quarta-feira, julho 21, 2010

Redescobrindo Lima

From Peru - Dia 9 - 05 jun 2010 - Lima

No centro de Lima fomos ateh o Museu da Literatura Peruana que fica num predio fantastico, onde era a antiga estacao central de trem da cidade. O museu estah o maximo e foi inaugurado em 2009. Foi espantoso ver tanta gente no museu, gente de todas as idades, e que pareciam nativos, num sabado a notie. Alias, o centro todo estava tomado de peruanos passeando, o que me causou surpresa. Acontece que no centro fica a casa do governador, entao o policiamento lah eh impressionante e torna-se uma parte bem segura da capital. Mas uma coisa que eh interessante eh que estes foram os policiais mais fofos que jah vi na vida. Abaixo, uma prova:

From Peru - Dia 9 - 05 jun 2010 - Lima

Depois disso fomos olhar artesanatos e acabamos numa feira gastronomica bem popular que foi excepcional e provamos varias comidinhas peruanas. Nossa noite teve direito a show do Rick Martin peruano (que era, na verdade, um cover do Michael Jackson! Sim, eu sei).

From Peru - Dia 9 - 05 jun 2010 - Lima

Andamos e andamos pelo centro depois pegamos um taxi e fiquei no meu albergue, Nati e Dani foram pra casa de uma amiga, onde estavam hospedados, ha algumas quadras de onde eu estava. Eu jah mencionei algo sobre mundo gema, neh?

Quando cheguei no albergue a Lianna estava lah, entao desci com ela para pegar algo pra ela comer, depois voltamos para o albergue, tomei banhinho e fui dormir um soninho tri bom, de quem estava mais do que morta.

Na manha seguinte pegamos um taxi (30 soles) para o aeroporto e assim encerramos nossa aventura peruana. Amei amei amei!!!

De volta a Lima: encontros e desencontros



From Peru - Dia 9 - 05 jun 2010 - Lima


No dia 5 de junho fui com a Lianna para o aeroporto. Antes passamos na padaria perto da casa do Amit para tomarmos cafeh da manha, e ele foi junto. Descobri que cacetinho (pao frances) se chama carioca no Peru. Comi um carioca bem gostosinho, com queijo e presunto. Alias, dois cariocas. E tomei um suco de laranja com mamao. Encerrando deliciosamente minha aventura cusquenha.

Pegamos um taxi para o aeroporto e desembarcamos na capital peruana. Em Lima estava determinada a pegar um onibus e foi o que fiz. Eu me amo. Por apenas 2 soles (e nao 45) cheguei em Miraflores, onde fui a cata de um albergue. Ficamos no Flying dog, onde pagamos 23 soles pela noite, e ficariamos apenas uma noite, mesmo. Deixei minhas coisinhas, coloquei num armario, fechei meu cadeadinho e fui buendear pela cidade.



From Peru - Dia 9 - 05 jun 2010 - Lima

Ainda bem que eu tinha explorado bastante o bairro, a pe, anteriormente, entao foi facinho descer do onibus e depois me virar por Miraflores. Fui na parte que nao havia ido quando da minha primeira passagem na cidade. Entao, a beira do Pacifico, fui no shopping center gigante e supostamente chique. Chique para padros novos-ricos-sulamericanos, neh? Coisa mais de mal gosto eh impossivel. Eh como um... putz, qual o nome daquela tentativa de shopping, super de mal gosto, em Salvador. Enfim, eh um monstro a beira da praia. Tem de tudo. Eu estava abismada com o lugar, andando pra lah e pra cah, quando, de repente, nao mais que de repente, vejo o casal luso-andorrenho mais fofo que conheco: minha colega Fulbrighter Natali e seu marido Daniel.

Acabamos passando o restante do dia juntos e nos divertimos horrores. Andamos por Miraflores, fomos ateh o parque amor e depois pegamos um taxi ateh o centro de Lima. Pegamos um taxista fantastico, que conversou horrooooores com a gente e foi a coisa mais amor.

terça-feira, julho 20, 2010

Bye, bye Cusco!

From Cusco - Dia 7 - 04mai2010 - Bye Cusco


Dia 4 Junho era praticamente meu ultimo dia em Cusco, entao acorde tranquilex, fui andar pela cidade, comprar as ultimas coisinhas, voltei no mercado central para mais uma salada de fruta, caminhei, caminhei, fotinhos, papeei, e fui para uma sessao de massagem: a 20 soles! Uma hora de massagem por 13 reais, era o que meu corpo, e bolso, precisavam. A massagem era meia boa, um monte de oleo, mas enfim, eh bom ficar deitadinha por uma hora com alguem te apertando toda.

Finalmente tirei algum algum dinheiro, jah que nao tinha nem um puto tostao. E estava com aquele sentimento de “ah, eh o ultimo dia, estou em ferias, aziras (gauches para “azar”)”.

Machu Picchu!!!


From Cusco - Dia 6 - 3jun2010 - Machu Picchu


Acordei as 4 da manha, fui no cafe ao lado do correio, e comprei um cafe que estava tri bom, comprei um chocolatim e paguei pra entrar na internet no tal cafe. Paguei com cartao de credito e me cobraram 10% por pagar com cartao. Mas paguei pra usar a internet somente para alertar minhas companheiras de viagem que estariam pegando o bus pra Aguas Calientes naquela manha, entao eu queria dizer como a cidade funcionava e dar a dica de onde dormi.

Fui para a parada do busum porque queria pegar o primeiro bus, as 5h30, e ver o sol nascer na cidade perdida dos incas. Cheguei lah e tinha uma fila do cao. Peguei o oitavo onibus e vi o sol nascer no busum mesmo. Como o onibus era muito caro, no dia anterior eu comprei apenas a ida e decidi que desceria de Machu Picchu a peh, porque achei uma roubalheira cohbrarem 20 soles para para a passagem do bus que leva uns 15 ou 20 min pra fazer o trajeto (que leva duas horas a peh). Como pra baixo todo santo ajuda, eu paguei pra subir, neh meu bem.

Cheguei em Machu Picchu e cada centavo de roubalheira em Aguas Calientes foi recompensado. O lugar eh fantastico, maravilhoso, espetacular e nao ha palavras para descrever a geniosidade – e engenhosidade – do povo inca. Jah que nao dah pra descrever mesmo, nao vou ficar aqui enrolando e tentando encher de adjetivos minha experiencia em Machu Picchu.. Foi otimo e isso eh tudo.



From Cusco - Dia 6 - 3jun2010 - Machu Picchu


Andei, andei, andei. Fiz fotos ateh dizer chega. E acabei ateh fazendo uma companheirinha de caminhada para a volta. Sim, eh bom ficar sozinha. Mas sim, tambem eh bom encontrar companhia. Minha companheira foi a Sylvia, uma alema de 50 e poucos anos que estava viajando sozinha – e estarah em Nova York em breve!

Quando chegamos de volta em Aguas Calientes nos despedimos e fui sentar na praca. Eu sabia que se ficasse por ali tempo suficiente eu acabaria encontrando a Kristin, Emma e cia. Dito e feito, uns 10 minutos ali e ouvi a caracteristica voz da Kristin. Entao fomos todos almocar/jantar. Como agora eu jah estava safa com o comercio local, fomos num restaurante e perguntamos TUDO antes. Cobra a mais pra usar cartao de credito? Cobra impostos extras (-sim, de 20%, - um bla bla bla e: mas fazemos um desconto e vamos cobrar de voces soh 10%). Ao inves dos precos no cardapio, ganhamos desconto de qualquer prato ateh 40 soles por 20 soles. Alem disso ganhamos um pisco sour cada um. Ok, decidimos ficar ali. Comemos e a refeicao estava divina.



From Cusco - Dia 6 - 3jun2010 - Machu Picchu


Foi lah que experimentei a carne de alpaca. Meu blusaozinho de alpaca acompanhou a janta. O pisco sour estava tri bom tambem. Depois fomos para o cafeh, tomei um cafezinho tri bom e compartimos sorvete, brownie e torta de chocolate. Cobraram-me 1 dolar por usar o cartao – nao sei que fim levou a regra dos 10%! Entre mortos e feridos, salvaram-se todos em Aguas Calientes e meu coracaozinho ateh ficou cheio de ternura.

