segunda-feira, julho 09, 2007

Grande Maçã





02 de julho, segunda-feira


O vôo foi rapidinho. Acho que foram duas horas. Algo assim. Cheguei e fui "refazer as malas", para facilitar o transporte, porque imaginei... vai que eu tenha que pegar um ônibus, não sei bem como é. Tá. Depois de muito andar pra lá e pra cá, perguntar aqui e acolá, consegui descobri onde eu tinha que pegar o transporte que me levaria até Waterloo. Aí cheguei no guichê e vi um papel com meu nome... o cara estava atendendo alguém, então deu tempo de eu ver o papel, enfim... falei pra ela, já me achei aqui, esta sou eu. Ele riu e disse, bem então agora é só sentar ali e esperar que o motorista virá te buscar, ele vai te chamar pelo nome. E assim o fiz.

Depois chegou o motorista e me ajudou com a bagagem e fui num automóvel tipo van, mas grande e super confortável. Conversamos um pouco no caminho, dormi um pouco também, e foi isso. Chegamos em Waterloo. Passamos no escritório central da residência da Wilfridge Laurier University, peguei minhas chaves e um cabo de rede, para o qual deixei 5 doletas canadenses como depósito. Fui para o quarto, que era legalzinho. Não era como o da University of Calgary, mas era bacana. Tinha um banheiro compartilhado com dois quartos, assim, eu dividia o banheiro com mais uma pessoa, do quarto ao lado. Era meu quarto, uma porta, o banheiro, outra porta, outro quarto. Quando eu entrava no banheiro, trancava a porta de acesso do outro quarto, quando saia, destrancava, e a outra pessoa fazia o mesmo.

Como não escrevi todos os dias, só agora, no aeroporto (pra variar) rumo a Nova Iorque, então os registros serão de memória "distante" (nem tão distante).

Eu estava podre, mas era próximo da hora do almoço e eu queria ver se ia rolar uma boca livre ou não, desci. Todos os participantes do workshop estavam hospedados no mesmo andar, no 3o andar. No elevador encontrei um colega vindo da Grécia, começamos a conversar. Lá embaixo, conheci os três facilitadores que estariam conosco toda a semana e o poderoso chefão, que não dever ter 30 anos. Inveeeeeeja.

Depois chegaram (lá embaixo) os participantes da África do Sul, eram 3 mulheres e 3 homens. Almoçamos pizza, todos nós. E já fiquei pensando, ihh, lá vem mais uma semana de junkie food. Então subi, organizei umas coisas e fui deitar. Dormi um sonino tri bom. Desci para a janta, eram umas 5h30. Não vi ninguém. Andei pela cidade, fui atrás de água, parecia uma cidadezinha fantasma. Tudo bem, tem que dar um desconto porque era feriado. No Canadá é como na Inglaterra, nos EUA... quando um feriado cai no sábado ou domingo, ele é transferido para segunda-feira. Legal, né?

Quando voltei acabei encontrando as pessoas, e elas tinham ido jantar. Perdi. Tudo bem comi mais umas fatias de pizza que sobraram do almoço e beleza.

Então fomos para o início das atividades, que foi nas instalações da universidade. Foi bacaninha, fizemos um projetinho do tipo: formaram-se grupos e cada grupo recebeu os mesmos materiais, e tinham que montar alguma coisa que, jogada do alto do prédio, levasse mais tempo pra cair. Foi divertido. O dispositivo que a gente fez não ficou muito tempo no ar, mas foi bem engraçado de ver. Além das interações terem começado aí. Digo, começou mesmo quando fizemos um tipo de quiz, usando um dispositivo eletrônico e fancy. No meu grupo do 'planador' eu conheci o Junho. Sim, o nome do menino é Junho (tá, pronuncia-se Jú-rro). Um japinha super fofo e divertido.

Depois disso tudo, voltamos pra residência. Fui Deitar.


03 de julho, terça-feira

Café da manhã, tudo de bom. E fomos para o Perimeter Institute. De babar. Eu não vou ficar descrevendo muito, porque não dá, tem que conhecer, e babar muito. A arquitetura, a organização, o bistrô, os quadros-negros espalhados por todos os cantos, sofás, café. Sim, num Instituto de Física Teórica, reunindo vários pesquisadores do mundo inteiro, se usa giz e quadro negro. Nada daqueles quadros brancos ridículos. Só o bom e velho giz.





Bem, o esquema de todos os dias foi, basicamente, acordar às 7h, ensebar até 15 pras 8h, tomar banho, café, e sair 8h40, andando ou pegando o transporte oferecido pelo PI. Aí, como ninguém é de ferro, chegando no PI tinha café (leite, cookies, muffins, chá...), das 8h45 às 9h. Aí começavam as atividades. Às 10h, como pobres mortais: coffee break (café, leite, creme, cookies, frutas, chá). 20min e de volta ao trabalho. Meio dia, 12h15... almoço. E ai eles botavam pra fuder. Comida boa, salada, muuuuuito bacana. Frutas de sobremesa. A velha e boa mesinha do café (que ficava, na real, full time abastecida). E ai, mais trabalho, ali pelas 14h. Três da tarde como era de se esperar... coffee break. De volta ao trabalho. Ali pelas 17h30, 18h... janta. SIM, janta às 18h (att. para o fato de anoitecer lá pelas 22h).

Então, o que mudava diariamente eram as atividades e as comidas (almoço e janta, cafés eram sempre iguais, com leves alterações).

Na primeira noite tivemos uma super janta. 3 course meal. Chiquéeeerrimo. Vinho. Tudo de bom. A pobre aqui, é claaaaro, pegou o cardápio de recordação. Pobreza é uma tristeza. E a comida era tuuuuudo, bah. E a sobremesa? Afe!!!

Ah, sim, sim... teve o lance da computação quântica, do emaranhamento quântico, matéria escura, buracos negros, atividades de laboratórios para implementar no ensino médio, discussões, discussões, avaliação de atividades, de estratégias, etc, etc. Sim, trabalho. Teve tudo isso, afinal, era um workshop sobre física moderna, né?

Num dos dias o povo foi para Saint Jacobs e eu fui para Niagara Falls. Um dos facilitadores havia dito no primeiro dia "se alguém quiser qualquer coisa, precisar de qualquer coisa, peçam pra gente que tentaremos providenciar, se alguém quiser, sei lá - a minha mulher vai me matar mas... se alguém quiser ver a Niagara Falls, é só me falar que dou um jeito de levar. Claro que eu disse que queria. Fomos em 6, mais o facilitador. Nooooossa, impressiona.

É uma caminhada boa (digo, acho que uma hora e meia de carro). É muita água, é grande, é lindo, tem um baaaaaaaaaaaaando de turista. Vê-se o estado de Nova Iorque do outro lado. Estadunidenses de um lado, contemplando a natureza, canadenses de outro, na mesma contemplação. Foi muito muito muito legal. Andamos por lá, fui na loja da Hershey´s, da Coca Cola. E fui com a Nicoletta e o Tákis (italia e grécia, respectivamente) no passeio por túneis embaixo das cataratas. Maaaaaaaaaassa! O barulhão gigante da água... ficar molhada, não conseguir abrir os olhos por causa da água batendo no rosto. Tri bom, tri bom.

Na sexta-feira teve tarde com queijos e vinhos. Sim, toda a sexta os pesquisadores do PI são agraciados com vinhos e queijos. Quejos delicia, meu bem, não é queijo lanche não! Na mesma sexta, tivemos um barbecue. Afe. Taí coisa que eles não sabem fazer. E nota 1 milhão pra sobremesa desse dia. E depois disso (sim, porque a janta foi às 6h. foi vinho e queijo às 4h, filme às 5h, churrasco às 6h), fui ao cinema com meu colega canadense com nome de filósofo (Jean Jacques Rousseau). Vimos uma comedinha boba, mas que acabei rindo um monte. Íamos assistir Transformers, mas estava sold out.

Na ida, fomos de táxi, na volta, tentamos pegar um táxi e não conseguíamos, não passava nada naquele fim de mundo, e o que passava, não parava. Até que, lá pelas tantas, ele falou, será que... e falou de que, apesar da educação, há racismo no Canadá, e poderia ser esse o motivo dos motoristas não pararem para dois negros andando na rua à 1h da madruga. Até que um taxista parou. Coincidência ou não, ele era negro.

No sábado, e na própria sexta, o clima era de despedida, com uma pontinha de dó. Dias de intenso convívio. Mas foi legal, o sábado foi só despedidas... e depois aeroporto.

Voei American Eagle. Afe. Uma aeronave do tamanho do **. Uma aerosenhora. Eu só queria que não caísse. Dormi quase o vôo inteiro, que foi de 1h e pouco. E dormi bem. Mas aquela aeronave, entrará para a minha memória de vôos. E para minhas preces de não mais estar a bordo de uma aeronave dessas.





NY - day 1

Cheguei no terminal do Tietê, digo, no aeroporto JFK, em Nova Iorque, peguei minhas malinhas, que demoraram um tempão para chegar na esteira, aliás. Depois fiquei esperando a Chantale. Na boa, eu não entendo este povo estadunidense. Fazem a maior onda com segurança e não sei o que lá, mas ó... eu saí da aeronave e segui andando, andando, e vi pessoas sentadas e com malas, e percebi que estava na sala de embarque. É, assim mesmo, sem passar por controle algum nem nada. Segui andandando... andando... andando pra caralho, até que encontrei a esteira de bagagem. Eu já tinha até separado o passaporte na mão. Peguei minhas malinhas e segui para sair, então, pela primeira porta que eu via, mesmo achando estranho um monte de gente entrando por esta mesma porta. Mesmo achando estranho gente com plaquinha com nome de outras gentes, sabe, do tipo que vai esperar um desconhecido no aeroporto e tem cartazinho com o nome? Pois, essas pessoas estavam junto a mim, quando esperava a bagagem. Ok, saí pela portinha e qual minha surpresa quando percebo que já estou na rua, onde passam carros, táxis, ônibus, cachorro, de tudo. Ops, será que fiz alguma coisa errada? Voltei como quem não quer nada, como quem acabou de soltar pum no elevador e faz cara de paisagem. Olhei prum lado, pro outro, li as plaquinhas... não, era isso mesmo, eu tinha feito tudo certo. Mas o povo preocupado com segurança tem as malas das pessoas expostas à qualquer um que esteja passando pelo aero e resolva pegar uma mala, só por diversão. Ok, vai ver é porque além da segurança, há o egoísmo, e então eles (as otoridadi) tão pouco se fudendo para as malas dos passageiros.

Buenas, liguei pra Chantale, e fiz minha primeira ligação nos isteites. É assim ó: você pega o número do telefone e pode discar inteirinho, com o 1 na frente, que é o código do país; precisar, não precisa, mas pode. Ou seja, uma preocupação a menos com 'que número eu devo discar'. Ok. Levante o fone do gancho, disque os númerozinhos, a mulherzinha fala uma msg, mas nem precisa entender, é pra colocar o din din. Sim, você introduzirá moedas no aparelho. 50 centavos. Usei duas de 25c. Ok, com estes 50c dá pra ficar falando a vontade no telefone, mesmo para um celular, que foi o meu caso, pois liguei pro cel da Chantale, que já estava a caminho.

Então ganhei uma carona no carro do amigo dela, que passou na casa da namorada no meio do caminho (eles iriam pruma festa depois) e em seguida nos deixou em casa. Tomei um banho, comi alguma coisa, bati papo... e fui-me ao berço, acho que era 1am.


NY - day 2

Acordei ali pelas 7h. Voltei a dormir. E fiquei assim, dormindo e acordando. Até que levantei de vez, testei o creme depilatório Veet (parece propaganda dentro de novela brasileira, menos sutil, impossível). Assim, comprei aqui, lá em Waaaaco, este creme em promoção, o preço estava bem bom e eu nunca tinha usado esse. É um tubo aerosol, tipo creme de barbear. Aí usei hoje, nas pernas e ficou bem bom. Foi bem prático. Tomei um banhinho e vim pro quarto, fiquei arrumando umas músicas no computador, carregando o iPod...

Depois a Chantale acordou e fomos pra rua. Tomar o Brunch (café da manhã + almoço). Acho que eram umas 10h quando saímos de casa. Andadinha, metrô, Manhatan. Ai, não me pergunte em que estação eu desci porque eu nem me lembro.

