segunda-feira, junho 06, 2005

Adieu, Adieu...


Bem, fui obrigada a mudar de blog. Agora ficarei como a maioria das pessoas, com hospedagem no Blogspot já que o Tripod vie me boicotando. O novo endereço é


http://katemari.blogspot.com



Bem, é isso. Ainda não arrumei o negocinho dos comentários, mas o farei em breve. Então, pessoas, comentem. Fico super triste de deixar meu blog anterior e a marcação de mais de 40 mil visitas (sim, faz bem pro ego), mas foi inevitável. É interessante que algumas pessoas fora do Brasil conseguem ver minha página no Tripod, o que me faz pensar que é um problema momentâneo e nacional, mas não posso ficar esperando que se resolva. Além disso, tem o fator tamanho do blog. Os arquivos do anterior já ocupam quase todo meu espaço que tenho no Tripod, o que me obrigou a apagar vários arquivos que eu lá tinha.

Certo, pára de chorar sobre o blog acabado, Katemari. Afinal, é teu terceiro blog, não faz drama. É bom, para mudar o layout, blog novo, vida nova! (aham, juuura)


Volte sempre!

Fundamentalimo X Existencialimo

Seguindo os passos do Eduardo:





You scored as Postmodernist. Postmodernism is the belief in complete open interpretation. You see the universe as a collection of information with varying ways of putting it together. There is no absolute truth for you; even the most hardened facts are open to interpretation. Meaning relies on context and even the language you use to describe things should be subject to analysis.

Postmodernist

100%

Materialist

81%

Cultural Creative

56%

Romanticist

44%

Modernist

38%

Idealist

38%

Existentialist

31%

Fundamentalist

31%

What is Your World View? (updated)
created with QuizFarm.com




Não sei porquê estou me sentindo uma contradição...

segunda-feira, maio 30, 2005

Novidades no front






Sou um ser com bunda larga novamente, assim minhas fotinhos serão colocadas em álbuns no Multiply e as últimas fotos irão para o flog. No Multiply tenho os seguintes álbuns, por enquanto:
  • Rio de Janeiro - SNEF2005: Simpósio Nacional de Ensino de Física
  • Rio de Janeiro - Região dos Lagos: Búzios 2005
  • RJ 2005 - Região dos Lagos: Barra de São João
  • Rio de Janeiro - Encontro Londres na Boa 2005
  • Porto Alegre - verão 2005
  • Chapada Diamantina: Vale do Capão - maio/2005
  • Salvador, Amigos: Pós Tudo
  • Salvador, Amigos: chez moi


    Buenas, na quinta-feira fui para a o Vale do Capão, na Chapada Diamantina, um lugar que eu gosto muito. Uma graaaande lástima é que choveu o tempo todo, dessa forma não foi possível fazer trilha alguma. Ainda assim foi legal. Highlights: ficar deitada na rede, as aventuras da estrada, os cafés da manhã.

    Senti muito a falta de um filmezinho no feriadão, acho que por isso no domingo à noite rolou sessão DVD e vi o filme Cidade das Sombras (Dark City), que me lembra muito O 13o andar (The Thirteenth Floor).

    O que é um peido, para quem está cagado?, diria o poeta. Então, já que eu estou no cheque especial mesmo, hoje acho que vou ao cinema. Tem um filmezinho francês passando no Museu. Mas não sei se vou, estou tão cansadinha, com tanta preguicinha.

    Hoje foi uma vergonha, no trabalho. Quase cheguei atrasada. Tá, tudo bem, ainda cheguei 10min antes, mas a sensação que eu tinha era a de que iria me atrasar. Acordei tarde e fiz tudo correndo. Fui voando para a escola. E depois, na Ufba, eu estava morrendo de sono durante a aula. Acabadaça.

    Na quarta-feira fui lá no Peyxoto, eu gosto de lá. Na saída, passei no Boteco do França e fui dar um beijo na Naiara, tempão que não a via.

    Hoje a Rose ligou, convidou para seu aniversário, dia 18 de junho. Não sei se vou. É longe, não gosto de ir a lugares longe.

    Bem, acho que era isso de novidades, por enquanto. Hasta pronto!
  • terça-feira, maio 24, 2005

    Que dia inútil ou Vamos fugir?




    Almocei na ufba porque queria falar com um professor, que só estaria disponível após às 13h. Quando fui falar com ele, 13h30, ele já tinha ido embora. Que ódio.
    Tá. São quase 16h e eu poderia estar na minha casinha deitada na minha caminha. Estou aqui. Nem tenho o que estudar, pois minhas coisas estão em casa. Chamei o Pedro pra me convidar para comer um doce depois que eu já havia almoçado, ele não quis me convidar. Decidi ir ao cinema... hmmm coisa boa, sessão no meio da tarde: nem 1 (umzinho!) pra contar história, aqui pertinho. Ok, tinha um, mas justamente o único que vi nos últimos tempos. O que me dá um certo alívio é que não trabalho amanhã. Aí eu me vingo! E irei ao cinema.

    Ok, na verdade eu queria ir para o Capão, pegar o ônibus das 7h30 da manhã e ficar lá até domingo. O Pedro trabalha na quinta e disse que talvez pudesse ir na quinta à tarde. Era uma também, né? Mas não sei, ele não confirmou nem nada. Stand by. In the meanwhile... vou preparar a maldita demonstração dum troço lá de Mecânica Quântica. Sim, por isso fui procurar o professor mais cedo. Não tendo falado com ele, fico sem saber exatamente o que, raios, eu tenho que demonstrar.

    Saí ontem. Pós-tudo, pra variar. Isso fez diminuir meu saldo diário disponível até entrar meu santo dinheirinho novamente em conta. E fez aumentar os dígitos na balança. Deveria ser o contrário, né?

    Hoje vou tomar um vinho com a Cris. Vinhos & queijos. Isto é, se ela não cancelar, o que eu penso ser uma grande possibilidade. As usual.

    Tenho odiado minhas aulas de francês. Minha prova será um fracasso, eu sei. Não vou às aulas, não tenho saco de fazer porra nenhuma... uma tristeza. Ainda mais para mim, que adoro línguas.

    Falando em aprendizagem, na boa, preciso aprender a ser mais européia e menos latina. Acho que esse é o segredo das pessoas felizes. Ou, enquanto latina, andar só com latnos também. Esta coisa ice cube não dá. Daí a gente passa por over. Sim, daqui a pouco serei julgada como overreactioning ou coisa que o valha. Na verdade não sei se quero aprender ou não. Será que não ter sangue corendo pelas veias é mais legal, mesmo?

    Eu queria pegar um vôo na madrugada de hoje, e chegar em Porto, e lá ficar. Só voltar na segunda-feira. E subir a serra no final de semana, tomar chocolate quente em gramado. (Se bem que tem chocolate quente na Chapada, no Vale do Capão, mas pro RS eu não peciso de companhia.)

    Eu queria fugir.

    domingo, maio 22, 2005

    Dura realidade ou Plágio



    "Desinteresses

    Nada como sentir o interesse de alguém que não queremos para perceber como podemos ser entediantes para com quem estamos interessados."



    Tirado daqui.

    Clausura






    Estava falando com a Raquel agora no MSN e me dei conta que não saio de casa desde sexta-feira. Nem o nariz fora da porta eu coloquei, nem pela janela.

    Não, não estou reclamando, foi apenas uma constatação. Eu poderia ficar dias e dias assim, sem maiores problemas. Ontem terminou a água... só hoje eu fui trocar, depois que terminou tooooda a água da casa, gelo, tudo. Daí peguei o interfone, falei com o porteiro e ele trouxe na porta aqui do ap. Sim, eu não preciso colocar o nariz para fora da porta.

    Lavei roupa, varri casa... estava com preguiça para limpaaaar a casa, passar cera e tal, então só varri. Isso me lembra que preciso tirar o pó. Fiz comida: arroz, frango assado na minha super panela, feijão, salada. E um creminho de mamão.

    Trabalhei na construção duma página feia para o site do mestrado. Por que as universidades, do Brasil e do mundo, têm sites horrorosos, hein? Tudo bem, eu fiz um não bonito, mas menos feio. E limpinho, sem frames, simples, funcional. Detesto estas páginas 'moderninhas' com java, flash, e o raio-que-o-parta. Eu quero página que abra em qualquer browser, que seja leve, que carregue rapidinho independentemente da velocidade de conexão do cidadão, que não tenha um monte de imagnes, e nem use Times New Roman o tempo todo e em cores nada a ver. Simplicidade e bom gosto. Espero ter conseguido isto. É, e fiz de graça... para fazer quase a mesma coisa eu ganhava 100 libras por semana em outros tempos. C´est la vie.

    Estou felizinha porque finalmente terminei um texto que tenho que entregar para minha orientadora. Viu, é disso que eu preciso. Clausura. Eu me entendo, eu me entendo. Quando eu digo que não tenho tempo porque TODO SANTO DIA tenho algo para fazer na rua e que isso me atrapalha, ninguém entende. Eu preciso disso, ficar o dia inteiro debruçada no teclado, abrindo um artigo, outro. Olho um livro. Falo com alguém no msn. Tomo um suco. Vejo MTV. Escrevo mais um pouco. Vou no banheiro. Sabe? Sem me preocupar que tenho 2 horas e 17 minutos para estar em tal lugar. Ou que tenho que ir fazer não-sei-o-quê.

    Tá, te acalma Katemari, lembras que estavas felizinha?

    Ah, sim, então... meu final de semana foi bom.

    sábado, maio 21, 2005

    Pau no orKUt da cigana





    Sorte de hoje:
    Você tem um coração generoso e é bem-amado.


    Exploda-se minha generosidade, dona cigana.

    sexta-feira, maio 20, 2005

    My so-called life






    Putz, trabalhei muito hoje, estou podre. Podre não só de cansaço físico, mas por tudo, sabe? De trabalhar um monte e não ter tempo para fazer as coisas que são mais importantes, ou deveriam ser mais importantes pra mim. E isso para chegar no vigésimo dia do mês com menos de 90 reais para passar os próximos 15 dias. Isso me dá 6 reais por dia. Ah, sim e terminaram os créditos do meu celular. E eu que queria ir para a Chapada Diamantina, passar o Corpus Christi no Vale do Capão... Para ajudar, meu caro coordenador me manda um email hoje dizendo que deu problema lá no site do Cnpq, e talvez eu não receba meu rico dinheirinho no mês que vem, legal, né?

    É foda.

    E ainda esperam que eu fique sorridente, feliz, contente e toda mansinha, né? E ache que a vida é bela e tudo é o máximo.

    Ainda por cima, gooooorda. Uma camela obesa.




    Meu dia estava uma merda, e sem perspectivas. Aí o Pedro perguntou o que eu iria fazer, eu disse que nada. Ele propôs passar a tarde em Itapoã, alertei que não seria uma boa companhia. Fomos. Ele alugou um carro porque teria que ir para o aeroporto no dia seguinte, então passamos o dia dando voltas por Salvador. Foi bom ficar na areia, sob o sol, vendo o mar e nada mais. O som do mar, a linha do horizonte. Tudo bem que tinha uma música (arrocha) tocando numa das barracas de praia, mas volta e meia eu conseguia abstrair e concentrar-me no som do sol tocando o mar. Uma onda ou outra indo contra as pedras fazia lágrimas involuntárias rolarem.

    Depois passamos pela Lagoa do Abaeté, só passamos. O favelão gigante que é esta cidade às vezes assusta os menos acostumados. E de lá seguimos para o Bonfim, Mont Serrat e terminamos na Ribeira. Até me inspirei para comer lambreta, mas não estavam boas, pequenas demais e sem tempero. Ainda as coisas me revoltavam o estômago. Foi bom rodar pela cidade, e não precisar ficar falando, falando, falando...

