terça-feira, novembro 29, 2005

Cudomundo





Rápidas atualizações: saí de Salvador na sexta à tarde, pa variar, saí da reunião na universidade e fui direto pro aeroporto. Nem almocei, então resolvi comer um sanduíche na subway, já que só chegaria em sp às 22h. E isso eram umas 16h, quando cheguei no aero.

O vôo foi uma merda, era pra chegar em Congonhas e acabei descendo em Guarulhos. Daí a Gol providenciou ônibus para levar as pessoas de um aeroporto ao outro. Cheguei em Congonhas por volta das 24h, horário de Brasília. Liguei pro Luciano e esperei. Esperei, esperei. 00h50 ele chegou e fomos deixar um amigo dele na casa da namorada. Depois fomos na casa de uma amiga do Lu e acabamos saindo na Vila Madalena. Fomos no Empanadas e foi bem legal, a amiga dele é muito simpática, gostei dela. Depois fomos pra casa do Lu e ficamos conversando, conversando... e depois, dormir. Quando vi as horas percebi que eram 5h e pouco da manhã. Um sustão. Dormi como uma pedra: uma cama fantástica, um quarto escurinho, um edredon, silencinho. Tri bom, tri bom. Acordei ali pelas 9h e imaginei que o Lu ainda estivesse dormindo, então voltei a dormir. Acordei quase às 13h. Tomei banho, conversei com o fofo do pai do Luciano e fomos almoçar na Vila Madalena, uma feijoada. Tava triiiiii boa. Depois o Lu me levou para a rodoviária da Barra Funda e me encontrei com a Roberta e a Sarah, compramos a passagem para Baurucudomundo e ficamos esperando o busum.

A viagem de ônibus foi ótimo, um veículo confortável, vim conversando com a Roberta. Passaram dois filmes, completamente imbecis. Chegamos em Baurufimdomundo às 23h, eu acho. Viemos pro hotel e fomos dormir.

No domingo pela manhã começaram as atividades, tivemos aula direto das 8h às 19h, com intervalos para almoço e café, claro. À noite fomos (de táxi) no "shopping center" da cidade cuja praça de alimentação ficaria aberta até 22h. Chegamos por volta de 20h e as lojas estavam fechando e a pça totalmente fechada. No primeiro andar tinha uma lancheria, Giraffas, que foi onde a Sarah "jantou". Neguei-me. Depois encontramos com a Roberta e mais várias outras pessoas do evento que também tinham caído no engodo da janta no shopping e voltamos andando para o hotel, parando no meio do caminho para jantarmos no habibs. Foi boa a janta.

Segunda, segui com eventos da Escola, porém no almoço fomos (eu e Roberta) até o centro da cidade e comemos num restaurante natureba. Foi bem bom. E na segunda à tarde comecei a perceber que estava ficando doente. Resumo da ópera, estou à beira da morte. Assim, tô gripadaça. Dói-me o corpo todo, tento dormir o máximo que posso, estou tomando Baryta, tive febre, friozão, Tylenol, suor, friozão, Tylenol... e assim estou. E parece que só fico pior, mas tenho momentos de melhora. E estou com trocentas mães, todos dizendo o que devo ou não fazer. E em Baurucudecidade a farmácia mais próxima só andando, então vou à noite, comprar um Resfenol, se a Baryta não começar a surtir efeito.

As comunicações orais estão legais, mas a organização do tempo está ruim, pessoas atrasam, pessoas estendem-se. Um saco.

Não preciso dizer que estou detestando, ou preciso? Sinto-me sozinha, abandonada, jogada às traças e ainda por cima doente. Pior, nesta cidadedocu.

Talvez agora, pós post, eu melhore.




segunda-feira, novembro 28, 2005

Vai se catar, cigana!


Today's fortune:
You are going to have a very comfortable old age



Isso lá é fortune que se apresente!

sexta-feira, novembro 25, 2005

Férias frustradas





Estou exausta. Hoje já acordei cansada. Irei para Bauru ficar ainda mais cansada. O poster não ficou tão ruim, com a ajuda da minha coleguinha Roberta ele ficou bem coloridinho. Pelo menos isto, já que está atrolhado (cheio, para não gaúchos) de texto.

Adoro conhecer música nova. Não, perai, não é conhecer música nova, já que sou bem limitada musicalmente, gosto dumas coisinhas e ouço sempre as mesmas coisinhas. Mas gosto quando sou apresentada a algo novo (pra mim) que é bom. Que eu acho bom, que eu acabo gostando. O mocinho das covinhas me "apresentou" Los Hermanos. Sim, eu conhecia Los Hermanos, mas não do jeito que ouvi com ele. Não, não é porque era com ele, ô mente maliciosa, é porque não era, se calhar o Los Hermanos do rádio e televisão. Hmmm se bem que eu não ouço rádio. De qualquer forma eu gostei. Pode ter sido aquele cd, especificamente. Aliás, que cd era mesmo?

Meu vício agora é um cd chamado Cinema, dum tal Rodrigo Leão. É muito bom, eu gosto de todas as músicas, algumas mais, mas gosto de todas. Eu preciso de um mp3 player!
Aliás, eu preciso de férias. Não ria, é verdade. Preciso de férias pra descansar. Só ouvir músicas, ver filmes, ler livros. Balançar numa rede, talvez. Estou muitíssimo cansada. E acho que esta viagem a SP será um saco.

quinta-feira, novembro 24, 2005

Pra cidade grande.



Amanhã vou pra São Paulo, chego às 22h. Estou cansada, não sei quando atualizarei o blog. Então, já sabe, fui pra cidade grande.

Correria, correria.

Help!!!



Estou eu feliz e contenta ontem no computador, recém terminado meu painel para o Encontro de Bauru quando o Dani aparece no msn e pergunta se eu emagreci. Eu tenho vontande de desferir-lhe vários golpes, não certeiros e mortais, para que ele sofra bastante, só não o desejei muito fortemente porque ele é meu bedmate favorito e porque o menino tem problemas de visão. Sim, só pode ter problemas de visão para ter me visto mais magra nas minhas recentes fotos. Porque eu estou a ponto de explodir. Juro. Eu não estou tão gorda assim desde 1998, quando eu era muito gorda. E estou quase tão gorda quanto na época, logo, estou uma baleia jubarte.

As roupas que usei no verão brasileiro de 2005 já não mais me servem. Tá, claro que algumas servem, mas outras não. Vejamos o saldo:
+ 2kg : julho/agosto, na volta da minha estada em Poa
+ 4kg : de setembro a novembro
+ 2kg : da estada européia

Estou mais atenta do que nunca a objetos pontiagudos!

segunda-feira, novembro 21, 2005

Moça com brinco de prata


Ok, here we go...
Na sexta-feira, 11 de novembro, o dia foi uma super correria, como a semana toda já tinha sido. Fiz coisas em casa, fui no shopping comprar eurinhos, na verdade fui no banco do brasil, mas a fila era enorme, então saquei e fui no shopping Barra. Depois fui fazer uma entrevista para a dissertação, às 11h30. Vim para casa, o ônibus demorou séculos. Não, muda. Primeiro eu fiz a entrevista, depois eu fui pra Barra. Isso. Daí cheguei em casa quase às 14h. Tomei um banho à jato e fui para a ufba, tinha uma reunião às 14h. E já levei a minha mochilinha e casaco. Já estava de tênis e jeans e collant, roupas com as quais eu ingressaria no outono europeu, horas depois. Saí da reunião e fui para o aeroporto, conduzida pelo Alexandre que foi muito fofo em me acomparnhar até lá no fim do mundo. Check-in, 14kg na mochila. E esperar. Andamos pra lá e pra cá. Tomamos milk shake do Bobs - culpa do gatchinho da covinha que me introduziu (ui!) a delicia de ovomaltine. Encontrei uma colega do mestrado no check in. Quer dizer, eu a vi, mas ela não me viu. Depois o esbaforido do Fábio chega para me levar uns euos, para entregar pro Pedro, a quem ele tinha pedido para comprar um livro. E então eu entrei para a sala de embarque. O embarque internacional é ridículo, uma salinha pequena, uma lojinha no duty-free e um carrinho ambulante vendendo chicletes, balas, chocolates e cigarros. Pobreza.

Sentei-me na primeira fileira da econômica, uma loirinha sentou-se ao meu lado. Na verdade quando eu fui sentar ela estava no meu lugar, e tipo dormindo. Eu dei um cutucão e disse que aquele era o meu lugar. Dormi parte da viagem. Adoro pedir refeição diferenciada, ela chega sempre primeiro e fica diferente dos outros. Row, row, row. O vôo foi looooooongo, saiu pouco depois da hora prevista, que era 19h05. Cheguei em Lisboa na hora, mas o relógio do avião mostrava uma hora a mais, e eu pensei que estivesse atrasada. A entrada foi tranquila, apesar da mina da imigração ter feito várias perguntas, pedido uns papéis.

Achar o lugar para pegar as bagagens foi uma tarefa interessante, andei pra lá e pra cá até finalmente encontrar a esteira. Procurei um banheiro e não achei, precisava fazer duas coisas: xixi e escovar os dentes. Não, eu não uso banheiro de avião. Peguei minha mochilinha e saí. Na saída dou de cara com um gatchinho de blusão preto, todo fofo. E uma mina louca me chamando e perguntando se eu tinha desembarcado de salvador, se não tinha um cara assim e assado no vôo, eu disse-lhe que não tinha reparado e fui ter com o Pedro. Fui no banheiro, voltei uma pessoa renovada. Então sentamos e ganhei presentes lindos e fofos: uma linda bolsa de cor meio vinho, rubi, vários pacotinhos de incenso, dois livros, e uma camiseta, todos da Inda. Ah, sim e um mini-radinho que tenho certeza que me foi dado só por ter a inscrição "smirnoff ice", como se euzinha aqui fosse alguma super bebedoura.



Depois fomos fazer o check-in, para Veneza! Lindinho, né? Passar um final de semana na cidade das gôndolas. Muito chique, muito chique. Aí fomos pra sala de embarque e ficamos esperando o vôo. Fomos, num friozão até a aeronave, de onibusinho, tá ligado? O vôo para a Itália foi looooongo, mas foi bom, dormi um pouco. Ah, sim, isso era umas 8h e pouco da manhã, horário de Portugal, 5h e pouco, horário de Salvador, 6h e pouco, horário de Porto Alegre, 9h e pouco, horário de Veneza. Sentiu o drama, né?

Chegamos em Veneza e pegamos um ônibus até a ilha. Assim, no aeroporto a latinoamericana aqui ficou sem saber se saia normalmente pela porta onde todos saiam ou se tinha que ir num outro lugar, por ter passaporte brasileiro, mesmo tendo vindo de um país do espaço schengen. Daí saí da porta mas voltei, com a consciência pesada, mesmo a porta tendo sinais gigantescos de que não se devia voltar por ali. Daí os policiais italianos disseram para eu sair. Oh oh. Fomos num trocinho de informações para saber se eu precisava de algo ou não, enfim, não precisou. Pegamos o ônibus, chegamos na ilha e fomos para o hotel. Foi super fácil de achar, Hotel do Canal, Canal and Walter, é o nome, muito fofinho. Chegando lá encontramos o Heiko e a Veronique na recepção, esperavam por nós. Então subimos, largamos as coisas e saímos para almoçar, às 14h de Veneza, 13h de Portugal, 11 de Porto Alegre, 10h de Salvador.