Voltei para Cusco numa viagem mega cansativa. Cheguei na estacao de trem e os taxistas filhos da puta queriam me cobrar 11... 8... soles pra me levar pra casa. Cara de pau da porra! Custa 2 ou 3 soles o taxi! Fiquei puta e fui A PEH pra casa. Va se catar! Primeiro porque eu sabia onde estava e quao longe eu estava. Segundo que eu nao tenho medo do escuro (era quase meia noite). Terceiro que pra quem jah tinha andando ateh morrer o dia inteiro, uma mortezinha a mais uma a menos nao faria tanta diferenca.

Indiada


From Cusco - Dia 5 - 02jun2010 - Ida Aguas Calientes


Cheguei em Aguas Calientes por volta da 1 da tarde e fui catar um lugar pra passar a noite. A cidade eh um cuzinho cheio de pousadas, hoteis, restaurantes e uma populacao que lah vive e disso vive. O lugar lembrou-me muito Morro de Sao Paulo, guardada as proporcoes.

Depois de alguma peregrinacao acabei ficando numa hospedagem ao lado dos correios da cidade. Por 20 soles (uns 13 reais) eu consegui uma cama grande soh pra mim, um banheiro soooooh pra mim, toalha, papel higienico e sabonete. Sim, soh pra mim. Acabei deitando na cama, soh pra experimentar e cai no sono. Depois acordei e fui “explorar” a cidade. Andei pra lah e pra cah, vi uma piazada jogando futebol, tirei umas fotinhos, interagi com um ou outro nativo e depois fui tomar um cafe. Ai comecou meu odio pela cidade. Entao o cafe era 5 soles. Ok. O cafeh era ruim, ruim, ruuuuuuim que eu nao consegui tomar. Fui pagar: 7 soles. Como assim? Ai, tem 1 de imposto e 1 pro nosso salario. Filhos-da-puta-ladroes-mercenarios-enganadores-de-turistas. Andei, andei, andei pra aliviar meu odio. Depois fui jantar. Ok, depois de conversar e conversar pra ter certeza da negociacao do prato, aceito um frango por 8 soles. Vou pagar e o carinha me diz: nao, sao 14. Hein? Nem preciso dizer que odiei-muito-tudo-isso, neh?

Como estava com muito odio no meu coracaozinho eu desisti de explorar a cidade e resolvi pagar e entrar na internet. Lenta. Muito lenta. Nao, tipo, MUITO lenta. Fui pro meu quartim dormir e esperar por Machu Picchu. Essa porcaria tinha valer muito a pena.

quinta-feira, julho 01, 2010

Gema, gema, gema



From Cusco - Dia 5 - 02jun2010 - Ida Aguas Calientes


Falando em Machu Picchu... no dia seguinte, 2 de abril, eu parti na minha jornada solita para a cidade perdida dos incas. Nao fui com a galera para Machu Picchu, ao contrario, peguei meu onibus sozinha, o trem e todo o resto. Foi no exato momento da viagem porque eu jah estava precisando ficar sozinha. Quem jah viajou comigo sabe, eu PRECISO ficar sozinha por um tempinho durante qualquer viagem, por melhor que seja a companhia. Alem disso, penso que Machu Picchu seja algo para ser feito ou com uma companhia de viagem muito parceira ou entao algo para se fazer mesmo a sos, no seu ritmo proprio, aproveitando para pensar na morte da bezerra e essas coisas todas.

Peguei o bus que eh parte do ticket do trem em Cusco. Eh um bus porque houve uma serie de deslizamentos na regiao ha algum tempo, entao nao ha trem entre Cusco e Ollantaytambo por enquanto, mas a viagem deveria ser toda em trem.

No onibus conheci um casal, as primeiras pessoas negras que vi em Cusco. Eles eram de Nova York, do Harlem. Puta que pariu, neh, eu saio de NYC para encontrar meus vizinhos no Peru! Mundo pequeno do caramba!

Ai depois, em Ollantaytambo – na verdade eh um pouco depois de Ollantaytambo, na tal da hidreletrica – descemos todos na estacao de trem onde ha um local de espera para pegarmos o tem. Quando o trem chegou fui para o vagao qur tinha minha letrinha. Dai uma mocinha falou na fila que eu estava na fila errada, eu e a outra menina atras de mim. Ok, mudamo-nos para a fila correta. Enquanto caminhavamos para a dita fila, batemos um papinho e, pra minha surpresa, a guria morava em Morningside Heights! Esse eh o nome chique para Harlem. Eu facilito a vida e digo que moro no Harlem, por motivos politicos e etcetera, mas o nome “tecnico” de onde moro eh Morningside Heigths.

(parenteses: Morningside Heights eh a parte do Harlem onde fica a Columbia University, uma Ivy League da vida. Ivy League eh chamado o grupo das 7 melhores universidades da costa leste dos Estados Unidos; sao universidades particulares, tradicionalmente top top e super caras. Eu estudo na Columbia. Entao para nao se dizer no Harlem, o bairro mais negro dos Estados Unidos, e que historicamente era muitissimo pobre, a parte da Columbia e arredores fica no Morningside Heights. Fecha parenteses)

Mas entao, vai dizer que nao eh um mundo ovo!!!







De Cusco - Dia 5 - 02jun2010 - Ida Aguas Calientes


Peguei meu trenzinho, o New Backpacker. Tem o Backpacker, o New Backpacker (que eh o mesmo preco do anterior, e sao os mais baratos, 50 dolares-olhos-da-cara o trecho Cusco-Aguas Calientes), o Vista Dome, que eh chique, e o Hiram Brigham (ou algo assim), que eh o trem puta chique e caro, que leva o nome do estadunidense que “descobriu” Machu Picchu (tipo, descobriu porque pagou 1 sole prum nativo que dizia que existia um monte de ruinas no meio da selva; dai o pesquisador pagou a grana, o nativo mostrou as ruinas, o Hiram ficou famoso, todo mundo comecou a explorar Machu Picchu e era isso).

Sentei no trenzinho e tinha uma mesinha e na minha frente um casal dos Estados Unidos. Batemos papinho e tal e depois de muitcho muitcho papo, descobrimos que a filha deles vai agora estudar na Columbia, comeca este semestre. Nao contente com o mundo-ovisse, o universo coloca a filha do casal estudando nao soh na mesma universidade como na mesma faculdade, ela vai pro Teachers College. Como Deus eh um cara gozador e adora brincadeira, bora colocar a menina morando no mesmo predio que eu, uma andar acima. Vai ser mundo gema na PQP!

Causa rellena



De Cusco - Dia 4 - 01jun2010 - Chilling


Dia 1o de junho eu usei para fazer nada. Andei pela cidade o dia inteiro e me cansei bastante. Neste dia, tambem, chegaram a cidade outros amigos couchsurfers: Dileep, Frank e Chris, eles estavam em Arequipa, outra cidade no Peru, e jah estavam nas estadas sulamericanas ha algumas semanas.

A noite saimos para jantar e fui com a Emma, o Mike e a Marie-Line num restaurante chamado Tabasco, que tinha precos bem razoaveis e uma comida muito gostosa. Experimentei uma causa rellena, meu primeiro pisco sour e comi uma saladinha, pra desintoxicar dos carboidratos da Maria Luiza.


De Cusco - dia 3 - 31maio2010 - Ollantaytambo

Depois da janta nos encontramos com os outros, que haviam se separado para comer em diferentes locais, e fomos todos para um bar onde tomei mais pisco sours...

Eu acho que essa foi a ordem das coisas, tenho um pouco de duvidas se a janta foi no dia 31 ou 1o, mas isso nao faz a menor diferenca, neh? Faziamos tanta coisa todos os dias que parece que um dia era feito de tres. Andei tanto tanto tanto... que voltei a Nova York com menos quatro quilos. Preciso ir a Machu Picchu uma vez por mes ateh o final do ano, pelo menos!

Katemari e os nativos

De Peru - photos By others
Minha interacao com os nativos foi um caso a parte nesta viagem: eu e meu portunhol. Espetaculo (porque mi espanhol es fueda)! Nas minhas viagens ao exterior eu sempre agradeco por ser brasileira (ok, menos na hora da imigracao) porque nao tem lugar que eu tenha ido que as pessoas nao tenham me dito que gostam muito do Brasil ou do povo de lah. Eh bom saber que somos bem quistos. Pena que eu nao possa dizer o mesmo por ser gaucha, jah que nao somos dos estados mais adorados da nacao, tampouco somos, de maneira geral, as pessoas mais simpaticas. Mas dai eu posso passar um 171 e dizer que morei quatro anos na Bahia, soh pra amenizar (ou vice-versa, dizendo que morava na Bahia, ressalto: mas sou de Porto Alegre!).