Andamos um monte, o restaurante que ela queria havia fechado, há duas semanas. Acabamos indo num outro, onde tomei um bom cafá da manhã (ovos mexidos, uma fatia de pão de fôrma torradinha, 4 salsichas (mas a salsicha daqui, logo é pequeniniiiiiiiinha, super engrçada), um trocinho que não sei o que é, de batata e uns 2 morangos e framboesas.

De lá, seguimos andandado, andando. De forma inimaginável. Fomos na Levi´s, compramos blusinhas, falei com a Naiara (que virá amanhã pra New York, New York, e tinha se perdido nas datas, achando que eu viria no findi seguinte). E entaõ, entramos na Macy´s. Onde ficamos andando, provando roupas, comprando, etc, até às 9h/9h30pm.

O que eu, uma super consumista, comprei? Ah, nem vem, comprei ítens de grande necessidade:
  • 1 calça jeans DKNY
  • 1 calça jeans Tommy Hilfiger
  • 1 sacola Macy´s
  • 3 blusas da Levi´s (9,90, sim, as três por esse preço, a soma, o total)
  • 1 blusa DKNY
  • 1 barrinha de chocolate Godiva

    E reservei um sapato e um tênis e vou comprar minha mala da Samsonite tão esperada. E mais barata que no Brasil. Pelo menos a metade do preço que eu pagaria em terras tupiniquins. Mó injustiça. Voltarei lá na terça-feira. Se eu conseguir encontrar o endereço.

    Estou tão feliz com minhas comprinhas. Assim, comprei coisas em liquidação, suuuuper descontos. Além disso, como brasileira visitando os EUA, eu pedi um cartão de visitante na loja e daí ganho 11% de desconto (mesmo sobre o preço em promoção). O máximo, né?

    A Macy´s tem 9 andares e ocupa uma quadra inteira. Meu, eu andei mooooooooito.

    Depois andamos mais um pouco, vi o Empire State Building, pegamos o metrô e viemos pra casa. Tomei banhinho, comemos a massa tri boa, apesar da pimenta de mais para mim - que não estou acostumada - mas mega deliciosa. Agora, vou-me ao berço, após estas mal traçadas linhas, meu amor.

    Amanhã tentarei entrar na internet, talvez algum cyber. Bem, se alguém estiver lendo isso agora, é porque finalmente consegui ter contato com o mundo.




  • segunda-feira, julho 02, 2007

    Et voilá!




    Cá estou novamente, no aeroporto, insone, esperando meu vôo. São 6h01, o sol já raia no céu, amanheceu cedinho. Ok, vamos aos acontecimentos dos últimos dias.



    29 de junho, sexta-feira


    Vôo Calgary - Montreal. Foi tranquilinho. Naquelas, sentei no corredor, num lugar horrível, completamente desconfortável. Detesto corredor. Gosto de janelinha, que dá para encontar a cara no vidro e babar. E tinha uma menina maluca... assim, eu, o corredor, o assento ao lado do corredor, e a menina sentada na frente, ela estava na minha diagonal direita, após o corredor. E pentelhou o vôo inteiro. Acho que era adolescente estadunidense, não sei. Só sei que era mala, e falava alto, e fazia drama. Babaquinha...
    Tinha um monitorzinho na frente (ou atrás) de todos os assentos, e eu podia escolher o que ver, fazer, ouvir, individualmente. Tinha música, canal de música, canais de tv, filmes, jogos, várias coisas. Aí eu fiquei assistindo CSI, que eu aaaaaaaamo. Depois assisti Desperate Housewives. E assim se passou o vôo e eu sem dormir. Fiquei com os fonezinhos da Air Canada, tri bons. Ho ho ho.

    Cheguei em Montreal e a bagagem demorou um tempão, mas não só a minha. É engraçado que a bagagem fica no desembarque assim, tipo... deixa eu explicar: eu desembarquei dentro da sala de embarque do aeroporto, misturada com os passageiros que embarcariam e tal. Andei um montão até o saguão do aero, aí fui no banheiro, perto de onde estavam as esteiras de bagagem. Tá. Quando eu saí do banheiro eu estava do lado de fora da área das esteiras! Tinham colocado uma daquelas coisinhas que separam fila de banco, sabe? Mas bem abertinhas. Saí do banheiro e fui pra esteira. Na real, se alguém quisesse roubar bagagem, seria barbada. Absurdo.

    Daí fui pegar um táxi, no caminho (pro táxi) encontrei vários materias de turismo e mapinhas, bah, excelente. Impecável.

    Peguei o táxi, dei o endereço e fomos. Digo, depois de uns 15 minutos e o motorista tentando achar num mapa o endereço e eu ligar o computador pra ver o telefone da Julie e o motorista ligar para ela e finalmente saber para onde ir. Cheguei, chegamos. Muito fofa a casa dela. Muito fofa minha anfitriã. Tomamos café da manhã juntas e em seguida ela saiu para o trabalho. (6h15, meu embarque é às 6h25, VÔO, 7h; vou pra sala de embarque, continuo depois)

    Abre parênteses.
    Ok, Sala de embarque. Acho que, apesar de pequeno, este é o melhor aeroporto pelo qual passei nos últimos dias (salvador, guarulhos, dallas-FW, Calgary). Aqui tem uma salinha no 2o andar com uma música tranquilinha e um monte de cadeiras confortáveis, pro povo dormir mesmo. Legal, né? Ah, e lá tinha tomadinhas pra eu usar meu computador. E aqui, na sala de embarque, também tem, com luzinha indicando que aqui tem tomadas, e com mesinha próxima. Muito melhor do que o de Dallas-FW, que é grandinho, mas não tem uma tomadinha sequer.
    Fecha parênteses.

    Depois que a Julie saiu para o trabalho eu fiquei lá, tomei um banho, ajeitei umas coisas, entrei na internet (ela tem wifi e me deu a senha). No meu primeiro dia em Montreal, saí a caminhar. Estava disposta a caminhar até o número 1101 da Sainte Catherine, onde a Julie trabalha, e chegar lá antes das 14h, pois seria a folga dela, até 17h. Ok, cheguei 13h50 no 1101 da Sainte Catherine. Mas não tinha o estabelecimento que deveria ter. Então descobri, no centro de informações turisticas, que tem leste e oeste e eu estava num dos lados, querendo ir no endereço do outro lado. Por que facilitar se é possível complicar, não?

    Como eu estava bem longe do trabalho dela, resolvi caminhar por ali mesmo. E caminhei. E caminhei. Horrooooores. E fiz compras. Cara, Montreal lembra em MUITO Londres. Essa tal Sainte Catherine então, é a própria Oxford St. E, sim, fiz comprinhas na Oxford St. Tem até fcuk! Fiquei morrendo de vontade de comprar umas camisetinhas, mas estavam muito caras pro meu gosto. Não daria 20 dólares numa blusinha daquelas. Imagina, 40 reais. Nem fudendo. Não basta a que eu tenho, que paguei 100 reais na época. Mas estavam todas fofinhas, as blusinhas fcuk. Comprei uma calça bem bacaninha (CAD 15) numa loja de tamanhos graaaandes. Foi tão engraçado. Porque eu gostei de uma calça jeans, experimentei, era lindinha, mas ficou grande. Pedi uma menor. Aí a vendedora pediu desculpas, dizendo que aquele era o menor número que tinham. Que delícia, nunca ouvi isso numa loja, esse nunca foi um problema, precisar de números menores e não terem. Ganhei o dia!

    E entrei numa loja de departamentos. Wow. Fantaaaaaaaaaástica. Uma loja de departamento de verdade. Ai, como eu queria uma dessas no Brasil. Comprei um casaco de lã (CAD 27), comprido, lindão. De CAD 110! Ah, sim, tem isso, agora é época de liquidação aqui. Várias coisas com preço remarcado, várias promoções. Quase comprei um perfume, deliciosinho. Princess é o nome. E a vendedora era mega-hiper-ultra querida, e linda (é, bonita fisicamente falando). E quando soube que eu era brasileira, ficou conversando mais ainda, e contou que adora o Brasil, e que o namorado dela morou 3 anos no Brasil. Ela disse que gosta da revista Raça. Foi bem bacana. Daí ela me deu uma amostra grátis do perfume e ainda me encheu de perfume. :) Mega fofinha.

    Fui pra Place des Artes, onde estão ocorrendo as apresentações do Festival de Jazz, caminhei por tudo lá e depois comprei um sanduba na subway e levei pra casa. Comprei o passe de três dias do metró+ônibus (CAD 17), peguei o metrô e me fui. Cheguei em casinha e logo depois chegou a Marie-Pierre, a menina que divide a casa com a Julie. Nooooossa, muito legal também a Marie. Cara, eu sou muito sortuda. Pelo hospitality club (www.hospitalityclub.org) acabei parando na casa de duas gurias muito legais e que me trataram muitíssimo bem. Conversamos bastante e depois ela saiu prum bar, me convidou mas eu estava cansada e preferi ficar em casa. Usei a internet, conversei um pouco e depois dormi. Ai que sofá delícia. Registre-se que dormi muito bem nos últimos dias. Registre-se também que elas têm uma gatinha e que foi o primeiro felino que eu achei de fato fofo. E que até brinquei, e que dormiu nos meus pés.


    30 de junho, sábado

    No sábado a Julie trabalhou novamente, tadinha, excepcionalmente trabalhou os três dias. Ela nunca tinha trabalhado nos finais de semana antes. Mas imagino que tenha sido bom. Fui para o mercado em Atwater com a Marie. Foi ótimo e tomamos café da manhã. O melhor café da manhã de toda minha viagem. Pão, queijo, café com leite. Básico e gostoso. Lembrei da Ana Paula... quando chegamos no mercado o cheiro no ar era inconfundível: morangos. Acho que nem em Bom Princípio eu vi tantos morangos. E, Ana, estavam deliciosos. Tinha provinha. E a Marie comprou uma 'caixinha'. Fizemos a feira. Ah, sim, o mercado, nesse caso, é a nossa feira. Aliás, que frutas lindas, que verduras apetitosas, quanta varidade! E flores, muitas flores.

    (Estou caindo de sono, são 6h55 e o embarque ainda não começou. Não aguento ficar com os olhos abertos.)

    Depois da caminhada do dia anterior e desse café da manhã, comecei a me sentir uma pessoa saudável denovo. O tanto que caminhei deve ter queimado um cookie inteiro (pra ver o quanto tem de caloria num cookie, e pra ver o quanto a atividade física não queima tanta coisa assim).

    Voltamos para casa comemos algo e ficamos batendo papo. Ao meio dia e meia conversei com a outra Marie, a Marie-Philippe, a que conheci em Salvador e que ficaria na casa dela, ou de amigos, até hoje não entendi bem. Ela queria saber onde eu estava e porque não havia ligado. Bem, o fato é que ela me mandou o fone uma vez, não sei se por skype ou msn. Foi por qualquer coisa que nao o Gmail, pouco antes de eu viajar. Não, o endereço de onde eu ficaria ela não mandou. Era suposto de eu chegar no aeroporto e ligar para ela, acho que daí ela me diria para onde ir, não sei. Buenas, liguei para ela e combinamos de nos encontrar mais tarde.

    (agora me dou conta que estava olhando o horário do Brasil, agora são 6h03 - e não 07h03-, por isso o embarque estava vazio, por isso não iniciaram o embarque, por isso meu cálculo de dormir um pouco lá na salinha do 2o andar deu errado. Vai ver é o sol, que brilha como se fosse 10h da manhã)

    Fui para a Oxford St com o propósito de comprar minha mala de bordo. E comprei. Minha desejada spinner. Não A desejada, que eu tinha visto antes na internet, porque quando a vi, cara a cara, na loja mega de departamentos, percebi que não era tão legal assim. Aí mudei de idéia. Acabei comprando uma spinner (CAD 70), legal, bolsinhos bacanex, da Air Canada (sim, eles fazem produtinhos assim também). E comprei umas coisinhas na GAP. Liquidação irresistível. Ai, e a grande compra, o elefante branco: drinking games!!! Sim, agora estou carregando um elefante branco, mas que vale a pena. Um tabuleiro de vidro, com copinhos como peças, para jogar e se embebedar ao mesmo tempo (CAD 9.98). Fala sério, preço irresistível e super útil! Se eu pudesse levar, comprava vários pra dar pros amigos.