Andamos, os quatro, pelas ruazinhas de Veneza, passamos por praças, por pessoas, por monumentos, por canais, e chegamos num restaurante pizzaria indicado pelo livrinho guia que o Heiko tinha. De fato o restaurante era muitíssimo fofo, mas só serviam pizza após às 19h. Almoçamos bem, comi uma super salada e massa. Mais suquinho de laranja. Estava bem bom. Depois andamos um monte pela cidade. Pense na Oxford St. ou na Daslu... pois é, Veneza tem zonas com muitas lojas podres de chiques, as mais famosas marcas mundiais. Aham, fiz muitas compras, sim. Escureceu, esfriou, paramos num cafezinho e tomamos chocolate-delicioso-quente, depois fomos em busca do hotel, demoramos um tempão pra chegar lá e eu congelando de frio. Lembre que eu trazia as roupas de Salvador mais uma básica e um casaco, apenas. Aí, eu, congelada, finalmente comecei o processo de degelo ao entrar no hotel, com aquecimento, naturalmente. E senti meus ossinhos voltarem ao normal. Banhinho, colocar roupa de verdade e sair pra jantar. Fomos na estação de trem e depois muito perto dali num lugarzinho onde comi um trocinho enroladinho muito bom. Comi dois, na verdade, e foi demais.


No domingo tomamos café da manhã no hotel e foi interessante prestar atenção nas pessoas sentadas nas outras mesas: um casalsinho frances, ela com brinquinho de perola, roupinha toda certinha, carinha de francesinha; uma família inglesa, a filha meio fashion, os pais, e todos ali papeando, uns velhinhos sei lá eu de onde, e por aí vai. Saimos para um passeio de barco pelos canais. É assim, imagina Londres, com o sistema do tube, certo? Os mapinhas, as linhas e tal. Imagine Buenos Aires com o subte, imagine as linhas de ônibus no Brasil... pois é... em Veneza isso vira barco. Então tem as linhas de barco, seus itinerários, pega-se barco como se pegasse onibus, ou metrô. Engraçado, né? Tá, então pegamos e fomos dar voltinhas pelos canais. Depois descemos e passeamos a pé pela ilha, almoçamos no mesmo lugar onde havíamos jantado na noite anterior e o cara fez um chocolate quente pra mim divino. Muito bom mesmo. Quando o multiply estiver funcionando e deixar eu colocar minhas fotos lá vocês verão o chocolate. E ele foi super simpático. Eu comi um daqueles negocios enroladinhos, e chegou uma menina (espanhola, colombiana, mexicana... sei lá, algo assim) e pediu um chocolate quente. Ele fez pra ela, e eu lá, comendo meu enroladinho. O chocolate dela ficou tão lindo que eu, invejosa, pedi um igual. E ele fez. Muito fofo ele. Gostei bastante do lugar ali, e do staff.



Depois andamos, andamos, andamos, brinquei de água com espuma na Lush, paramos num cafezinho fofinho, tomei um chocolate quente, que obviamente nem chegou aos pés do outro chocolate e comi um tiramisu. Acho que os tiramisu que comi no Brasil são mais gostosos. É provável que não sejam verdadeiros tiramisus, mas são mais gostosos. A partir de agora acho que não sou mais fã de tiramisu.

Voltamos pro hotel, banho, ver tv. E o telefone toca, era o Richard, meu fofo super enrolado. Ele estava em Veneza e combinamos de nos encontrar na manhã seguinte, no aeroporto, quando eu fosse embora. Isso porque ele e sair denovo pra jantar. Comemos pizza. Uma pizza tri boa. Depois paramos num micro pub e tomei um sorvete italiano. Eu não poderia ir embora da Itália sem provar o sorvete, né? O atendente do micro pub era bem gatinho. Italianos são, de fato, gatos.

Na manhã seguinte, foi só tomar o café e partir para o aeroporto. Lá encontramos o Richard e a Bruna, irmã dele. Tomamos um café e depois partimos para Lisboa. Vôo looooongo. :-)
Chegamos em Lisboa e fomos para Coimbra, de carro. Chegamos lá à noite, acho que era uma 18h, horário de Portugal (15h horário de Porto Alegre, bla bla bla), fomos para o Ibis à margem do Rio Mondego, depois rodamos um pouco pela cidade e fomos jantar na casa da mãe do Pedro. Ela preparou uma carne que eu não sei qual é tri boa, uma lasanha para o vegetariano-mala-sem-alça do filho dela e salada. Comemos, com deireito a sobremesa dupla, frutas e ovos moles, um doce típico duma região ao norte de portugal. Tri bom, tri bom. Depois ela foi para suas classes de pintura - ela pinta, tem vários quadros lindos pela casa e eu e o Pedro ficamos vendo tv, começou aquele filme When Harry met Sally, que eu adoro. Mas não vimos todos, e fomos dar voltas pela cidade. Coimbra é muito bonita à noite, andamos muito mesmo, pra lá e pra cá, por todos os lados.

Na terça-feira o Pedro foi trabalhar e eu fui bater perna pela cidade, andei, andei, andei. Andei muito, pra cima e pra baixo. Andei de ônibus também. Fui no shopping, fui no centro histórico, fui na universidade. Primeiro eu comecei pelo centro histórico, aí entrei numa ruazinha, e fui subindo, subindo, entrei numa galeria de arte, vi uma exposição de mosaicos do não-sei-aonde, depois andei e andei, continuei subindo por ruelas com casinhas bonitinhas, bem velhinhas, algumas traziam azulejos pintados com dizeres como 'aqui viveu o escritor fulado de tal' ou 'aqui viveu sicrano' e por aí vai. As ruas com paralelepípedos, as casinhas com floreiras, bandeiras de portugal, roupas estendidas no varal da janela.

Subi, subi, cheguei na Sé Velha: linda. Depois cheguei na Sé Nova. Imponente, mas gostei mais da velha, que era em pedra, linda de morrer. O órgão da Nova, entretanto, é colossal. Então fiquei andando por entre os prédios da universidade, que é fantástica. Os adjetivos não estão sendo exagerados, juro. Fui numa exposição dentro das comemorações do Ano Mundial da Física, na biblioteca, a exposição é muito bacana, tem os periódicos com os artigos originais do Ano Mirabilis - ano em que Einstein publicou seus 'artigos que mudaram o mundo' , 1905 - jornais portugueses falando de noticias relacionadas à física, falando da ida de Einstein a Portugal, das palestras proferidas pelo Langevin na Universidade de Coimbra. Passei um tempão lá na exposição, foi muito legal. Linda mesmo.


Desci pela rua onde ficam os arcos em frente ao Jardim Botânico, um antigo aqueoduto. Entrei no Jartim Botânico, mas não andei muito por lá. E fui numa papelaria/xerox ali em frente, que tinha acesso a internet. Entrei, li uns emails, uns ois pelo msn, Eduardo, e o stress como Banco do Brasil. Peguei o telefone da Embratel para ligar para o Brasil e saí dali, liguei para mommy e pro BB. Depois passei em frente ao restaurante universitário, ensaiei uma entrada, mas morri de medo de me pedirem identificação. Desisti. Desci a rua, saí na Praça da República, fui num posto de informações turísiticas. Falei com uma menininha que parecia estudante, estagiária, ela foi simpática, me disse, basicamente, que não tinha muita coisa pra ver na cidade, e quando perguntei por um local para almoçar ela disse que eu poderia ir no rest. universitário, porque ninguém pede identificação.

Aquilo me incentivou, mas fiquei com medo de ser a brasileira que paga mico. Tá, dei uma volta na praça, fui no Correio, criei coragem e fui no restaurante. Mas não entrei, fiquei na parte de fora, onde se pode comprar lanches, e comprei uma baguete. Maravilhosa. Tri boa mesmo. Comi e fiquei uma pessoa feliz.

Depois desci novamente até a praça e resolvi pegar um ônibus. Rodei, rodei, depois desci no shopping center Dolce Vita, de uma arquitetura meio futuristica e tal. Bem bacana. Aí zanzei por lá. Logo que entrei no shopping ouvi a Adriana Calcanhoto cantando pelos corredores, meia hora depois ouvi a Margareth Menezes. O Brasil tá bombando em Portugal. :-)
Já falei das dezenas de anúncios de Trident com o Ronaldinho gaúcho como garoto propaganda? Pois.

Peguei um ônibus e voltei para a Praça da República. O ônibus da ida tinha dado várias voltas, inclusive numa parte do caminho ele simplesmente parou, as pessoas continuaram dentro, o motorista desceu, acendeu um cigarro e ficou falando no celular. Coisa de maluco. Mas depois voltou e o ônibus seguiu seu percurso. Era uma espécie de fim de linha, mas sem a menor cara de fim de linha.


Segui pela rua onde tem a praça, passei por um cinema, entrei, vi que tinha em cartaz um filme português, fiquei com vontade de assistir, mas já era tarde. Continuei, vi o elevador, o mercado público, entrei comprei umas peras numa banca. Comi. Deliciosas, e custaram 40 cêntimos. Passei pela Praça da Manga (ou das mangas?) depois na 8 de maio, onde tem uma igreja muito linda... na praça tinham uns velhotinhos vendendo castanhas, como na foto acima. Não comprei porque havia acabado de comer as peras. Depois experimentei em Lisboa, e não gostei. É um um negócio meio farinhento, não sei. Acho que acostumei com ovos e açucar. Andei ali pelas ruazinhas, comprei pilhas numa lojinha e depois segui pela rua da Sofia. Fui fui fui até ver que estava meio perdidinha. Olhei no mapinha - que a estagiária do posto de informações turísticas havia me dado e me achei, voltei um pedaço, e segui até o Ibis. No caminho fui parada por uma jovem, que me pediu ajuda para os jovens portugueses, bateu papo, falou que gostaria de conhecer o Brasil, e me levou 30 cêntimos, e eu ganhei uma fitinha - tipo a do nosso senhor do Bonfim, a quem ela inclusive fez referência, comparando as fitinhas.

Tenho poucas fotos porque estava praticamente sem pilhas na máquina, um saquinho. Ai fiquei controlando. Só fiquei tirando mais fotinhos depois que comprei as pilhas lá na 8 de maio, com um senhor bem simpatiquinho: "o que a menina quer"? É engraçado eles ficarem me chamando de menina.

Fui descansar e logo em seguida o Pedro chegou. Banho, ver tv e sair pra jantar e ir ao cinema. Fomos no shopping e eu tomei uma Sopa de Pedra, é uma sopa típica de lá. Tem loja de sopas no shopping com menus do tipo 'número 1, número 2' do Mc Donalds, então eu pedi o menu 5: refrigerante, sopa, salada. Não bebi 1/4 do refri, tomei toda sopa, nem toquei na salada. E passei mal. Era muita comida. Fomos para a fila do cimena, e eu me sentindo mal. Fui no banheiro e chamei o Hugo (vomitei, para não portoalegrenses). Fiquei me sentindo um pouco melhor. Enquanto aguardavamos a entrada na sala, fui mais duas vezes ao banheiro, e aí sim, fiquei me sentindo melhor. Registre-se que eu não devo ter vomitado mais do que 5 vezes em toda minha vida.