    Adoro o silêncio, mas, aliás, foi muito fofo do Heiko ter me ligado, para saber se eu estava melhor. E meu dia foi bom, after all.


    quarta-feira, maio 18, 2005

    It is (definetly) beyond my control





    Comumente, a angústia é entendida como um estado de aflição, de sofrimento. Experimentada por todos os homens, em todas as culturas, confunde-se com o desespero.

    O desespero manifesta-se nos temores, no desconhecido, na falta daquilo que é fator de segurança, na perda, na incerteza do porvir. O desespero leva o homem a voltar-se para as questões que podem levar ao sentido da existência e para a consciência da própria finitude. O desespero é também o que nos desacomoda, nos desestabiliza, impulsionando-nos a buscar outros caminhos. Esses caminhos nos oferecem as inúmeras possibilidades de escolha e cada escolha carrega em si a angústia que lhe é característica.

    Angústia, o que é isso? Sartre afirma que ?o homem é angústia? em razão da responsabilidade por suas escolhas. Tais escolhas afetam não só o indivíduo, mas também a humanidade inteira. Ainda que possa ser disfarçada por outros modos de ver, acreditando-se que ?ao agirem só se implicam nisso a si próprias?, a angústia se manifesta, não sendo possível fugir-se dela a não ser por uma atitude de má-fé, ou seja, escapando da angústia provocada pela liberdade de escolha, fugindo à responsabilidade de assumir a sua própria escolha, deixa que o Outro decida por ele. E a má-fé tem suas conseqüências.

    A angústia provocada pela decisão a ser tomada e pelo peso da responsabilidade, como descrita por Sartre, tem a ver também com a pluralidade de possibilidades (é difícil saber qual é a melhor possibilidade). O que define o homem no mundo para Sartre é o sentimento de situação. O homem é um vazio, um projeto que se torna ato e essa disposição para construir a própria essência gera a angústia.

    A angústia sartreana é essa consciência de liberdade, de ser como é, de ser o que é e nada pode ser feito contra isso.
    *

    Tudo o que eu como embola no estômago. Taquicardia. Ansiedade. Fome. Lágrimas compulsivas e que não param. Ou param, e voltam. Sem avisar. Definitivamente, odeio muito tudo isso.





    *Tirado daqui.





    Sabe quando a raiva vai tomando conta? Parece que vem do dedão do pé e vai subindo... subindo... e toma conta de todo o meu grande ser. É assim que estou.

    E parece que tenho raiva de tudo e de todos. Ao mesmo tempo que não estou brava com ninguém. É só meu coraçãozinho cheio de raiva e mágoa. Ohhhh.

    Eu já pedi para o mundo parar e deixar eu descer, mas ninguém me ouve. Então acho que tenho que seguir girando, girando. Estou de saco cheio de todas as coisas a minha volta. Eu queria ficar paradinha, quieta, deitadinha na minha cama, assistindo desenho. Assim. Só. Pra sempre. Sem ter que interagir com outros seres. Eu e os desenhos. E pizza com muito queijo. E salada de alface bem salgadinha, com aceto balsâmico e azeite.

    segunda-feira, maio 16, 2005

    Live and Let Live ou Depois da noiva casada, não falta marido





    Estou com humor do cão. Sim, pior do que o normal. Mas não sei se está perceptível. Acho que estou parecendo uma pessoa semi-normal. Whatever.

    Tenho trabalhado mais do que deveria, menos do que costumava quando em Porto Alegre. Dissertação? Hein?

    Fiz várias coisas hoje pela manhã, resolvendo problemas e etcetera. Estou eu, feliz e contente da vida, caminhando sob o sol soteropolitano, na Avenida Antônio Carlos Magalhães, meio dia, toca o celular. "Oi, tudo bem, como é que tá..." bla bla bla "Eu queria te ver". APA*, né?

    né? não é????

    Creio que escrevo melhor quando estou pior.
    Meus mais sinceros votos de que este blog piore cada vez mais.





    *APAPUTAQUEPARIU

    sábado, maio 14, 2005

    A redenção de uma agnóstica






    Sim, Deus existe. E eu tenho provas: ligou-me uma mocinha, Alessandra, do setor de relacionamento da NET, pediu desculpas pelos ocorridos e bla bla bla. Sei que estou vendo Law and Order - Special Victims Unit enquanto escrevo no meu queridíssimo diário.

    Sim, sim, Deus existe. E tenho mais provas: a reunião com a minha orientadora nesta semana foi muito boa e estimulante.

    Sim, sim, sim, eu insisto que Ele existe! Olha só: meu joelho não tem doído muito ultimamente, voltei a ter vida social, fui no cinema, e tenho estado com pessoas queridas, muito queridas, divertidas, além de estar tendo tempo para fazer as unhas!!!

    Se ele não existe, não sei o que é!

    sexta-feira, maio 13, 2005

    Te ganhar ou perder sem engano





    Quando agente conversa
    Contando casos besteiras
    Tanta coisa em comum
    Deixando escapar segredos

    Eu nao sei que hora dizer
    Me dá um medo
    ( que medo )




    O Cazuza pode ter sido um malinha-sem-alça, mas fazia umas letras bem bacanas...

    quarta-feira, maio 11, 2005

    Pelo sim, pelo não...





    Ontem (sábado, 07 de maio) finalmente fiz supermercado. Depois de vários e vários e vários dias protelando, fui às compras. Tem um supermercado chamdo Supermercado do Engenho, na entrada do Engenho Velho da Federação, próximo a minha casa. É uma experiência interessante ir lá, é o tipo de lugar onde as pessoas-normais-de-salvador fazem compras, tem preços relativamente baixos (por exemplo, arroz, feijão, verduras, leite, e afins, é mais barato comprar lá, mas sabonete Dove, papel higiênico com folha dupla, Leite Molico, e afins, é mais barato comprar no Bompreço - e artigos como azeite português extra virgem extraído por primeira pressão à frio, vinagre espanhol balsâmico, hashi, e afins, é mais barato comprar na Perini). O super não tem ar-condicionado, mas tem uns ventiladores, os corredores são pequenos e é apinhado de gente, os funcionários são solícitos, educados e ágeis. Mas o bom é, eles entregam compras em casa. Sim, esta é a razão de eu ir lá.

    Na sexta-feira finalmente fiz as unhas, depois de séculos, também. Aí no dia seguinte pela manhã, antes de ir no super, limpei a casa, lavei louça, lavei roupas... idéia imbecil para quem fez as unhas à noite, né? Eu sei, eu sei. Mas baixou a Maria. Não dá pra deixar passar.

    Na noite de sábado fui pro Pós-Tudo, prévia do niver da Tici (09/maio). O Chico havia me ligado no meio da tarde e combinado pras 20h. Certo. Eu liguei pro Pedro à tardinha, convidei-o e falei que estaria lá às 20h. Eu cheuguei no Pós-Tudo às 20h45, o Chico chegou lá pelas 22h, talvez um pouco antes. Aliás, ele e a Tici. Os demais não apareceram e a Diana chegou mais tarde. Na mesma noite tinha a comemoração do niver do Olavo (06/maio) na Fashion Club. Uma boatezinha local... sei lá, algo como... alguma daquelas boates da Goethe, talvez. Sabe aquela coisa adolescente, apinhada de gente e com música éca? Pois é. Não, eu nunca fui na Fashion. E daí?

    Enfim, não fui no niver do Olavo.

    No domingo acordei tarde... mamãe ligou. Depois fiz as ligações-de-Dia-das-mães. Nisso descobri que o filho da Sarah, uma grande amiga aqui em Salvador, havia sofrido um acidente grave de carro. :-(
    Fui almoçar no shopping Barra com o Pedro e a Cris. Depois fui com a Marisela no hospital, visitar o Rafael (filho da Sarah). Ficamos lá o finalzinho da tarde e parte da noite. Depois viemos embora. Lá descobri que o Rafael havia ido na Fashion na noite de sábado...
    :-o

    Na aula de 2a feira à noite - francês - uma colega apresentou o trabalho dela, foi super legal e tal, e ela é religiosa, católica e, claro, falou sobre uma santa lá, uns milagres, sei-lá-o-quê, em francês, bien sur. E isso era no fim da aula, eu já estava morta de cansada, louca para vir para casa. Pior foi ter que ouvir a outra colega apresentando o hino da França. Eu até pensei em ir embora, já que metade da turma estava saindo... mas em consideração com minhas coleguinhas, resisti bravamente!

    Começaram os estágios dos alunos deste semestre. Ao mesmo tempo que eu gosto deste trabalho, acho super cansativo e fico por vezes desanimada.

    Será que a fase minha-vida-de-novela-mexicana está acabando? Parece. Fora o recebimento da fatura da NET - eu cheguei a contar aqui a novela da MERDA da net? Enfim, depois de eu cancelar o serviço tiveram a cara de pau de me mandar um controle remoto (finalmente!) e uma fatura de prestação de serviços. Sinceramente, quem deveria pagar alguma coisa para alguém seria a NET para mim. Sei que agora terei que ir até o raio-que-o-parta para reclamar a fatura. Não, não dá para fazer isso por telefone. Sim, sim, todo o resto foi feito por telefone, só quando convém à NET que não é possível.

    Sigo ouvindo Portishead. Sigo ouvindo várias coisas.

    Hoje o Daniel veio aqui em casa... finalmente o linux está funcionando na minha máquina. Não é o Kurumim, mas tá beleza. Esse até tem mais joguinho. ;-)

    Outro dia entrei na Riachuelo, disposta a comprar toalhas novas. Separei uma toalha gigante de banho, um piso e um rosto, e um conjunto com 3 pares de meia. Esperei um tempão no caixa, onde só tinha na minha frente a pessoa que estava sendo atendida. E demorou porque a tapada/topeira/imbecil/retardada da atendentezinha ficou esperando até que outra topeirinha fosse trocar 1 peça de roupa que o cara estava comprando. E a outra topeirinha teve de fazê-lo 2 vezes por causa do infeliz do código de barras que não estava passando. Enquanto isso, na sala de justiça... eu ali, bem pateta, esperando. Quando chegou minha tão esperada vez, a palhaça da atendente pediu minha identidade (eu iria pagar usando o cartão da loja) e eu não tinha. Disse que tinha o cartão do banco (que tem foto, e número de rg impressos). Não. Não pode. Vaca. E eu tive que deixar minhas toalhinhas lá. E é por isso que a bocó lá será para o resto da vida atendente de loja de departamentos trabalhando num domingo em que TODAS as outras lojas do shopping estavam fechadas. Não é demérito ser atendente em shopping, mas ela é o tipo que só conseguirá fazer isso o resto da vida, porque não consegue pensar autonomamente, só seguir uma cartilha. Episódios surreais de Salvador Daqui.

    Não consigo escrever a tal da dissertação. Até consigo, mas muito lentamente. Não tem dia, por exemplo, que eu fique em casa o dia inteiro. E eu NÃO CONSIGO trabalhar tendo um compromisso a toda hora. Tendo que estar das 9h às 11h num lugar, num dia, depois das 14h às 17h em outro, depois das 7h30 às 9h10 e TODOS OS DIAS DA SEMANA. Sempre tem alguma coisa em algum lugar, em algum horário. Um inferno para meu espírito criativo desregrado. Ele (o espírito criativo) gosta de acordar cedo pela manhã (na na ni na não, nada de ficar na internet pós-meia noite, srta. dial up), ele gosta de tomar um café tranquilo, de sentar a buuunda na frente do micro e ficar. E olhar para a tela. E escrever. E parar. E escrever denovo. E colocar música e beber água. E não ter que olhar que horas são porque tem que preparar o almoço porque tem que estar às 14h não-sei-onde. O espírito não quer saber dessas coisas. Não quer saber do telefone tocando. Ele quer pegar um texto, sair de casa, ir para o Bahiano ou para o Museu, sentar sua grandissíssima bunda e ler. E tomar um expresso. E ficar em silêncio. E fazer uma anotação ou outra no texto. E agora, quando ele consegue fazer isso, é porque deixou de ir aqui ou ali.