    Voltei pra casa com meus elefantes, fiz um lanche, bati papo com a Marie, depois saí pra encontrar a outra Marie. Andei bastante pelo local do Festival de Jazz, ouvi muita coisa bacana, vi gente bonita, foi bem bom. Depois fui pra casinha e dormi feito um bebê.



    01 de julho, domingo.

    Praticamente último dia em Montreal [EU PRECISO DORMIRRRRR, quero apagar dentro do avião]. Dormi até tarde, depois comecei a arrumar as malas e meus elefantes. Ok. Depois fiquei de papo com a Marie, copiei uns cds dela e dei umas músicas minhas, via pendrive, comemos morangos e cerejas. Wow, cereja em natura é uma delícia, e o gosto não tem nada a ver com a cereja que eu conhecia até então. Saí e passei novamente na feira em Atwater. Tirei fotinhos, comprei Maple Syrup (típico do Canadá). É uma "calda" que está para a árvore Maple assim como a borracha está para a Seringueira. Eles 'sangram' a Maple e do líquido que sai fazem a tal calda. Comprei pão e queijos. Aliás, no dia anterior comprei Brie e pão, que comi depois. Eu amo Brie e é tão caro no Brasil. Era o queijo que eu mais comia em Londres, era baratinho.

    Fui no parque Mont Royal, uma coisa meio Redenção, maior. Tinha gente jogando futebol, picnics, frisco, e um bando de hippie batendo tambor, o que é a atração peculiar do parque. Comi pão com queijo e depois segui caminhando até a estação Place des Arts. Aliás, a estação Mont Royal NÃO é a mais próxima do parque Mont Royal. Descobri isso caminhando. Foi bom caminhar pelas ruas desse bairro, são lindas, as casinhas são lindinhas, é tudo muito bacana. Um ar south kensington, Chelsea e Notthing Hill. ahahhaha

    De lá, peguei o metrô para sei lá eu onde, que não lembro mais de tanto sono, mas sei que foi na Montreal velha. Meeeeeeeeeu, muito linda também! E cheia de gente. Nossa, foi muito bom, caminhei até não sentir mais os pés. Choveu, parou. Choveu, parou. Parou, choveu. O dia estava mais friozinho e meu casaco novo, de lã, me foi bem útil. A minha calça nova também. :) Porque molhou e secou rapidinho. Fui numa galeria de arte e no centro de ciências de montreal, enorge, mas com várias coisas pagas, que eu nem fui, claro. Vi uma mostra lá meio sem gracinha. Mas estava cansad pra andar or tudo e não estava com vontade.

    Segui caminhando e passei pela City. Não, não tinha esse nome, mas me lembrava. Várias coisas me lembravam Londres. Montreal é uma cidade super cosmopolita, tem gente de todo canto, de todos os tipos, e falam inglês e/ou francês. É o máximo! Ah, sim, e o principal, são simpáticos, queridos, prestativos, amáveis. Pelo menos todos com que cruzei. Vida cultural, boa comida. Eu diria que tem o melhor dos dois mundos (a saber: Inglaterra e França).

    Passei pelo Cartier chinoise, praticamente a Liberdade (SP). E voltei para a Place des Artes. Assisti inteirinho ao show da Emilie Barlow. Fantástica. Muito boa a guria. Depois vou falar com o Pai Emule pra baixar umas coisas. Eu ouvi muita música nesses dias, um pouquinho de cada palco, eram vários palcos. Shows simultâneos. Era lindo de ver. Depois encontrei a Marie-Philippe, batemos perna e então fui pra casa. Estava enlouquecida por um vinho, mas não encontrei onde comprar, a não ser num restaurante, por 25 CAD uma garrafa, daí não quis. Não iria das 50 contos num vinho. O preço nem era ruim, em CAD, mas não. Acabei tomando um café e comendo uma fatia de torta deliciosa. Digo, isso só às 3h da manhã, porque eu embalei pra viagem.

    Em casa, tomei banho, arrumei as coisas, conversei com a Marie. Deitei um pouco. A Julie chegou e ficamos conversando e comendo até às 4h.

    O táxi chegou pontualmente às 4h, quando eu descia, pontualmente, com minha bagagem. Fui para o aeroporto, paguei 27 CAD e foi assim que terminou minha aventura em Montreal.

    Amei.


    sexta-feira, junho 29, 2007

    Fotos da viagem



    Calgary...





    28 de junho de 2007

    Okaaaaaaaaay. Agora são 23h de quinta-feira, 28 de junho e estou no aeroporto de Calgary. Estou aqui desde às... às... sei lá, deixa eu começar a história do começo.



    24 de junho de 2007, domingo

    Peguei um vôo lotadaço em Dallas e tentei dormir, expremida entre duas meninas, uma mexicana sentada a minha direita e uma outra menina, à esquerda. O avião estava muito seco, tão seco que lá pelas tantas eu levantei e fui no banheiro molhar uma toalhinha e colocar no rosto. Meu nariz doía.
    Tá, depois a senhorinha lá do avião (também conhecida como aeromoça, ou comissária de bordo, é que comissária de bordo é muito comprido e formal, e de moça aquela aero já não tinha mais nada). Então, a senhorinha entregou o formulário aquele pra preencher, dizendo que eu não estava carregando mais de 10 mil dólares, nem comidinhas, aquela coisa toda. E a guria à esquerda me pediu uma caneta. Aí eu olhei, assim, en passant, porque estava no meu campo de visão... nacionalidade: brazilian. Daí eu "ah, tu és brasileira" (ao que se fosse eu teria respondido, não, koreana, mas a mocinha não era grossa e disse que sim). E daí ficamos batendo papo. No fim, acabamos pegando um táxi juntas, já que ela morava pros mesmos lados que eu deveria ir, e rachamos o táxi. Aliás, lenda 1: não, não se aceita facilmente dólar americano (estadunidense) aqui no Canadá. Sim, troque seu rico dinheirinho. Não, não deixe pra trocar aqui, porque todas as casas cobram cerca de 3 dólares por transação. Um roubo.

    Dica: para trocar dinheiro, compre em algumas Starbucks, eles aceitam dólar por dólar, tudo 1 a 1. Aí vale a pena dar uma nota grande pra comprar um cafezinho, e ficar com troco canadense.

    Ok, cheguei na universidade. Ah, sim, olha que tri, os táxis aqui aceitam cartão de crédito, um espetáculo. Aliás, espetáculo é este tal de Visa Travel Money (www.rendimento.com.br), meu, é muito bom, recomendo. E me arrependo de não ter colocado mais dinheiro nele. Mas ainda posso fazê-lo, daqui.

    Tá, continuando. Cascade Hall, ou meu lar pelos próximos dias. Cara, indescritível: prédio bonitinho, recepção mega simpática, o quarto um espetáculo, internet incluída, wireless no meu quarto, acesso à biblioteca da universidade, acesso a todo conteúdo do SpringerLink. Bah. Eu quero morar numa universidade assim. O ap tinha 4 quartos, sala com sofazinho, cozinha com geladeira, fogão, microondas, banheiro com banheira, toalhas, sabonetinhos. Espetáaaaaaaaaculo. O quarto, caminha, armário, cadeira de escritório, closet, cabites.

    Estava tudo muito bem, não fosse o frio do caraaaaaalho. Putz, daí eu saí e fui no shopping, peguei um táxi, 7 dólares, no VTM. E começou a chover, pra ajudar. Comprei um blusão de 13 dólares, um moletom de 8.00, uma meia calça fio 40, por 7.00 e umas comidas (pão integral, iogurte, queijo, salsicha de frango, dois pratos congelados pra microondas). Táxi de volta e fui direto pra recepção e registration da conferência. Um susto inicial e me senti COMPLETAMENTE deslocada. Estava rolando uma comida, eu tinha um ticket para uma taça de vinho (sim, uma, miséria, né?), mas até dispensei, e voltei pro quarto. Comi um sanduichinho, deitei e fiquei trabalhando na minha apresentação do dia seguinte, fiz uma nova versão, mais curta. Eu tinha várias versões da minha apresentação. Podia acontecer qualquer coisa, eu estaria preparada para diversas situações. A neurótica.


    25 de junho, segunda-feira.

    Quem tem, tem medo.

    Ok, coloquei minha roupinha bonitinha, com a saia que a Luzia tinha MANDAAAAAAAADO eu comprar, pensando em Calgary. Fui lá pra plenária... e o frio. Friiiiiiiiiiiio do caramba. Voltei pro quarto, troquei toda a roupa e fui pra minha sessão, que já tinha começado, inclusive. Eu seria a terceira e última a apresentar. E o nervoso?

    Bem, quando comecei a falar, sei lá, tudo passou. Eu havi desistido de me preocupar com o inglês, afinal, não é minha língua materna, e não é esperado que eu a fale fluentemente. O lance era eu me fazer entender. E fiz. E creio que o tenha feito bem direitinho. O resultado é que a sessão terminava ao meio-dia e ficamos conversando até às 12h50 na sala, saindo direto para a plenária das 13h, sem almoçar. Foi muito legal. Muito melhor do que eu esperava.

    Depois da plenária da tarde, o café e o momento socialização. Aí era a Katemari-A-super-social, fazendo a linha eu-até-sou-uma-pessoa-legal. Bati papo com várias pessoas e foi bem bacana e sentí-me muitíssimo à vontade.

    Aliás, os cafés eram um espetáculo, encheram a gente de comida o tempo inteiro.

    Ah, sim, mais uma razão para as roupas que eu trouxe não estarem me servindo direito. Eu juro que serviam quando eu saí de Salvador! Cara, é impressionante, eu engordei MUITO nos últimos dias. E só eu sei a velocidade com que eu consigo engordar. Acredite, caro leitor, pelo menos 4kg a mais estão neste corpitcho agora no aeroporto e ainda tenho mais duas semanas de América do Norte!!! Meu rosto está todo redondinho e não enxergo meus ossinhos do... ai, sei lá o nome do osso, sabe, perto do pescoço? Entre o ombro e o pescoço? Pois. É assustador. Dá para entender como esta gente é tão gorda. A única coisa boa é que aqui, ao contrário do Brasil, é barbada achar roupa para o meu rico tamanho. Tipo, calça jeans? Barbada, aqui tem Levi´s para mim, aliás, eu tenho que catar tamanhos menores para mim. Não menoooooooooores a la pp, mas tem vários números maiores do que eu preciso. Essa sensação é boa. :) Mas eu estou me sentindo péssima, sinto meu estômago gigante, as calças justas, tudo. É muito ruim.

    Ok, estamos ainda na segunda-feira, né? Então, depois das atividades de sessões e plenárias, teve uma montagem teatral, simples, mas muito bacana. Era um encontro do Einstein com o Newton, intermediado por um historiador. Foi divertidinho. O bom é que rolou frutinha, iogurte, um pão tipo pão árabe, uns creminhos saudáveis de iogurte, uma vinagrete. Pelo menos um dia de comida saudável.


    26 de junho, terça-feira

    Eu já não me aguento em mim, é muito cansaço. É dormir tarde e acordar cedo e um monte de atividades no meio do caminho. Mas a conferência estava ótima, todas as sessões foram boas - ok, teve uma que eu achei um porre, e saí, a apresentação estava muito ruim, e não fui a única a sair.

    A atividade social do dia era um passeio ao Wild Wild West. Foi bom pela socialização, particularmente com meus novos amigos turcos e as indianas e a Olivia, de Taiwan. A comida estava ok, nada demais, e tomei um Smirnoff Ice raspberry. Aqui tem Smirnoff Ice de vários sabores. Ah, já falei isso, quando contei do watermelon. O espaço esse era tipo um CTG, versão cowboy, com música de cowboy dos anos 60. Ah, foi legal... não que eu queira voltar lá algum dia na vida, nem que eu dissesse não à oferta de voltar uma hora antes do programado. 21h30 eu vim embora. Eu e mais umas 40 pessoas...


    27 de junho, quarta-feira

    Mesma velha rotina, acordando cedo e baixando artigos do SpringerLink, dormindo tarde baixando arquivos do SpringerLink. Eu avisei pro Fábio da facilidade e ele fez uma listinha de artigos que queria.

    Conversei com a mãe por telefone, com o Samuel, e deixei recado pra Naiara. Digo, não na quarta, mas ao longo da semana. É, agora coloquei dinheiros no Skype, nossa, fica tão fácil fazer ligação telefônica, e tão barato.