Assistimos um filme com a Jodie Foster, não lembro o nome, acho que é flight plan, sei lá. Tri bom. Gostei mesmo. Primeiro porque eu amo a Jodie Foster, segundo porque o filme era bom. Ah, uma coisa interessante, lá quando a gente compra a entrada pro cinema, é como teatro, as cadeiras são numeradas. Então já se compra o lugar certo. Tri, né? Depois demos mais umas bandinhas de carro por Coimbra e fomos para um pub irlandês à beira do Rio Mondego, onde tomei um Moscatel e o Pedro uma Guinness, claro. O lugar é super bonito, deve ser legal no verão, porque o frio era de doer os ossinhos.

No dia seguinte saímos cedo, o Pedro foi trabalhar e eu fui saracotear. Fiquei do outro lado do rio, comecei a andar e tirar fotos e a pilha acabou. Cruzei o rio denovo e fui comprar pilhas. Cruzei o rio de novo, andei pelas margens, e fui na tal das Quintas das Lágrimas, onde tem a Fonte do Amor, fonte dos amantes, sei lá, um negócio assim. Ai, tem uma história do tal do Pedro com a tal da Inês, mas eu nem lembro direito, nem vou contar. Pesquisem. É uma historinha de monarquia, amor, plebéia e morte. Aí, estou lá eu feliz, contente e bela, num frio matinal do caralho, o sol ainda não estava radiante, o dia meio nubladaço, e adentro eu ao matinho em busca da tal fonte. Nem uma viva alma. E eu no meio do mato. Uma trilha cercada de arvores, arbustos, mato. E começo a pensar, e se um esquartejador aparece por aqui. Não, tudo bem, estou na europa, ninguém estaria no meio do mato, a esta hora da manhã, esperando por uma vitima, no meio da semana. Aí penso que os crimes mais horrendos da humanidade ocorreram lá, na europinha. Lembro de Jack, inglesinho. Do Hitler, alemãozinho austriacozinho. Tudo gente de bem. Que fonte de dona inês o que, dei meia volta e saí de lá.

Cruzei o rio novamente e encontrei dois brasileiros, capixabas, na ponte, que estavam num momento 'eu sou turista', tirando fotos um do outro, então aproveitei e pedi para eles tirarem uma foto minha também, pra não ficar aquela coisa de eu nunca sair nas fotos.



Aí segui em mais uma sessão andar pra lá e pra cá tirando fotinhos. Parei na rua onde não passa carros e fui numa pastelaria (tipo casa de chá) e tomei um café e comi um doce lá. Ah sim, tudo que é pastelaria que eu passava pela frente eu entrava e via os doces. São tantos. São belos. São amarelos. Tudo é a base de ovos e açucar. Uma coisa super light. Aí, estou eu sentadinha e bela comendo meu docinho (pastel de tentúgal, acho) e vem uns pombos aos meus pés. Eu ODEIO pombos. Então eu dou leves chutinhos discretos para que os pombos saiam. E um imbecil na mesa ao lado pega e começa a dar farelos da comidinha dele para os pombos, daí a pombalhada toda vem pra perto. Eu dou chutinhos menos discretos mas o cara insiste no ato nojento. Entao pego meu pratinho, minha xicarazinha e vou sentar bem longe do cara e faço cara de nojo e saio resmungando, como boa futura velha que sou, 'que nojo'. Termino meu docinho e meu café e sigo na peregrinação.

O sol começa a abrir. Comecei a me dirigir ao lugar onde havia acessado a internet no dia anterior, para tentar resolver a questão do BB. Conectei, continuava não funcionando. Liguei para minha mãe no Brasil, ela não tinha voltado do banco ainda. Liguei pro BB, uma enrolação, uns funcionários incompetentes, com respostas padrão burras a la telemarketing. Irritei-me profundamente. Liguei para o cel da minha mãe, ela estava em casa, falei com ela e na real meu problema não foi resolvido. Aí decidimos chutar o pau da barraca e esperar até minha volta. Fazer o quê? Então fui almoçar. Cheguei lá no restaurante universitário, entrei na fila e fiquei a observar as pessoinhas. Cheguei ced, a fila já era grandinha. Melhor, assim eu teria mais pessoinhas para observar. Eu lá, na fila, pensando se me pediriam identificação, e então todos olhariam para mim, e eu seria expulsa, enxotada, humilhaaaaada. Mas fiquei lá, firme e forte, tentando um mimetismo. Quando cheguei perto do balcão das comidinhas fui vendo e imitando tudinho o que os outros faziam. O menino da minha frente pegou uma bandeja, eu peguei também. Pegou um guardanapo grande e colocou no fundo da bandeja, eu também. Pegou prato, talheres, guardanapo COPO. eu também. Fui fazendo tudo igualzinho. Observei que tinha uma jarra de suco de laranja - quer dizer, era meio amarelo, alaranjado, suponho que fosse de laranja. Cajá é que não seria, né. Tá. Observei que ninguém tocou na jarra. Eu também não. Mais próximo do caixa eu fiquei esticando o olho pra tentar ver o valor que todos estavam pagando, pra eu não ter que perguntar quanto era, né, bocó. 1,90. Certo, separei uma moedinha de 2 euros e fui, confiante. É um prato de comida que é servido por uma funcionária lá, tem um prato de sopa, um pão e uma fruta. Cheguei no caixa, estiquei a moedinha, ele pegou, e me deu 10 cêntimos. Eu sai rapidinho antes que ele mudasse de idéia e fui procurar um lugar pra sentar. Eu comi arroz, arroz, uma carne tri boa e salada. Sim, arroz, arroz. Quem pegou antes de mim comeu arroz e batatas cozidas, que foi depois de mim pegou arroz e batatas fritas, eu ganhei dois montinhos de arroz. Enquanto comia vi que outras pessoas traziam um pedaço gigante de lasanha no prato e muita salada. Invejei. E daí vi que tem uma outra parte do restaurante, onde servem refeições vegetarianas, e tinha até mais sobremesas. Se eu ficasse mais um dia em Coimbra certamente comeria lá. Saí de lá ali pelas 14h, quando o restaurante fecha. E fui descansar sob o sol, quentinho, numa praça ali, em frente à praça da república. Dei uma chocilhadinha.

Depois criei coragem, na verdade uma nuvem tapou o meu sol, levantei e fui subir umas escadas gigantes que têm lá, e dão para a universidade, subi e estava disposta a encontrar o Museu de Física. Parei numa barraquinha que havia lá dentro e fui comprar um refri, porque estava morrendo de sede, então eu vi uma Fanta Ananás. Achei engraçado e comprei. Tri boa, tem gosto de ananás, mesmo. E parece mais suco do que refrigerante. Andei um monte por dentro da uni e fui na faculdade de física. Clichê, eu sei. Andei pelos corredores e vi um cartaz duma palestra dum prof. dentro das atividades do AMF. Começara às 14h, já eram umas 15h, mas eu fui lá no auditório. Chego lá e vejo umas 10 pessoas, no máximo. E a porta fica bem ao lado do palestrante, em frente a plateia, então nao tive coragem de entrar. Zanzei mais um bocado por lá, vi a estrutura do curriculo dos cursos. E fiquei surpresa ao ver que eles têm mestrado em ensino de física. E então fui perguntar se tinham doutorado. Tem! Mais do que isso, doutorado em História e Ensino de Física. Perfeito, né? Quer dizer, perfeito seria se fosse História e Epistemologia e Ensino de Física. Confesso que fiquei altamente tentada a estudar lá. Andei mais um pouco, vi uns laboratórios, vi uns experimentos iguaizinhos ao do IF/UFRGS (tá ligado nos carrinhos nos trilhos de ar, iguaizinhos).


Depois comecei a descer, pelo outro lado e peguei o funicular + elevador, desci. Cheguei lá embaixo, sai do elevador e entrei denovo. Subi. E nisso paga-se por duas viagens, muito injusto. Ah, e paga-se como se fossem duas viagens de onibus. Deveras injusto. Lá em cima continuei descendo a pé e entrando pelas ruazinhas estreitas e pitorescas. Passei por um lugar que já não lembro o nome. Torre do Anto, eu acho. Era perto da Santa Casa de Misericórdia. Tem o Museu da Santa Casa, entrei, pra ver o interior tinha que pagar não sei quanto. Esquece. Aliás em Portugal tudo tem-se que pagar, diferentemente de Londres. A única coisa de graça foi a exposição esta do Einstein.

Desci, desci até chegar na rua onde não passa carro e fui prum café ali num largo cheio de mesinhas e cadeirinhas na rua. Quase em frente ondeu eu comi o doce e me estressei com as pombas pela manhã. Mas agora tinha sol. É lindo aquilo ali ensolarado. Na rua onde não passa carro tem velhinhos caminhando e conversando. Tá ligado a Rua da Praia? É isso aí. Uma coisa meio Praça da Alfândega. Só que sem as árvores.Sentei e comi um doce e tomei café. Era outro doce agora, não sei o nome. Era sempre um doce diferente. Na primeira noite a mãe do Pedro me deu ovos moles, na segunda noite o Pedro trouxe um montão de pastéis de nata (os pastéis de Belém do habibs), agora, estava eu a comer doces durante o dia.


Terminei o café e fui em busca da paragem (parada para gaúchos, ponto para baianos) do ônibus número 5. Ok. Pergunto eu prum guardinha gato. Um dos poucos gatos, diga-se de passagem. Não achei os homens lá muito bonitos. Aí ele diz que não sabe. Pergunto num ponto de ônibus prum motorista, ele diz que é só lá no Palácio da Justiça. Onde, raios, é o Palácio da Justiça - e vai dizer que você não lembrou dos Super Amigos? Eu Lembrei! Ok, entro na estação de trem, vou no guichê de informações, ela não sabe, porque não pega autocarros (ônibus). Sigo andando... muito tempo e muita pernada depois descubro que já passei pelo tal palácio, volto uma quadra grande, entro numa rua e voilá, o Palácio, o ponto de ônibus e o ônibus arrancando. Sentei minha santa bundinha e fiquei esperando. Nisto fico atenta aos papinhos das pessoas. Muito engraçado. Primeiro por ouvir o sotaque português. Segundo por ouvir umas velhinhas conversando. Hilário.
- O número XX passa lá também.
- Não passa.
- Passa, passa.
- Ah, pois passa.

É engraçado que tudo eles falam duas vezes. Por exemplo:
- Isto está errado.
- Não está.
- Está, está.

- Vocês está com sono?
- Não.
- Está, está.

- Comes muitos doces?
- Não.
- Comes, comes.

Uma eternidade depois... veio o ônibus. Peguei, andei pra lá e pra cá. Nem idéia de onde eu estava. Era noite. Peguei engarrafamento. Sim, engarrafamento numa cidade de 100mil habitantes. Até que cheguei num lugar que eu achei que fosse o lugar onde eu deveria descer. Perguntei pruma senhora se lá era a Pedrulha. E era. Eu tenho mais sorte do que juízo uma vez que nada indicava que aquele lugar fosse a tal Pedrulha. Acho que fui pelo faro. Desci. Aí perguntei prumas senhoras onde era o residencial tal. Uma começou a me explicar. A outra pegou e disse, não, eu levo a menina lá. E levou. E disse que tinha saúde, que tinha tempo, não tinha nada para fazer, e que as pessoas têm que ajudar umas as outras. E me levou. Muito fofa, né? Todos foram altamente simpáticos comigo, a exceção do palhaço que alimentava pombos dentro da pastelaria.