    Semestre que vem não farei francês. Não se continuar tendo aula no meio da semana.

    Hoje eu fiz um filé acebolado com batatas na manteiga que ficou uma delícia!!!

    Ah, sim, tem mais isso. E eu, a ponto de explodir. Ok, a situação se está revertendo, já não olho objetos pontiagudos com tanto pavor. Sim, nadar seria bom. Ah, é, tem meu joelho também. Estou com esta idéia fixa de ir para o Vale do Capão novamente, mas estava lembrando de uma trilha que lá fiz... com o joelhe deste jeito, como será que ficarei? Acho que ele não chegará a ficar mais com a dor quase insupertável de outrora mas ainda dóis. Volta e meia. Basta eu subir e descer várias escadas e pronto, ele dá sinais de que já não sou mais uma pessoa normal (como se já o fosse antes. bem eu era, pelo menos no que se refere ao joelho).

    Tenho certeza que a Flávia irá reclamar que o post estava demasiado grande e nem leu todo. Na verdade além de ter coisas para contar eu queria usar o recurso que ela própria costumava utilizar quando queria dizer algo além do que a usual paciência alheia permitira ler. Mas fica para a próxima, eu sou muito covarde mesmo.

    Espero terminar minha dissertação. É voltei neste assunto porque o arquivo está aqui aberto na minha janela e voltarei a trabalhar um pouco, agora.

    E não consigo reacostumar a ficar de colherinha. Será um trauma?

    Buenas, depois penso nisso.

    sexta-feira, maio 06, 2005

    Prazeres da alma





    Ontem almocei lá na ufba, no Paf. Êta comidinha mais ou menos, viu? Saudades da Faurgs.

    Enfim, depois fui tomar um café no Museu. Sim, sim, um dos meus lugares favoritos em Salvador, lembras? Pois é... e a cidade está num clima de "inverno", tinha um ventinho gostoso, uma pena que chove. Saudades do frio.

    Agora descobri que gosto de Portishead. Não me pergunte quem é. Só sei que já gostava das músicas, mas não fazia a menor idéia de que Portishead era a banda (?) que as cantava. Vivendo e aprendendo. Saudades de música.

    Ficar sentada lá no Cinema do Museu, batendo papo é algo que me faz tão bem que me pergunto por que fiquei tanto tempo sem voltar lá. Preciso retomar as coisas que me dão prazer nesta cidade, nesta vida. Saudades.

    quinta-feira, maio 05, 2005

    Esbórnia





    Caraca!!! (como dizem os cariocas)

    Ontem eu pisei na jaca legaaaaal.
    Acordei, descansadinha, café da manhã, ligar o micro, trabalhar um pouco na dissertação, tá tudo bem. Falei com a Edileuza ao telefone, depois com a Sarah, confirmando o almoço. Tranquilo. Lavar roupa e tal. Depois fui na Sarah, almoçamos, saímos de lá e fomos pra UFBA, ela tinha uma prova. Fiquei lá com ela até o professor chegar. Depois resolvi ir no shopping Barra, para pagar uma conta na Riachuelo. Desci do ônibus na orla... estou andando... quando alguém me pára e cumprimenta. Era o Washington. Conversamos rapidamente, ele convidou pra tomar uma cerveja no Barravento. Ok, o mar ali era convidativo, eu não tinha compromissos até às 19h, eram umas 15h. Fomos. Uma kiwiroska. Papo. Mais uma kiwiroska. Mais papo. Uma casquinha de siri, uma dúzia de lambreta, e mais uma kiwiroska. Fomos para um boteco no Engenho Velho de Brotas, atrás de uma suposta lambreta maravilhosa. Chegamos lá e não tinha lambreta. Então tá, dois abarás e uma caipirinha, por favor. Ok, adieu aulinha de francês. Saímos dali e fomos para outro boteco, no mesmo bairro. Finalmente: lambretas maravilhosas. Duas dúzias, por favor. E mais uma caipirinha. Hmmmm dois carangueijos, tá? E mais uma caipirinha. Tá, vamos embora. Descemos por entre as casas e estávamos no Dique do Tororó. Quando eu olho, um Habib´s na minha frente. Entramos. Meio beirute + um suco de laranja + um frapê de capuccino + uma caipirinha, claro.

    A gente não aguentava mais comer nem beber... estávamos explodindo. pelo menos eu estava. Ok, vamos embora. Íamos pegar um taxi do outro lado do Dique, fomos caminhando... e ouvi uma música... gostosinha. Um boteco. Vamos subir? Ok, entramos, e... mais uma caipirinha. Tá, pegamos um táxi, fomos lá pra casa... a saideira: whisky. Mais um pouco. E mais um pouco, é... três doses. E isso já eram 3 da madrugada!

    E hoje eu tinha que trabalhar às 9h. Miraculosamente acordei relativamente cedo, fiz meu cafezinho básico, reforçado com água, água, água. Vim pro trabalho e não estou com dores de cabeça, nem malzooona de ressaca. Será que o organismo ainda não se deu conta? Sei lá, só sei que foi uma orgia gastronômica e alcóolica ontem, que eu não fazia há muito tempo.

    Sim, eu adoro lambreta.

    segunda-feira, maio 02, 2005

    Buenas que me espalho






    Nem entrarei nas justificativas, explicando que primeiro foi a ida pro Rio depois pra São Paulo, Curitiba, Floripa... que depois tiveram as atividades de matança-de-saudades em Porto Alegre e que na volta para Salvador teve o stress da mudança, procurar casa, imobiliária, encaixotar coisas, desencaixotar, limpar, limpar, limpar. Ajeita aqui, ajeita ali. Sim, sim, pouparei de mencionar as atividades acadêmico-profissionais.

    Nem blog, nem vida social. Eu estava um tanto alheia às pessoas. Lentamente estou retornando ao mundo, e tem sido bom. Incursões ao Pós-Tudo, almoços, cafés, receber amigos em casa. Até viajar eu viajei!

    Não voltei para a natação, ando tão a flor da pele que estou evitando aproximar-me de objetos pontiagudos, pois corro grande risco de explodir. Sim, e se eu comer uma azeitona também!

    Continuo a seguir a linha contenção-total-de-despesas e esta semana chegaram as continhas básicas da Coelba (energia elétrica) e Telemar (telefonia fixa) para infernizar ainda mais minha vidinha-mais-ou-menos, mas esta vida de pobre vai acabar! Assim que eu ganhar na mega sena acumulada tudo será diferente. Tenha fé!

    Outro dia (para não dizer "ontem" e dar a falsa ilusão temporal de um evento distante) acordei aos prantos. Eram lágrimas para todos os lados. Liguei para minha mãe. Sim, mamãe, mommy. É, é... ela está lá em Porto Alegre. Aham, continuo aqui em Salvador. E daí? Ela continua sendo minha mãe, ora. Portanto justifica-se muito claramente o ato de eu ligar toda nervosa para minha mãe e ela lá, na madruga, tentando me acalmar. E conseguiu, né. Ah, qual a razão da choradeira? Eu tive um pesadelo, ora!

    Conheci Aracaju, e gostei bastante do pouco que vi. A viagem foi muito cômica, nos perdemos tanto, tanto, tanto... que a jequice (sim, de Jeca) foi ter pegado o lado errado da BR 101 (sim, sim, a "briói") e ter quase ido parar em Aracaju. Por 30km não chegamos em Alagoas. Enfim, fica para uma próxima. Mas foi muito engraçado.

    Estou com sono, muito sono. Estou com os horários de sono completamente irregulares (nem mencionarei o fator Dial Up - ausência de adsl ou de cabo). O facto é que preciso dormir.

    Continuo depois. Por enquanto, visite Meu álbum, sempre com fotinhos novas!

    quarta-feira, abril 20, 2005


    Mudanças, mudanças... Agora tenho um novo blog. Não, não é que eu vá abandonar este aqui completamente, é só porque o novo está hospedado no blogspot, portanto posso encher de arquivos. Vou usá-lo só para colocar minhas fotinhos de uma forma mais rápida e prática, uma vez que a Tripod não tem espaço para minhas imagens, ok? Ah, sim, o endereço é www.meualbum2005.blogspot.com Posted by Hello

    segunda-feira, abril 18, 2005

    Faz 20 dias...






    É... desde a última vez que passei por aqui. Tempão, né? E não é que eu não tenha algo para falar. Coisas acontecem, muitas coisas. Eu gostaria de poder dizer, mas continuo sem internet em casa. Faz mais de um mês que não tenho acesso em casa e isso limita muita a minha vida. Não, não é exagero, minha vida mesmo.

    Outro dia ainda uma colega perguntou "Ah, agora tu estás saindo mais, né? Sem internet para ficar em casa"... ao contrário, fico mais tempo em casa. Como verei a programação do cinema? Como verei a programação teatral? Jornal? Eu até tenho comprado o jornal local aos domingos, mas o A Tarde é muito ruim. E vê-lo apenas aos domingos não me dá uma boa dimensão do que ocorre no circuito cultural alternativo de Salvador.

    Sem contar a forma de comunicação com os amigos. Ok, existe o telefone, que é mais caro, bem mais caro, e menos prático.

    Estou atrasada para uma reunião, são 14h04 agora. Nove minutos atrasada. Vou subir. Sim, estou na universidade.

    Não, ainda não passei as fotos para o PC, muito menos para a internet. Tampouco tenho tirado novas fotos, a não ser da casa nova.

    Tá, tá. Tempo esgotado.




    terça-feira, março 29, 2005

    cool



    Acabei de escrever, depois de séculos e o blogger deu pau.
    Então foda-se.

    Blog, aguarde até eu ter pc em casa funcionando novamente.

    Estou viva


    Mas sem computador, o que é quase uma contradição, né?

    Estou de casa nova. Sim, me mudei... agora estou seguindo carreira solo.
    Assim que tiver meu computador em casa funcionando eu colocarei as fotos de Porto, Floripa, do Rio, Curitiba, São Paulo. Ops, quase não tenho fotos de Sampa.

    As coisas estão se acalmando por aqui, ainda sinto como se tivessem jogado uma urucubaca pesada pra cima de mim, pois a cada dia acontece uma meeeeerda. Mas nenhuma dessas merdas supera a tranquilidade da minha casinha nova, nem as minhas ótimas noites de sono.

    Estou sussu.

    E estou com saudades da minha virtualidade. ;-)

    Tenho telefone novo funcionando, anote: 71 XXXX 7093. Ou seja, do telefone anterior, só mudou o final. Ah, e agora os telefones em Salvador têm 8 dígitos, portanto, adicione o 3 na frente. Repetindo, o mesmo DDD + 3 + o prefixo antigo + 7093.

    Quem não tinha o número antigo, então ligue para o celular 71 91150640. Mas ligue!!!

    Tenho trabalhado bastante e os dias estão me atropelando por aqui. E já é abril. Loucura, loucura.

    sexta-feira, março 18, 2005

    S.U.S



    Hoje fui no posto de saúde para carimbar uma requisição de fisioterapia (sim, solteirona e manca) e, pasme, não estão carimbando porque os carimbos estão 'ruins'. E eles não sabem quando 'os carimbos estarão funcionando'.

    Sim, é assim que funciona.

    Sim, e eu fico sem fisioterapia.

    Sim, e estou com dor.



    E esse é só um capitulo da novela mexicana da minha vida.


    Sei que ontem o mundo caiu. Sabe, instabilidade 100%?

    Uma vontade de voltar para Porto Alegre, acho que nunca me adaptarei a Salvador e ao modo de vida e das relações aqui.