No Peru, precisamente em Cusco e regiao, outro fator interessante foi o fato de eu ser negra. Nao ha negras ou negros, praticamente, no Vale Sagrado (nem ao norte do pais). A pouca populacao de origem africana no Peru estah no litoral sul. Entao eu era meio que uma atracao, todos me olhavam. Nao era um olhar ruim, nao senti como um olhar preconceituoso, mas um olhar curioso. A Maria Luiza, a cozinheira (se eu estiver usando seu nome corretamente), falou-me que eu fui a primeira pessoa negra com quem ela falou em toda sua vida! Ela disse que ateh jah tinha visto, de longe, mas nunca tinha “falado com uma”. Pode soar como bichinho raro, mas nao foi essa a sensacao que fiquei. Ela era uma fofa.

Uma vendedora numa loja em Cusco, com algum rodeio, perguntou se meu cabelo era de verdade, como era chamado e tal. Depois de ainda mais rodeio ela perguntou: posso tocar? Tah bom, pode... (mas deverias me der um desconto na minha compra, neh?)

As construcoes de Ollantaytambo

De Cusco - dia 3 - 31maio2010 - Ollantaytambo



No dia seguinte, 31 de maio, pegamos um busum e partimos para a cidade de Ollantaytambo. Sacolejamos bastante num onibus, por umas 3 horas, ateh uma cidade que nao lembro o nome agora, depois seguimos de taxi ateh Ollantaytambo. Ollanta eh uma cidade bem fofinha e tem o sitio arqueologico mais lindinho que vi, fora Machu Picchu, claro.

De Cusco partimos Kristin, Lianna, Emma, Mike e eu, mas na tal cidadezinha Liana, Emma e Mike pegaram um taxi e Kristin e eu queriamos ver quanto saia seguir a viagem de busum. O que acontece eh que os precos sao mais baratos, evidentemente, para locais (bus) do que para turistas (taxi) e o povo da ala 1 nao se importava muito de pagar mais, especialmente porque na hora da conversao para dolar, esses valores nao pareciam terriveis. A questa (sic) eh que eu nao estava viajando nos isteites, portanto nao queria pagar precos de isteites, ora bolas. Buenas, resultou que acabamos pegando um taxi, mas coletivo. Explico: no Peru chamam de coletivo taxis que levam pessoas “misturadas”, como se fosse uma lotacao (Porto Alegre), um executivo (Salvador). Entao a Kristin, eu, um outro menino que encontramos por lah e que era dos Estados Unidos e uma outra mulher (nativa) que levou a filhinha no colo, fomos num taxi por 2 soles cada.

A Kristin e eu fizemos todas as trilhas do sitio de Ollantaytambo, foi massa, foi tri, foi maneiro! A cidade eh a coisa mais fofa, super bonitinha e se eu soubesse teria ido pra lah de onibus e ficado uma noite num albergue por lah, antes de seguir para Machu Picchu, jah que teria que voltar ateh Ollanta para ir a Machu Picchu.

Na volta, pegamos um taxi, tambem coletivo, e depois um onibus. A viagem de onbus, na volta, foi uma aventura. Sentei-me ao lado de um menino que estava mais pra lah do que pra ca. Ele subira no busum com seus amigos musicos, eles estavam vindo de uns shows que fizeram, e iriam fazer mais shows ao longo da semana. O menino ficou de papo, de papo e eu dei corda. No fim ele era super super gente boa, coisa mais querida, um estudante de agro-engenharia que toca num grupo musical nas ferias para fazer dinheiro e se sustentar na faculdade, alem de tentar fazer dinheiro para ajudar sua irma mais nova. O objetivo dele, na vida, eh poder dar para a irma tudo o que ele nao teve. Primogenito de uma familia de apenas dois filhos, esta morando longe dos pais, por causa da universidade, e sua mae nao gosta que ele beba. Reclamou que eh dificil ter amigos de verdade, que os amigos soh estao junto para festa, mas nos momentos dificeis desaparecem. Ensaiou umas palavras em portugues e disse gostar da musica Brasileira.

Na volta de Ollantaytambo resolvi ir a pe da parada de onibus em Cusco ateh a casa do Amit. Incomoda-me um pouco esta coisa de andar de taxi o tempo todo. Tudo bem que eh barato e que como sempre dividimos acaba saindo bem em conta (1 soles pra cada), mas mesmo assim, eu gosto de caminhar e ter uma boa nocao de onde estou, de ter uma melhor nocao da cidade em si e para isso o unico remedio eh caminhar. Entao tentei usar meu ateh-relativamente-bom senso de direcao, pedi ao motorista pra descer do busum a uma certa altura antes do fim da linha e pus-me a caminhar. A Kristin estava um pouco receosa, mas o povo estadunidense, pareceiro de viagem, com excessao do Amit, era todo receoso. Impressionante! Enfim, caminhamos e dai vi uma estacao de policia, entrei e pedi informacoes. O Beto (sente a intimidade) foi super querido e nos mostrou como chegar ateh em casa. Sim, estavamos perto de casa. Eu me amo. Alias, o Beto era um policial tri gatinho, se eu fosse meio metro menos alta ateh dava em cima dele.

A trilha Tambomachay


De Cusco - dia 2 - 30maio2010 - Tambomachay trail


No dia seguinte, 30 de abril, fomos fazer o tour de Tambomachay. Que incluia 3 dos 13 sitios arqueologicos do boleto turistico. Primeiro pegamos um onibus (2 soles) ateh Tambomachay, depois descemos a pe, ateh Cusco. Sao 8Km e no caminho paramos em Quencho e Sachsayaman (que ganha o apelido de Sexy Woman, pela pronunca de seu nome).

No inicio da nossa caminhada, na parte mais alta, tinham uns vendedores de artesanato e comprei meu blusaozinho de alpaca que me seguiria fiel durante toda a viagem. O senhor de quem comprei o blusao me deu um ramo grande de munha, uma planta local que, segundo ele, iria me ajudar a adaptacao com a altitude e a falta de ar. Isso porque quando passei pela sua barraquinha, na ida, eu estava naquele estado, morrendo-com-a-lingua-pra-fora. Entao peguei a munha e fiquei mascando. Na volta comprei o blusaozinho.

No caminho, durante a descida, paramos na estrada na casa de uma senhora que tinha varios porquinhos da india pelo chao e ateh uma ninhada (serah que se chama ninhada?). Sim, porquinho da india eh uma das iguarias peruanas. Eu queria tanto ter comido, mas nao comi. A senhoa essa levaria uma hora para matar, limpar e preparar os porquinhos, entao nao dava para a gente porque levaria muito tempo e ainda tinhamos a maior parte da caminhada pela frente.

Nao senti mais a tonterinha de quando sai do aviao no dia anterior, apenas a falta de ar. Mas agora soh sentia falta de ar quando subia em superficias inclinadas ou escadas, jah conseguia caminhas no plano, falar e nao morrer ao mesmo tempo. Durante este dia, alem da munha, fiquei mascando folhas de coca e tomando mate de coca. Coisa mais linda as fotos em que apareci, cheia de mato verde na boca. Outra coisa mais fofa e que estava com uma toquinha azul e um cardigazinho. A toquinha eh fofa. O cardiga eh fofo. Minha bermuda e meu top eram bem bonitinhos. Mas a combinacao desses quatro elementos formava o quadro da dor. Paciencia, o importante era ficar quentinha, quem liga para sair bem na foto.

Quando chegamos a Sachsaywaman observei um grupo de turistas, com uma guia. Aproximei-me. A guia falava em espanhol, entao colei no grupo e, digratis, fiquei pegando as informacoes sobre o lugar. Essa, alias, foi a estrategia que adotei ao longo da viagem nos demais lugares que iamos.

quarta-feira, junho 30, 2010

Um beijo no coracao



Arrrrrrrrrrrgh, odeio gente sem nocaaaaaaaao! Tem uma menina aqui na sala de computadores que ligou pra nao sei onde e colocaram a guria em espera, com musiquinha, dai a fofa colocou o celular em viva voz. E eu aqui, tentando estudar (e a esta hora!!!) tenho que ficar ouvindo musiquinha de espera de telefone! APA, neh?