Cheguei na casa do Paulo, onde o Pedro estava, e fomos direto pro carro, rumo a Viseu, subindo ainda mais para o norte de Portugal. Lembro que eu até escrevi um post falando sobre a noite, que talvez tivessem escoriações, lembram? Pois. O plano era irmos patinar no gelo. Chegamos em Viseu e o trocinho do gelo estava fechado. Oh, que pena. Sem tombos. Fomos no Ibis. Lotado. Então fomos procurar um hotel, achamos um D. Duarte, perto da rua que tem um baita chafariz, bem no centrinho, bem fofinho o hotel, tri bonzinho. Eu gostei. Largamos as coisas e fomos procurar um lugar pra jantar. Fomos num hipermercado que tinha uma micro praça de alimentação - com 1 loja de sopas, 1 café, 1 casa de sanduiches. Tomei uma sopa com baguete. Depois fomos dar voltas pela cidade, andamos no centro histórico, um frio do caraaaaaaaaaaaaalho, várias construções em pedra, muitíssimo lindo. Voltamos pro D. Duarte.



Na manhã seguinte (isso é quinta-feira, pros perdidos), fomos ainda mais em direção ao norte, o destino: Porto (não, não é Porto Alegre, ainda que exista uma cidade chamada Portalegre, mas fica bem no meinho do país, mais pro leste). A Porto do vinho do Porto, tá ligadinho? Então subimos, passamos por uma cidade cheeeeeeeia de velhinhos, porque tem umas termas lá. Muito fofinho. O dia estava lindo, ensolarado. Passamos por outra cidade que não lembro o nome, e por Passo da Régua (eu acho), onde almoçamos. O menu: sopa, broa, cozido à portuguesa, vinho, sobremesa. O cozido é um pratinho bem light, umas carnes de gado, porco, frango, chouriço, linguiça, paio e umas batatinhas, cenouras e repolho. Cara, esta gente come bem. Muito bem. A comida estava uma delícia, o prato super bem servido. Eu explodiria se lá vivesse.

Continuamos no carro, pelas margens do Rio Douro. Sei que passamos por Lamego, mas não sei se isso foi antes ou depois do almoço. Acho que foi antes. Em Lamego tem no centrinho da cidade uma igreja, quer dizer a igreja não é no centro, do centro se vê a igreja laaaaaaaá no alto. Tem uma escadaria monumental. Muito grande mesmo. E linda. E tem tipo uma florestinha também, na real são uns matinhos numa estradinha que sobe, sobe, sobe, mas é bem bacana. Bem bacana. Passamos por oliveiras e eu vi azeitoninhas de verdade, em és de azeitonias (oliveiras). Agora eu acredito que azeitonas nascem de arvores e não são produtos sintéticos que já nascem em conserva. Provei uma azeitona em natura, é MUITO ruim.

Sei que após o almoço eu fiquei super bodeada, um sooooono. Também, depois de comer feito uma vaca, eu só poderia querer dormir, né? Sabe cobra quando come um boi? Essa era a sensação. Não, eu não sou cobra, e não, nunca comi um boi, mas me solidarizo com as cobrinhas e imagino como deve ser ruim a sensação, tá?



É super linda a paisagem no caminho para o Porto, fomos costeando o rio e passamos por onde podiamos ver os trilhos do trem. Portugal tem coisas surpreendentemente bonitas. E tinha um solzinho. Tava tri bom. E eu me segurando com todas as forças para não dormir e não perder a paisagem. Até que não aguentei. E quando entramos numa auto estrada, saindo da via bucólica, fui autorizada a tirar uma sonequinha, e dormi como um bebê. Depois acordei e seguiamos na auto estrada, de repente, não mais que de repente, um BMW bateu no nosso carro. Foi uma batida de leve, foi só no espelho retrovisor, mas foi uma batida, ora, o espelho voou fora. Aí o Pedritcho ficou a xingar até a 5a geração do motorista do BMW que, filhadaputamente, seguiu acelerando ainda mais. Chegamos ao final do dia em Gaia, que é tipo uma Canoas. Gaia está para o Porto assim como Canoas está para Porto Alegre, assim como Lauro de Freitas está para Salvador e talvez a melhor comparação seja, de Niteróis para o Rio de Janeiro, pois tem a poça no meio e de uma, uma vista fantástica para a outra. (pra contextualizar, é mau de professora). Dormimos em Gaia, na verdade. Bem, chegamos lá e fomos procurar a lojinha da Renault, pra tentar arrumar o retrovisor do carro da Lisa, uma amiga do Pedro. Sim, a menina empresta o carro pra ele e ele acaba com o carro da guria. Depois de muito zanzar e de pegar congestionamentos e obras e afins, encontramos a lojinha e conseguimos ter o espelho (que eles chamam de vidro) consertado. Fomos então achar o Ibis.

Banhinho, deixamos as coisas lá e fomos bater perna na cidade e jantar. Andamos em Gaia, pela beira do rio, a imagem do Porto é linda. Trocentas caves onde vendem o vinho do Porto - na parte de Gaia (a Niterói, a Niterói). Cruzamos a ponte, e andamos um pouco por ali e fomos procurar um lugar para jantar, para eu comer uma Francesinha. Não, não é uma menininha nascida na França com quem eu teria um caso lésbico, Francesinha é um prato típico da região. É outro light. É um sanduba, basicamente, mas turbinado. Uma fatia de pão de sanduiche, linguiças fatiadas, um bife, presunto (que eles chamam de fiambre), outra fatia de pão de sanduiche, um ovo frito por cima, e muito queijo por cima, derretido. Ai, joga por cima disso tudo um molho que leva vinho, várias coisas e camarão. Ah, e tem batatas fritas de acompanhamento. Basiquinho, né? O restaurante foi uma atração à parte. Duas senhoras super simpáticas, foram uns amores. E o lugar tinha uma trilha sonora bárbara, quando entramos estava tocando Aime Mann, wise up.E o vinho estava tri bom também.



Andamos pelo centro. Foi legal, mas não muito emocionante. Voltamos para Gaia, pegamos o carro e fomos para o hotel. Mas foi bom pra baixar a comida.

Na sexta pela manhã começamos a descer com destino a Lisboa. Primeiro tomamos café da manhã numa padaria perto da foz, onde o Rio Douro encontra o Atlântico. Foi legal, eu gostei. Passamos por Aveiro, uma cidade que tem uns doces muito gostosos e uns canais, um shopping chique com lojas de marcas famosas e caras e umas gondolinhas. Almoçamos lá. O almoço foi perfeito. O restaurante era, como diz um amigo meu, 'fabuloso', a comida estava ótima e o almoço foi divertido. Ah, sim, o prato: bacalhau com migas (pesquise o que é migas, eu não vou explicar tudo). Como eu comi uma mousse de chocolate e tomei um expresso, eu fiquei ligadona, apesar de ter novamente comido como uma jibóia. E aí descemos, descemos, descemos. Passamos pela Serra da Boa Viagem, de onde se tem uma vista espetacular do Atlântico (tipo quando se vê Torres lá do alto dos Aparados da Serra. Sinistro, entretanto, era ver as arvores todas queimadas, resultados dos incêndios ocorridos no verão. Uma tristeza.



Depois fomos até a Figueira da Foz e visitamos Seiça, onde tem um Convento, uma Capela e casinhas de uma única famíla, a família do Pedro. Agora eles já não mais moram lá, mas é onde moravam os avós e onde por gerações viveram os Carricinhos. Super fofo isso, né? Um lugar onde só viveu gente duma família. Imagina, anos e anos, séculos e uma única família. E a capelinha. Quantos Carriços não oraram naquela capela, templo sagrado. Toda bonitinha, octavada. Se eu fosse religiosa até teria orado.

Descemos rapidinho porque iriamos encontrar a mãe do Pedro em Coimbra, que iria com a gente para Lisboa. Passamos lá e fomos direto pela auto-estrada até Lisboa. Chegamos lá ali pelas 20h30 (horário de Portugal, né mané!). Fomos na casa do irmão do Pedro e então conheci o famoso sobrinho dele. Uma figuinha, o gurizinho é muito fofo e super agitado, tri falante, e LINDO, muito lindo. Os pais dele são lindos, em especial a mãe, tri bonita ela, e simpática. Ficamos um pouco lá e depois fomos catar o Ibis. Desta vez ficamos tipo em São Leopoldo, tipo em Camaçari, não em Lisboa. Estava louca para sair na noite lisboeta, mas eu estava muito cansada e queria descansar um pouco. Dormi.

Na manhã de sábado subimos para Sintra, um lugar perfeito. Muito, muito, muito lindo. Pena que chovia, aliás chovia desde sexta, quando chegamos em Lisboa. Achei Sintra uma cidade de conto de fadas, e com um bruxo mau: o garçom do café Paris, onde tomamos café da manhã. E eu odiei o garçom. Odiei, odiei, odiei. Mas o café era lindo. Depois descemos para outras cidades que não lembro o nome, passamos por onde o Luiz Felipe Scolari, atual treinador da seleção nacional portuguesa, mora. Bem, Pedro, depois, por favor, corrija e complete nos comentários as minhas falhas de memória.

Voltamos então para Lisboa, seguimos pela beira do Rio, o monumento do descobrimento, e mais uns outros prédios, monumentos. Não morri de amores por Lisboa. Achei tudo longe, e até meio sem graça. Ai, não sei.

Fomos na Fundação Gulbenkian, onde comprei uns livros que eu queria. Muito baratos, e ganhei 30% de desconto por ser estudante. Fiquei muito feliz.

Depois fomos almoçar no shopping, num lugar que eu realmente não gostei. Muito sem graça. Dica: quando for a Lisboa e alguém te chamar para ir até o Oriente, fuja! O almoço estava bom, sopa de pedra, mas meia porção. Depois tomei um sorvete Hagen Dasz. Amo esse sorvete, mas não estava tão bom. Não sei. Não tinha nem o mesmo sabor de um Hagen Dasz na praça numa tarde de verão em Amsterdam, nem o sabor do Hagen Dasz no centro de Londres, pós pub, com o Patrick, tampouco da sobremesa saboreada no Iguatemi em São Paulo. Sabores, sabores.

À tarde demos voltas pela cidade, foi legal. Fomos na Fnac, comprei o livro da Sarah, mas não vi os Ipod. O lugar parece bárbaro, lembrei-me da Livraria Cultura e do quanto gosto de passar horas lá dentro. Escolhas. Andamos, andamos. Choveu quando estávamos no bairro alto, então entramos num café, tipo uma casa de chá: linda, linda, linda, de uma arquitetura invejável, os detalhes internos eram deslumbrantes. Bem pequeno o lugar, e lindo. Pegamos um funicular e descemos, andamos de volta até o estacionamento e fomos pro hotel.



Jantamos pertinho do hotel, na estação de serviço, comi meia baguete, tri boa, com omelete dentro. Estranho. Depois saimos para Lisboa para os embalos de sábado à noite no bairro alto. Cara, muito congestionamento, incrível. Adorei ver movimento de gente, de ver um monte de bares e várias gentes. Andamos pelas ruas. Passamos por um bar onde rolava um pagodaço, dos ruins, e o lugar bombaaaando. Fomos prum bar, tomei um Moscatel. Fiquei louca pra fazer um tour pelos bares, uma coisa meio Ibiza. Depois decidimos ir embora e choviiiiiiia. Então ficamos mais um pouco. Até que resolvemos sair, chovia menos. Mas chovia. Como estacionamos um pouco longe, tinhamos que andar, a sorte é que era só descida. Só que pegamos a descida errada, e estávamos indo pro lugar errado, tivemos que voltar tuuuuuudo, subir e descer denovo. Apesar da chuva e de subir e descer, eu me diverti, gostei de andar por ali, gostei da noite no bairro alto em lisboa, e repetiria a noite igualzinha, com chuva e tudo. Meus pés estavam encharcados, meu jeans molhado, e pra mim estava bom.

