. Muito rapido, sem fila e sem stress, um espetaculo. MUITO diferente de viajar por Guarulhos.

Tah, na imigracao contei minha historia triste. Dai tive que ir pruma outra salinha onde outras pessoas tb iam com suas historias. Nenhum stress e nem eu estava nervosa. Tinha umas 3 pessoas na sala alem de mim, mas depois encheu um pouco. A parte divertida eh que uma tia lah desmaiou. Foi bacana pra passar o tempo. Ela veio de um voo da Venezuela. Um drama latino de alta qualidade com direito a paramedicos e a outras duas amigas da tia tentando acudi-la e tal. Depois que os paramedicos chegaram e colocaram a tia na maca eles perguntaram pros oficiais da imigracao, em ingles, se havia premio por atuacao, jah que a tia tava soh "se fazendo".

Ai, tah, contei minha historia triste pra um, depois o outro veio, ficamos de bla bla bla, aquela coisa toda, vai nao vai... ele me ofereceu um arrego por 500 dolares, eu disse que nao queria pq de qq forma teria que voltar ao Brasil pra renovar o visto, preferia entrar como turista e voltar pra fazer o J-1. Eles nao foram maus comigo. Nao foram simpaticos e amaveis como o pessoal da AA no Rio, mas eles nao sao cariocas, neh? Foram simpaticos tanto quanto oficiais da imigracao podem/sao simpaticos.

Entao ganhei um visto de 30 dias com restricao em letras garrafais para eu nao estudar. Ele perguntou se eu estava ciente de que NAO PODERIA ESTUDAR nesses 30 dias. Eu disse que sim, e que iria comunicar isso felizmente aos meus professores. Cheia das gracinhas a bonita, perde os dentes mas nao perde a piada.

Beleza, daih fui pegar minha bagagem, que a esta altura do campeonato jah nao estava mais na esteira, neh? Enfim, quando peguei eu resolvi abrir e verificar. Os FILHOS DA PUTA CORNOS $#%@! abriram tudo. Estava tudo baguncado, abriram as bolsas (coloquei uma bolsa dentro da outra, arrumando bonitinhas minhas garrafinhas de licor e tal), abriram as sacolas com bombons (na certa roubaram algum sonho de valsa, esses esfomeados). Mas eu olhei e tava lah: a farofa tava la! Deus eh pai!

Cheguei em Nova York e mandei email pra minha tecnica da Fulbright nos EUA e pra comissao Fulbright no Brasil, alem de comecar a busca por voos a precos razoaveis para o Brasil.

Eu considerei ir ateh o Canada para renovar o visto, mas preciso de visto pra ir pro Canada, entao nao me sairia muito mais barato do que ir pro Brasil. Mexico? Tambem preciso de visto. Procurei voos para Brasilia, Recife, Sao Paulo e Rio, que sao as cidades onde se pode solicitar visto.

Acabei conseguindo uma passagem para o Rio por 600 e tantos reais. Comprei. Avisei a Fulbright. Na sexta-feira eles me conseguiram uma entrevista no consulado. Eu pedi para segunda-feira, mas ficou para terca. Ah, sim, a passagem era para sair no domingo seguinte. Na sexta preenchi a papelada toda de renovacao do visto, fui no trabalho, conversei com minha chefa, imprimi todos os formularios. Depois fui comprar a encomenda da Ana (um netbook) e fui desfazer as malas.

No sabado terminei de ajeitar as coisas em casa, lavar umas roupas e arrumar a mala novamente. Comprei uma passagem para Porto Alegre, liguei pra minha tia e pedi pra ela me buscar no aeroporto. Jah que teria que ficar lah esperando o visto, decidi esperar em Poa. Sabado a tardinha fui na loja da Apple comprar o iPod do Dani e domingo fui pro aeroporto, denovo. Newark dessa vez.

Embarquei com uma parada em Houston. (Nossa, eh enorme o aeroporto de Houstonwehaveaproblem.)