Ninguem merece. Ninguem!

segunda-feira, junho 28, 2010

Voltando a Cusco...



De Cusco - dia 1 - 29mai2010


Andamos bastante pela cidade, digo, pelo centro; por suas ruelas e ladeiras, compramos a entrada para o santuario de Machu Picchu e o boleto turistico, um ticket que da direito a visita de 13 diferentes sitios arqueologicos na regiao do Vale Sagrado – estudante com carteirinha valida paga meia!!! Vale a pena, porque os tickets sao caros. Mas deixamos pra comprar o boleto turistico no dia seguinte, num dos proprios sitios arqueologicos, jah que essa opcao era possivel, e tambem porque nao tinhamos mais dinheiro – tudo tem que ser pago em especie!



De Peru - photos By others

Tiramos varias fotinhos no centro de Cusco e depois voltamos pra casa, onde a (qual o nome dela mesmo, putz, que feio!) cozinheira que “veio junto com o aluguel do apartamento (!)” nos espearia preparando a janta. Quase todos os dias em Cusco comemos jantinha preparada pela Maria Luiza (Ufa! Se eh que este eh seu nome, espero que sim). Entao na primeira noite a janta foi carboidrato com carboidrato: batata com arroz. Servi-me bem pouquinho porque nao estou acostumada a tal combinacao. Mesmo comendo bem pouco, ainda deixei parte da comida e tive refluxo e me senti um pouco mal.

*Na foto, suquinho de abacaxi que Maria Luiza preparou.

sábado, junho 26, 2010

Mulherzinha



Um projeto interessante que tem aqui na cidade é o Women's Project. Descobri o teatro quando passei pela frente uma vez, voltando do show do Colbert Report.

Ai, cheguei em casa, procurei pelo website e me cadastrei no mailing list delas. Quase um ano se passou a nunca ouvi falar das mulherzinhas, ateh que recebi um email pedindo para atualizar meus dados no website. Atualizei (com a mesma informacao, diga-se de passagem) e um dia depois recebi um email com ingresso gratis para assistir a peca Lascivious Something
.

O, beleza... fui com minha amiga Mandy e tivemos uma noite bem agradavel. Gostei da peca. Bastante. No final, passei numa lojinha de vinhos que tem lah pertinho e comprei um vinho verde por 5 pilas. Barbadex. Tenho que lembrar de passar por lah mais vezes. Adoro vinho verde no verao. Especialmente com umas frutas vermelhas na taca (copo sem cedilha).

Esta foi uma da serie teatro de graca em Nova York. Agora jah estou me sentindo em Porto Alegre. Sim, estou comparando teatro de camara com Broadway, por que, vai encarar?

terça-feira, junho 22, 2010

Porra, Joao!


Pobre soh se lasca, neh? Quando consegue comprar ingresso pra ver Joao Gilberto (chiquerrimo), no Carnegie Hall (chique do urtimo), o homi cancela. Isso foi olho gordo do Fabio, tenho certeza!

Ja viu esta historia de gente que vai viajar pros Estados Unidos e descobre que estava com o visto vencido?

Ah, Joao, Joao...

Reclamando da vida, pra variar



Agora estou no megabus novamente, mas voltando para Nova York, entao seguirei minha atualizacao do blog. Aproveito, contudo, para fazer uma pausa pra falar mal da vida alheia. Tem duas minas que correram pra sentar aqui onde tem mesinha, soh tem dois lugares do busum com mesinha, sao oito assentos no total e duas mesinhas, com uma dupla de assentos em cada lado de cada mesa. Dai as fofas correram pra sentar e plucar seus computadores e tirar seus computadores da bolsa. Eu jah estava sentadjinha aqui, porque era a primeira da fila do busum.

Ok, dai as tchutchucas aqui ficam tirando o espacinho pra eu esticar minhas pernocas e pra espraiar meu computadorzinho mas nem estao usando seus dispositivos eletronicos. Vacas. Pra que??? Uma pra exivir seu monstrengo Mac cor de rosa e a outra pra... sei lah, pra ouvir musica do seu celular/maquinafotografica/tocadordemusica. As duas estao de fone de ouvido e domrindo.

Entao por que nao foram sentar nas outras cadeirinhas? Nao! Soh pra me encher a paciencia. Claro que eh pessoal, ora. Na outra mesinha tem uma minha usando o computador um carinha dormindo e uma outra mina dormindo.

Este povo, viu!
Ai, ai...

segunda-feira, junho 21, 2010

Cusco e a altitude




De Peru - photos By others


Na manha seguinte, no dia 29, embarcamos todos para Cusco. A Kristin e eu pegamos um taxi de Miraflores ateh o aeroporto por 33 soles, chamando pelo numero 35555555 (seja lah quantos digitos tem os telefones em Lima, 3 e um monte de 5). O voo foi pela Peruvian Airlines, que havia feito 6 meses de aniversario cerca de um mes antes e em comemoracao realizou 3 dias de vendas promocionais. Com sorte, fiquei sabendo da promocao e comprei meu voo para Cusco por apenas 98 dolares, ida e volta, com taxas. Ainda no aeroporto de Lima comprei umas balinhas de coca, soh para o caso de sentir os efeitos da altitude. Ao fazer o check-in descobri que se paga uma taxa no aeroporto, pelo uso de suas facilidades, no valor de sei-la-eu-quantos soles – porque jah me esqueci. Fiquei puta, mas fazer o que!

O voo foi de uma hora e um pouquinho mas ganhamos comidinha e foi bem boa. Um lanchinho, mas bom. Ao chegar no aeroporto de Cusco eu jah comecei a sentir uma dorzinha de cabeca e um enjoozinho. Comi uma balinha. Psicologico ou nao, me senti melhor. Nos dias que se seguiram tomei mate de coca todos os dias, comi balinhas de coca, masque folhas de coca e de munha – uma planta local –, fiz tudo para aliviar os sintomas da altitude no organismo.

Chegamos em Cusco, pegamos um taxi e fomos pra casa do Amit. 5 soles pelo taxi. Uh, que alivio no bolso. Largamos nossas coisas e fomos dar uma volta no centro da cidade. Nossa primeira parada foi no mercado central de Cusco, onde fomos na barraca 64, a favorita do Amit, para uma salada de fruta com iogurte e outras naturebices. Coisa boa comer umas frutinhas com gosto de frutas de verdade.

Depois de comermos fomos caminhar pela cidade e foi entao que voltei a sentir os efeitos da tal da altitude: caminhando, despacito no mas, e conversando com o Amit, no plano, sem subir coisinhas nem nada, eu ficava como se tivesse corrido por 15 minutos sem parar – Raquel, Daniel, JC e outras pessoas metidas a atletas, pra mim 15 mimutos de corrida eh o equivalente a 2 horas de corrida de voces, tah? A tonturinha diminuiu, com as balinhas de coca, mas a falta de ar era demais

Aviso


Tem mais de 15 posts semi-prontos esperando para serem publicados. Os textos da minha aventura peruana jah estao prontinhos, soh faltam as fotos.

Aguarde e acompanhe!

domingo, junho 20, 2010

Lima, pra comecar.

De Peru - Dia 1 - 28 maio 2010 - Lima


Cheguei em Lima no dia 28 de maio e fui recepcionada no aeroporto pela Daisy, a irma do Humberto, um couchsurfer que mora em NYC mas eh peruano. Eu levei um computador velhinho pra ela. Eu queria pegar um onibus mas tanto o motorista de taxi (que sao bastante insistentes) quanto a propria Daisy me explicaram que eu precisaria pegar dois onibus, um para o centro e outro para o bairro de Miraflores, onde estaria hospedada e que era “muito perigoso”. O lance do perigo nao me assusta porque, brasileira, sei que o povo adora dizer que tudo eh perigoso, alem disso, estava apenas com uma mochila (tamanho das de laptop) e uma bolsa. Entao estava leve o suficiente pra andar por ai de busum, mas fui persuadida pelos locais. Peguei um taxi que me custou 45 soles. Antes disso troquei dinheiro no aeroporto, onde recebi 2 soles falsos, que soh fui descobrir no momento de pagar o taxi. 1 sol eh aproximadamente 2,80 dolares.