Paramos num trailler e pedi um sanduiche tipo churrasco grego. O trailler era duns brasileiros. Cheguei feito pinto molhado no hotel, tomei banho e fui arrumar a mochila. Acho que fiquei até às 2h ou 3h da manhã fazendo mochila. É, acho que fui dormir às 3h. Acordei cedinho no dia seguinte, tinha que estar no aeroporto às 8h. Tomamos café no hotel e fomos direto pro aeroporto. Fila. Check-in. Sala de embarque, anda pra lá, pra cá. Fui no banheiro, me olhei no espelho e vi que estava sem meus brincos. Meus brinquinhos pequeninos (de prata) e que eu tanto gosto. Esqueci-os no Ibis. Droga. Liguei desesperadamente para o Pedro. Liguei usando moedinhas de euros. Liguei através de operador. Liguei a cobrar. Liguei de todas as formas possiveis. E nada. Tudo bem, trago lindas recordações de Portugal, e deixo meus lindos brincos. Cada um fica com um pedacinho.

quarta-feira, novembro 16, 2005





Um milhao de andadas em Coimbra ontem, almoço em restaurante universitario, um baguete maravilhoso, um medo de ser pega sem a carteira de estudante. Andanças, andanças. Janta tipica: sopa de pedra. Caiu-me como pedra, doeu-me o estomago fortemente, vomitei. Eca. Cineminha no shopping futuristico, filme tri bom com a judie foster, flight plan eu acho que eh o nome. O teclado portugues eh diferente.

Bem, hoje eh meu ultimo dia em coimbra, seguirei para o norte. Os planos para hj a noite prometem. Depois eu conto se terei muitos ou poucos hematomas. ;-)

Era isso.

terça-feira, novembro 15, 2005

Em Coimbra






Depois de um final de semana na linda Veneza, estou em Coimbra, nao menos linda.
Velah Se´ Nova Se´, uma exposiçao sobre Einstein pra deixar o Fabio morrendo de inveja, livrarias, ruazinhas de pedra, subir, subir, descer, Jardim Botanico, Faculdades e Faculdades, a Universidade de Coimbra eh muito bonita. Casinhas fofas, pessoas fashion. O rio. E pouquissimas fotos, estou praticamente sem bateria na maquina.

Noticas novamente quando der.

sexta-feira, novembro 11, 2005

Pois, pois



Today's fortune:
Everything will now come your way


Em menos de 10h embarco para além-mar. Ouvir fado, beber vinho, comer pão com azeite e chorar no cantinho.

Ainda não fiz a mochila, tenho várias coisas para arrumar, mas deixo aqui meu ciao. Amanhã, nas gondolinhas, não prometo pensar em você, caro leitor, mas pense em mim, tá?

Eu volto.

quinta-feira, novembro 10, 2005

quarta-feira, novembro 09, 2005

Correria, correria

Today's fortune:
You will travel to many places


Você pode não acreditar, mas eu creio! A cigana do orkut não erra!

A minha semana aqui em Salvador está muitíssimo louca. Sem noção. Não tenho tempo, estou numa correria maluca, tudo tem que ficar pronto até 15h30 de sexta. Às 16h saio para o aeroporto: Portugal, lá vou eu.

Tenho mais sorte do que juízo, na volta de Maceió tive a sorte de encontrar no aeroporto um casal de professores do IF que também tinham ido pro evento e pegaram o mesmo vôo (eu juro que ia escrever ônibus, é foda ser pobre, né? Isso fica entranhado) que eu, e daí me deram uma carona até em casa, já que moramos no mesmo bairro. Tri.

Além da super carona que ganhei do meu cicerone-alagoano-tri-gatinho para o aeroporto lá em Maceió. Ah, sim, os últimos dias lá foram legaizinhos, li, vi tv, nadei e fui ver artesanatos, achei tão lindo o tal do filé, um artesanato típico de Alagoas. Desde antes de ir pra lá tinha visto no cartaz do Encontro e gostado. Acabei comprando umas coisinhas, recuerdos, recuerdos.

Não estou com paciência pra atualizar o blog. Estou atolada em papelada para a alfândega, e ainda tenho que participar do Seminário de Pesquisa e Pós-Graduação da UFBA esta semana, amanhã faço apresentação em painel, na sexta, apresentação oral. O problema é que o horário da oral é 17h20 e meu vôo é 19h, ou seja, tenho que estar no aeroporto às 17h. Ele fica longe da civilização. Isso é um impasse. Fora que tenho que trabalhar, fazer coisas da pesquisa, etc, etc. Minha casa está uma zona total, malas semi-desfeitas, malas por fazer.

Aliás, vou fazer a mala pra PT agora.

Ah, calma, tenho uma novidade bem legal: ganhei um cd e um dvd de presente da Adriana, uma amiga minha lá do RS e que mandou um presentinho da minha lista aquela do Submarino. Faz anos que não vejo a Adri, desde antes de eu vir pra Salvador. Fiquei muito feliz. A encomenda foi lá pra minha casa antiga, e eles me ligaram avisando que tinha correspondência lá pra mim, achei que fosse conta pra pagar.

Tá, agora fui.



sexta-feira, novembro 04, 2005

Saudades de casa





Neste caso, leia casa como Salvador.
O Encontro de Físicos do Norte e Nordeste terminou. Ainda bem. Foi exaustivo. Agora restam-me dois dias na capital alagoana, mas espero logo pelo domingo. Vim com um livro, volto com 8, isso se não comprar mais algum. E com um lido. Isso se não ler mais um no final de semana, que será dedicado à leitura e assistir tv. Se tiver chances, piscina. Hoje fui para a piscina, repetir o feito de ontem, à tardinha, quando vi o por-do-sol e nadei pra lá e pra cá na piscina diminuta, relembrando minhas aulas. Hoje tentei fazer o mesmo, mas a piscina encontrava-se infestada de crianças. Saco. Desci pro quarto e li. Depois apaguei, dormi. Acordei, li denovo. Assisti Law and Order SVU. Li mais um pouco. Agora vou comer tapioca, como todas as noites. Tapioca com queijo, a janta de sempre. Enjoei, até, mas eu gosto. Quase tudo que tem queijo é bom. Se tivesse alho fritinho, seria ainda melhor.

Um jangadeiro assediou-me hoje para um passeio amanhã para as piscinas naturais, acho que não vou. Treze reais. Não, não penso em não ir pelo preço, mas pela não graça do passeio, mesmo. Estou um pouco saturada, já que andei por vários lugares, andei muito por aqui, fui em todos os mirantes da cidade, essas coisas.

O computador acabou de dar uma travadinha, estou no pc do hall do hotel. Vou enviar o post duma vez, antes que trave, como sempre.

Se eu não tiver sono durante a madruga é bem capaz de eu descer aqui pra fazer porra nenhuma online, e de graça.


quarta-feira, novembro 02, 2005

Notícias do front XXXIV: mega rápido





Acordei 5h50, fui pra piscina ler jornal, tomei café da manhã, fui nadar (na piscina). Pergunta, por que eu não nadei ANTES do café, não é? Bem, porque a piscina estava na sombra e água ficava gelada, só depois veio o sol. Depois desci, tomei banho, roupitcha, ônibus, mini-curso. Ah, sim, preciso dizer que comi um monte no café da manhã. Tá, depois não assisti uma palestra chata e fui dar voltas pelo centro mais-do-que-deserto da cidade, no dia de Finados. Andei, muito, muito, muito, pra variar, passei por um cemitério, passei por uma feira, feira, com frutas, verduras, carnes e aquele cheiro característico, uma feira de bugigangas e produtos roubados. Por um lugar bem trash, que me levou até o Mercado de Artesanato da cidade. Olhei coisinhas, fui comprar um negócio e não aceitavam cheques. Sinto muito. Não comprei. Voltei para o evento, almocei, depois mini-curso, mesa redonda. Ônibus, hotel, banho, e fui para a abertura da outra parte do evento. Não tecerei comentários sobre o quanto me irritei pela falta de respeito destinada a parte de ensino. Revoltante. Saí de lá há pouco, são 23h40 agora, antes de vir pro hotel passei nas barraquinhas de tapioca. Estou morrendo de fome, agora vou subir, comer, banho, cama. Amanhã tenho que estar às 7h30 pronta, café tomado, piscina nadada - se eu tiver forças. Estou muito, muito cansada. Amanhã é a minha apresentação do poster. O dia será longo.

No mais, eu amo ser mochileira, putz, andei muito, conheci muito desta cidade. Maceió merece ser caminhada. Fica a dica.

terça-feira, novembro 01, 2005

Deu, né?





Pronto, já posso ir pra casa. Já vi um monte de coisas de Maceió, já andei até não querer mais, já vi praias - literalmente -, já assisti palestras, mini-cursos, ai, deu, cansei.

Estou cansada hoje. Aliás, voltar do local do evento para o hotel me cansa, o ônibus tem um trajeto absurdo. Não acredito que seja só esse o possível. Eu dou uma volta gigantesca pela cidade inteira, quando estou relativamente perto, evento-hotel. Inferno.

No mais, tudo bem. O mini-curso que começou hoje e termina amanhã foi ótimo, muito importante para mim. Já valeu a viagem.

segunda-feira, outubro 31, 2005

Notícias do front IV: o que é bom dura pouco





Ontem foi bem legal, eu sai do cyber, perguntei pro menino onde era a praia e ele disse, é só andar nessa rua e eu estava há duas quadras da praia: viva meu senso de direção. Perdida mas não tanto, viu só!!! Depois segui pela praia, comi um beiju e fui-me pro hotel, banhinho e cama.

Hoje começou o Encontro. Hoje era às 9h. Amanhã é às 8h. Estou cansada, o dia foi cheio, primeiro tive que achar o lugar. Aliás, descobri que passei muito perto ontem. Definitivamene meu senso de direção não é dos piores.

Na hora do almoço foi servido um rango a la estivador no próprio cefet. Comi. Depois fui andar pela cidade atrás de uma agência dos Correios, achei. Tirei as fotos da Catedral da cidade, e conheci parte do centro. Tudo isso em pouquissimos minutos, já que tinha levado mais de uma hora no tal almoço (pense no tamanho da fila!).