Cheguei no Rio na segunda-feira, um dia lindo, sol, calor. Soh de sacanagem, neh? Soh porque agora eu nao estava em ferias! Deus eh um cara gozador...

terça-feira, outubro 13, 2009

Mal comida




Gente, que babado!

Este semestre mudou aqui pro apartamento uma nova menina. Ela é uma amor de pessoa: não diz oi nem bom dia pra ninguém na casa, não fala com ninguém, não participa na divisão das tarefas (como tirar o lixo), não toma banho aqui (usa o banheiro do corredor, da ala coletiva) e bate portas a torto e a direto. Uma formosura, né?

A pessoa criou uma situação tensa na casa. Apesar das porquices que acontecem aqui, eu já disse que gosto de todas as meninas e que nos damos muito bem. Quer dizer, isso foi até a moçoila chegar.

Ontem à noite a querida foi escovar os dentes (suponho) e molhou toda a bancada da pia do banheiro. Tipo, TODA. Água por todos os lados. E foi pro quarto dela dormir (suponho). Quando eu vi a meleca que estava tudo eu deixei um bilhete na porta dela dizendo que, por favor, secasse a pia quando molhasse, não esquecendo de levar o lixo (porque ela diz que não põe lixo no 'nosso lixo', então quando fosse secar a pia com papel toalha, favor não colocar no 'nosso lixo').

Hoje a assistente do nosso andar veio aqui perguntar como andavam as coisas... ah, sim, porque tivemos reunião com a assistente na semana passada para tentarmos amenizar a situação e tal, mas não resolveu. Então uma das meninas fez uma reclamação para a administração e daí hoje a assistente veio dar uma olhada. Tá.

Mais tarde eu notei na minha porta um bilhete da fofolucha (a menina que mora aqui, não a assistente, que é super gente boa por sinal). No bilhete a querida dizia para eu não falar com ela pessoalmente, nem deixar bilhete, que era para falar somente através da assistente.

Ai, ai, mandar essa menina pro Analista de Bagé pra ver se resolve o problema dela.

segunda-feira, outubro 12, 2009

NOVIDADE NOVIDADE!!!




Você, às vezes, perde o que acontece aqui no blog?

Você perde tempo vindo aqui olhar se eu sentei minha linda bunda na cadeira para atualizar o blog mas chega aqui e descobre que só há os mesmos velhos textos de sempre?

Você esquece de voltar aqui porque toda vez que vem tá a mesma coisa?

Você se irrita quando vem e tem um montão de textos novos e você não tem tempo de ler tudo de uma vez?




Seus problemas acabaram!!!

Agora você pode acompanhar o que acontece aqui e estar sempre atualizada, sem perder seu precioso tempo. Basta clicar no botãozinho ali do lado, que diz "seguir" e toda vez que algo novo acontecer por aqui você será avisada.

Que fantástico, não?


Então clica ali e seja uma seguidora ou um seguidor deste blob.


E se você clicar AGORA ainda poderá ter sua fotinho ali do lado, mostrando que acompanha este amado blog.

Não deixe para depois, acompanhe agora mesmo o meu querido diário!

Rio1



Então, o Martín não foi o único a partir para terras latino-americanas...

Outro dia (ha alguns meses, na verdade) eu consegui uma passagem super barata para o Rio de Janeiro. Paguei 299 dolares para um bilhete de ida e volta, jah com taxas, de Nova York para O Rio. Eu passaria apenas cinco dias na cidade maravilhosa, mas jah era alguma coisa. Como a viagem seria super rapida, ao inves de comprar uma passagem ateh Porto Alegre eu resolvi comprar uma passagem para minha maezinha ir ateh o Rio. Matava varios coelhos: eu desembarcaria no Rio no dia do aniversario da minha mae, a viagem para o Rio jah seria um presente; poderiamos ir ateh o consulado dos Estados Unidos e solicitar um visto para ela vir me visitar; eu teria ferias-ferias, veria praia e curtiria uma cidade que eu acho linda; apresentaria o Rio de Janeiro para minha mae; encontraria as amigas e amigos do Rio. Plano perfeito, nao?