    Essa coisa de ter acesso aos artigos (sim, mudei de assunto denovo, voltei ao primeiro, não linearidade é legal) é algo surpreendente. É foda, fico pensando como a academia brasileira sobrevive, E BEM sem toda esta estrutura física que as universidades de 'primeiro mundo' têm e sem o acesso à bibliografia. Imagina se a gente tivesse tudo isso? Uma puta potêeeeeeencia. Lokura, lokura. Ai, tudo na universidade impressiona: a estrutura dos prédios, a limpeza (imaginem que os banheiros são limpos e que, pasmem, tem papel higiênico nos banheiros!!! Aliás, uma revelação, o papel higiênico "deles" é diferente do nosso, assim como o sistema de descarga. O papel deles desmancha na água e a descarga é praticamente uma succção fodona - até tenho medo do que aconteceria se eu estivesse sentada no vaso e desse a descarga, de certeza que desceria ralo abaixo. Então, quando os estrangeirinhos vão na minha casa e deixam aquele bolo de papel no vaso, é porque o nosso papel não desmancha facinho na água, nem nossa descarga é uma draga gigante, lembrarei de fazer o alerta aos meus próximos visitantes). É, fecha parênteses.

    A atividade social do dia era uma caminhada ao longo do Bow River. Finalmente saí de dentro da universidade e conheci um pedacinho do centro de Calgary: é lindo. Gente, é muito fofa a cidade, e o rio é maravilhoso, e tem um parque, e tem pubs, e restaurantes, e gente bonita. Tipo, depois de ter passado pelos Estados Unidos (ô, terra pra ter gente feia, hein, cruz credo!), acabei vendo rostos interessantes aqui. Aliás, o que tem de orientais aqui, não está no mapa, é impressionante. Muitíssimo impressionante.

    Depois de caminhar no parque com o grande grupo, fomos para um pub. Bebi uma smirnoff. Ah, agora foi a raspberry, no wild wild foi watermelon denovo. 6.00 smirnoff ice cara da porra (pra mostrar minha nordestinidade), imagina, 13 reais por uma garrafinha. É pra embebedar num gole. De lá, fui com um grupo reduzido (uma mexicana, e dois espanhóis) para um restaurante grego. Foi uma das melhores coisas que fiz aqui. Os três são muito gente boa e o restaurante estava DIVINO. A comida estava perfeita. O vinho estava bom. Era comida de verdade. Moussaka, o nome do prato. Foi refeição com entrada, prato principal, vinho, sobremesa, café. Tudo me saiu 40.00. Valendo cada centavo, sem pestanejar. A nossa garçonete era uma fofa, e falava algo de português, havia estudado capoeira.

    Essa coisa da capoeira me impressiona muito no exterior. Só em Calgary tem 4 escolas de capoeira. Na Baylor University, em Waco, Texas, tem aula de capoeira. Na Espanha, a filha do meu colega que jantou conosco, tem opção de fazer capoeira na escola. Não é uma vergonha que a gente não tenha a capoeira assim no Brasil?

    Depois do restaurante grego perfeito (acho que o nome é Broken Plate, bem no centro de Calgary, vale muito a pena, fica a dica, o restaurante é excelente e barato), fomos pegar o trem pra voltar pra universidade. Nisso, havia marcado com a colega do México de ir a Banff no dia seguinte. Isso porque um colega canadense me convenceu a faltar a última sessão (porque na quinta-feira, 28, só teria uma sessão pela manhã) e ir para Banff, nas montanhas.

    Então eu voltei pro apartamento e arrumei todas as coisas, e fiquei até duas da madrugada baixando artigos e livros. E acordei super cedinho pela manhã.


    28 de junho, quinta-feira

    Nossa, inacreditável que a conferência já estava no fim. Passou rápido, foi intenso, mas rápido. Foi ótimo. Acordei cedinho, terminei de arrumar as coisas e fui para o quarto da mexicana, deixar minha bagagem, como havíamos combinado. Bati e nada. Desci na recepção e a mocinha falou que ela já tinha ido. Eu não acrediteeeei. Ela sairia às 7h30. Eram 7h30, o que significa que eu já tinha ido no quarto dela antes disso, chegado na recepção antes disso. O legal é que eu não sabia nada do passeio, qual era agência, o telefone, nada. Apenas que sairia às 8h30 de um hotel no centro da cidade. Aí a mocinha da recepção começou a ligar para hotéis para saber quem teria algum passeio saindo da sua frente naquele horário. E não é que ela conseguiu descobrir o hotel. Um outro hotel falou que seria no Marriot. Ela ligou pro Marriot. Resumo da ópera, consegui um táxi (que pode levar até 2h quando se chama pelo telefone!!!) e consegui chegar no Marriot e consegui comprar o passeio na hora. E fomos para Banff. E eu sublimei os fatos anteriores. O Chris tinha me dito que Banff era imperdível, que era o lugar mais lindo que ele já tinha visto na vida, etc, etc. É bonito sim, é lindo, é maravilhoso. Mas sei lá. Eu estava com o espírito preparado para isso, então não foi tão ruim, eu só tinha umas poucas horas, então era, talvez, a melhor opção, mas ir num ônibus chiquezinho, com um motorista falando num microfone o tempo TODO sobre curiosidades, história e afins, não é algo que faça meu estilo de viagem, nunca foi. Talvez venha a ser, daqui a 40 anos. Não sei. O bom é que fui em vários pontos, parei um pouquinho, tirei umas fotinhos, contemplei batante - sorry guys, as melhores imagens ficarão só na minha memória, e os cheiros e o silêncio.

    E vi montanhas com neve no topo... pouca neve, porque já está derretendo, mas vi. E fui num "bondinho", aqui chamado de gondola (não, não é veneza, não é na água, é tipo bondinho do pão de açucar mesmo). E foi ESPETACULAR. Tudo é indescritível. Nem tentarei.

    Voltamos para Calgary e o plano era visitar a torre, que dá vista panorâmica da cidade, que tem um chão de vidro... ok, fui... 12.00 pra entrar. Nem fudendo que vou dar 24 reais pra subir numa torre e olhar calgary de cima, chovendo. Aí me despedi da minha companheira de viagem e dei umas voltinhas pelo centro de calgary, peguei o trem e fui para a universidade, peguei minhas malinhas, que havia deixado na sala de bagagens do Cascade Hall, liguei para a Julie, minha anfitriã em Montreal (via skype, via skype...) chamei um táxi e vim pro aeroporto.

    Passei no Starbucks pra procurar uma colher de plástico, pra comer meu iogurte (que sobrou das compras no super) e ouvi uma música que me parecia brasileira. Perguntei pra mocinha se era música brasileira, ela disse que sim. Achei outra brasileira, de Minas, como a do vôo. Ficamos conversando um montão. Que menina foooofa. Aliás, o atendimento em Calgary é sempre de uma doçura e bom humor que impressiona. Logo eu não poderia trabalhar aqui com público. :)

    E agora, caro leitor, são 12h15 e tenho que partir pro meu embarque, que será 12h35, para o vôo da 1h. Chego em Montreal às 7h da manhã e assim que tiver tempo eu conto mais da aventura canadense, agora na parte da diversão: Montreal e o festival de Jazz!



    quarta-feira, junho 27, 2007

    American way of life





    O texto será longo, e não será completo. O tempo está muitissimo curto. Estou almoçando e tenho 20 min pra terminar de comer e voltar ao prédio (15min de caminhada) para os trabalhos, parte da tarde.

    Buenas... here we go



    20 de junho, quarta-feira

    Buenas, estou no aeroporto de Salvador, são 15h15 e meu vôo está previsto para as 15h35. Na verdade, a previsão inicial era de eu chegar em São Paulo às 16h. Meu vôo era, originalmente, às 13h50. Atrasos, atrasos.
    Confesso que não fiquei irritadinha tampouco estressada com o tal atraso, pois meu outro vôo, para Dallas, parte às 21h45 de Guarulhos, então esperar lá ou aqui dá no mesmo.

    Hoje acordei com uma sede do cão. Finalizei preparativos lavei panos de pratos que estavam de molho há séculos, fiz lanchinho pra trazer pro aeroporto, o qual já comi, aliás.


    21 de junho, quinta-feira

    Wow, what a day!

    Comecei acordando com um cheirinho de comida, no que me refiz prontamente do meu sono-profundo-de-avião. Quando a senhora da AA colocou a bandeja na minha frente, que decepção: um croissant muito cheiroso, mas com um aspecto ruim. E croissant. (para quem não sabe, croissant é feito com manteiga e farinha, só, e muuuuita manteiga)

    Ok, comi um pedaço do croissant, poderia estar bom, ora bolas, mas não estava. Tomei café com leite - havia pedido dois copos de cara. E estava péssimo, pura água. Comi uns pedacinhos de laranja e melão. Ok, esse foi meu desjejum em solo estadunidense, digo, espaço aéreo estadunidense.

    Cheguei no aeroporto e fui para a fila de imigração de não-residentes. Fila grandinha, mas nada demais, só tinha gente do meu vôo, e estava rapidinho. Primeiro um rapaz verificou meu passaporte e os dois formulários que eu já havia preenchido na aeronave - e recebido na hora do check-in na AA -, depois passei pela oficial de imigração, que era uma mulher sorridente e me perguntou se a visita era por "business or pleasure", ao que eu responti "both". Ela perguntou o que eu fazia, respondi. Professora de quê? Física. Aí aquela reação conhecida de surpresa e admiração que físicos "naturalmente" provocam - e com a qual já estão acostumados a lidar e ajudar a perpetuar. Então perguntei se ela gostava de física. Depois da negativa, eu engatei aquela conversinha de questionar o motivo disso, de dizer que física era legal, bla bla bla. E ela me disse que a filha dela gostava, though. Então engatamos outra conversa, menos típica, e falamos sobre a importância dela incentivar a filha, de termos poucas mulheres nas ciências, particularmente mulheres negras na ciência, etc, etc. Sim, sim, nisso eu já tinha colocado lá meu indicador esquerdo e direito - sem fotinho, pelo que eu me dei conta mais tarde - e ficamos conversando e atrasando a fila. Despedimo-nos com desejos de boa sorte pra todos os lados.

    Então fui para a fila da alfândega, que era bem pequena, acho que tinha umas duas pessoas na minha frente, e passei por um senhor de cabelos branquinhos, que olhou meu formulário de declaração da alfândega, pegou-o e pronto. Next.

    Como assim?

    Não vão me perguntar nada? Não vou passar por outro lugar? Não terá uma salinha misteriosa? Não vão abrir minha mala? Nada, nada?

    Aliás, falando em mala... saindo de lá é que fui pegar minha mala, que veio rapidinho, mas passou por mim na esteira sem que eu conseguisse tirá-la de lá, ao que um senhorzinho me ajudou, um pouco mais à frente, retirando-a da esteira.

    Tá, pensei, agora é que alguém vem e vão abrir minha mala.

    Aí fui para a portinha automática, que se abriu e vi várias pessoas com bandeirinhas dos EUA sendo balançadas. Eu ia procurar a saída do aeroporto quando vi que o Chris estava sentado ali ao lado, tomando café, também com uma bandeirinha. Cumprimentos e tal, e ele me explicou que tinha um vôo chegando com soldados do Iraque, por isso algumas pessoas com bandeirinhas.

    Banheiro, estacionamento, estrada. Sim, eu cheguei em Dallas, e estava a caminho de Waco, cerca de 2h da capital do Texas.

    No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho...

    Buenas, lá pelas tantas, um barulho estranho. Paramos o carro nos ombros da estrada (eu descobri que shoulder também é acostamento - costas pra uns, ombros pra outros... interessante, né?). Estávamos com um pneu furado. Não apenas furado de estar baixo. Furado, furadaço, rasgadão. Tentamos trocar, não funcionou, não conseguiamos tirar os parafusinhos lá do tal pneu. O Chris nunca tinha trocado um pneu antes, mas até que estávamos indo bem, não fosse pelos parafusinhos estarem muito apertados. Várias ligações depois, veio um carinha (gatinho, por sinal) num baita caminhão, e trocou o pneu. Seguimos viagem.