    Sim, eu sei que o lance do SUS é nacional. Meu stress não é esse.

    And I hate puffy eyes.

    terça-feira, março 15, 2005

    Aviso aos navegantes



    Meu computador em casa não está funcionando. Ainda não passei as fotos da cam para o HD.

    Minha vida está uma correria aqui. Em breve terei boas novidades, aguardem e mandem "boas vibrações".

    Beijos.

    sábado, março 05, 2005

    1a semana em Porto Alegre





    I'M HAVING A GOOD TIME
    (Alberta Hunter)

    I'm having a good time
    Please don't blame me
    I'm knocking myself out
    Don't you try to tame me
    Let me have my fun
    I ought to have my flame
    Some folks say I'm blowing the top off
    But talk don't mean a thing

    I'm living my life while I'm living
    Tomorrow I may die
    That's why I'm having a ball today
    I ain't passing nothing by
    So if I make my bed high
    That's my problem, let me lay
    Having a good time living my life today



    Quick updates
    Hmmm ok, veremos...
    Cheguei em Porto Alegre num sábado à tardinha, por volta das 19h. Saímos eu, mamãe, e Taciane para levar minha mãe ao médico, em função da sei-lá-o-que-ite no braço dela - que a impossibilitou de dirigir e fez com que eu tivesse que trazer o carro de Floripa para Porto Alegre.

    Andamos por várias clínicas e NENHUMA estava aberta, absurdo. Deixei a mãe em casa (e também a Taci, que ficou com sono) e fui jantar na casa da Flávia e do Fabiano. Comemos massa, salada e bebemos vinho tinto. Acabei dormindo lá, estava muito cansada. No dia seguinte tomamos café da manhã e liguei para a mãe, que estava melhor, então não precisei levá-la ao médico, então fiquei lá na Flávia e acabamos almoçando, comendo sobremesa, vendo dvd e pendurando quadros nas paredes. À noite, fui embora e dormi em casa no domingo.


    Não lembro o que cheguei a escrever ou não aqui no blog visto que não o tenho atualizado, e se estou a repetir coisas, paciência.

    Não, não abrirei o blog em outra página só para ler o que coloquei ou não.



    Na segunda-feira passei o dia todo em casa e combinei um happy hour na Lima e Silva com o Sandro, aproveitei e convidei a Iva e a Adriana. A Iva passou por lá, a Adriana, como sempre, nem deu as caras. Andamos por vários bares da região. Acabei chegando em casa na terça-feira, ali pelas 11h da manhã. Isso porque no caminho para casa, ali pelas 10h, resolvi passar na Lenice e dar um oi.


    Mal cheguei em casa e saí com a mãe, fomos almoçar no Ocidente e depois de fazer o serviço de banco ficamos batendo perna no Bom Fim, pesquisando colchões. Depois passamos no Carrefour, o que me estressou um pouco. Eu havia combinado de ir no Venezianos com o Dimitri, ali pelas 19h, só que o Carrefour levou hooooras.


    Na quarta fui almoçar com a Flávia no Riversides, buffet de comida japonesa. Comi sushi até quase explodir.


    Na quinta fui no Iguatemi com a Flávia e fizemos (ok, ela fez) comprinhas no shopping, depois passamos na casa dela, e seguimos para o Trianon. Hmmm saudades daquele bauru. De lá fomos para uma festa num bar chamado Circuito. Adivinha onde, onde, onde... na Cidade Baixa, claro.

    Sexta-feira a Denise veio tomar um café aqui em casa, ela agora está estudando na Fapa, aqui pertinho. Foi muito bom revê-la. Depois fui para a Cidade Baixa. Sim, novamente. Encontrei-me com a Ivanete no Cavanhas e ficamos de papo, depois zanzamos pela área e vim embora.


    No sábado, fiquei em casa.


    Domingo almoçamos em casa e depois fui para o brique... andar, tomar chimarrão e rever amigos: Raquel, Francisco, Greice, Valter, Leandro, Mari. O Leandro e a Mariana foram para a Cidade Baixa, a Greice, pra variar, foi embora, com os demais segui para o gasômetro, pôr-do-sol, fotinhos e depois... Cidade Baixa. Todos foram embora e então fui para a casa do Maicon, jantamos, bebemos e então fui para casa, às 4h e pouco da madruga.


    Bem, esta foi minha primeira semana em Porto Alegre. Depois eu conto da segunda, e última, tá bom?

    E as fotos estão em www.flickr.com/photos/katemari.

    quarta-feira, março 02, 2005

    enigma, eu?



    Rapidinho, porque estou com sono. Só quero dizer que meus dias têm sido maravilhosos, bem como as noites. E tenho estado na companhia de gente querida e feito coisas legais. E que a noite de ontem foi super gostosinha e que é sempre muito bom estar na companhia do meu anfitrião de ontem. Ele é muito fofo, querido, inteligente, calminho, bom papo, gatinho e além de tudo, cozinha bem.

    Muito sono, muito sono...

    segunda-feira, fevereiro 28, 2005

    Pára o mundo






    E me deixa aqui.

    Estou feliz. Muito feliz. Simplesmente feliz. Hoje foi um dos melhores domingos dos últimos tempos. Simples. Relaxante, despretencioso, entre amigos, saboroso. Com sol, com verde, com sombra, com chimarrão, com sorrisos, matando saudades, com caipirinha, com jantinha, com carinho, com pôr-do-sol...


    quarta-feira, fevereiro 23, 2005

    Buenas, buenas, buenas...





    Aconteceu tanta coisa...

    Falei que estive em Curitiba? Pois é... fiquei lá na casa do Romeuzito. A cidade me lembra Novo Hamburgo.

    Depois de passar por Rio, Sp, sofremos um ato de vandalismo, tentativa de furto em Curitiba. Arrombaram o carro do Romeu, tentaram levar o rádio mas, não conseguindo, bagunçaram TUUUUDO, rasgaram papéis... uma zona.

    Ai, eu não quero falar das andanças agora.

    Quero falar que estou muito feliz por estar em Porto Alegre. Acho que nada me fez tão feliz nos útlimos tempos. Essa cidade me faz muito bem. As pessoas daqui me fazem bem. Meus amigos me fazem bem. Minha cama, meus travesseiros.

    Ir pra Cidade Baixa, andar pelas ruas de lá... e a cidade ainda está num clima semi de férias, então não tem tanta gente por aqui, uma delícia.

    Delícia poder sair e almoçar com a Flávia e comer muito sushi, assim, numa quarta-feira sem nada demais. Rodar pela cidade escutando Ella Fitzgerald. Poder ficar conversando hoooooras com o George. Andar pelo Bom Fim.

    De todos os destinos por onde passei nas últimas semanas, não adianta, Porto Alegre me tem. Por mais que existam Pedros Paulos por todo esse Brasil, e pelo mundo, é aqui que eu fico em paz.

    Claro que também tem os stress com minha mãe, né, afinal, Porto Alegre não é o paraíso na Terra. E haja paciência.



    Porto Alegre é que tem um jeito legal
    É lá que as gurias et caetera e tal.
    Nas manhãs de domingo, esperando o Gre-Nal,
    Passear pelo Brique num alto astral

    Porto Alegre me faz tão sentimental,
    Porto Alegre me dói, não diga a ninguém
    Porto Alegre me tem, não leve a mal
    A saudade é demais, é lá que eu vivo em paz

    Quem dera eu pudesse ligar o rádio e ouvir
    Uma nova canção do Kleiton e Kledir
    Andar pelos bares nas noites de abril
    Roubar, de repente, um beijo vadio.

    Porto Alegre me faz tão sentimental,
    Porto Alegre me dói, não diga a ninguém
    Porto Alegre me tem, não leve a mal
    A saudade é demais, é lá que eu vivo em paz

    Porto Alegre é demais!



    Hoje falei com a Fernanda, da ETC. Muito fofa ela, me ligou. Ai, dá uma vontade louca de rever todo mundo, parece que tudo vai desaparecer... ontem a Naiara me ligou, Salvador tem seus atrativos.

    Voltando às viagens... pessoas virtuais do RJ que não conheci pessoalmente já foram deletadas. Não gosto de virtualidades. Pô, fiquei 3 semanas no Rio, numa viagem planejada desde o ano passado, anunciada, eu com número de celular no Rio e tudo! APA, né?

    domingo, fevereiro 20, 2005

    Minha vida de novela mexicana






    > não consigo de verdade, fui babaca, sentí medo de quebrar algo tão
    > precioso que temos...
    >
    > Desculpe-me mais uma vez :-(


    E eu ainda tenho que pisar descalça sobre os cacos?

    A cada dia que passa, menos forças eu tenho.

    Cansa muito tudo isso.

    E agora já quebrou.



    sexta-feira, fevereiro 11, 2005

    Andanças






    No último dia no Rio andamos horrores procurando uma tal agência do Banespa. Aliás, andamos de lá pra cá. Foi uma função Banespa, depois uma função para comprar as passagens para vir para sampa. Depois, fomos para Copacabana, uma praia suja, cheia de gente uoh. Ficamos na praia e tal. Então resolvemos ir na lagoa Rodrigo de Freitas, para jantar. Pegamos um ônibus que nos deixou do lado oposto da lagoa, o que nos fez caminhar alguns km.

    Cheguei ontem em São Paulo, a viagem foi boa, apesa de eu não ter dormido direito, diferentemente de minhas outras viagens de ônibus, onde apago total. De qualquer forma, quando chegamos (eu, Richard, Taci, Paul) no Tietê eu não percebi que já era São Paulo.

    Dividimo-nos na rodoviária: Taci e eu para a casa do Sandro, Richard e Paul para a casa de parentes do Ric.

    Depois de metrô e táxi chegamos no Sandro, largamos as coisas e fomos caminhando até o shopping Ibirapuera, no caminho fizemos ligações básicas e tomamos café. Então pegamos um ônibus e descemos na Av. Paulista... caminhada básica por lá até a Augusta. Depois falei com o Fernando e fomos ao encontro dele para um almoço. Antes acabamos entrando numa lojinha de coisinhas indianas e fazendo comprinhas básicas, também passamos pelo Itaú Cultural, espaço muito legal.

    Comi até explodir, com direto a minha sobremesa mais mais favorita de todas. Aliás, minha salada favorita, sobremesa favorita e companhia mais do que agradável. O dia começou bem, né?

    Despedimo-nos do Fernando que nos fez um convite para jantar. Confirmaríamos mais tarde. Caminhamos até uma estação de metrô na Paulista e fomos para a Praça da Sé, quase saindo da estação encontramos um posto de informações, então acabamos pegando novamente o metrô e sainda na estação São Bento.

    Caminhamos pelo centro, fomos no topo do edifício do Banespa - com vista panorâmica da cidade de São Paulo - e zanzamos um pouco mais na região. Acabamos no Centro Cultural Banco do Brasil, meu favorito, sempre. Saímos de lá e ligamos para Fernando, para confirmar a janta, mas disse que teria que ser cedinho porque eu sairia mais tarde com a Bruna e o Rodrigo.

    Já eram 18h e resolvemos ir embora... estavamos na Praça da Sé. Pegamos um ônibus para a casa do Sandro. Descemos caminhamos 10 quadras... para o lado errado, e tivemos que caminhar mais 10, para voltar.

    Chegamos no Sandro por volta de 20h30. Então liguei para o Fernando para saber se ele já havia começado a preparar as coisas, se não tivesse, eu iria propor para trocarmos a data da janta. Como ele já havia começado a fazer as coisas, eu disse que iria, mas eu não sabia se a Taci e o Sandro topariam ir. Acho que esse ponto não ficou exatamente claro. Enfim, fiquei de ligar novamente. Liguei para a Bruna e desmarquei de ir no Domina com ela e o Rodrigo, que havíamos combinado antes de eu vir pra cá. Liguei para a Dani e combinamos de nos vermos na sexta, quando estavamos conversando, meu cartão acabou. Fui num boteco próximo e não tinha cartão telefônico. Subi para o ap do Sandro (sim, sim, estou sem celular aqui, então estou usando orelhão) e a Taci estava se sentindo mal do estômago, além do princípio de gripe do dia anterior continuar dando sinais de vida.