E assim foi. No final de agosto fui para o Rio e consegui arrastar minhas amigas Raquel e Luzia para passarem uns dias por lah tambem. A Lu foi de Salvador para o Rio. A Raquel foi de Porto Alegre. Eu passei dias FANTASTICOS no Rio, apesar do tempo nao ter colaborado muito.

Ao chegarmos no Rio, numa sexta-feira, chovia. Eu liguei para o Marcio, carioca que mora em Salvador, mas estava no Rio por alguns (varios) dias. E nosso hotel era bem proximo da casa dele, acabamos nos encontrando logo na sexta e ele nos levou para um cafeh bem fofinho ali nas redondezas. Isso foi em Copacabana. Nosso hotel era na Barata Ribeiro e o Marcio (os pais dele) mora na Nossa Senhora de Copacabana.

Ah, sim, primeiro eu me encontrei com minha maezinha no aeroporto, que estava lah ha um tempao a minha espera. Depois ficamos juntas esperando a Luzia. E fomos as tres para o hotel. Pegamos um taxi pelo qual fomos enganadas e pagamos 60 reais pela corrida, quando o preco pelo taximetro seria 40, mas soh descobrimos isso depois, claro.



Depois do cafe com o Marcio nos deixamos minha mae no hotel, jah que ela nao tinha dormido a noite inteira e estava cansada. Entao passamos na casa do Marcio e conhecemos os pais dele, superfofos. A mae dele insistiu para que fizessemos um lanchinho, ateh comecou a por a mesa, mas declinamos porque recem haviamos comido. Eu fiquei de voltar para filar um rango. Sabe como eh, eu nao dispenso comida 0800.

Entao o Marcio nos levou ateh o novo shopping do Leblon, caminhamos, caminhamos e de lah voltamos para Copacabana e experimentamos a empada aberta de carne seca do Belmonte. Perdoai-me, Senhor, mas eu pequei. Aquilo eh mais do que uma tentacao. Eu me apaixonei pela empada. Eh IMPERDIVEL! Pra mim eh praticamente uma atracao turistica da cidade maravilhosa agora. Sem contar que o bar eh uma gracinha.

No sabado o Daniel, meu amigo gaucho que agora estah morando no Rio, foi ateh o hotel e nos levou para um passeio em Santa Tereza. Eu nunca tinha ido para Santa Tereza, apesar de jah ter estado varias vezes no Rio.



Pegamos o metro, depois o bondinho, andamos pelas ruas do bairro, depois fomos nas ruinas de nao-sei-quem, onde foi a residencia de nao-sei-quem-lah, comemos um "angu a baiana" horrivel e que nao tinha nada de baiano. Depois almocamos numa casa de massas onde comi uma super salada tri boa, gigante. Descemos de onibus, porque o bondinho, quando chegou na estacao em que estavamos (Curvelo) jah estava lotado e nao tinha nenhum espacinho para nos. Andamos um pouquinho pelas ruas do centro e paramos para um chazinho com torta na confeitaria Colombo. De lah seguimos para o metro e voltamos para o hotel. O Dani, tadinho, estava super cansado, visto que tinha ido pra "night" na sexta-feira.

Dormimos um pouco, fui dar uma caminhada na praia, voltei. Quando as meninas (Ruth e Luzia) acordaram nos arrumamos para ir ao Belmonte novamente e comer a famosa empada. Fomos lah porque a Ruth nao tinha experimentado a delicia ainda. O Marcio deu o bolo e nao apareceu, o Dani chegou quase junto com a gente no bar. Ele passou lah para comer uma empadinha antes de sair para os embalos de sabado a noite. Bebemos, comemos e voltamos para o hotel. Ah, sim, empada e manjubinha frita! Quase que esqueci da manjubinha...