Em Miraflores, bairro classe media alta de Lima, fui para a casa do meu anfitriao, o Johny, que havia sido arranjado pela Kristin, uma CSer de Nova York. Kristin e Lianna haviam chegado a Lima no dia anterior e ficado na casa do Johny. A Lianna foi embora para Cusco e a Kristin e eu iriamos no dia segunte para Cusco, onde ficariamos todas no apartamento do Amit, um CSer de Nova York que estah viajando pela America do Sul ha mais de 7 meses, e agora resolveu fazer um pit-stop em Cusco, alugando um ap. Como varios de nos iriamos a Cusco entre maio e junho, ele alugou o ape – juntamente com a Marie-Line, uma CSer belga – e dividiu com quem chegasse. O pagamento pelas diarias era feito por contribuicao, em uma latinha, onde deixavamos o quanto pudessemos.

No meu primeiro dia em Lima caminhei, caminhei, caminhei horrores por Miraflores, fazendo um excelente reconhecimento local. Depois fomos para o parque Kennedy onde fizemos uma sessao de “Abracos Gratis”. Foi bem bacana ver a reacao dos peruanos a inusitada iniciativa de se distribuir abracos num parque da cidade, simplesmente pelo prazer de conectar-se com as pessoas. A maiora dos que pararam para um abraco foram criancas e idosas. Foi divertido. No final do dia, no parque, juntaram-se a nos a Emma e o Mike, que tambem estavam em Lima mas em um hotel proximo ao nosso anfitriao.

A noite fomos para um bar no bairro Barranco. O encontro estava marcado para 10; chegamos lah pouco antes das 10h e descobrimos que o bar abri as 10h30. Esperamos ateh 10h40, eu louca pra me ir embora, cansada e sem saco para festa. Entao voltamos para casa.

As veias abertas...

Foto: Brooke Anderson


Buenas, o semestre acabou e uma semana depois eu arrumei minha mochilinha e fui para o Peru e Equador. Passei 11 dias viajando, caminhando, comendo, bebendo e tentando aprender um pouco sobre outras partes da minha America Latina.

Em novembro comprei uma passagem para o Peru por 240 dolares. Pechincha. Ida e volta, Nova York – Lima – Nova York, com taxas. O voo tinha uma conexao em Guayaquil, no Equador, na ida, de uma ou duas horas e depois uma conexao de 12 horas, na mesma cidade, na volta. Bele, passeio basico no Equador e carimbinho no passaporte.

Um bando de gente, cerca de 20 pessoas, do Couchsurfing tambem comprou passagem pro Peru, mas em datas diferentes. Cinco outras meninas acabaram comprando a passagem para o mesmo voo que eu. Mas no meio do caminho a Lan mudou nossos itinerarios e tivemos qque trocar as datas da viagem, entao ficamos com datas ligeiramente diferentes e eu acabei indo sozinha – o que foi otimo.

Nos posts seguintes descreverei minha saga por terras peruanas!

sábado, junho 12, 2010

Atualizando de tras pra frente



Sabado nublado, 12 de junho, dia dos namorados. Estou num onibus saindo de Nova York e indo para Bethesda, no estado de Maryland. Vou visitar minha amiga Jacqueline. Sim, aquela que morava no mesmo ape no meu primeiro ano, que recebeu ao Martin e a mim no verao passado e que eh sempre uma fofa-maluquinha.

A nova maluquice da Jackie eh ir passar o verao na China, ensinando ingles. Entao ela vai pra lah na proxima quarta-feira. Como eu nao tive tempo livre antes (e daqui a pouco jah conto o porque – sem acento porque estou em teclado estadunidense, nao porque me adaptei a reforma ortografica, ainda sou dazantiga), vou neste final de semana visita-la.

Tambem em Maryland mora minha ex-colega da fisica, a Karen. Ela veio fazer um posdoc por estas bandas, apaixonou-se, casou-se, procriou-se (sic). Entao quero aproveitar e conhecer a Isabella, a filhinha da Karen.

Eh bom estar na estrada novamente, eh bom sentir o mosquitinho cigano. Siiiiimmm, eu estava viajando! Cheguei na segunda-feira e hoje jah estou na estrada novamente. O tempo nao para...

sábado, junho 05, 2010

Saudades


Saudades da minha maezinha, de apertar minha fofucha e encher de beijinhos!
Ah, e de deitar na cama dela e ficar vendo tv.

quarta-feira, maio 26, 2010

Teatro, musicais, Broadway (ou, vidinha mais ou menos)



Tudo começou com um email que minha amiga I-Ching, uma Taiwanesa fofa que eu adoro, me encaminhou um email que oferecia ingresso para assistir a um musical que começaria sua pré-estreia na Broadway. Claaaaro que eu respondi ao email, e depois encaminhei para outras amigas.

Daí que recebi a resposta e ganhei um par de convites. Outras amigas também ganharam.

Foi meu segundo musical na cidade, o primeiro na Broadway. Eu não gosto de musicais, mas gostei desse porque era precisamente sobre um dia num estúdio de gravação da Sony Records, numa noite de um lendário encontro de Elvis Presley, Johnny Cash, Jerry Lee Lewis e Carl Perkins. Encontro que ocorreu uma única vez na história, bla bla bla. Então foi bacana porque o povo não ficava cantando, dançando e interpretando (essa é minha "coisa" com musicais, prefiro tudo separado, a não ser que seja ópera).

Enfim, The Million Dollar Quartet foi bacana e, de graça, até injeção na testa.

Ano novo, vida nova



Bem, mais um semestre terminou. Sobrevivi ao meu segundo ano acadêmico na terra do Tio Sam. Foi um bom semestre acadêmico e um semestre interessante na minha vida de moradora em residência universitária.

Nestes semestre 4 das 5 meninas que moravam aqui foram embora. Uma delas estava comigo desde o início, agora se formou e foi morar sozinha, que bonitinaha, no seu primeiro apartamento. A outra não se formou, mas mudou-se também, é a mais novinha, e foi morar num apartamento dividindo-o com apenas uma pessoa. Além disso, ela está de namorado novo que ficava boa parte do tempo aqui, e ela não terá que assistir aulas neste semestre, daí a mudança. Uma terceira formou-se e voltou para o estado dela, foi para a casa dos pais. Finalmente, a quarta menina era recém chegada, ficou aqui só um semestre, mas mudou-se para o verão, colocou suas coisas num depósito (o que é muito comum em Nova York) e vai viajar durante o verão.

Antes de mudar-se a última menina citada ainda tentou colocar pedidos para que a louça fosse lavada, assim a pia poderia ser limpa durante a limpeza semanal que é feita por um empregado da universidade. Mas não adiantou muito. Daí, na segunda semana, a dona das louças imundas colocou suas louças sujas em cima do balcão da pia, espalhando suas coisas (foto acima), com a justificativa de que assim a pia poderia ser limpa. (é que funcionários não limpam nada que tenham coisas nossas, eles não estão autorizados a remover coisas. Imagina a dor de cabeça que deve dar se alguma das moçoilas reclama de algo que algum funcionário supostamente mexeu!)

Então nossa pia sem louças ficou assim:



Daí a moçoila colocou um bilhete dizendo que não lavava a louça há mais de duas semanas porque precisava comprar uma esponja nova. Tem um mercadinho 24 aqui na frente do prédio. Dá pra ir de pijama, até. Tinha esponja novinha dentro da gaveta do armário da cozinha. Quer desculpa mais esfarrapada? Ó o bilhetinho aí embaixo, e as marquinhas de eca na pia.



Nesta semana, depois que todas foram embora, eu e a menina que ficou nos juntamos para fazer uma limpeza geral, ou seja, colocar fora todas as coisas que as moradoras anteriores deveriam ter jogado fora antes de se mudarem. Depois de duas horas e meia de trabalho (sim, tinha muita coisa, por tudo: armários da cozinha, geladeira, banheiro...) enchemos 21 sacolas de lixo. Sim, aqueles sacos grandões, não sacolinha de supermercado, saco saaaaaco. A menina que ficou é muito engraçada, ela ficou puuuuuta com a menina que deixou um montão de creca pra gente se desfazer. Pelo menos foi divertido fazer a limpeza com ela. Incrivel como tinha coisa neste apartamento, assustador!