    Tomei um banho e fui numa incursão para encontrar o endereço do Fernando, andadinha + ônibus + metrô + táxi, seria o trajeto. Em frente ao ponto de ônibus tinha uma banca de revista, comprei um cartão telefônico, mas não tinha orelhão funcionado. Aliás, tem um monte de telefones públicos em São Paulo, muito legal... entretanto, um montão deles não funciona. Enfim, peguei o ônibus, desci na praça da Sé... imagina a situação, eu, à noite, centro de sp. Desci pela lateral da Catedral e entrei correndo na estação. Tá, quando cheguei na tal da estação Sumaré, vi um povo fazendo bunge jump na avenida, do alto duma elevada. Bizarro. E tinha um telefone público, dois, na verdade. Adivinha quantos funcionavam? 1. Liguei para o Fernando, qual minha surpresa quando ele atende puuuuuuuto comigo.

    Bem, ele achou que eu não iria mais e então fez outros planos. Pronto. Fudeeeeu! Legal que eu ainda tive que ouvir o moço irritadíssimo comigo. Como não consigo ouvir ninguém gritando comigo, desandei a chorar, claro. E fiquei assistindo o pessoal do bungee jump. Depois peguei o metrô + ônibus e andei. Andei, andei, andei... andei porque já não sentia meus pés nem o corpo, andei para pensar, andei porque amo andar à noite nas cidades, eu, as pessoas da noite, meus pensamentos. Nas minhas andanças achei uma lan house que funciona 24h. Entrei abusei de ombros amigos. E fiquei melhor e andei mais um pouco para chegar no ap do Sandro, onde desabei e dormi, profundamente.

    Espero ver o Rodrigo, a Adriana, a Dani...

    Infelizmente nem deu para falar com a Suely, a Moema, a Rosane... gostaria de encontrá-las.

    Ah, e como não consigo alterar a NAM do meu cel, estou sem celular funcionando aqui, quando conseguir, meu cel da Bahia 71 91150640 voltará ao normal e eu voltarei a ter contato com o mundo exterior. E por conta disso perdemo-nos do Richard e do Paul, o que me deixa deveras triste pois gostaria de estar com eles aproveitando a cidade.

    Talvez eu acabe passando a tarde na piscina.

    Whatever.

    quarta-feira, fevereiro 09, 2005

    Saindo do Rio, indo pra sampa



    oi, saio daqui a pouco daqui, às 24h30.

    chego em sampa 6h30 de quinta dia 10/fev.

    acho que no sábado já estarei deixando sp.

    nao sei se acessarei a internet

    use cel, msg de txt 71 91150640.

    beijao até breve



    Kate, on the road.



    segunda-feira, fevereiro 07, 2005

    Muita testosterona





    Putz, lembre-me de convocar o Daniel da próxima vez, tá bom?



    Eu prometo que não insisto mais nos mesmos erros, prometo.



    :-(



    Ontem fui no Pão de Açucar, vários momentos fotolog. Fomos na Urca, momentos dividir conta em mesa de quem bebe chopp (até me sinto em Salvador). Não, continuo não bebendo chopp. Fomos para ipanema, pôr-do-sol no Arpoador, momentos fotolog muito bons.



    Beber, beber, beber. Gente legal.



    Indo para casa, no Rio de Janeiro, 3 amigas e 3 amigos. No ônibus, no meio do caminho, os amigos resolvem descer e deixar as amigas irem sozinhas para casa. Detalhe: o único nativo desceu também e nem explicaram onde deveríamos descer.



    Ai essas amizades pós-modernas... não me convencem. Desculpa, sou uma conservadora ortodoxa.



    E não aprendo a ser selfish. Mas continuo tentando.



    Acho que deveria ter ido pra Buenos Aires com o Daniel, isso sim.





    Letícia, André, Daniele: boas revelações do carnaval 2005. Ainda bem! E compensam.

    sábado, fevereiro 05, 2005

    td bem...



    Estou de volta ao rio de janeiro... carnaval. Reencontrei os amigos de londres: richard, taciane, paul, luciano, sandro, philippe... uns foi reencontro, outros primeira vez.



    Gosto da diversidade, mas preciso aprender a conviver melhor com ela. Salvador tem me ajudade nisso, ainda bem.



    Está tudo bem por aqui. Cansada e com fome agora.



    /me on the road.



    domingo, janeiro 30, 2005

    Alors...





    Saí do hotel.

    Ontem fui para a festa no ap do André e da Paula, despedida de ap. Ap que será 'meu' durante o carnaval. Estava muito bom... bebemos muito, papo, depois fomos para uma casa, Bukowski. Bem bacaninha. Saí de lá fedendo a cigarro, pra variar... e eram quase 6 da manhã. Fui pro hotel, dormi. Pedi pro cara me acordar às 8h30 (pra tomar café, né?) e o querido não o fez. Foda, perdi o cafezito. Anyway...



    Às 16h dona Taciane chega no Rio e vamos para a região dos lagos.



    Tá, me vou. Beijos. Sim, o cel do Rio ainda será o meio de contato até 09/fev.



    sábado, janeiro 29, 2005

    E chove...



    Só chove (e faz frio) na cidade maravilhosa.



    E as pessoas do Rio? Nem sei mais o que pensar... e eu que tinha tão em conta o povo daqui.



    Mas sempre existe gente legal no mundo... e ainda bem que quem é legal é muuuuito legal.



    Barra de São João amanhã. Rio novamente na sexta. São Paulo na terça.





    sexta-feira, janeiro 28, 2005

    I´m back





    O simpósio terminou.

    Entre mortos e feridos, salvaram-se todos.



    Agora estarei mais offline do que nunca.



    Beijos e pé na estrada.

    quarta-feira, janeiro 26, 2005

    Ahhhh











    Só pra constar... ontem no horário do almoço, no meu roteiro santo, acabei comungando pela primeira vez na minha vidinha todinha. Tri emocionante, uma rodela branca de farinha, embebida em vinho, que grudou na minha língua e não saia de jeito nenhum, e eu me sentia como quando na saída do dentista com a boca anestesiada, sabe? Não dava para mexer a língua... enfim, enfim... foi lá na Candelária, sim, sim, lá onde mataram uns menininhos uma vez. Aliás, nem vi a marca no chão que, dizem, tem.



    Vou lá pruma tal de mesa-redonda, afinal, nem só de passeios sacros vive o Rio de Janeiro.



    Ah, Dani, sim, está tudo bem por aqui. Beijos e saudadinhas.



    Ah, 2, o Fábio está mandando beijinhos para todos os meus queridos e amáveis leitores deste blog (e pros outros também).

    terça-feira, janeiro 25, 2005

    Hable con ella











    Celular: 21 9111 5460

    Hotel: 21 22659496 quarto 108



    Email? Só o do gmail, mas olho raramente.



    Aqui no Rio, as coisas "vão indo", após a saga para achar um hotel. Finalmente estou instalada, após uma estada em Niterói, com o fofo do Walter. Corroborei meu encanto pela cidade.



    Ontem apresentei meu painel no Simpósio, foi melhor do que eu esperava... várias pessoas acharam meu trabalham legal, elogiaram, etc, etc. Eu estava morta, acabada, chinelinho, bermuda, camiseta meia boca. Sim, porque eu achei que minha apresentação era na quarta.



    Enfim, outro dia escrevo mais, estou louca para fazer xixi. E este ar-condicionado daqui tá mó frio.



    bem, to indo. Ligue.

    beijo, fui.





    sexta-feira, janeiro 21, 2005

    quarta-feira, janeiro 19, 2005

    É disso que eu preciso











    Minha mochila está quase pronta. Acho que tem coisa demais. Quer dizer, acho que poderia estar mais leve, tem bastante roupa. Na verdade, bastante blusas, várias blusinhas. Verão é fogo para viajar porque a gente pensa que 'ah, são só blusinhas, precisa de menos coisas', mas a gente suja mais roupa, então, não sabendo se conseguirei lavá-las, sou obrigada a ter várias opções.



    Mas tenho me superado ultimamente, minhas mochilas estão cada vez menores. Eu fico chorando, reclamando, mas ela até que está pequenininha.



    Últimos preparativos agora.



    Revelei e ampliei as fotos do Capão. Umas ficaram boas, outras não. Era esperado, estava testando a máquina. Realmente, preciso de um tripé. Aliás, comprei um tripé, mas para a digital.



    Tenho tantas coisas para fazer, que só de pensar me dá uma canseira... acho que vou é relaxar. Estou aprendendo a relaxar. Preparar-me menos para as coisas. Acho que estou melhorando... estou aprendendo.



    Bem, meu saco de dormir está na mochila... pode vir o que for!





    Estou chegando...











    Amanhã será o último dia da novela da falta de água.



    O último dia de voyerismo forçado.



    O último dia do resto de nossas vidas.



    Ops, roteiro errado.



    Enfim, amanhã vou para o Rio de Janeiro. Há tempos que não piso no Rio 40 graus da Fernandinha.



    Vontade de rever amigos, Ana, Claudia, amigas do Rio; Walter, Pedro Paulo, amigos de Porto; Taci, Luciano, Richard, Fausto, Romeu, Philippe, amigos de Londres, amigos do mundo; conhecer gente nova, conhecer a fofa da Letícia, que é sempre um amor de pessoa comigo, e conhecer um monte de gente que fala fóixforo, bixcoito, manêro, caraca... e ver o Arpoador, lugar que eu amo. E sentar à beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, e beber e jogar conversa fora. E ver tudo o que ainda não vi, e viver tudo o que ainda não vivi, e tentar reviver tudo o que um dia não vivi (não, não é erro de digitação).



    segunda-feira, janeiro 17, 2005

    Abuso





    Eu sou chata, eu sei. Eu sou implicante, eu sei. Mas, pô, a falta de bom senso das pessoas não têm limite, né?



    Estou sem água há dias. Às vezes vem, muitas vezes vai. Cheguei a comprar água mineral para tomar banho. Sim, porque eu não vou ficar lamentando por aí nem ficar sem banho. É prático e custa 3,50 uma bambona de 20 litros de água. E garante um banho em caso de emergência.



    Beleza, tínhamos uns baldes de água aqui. Dois. A casa tem um balde. Eu comprei outro balde, maior, aliás.



    A flatmate usou a água do balde da casa, meio balde. Até aí tudo bem, claro. Mas deixou a outra metade da água suja. Bem, problema dela, ela que use. E usou a caneca que eu uso para fazer café - sim, que é minha, eu comprei para tomar o banho também. Ficou tudo lá no banheiro. Beleza.



    Eu peguei e usei uma panela para fazer café. Não morri por causa disso. Mas assim como eu não morri por isso ela não morreria se usasse uma das panelas da casa ou um pote plástico da casa. Enfim, peguei a caneca lá do banheiro. Lavei bem, guardei no armário. No outro dia, pela manhã, fui pegar a caneca. Não achei. Tava no banheiro denovo.



    Ok.



    Nós, sem água, e o namorado dela continua dormindo aqui. E "tomando banho". Já que estamos sem água, bem que ela poderia ir tomar banho lá na casa dele, né? Não seria mais inteligente?



    Tá.



    Eu lavei o balde da casa que ficou com água suja e o marido da landlady encheu novamente o balde e enchemos o meu balde também, e enchi a bambona de água mineral da flatmate, que estava vazia, ou seja, sem água mineral. Então aproveitei e usei como reservatório de água.