No domingo finalmente pegamos um solzinho. Apos o cafe da manha delicia a Luzia foi para o aeroporto, rumo a soteropolis e eu, mamae, mamae e eu fomos caminhar na praia. Que dia lindo!!!

Caminhamos pelo calcadao em Copacabana, a agua tinha um verde lindo, a praia cheia de pessoas caminhando. Era gente de todo tipo, todo lugar, todas as cores, tamanhos, idades. Eram vendedores ambulantes, eram os quiosques cheios de gente, era a areia, o mar. Caminhamos ateh o forte e como tinha que pagar para entrar no forte, voltamos. Na caminhada de volta resolvemos ir pela praia e como o dia estava super quente e a agua convidativa eu nao resisti e tomei um banho de mar, gelado, mas gostoso.

De volta ao hotel encontramos nossa nova hospede: Raquel. Ela chegara uns 10 minutos antes de voltarmos ao hotel. Tomamos banho e tal, nos arrumamos e fomos para Ipanema, caminhar pela feira Hippie. Andamos em todas as barraquinhas e comprei metade da feira. Tenho colares tupiniquins ateh nao querer mais. Ficamos de papo com vendedoras e vendedores super gente boa e nos divertimos bastante.

O plano da noite era ir numa feijoada com roda de samba na Casa Rosa, mas demoramos muito na feira e acho que minha mae estava cansada demais para a roda de samba.

Passamos mais uma vez no Belmonte para mais uma empadinha: agora era a vez da Raquel experimentar a iguaria.

Depois caminhamos pela orla de Ipanema ate a Farme de Amoedo, andamos por lah, vimos o povo, os bares, passamos na Americanas Express e comprei varios bombons do tipo Sonho de Valsa, serenata do Amor... soh faltou Amor Carioca para completar a colecao bombons-da-infancia. Voltamos para a praca General Osorio (onde acontece a feirinha), pegamos um onibus e fomos para o hotel.



Segunda-feira pela manha acordamos cedinho, tomamos o cafe delicia no hotel, pegamos um taxi e rumamos para o Consulado Geral dos Estados Unidos. Deixamos minha mae lah e fomos caminhar pelo centro do Rio. Passamos pelos arcos da Lapa, por varios predinhos fofos - eu adoro caminhar pelo centro do Rio -, na Colombo novamente (a Raquel nao estava lah no final de semana, lembra?) e depois voltamos para o consulado.

Andamos mais um pouco pelo centro do Rio, as tres, o Paco Imperial, as barcas, O CCBB (mas pela primeira vez nao entrei num dos meus centros culturais favoritos no Brasil) e avistamos a Catedral da Seh (nem entramos).

Voltamos para o hotel. Eu fui para a piscina, nao nadar, mas ler. A Ruth foi dormir e a Raquel foi correr.

Depois fui numa estetica ali pertinho do hotel e fiz uma sessao com a podologa, fiz mao, pintei peh e, pra finalizar, uma sessao de massagem relaxante: um espetaaaaaculo.

Voltei pro hotel e liguei para a Ana. Ela e o Marco foram nos encontrar no hotel e partimos pra Lapa. Nesse meio tempo o Marcio ligou e chamou para ir tomar um chopp em copa, mas a mae queria ir pra Lapa, entao estavamos decididas a ir pra lah, mesmo na segunda-feira. O Marcio entao ficou de nos levar para passear no dia seguinte.

Fomos para a Lapa com o Marco e a Ana, demos varias voltas pela cidade, passeamos por Laranjeiras e terminamos a noite no baixo Leblon, onde os chiques e famosos frequentam. Confesso que nao fiquei apaixonada pelo local, que tem um clima de Malhacao (o programa televisivo), um monte de gente fumando horrores e um clima tao diferente de Copa ou da Lapa. Nao adianta, eu nao nasci pra ser chique e famosa.