Como dizia um amigo meu, são apenas distintos padrões de limpeza.

Agora, que venham as novas companheiras!!!

Metida a barista



A novidade pros lados de cá é meu brinquedinho recém adquirido, uma máquina de café expresso DeLonghi EC155, que só falta fritar ovo.

Estou amando tomar expresso todos os dias, fresquinho, e tomar latte, fazendo o leite ficar cheio de espuminha. Uma delícia, delícia.

Claro que fico lendo tudo sobre café e sobre máquinas e sobre expressos. Sabe como é, tenho que entender minimamente da coisa enquanto estou no auge da empolgação.

Então passa agqui qualquer hora prum cafezinho!

quarta-feira, abril 28, 2010

Pica: is it being overlooked?



Pica and olfactory craving of pregnancy: How deep are the secrets?

Coisas que me aparecem no trabalho. Aham. Esse ai (acima) eh o titulo de um artigo que alguem solicitou na biblioteca. Alias, esses ai, porque o titulo desta postagem eh o nome de outro artigo.

domingo, março 21, 2010

Hoje eu não vou falar bem nem mal de ninguém...


Hoje eu tô sozinha
E não aceito conselho
Vou pintar minhas unhas
E meu cabelo de vermelho
*...


*Aham, eu já disse que minhas unhas estão lindas? Ah, tá.

sábado, março 20, 2010

Festinha brasileira


Achei este post perdido aqui nos rascunhos, só com a imagenzinha da Pacha, uma boate aqui em Nova York. Outro dia rolou uma festa brasileira lá e eu fui. Nuuuooooossssaaaa! Cada tipinho. Assustador. Mas eu já estava na fila, estava empolgada e de cornos virados. Eu estava puta com o Dee e só queria sair. Tinha uma amiga que estava indo pra lá, então eu fui. A festa estava lotadaça. Mas foi bom, eu fiquei na pista dançando até cansar. Fazia tempo que não dançava ao som de uma velha eletrônica. Coisa boa. Foi bem bom. Aí cansei, peguei um táxi e vim pra casa. Mas não ousei falar português e fingia que não entendia as coisas que eu ouvia perto de mim.

Ah, a primavera...


Finalmente tempo agradável nesta cidade. O dia está lindo lá fora. Tem sol, faz 20C, acredita?

Lá fora... sim, e eu aqui dentro, sim.
Saí ontem, saí anteontem. Não preciso sair todos os dias das minhas mini-férias, né?

As férias começaram na sexta-feira passada, mas daí choveu, choveu, choveu, teve vendaval e o escambau. Na casa da mãe do Dee eles ficaram sem energia elétrica até terça-feira! Meus planos eram de curtir Nova York no findi passado e daí viajar neste findi para Maryland, visitar a Jackie e a Karen (seu marido e a filhinha deles, a Isabela, recém nascida), mas aí dormi, dormi e dormi no findi da chuva e temporal. Dormi, cozinhei e malhei. Só.

Pobre que se preza não pode ter muitas férias, né? Então apesar de estar em férias das aulas, eu tive que trabalhar. Trabalhei segunda, terça e quarta. Por isso minhas férias começaram, de verdade, na quinta-feira. Aí tirei o atraso!

Quinta fez um dia lindo, temperatura agradável... para comemorar o início da primaver por vir, pintei o cabelo de vermelho e fiz as unhas com uma combinação de esmaltes que ficou um espetaaaaculo! Fui no meu quiroprata, caminhei, caminhei, caminhei pela cidade, fui no Trader Joes comprar coisinhas baratas e saudáveis e terminei a noite no Nevada Smiths, onde fui encontrar amigas e amigos queridos, bater papo, ver gente e me divertir bastante.

Na sexta, outro dia lindo na cidade. Coisa boa uma sonequinha no meio da tarde quando tá quentinho, né? Sim, é bom dormir quando chove e é bom dormir quando faz sol. Oh, vida. Sei que passei o dia pensando se ia ou não numa super festa que aconteceria à noite. No final decidi ir.

Agradeço ao bom Senhor que nos protege por ter colocado bons pensamentos na minha mente e me feito decidir por ir a tal da festa, porque estava triiiii boa. Melhor festinha que já fui aqui em Nova York. Monte de gente querida, velhos e novos amigos, caipirinhas, música, temperatura perfeita... ai, ai. Coisa boa.

Aí hoje, fui dormir às 5 da manhã, acordei às 11h30. Agora são 4h30 e eu, uma preguiçosa, estou aqui dentro de casa, atualizando o blog e pensando nas leituras que tenho que fazer e nas coisas que tenho que escrever com prazo para segunda-feira. Sim, férias naquelas, né? Com o mundo de trabalho que a gente tem pra fazer com prazo já para o primeiro dia pós-férias, é claro que se terá que usar tempo das tais férias.

Enfim, o importante é que é primavera e que minhas unhas estão impecáveis. Morra de inveja.

sábado, março 13, 2010

Carta para minha orientadora




Hoje, quando acordei, tinha um recadinho da minha ex-orientadora, de Salvador. Um recado bem fofinho. Então fui escrever um email para ela. Sim, fazia um tempão que não entrava em contato. Tá vendo só, não é nada pessoal! Porque certamente, você, cara leitora, tampouco recebe emails meus, não é? Sim, sim, sim, eu sou terrível em responder emails, atualizar blog, etc. Mea culpa, mea culpa. Buenas, resolvi que poderia compartilhar parte das notícias que mandei para minha (ex-)orientadora aqui no blog (e matar dois coelhos).

Ontem foi meu primeiro dia de "semi-férias". É uma semana de "férias". Ponho entre parênteses porque não terei aulas, mas continuo tendo trabalho e também porque é só uma semana. Então são férias "meia boca". :-)
O tempo aqui está horrível, chovendo, chovendo, chovendo... e friozinho. É para ser o início da primavera, mas isso aqui nada se parece com primavera. Estou louca que o calorzinho chegue duma vez. Já cansei do frio.

Quanto às aulas, as coisas vão bem. Apesar da minha mensagem desanimadora no Gmail (não quero mais brincar de doutorado), as coisas não estão tão ruins assim. É só que é muito trabalho para as disciplinas. Pelo menos este semestre estou tendo aulas interessantes e de cursos relevantes (porque até agora eu tive um monte de coisas que eram só trabalhosas, mas pouco de novidade).

Estou fazendo uma disciplina de Feminimso Brasileiro, outra de Gênero, feminismo e diversidade cultural e uma terceira de Métodos quantitativos na pesquisa em ensino de ciências. Estou gostando. As duas primeiras disciplinas são do departamento de antropologia, então o volume de leituras é enorme, mas são boas leituras, estou aprendendo bastante. Eu brinco com o Fábio e a Vera (esposa dele, que é antropóloga) dizendo que eu não gosto de antropólogas e falando mal de quem faz antropologia, só porque tenho tanto, tanto, mas taaaanto trabalho pra essas disciplians, que vivo mal-humorada. Mas no fundo elas têm sido ótimas. É só para eu não perder o hábito de reclamar. ;-)

E só para registar: chove lá fora...

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Meu primeiro pão de queijo

Outro dia fui numa janta na casa de uma colega aqui da faculdade em que cada um levava um pratinho (aliás, isso é tão, tão, tãaaaaaaaaao comum aqui, chama-se potluck. O bacana é que, como é institucionalizado, nem rola constrangimento de pedir pra se levar alguma coisa. Dá pra fazer listinha antes do que cada um vai levar, se quiser, ou até pedir para que se leve especificamente isso ou aquilo).

Eu resolvi por meus dotes culinários - e minha super habilidade de ler instruções em pacotinho - e fiz minha primeira leva de pão de queijo. Sim, pão de queijo de pacotinho, mas tem que ter a manha, tá. Não é assim, só colocar ovos e água e deu. Não! Tem que sovar. Como não queria fazer melequêra (sic) na minha mão, usei uma colher de pau e mexi a massinha. É a mesma coisa que sovar, não é?