    Chegamos na Baylor University, onde o Chris daria uma aula para umas crianças e adolescentes. Nesta aula, o irmão dele falaria um pouco sobre uns países onde morara - eu lembro do japão, mas acho que teve outros dois também. Atualmente ele mora no Líbano.

    Depois o Chris passou uns vídeos sobre budismo e sobre o ataque a Hiroshima.

    De lá fomos para a sala dele e eu entrei rapidamente na internet, enquanto ele levava o Brian, (filho) para o primeiro dia de um trabalho temporário, o irmão do Chris, Peter, foi junto. E eu fiquei com o Mike, o filho mais novo, no escritório. Foi quando fiz uma rápida incursão na tríade Gmail, Orkut, Blogspot. Tudo do santo Google.

    Quando estava lá, chegou o Tibra, um menino (gatinho) que é professor no Departamento de Física, e uma pessoa que o Chris vivia querendo me apresentar, porque ele acha que eu devo vir estudar na Baylor. Tá, daí conversamos bastante, e o pessoal voltou - e o Brian acabou não encontrando quem deveria para o tal do trabalho. Então fomos todos almoçar.

    Vou ver se consigo tirar umas fotinhos hoje. Os prédios da Baylor são bonitinhos, todos de tijolinho à vista, escuros. Ah, mas tem o website também. Dá pra ver por lá. Continuando...

    Fomos almoçar num lugar muito interessante. Ai, minha máquina fotográfica numa hora dessas... era um salão enorme com vário buffets, com várias comidas. Tinha um buffet com salada, até dava pra comer algo saudável, fora isso era pizza, cachorro quente, uns pratos quentes indecifráveis, algo de fast-food mexicano, tinha buffet de sobremesas também, tortas, sorvetes, também tinha refrigerantes, sucos (não-naturais), cafés (aguados), tinha uma salada de frutas, junto com o buffet das saladas. Depois, quando fui colocar a bandeja no lugar, descobri uma parte com coida vegetariana, tinha uma espécie de arroz com legumes.

    Mas o mais interessante do lugar era a aparente convenção de cheerleader que estava acontecendo. Sim, sim, eu estava praticamente num filme americano.

    Aliás, a melhor descrição para meu dia de hoje é, um filme americano.

    Devo confessar que minha combinação da salada ficou muito gostosa, e que não consegui comer muito das outras coisas.

    De lá, os homens da família Van Gorder foram no banco e para aula de robótica (os meninos) e o Tibra me levou para a cafeteria, talvez, mais interessante em que estive na minha vida. Eu quero uma dessas na UEFS, e quero uma igualzinha no Rio Vermelho. Nem precisa ter na UEFS, no Rio Vermelho basta. Se a UEFS tivesse uma cafeteria dessas iria se tornar, sem dúvida, a melhor universidade do estado da Bahia. O lugar é lindinho, sui generis. Ai, minha máquina! Minha máquina estava na mochila, junto com o laptop, em algum porta mala de algum carro. No carro vermelho do Chris (depois passou pro carro branco do sobrinho do Chris, depois pro carro azul do Chris, porque o vermelho ficou para reparação do pneu).

    Tomei um expresso tri bom e conheci dois amigos do Tibra. Depois o Peter e o Chris chegaram e tomei outro expresso e então deixamos o Tibra no Depto de Física. Pegamos os meninos, colocamos gasolina no carro, o que foi uma experiência interessante: levamos um TEMPÃO, porque aqui cada um coloca a sua gasolina e paga, não tem funcionários para isso no posto, só que agora paga-se primeiro e depois a bomba é liberada, e tinha uma fila demorada pra este processo. Sei lá, levamos meia hora para colocarmos alguma gasolina. Então fomos para a casa do Chris.

    Conheci a filha dele, Keegan, e vi um pouco de tv. Depois na hora de sairmos para ir ao shopping, finalmente conheci a esposa dele, a Vivian. Então ele nos deixou (eu, a Keegan e a Vivian) num shopping center. Comprei um anelzinho, só pelo clima de compras que as duas estavam. Não achei nenhuma roupa interessante, tudo tinha cara de Sabina ou, na melhor das hipótses Marisa.

    Eu estava a procura de uma mala da Samsonite, que vi na internet ser mais barata nos EUA, mas não encontrei, só malas furrequinhas. Desculpa, furrequinha eu compro em casa. Aliás, nem compro. Sou mais a minha Sestini. Da minha mãe, na verdade.



    Ok, os textos acima estavam no bloco de notas, mas minha bateria terminou e agora já estou no canadá, então a memória em relação a estada nos EUA já falha e, para a alegria do meu leitor, serei muitíssimo mais breve de agora em diante.


    Depois o Chris nos pegou no shopping, com os meninos e fomos todos jantar comida chinesa. Tava tri bom. Buffet livre. Enchi o bucho de camarão. Voltamos pra casa e assistimos o filme Cassino Royal, do 007. Paramos o filme no meio e o Chris e a Vivian foram me levar pra casa da Sharon, onde eu dormiria nos próximos dias. Finalmente larguei minha bagagem. Figuei num quarto muito bom e tive um banheiro só pra mim, mas confesso que a experiência de dormir na casa de uma terceira pessoa me pareceu bem estranha. Mas compreendi, achei "engraçado" e joguei com o fato nos dias seguintes. Até me diverti. Mas eu juro que nem fui má com a minha não-anfitriã.




    22 de junho, sexta-feira


    Dormi super bem, apaguei. No dia seguinte, o Chris me buscou pela manhã e fomos para a universidade. Eu dei uma aula sobre o Brasil. Distribuí cocadinhas da Tonha - que eu havia mandado fazer especialmente para a ocasião, em tamanho reduzido - e fitinhas do Nosso Senhor do Bonfim. Foi bem legalzinho e melhor do que eu esperava. Ouvimos músicas (forró, bossa nova, pagode, axé, sertaneja...) e vimos o trecho de um filme que fala sobre o processo de "catequisação" dos índios brasileiros (é assim que se escreve catequisação????).

    Passamos no supermercado. Wow, espetáculo: frutas, verduras... lindas e tudo de tudo imaginável. Não entendo porque eles comem tanta porcaria tendo tanta oferta. Almoçamos na casa do Chris, eu comi uma sopa Campbell de latinha. Ficamos fazendo nada. Depois fomos pra universidade e eu fui conhecer o pessoal do Departamento de Física, daí conversei com o chefe do Departamento e com mais outros professores, e acabei conhecendo um que está interessanto em Filosofia da Ciência... e teologia. Enfim, foi bem bacana. Depois fui falar com o Tibra e nos encontramos com o Chris e família e fomos pra Starbucks da Baylor (nome da universidade). Bebemos, ficamos de papo. O Tibra foi embora e fomos pra casa.

    À noite, jantar. Eu prepararia beiju e afins. Minha anfitriã não quis comer, nem sentar à mesa conosco. O Tibra foi e levou vinho. Enfim, rolou uma janta no jardim e pratinhos brasileiros e foi bem bom, e todo mundo gostou dos beijus. (que foi uma novela longa, mas não vou escrever)

    De lá, eu saí com o Tibra, passamos na casa dele. Depois fomos para um bar encontrar amigos dele. Experimentei Smirnoff Ice de melancia. Tri bom. Tem smirnoff ice de vários sabores aqui. Como eu tinha horário pra chegar na casa da Sharon, até meia noite, o Tibra me levou pra casa, depois voltou pro bar. Meia noite era meu limite.



    23 de junho, sábado

    No sábado, fomos para o zoológico. O Tibra me pegou pela manhã em casa e fomos direto pro zoo. Depois chegou a Kate, uma amiga dele, e a família van Gorder (sobrenome do Chris). Passeamos, foi bacana, é lindo, mas continuo não gostando de zoos, acho-os deprimentes. Não gosto de ver os bichinhos presos. Só não me importo com os peixinhos. Aguários eu gosto. Comi meu primeiro hot dog e depois passei o dia com o Tibra, andando pra lá e pra cá, fazendo compras, tomando café, indo em livraria. Então ele me deixou nos van gorder e fui com o Chris e os meninos para uma apresentação eqüestre. De volta pra casa, os meninos foram para a piscina aquecida com hidromassagem, fiquei brincando com o cachorro no jardim, jogando futebol americano com o Brian, filho do Chris. Acho que é Brian. oh oh. Esqueci o nome do guri, já. E vi tv. E então, tivemos um jantar nigeriano. E eu comentei que finalmente veria a Vivian comer. Desde que chegou aos EUA, há cerca de um mês, seria a primeira vez que ela prepararia comidas da Nigeria, pois um amigo do Chris sabia desta loja em Dallas que vende produtos africanos. Foi bacana. (para saber mais, consulte informações pessoalmente, ho ho ho)

    Depois terminamos de ver o filme do James Bond. E foi assim minha estada texana. No dia seguinte o Tibra me pegou na casa da Sharon e fomos pro aeroporto em Dallas. Ele foi um super fofo, e ficou comigo lá até eu passar da fila da imigração e tudo. Só quando eu já estava lá dentrinho da sala de embarque ele foi embora.



    24 de junho, domingo

    Bem, sair dos EUA não foi tão fácil quanto entrar. Tive que tirar os sapatos e tudo. Não só eu, todo mundo. O sapato passa na esteira. O laptop tem que passar fora da mochila. Não pode passar garrafa d´água. Das 3 que eu tinha, uma eu bebi, a outra a mocinha viu, e eu pedi pra esvaziar e levar a garrafa vazia e a 3a eu só descobri, cheia, quando cheguei no canadá. ahahah

    Tá, agora a aventura canadense eu conto depois. Já são 13h15 (16h15 no Brasil) e estou atrasada!!!




    sábado, junho 23, 2007





    Ainda no Texas, vou para o Canada amanha, creio que lah terei mais acesso a internet, mandarei noticias.

    Tudo bem por aqui, beijinho.

    quinta-feira, junho 21, 2007

    Cheguei




    Rapidinha, soh pra dizer que cheguei e estou bem, depois mando noticias. Sim, daqui do Texas.

    Ah, soh pra constar: a imigracao e a alfandega foram as coisas mais tranquilas da face da Terra.




    sexta-feira, junho 15, 2007

    Semana teatral



    Ontem assisti O dia 14 e foi bem bacana, eu não conhecia o CAN - Centro de Atores Negros Abdias do Nascimento e gostei muito de ter contato o trabalho do grupo, mas eu dispensaria o "xalalá" inicial. Explico, antes de liberarem para as pessoas entrarem e sentarem nos seus lugares, um dos membros do grupo deu uma explicada no que era o grupo e ficou pregando, digo, militando, e tal. É eu entendo, eu defendo a causa, mas acho que pregar afasta os fiéis.

    SPOILER: se sentar na primeira fileira, poderá ter os pés agarrados e chacoalhados numa parte da peça. Não se assuste. E não sente por lá se estiver com calçados delicados ou o pé machucado.

    Sobre a peça e sobre o CAN, leia aqui.

    Havia no tetro (Gregório de Matos) uma belíssima exposição sobre o grande político brasileiro, Leonel Brizola, e rolou uma coquetel (pena que eu já tinha jantado, pobre é uma tristeza, não consegue comer nem diante de boca livre, ô, azar!). Foi bem legal apesar de barulhento. Para mim, a peça passa dos limites da "expressão", com sons muito fortes e desnecessários, muita gritaria, ao ponto de, fisicamente, provocar dor nos ouvidos.



    Hoje assisti O sapato do meu tio, e foi muito bom, apesar de eu não entender o porquê de tanta gente rir em cenas tão pesadas, lembrei-me de quando assisti Cidade de Deus no cinema e ouvi gente rir na cena em que rolava um 'ritual de iniciação' em que o menino matava criança. Eu não entendo, sinceramente.

    SPOILER: se fez chapinha, evite sentar nas cadeiras bem da frente, à direita.


    No domingo assistirei Édusek, daí eu conto. Só antecipo que é no Teatro da Gamboa, um lugar que há tempos eu gostaria de conhecer na soterópolis.

    Reencontros




    Eu quero brincos e colares e pulseiras e adornos sem fim.

    E quero esquecê-los.

    E reencontrá-los.

    domingo, junho 10, 2007

    Cansada. Muito.



    Estou sem energias para falar o que acontece pelas bandas de cá.

    O que eu queria mesmo era deitar e dormir. Dormir. Dormir. Horas, dias. Com um vento fresco, uma brisa vindo da janela, e coberta com edredon. E não precisar levantar. Nunca mais. Só ficar assi.