No mais, o dia foi bom, mas estou bem cansada. Vou comer alguma coisa e ir dormir. Na verdade não tenho fome, mas vou comer algo. Uma tapioca. Meia seria melhor, na verdade.

domingo, outubro 30, 2005

Noticias do front III: Como se perder numa cidade pequena




Maceió é uma cidade fofa, pequenininha, quase minúscula. Tá, minúscula, não, senão os nativos ficarão ofendidos, mas é bem pequena e mais do que isso, parece cidade do interior. Hoje à noite saí do hotel, noite... bem, eram umas 18h, mas isso aqui já é noite, pois escurece ainda mais cedo do que em Salvador. Então saí do hotel, dei uma passada novamente pela feirinha de artesanato - porque não estou vendo todos stands de uma vez, assim eu tenho uma "programação" certa para os momentos de tédio. Tá, continuando, saí do hotel, passei na feirinha e depois resolvi caminhar, a esmo. Só que esmo é muito chato, então resolvi encontrar o Cefet, local onde tenho que estar amanhã às 9h da manhã. Beleza, vamos tentar achar o Cefet. Saí caminhando, eu olhei um mapa turístico, pra ter uma noção de onde era, e saí andando. Além disso, o meu amigociceronetricalminho alagoano já tinha me mostrado onde era, só que de carro, portanto eu já até "sabia" onde era. Tá. Lá fui eu, né, "abanar as tranças" por aí. Belê. Andei, andei... passei por várias ruazinhas... passei por muitas igrejas, passei por alguns postos de gasolina, passei por uma lan house, passei por uma fábrica de sei-lá-o- quê (acho que era farinha), passei por um viaduto, passei por uma ponte, mas não atravessei, passei por uma escola grande, passei por um posto da polícia, e por barzinhos, e por gente sentada na rua e conversando, e por gente passeando com cachorros, e muitas e muitas casas, e achei a cidade apaixonante. É uma cidade com cara de cidade. Uma cidade com casas simplesinhas e casa chiques, porém totalmente diferente do favelão que é a capital baiana. Muito diferente mesmo. A cidade é relativamente plana, tem uma parte alta e uma baixa, mas pelo menos por onde andei tudo era planinho. Vi muita gente andando de bicileta, pais com crianças. Não, é sério, vi muita gente andando de bicicleta. Vi pessoas deitadas dentro de casa, vendo televisão, no sofá, com a porta aberta. Vi gente molhando a grama. Sabe? Coisa de cidadezinha mesmo. E andei horrores, muito, muito, horas e horas. E me perdi. E fiquei completa e absurdamente perdida. E não me senti insegura por andar ora por ruas desertas, ora por ruas escuras. Achei a cidade relativamente segura. Ao menos não me dá uma sensação de insegurança. Agora, perdida, vi este cyber cafe, entrei, 2 reais a hora, então sentei minha rica bundinha aqui para descansar e escrever. Sim, ainda estou perdida, não sei para que lado fica o mar, mas tenho fé, eu vou encontrar. Na pior das hipóteses, eu peço informação.

Hoje conheci parte do litoral norte de Alagoas (ontem fomos para o sul, conheci várias praias e não lembro o nome de várias, lembro de Barra de São Miguel, Gunga, do Saco... almoço em Massangueira - ou algo assim). Almocei no Bob´s e finalmente entrei para o clube dos apreciadores do milk shake de ovomaltine do Bob´s, o negócio é bom, de fato, mas muito grande. Da próxima vez peço um pequeno (experimentei o médio). Falando em comida, acho que, assim que eu encontrar o 'caminho de casa', vou comer uma tapioca com queijo. Bem, são quase 10pm, vou-me embora.

Ah, hoje falei com o Pedro, que está de volta a Europa, vai ficar ainda na Alemanha, antes de voltar para Portugal. A aventura indiana terminou sem grandes problemas, ainda bem. Outra coisa... hoje encontrei uma professora lá da Física da Ufrgs no hotel. Ela vai dar um curso no Encontro de Físicos do Norte e Nordeste, que começa amanhã. Sim, ou tu achas que eu vim aqui pra passear! Concidência estarmos no mesmo hotel, né?

Sobre o hotel? É bem bom. A cama é uma delícia, tem tv com Nickelodean, Gnt e Universal Channel, o que me garantiu maravilhosas horas de Law and Order hoje. O café da manhã também é tri, só ainda não experimentei a piscina, ontem fui lá mas estava cheia.

Tá, deixe-me achar o rumo de 'casa'.

Beijos.



Novidades do front II





Ontem o dia foi muitíssimo bom, conheci várias praias do sul de Alagoas, almocei camarõezinho crocantes num lugar muito lindo. Andei, andei, andei pela orla em maceió. E fui num lugar chamado Beagá café, bem fofo. Um clima meio Cidade Baixa (porto alegre). Tomei várias chachaças lá, literalmente. E depois vim dormir. Ah, sim, passeei numas feirinhas de Antiguidades.

Post rápido, tenho que sair do micro.

sábado, outubro 29, 2005

Novidades rápidas do front: bichinho raro





Ontem fui no shopping Iguatemi aqui, almocei lá. Fui, na esperança de encontrar um restaurante natureba para almoçar. Não achei. Apenas os restaurantezinhos típicos de shopping. Isso eu não queria, acabei comendo no Mc Donalds, me senti A viajante pobre internacional (pq mc donalds só é barato no exterior). Comi um hamburguer duplo, refrigerante e sundae (R$ 4,99).

Andei pelo shopping, descobri o filé - artesanato típico de Alagoas - e conversei bastante com a menina do guichê de informações turísticas, uma graça, ela. Estou me adaptando ao sotaque, onde eles falam o t e o d puros, sem o som do tc ou dj (sim, porque nós falamos leitchi, né? Eles falam leiti, dia, ao invés de djia.

Andando eu no shopping um cara ficou me olhando, mas eu me fiz de louca. Aliás, muitas pessoas me olhavam no shopping, eu me achei A estranha. Daí esse cara no shopping, depois, quando eu estava conversando com a menininha do guichê de informações turísiticas, chegou pra mim e perguntou: "você é baiana?", eu disse que não, que era gaúcha, mas juro que hesitei na hora de responder. Porque do jeito que ele me encarou antes e como veio depois falar comigo, achei que pudesse ser alguém que tivesse já me visto em Salvador e estava apenas surpreso por me ver em Maceió. Não, não estou perdendo minha identidade - seja ela qual for. Bem, daí o cara estendeu a mão, me cumprimentou e me deu os parabéns (sei lá eu porquê!).

Sei me percebi um ser estanho em Maceió. Depois, falando com meu amigo alagoano, leitor deste blog, e portador de uma cabeleira black power, ele disse que deve ser por causa das trancinhas, já que é raro aqui alguém de tranças. Ele disse que mesmo ele, pela cabeleira, é muito observado por aqui. Que cousa, não?

Estou achando divertido.

Hoje acordei às 5h. Sempre acordo cedo em lugares 'estranhos'. Depois conto do dia, se vi ou não os mares verdes.

sexta-feira, outubro 28, 2005

Maceió, AL





Oi, post rapidinho só para avisar que cheguei em Maceió hoje e que o mar é lindo. E que esta tudo bem, so far.

Assim que der mando notícias. Estou usando uma internet gratuita (e limitada) do hotel (que é bem legalzinho).

O mar é lindo, lindo, lindo... verdinho. Viu, Raquel?

domingo, outubro 23, 2005

Testezinhos para uma tarde de domingo



Como você opera, age, frente aos seus objetivos e desejos:
Põe de lado as suas ambições e abre mão do desejo de prestígio, pois prefere não se afobar, e cultiva seu anseio de conforto e segurança.

que compensar o que sente ter perdido, vivendo com exagerada intensidade; acha que assim pode libertar-se de todas as coisas que o oprimem.

Suas preferências reais:
É inseguro. Busca raízes, estabilidade, segurança emocional e ambiente que proporcione maior tranqüilidade e menos problemas.

Necessita de paz e tranqüilidade. Deseja um cônjuge amante e fiel, do qual possa exigir consideração especial e afeto incondicional. Se essas exigências não são satisfeitas, é capaz de se afastar e isolar-se de todo.

Sua situação real:
Egocêntrico; ofende-se, portanto, com facilidade.

Sente que não está recebendo o que merece e que não há ninguém de que possa esperar simpatia e compreensão. Emoções contidas fazem com que se ofenda facilmente, mas compreende que deve conformar-se com as coisas como são.

O que você quer evitar:
Interpretação fisiológica: Recusa-se a descontrair-se ou a ceder. Mantém o esgotamento e a depressão afastados pela atividade . Interpretação psicológica: A situação ou relação atual é insatisfatória, mas sente-se incapaz de alterá-la criando senso de participação de que precisa. Reluta em expor sua vulnerabilidade e, portanto, continua resistindo a esse estado de coisa, mas sente-se dependente da ligação. Isto não só o deprime como o torna irritadiço e impaciente, provocando considerável inquietação e o impulso para fugir da situação materialmente ou pelo menos mentalmente. Sua capacidade de se concentrar pode sofrer. Em suma: insatisfação inquieta.

Interpretação fisiológica: Tensão e ansiedade devidas a conflito entre esperança e necessidade, seguido de desapontamento intenso. Interpretação psicológica: O desapontamento e as esperanças irrealizadas têm dado origem a uma incerteza angustiante, enquanto duvida de que as coisas melhorarão no futuro, o que o leva ao adiamento de decisões essenciais. Este conflito entre esperança e necessidade está criando considerável pressão. Em lugar de resolvê-lo, enfrentando corajosamente a tomada da decisão essencial, é capaz de empenhar-se na busca de trivialidades como meio de fuga. Em suma: Vacilação causando frustração.

Seu problema real:
Ansiedade e insatisfação contínua, quanto às circunstâncias ou quanto aos fracassos emocionais, têm provocado grande tensão. Procura fugir a elas através de atividade intensa visando ao êxito pessoal ou a experiências diversificadas.

O desapontamento e o temor de que não vale a pena formular novas metas têm levado a tensão e ansiedade. Deseja ter contato adequado com outros e campo de ação para evoluir, mas sente que suas relações são vazias e que não este progredindo. Reage com uma atividade intensa e zelosa, destinada a alcançar suas metas a qualquer preço.

Faça o seu aqui.

quinta-feira, outubro 20, 2005

Meninices





Na terça fui pagar o aluguel, tinha ido na segunda, mas era feriado do dia dos Comerciários aqui. Nem sabia que isso existia. Perdi a viagem, na segunda e fiz papel de palhaça. Bem, na terça decidi que eu precisava profundamente de uma saia jeans, então fui ao Shopping, que era no caminho da imobiliária, claaaaro. Comprei uma bermuda, duas calças jeans, duas blusinhas tipo bata-que-todo-mundo-usa, aliás, três: uma branquinha fofa, uma estilo roupa indiana, outra preta, parecida com uma que já tenho, só que a que eu tenho é brilhosa e tal, esta outra é de algodão, mais básica, dá para usar diariamente. E comprei uma blusinha estilo pólo também. Ah, sim, um par de meias brancas curtinhas, aliás, preciso de mais 4, mais uma bermuda e blusa de ginástica. E . E tudo em várias vezes em diferentes cartões. E como eu vou pagar eu vejo depois. Comprar faz bem. Tá, não para alguém com um saldo bancário como o meu, é verdade...

Hoje, finalmente, fiz mão e pé. Como pude estar tanto tempo sem esmalte nas minhas lindas unhas. E fui num salão que não tinha ido ainda. Gostei. Até prometi que volto lá. Como o esmalte já estava no fim e minhas pequenas unhas gastam muito produto, a menina já separou para comprar mais. Espero que compre mesmo, porque voltarei. Ela faz direitinho, e nem pegou num alicate. Odeeeeio que tirem a cutícula. Sei que minha amiga Flávia não gosta, mas sim, estou com as unhas longas, pra variar. :-p
Como diz a Su, fazer as unhas faz bem, também.

No mais, trabalhei menos na dissertação esta semana, por outro lado fiz coisas de rua, almocei na Sarah, e até dormi! Já comentei que ando dormindo super pouco? Hoje eu fui na academia pela manhã, depois fui assistir aula de um estagiário, depois fui pra universidade, depois fiz as unhas, depois voltei pra uni, reunião com minha orientadora, banco, vim pra casa, lavei louça, fiz almoço, comi, vi emails e deitei, vi dois episódios de Wonder Years e apaguei. Apaguei mesmo. Acordei às 17h. Aí vi que tinham 6 chamadas não atendidas no meu celular, e mensagens pipocando no MSN. O Pedro foi pra Índia ontem, disse que está gostando, pena que não cheguei a falar com ele ao telefone. O cel estava no silencioso, desde a hora em que assiti a aula do estágio.