Só sei que meus pães de queijo ficaram lindos, maravilhosos e super super super gostosos. Fiquei me sentindo praticamente mineira criada no interior com forno à lenha.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Dia de São Valentino

 

No rol das experiências culturais estadunidenses, celebrei no último dia 14 o dia de São Valentino - tá, o Valentine's day. Foi um domingo bem bacaninha, com muitos presentinhos, música, vinho,  queijinhos, chocolate, frutinhas, comidinhas, sorvetinho e mais bebidas. Só sei que gostei deste tal de São Valentino. Quero mais!

sábado, fevereiro 20, 2010

Dia lindo


Hoje está um dia lindo lá fora. Nem sei se está frio ou não. Digo, se está muito frio ou não. Já são quase três da tarde, acho que vou no supermercado comprar leite e na biblioteca imprimir uns materiais pras leituras desta semana.

Depois vou pra outra biblioteca, mais pertinho de casa, pra ficar fazendo trabalhinho de aula no computador de lá. Eu prefiro usar o computador lá, é mais rápido que o meu aqui de casa, a cadeira é mais confortável, e eu tenho menos distrações do que no meu quartim.

Então eu vou, antes que o sol vá embora por completo.

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Brasil, aí vou eu!


Então passei o dia inteiro em casinha, fazendo nada, estudando, falei com o Daniel (da Bahia) ao telefone e ouvi um monte de sotaquezinho baiano.

Inscrevi-me para um congresso no Rio (congresso caro pra CARALHO, diga-se de passagem. Acho que é o congresso mais caro da minha vida, tive que morrer em 250 reais, quase chorei). Então, Rio de Janeiro, aí vou eu!!! Planejo comer empadinhas no Belmonte em julho e agosto.

Talvez eu vá pra Natal também, não sei, tenho que ver direitinho... mas passarei parte do meu verão (do hemisfério norte) no inverninho brasiliero, com certeza!

Let it snow, let it snow, let it snow!

 
 
Hoje nevou. E tudo parou.
Já nevou outras vezes, claro, mas para hoje estava anunciada uma tempestade de neve. Outras tempestades foram anunciadas antes, mas dessa vez (finalmente!) a faculdade resolveu fechar. As escolas públicas fecham quando há previsão de tempestade de neve, mas minha faculdade tem tradição de ser osso duro de roer, pelega, pelegona. Enfim, mas dessa vez parou.

Acordei com a rua toda branquinha, o teclado branquinho, os carros escondidinhos em neve... coisa tão fofinha. Sim, fofinha porque eu podia ficar o dia todo em casa, porque eu não tenho que limpar neve alguma e porque eu vivi sempre sem neve, né! Ora bolas!

terça-feira, fevereiro 09, 2010

A lista



Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

Composição: Oswaldo Montenegro

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Pequenos prazeres



Sexta-feira, dia que não tenho aulas nem tenho que ir trabalhar. Coisa boa: desligar o alarme quando toca pela manhã, virar pro lado e dormir mais um pouquinho; tomar café da manhã, ver desenho, bater papo; preparar comidinhas, pegar roupitchas novas que chegaram pelo correio, nadar na hora do almoço; voltar pra casa e comer um almocinho bem gostoso, depois café e um delicioso pastel de nata que chegou ontem à noite diretamente do Porto.

domingo, janeiro 31, 2010

Abençoadas sejam as reuniões produtivas


Esta foi uma ótima semana (exceto pelo fato de eu ter engordado 1,5kg). Tive três boas e produtivas reuniões: a reunião geral do grupo de mulheres na ciência (WISC), do qual sou coordenadora de extensão; a reunião com minha orientadora, que me gerou mais trabalho, mas bom trabalho; e a reunião com o centro de pesquisa climatológica, com quem em parceria com a WISC, vou organizar um programa para estudantes de baixa renda e minoria étnica (minoria no sentido de poder aqui, né, porque este grupo será de maioria latina e o que Nova York mais tem são latinas e latinos, aliás, não só NYC, mas o país inteiro caminha para isso). Enfim, a foram três reuniões bem bacaninhas.

Como resultado das reuniões, é claro, tive aumento da minha quantidade de trabalho. Um espetáculo.

Bem que o mundo poderia dar uma paradinha rapidinha só pra eu fazer essas outras coisas, né?

sábado, janeiro 09, 2010

Fotos de Madrid



Depois de pouco mais de um mês, finalmente coloquei fotos da viagem para Madrid online. Elas estão disponíveis no Facebook. São três álbuns: Madrid!, La madrileña! e Spanish-German-(English)-Brazilian meeting. As fotos capturam um pouco da minha experiência nessa cidade espanhola.

A estada foi excelente, foi ótimo reencontrar o Richard e contar com a hospitalidade dele. Foi bom encontrar o Heiko; foi ótimo caminhar pelas ruas de uma nova cidade.

Um dia eu volto.



sexta-feira, dezembro 25, 2009

Tudojuntomisturado



Hoje recebi um comentário da Su aqui no blog e lembrei que não atualizo este espaço há algum tempo.
Sim, sim, faz tempo...


Depois do enlouquecedor final de semestre, entrei em férias no dia 24 de dezembro. Fiz coisinhas de aula até o dia 22, quando entreguei meus últimos trabalhos e depois trabalhei o dia inteiro no dia 23. Dia 24 eu só queria dormir e descansar. E ficar em casa sozinha. Como todas as meninas aqui do apê são dos Estados Unidos (sim, fora a flor de formosura - que já se mudou, aliás), eu imaginei que teria a casa só pra mim e poderia curtir uma tranquilidade, finalmente. Grande ilusão...

Até a noite do dia 24, uma da meninas - a que mora mais próximo, diga-se de passagem, e que costuma passar os finais de semana em casa durante o semestre - resolveu ficar por aqui. Todoas as outras já tinham ido embora no início da semana, mas ela continuava - e com ela, suas louça na pia, claro.

Na manhã do dia 24, depois de dormir até cansar, resolvi limpar e arrumar meu quarto. Com prazer, joguei toda a papelada de física no lixo. (eu comentei da disciplina de física que fiz neste semestre? e que me fez odiar física?) Para o lixo foram muitos papéis e revistas. À tarde recebi uma caixa de presentes da minha mãezinha - ah, o natal! Ganhei dois cachecóis LINDOS DE MORRER que fora feitos pela Gleci. Além disso, a caixa veio recheada de várias coisinhas fofinhas-da-mãezinha. Recebi também uma outra caixa, com um armário que eu havia comprado para colocar coisas de cozinha. A maior parte das coisas de cozinha estava no meu quarto, num armário, daí resolvi colocar mais um armário no corredor e colocar tudo de cozinha lá. Quer dizer, "tudo" naquelas, né? Basicamente comidas, porque não deixarei minhas panelas e afins ao alcance das porquinhas.

Montei o armário, transferi as comidinhas e todo o resto, limpei tudo, guardei cachcóis e blusões no espaço que abriu no armário que estava no meu quarto, tirei pó, passei aspirador, queimei incenso, ouvi música... Ai, que delícia!!!

Recebi a visita da minha amiga I-Ching, que trabalha na biblioteca também. Ela é um amor de pessoa; ela havia preparado uns biscoitos tradicionais chineses e veio me trazer de presente de natal. Tão fofinha!

À noite, a menina que é de Jersey (a cidade/estado aqui do lado) finalmente foi passar o natal com a família. Ah, sim, ela resolveu, estranhamente, ficar por aqui, porque agora está com um namorado novo, então os dois passaram estes dias por aqui. Claaaaaaro. Antes de ir embora ela finalmente lavou a louça: uh-huuu!

A noite do dia 24 foi então tranquila, vendo filminhos, na paz da minha casinha. Foi também de muita alegria, ao receber a notícia de que a mãe do Adiso está respondendo positivamente ao tratamento e que o tumor parou de crescer. Pareceu coisa de filme, com milagre natalino.

Dia 25 fiquei em casa, fiz comida: arroz, feijão, couve, farofa (mamãe mandou minha farofa à base de soja favorita!) e limpei a geladeira. Joguei um monte de lixo fora (porque a fofoluxa de Jersey deixou o cesto de lixo CHEIO de garrafas de cerveja. ô povo sem noção!) e tive mais um dia tranquilinho e de paz.

Eu queria muito ter ido passar no natal com a Jackie, em Bethesda. Eu adoro aquela guria e gosto muito da família dela. É sempre agradável ir pra lá, mas eu estava tão cansada do final do semestre e do trabalho que não tinha energia para, no dia 24, arrumar malas, pegar busum e viajar, eu precisava de um pouquinho de descanso.