    Pára o mundo.

    segunda-feira, junho 04, 2007

    Levanta, sacode a poeira...




    Vivificação do humor
    04/06 (hoje) às 15h07 a 25/06 às 0h14
    Marte em conjunção com Lua natal

    Bom humor e boa disposição social tendem a ser a tônica do período que vai dos dias 04/06 (hoje) às 15h07 e 25/06 às 0h14 para você, Katemari. Marte estará formando um ângulo estimulante e harmonioso à sua Lua de nascimento, e isso costuma dar uma dinamizada à vida emocional do indivíduo. Cores mais leves passam a tonificar o seu emocional, e este não é apenas um momento socialmente interessante como, sobretudo, tende a ser uma fase de reações emocionais positivas.

    É curioso observar, Katemari, como muitas vezes passamos dias, às vezes até meses e anos mergulhados numa chateação ou ressentimento. Remoemos aquilo, até que de repente - bum! - a coisa passa. Em geral, são nos ciclos positivos de Marte com a Lua que a pessoa simplesmente "espana a poeira" e se livra de emoções chatas que não lhe servem mais. E este momento, para você, é agora!

    Daí a importância de, neste momento, conhecer gente nova, permitir-se trocar emoções com os outros, fazer coisas que lhe dão prazer. É um bom momento para o intercâmbio de sentimentos, para a expressão das emoções, sobretudo com as pessoas mais íntimas, da família, os amigos mais chegados, ou os amores.

    domingo, junho 03, 2007

    Um velho calção de banho...




    Sábado de bobeirinha em casa, o telefone toca:

    - Vamos ver o pôr-do-sol em Itapoã?
    - A que horas será isso?
    - Estou indo pra lá agora, mas podemos marcar às 16h, 16h30. Podes chegar a partir de 15h30 se quiseres, já estarei lá. Vou com uns amigos...
    (penso, penso...)
    - Tá. Eu vou.

    E me joguei pra Itapoã. Antes comi um sanduíche, tomei um banho e tal. Sorte que quando cheguei na parada de ônibus, em seguida veio o Vilas. Cheguei em Itapoã e me encontrei com o Washington e fomos sentar com duas amigas dele, Alexandra e não lembro o nome da outra, uma estadunidense que até entendia um pouco de português, falava um portunhol, mas insistia em ficar falando em inglês com a Alexandra.

    De lá fomos pra barraca do Juvenal, que era a proposta inicial. Perdi o pôr-do-sol, de forma contemplativa, pois a estadunidense insistiu em não trocar de barraca e terminar sua caipirinha na primeira barraca (ao invés de transportá-la num copo de plástico). Adoro pessoas flexíveis.

    No Juvenal, em seguida chegaram o Jules, a Jenny e o Júnior. Foram caminhar até o farol. Depois chegou a Ana Cláudia. Ficamos todos ali, depois os meninos voltaram e ficamos bebendo e comendo. Bebi umas 4 kiwiroskas, deliciosas, mas que tinham muito de kiwi e pouco de álcool. E me acabei nas lembretas. Eu amo lambreta.






    De lá, fomos para a casa do Washington. Quer dizer, passamos no Bompreço de Itapoã, pegamos o busum* e fomos para a casa dele. Rolou uma macarronada e muita cerveja. Como eu não bebo cerveja... tomei caipirinha e um pouco de smirnoff ice. Na verdade, um genérico, sabor laranja, mas que tomei só a metade. Não, não estava ruim, mas estava quente.

    Sei que uma hora eu apaguei por um canto... todo mundo dormiu por lá: Jules, Jenny, Jr, e esperávamos ansiosos pelo prometido cozido da cunhada do Washington, para o almoço de domingo.

    Café da manhã, tri bom. Bobeira, lavar louças, limpar fogão... bobeirinha... dormir denovo, brincar com as cachorrinhas. E o cozido. Nooooossa, que delícia. Tri bom, tri bom. Quero denovo! Bah, muito bom aquele negócio. A cunhada do Washington cozinha bem pra caramba.

    Bem, fotos do final de semana, aqui.

    Aliás, que findi de sol, pqp, tava muito quente. Sabe aquele baita sol, o céu azul? Pois. Foi muito, muito bom, after all.


    * Em SSA é buzu, mas em poa é busum, e gosto mais da sonoridade do segundo, não é que tenha entendido a gíria daqui errada, tá?

    sexta-feira, junho 01, 2007

    Dos Prazeres



    Que delícia. Gente bonita. Encontrar amigos. Sala cheia. Escuro. Abrem-se as cortinas.

    Eu gosto de teatro. Adoro ouvir os passos dos atores no tablado. Gosto das vozes e dos gestos. Dos cenários. E, finalmente, assisti uma peça maravilhosa ontem à noite. Ai, que saudades de rir pela ironia do texto, e não pelo pastelão ou pela piada ensaiada.

    Toda nudez será castigada. O texto, nem precisa falar, é do Nelson Rodrigues, interpretado pelo grupo Armazém Cia de Teatro. Mais do que excelente. A música, o cenário, os atores, tudo, tudo.

    Fui com o Diego, que encontrou a Lia. Encontrei a Ana, a Raquel e a amiga da Raquel que sempre esqueço o nome.

    Quero mais noites assim.







    Na volta, o Diego queria esticar. Vetei.

    Na noite anterior saímos pro RV e eu acabei tomando mais bebidinhas do que planejava. Esse guri só me leva pro mau caminho.

    Mas já avisei, hoje não vou cair na esbórnia, vou pra academia! Ou isso, ou eu explodo de vez, porque engordei 3kg. E só eu sei o quanto demoro para conseguir reduzí-los.

    Na quarta-feira ele veio... vamos comer algo no RV? Tá bom. Só se for agora. Descemos pro Red River. Liguei pro Jules. Juntou-se a nós. Depois ele foi embora para assistir ao jogo do timão (grêmio) e a Jenny ficou lá com a gente. Estávamos no Baguette e Cia. O Diego comeu baguete, eu comi meu salgadinho integral que levei na bolsa. Estava disposta a seguir minha dieta, que começara no dia anterior (terça) e só havia sido levemente quebrada pelo irresistível mousse de maracujá que tinha de sobremesa no almoço. Pô, mousse de maracujá é covardia. Depois a Jenny foi embora e o Diego veio com aquele convite irrecusável: vamos pro França? Fomos. Lá, fiquei cantando o garçon pra me fazer um Manhatan. Não colou. Todos os drinks eram muito caros, eu não queria gastar. Então ele disse que poderia fazer um lá que nem lembro o nome, e que não tinha no cardápio. E perguntei se ele cobraria como roska (é como chamam caipiroska aqui em Salvador), que era a bebida mais barata. Negociações pra lá, negociações pra cá... e ele me trouxe este drink com suco de limão, gin e dry martini. Com sal na borda do copo. Delícia. E faturou como roska. Perfeito. Ah, lembrei, White Lady é o nome da bebida milagrosa.

    E o Diego lá, entornando cervejas... aí fui obrigada a pedir outro. Bebi. Mas daí, né... a fome bateu. Não há barra de cereal no fim da noite, nem salgadinho integral que dê conta. Qual a coisa mais barata do cardápio? Batata frita! E elas vieram. Comi. Mais um passo para a explosão.

    Estou a evitar objetos pontiagudos.

    Mas hoje eu volto pra academia, volto sim... já liguei pra lá ontem, avisei a Jo. Para liberar minha conta lá. Sim, porque a Jo é a funcionária competente, então só faço tudo com ela, mas ela só vai à noite, então já pedi pra liberar, assim posso ir em qualquer horário, independentemente dela estar lá.

    Tenho 20 dias (viajo dia 20) para emagrecer pelo menos uns 2kg. Só para as roupas não ficarem tão apertadas, né? Afinal, é verão "lá em cima".

    terça-feira, maio 29, 2007

    Curtinha



    O domingo foi interessante... acordei com o telefone tocando, era o Jules, convidando pra almoçar na casa deles. Ok. Tomei um café com leite, fiz umas coisinhas em casa e fui. Almoçamos uma receita de moqueca adaptada pela Jenny, com frango e bastante limão. Estava bom, ainda que eu não seja uma entusiasta do dendê. Ficamos de papo no apartamento com bela vista e bem ventilado do irmão do Leandro, o Emílio. Depois a Jenny fez um bolo, de limão, da Dona Benta. Comemos bolinho e decidimos ir para uma mostra de filmes africanos nos Barris.

    Beleza.

    Chegando no cinema, tinha um filme do Almodóvas em cartaz, que eu nunca ouvira falar, aliás. E na sala de vídeo uma mostra de curtas franceses. Como os curtas eram de graça, ficamos com esses. Eu liguei pra ana quando saímos do Rio Vermelho (apê do Emílio) e ela foi pra lá também. Os curtas eram tristes. Muito tristes. Eu curto (perdão) cinema francês, ao contrário do Jules, mas esses curtas (ops) estavam terríveis. De chorar no cantinho. Inclusive eu dei uma dormida básica na sala com cheirinho de bolôr. Bolôr tem acento, né?

    De lá, fomos, claaaaro, para o Beco de Rosália. A Aninha tomou um caldo de camarão e eu ainda não tinha, exatamente, fome.

    Después o Jules e a Jenny me deixaram em casa (estavam com o carro do Emílio, que viajara para Porto Alegre) e eu fui organizar minhas coisinhas para mais uma segunda-feira de Feira (estou terrível hoje, hein?).

    Eu sempre gosto quando faço algo no domingo à noite. Dá uma sensação tão boa na segunda-feira. Mesmo que seja ver filmes que são uma merda.

    Da sinceridade



    Clique na imagem para ler a tirinha. Fonte: FSP.

    segunda-feira, maio 28, 2007

    Vida, minha vida, olha o que é que eu fiz...



    Quinta-feira a Ana foi almoçar lá em casa, e fomos no shopping novo. Andei, andei, andei até não aguentar mais. E fiquei apaixonada por uma mala da Kipling. A brincadeira sairia por 800 e tantos reais. Encontramos uma vendedora maravilhosa, na Xarmonix. E não conseguimos encontrar um fogão que eu pudesse/quisesse pagar. Além disso, peguei meu passaporte. Agora sou uma pessoa autorizada a entrar em terras canadenses. Uma única entrada: é entrar, zanzar, sair e não poder mais voltar. Cruel, né?

    Na sexta trabalhei o dia inteiro, reunião pela manhã e à tarde, mas foi um dia gratificante. Na saideira, a Lu me liga e nos jogamos pro Rio Vermelho. Longo tempo que eu não ia pro Pós-Tudo. Chovia aos cântaros. Manhatan e outras bebidinhas. E me dei conta que em breve poderei experimentar um Manhatan... em Manhatan!!! Muita emoção. Sério, conhecer a terra do Woody Allen tem me deixado bastante excitada.

    No sábado ressaquinha light, acordei, tomei café, falei com minha mãe, fiz umas coisinhas de Maria, depois tombei na cama. E dormi. Dormiiiii. Chovia, chovia, e estava fresquinho e eu estava cansada... foi ótimo. Acodei a contagosto, pouco antes das 15h, pois tinha combinado com uma estudante da UFBA de ajudá-la a se preparar pruma entrevista lá... esperei, e nada. 16h e nada. É foda! E eu perdi meu soninho. Depois fiquei de papo com o Márcio que nem foi no arpoador. Ai, eu amo arpoador... E com muita dificuldade consegui dar um jeito na vida, me arrumar e sair pra casa da Lu. Tínhamos uma janta combinada.

    Depois de 1h "di relógio", chegou o ônibus, e 20min depois, eu estava lá. Batemos papo... o ap dela é muito fofo. Fiz a janta, bebemos vinho... a Paulinha e o Cláudio também foram pra janta. Depois de música, bebidinhas e papos, fomos para o Santo Antônio, numa festa com bazar que teria lá. Ficamos rapiddinho e depois o Cláudio insistiu para irmos para a praça do reggae. Eu querendo ir pra minha casinha, mas fui, pro Pelourinho, de salto alto e beringela. Ninguém merece. Pelo menos saberei para jamais aceitar um convite para aquele lugar. Já na entrada tinha um cara pedindo moedas para completar o valor do ingresso, para ele entrar. O ingresso? 1 real. Lá dentro, o quadro da dor. Para quem ama muito reggae, sei lá, talvez até consiga encarar. Para mim não dá. É o baile de gala dos flanelinhas, dos catadores de latinha, das meninas de vida nem tão fácil (a [pré]julgar pela [pouca]roupa e dança sexual, digo, sensual). Enfim, uma experiência sui generis. Meus pés não aguentaram, pobres, nas ladeiras; tadinho do meu saltinho, torturado nas pedras do pelô. Pecado, pecado.