    Chego no outro banheiro - a casa tem dois banheiros, nós usávamos um apenas, agora adotei o outro e transferi todas as minhas coisas para lá, porque eu não tenho que conviver com vaso sanitário respingado de xixi de namorado de flatmate, nem com gente usando meu sabonete - e o meu balde não está. Foi para o outro banheiro.



    Aham.



    A água parecia que tinha voltado ao normal. Mesmo assim, lavei os dois baldes, enchi de água e coloquei no 'meu' banheiro. Hoje faltou água novamente. Eu, como estou um pouco doente e sob medicação, dormi boa parte da tarde, e depois novamente à tardinha. Quando acordo, os dois baldes sumiram do 'meu' banheiro. E o meu balde estava sujo na sala. E o namorado está aqui, claro. Registre-se que ele deu uma folga no final de semana. Então acordo, suada pós febre, claro que quero tomar banho. Mas é claro que não tem água, porque a beldade usou os dois baldes e, além disso, deixou o balde sujo.



    É foda. Não tem outra palavra. Dá vontade de chorar. Sabe? Sentar no cantinho e chorar. É muita falta de consideração. Falta de se colocar no lugar do outro.



    Caralho, se eu compro as coisas que compro para a casa não é porque sou uma endinheirada, mas porque quero ter a certeza que eu vá ter as coisas que preciso. Não é que eu seja uma egoísta filha da puta que não quer dividir nada, mas é que se eu comprei as minhas coisas é porque quero usar as minhas coisas, pô!



    É só venha nós ao vosso reino!



    Outro dia eu estava refletindo - mais do que um dia, na verdade, tem sido um pensamento recorrente - em relação a minha suposta independência que tantas pessoas a mim atribuem. Eu não sou assim tão independente, mas não sou sanguessuga. Não fico pedindo favores a Deus e o mundo para qualquer coisinha que eu precise. Mas peço, se eu achar que a pessoa pode fazer por mim, se eu achar que não será abusivo, se eu achar que não posso fazer sozinha, eu vou pedir. Sem cerimônias. Se isso é ser independente, então eu sou. Caso contrário, apenas não gosto de abusar.



    É verdade que estou à flor da pele. Falando em pele, queimei a mão outro dia. Eu falei isso aqui. Nem sei o que falo ou não aqui mais... porque a Tripod está me boicotando, então até esqueço. Enfim, talvez repetindo, queimei a mão, tive que tomar um sedativo para conseguir dormir, tamanha a dor que eu sentia, tive que dormir com a mão imersa em água gelada para aliviar a dor. Achei que ficaria com a mão manchada para o resto da vida. Surpreendentemente minha mão (foi a direita) está normalzinha e praticamente não há sinais de tamanha queimadura.



    Agora, próximo de eu viajar, resolvi ficar doente. Hoje. Bem hoje, segunda-feira. Espero estar melhor na quinta. Eu TENHO que estar melhor na quinta. Tenho tanta coisa para fazer ainda. Imprimir o poster para o Simpósio, fazer a mala, organizar o que farei para a dissertação enquanto fora de Salvador, deixar tudo o que preciso disponível online, caso eu precise acessar, fora as questões domésticas.



    Eu queria sumir. Eu quero sumir.

    sábado, janeiro 15, 2005

    Aeeeeeeeeeeee



    Finalmente consegui publicar alguma coisa aqui. A Tripod parou com a implicância para com a minha pessoinha.



    Bem, agora não estou com paciência para escrever, entretanto, sugiro checar a página do Flickr.



    E ver mostras do meu brinquedinho novo.



    quarta-feira, janeiro 12, 2005

    Aviso aos navegantes



    Estou sem computador em casa, meu monitor queimou novamente denovo outra vez pra variar.



    Não conte com email, msn, skype, whatever: use o telefone!



    Beijinhos.



    Ahhh, Rio de janeiro dia 21 de janeiro, sexta-feira.

    domingo, janeiro 09, 2005

    Eu odeio a Tripod





    004 dk.eos.net.FtpError: Your account has been temporarily suspended for excess bandwidth consumption, please try again later.





    Isso que meu pedido de ano novo foi mais espaço do provedor, né? Ao invés disso eles dizem que eu consumo a banda deles? Vaaaaaaaá tomar no cusemacento!



    Sinais



    Deparar-me com esta notícia hoje (de ago/2004) só pode ser um sinal!



    Videoconferência CBPF - Imperial College*

    No dia 10/08 o Prof. João Magueijo, que estava no Brasil para a conferência "XIth Brazilian School of Cosmology and Gravitation", participou do processo de seleção de novos professores para o Imperial College de Londres a partir do CBPF.

    Este processo durou mais de 3 horas, onde o Prof. Magueijo esteve virtualmente presente na reunião por meio de uma videoconferência de alta-qualidade realizada pela CAT.



    Nesta videoconferência foram utilizadas câmeras de alta resolução e equipamentos dedicados para captura de textos escritos a mão. O áudio, equalizado, permitiu que

    enviássemos um sinal de boa qualidade ao Imperial College. Graças ao CBPF ter uma rede local moderna e coordenar a operação da Rede-Rio foi possível maximizar as taxas de transferência exigidas para tal evento.



    Ao final, o Prof. Magueijo elogiou a qualidade da videoconferência e disse que a utilização desta tecnologia foi muito importante, pois permitiu sua participação em um processo delicado que é a seleção de novos professores.





    Nem que seja um sinal do quanto estou desinformada.









    * Onde eu trabalhei, lembras?

    Plat du jour









    Ontem fiz um feijão. Bah, ficou tri bom. Hoje fiz carne assada com legumes. Mega bom.



    Queres saber como fazer um feijão delícia, é fácil:



    Saia de casa ali pelas 10h e vá caminhando até o Pelourinho, vá na loja para revelar filmes fotográficos e seja atendido por uma mocoronga descalça. Então, desista e deixe para voltar outro dia, quando os atendentes queridos e simpáticos que você conheceu lá estiverem na loja.



    Volte caminhando até o Center Lapa e pague o extrato da Riachulo, pague com Visa Electron e peça para a mocinha para trocar 50 reais. Ela dirá que não está autorizada a trocar.



    Como recompensa, vá ao cinema.



    Compre o ingresso, ou melhor, tente. Descubra que a menina não tem troco para 50 reais. Não faça escandalo, use o Visa Electron.



    Compre um refrigerante, afinal, andar tanto dá sede e a tua garrafinha de água já foi pro saco. Compra um refri gigante, pra tomar no cinema. Tente pagar com aquela mesma nota de 50, que é a única que tens. E acabe pagando o refri com o Visa Electron.



    Pense que almoçar é importante, veja que ainda tem tempo para o filme começar, decida comer um sanduiche. Mas desista, porque a menina da lanchonete não tem troco, nem Visa Electron.



    Assista um filme horroroso. Bem, que deveria ser de terror, mas é terrível apenas. The grudge, O grito. Sim, eu sabia que seria ruim: um filme com esse nome, passando num cinema que vende pipoca, melhor, que dá pipoca de graça com um ingresso, que custa 4 reais, eu não esperaria mais. Juro. Mas eu estava com uma necessidade de sala de cinema e estou pobre demais para ir no Sala de Arte no final de semana.



    Passe no supermercado, para comprar o feijão, claro. Afinal, como fazer feijão sem feijão?



    Então, vá no BomPreço do Shopping Piedade - que é ao lado do Center Lapa. Aproveite e compre tudo o que você precisa. Desinfetante? Precisa? Compra. Afinal, agora você adotou o segundo banheiro da casa, já que não aguenta mais ver restos dos produtos da sua flatmate no vaso, nem a tampa levantada e respingos, devido ao namorado da flatmate. Então você precisa comprar cheirinhos e coisinhas para o novo banheiro.



    Compre feijão Biju. Novinho. Compre louro.



    Quando chegar no caixa, pague com o Visa Electron, claro, porque as compras superam os 50 reais, mas peça para a mocinha trocar seus 50 reais. Ela não trocará. Nem nenhuma outra caixa. Ela não está autorizada a trocar. E não é por isso que ela é caixa no BomPreço do Piedade, mas é por isso que sempre será caixa do Bompreço da Piedade.



    Anote: nunca mais fazer compras no Bompreço da Piedade. Não tem empacotadores, e não tem táxi perto, e não podes levar o carrinho até o táxi. E fica mais longe da tua casa do que o Bompreço do Canela - onde eu tenho certeza que teria trocado a bagaça dos 50 reais.



    Entenda: no Canela tem mais gente "de bem", tá ligado? Se fosse no da Barra então, ih, mais ainda. Nesses outros dois o atendimento é mais rápido, tem empacotadores, é mais limpinho, tem mais produtos. No da Piedade tem mais gente "como a gente", sabes? Pois é. Foda essa lógica discriminatória filha da puta, viu!



    Bem, depois de pegar seu táxi e chegar em casa, guarde as compras, tome um banho para tirar o suor, já que caminhaste um montão sob o sol da cidade da magia. Depois vá escolher feijão. Lave. Deixe de molho.



    Enquanto isso, vá preparando o arroz integral (que leva uma vida para ficar pronto). Tempere com alho, sal e pimenta de cheiro. Só uma pimentinha, viu?



    Coloque 1/2kg de feijão na panela de pressão, uns pedaços de "chupa molho" (costela) e algumas (5 talvez) folhas de louro, cubra com água, leve ao fogo.



    Pique em rodelinhas uma linguicinha defumada. Pique uma cebola grande. Coloque numa frigideira. Alho também.



    Aproveite e prepare um bolo de milho, daqueles de pacotinho, e coloque na panela que mamãe te deu, para ver se funciona fazer bolo em cima do fogão.



    Vá para a cama, deite, coloque os pés para cima e descanse no escuro. Mas cuide a hora. Vá olhar o bolo de vez em quando. Quando estiver pronto, desligue. Desenforme. Você descubrirá que ele abatumou (solou) mas ficou uma delicia. Não ficou um bolo abatumado, na verdade, mas um doce de milho. Diferente.



    Volte para a cama.



    Uns 40 min após ter iniciado a ferver a água do feijão, vá lá e desligue o fogo.



    Coloque a frigideira no fogo - lembra, com a linguiça - enquanto a panela de pressão vai para debaixo da pia.



    Refogue bem a linguiça.



    Abra a panela e descubra que a carne ficou perfeita. Arrependa-se de não ter colocado mais.



    Coloque um pouco do caldo do feijão na frigideira, juntamente com alguns grãos e amasse-os.



    Misture tudo. Na panela, claro.



    Adicione dois pacotinhos de Sazon para feijão + cominho + pimenta do reino, à (bom) gosto.



    E leve ao fogo novamente.



    Pegue um prato, fundo. Coloque arroz, feijãozinho delícia e uma banana.



    Sim, banana. Pique a banana e coma feijão com arroz e banana, e lembre de sua avó.



    Sente a bunda na cama e assista, finalmente a novela das 8. Agora, literalmente, já que não tem horário de verão na Bahia. Se não estiver na Bahia, será das 9h. Se bem que se não estiveres na Bahia, adapte toda a parte inicial da preparação do feijão.



    Veja a Naaaaaaaaaaza. Depois, Zorra Total. E Supercine.



    Depois da novela, dê uma papeada no msn também.



    E depois durma com a tv ligada no meio do Supercine. Sim, você está morta(o) de cansaço.







    Aí, no domingo, aproveita e faz uma carninha assada (lembra que você não usou toda a costela, né?). Faz na panela da mamãe. Coloca a carne, que você já deixou temperada na noite anterior, e vá jogando o tempero por cima de quando em vez. Depois que a carne já estiver assada, coloque um pedacinho de moranga, chuchu, cenoura, batata, abobrinha. Um pedacinho bem pequeno de cada, tá?