Pela necessidade de baixar o ritmo também acabei declinando as propostas de ir para Amherst e passar o natal com a Ana e o Bruno, ou mesmo aqui em Nova York, com a Naiara e o Koonj. O descanso foi bom, e merecido.

No dia 26 eu tentei lavar a roupa, mas ainda estava difícil... a montanha de roupa suja crescia e crescia. O trato na casa sofreu um intervalo e fui cuidar das minhas unhas, cabelos, pele... e ainda bem que fiz isso, porque ao finalzinho da tarde apareceu um convite pra ir no MoMA, ver filminho do Tim Burton. Irrecusável! Que bom que eu já estava prontinha. Então assistimos A fábrica de chocolate; na seqüência (porque eu sou da velha geração, sim, eu uso trema) comemos muito chocolate na Casa do chocolate, no Brooklyn.

A noite estava terrível: chovia, ventava, fazia frio. Mas eu estava em férias mesmo, ora bolas... então acabei a noite no East Village, numa festa de músicas de diferentes partes da África. Foi interessante.

No domingo pela manhã fui encontrar com "meu tutor no Brasil", o prof. Olival, que está por um período em Boston (no MIT, porque ele é chique, benhê) e esteve em Nova York no final de semana. Então fizemos um brunch e depois fomos na Century 21, meu paraíso de compras, para encontrar algumas roupas de inverno para a Indianara. Eu falei pelos cotovelos, pra variar. Foi um domingo bem bacana e o dia estava lindo! É impressionante: a noite anterior estava um nojo, o dia seguinte, uma beleza... vá entender!

Segunda, dia 28, eu fiquei na minha casinha e finalmente lavei a roupa. Montes de roupa. E assisti filminhos na tv. Foi um dia de preguiça. Um bom dia de preguiça.




Na terça eu tinha consulta com minha nutricionista, quer dizer, não a minha, mas uma outra, porque a minha não estaria disponível nesta semana. Adorei esta outra nutri! Acho que vou trocar várias das minhas consultas (que já estão marcadas para o semestre inteiro) por consultas com esta outra, ela é ÓTIMA!

Então fui cedinho na consulta depois me encontrei com a I-Ching e outra amiga dela + irmã e fomos para Chinatown, para um dia de Dim Sum (minha comida favorita). Foi muito divertido passar o dia em Chinatown com a I-Ching, agora eu só quero ir praquelas bandas com ela. É muito mais negócio estar em Chinatown com alguém que fala mandarim...

Meu, tava frio, frio, friiiiiiiiiiiiiioooo!!!

Daí no final da tarde o Adiso veio aqui pra casa, jantamos e vimos DVD. Pobre da criatura. Ele estava mal, mal, muito mal. Ficou com febre, tomou remédio, suou litros... passou uma noite do cão, o coitado. Eu fiz uns chazinho (cheio de várias-coisas-tudo-junto-misturado-muito-mel-gengibre-e-limão) e ficava como a minha mãe faz comigo: "toma enquanto tá quente, tem que estar quente!", a fruta nunca cai longe do pé...

No reveilão eu tinha decidido que ficaria em casa. Não queria ir pra nenhuma das festas possíveis. Uma das meninas voltou pra cá no final da manhã do dia 31, para passar a virada com o namorado, que também chegaria algumas horas depois. A I-Ching veio almoçar aqui em casa, então convidamos a outra menina para comer conosco. Findo o almoço, findou-se também a uma semana em que coloquei uma toalha de mesa que resistiu a refeições numa boa. É claro que minha colega de casa tinha que derramar algo na toalha. E já que é para derramar, que seja shoyo, né?

À noite ela e o namorado jantaram na cozinha. Ao final da janta, a toalha ganhara marcas da garrafa de vinagre balsâmico e mais uma outra grande mancha escura de não sei-o-quê, que foi derramado na mesa. Hoje, dia 03 de janeiro, ainda tem louça na pia que ela deixou no dia 31. E tem lixo até no chão, por causa dos montes de garrafas de cerveja. No banheiro, há dois dias acordo e a descarga não foi dada; perto da banheira, tem pacote de camisinha aberta jogado no chão. Não, não vou tirar o lixo, nem juntar pacote de caminha, tampouco reclamar da louça, mas já tirei a toalha da mesa. O ano recomeça e a paz de estar sozinha em casa - ou simplesmente ter a casa limpa - já se foi. É um pouco triste quando penso que minha maior alegria de morar aqui é aguardar ansiosamente por pequenos dias quando todas estão fora.



De volta à virada... acabei sendo convencida a ir numa das festas, na casa de pessoas que eu nem conhecia. Foi em Park Slope, no Brooklyn. Pelo menos neste reveillon eu vesti roupinhas claras para tentar fugir do pretinho basico de inverno. Eu fiquei muito feliz de ido porque conheci um monte de gente interessante e finalmente estive numa festa aqui nos Estados Unidos que me lembrava mais o tipo de reuniões que tinha no Brasil, com minhas amigas e amigos. Tudo bem, sem a caipirinha, sem o churrasco (no RS), sem o mar (na BA). Acho que a melhor descrição pra minha festa de reveillon seria dizer que eu me senti como num filme do Woody Allen. Com tudo de bom, ruim, maluco, profundo, desconcertante etc que possa ter, com diálogos fantáticos, sinceros e surreais. E com neve.

domingo, dezembro 13, 2009

Vamo arromba!



Nova York, inverno, friozao, manha de domingo. Acordo mais tarde, afinal eh domingo. Saio da cama as 7h30 e preparo meu cafe da manha de sempre (a saber: all bran+leite de soja+iogurte ou banana, hoje foi iogurte porque acabaram-se as bananas e ainda nao tive tempo de ir no supermercado comprar mais).

Leio emails, dou uma rapida olhada no facebook, preparo uma caneca termica de cafe passadinho com leite (de soja), separo livros, roupa, lanche. Tomo banhinho e me arrumo. Venho para a biblioteca. Como eu trabalho na biblioteca, minha identificacao abre as portas e ativa elevadores quando se entra pelo subsolo, que eh por onde normalmente entro na biblioteca. Entao entrei normalmente, subi normalmente ate o segundo andar e quando cheguei aqui percebi que a porta estava fechada. Estranhei. Serah que nao tem ninguem ainda estudando.

Entrei, jah que esta porta nao precisa de identificacao nem nada, ela nao eh trancada, eh soh fechada. Vim, sentei no computador e fui verificar o horario de funcionamento da biblioteca: das 10:00 a 1:00 (sim, da manha). Ops, acabei de arrombar a biblioteca.

Azar, agora vou ficar aqui estudando... melhor, sem ninguem, silencio...


quinta-feira, dezembro 10, 2009

Rapidinha



Vim para a biblioteca estudar e sentei nos computadores bem do fundo, para evitar distracoes. Assim nao vejo quem entra ou sai da biblioteca. Ah, vim para o segundo andar - normalmente fico no primeiro - para diminuir as distracoes, jah que o segundo andar eh menos movimentado.

Tem um menino a minha esquerda, dois computadores distante. Uma menina na frente dele. E um menino a minha frente, um computador a direita. Todo mundo trabalhando, em silencio, na boa.

O menino a minha frente e a direita eh ateh bonitinho. Nao, nao que eu esteja interessada, mas numa escola com 90% de mulheres, eh bom olhar para membros do sexo oposto de vez em quando. Enfim... menininho, novo, ateh me lembrava o Gary, meu amigo, colega de trabalho e companheiro de cafeh nos meus dias de Imperial College.

De repente o menino da esquerda levanta e olha a tela do computador do menino da direita e pergunta: "o que eh isso?" Ai, o menino bonitinho meio que responde, bate de leve na barriga do outro, que estah em peh proximo a ele, eles conversam, mao no ombro, mao na barriga, tapinha aqui, tapinha ali... e tudo numa conversa cochichante... ai escuto do bonitinho "desculpa estar te tocando tanto assim", "ah, adorei o estilo fresco (tipo, banho tomado, algo assim".

Pois eh, alem de 90% de mulheres (nem todas hetero, vale ressaltar), os 10% da ala masculina nao estah interessado no sexo oposto.

Ainda bem que nao dependo da comunidade academica proxima (i.e. se nao for da mesma faculdade tah valendo) para procriar.