    De volta ao lar, me transportei para Olinda. E por lá fiquei.


    Deixei a fatia
    Mais doce da vida
    Na mesa dos homens
    De vida vazia
    Mas, vida, ali
    Quem sabe, eu fui feliz


    quarta-feira, maio 23, 2007

    Tava demorando...




    Na boa, esse negócio de ter algum tempo livre, de não estar sob pressão, não funciona muito bem pra mim. Reza a lenda que mente ociosa é oficina do diabo, né?

    Pois.

    Então, diabinho, xô!

    E esse xô veio na forma de um email que recebi hoje: novos projetos, novos desafios, novo deadline! 30 de junho. Será que consigo???

    Cara, se der certo, tudo certo (sim, porque nesse eu quero o pacote completo), meeeeeeeu, vai ser tuuuudo!!!


    Au vin...



    Passei na adega (meia dúzia de vinhos, guardados na área de serviço, já é uma adega, ora!) e peguei um chileno. Malbec. Tirei o queijo e o salame da sacola da Perini (é, só pra dizer que eu compro na Perini, o supermercado estiloso de salvador, e só pra lembrar que frios são mais baratos lá no que no suposto popular Bompreço).

    Servi-me uma taça, pratinho com frios. Quarto. Telefone. Lindinho. Vinho. Dvd. Bemjamim. Vinho. Salaminho. Cozinha, pão, tomates secos, queijo. Ceninha babaca. Supprimer, supprimer. Cada um com seus problemas. Soninho. Oh, linda! Oh, linda! Deveria ter seguido no vinho? sais pas, sais pas...


    terça-feira, maio 22, 2007

    Travessia



    "Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares.

    É o tempo da travessia e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

    Fernando Pessoa

    Ciclos



    "Life is too short to be anything but happy;
    so kiss slowly,
    love deeply,
    and forgive quickly."

    segunda-feira, maio 21, 2007

    Enfim, alforria!




    Sábado pela manhã entreguei um projeto que estava me tirando o sono. Acordei, rerereconferi tudo, fui nos Correios lá do shopping Barra e entreguei. Ufa, que alívio! Depois passei naquela costureira modernosa (Sapataria do Futuro) e deixei nada mais nada menos do que 35 reais lá, só para ajustar uma calça e uma bermuda. Absurdo. Mas é que eu estou com um problema sério, um número fica apertado, um número maior fica folgado. Então tenho que comprar roupas e ajustar. Saco. Na real eu deveria era emagrecer e entrar no número menor.
    .oO(ou engordar e entrar no maior...)
    No ritmo em que estou, é provável que o segundo aconteça.

    Quer ver?

    Dei voltinhas no shopping e achei uma blusa marrom que eu queria. Para usar com a saia bege que comprei na feira Hype pós-moderna no final de semana anterior.

    Saí do shopping e fui almoçar na Ana Paula. Passei na Perini, comprei batata palha e sobremesa. Voltei no shopping porque havia esquecido de levar minha máquina fotográfica para consertar. No meio do caminho, encontrei com a Sarah. Papeamos. No conserto da máquina, a filha da puta funcionou. Cretina. Ainda passei por louca.

    Aí, a saga para chegar nos Barris. Quem disse que eu conseguia um ônibus. Quase uma hora depois, e tendo trocado de ponto de busum, peguei o tal.

    Na Ana, strogonoff. Tortinha e vinho do Porto. É pra explodir, né?

    Ficamos lá, fazendo nada (bebendo e comendo) e depois fomos no cinema. Assistimos Batismo de Sangue. Recomendo. Talvez o melhor filme que vi no cinema nos últimos tempos. É que eu vi 300 e Hannibal, lembram?

    Saímos do cine e fui fazer mão e pé. Teria vaga em 30min. Entrei na Marisa. Experimentei várias coisas. Gostei duma blusinha, fui comprar. Fila gigante. Desisti. Foi bem o tempo de voltar pro salão e sentar para meu momento de beleza.

    Toca o celular: a Cris. Show do Otto? Tenho quatro convites e não vou, quer ir?
    Eu quero. Ligações feitas e já tinha dado destino aos outro 3 convites.

    Fui pra casa correndo, banho express, roupitcha e fui esperar a Luzia. Fomos pro TCA, encontramos a Ana e o Bruno. Dentro do teatro, a Ester, a Maia e uma amiga da Ester. Certo. Showzinho... depois: Rio Vermelho.

    Comemos carne de sol com purê de abóbora e escondidinho. E um Alexander, pra não perder o hábito. Bla bla bla, depois casinha. Fui dormir lá pelas 3 da manhã. Acho que era isso. Ou mais?

    E domingo? Bobeirinha. Noooossa, que delícia. Longo tempo sem saber o que era não estar preocupada. Ver tv. Fazer comidinha. Deitar no sofá e ler. Foi ótimo. A sensação de alforria é tri boa.

    Silenciosamente feliz



    Sol na casa 10, lua na casa 12
    21/05 (hoje) às 13h04 a 22/05 às 18h26


    Entre os dias 21/05 (hoje) às 13h04 e 22/05 às 18h26, Katemari, Sol e Lua estarão em harmonia, sugerindo uma possível resolução de algum impasse profissional. Você concluirá algum projeto, ou receberá favores ocultos de alguém. Mas o momento não é para brilhar, Katemari! Procure manter seus projetos em silêncio e suas vitórias deverão ser mantidas na maior discrição, por maior que seja a sua vontade de sair gritando por aí. Se a palavra é de prata, o silêncio é de ouro!



    Ai, eu queria gritar pros quatro cantos, mas a cigana está dizendo que não posso, então ficarei quietinha.

    domingo, maio 20, 2007

    Hello, Tio Sam



    Há umas 3 semanas recebi um email com um aceite de um trabalho que eu tinha enviado em dezembro. Aceite pro congresso mais importante da área. Vibrei. O congresso será em Calgary, no Canadá. Assim que li o email abri outra abinha no Firefox e fui no Decolar ver preços de passagens. Aí vi que os vôos faziam conexão nos EUA. Ok, já fui ver tudo o que precisava pra pedir o visto pros EUA. E em outra abinha já iniciei o preenchimento do formulário pro tal do visto. E já agendei a entrevista. Brasília era o lugar que levaria menos tempo: 40 dias. Não dava. Fiquei nervosa, tentei achar outras datas. Piorou. Ok, dormi.

    No dia seguinte voltei ao formulário, tentei encontrar outras datas, e vi que poderia solicitar uma entrevista de emergência. Solicitei. Enviei ao cônsul umas justificativas e tal. À tarde recebi um email da embaixada concedendo a entrevista. Liguei pro número lá e meia hora depois, ouvindo maquininha e apertando em várias teclinhas, consegui falar com uma 'voz humana paulista meu'. Então agendei a entrevista para a oooutra semana, dia 09 de maio, quarta-feira. E já abri uma abinha no Firefox pra procurar vôos. Outra abinha: hotel.

    Ok, vôo comprado, vários contatos no Hospitality Club (HC) para tentar identificar o melhor hotel.

    Dia 08 fui pra Brasília. Foi ótimo, cheguei lá e fui recepcionada pelo Evaristo (HC), que me esperava no aeroporto. Ele me mostrou onde era a Embaixada e demos uma volta pela Esplanada dos Ministérios e depois me deixou no hotel.

    Fiquei no hotel (St. Paul Park, SHS, Q2) direto. Depois fui no shopping e comprei uma bolsa, porque percebi que tinha esquecido de levar uma, comi uma salada de frutas e fiz a mão, que estava um caos. Voltei pro hotel e segui trabalhando.

    Na manhã seguinte, acordei cedinho e me acabei comendo no café da manhã. Depois peguei um táxi e 8 reais depois, estava na Embaixada, na super fila. Eram umas 7h e pouco da manhã. Ali pelas 8h30 acho que entrei na Embaixada, e daí, filinha, primeiro guichê, entrega de formulários, foto, IR, contracheques e extratos bancários. Senha. Senta. Espera. Sala cheia. Algum tempo depois, a senha e chamada. Outro guichê, perguntinhas rápidas, e o pedido para eu falar meu nome completo pausadamente. Depois, digitais. Senta. Espera, espera. Mesma senha novamente. E vou para a sala do Cônsul. Um loirinho, branquinho, tipicamente estadunidense. Novinho. Simpático, muito simpático. Pergunta o que vou fazer, porque não pedi o visto do Canadá primeiro. Pergunta se falo inglês, começa a falar comigo em inglês e diz algo como:

    - I won't give you the tourist visa (eu precisava de um de trânsito, na real, mas aproveitei pra pedir um de turista, assim eu poderia sair do aeroporto, se quisesse), but a business one.*

    - Oh, ok.

    - I am sure you will attend conferences also in the United States in the future.

    - Thank you.

    - You will have to pay an additional fee.

    - Ok... hmmm, but... do I have to pay it in cash?

    - No, you can pay using a credit card.

    - Oh, ok. Great. (meio abestalhada)

    - Certo, agora é só esperar pelo Sedex?

    - Sedex? Não precisarei vir aqui?

    - Pra tudo na vida tem Sedex!

    Aí não resisti e ri. Rimos. Muito fofo ele. Eu estava mega nervosa nas horas que antecederam a famigerada entrevista, mas foi muito tranquila. Ai fui no guichê do lado, paguei a bagatela de 60 dólares - pelo visto B1 (de negócios).

    Depois fui no guichê dos Correios e paguei os quase 30 reais. E fui-me embora. Peguei meu pendrive que tinha ficado lá fora (eu sabia que não poderia entrar com celular, nem levei, nem o iPod, mas não sabia que pendrive era proibido). E liguei pra minha mãe, toda feliz.




    Táxi, hotel, e tentei trocar a passagem pra voltar antes, já que inicialmente eu teria que retirar o passaporte no dia 11 à tarde. A diferença de preço era muito grande, então era isso: ficaria presa no Planalto Central até às 22h de sexta-feira. Então fiquei trabalhando, enfurnada no hotel. Lá pelas 17h, me deu fome. Desci e peguei um sanduba. Sim, eu tinha comido tanto no café da manhã, que não tinha fome.

    Depois, ali pelas 19h, o Ivan (HC) foi lá no hotel. Gente, pense num menino fofo. Muito queridinho ele. Um paulista altão, com jeitinho de gaúcho natureba, de papo solto, um abraço acolhedor e que provoca risadas fáceis.

    Voltei a trabalhar e consegui terminar tudo o que eu queria. Fiquei feliz, assim poderia passear no dia seguinte.






    Na quinta, conversei com a Helba (HC) e marcamos de sair na hora do almoço dela. Fui pra Esplanada, me perdi nos prédios e depois de muito andar, encontrei o dela. Fomos para a Feira. Depois no parque da cidade, no Pier (um shopping tipo aeroclube, mas melhor e à beira do lago artificial da cidade). Bem bonito. Daí ela almoçou. Sim, ela. Eu havia comido no café da manhã o dobro do dia anterior. Até levei o computador pro salão do café, pra ficar trabalhando e comendo... usar todo o tempo possível.

    Depois ela me deixou na Esplanada e foi o dia de tirar fotinhos. O máximo de fotos que minha máquina permitiu. Depois de saber que eu iria pros EUA, e que compraria uma máquina nova, ela resolveu pifar. Ai, ai. Mas consegui tirar algumas poucas fotos.

    Brasília (a Esplanada dos Ministérios) parece uma galeria de arte a céu aberto. A arquitetura é uma obra de arte. É linda. É uma cidade diferente. Completamente planejada. Ruas matemáticas. Impressiona. A Catedral é linda. Absolutamente lida. É legal ver aqueles prédios todos que a gente vê na tv.