Minha mãe ligou ontem. Tadinha. Conversamos, conversamos. Amanhã tenho dentista. Tenho um almoço, uma reunião às 14h e dentista às 16h. Aula de jump às 17h. Depois vir pra casa e trabalhar o findi na apresentação do trabalho de Maceió.

Ah, já me ia esquecendo: comprei uma saia jeans. ;-)

domingo, outubro 16, 2005

Wallpaper blog


Do pânico dissertativo do Simpson, para a desilusão comigo mesma.


Inconseqüências




O dia poderia ter terminado simplesmente como mais um dia mais ou menos. Mas não, eu resolvi tentar conhecer o pessoal da comunidade Mochileiros na Bahia. Foi ridículo, eu fui, não vi ninguém. Digo, vi muita gente e não fazia idéia de quem fosse quem. Meu nariz continua contra mim, continuo lacrimejando e me sentindo doente. E fui para algo que eu já sabia que seria uma indiada (programa de índio). Até vi o pôr-do-sol, com um lencinho na mão. E caminhei de volta pra casa. A caminhada estava boa, fui pensando na vida e em como tenho amigos legais, como minha mãe é fofa, como eu estou fazendo tudo o que eu queria para mim e fui ficando alegre, até que comecei a espirrar, e só parei quando estava quase chegando em casa. O que me deixou desanimada novamente. Até aí tudo bem, o dia mais ou menos seguia. Felicitações amigas no orkut, telefonemas inesperados, o dia estava bonzinho. Fiz um almoço gostosinho, uma janta gostosinha. Mas não, não poderia terminar assim, né? Eu tinha que inventar de bater papo. E estava tudo legalzinho até. Mas eu não me aguento, eu tenho que buscar algo que eu sei que eu não vou gostar, que vai me levar para um caminho que sei que me fará mal. E ai eu fico assim, just feeling miserable. E pensando e pensando. E entro na fatídica montanha-russa de sentimentos que eu sou. E me faço promessas. E o telefone toca, e toca denovo. E não sei porque todos esperam que eu esteja alegre, feliz e contente e fazendo vários festejos na data de hoje. Ou em qualquer data. E me enche o saco que de mim esperem o bom o humor, o hálito fresco, a compreensão suprema. Hoje eu cheguei a conclusão que tenho a vida que eu queria e que sou muito feliz. Hoje eu cheguei a conclusão de que minha vida é uma merda e, pior, nunca poderá não sê-lo, que eu não tenho perspectivas de ser feliz. Haverá quem venha bem-humoradamente e diga que é crise de idade, rirei e farei pilhérias. Como sempre. Tentei assistir Adeus Lenin hoje à tarde, mas a gravação do Francis tem problemas. Assisti Harry Potter e a Pedra Filosofal à noite. Finalmente. Ontem bebi Martini para acompanhar a Luana, anteontem bebi Smirnoff Ice para acompanhar a Vera. Se não engordasse tanto, eu seria alcoolatra, de certeza. Se eu não fosse asmática, nem tivesse amigdalite crônica, tampouco detestasse fumaça, eu seria fumante.

sábado, outubro 15, 2005

Inferno astral chegando ao fim





Meu ouvido dói, meu nariz está congestionado, tenho coriza, dormi mal pra caralho esta noite (sim, sou desbocada. Me deixa, eu tô doente).

Aí passei o dia entre tentar dormir alguma coisa pela manhã e tentar arrumar um artigo pro Enpec durante parte da manhã e da tarde. Coloquei o celular para despertar às 17h: eu tinha que limpar a casa. Às 18h o Fábio, a Vera e a Roberta viriam aqui em casa. Acho que ali pelas 18h30, 19h, chegaram o Fábio, a Vera, e a irmã do Fábio, Luana. A Vera fez um rocambole pra mim. Lindo, não? Pô, agora que lembrei que não tirei fotos. Eu estava tão áerea, na verdade. Meu olho não deu trégua. Tampouco o nariz. Ah, sim, da garganta até estou melhor.

Na Delicatessen (é como o pessoal aqui em Salvador chama padaria aqui) que tem quase aqui na frente de casa tem uma baiana de acarajé, então a Vera e o Fábio foram lá e trouxeram acarajés e abará, vatapá, salada. Comemos. Depois o rocambole. E descobrimos que não é uma baianA de acarajé e sim um baianO.

Depois fomos assistir um DVD do Chico, abri meu segundo DVD do box (de 3). Não, Eduardo, não é Chico Anysio, é Chico Buarque: o gostoso, lindo, maravilhoso. Meu caro amigo, foi o DVD. O outro, já aberto, é À flor da pele. Agora falta só o Vai passar.

Apesar da minha indisposição o dia inteiro, a noite foi boa e acabei rindo muito. Pena que a Roberta não veio. Roberta é uma colega fofa do mestrado.

Tenho boas notícias, talvez a Raquel vá comigo para Maceió!!! Estou torcento muito para ela ir.

Ah, importante, lembrem-se que aqui na Bahia não tem horário de verão.

É, é, amanhã, supostamente, termina meu inferno astral.

sexta-feira, outubro 14, 2005

quinta-feira, outubro 13, 2005

Aniversários modernos...



Dia 30 de setembro - Dia da Secretária
Sim, eu sou secretária de formação, com registro e tudo.

Dia 12 de outubro - Dia da Criança
Sou eu, sou eu!!!

Dia 15 de outubro - Dia do Professor
Sinhêeee, professorinha Kate, e Física é o que há!

Dia 16 de outubro - Meu aniversário
Sim, sou libriana 'da gema'.

Não achas que são datas oficiais o bastante para eu ganhar presentinhos?

Por isso eu criei uma listinha básica de presentes, é só escolher um, clicar, comprar, e eu recebo na minha casinha, com um cartãozinho teu. Adoro a modernidade. Tem opções para todos os bolsos. Considerando que eu só tenho amigo pobre, eu tive que pensar em possibilidades "modestas". Entretanto, caros amigos, favor arranjar um trabalho que pague melhor, uma mega sena acumulada, ou cônjuge rico(a) para o próximo ano, tá?

Além disso, claro, minha casinha estará aberta no sábado e domingo com comes e bebes para quem quiser vir me trazer presentinhos ao vivo. Sim, se for só pra comer, nem vem. Tá, pode vir também pra me dar uns bêjo.

terça-feira, outubro 11, 2005

sábado, outubro 08, 2005

Sorria, você está na Bahia



Today's fortune:
You are kind-Hearted and hospitable cheerful and well liked



A cigana acertou!
Hoje acordei tarde, tomei café com o meu super bolinho, lavei roupa, limpei a carne, coloquei o feijão no fogo. Sei que resolvi ir buscar a Diaja no aeroporto. Aí saí correndo e fui. Ah, sim, quem é Diaja, né? É a menina dinamarquesa, de 19 anos, que chegou hoje em Salvador e está hospedada aqui em casa. Ela é do Hospitality Club e pretende ficar em ssa por 1 ano. Não, não 1 ano aqui em casa, né? Aqui, só alguns dias, na chegada, e até procurar um lugar pra ficar.

Eu saí e deixei um bilhete com o porteiro e uma cópia da chave, como eu não tinha ficado de buscá-la ela poderia chegar e eu ainda estar na rua, ou seja, haver desencontro. Peguei o busum e segui, contemplando uma vista maravilhosa da orla de Salvador. O dia estava lindo, um sol, uma brisa. Cheguei no aeroporto, 1h depois, e falei com o taxista para, se uma menina loirinha viesse com um bilhete para ir para a Federação, era para ela esperar ali mesmo, e fui para o desembarque. Tudo o que eu sabia é que ela chegaria às 11h45. 11h45 eu cheguei no aeroporto.

Saiu uma menina da sala de desembarque e achei que fosse ela, mas estava acompanhada. Aí eles sairam e abraçaram uma outra mulher, que os esperava. Achei que não era ela, então, mas ainda assim fiquei cuidando. Olhei que tiraram um papel de dentro da mochila e a mulher que esperava ficou olhando. São minhas instruções, pensei eu. Intervi e perguntei se ela era a Diaja. E era. Bem, o carinha ela conheceu no avião, do Rio pra Salvador, e já conseguiu uma carona com ele. Aproveitamos a carona.

Aproveitando que eu estava no aeroporto, fui pegar minha passagem na TAP. Ah, sim, eu não comentei que vou pra Portugal, né? Pois, irei. Cheguei no balcão da TAP e... ninguém. Nem uma viva alma. Fui no quiosque da Infraero e descobri que só tem gente lá na hora do vôo. Barbada, não?

Viemos de carona e os donos do carro resolveram parar no Rio Vermelho para um acarajé. A dinamarquesa foi então introduzida à culinária local. Depois de um bom tempo, deixaram-nos em casa. Então terminei de cozinhar meu feijão e conversamos um pouco, e olhamos fotos, e almoçamos... e o Fábio ligou às 17h: o lançamento do livro da Roberta, uma amiga nossa. Então fomos. Chegamos lá às 17h40 e estava quase começando.

Eu havia contatado uma menina do Hostpitality Club aqui de ssa para passear com a Diaja, uma vez que eu não teria tempo para fazê-lo, em função da dissertação. Então a menina foi e nos encontrou lá no lançamento do livro. As duas sairam para passear.

Fiquei lá batendo papo com os coleguinhas de Mestrado e depois a Vera e o Fábio me escoltaram até o BB: eu não tinha um puto tostão, senão um real, no bolso. Depois eles foram para a casa dos pais do Fábio e eu vim pra minha casinha.

E foi isso meu sábado. Amanhã, imersão na dissertação. A dinamarquesa provavelmente irá para a praia com a mulher que estava esperando o menino no aeroporto. Aliás, super queridos eles, uns amores. Sério.

sexta-feira, outubro 07, 2005

Open day




2 xícaras de açúcar mascavo
200 gramas de manteiga
1 e ½ xícaras de leite
2 xícaras de farinha
2 xícaras de gérmem de trigo
1 xícara de granola
2 bananas picadas
2 colheres de mel
1 colher bem cheia de fermento

Fiz esse bolinho e ficou tri bom. O Fábio e a Veram vieram aqui em casa e tomamos chazinho, café e comemos. Ah, sim, vimos o dvd do gostoso do Chico. Sim o dvd, porque ainda não abri os outros dois, apesar da insistência da Vera.

Definitivamente, uma noite de sexta-feira um pouco diferente.

domingo, outubro 02, 2005

I feel good!





Ontem demorei um pouco pra dormir, minha cabeça num turbilhão de idéias. Consegui terminar mais um pedaço da minha dissertação. Hoje começo outro. Aliás, sonhei a noite inteira com a tal da dissertação.

Tá, não quero falar muito, só queria registar que estou feliz.

sábado, outubro 01, 2005

Da série: a cigana leu o meu destino




Today's fortune:
You are soon going to change your present line of work


Eu não quero change, eu quero finish! E duma vez!!!

sexta-feira, setembro 30, 2005

O gás duuuura...