    Pronto.





    Depois espere o Dani chegar, vendo propagandas Polishop.



    sexta-feira, janeiro 07, 2005

    Fala sério... II - coisas que aparecem no meu scrapbook





    Chego e leio isto:



    Flavio: you like to be a very sexy woman,but like too, don´t think kool, know new friends,but anyway I gonna add you to my friend list, Black Magic Woman.



    Ps. Forgive me, becouse when a took this photo I was without t-shirt, however I wasn´t naked!



    Tu é muito brunnetinha, espero que vc aceite o meu convite.



    BJS nessa bochechinha de chocolate!!!





    Então eu respondo:



    Katemari: Considerando que não me foi possível entender parte da tua mensagem, obrigada pela parte legível.



    Abraço.





    E a tréplica é:



    Flavio: Vc parece ser uma uma mulher bem sexy,mas parece tb, não achar legal, conhecer novos amigos, mas de qualquer maneira eu vou te adicinar a minha lista de amigos , Black Magic Woman.



    Ps. Me perdoe, pois quando eu tirei essa foto , eu estava sem camisa,porém não pelado!



    Tu é muito brunnetinha, espero que vc aceite o meu convite.



    BJS nessa bochechinha de chocolate!!!



    Apenas pra dar mais clareza ao scrap.







    Ai, meu Webster, né?

    Uma vez um cara, brasileiro (!) escreveu uma mensagem completamente incompreensível em inglês no meu
    scrapbook e eu respondi dizendo que se ele era brasileiro, eu também, ambos falavamos português, não havia a necessidade de escrever em inglês, especialmente porque ele não sabia fazê-lo. O cara ficou puuuuto. Desta vez eu tentei não ser grossa, como de costume, e daí passei por burra, né?



    Bem, antes passar por burra do que por grossa. Já que grossa eu sou mesmo... dizem que a verdade dói, não é?













    * Putz, eu falo muito "né", pareço porto-alegrense...



    Senta, que lá vem a história...











    Sexta à noite, eu sentadinha à frente do micro, café passado com um pedacinho de canela na xícara, banho tomado, ouvindo Rita Ribeiro.



    Rita Ribeiro até me faz pensar em 2004. Ah, já acabou o ano, né? Paciência.



    Acordei cedinho na quinta-feira. Sim, estamos 2004, 30 de dezembro, rumo à viagem do reveillon. Últimas arrumações, banho. Nem tomei café, nem tinha fome. Talvez em função da comida, melhor, dos petiscos mexicanos da noite anterior, e das várias margueritas frozen. Infelizmente não enchi a cara de marguerita, como supunha, mas tive um puta prejuízo financeiro, um rombo no orçamento muito maior do que eu poderia dar conta. C´est la vie. Dias melhores virarão.



    Eu jurei que estivesse com tempo sobrando, quando cheguei na sala e peguei a mochila, dei uma última olhada no celular, 6h20. Meu ônibus saía às 7h da rodoviária!!! Fui para a parada de ônibus, esperei, esperei. Estava começando a suar frio. O ônibus chegou. Sentei a bunda e relaxei, se me atrasasse, paciência. Eu não iria ficar me estressando com algo que não poderia mudar. Sim, eu estava no clima zen.



    Cheguei na rodoviária, peguei dinheiro - porque não tinha um puto centavo -, passei na farmácia para comprar Buscopan - vai que dá dor de estômago (aham, Buscopan relaxa os músculos lisos, logo, os do estômago, e por isso serve não apenas para cólicas menstruais mas para dores de estômago) - e encontrei com a Soraia, beijinho de fim de ano e rumei para o setor de embarque. Olhei para umas maquininhas ( está tocando "Uma noite sem você" ...uma noite sem você é muito tempo e uma vida com você é muito pouco... ), enfim, olhei para as maquininhas, parecendo aquelas de metrô, sabe? Onde tem que se colocar um ticket para liberar a catraca. Pois é, eu lembrei que quando comprei as passagens a menina havia me dado uns ticketzinhos daqueles (...te amei tanto que eu não imaginava, que sozinha ficaria triste e oco, quando o mundo me chamava eu tava mouco...). Entretanto, quem diz que eu sabia onde estavam os ditos? Aí falei com o segurança e ele disse que eu deveria ir no guichê e pedir outro.



    - A que horas é teu ônibus?

    - Às 7h.

    - Ah, então não vai dar tempo. Vais perder o ônibus.

    cara de espanto, resignação e tontice

    - Qual o teu nome?

    - Katemari. (com cara de cu zen)

    - Faz assim dá a volta e embarca pelo desembarque. Fala com o segurança de lá.

    daí ele pegou o walkie talkie e fez um H.



    Dei a volta, com meu mochilão nas costas, caminhando rapidinho, falei com o guardinha, procurei o busum, despachei a mochila, ainda tive que preencher o bagulho da passagem com meu nome e rg e subi no ônibus. Olho para a minha poltrona número 11 e tem uma vaca sentada, com sua amiga vaquinha. Aí com minha cara de cu zen e resignado - porque isso sempre acontece nos ônibus e teatros e quaisquer lugares que se tenha assento numerado - fui procurar um assento vazio, quando escuto:



    - Olaaaaaaa!

    Ops

    - Oi.

    com cara de 'ai meu jesus cristinho, já me descobriram aqui'.

    - Ahhh mas tu vais pra Chapada?

    (Não, é claro que os 'tu vais' e sulismos afins são adaptações minhas.)

    - É vou.

    com cara de quem diz, não, eu resolvi subir num ônibus na rodoviária às 7 da manhã só para ver se tu estavas por aqui.



    Não, estou brincando, eu estava zen. Tri zen. É sério. Viajar para mim é algo tão necessário, tão maravilhoso. É como ir ao cinema no Circuito Sala de Arte. Sabe? Não tem como ficar estressada.



    Tem várias formigas suicidas dentro do resto do café na minha xícara.



    Pois é, encontrei com o Stefano, meu professor - sim o de Quântica, para quem eu devo uma prova. Imagina a situação, eu fugindo dele para não fazer a prova (tá, nem tanto) e encontro com ele no ônibus indo para a Chapada. E mais, ele estava indo para o Capão também! Sei que conversamos um monte durante a viagem.



    Ai, ai, a viagem...







    Estávamos felizes e contentes na estrada quando de repente, não mais que de repente, o ônibus estraga. Então descemos todos, vamos num posto de gasolina... eu e o Stefano tomamos um suco de laranja delicioso e comi um queijo minas. E aguardamos até que a empresa mandasse outro ônibus, para continuarmos a viagem. Nisso aproveitei para abordar uma senhora que havia visto:



    - Tu não és a cunhada da Sarah?



    Pronto, mais um conhecido no ônibus! Tri, né? Ficamos de papo.



    Aí o ônibus chegou, trocaram as malas de ônibus e seguimos viagem. É tão bom olhar pela janela.



    Quando chegamos em Feira de Santana subiram outras pessoas no ônibus. Como a vaca e a vaquinha continuavam sentadas no meu lugar, mesmo no novo ônibus, eu e o Stefano tínhamos sentado em outro lugar. Só que quem subiu em Feira clamou pelo lugar, daí o Stefano foi para o dele, de direito. E viajamos separados, conversando de vez em quando - porque ele ficou sentado logo atrás de mim.



    Depois o ônibus parou em Itaberaba, onde tomei um suco de laranja com beterraba. Acho que era por volta de 12h. Acho que foi R$ 2,00 o suco. O de laranja no posto tinha sido R$ 1,50.



    A parada seguinte foi Lençóis, onde várias pessoas desceram, inclusive a cunhada da Sarah, e outras subiram, incluindo uma super figura: Rosa, 58 anos, natural de Porto Alegre, paulista de coração, moradora de Ilhéus. Ela deu uma agitada no ônibus e estava sentada relativamente perto de mim, nas primeiras poltronas também.



    Eu desci na parada seguinte, em Palmeiras e o busum ainda seguiu para Seabra, seu destino final.



    ... amou sua mulher como se fosse a única, beijou sua mulher como se fosse a última, e cada filho seu como se fosse o único... ai, eu amo esse homem!



    Sim, o Stefano e a Rosa também desceram em Palmeiras. E o menino mega quieto que sentou ao meu lado também.



    Logo que desci conversei com a Rosa e nos organizamos para rachar uma 'rural', precisávamos formar um grupo de 8 pessoas, para dar 5 reau para cada um o frete até o Capão. Convoquei o Stefano. E em poucos minutos já estávamos com um grupo completo. Outros grupos organizaram-se e havia umas 5 'rurais'. Todas partiram, menos a minha. Claro.



    Ficamos cerca de 30 minutos em frente à rodoviária de Palmeiras, esperando o Stefano comprar a passagem da volta e outra menina trocar a dela. E então partimos.



    Poeira, muita poeira. São 20 e tantos quilômetros de chão batido. Não, entenda: é muita poeira.



    Lá pelas tantas a 'rural' pára. Furou o pneu. Então foram trocar o pneu. Daí um menino, namorado da Camila (acho que é Camila, um casal paulista super queridos) foi pegar cerveja. A galerinha juntou dinheiro e ficaram bebendo cerveja enquanto os tios trocavam o pneu. E nóis dentro da rural, mâno.



    Seguimos.



    Lá pelas tantas... a 'rural' pára. Sobem a vaca e a vaquinha. Não sei o que aconteceu com o transporte delas, sei que elas tiveram que trocar no meio do caminho e ohhh vieram para o nosso.



    ...chega de saudade a realidade é que, sem ela não há paz, não há beleza...



    E seguimos.



    Lá pelas tantas... SIM, a 'rural' pára. Acabou o gás. Trocaram o gás.



    Seguimos até que a vaca e a vaquinha desceram.



    Foi engraçado, foi só as meninas descerem e surgiram comentários em relação a elas. E juro que não foram meus!!!



    Eu sabia que tinha que descer na padaria, antes de chegar na vila. O Stefano desceu antes. Quando chegou na tal padaria, o tio me avisou, desci e me despedi de meus companheiros maravilhosos de viagem. Bando de mochileiro sangue bom. Adorei-os.



    ...abre a cortina do passado, tira a mãe preta do serrado...



    Mochila nas costas e fui seguir para a 'casa de Zéu'. Estou subindo a rua, poeira dos pés à cabeça, saco a máquina e bato umas fotinhos... e encontro a Maia e a Juliana, filha da Ester e amiga da filha, respectivamente. Mais atrás desciam a Marisa e a Ester, daí voltamos, deixei minhas malas, tomei banho e rumamos para a vila - o centro da cidade. A cabaninha onde ficamos era muito fofa. Ideal para um casal e dois amigos, ou três amigos. Não mais do que isso. Estávamos em 5. Foi bom, mas não o ideal. Especialmente 5 mulheres, 2 não mochileiras, 2 (pelo visto) pseudo mochileiras. Leia-se: muitos sabonetes, muitos cremes, muita roupa, muito muito. Sim, eu me acho A mochileira. Não, na real não me acho A A A, mas sou boa de mochila, com orgulho.



    ... não adianta nem tentar, me esquecer... durante muito tempo em sua vida, eu vou viver...



    (a rádio uol tá se puxando nos clássicos da mpb, né? só para inspirar a escrita deste texto.)



    Na vila fomos ao supermercado, que agora aceita visa electron (e cartão de crédito) e depois ficamos no bar Flamboyant. Tomamos um vinho, comprei queijinhos e comemos queijo. Comprei um licor fantástico e ficamos bebendo. As meninas beberam cerveja também, e comeram pastéis e coxinhas de palmito de jaca. É bom, eu provei o recheio. Só não comi porque fritura não rola, mesmo e eu não estava querendo ficar passando mal o resto dos dias. Vimos a feirinha de artesanato, eu e a Marisa compramos sabonetinhos esotéricos naturebas para equilibrar os lances dos signos e elementos. Eu tenho excesso de ar. Oh, vou dizer hein, o lance funciona, tá! Digo, não sei se tomar banho com o sabonete equilibra, mas eu acabo gostando dos aromas que me desequilibram, ou seja, eu insisto em ter excesso de ar. Estranho, né? Ai, não entendeu? Vai lá no Capão que a mina explica!