    Ameeeei um lance que tem lá na Esplanada e que o pessoal deveria imitar em outros lugares. Assim, a esplanada é um lugar cheio, cheio, cheio de predinhos todos iguais, onde funcionam os ministérios. Daí tem lá um predinho com o nome Ministério do não sei o quê. Ministério não sei que lá. E por aí vai. Tem todos os ministérios. Tá, então é cheio de gente trabalhando, né. E aí tem umas barracas que vendem lanche na rua, mas os lanches são super saudáveis. Tem barraca de frutas, por exemplo, e daí eles descascam e cortam as frutas e vendem ali, in natura. O máximo. Eu peguei uma salada de frutas com granola, por 1,50.

    Ah sim, isso, achei BSB relativamente barata. É mais barata do que Salvador, sem dúvidas.

    Passei no Museu, prédio da biblioteca nacional, catedral (perfeita), ministérios, palácio do planalto, justiça, memorial JK, mais museu, Itamaraty, Congresso: senado e câmara... essas coisas todas.

    Cheguei no hotel acabada. Sim, fiz tudo à pé. Tomei um banho, descansei. E daí a Helba me chamou: vamos jantar? Vaaaaamos! Daí ela passou no hotel e fomos dar voltas pela noite de Brasília. Conheci o Aroldo e a Bárbara, amigos e colegas de casa da Helba, que é uma paraense muito, mas muito gente boa e divertida. A noite foi ótima. Tomei meu clássico Alexander, comemos filé, fritas, pizza. O pessoal bebeu cerveja... a conta toda saiu 50 reais, pra quatro pessoas. Que diferença de Salvador, né?




    Na sexta, uma friaca. Fui no shopping e comprei uma meia, porque eu esqueci minhas meias em casa. Fiz as malas, mas não me acabei no café da manhã, porque tinha combinado de almoçar com a Bárbara. Fechei a conta no hotel, deixei a bagagem lá e fui para o almoço. Cheguei 10 minutos antes, mas no lugar errado. Alguns contratempos, e 1h, depois, almoçamos. Passeei, vi artesanatos, subi na torre da tv. Dei de cara com o prédio da Capes (será um sinal?), fui no shopping, fiz hora, andei, andei, fui no hotel, peguei minhas coisas e fui pro aeroporto. Cheguei lá umas 18h e tanto e fiquei até às 22h. Meu vôo saiu mais do que na hora. Nunca vi um embarque tão cedo.

    Antes disso, fiquei trabalhando direto na praça de alimentação, jantei. Adiantei um monte meu outro trabalho. Foi perfeito.

    Cheguei em ssa pouco depois da meia noite, peguei um busum, e depois um táxi no Rio Vermelho. Home sweet home. E meu passaporte. Sim, o passaporte chegou antes de mim. Com o visto: B1/B2. Ai, que lindinho!!!



    Agora estou na correria para comprar as passagem, pedi ajuda para a UEFS, mas não sei se vou ganhar. :( Ah, sim, eu pedi ajuda pro grupo organizador da conferência, e consegui um auxílio parcial. Ótimo!!! Ah, sim, sim. Outra coisa. Na sexta-feira anterior à entrevista em BSB recebi também o aceite para um workshop em Física Moderna, em Ontario. Isso significa que ficarei uma semana em Calgary, na conferência em história e filosofia da ciência, e uma semana em Ontario, no workshop. Nesse último, eles me deram alimentação e estada, na faixa. Perfeito, não? Legal que os eventos se encaixam perfeitamente nas datas.

    O vôo já está reservado, o roteiro:

    VÔO DATA TRECHO HORÁRIO
    AA 962 19/06 São Paulo (Guarulhos)/ Dallas (DFW) 21:45/ 06:10
    AA 2081 24/06 Dallas (DFW)/ Calgary (YYC) 11:00/ 13:40
    AC 1142 29/06 Calgary (YYC)/ Montreal (YUL) 01:10/ 07:10
    AC 401 02/07 Montreal (YUL)/ Toronto (YYZ) 07:00/ 08:18
    AA 4771 07/07 Toronto (YYZ)/ Nova York (JFK) 18:35/ 20:25
    AA 951 14/07 Nova York (JFK)/ São Paulo(Guarulhos) 21:30/ 08:15


    Aliás, fica minha sugestão: Daniele, da agência Sem Fronteiras. Que tem se mostrado bastante eficiente e organizada, diferentemente de outras agências que contatei.

    Buenas, nesse meio tempo, terminei o segundo trabalho importante - e com prazo - que estava fazendo. E entreguei ontem. Agora sou uma pessoa mais livre. Vou poder dormir mair - a não ser que seja pra fazer festa. Ou seja, só dormirei pouco se for por prazer. Não que trabalhar não me dê prazer, ao contrário.

    Ai, ai, querido diário, é isso, esse é o motivo das minhas alegrias nestes últimos dias, e motivo de eu estar tão afastada daqui. Mas agora voltarei, aos pouquinhos.

    *Na real eu ganhei o visto B1 e o B2, sim, bem banana de pijama: o de negócios e turismo, respectivamente.

    sexta-feira, maio 18, 2007

    Notícias do front



    Querido diário, são tantas coisas acontecendo. Hoje tive um tempinho e vim aqui. Na verdade não é que estou com tempo, estou caindo de sono, mas estou tão feliz que eu TINHA que vir até aqui.

    Eu queria contar tudo bem passo-a-passo, com todos os detalhes, todas as emoções, mas sei que não vou conseguir.

    Na semana passada estive no Planalto Central. Isso mesmo, viajei para Brasília!

    O que eu fui fazer lá? Depois eu conto, eu juro que conto.

    Só queria vir aqui um pouquinho, dizer que estou muito feliz, que terminei hoje um trabalho importante - e vou enviar amanhã pela manhã.

    Tenho dormido 5h ou menos por noite. Uma loucura, né? Ainda mais para mim que adoro dormir por 10 horinhas. 8 é o básico.

    Ai, diarinho, diarinho... estou genuinamente feliz. Tá, nem tanto, né? É claro que eu tenho do que reclamar. Sempre tenho. A reclamação do dia é: não gostei das minhas tranças novas. Fiz ontem. E ao final eu perguntei o que tinha acontecido, daí a Olivia disse que fez diferente. Pô, eu fiquei meio sem ação, não sabia se eu não tinha gostado ou se estava só contariada. Mas de fato, não gostei. E fiquei triste porque eu não queria mudar, eu tinha gostado tando do jeito que ela tinha feito anteriormente. Eu tinha combinado que queria aquela. Aliás, tinha dito que queria mechas de tal tom, e no fim, elas não tinham comprado os lances pra fazer as mechas no tom que eu queria. Se fosse qualquer outra pessoa, eu não ficaria surpresa, mas justo na Olivia, que eu vivo elogiando como super exemplo de profissionalismo.

    Sim, ela e a secretária do Departamento no qual trabalho. São as duas pessoas mais competentes que eu conheci em Salvador.

    Buenas, diarinho, vou tentar descansar um pouco e ganhar energias pra sair hoje à noite: festinha na Boomerangue.

    Eu prometo que voltarei.

    Notícias do front


    Querido diário, são tantas coisas acontecendo. Hoje tive um tempinho e vim aqui. Na verdade não é que estou com tempo, estou caindo de sono, mas estou tão feliz que eu TINHA que vir até aqui.

    Eu queria contar tudo bem passo-a-passo, com todos os detalhes, todas as emoções, mas sei que não vou conseguir.

    Na semana passada estive no Planalto Central. Isso mesmo, viajei para Brasília!

    O que eu fui fazer lá? Depois eu conto, eu juro que conto.

    Só queria vir aqui um pouquinho, dizer que estou muito feliz, que terminei hoje um trabalho importante - e vou enviar amanhã pela manhã.

    Tenho dormido 5h ou menos por noite. Uma loucura, né? Ainda mais para mim que adoro dormir por 10 horinhas. 8 é o básico.

    Ai, diarinho, diarinho... estou genuinamente feliz. Tá, nem tanto, né? É claro que eu tenho do que reclamar. Sempre tenho. A reclamação do dia é: não gostei das minhas tranças novas. Fiz ontem. E ao final eu perguntei o que tinha acontecido, daí a Olivia disse que fez diferente. Pô, eu fiquei meio sem ação, não sabia se eu não tinha gostado ou se estava só contariada. Mas de fato, não gostei. E fiquei triste porque eu não queria mudar, eu tinha gostado tando do jeito que ela tinha feito anteriormente. Eu tinha combinado que queria aquela. Aliás, tinha dito que queria mechas de tal tom, e no fim, elas não tinham comprado os lances pra fazer as mechas no tom que eu queria. Se fosse qualquer outra pessoa, eu não ficaria surpresa, mas justo na Olivia, que eu vivo elogiando como super exemplo de profissionalismo.

    Sim, ela e a secretária do Departamento no qual trabalho. São as duas pessoas mais competentes que eu conheci em Salvador.

    Buenas, diarinho, vou tentar descansar um pouco e ganhar energias pra sair hoje à noite: festinha na Boomerangue.

    Eu prometo que voltarei.

    segunda-feira, maio 07, 2007

    Das correções



    CORREÇÃO: Homem vende a mulher pela Internet por US$ 50 (escrito em letras garrafais no portal)

    Ao contrário do que foi publicado anteriormente pelo Terra no título da notícia Homem vende a mulher pela Internet por US$ 50, no dia 6 de maio, às 18h56, o valor proposto para a venda da mulher era US$ 50 e não R$ 50. A informação foi corrigida no dia 7 de maio, às 17h08.

    Daqui.

    sábado, maio 05, 2007

    Podem mudar as datas, astros?



    Sol na casa 9, lua na casa 5
    05/05 (hoje) às 22h52 a 07/05 às 20h38

    A Lua começa a caminhar novamente em harmonia com o Sol, que transita pela Casa 9. A Lua, por sua vez, transita pela Casa 5. As duas casas são harmônicas e, nesta próxima fase que vai de 05/05 (hoje) às 22h52 a 07/05 às 20h38, você estará vivendo um momento excepcionalmente favorável para fazer contato com pessoas que estão distantes, ou mesmo viver romances em viagens. Caso não lhe seja possível viajar, procure aproveitar a qualidade de movimento deste pequeno ciclo para fazer coisas diferentes: para que ir sempre aos mesmos lugares, quando existem tantos outros locais para você conhecer? Este é o momento de quebrar a rotina, Katemari. Coisas mágicas acontecem quando a gente simplesmente vai a lugares onde não costumamos ir! Este é um momento de pura diversão!


    sexta-feira, abril 27, 2007

    Acredite: estou morrendo!


    E também estou matando o planeta. A culpa do tal do aquecimento global é minha. Estou desmatando a Terra. Tudo para a produção de papel higiênico para meus olhos lacrimejantes e esta coriza infindável.

    Dois dias de vida pra mim!

    segunda-feira, abril 23, 2007

    Bonitinha mas ordinária




    Estava eu lendo a VEJA agora (sim, azar o meu) e vi uma entrevista com a Manu (Manuela D'Ávila, deputada gaúcha do PCdoB), cuja 'chamadinha' era "Colocaram uma foto horrorosa", na apresentação dizia "A deputada [...] cujo atributo mais notado até o momento é a beleza [...]". Sentiu o recalque, né? Tá, daí tem umas perguntinhas...

    VEJA: você já se acostumou a ser chamada de musa da câmara?

    Manu: musa é rótulo para desqualificar a mulher. Não nasci pra enfeitar o mundo.

    VEJA: beleza é um problema para você?

    Manu: se eu achasse que beleza e roupa são assuntos para políticos, hoje eu estaria na VEJA entrevistando uma deputada.



    Toma!


    domingo, abril 22, 2007

    Sábado gaudério



    No sábado fui prum churras na casa da Ana Paula. Os pais dela estão aqui em Salvador, daí o gaúcho teve que assar uma carninha, né?

    Foi bem bem divertido, fui só pra comer e sair de fininho, mas acabei ficando a tarde inteira. Não terminei o que tinha programado para o final de semana, mas falta pouco (pro programado), só vai dar uma "atrasadinha" no cronograma. Mas valeu à pena. Eu ri bastante, estava entre pessoas queridas, comi um pão de alho tri bom, uma carne tri boa, e me acabei no sorvete. Além de ter escutado um monte de R's daquele povo lá de baixo.

    A Ana tornou-se, ultimamente, minha fornecedora oficial de sotaque gaudério, sempre repondo o estoque.