O dia foi bom hoje. Definitivamente acho que os dias estão ficando melhores. Fui almoçar na casa da minha amiga Sarah, depois ficamos conversando assuntos de dissertação. Então fui para uma reunião na ufba, mas cheguei tão atrasada que já não tinha mais ninguém. É que eu já tinha marcado o almoço antes de marcarem a reunião, que foi de última hora, e fazia muito tempo que eu não via a Sarah e precisava vê-la, foi tão bom. Ela me deu até remedinho pra afta, aliviou bastante. E ganhei chuchu também. Acho tão lindinho esses pequenos mimos e que são tão essenciais na vida da gente, ao menos para mim. É uma pessoa muito querida, eu gosto muito dela.

Depois tomei um suco com o Fábio e conversei com o Olival rapidamente.

Em seguida vim pra casa, fiz umas coisas, deixei encaminhadas, comi um miojo estilizado e fui pro Pós-tudo, niver do Alberto. Cheguei lá 20h50. A primeira alma dos convidados/anfitriões chegou às 22h20 ou mais. E eu lá... sozinha no bar. Às 22h eu resolvi pedir um Alexander. Até que não foi tão ruim estar lá sozinha, não fiquei com a sensação de que todos estavam me olhando, ao contrário, parecia que eu nem estava lá, fiquei perdida nos meus pensamentos.

Vim para casa cedo, 23h e pouquinho eu já estava aqui. Resolvi umas coisinhas que tinha deixado encaminhadas, online, e que tinham prazo para 30 de setembro. Agora vou deitar.

Hoje fiz as 'contas do mês', creio que nem o tal do 13o vá me tirar da pindaíba, e vou entrando cada vez mais para o mundo dos pobres (literalmente) mortais. Acho que meu gás vai acabar. É, o botijão, do fogão e tal. Comprei em março, chegou outubro, e ele ainda aquece minha comidinha. Mas uma hora acaba.

E deu-se início a reclusão do final de semana.

quinta-feira, setembro 29, 2005

Tudo o que você disser poderá ser usado contra você...




Estou com uma afta gigante na boca*, num lugar altamente incômodo**. Passei o dia mal falando e dói para comer. Um saco. Mas meu dia hoje foi bom. É estranho. A Lê tinha razão. Eu acho até que eu estou feliz. É, hoje meu dia foi bom.

Vejamos... pela manhã eu fui colocar o meu cel antigo no correio. Eu falei que vendi pelo mercado livre? É que como eu ganhei um celular da minha mãe quando fui a Porto, eu vendi o meu antigo. Tá, daí coloquei no Correio, depois fui na Caixa Federal pagar a inscrição dum negócio lá de Alagoas, depois fui na ufba, falei com minha orientadora, depois fui no Itaú com o Fábio, depois a gente veio aqui pra casa, fiz almoço e ficamos de papo e fofoca a tarde toda, até umas 16h e pouco. Ele foi embora, eu fiz umas coisas que tinha que fazer, depois fui trabalhar, na ufba.

E foi isso. Nada de emocionante, né? Mas foi bom.

Ah, sabiam que lá em Portugal o motorista pergunta pros passageiros qual é o trajeto que o ônibus tem que fazer???***

Beijinhos e espero que minha sexta seja igualmente boa.



* podemos ter afta em outro lugar?
** tem algum lugar em que seja confortável?
*** depois quando a gente faz piada eles reclamam!

terça-feira, setembro 27, 2005

A ignorância é uma dádiva.




Hoje fui trabalhar, como normalmente vou. Cheguei mais cedo, como normalmente faço. Fui para a sala de aula e coloquei-me a arrumar as cadeirinhas num grande U, ou quase-círculo, whatever, como sempre. Aí, estou eu lá, arrumando cadeirinhas... e vem uma corrente de vento e bate a porta. Tá, eu nem ligo. Sigo arrumando cadeirinhas. Sento e fico fazendo umas coisas, lendo uns materiais... daqui a pouco alguém bate na porta, eu digo, é só empurrar... tentam abrir, pelo menos é o que o som parece, e nada. Aí levanto e vou para perto da porta e falo, é só empurrar, uma voz lá de fora:

- viu, ela tá aí dentro.
- sim, estou aqui, mas não dá para abrir a porta por dentro (aí que eu vi que não dava, mas não me preocupei, porque eles abririam)
- é, mas também não dá para abrir por fora!

Hein? Como é que é?
Então eu estava trancada dentro da sala de aula, com as cadeirinhas arrumadinhas. Caralho. Bem, eram quase 18h30, tudo bem, tranquilo. Rapidamente alguém arranjou uma chave de fenda e abriram a porta. E eu nem passei por pânico e tal, isso porque eu ignorava a 'gravidade' da situação. Ainda bem que tinha um professor no Instituto que tinha uma chave de fenda! Senão demoraria mais um pouco... a vida é mais bela quando a gente ignora certas coisas.



Fernando, em Pessoa.




Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.


Álvaro de Campos


Dizem as más línguas que quando um blog tá uma merda, o autor começa a colocar frasesinhas, poeminhas, letrinhas de música... é a decadência no mundo bloguístico. Desculpa, mas eu me identifiquei, tá?

As novidades





"Se pelo menos não vivêssemos tentando ser felizes, até que poderíamos nos divertir bastante..."
Edith Warthon



A novidade é que vou para Maceió. Está confirmadíssimo, passagem comprada, hotel reservado. Chego lá dia 28 de outubro, retorno dia 07 de novembro. Pretendo conhecer o Rio São Francisco, o que der do litoral sul, o que der do litoral norte. Varrer num final de semana o sul de Alagoas, e no outro, o norte. Espero que dê tudo certo.

Fora isso, minha rotininha. A cada dia que passa eu fico melhor e fico pior. Ontem conversei com a Letícia, e foi bem legal... alguém que me entende!!! Se eu ficar endividada pro resto da vida (A exagerada), a Lê vai me apoiar psicologicamente. Minha orientadora é quem não vai gostar...

Ontem lembrei da Greice. Nenhuma razão em especial, só lembrei e resolvi falar, pra ela saber. Quer dizer, até teve uma razão... é que meu amigo Richard foi aceito numa universidade, lá em Londres, começou a estudar semana passada, e eu fiquei muito feliz por ele. Daí eu me lembrei como fico feliz por alguns amigos, e suas felicidades, suas conquistas, então lembrei da Greice. É, foi por isso.

Minha dissertação está de mal comigo. Não anda. A cada dia que passa eu penso que ela deva ficar pronta em dezembro. Mas ela parece pensar o contrário. Faltam poucos dias para eu ficar mais velha, talvez isso faça com que a talzinha me respeite.

Ando cada dia mais musical. Tenho dormido mais. Ontem fiz aula de Body Pump. É meio chato, mas até foi legal. Mas o legaaaaal mesmo é jump e step. E o professor é muito melhor do que a professora. Ela é legal, tudo bem, mas ele põe mais braços na coisa, a aula dela é mais fraquita. Não curto. Mas aqui eles têm um sistema que muda toda hora as aulas, os professores, é meio sacal isso. De qualquer forma, tá bom.

Fiz bolo integral no domingo. Fiz picanha na chapa semana passada. Fiz guisado de berinjela, abobrinha e proteína de soja no findi.

A tendinite tem incomodado menos... é, claro, a tal dissertação tem estado mais paradinha. Ontem vi uns episódios de Wonder Years, que o Francisco gravou pra mim em dvd, foi bom. Bem bom.

Sexta tem comemoração do niver do Alberto. Eu vou. Espero que seja no Pós-tudo. Qualquer coisa, posso voltar a pé. Domingo me deu vontade de ir ao cinema, à noite, sabe, pra salvar o final de semana? Mas acabei ficando em casa e vendo o filme da Record. Pra variar. Eu juro que estou tentando, eu juro.

The show must go on...

domingo, setembro 25, 2005

Não se fazem mais mães como antigamente

(19:45:53) Ruth fechou a janela de conversa.
(19:48:12) Ruth: cansei da internet, vou ver TV, bjos e uma ótima semana - talvez volte mais tarde
(19:48:22) Eu.: beijo
(19:48:31) Ruth fechou a janela de conversa.
(19:48:39) Ruth desconectou.

É assim. Ela nem me dá bola.

sexta-feira, setembro 23, 2005

Cotidiano II






Minha vida segue a mesma. Tudo bem que esta semana acabei passando mais tempo na ufba do que de costume. Sigo indo na academia segundas, quartas e sextas. Sigo com tendinite, tenho feito gelo (ficado com bolsa de gelo no braço, intercalando digitação e descanso/gelo). Estou organizando minha viagem para alagoas, ao que tudo indica ficarei lá de 28 de outubro a 07 de novembro. Depois disso, de 9 a 12 de novembro participo do Seminário de Pesquisa aqui da UFBA. Sugeri um nome para minha banca e minha orientadora concordou, que bom! Tenho dormido tarde. O final de semana promete tranquilidade e mesmice.

terça-feira, setembro 20, 2005


Erro
Pedimos desculpas pela inconveni�ncia, mas n�o � poss�vel processar seu pedido no momento. Nossos engenheiros foram notificados deste problema e trabalhar�o para resolv�-lo.


Essa � a mensagem que o blogger est� a exibir, na noite de ter�a-feira.


E para ajudar, o orkut me vem com essa! Posted by Picasa

Les chansons de ma vie



O meu amor me deixou
Levou minha identidade
Não sei mais bem onde estou
Nem onde a realidade

Ah, se eu fosse marinheiro
Era eu quem tinha partido
Mas meu coração ligeiro
Não se teria partido

Ou se partisse colava
Com cola de maresia
Eu amava e desamava
Sem peso e com poesia

Ah, se eu fosse marinheiro
Seria doce meu lar
Não só o Rio de Janeiro
A imensidão e o mar

Leste oeste norte e sul
Onde um homem se situa
Quando o sol sobre o azul
Ou quando no mar a lua

Não buscaria conforto nem juntaria dinheiro
Um amor em cada porto
Ah, se eu fosse marinheiro...


Composição: Marina Lima - Antonio Cícero

domingo, setembro 18, 2005

Relatividade da Mulher Amada



Eu gosto de você
com uma força bruta que não entendo bem
Gosto quase tanto como de mim
Mas que pena você não ser também minha filha
Que pena você não ser minha filha, minha irmã e minha mãe.
Tudo ao mesmo tempo
Eu gosto de você
Com uma força bruta que não entendo bem


Hoje resolvi escutar meu cd novo do Zeca Baleiro, aí em cima é um poema de Murilo Mendes e está musicado na faixa 8 de Baladas do Asfalto & outros blues.

Hoje passei o dia revezando entre a cama e o computador, com incursões na cozinha e na área de serviço. Ah, sim, e no banheiro. Sigo trabalhando, sigo com dor no braço direito. Ergonomia é um conceito que passou longe da minha cadeira e mesa para o computador. Vi Smallville na tv e acho que só. Ah, e o final de um filme em sei lá eu que canal. Tradicionalmente, às 20h30, verei um filme na Record. Lavei roupa, troquei roupa de cama, chequei a agenda de amanhã, desisti de almoçar no CTG. Não estou com humor pra sair de casa.

Falando em humor, lembrei que tinha um chocolate em casa, que havia comprado outro dia... um da Hershey com biscoito e morango. Comprei pela novidade do morango. Resolvi abrir e comi um pedaço. É incrível como chocolate faz bem pra alma. Aliás, pós chocolate meu trabalho rendeu mais e fiquei bem mais animada. Só percebi bem depois. Se pra escrever a tal da dissertação eu tiver que comer chocolate... vou ter que fazer muita aula de jump!