Na terca-feira o Marcio passou no hotel e nos levou para um super-hiper-ultra tour pela cidade. A oferta era nos levar "do Leme ao Pontal", mas acabamos fazendo ateh mais do que isso. Passeamos pela Urca, vimos a casa do Rei Roberto Carlos, fomos, literalmente, do Leme ao Pontal e parando em tudo que eh ponto e tirando fotos e mais turistas impossivel. Nunca vi criatura tao paciente como o Marcio. Pagou todos os pecados dele na Terra, coitado. Quer dizer, acho que nao, aposto que esse guri jah pecou muuuuuuuito.

Alem do Leme o Marcio nos levou para Grumari, passando pela Prainha. Que paraisos! Pena que o dia nao estava dos mais bonitos, senao teria dado uma boa praia. Estava fresquinho, quase frio. Mas resisti bravamente de short, biquini e camiseta, pra ver se atraia algum sol.



Adeus Rio de Janeiro... na quarta-feira nos despedimos da cidade maravilhosa. A Ana passou no hotel e nos pegou para uma volta em Niteroi. Fomos no MAC, tiramos fotinhos, passeamos pela orla de Niteroi e fomos ateh um lugar que nao lembro o nome agora, uma aldeia de pescadores, lugar super bacana. Almocamos com o Marco, demos um oi pro Alexandre na escola - tirando o guri da aula - e ainda conseguimos dar um oizinho para a Carol, filha da Ana, que passou de onibus pela gente, numa super coincidencia.

No final do dia passamos no trabalho do Marco e ganhamos uma carona para o aeroporto. Pegamos um congestionamento que me deixou preocupada, mas chegamos sem maiores atrasos no aeroporto.

Claro que nao dava para deixar o Rio sem alguma super aventura, neh? Foi quando fui fazer o check-in que a adrenalina comecou: nao me deixaram embarcar!

Mas deixa eu fechar este capitulo.

A viagem ao Rio foi maravilhosa, foi otimo ter visto minha maezinha, foi sensacional passear por aquela cidade linda, foi delicioso saber que tenho boas amizades.

Ainda hei de morar algum tempo no Rio de Janeiro.



domingo, setembro 20, 2009

Pausa...



Tenho mais textos fresquinhos prontos para colocar na página, mas vou dar um tempinho para que se possa ler o que acabei de colocar. Depois de mais de mês sem publicar qualquer coisa, não posso colocar tudo de uma só vez. Mas já já tem mais. Não esqueça, leia de baixo pra cima, para não se perder na ordem!

Shana Tova!*




Ontem participei de uma ceia da celebração do ano-novo judaico. Pois, estou virando praticamente uma judia, não? Foi muito bacana. Eu fico impressionada com a quantidade de rituais que o povo judaico tem. Acho bonito. A ceia foi na casa de uns amigos de um amigo meu, o Dror. O Dror é de Israel e estuda no TC também, no programa de filosofia. Então alguns casais amigos dele reuniram-se para a celebração. Os dois casais, todos judeus, também moram aqui na residência universitária, mas no prédio de famílias e são os maridos, claro, que são estudantes no TC. (o "claro" é um comentário meu cheio de juízos, eu sei.)

Foi super legal ouvir todo mundo falando em hebraico. Tão bonitinho!
Algumas coisas até consegui entender. Não, não que eu entenda hebraico, longe disso, mas dá para entender algumas coisas em alguns assuntos.

A comida, como sempre, estava deliciosa e a família que me recebeu foi muito hospitaleira, mesmo ninguém me conhecendo antes, eu não falando hebraico, tampouco sendo judia. Elas e eles me explicavam as coisas, os rituais, as comidas, os simbolismos. Todo mundo vinha de regiões, grupos diferentes e tiveram experiências diferentes em relação ao judaísmo. Foi bacana ouvir as opiniões e discussões a respeito da questão entre israelitas e palestinos. Vai-se entendendo a questão por diversas perspectivas. Fantástico!

Ah, Nova York, Nova York...



*Bom ano, em hebraico.