    Então encontrei com o Stefano. Ele falou que faria a trilha da Fumaça. Assim, Fumaça é uma cachoeira que tem lá. Para se chegar na Fumaça pode-se ir por cima, ou seja, por um lado que sai na parte de cima da cachoeira, ou por baixo, e subir depois.



    ...já conheço os passos, sei que não vai dar em nada, seus segredos sei de cor... já conheço as pedras do caminho e sei também que ali sozinho vou ficar tanto pior o que é que posso contra o encanto deste amor que eu nego tanto...



    Como ninguém tinha planos para o dia seguinte, eu combinei de fazer a Fumaça, por cima, com o Stefano. No dia seguinte acordei, banhinho, me arrumei e estava sainda. A Marisa resolveu ir também. Fomos. Tomamos café na padaria. Hmmmm um suco tri bom e um cacetinho com queijo: R$ 2,40. E quem eu encontro? A Rosa. Lembra dela? Papeamos.



    ... as rosas não falam, simplesmente as rosas exalam o perfume que roubam de ti...



    Depois o Stefano chegou e tal... resumo da ópera, subimos a Fumaça, cerca de 2h30 caminhando, um sol do cão, uma subida tipo escada de pedras, uma parte (de 1h mais ou menos) plana. Pena que a Fumaça estava seca. É, não tinha água. Deu para a gente andar onde a água supostamente deveria estar, onde supostamente cairia. Mas valeu a pena cada passinho.



    essa música SEMPRE me lembra minha vó...

    ... eu preguntei oh deus do céu, uai, porque tamanha judiação...






    Na subida tem três 'paradas', assim, três pontos de venda de água, refrigerante e afins. Um no início, um no meio e um no fim. No do meio rola caldo de cana moidinho na hora (eu experimentei mas achei muito doce, argh). Legal é o valor agregado. Fala sério, quanto vale uma garrafinha de água mineral geladinha no topo da Fumaça? Diz aí se tu não pagas R$ 3,00 e ainda fica feliz? Pois é, lá em cima são 3 contos, mais abaixo, 2 reau. Eu comprei a de 2 reau. Porque eu tinha água, mas fiquei com medo de ficar sem. Aliás, comprei duas bananas também. A 50 centavos cada uma. E diz que não vale?



    Outra coisa, ninguém dá a informação correta. As pessoas dizem que se sobe em 1h30. Mentira!!! Para os guias sarados e treinados, tudo bem, mas para os pobres mortais, não é tão rápido assim. E põe o sol aí. É foda, solaaaaaaaço. Aliás, resultado disso é que estou descascando (ou despelando como falam aqui) e que estou com uma fitinha do Nosso Senhor do Bonfim 'tatuada' na pele, em função do sol. De 3 horas de caminhada para 5h é uma puta diferença! O que me irrita não é pela caminhada mas por não me permitir a ideal preparação, levar mais água, por exemplo. E outra, sem saber o tempo real, lá pelas tantas dá para pensar que se está perdido, porque se pensa que já deveria ter chegado.



    Na entrada da trilha tem uma casinha lá onde a gente escreve o nome, o lugar de onde vem, e o horário em que está subindo e na volta temos que dar o ok. Senão voltarmos eles vão à cata.



    Isso foi no dia 31, o último dia do ano. De 30 para 31 eu dormi mal pra caralho, colchão fininho, num chão de madeira, foi foda. Mas de 31 para 01, noooossa, dormi feito pedra. Ainda assim, não acordava às 10h, o que acho um total desperdício. Não sei como minhas companheiras de viagem tinham tanto sono. Afe!



    Ah, a virada, né?





    Bem, foi uma dificuldade escolher as roupas para levar para a viagem, já que eu não conhecia o lugar e as companheiras de viagem meio que se negavam a dar uma informação precisa. Aliás, informações precisas não é o forte delas. Assim eu fui com algumas opções de vestuário, acabei usando uma saia jeans e uma bata indiana no reveillon, que não foi nada emocionante, a não ser por conseguir falar com minha mãe ao telefone e com a Cristina, que falou algo tão lindinho "você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida em 2004". Não é fofo começar o ano assim?

    Então... quem for para o Capão, o que vestir: leve em consideração que tudo lá é chão batido, é muita poeira. O estilo é riponga. Não se engane, entretanto, o lugar é cheio de paty e mauricinho, elite de Salvador dando uma de natureba, de alternativo. Chinelo, tênis, papete. Algodão, cargo e hippie style. Montanhismo style também. Mochila, barraca, cantil. E tem muito mochileiro de verdade, muitos campings. Bem, como lugar para posers e abonados.



    No 31 jantamos uma lasanha integral e bebemos vinho, no restaurante do Diego, um argentino que serve comida deliciosa. No dia 01 fomos almoçar num restaurante que o antigo nome é da Jaqueira. Foi o dia que melhor comi lá, e nem foi caro (R$ 7,50 o almoço - em tese). Eu me esbaldei em saladas e naturebices, estavam uma delícia. O ambiente é mais do que agradável, e fizemos uma caminhada de, sei lá... 1h para chegar lá. À noite fiquei "em casa", ainda bem, porque caiu moooooita chuva. Dormi bem novamente.



    No dia 02, domingo, acordar tarde, aquela coisa, de sempre, fomos tomar café no Diego, comi iogurte natural com granola e banana e um beiju com queijo e café. Quase explodi e foi delicioso. Depois fomos para o Riachinho, de carona com uns amigos das meninas, e tomamos banho de rio. Elas tomaram banho de cachoeira, eu não, porque tinha que atravessar o bagulho lá nadando. E eu ainda não nado, né! Mas foi bem bom, apesar da água mega gelada.



    Quando estávamos saindo do Riachinho, encontramos o Stefano chegando. Voltamos de carona com um amigo das meninas e fomos direto para a vila, jantamos numa pizzaria famosa que tem lá, de um suiço. Interessante como tem points com donos estrangeiros, não é? Aham, hippie, sei.



    Segunda-feira foi dia de voltar para casa e de descobrir que a diária que haviam me dito ser de R$ 5,00 era, na verdade, de R$ 15,00. Não, lá não tem banco. Não, os lugares (exceto o supermercado, agora) não aceitam cartão. Logo, tens que levar todo o dinheiro que precisas. Eu não morri, não passei fome, consegui chegar em casa - como veremos a seguir - mas, desculpa, tenho ascendente em virgem e gosto de me planejar, de ser organizada, especialmente quando viajando. Mas tá sussu, eu estava no clima zen, lembra?

    Pois é, seguindo a linha zen, peguei minha mochila e uma carona na traseira de um caminhão que passaria em Palmeiras. A viagem dura cerca de 1h, um pouco menos.



    Cheguei em Palmeiras, larguei minha mochila na lancheria da rodoviária, pedi um suco e um cacetinho com queijo. Melhor cacetinho com queijo da minha vida. Fiquei lá, sentada. Acho que era 9h30. Ou por aí, e meu ônibus chegaria às 12h15. Aí veio um cara, sentou, ficamos de papo. Gente boa, do interior da Bahia, mas vivia em sp. Tinha corrido a São Silvestre. Pelo papo ele é sambista e compôs o samba de não sei que escola. Pelo papo eu deveria conhecê-lo mas, sinto muito, não conhecia. Acho que ele era famoso e eu nem sabia, pelo menos foi essa a impressão que ele deixou.

    Depois as meninas passaram por lá. Ah, sim, elas foram e voltaram de carro, e passaram em Palmeiras para ver se eu havia chegado direitinho. Como eu ficaria ali esperando um tempão, peguei um vinho que havíamos deixado semi-aberto na noite anterior, para ficar bebendo. Elas partiram. Daí um menininho - para quem, na linguagem dele, a Juliana tinha ficado pagando pau - chegou, sentou e ficou por ali. Ficamos de papo. Depois a tia dele veio. E então ele me convidou para tomar banho de rio, eu fui. Deixei minha mochila ali na rodoviária - sabe, né, cidade do interior, é só largar ali e deu - e fomos.

    Ficamos tomando vinho e tomando banho de rio. Depois voltamos. Eu tinha um ônibus para pegar, né?



    Sentei novamente na lancheria, ele foi ajudar a prima a carregar um cesto de roupa. Vinícius, 22 aninhos, gaaaaaaaaaaaato até não poder mais. Rústico, trabalha com caçamba e eletricidade. Foi uma espera de ônibus divertida.



    Então chegou um menino que se dizia de Roma. Eu o havia conhecido no Capão, daí sentou. Ficamos de papo. Depois o Vinícius voltou, com outra garrafa de vinho. Ruim, desta vez, mas foi legal. Um vinho doooooooce. E seguimos bebendo, e o ônibus filho da puta chegou. Não, é claro que ele não iria quebrar agora, né?



    A volta foi então mais tediosa. Tinha umas meninas, uma do meu lado, outra atrás, que vieram de papo a viaaaaaaagem inteira, e cada papinho. E um menino também. Mas foi sussu. Demorada mas sussu.



    Quando cheguei em Salvador passei no Iguatemi e comprei uma salada, para levar. Cheguei em casa, desfazer malas, banhinho merecido, saladex e ver emails, conversar com mommy no msn... essas coisas.



    Na terça?



    Bem, trabalhar pela manhã... fiquei no Instituto até à noite. Quarta trabalhei, quinta trabalhei, sexta trabalhei.



    É... de volta ao mundo dos pobres mortais.



    Agora é contagem regressiva para o Rio!!!



    E tem lavagem do Bonfim no dia 13. E Festival de Verão, que poderei pegar o dia 19, mas acho que não vou.



    Ah, legal, agora que vou publicar meu pc parece que está travando. Eu mereço!



    Ah, sim, sim, tirei várias fotinhos com minha câmera. Ainda não revelei. Assim que o fizer tentarei conseguir um scanner e darei um jeito de colocá-las online.





    Hmmmmm e terei uma novidade boooooooa semana que vem, quiça, amanhã!



    Fala sério...

    "oieeh!!! tp rezolvi ti adiciona nu meu orkut pq komu t vi na komunidade du funk kariok i axei ki c tnha mt kra d funkera!!!.....i komu eu amu funk axei ki a genti pudia fla mtmtmt d funk!!!! bjx =]



    This message was sent by Marja Goulart to Katemari Rosa."



    É cada um que me aparece no Orkut...

    Desilusão

    Se você sonha com um homem que te dê todo carinho que você precisa, que te ame incondicionalmente, estando você gorda ou magra, que esteja sempre com você, mesmo nos momentos de tristeza, que durma e acorde com você e nunca saia de casa para ficar com os amigos, é melhor arrumar um gato (e castrado!).





    By Su, in a quick msn message.

    segunda-feira, janeiro 03, 2005

    Meu trabalhinho

    PRODUÇÃO TEXTUAL NO ENSINO DE FÍSICA: O ESTÍMULO À ESCRITA ATRAVÉS DA HISTÓRIA COM O USO DE MATERIAL PARADIDÁTICO



    Perdão pelo excesso de caps, apenas copiei e colei.



    Enfim, o trabalho que será apresentado no Rio de Janeiro. Sim, além de carnaval vou para o Rio à trabalho.



    Eu voltei...





    Mas tô podre.



    Dani (do RS), senti taaaaaaaaaaanto a tua falta. Não adianta, melhor cia para viajar não há!