segunda-feira, outubro 12, 2009

NOVIDADE NOVIDADE!!!




Você, às vezes, perde o que acontece aqui no blog?

Você perde tempo vindo aqui olhar se eu sentei minha linda bunda na cadeira para atualizar o blog mas chega aqui e descobre que só há os mesmos velhos textos de sempre?

Você esquece de voltar aqui porque toda vez que vem tá a mesma coisa?

Você se irrita quando vem e tem um montão de textos novos e você não tem tempo de ler tudo de uma vez?




Seus problemas acabaram!!!

Agora você pode acompanhar o que acontece aqui e estar sempre atualizada, sem perder seu precioso tempo. Basta clicar no botãozinho ali do lado, que diz "seguir" e toda vez que algo novo acontecer por aqui você será avisada.

Que fantástico, não?


Então clica ali e seja uma seguidora ou um seguidor deste blob.


E se você clicar AGORA ainda poderá ter sua fotinho ali do lado, mostrando que acompanha este amado blog.

Não deixe para depois, acompanhe agora mesmo o meu querido diário!

Rio1



Então, o Martín não foi o único a partir para terras latino-americanas...

Outro dia (ha alguns meses, na verdade) eu consegui uma passagem super barata para o Rio de Janeiro. Paguei 299 dolares para um bilhete de ida e volta, jah com taxas, de Nova York para O Rio. Eu passaria apenas cinco dias na cidade maravilhosa, mas jah era alguma coisa. Como a viagem seria super rapida, ao inves de comprar uma passagem ateh Porto Alegre eu resolvi comprar uma passagem para minha maezinha ir ateh o Rio. Matava varios coelhos: eu desembarcaria no Rio no dia do aniversario da minha mae, a viagem para o Rio jah seria um presente; poderiamos ir ateh o consulado dos Estados Unidos e solicitar um visto para ela vir me visitar; eu teria ferias-ferias, veria praia e curtiria uma cidade que eu acho linda; apresentaria o Rio de Janeiro para minha mae; encontraria as amigas e amigos do Rio. Plano perfeito, nao?

E assim foi. No final de agosto fui para o Rio e consegui arrastar minhas amigas Raquel e Luzia para passarem uns dias por lah tambem. A Lu foi de Salvador para o Rio. A Raquel foi de Porto Alegre. Eu passei dias FANTASTICOS no Rio, apesar do tempo nao ter colaborado muito.

Ao chegarmos no Rio, numa sexta-feira, chovia. Eu liguei para o Marcio, carioca que mora em Salvador, mas estava no Rio por alguns (varios) dias. E nosso hotel era bem proximo da casa dele, acabamos nos encontrando logo na sexta e ele nos levou para um cafeh bem fofinho ali nas redondezas. Isso foi em Copacabana. Nosso hotel era na Barata Ribeiro e o Marcio (os pais dele) mora na Nossa Senhora de Copacabana.

Ah, sim, primeiro eu me encontrei com minha maezinha no aeroporto, que estava lah ha um tempao a minha espera. Depois ficamos juntas esperando a Luzia. E fomos as tres para o hotel. Pegamos um taxi pelo qual fomos enganadas e pagamos 60 reais pela corrida, quando o preco pelo taximetro seria 40, mas soh descobrimos isso depois, claro.



Depois do cafe com o Marcio nos deixamos minha mae no hotel, jah que ela nao tinha dormido a noite inteira e estava cansada. Entao passamos na casa do Marcio e conhecemos os pais dele, superfofos. A mae dele insistiu para que fizessemos um lanchinho, ateh comecou a por a mesa, mas declinamos porque recem haviamos comido. Eu fiquei de voltar para filar um rango. Sabe como eh, eu nao dispenso comida 0800.

Entao o Marcio nos levou ateh o novo shopping do Leblon, caminhamos, caminhamos e de lah voltamos para Copacabana e experimentamos a empada aberta de carne seca do Belmonte. Perdoai-me, Senhor, mas eu pequei. Aquilo eh mais do que uma tentacao. Eu me apaixonei pela empada. Eh IMPERDIVEL! Pra mim eh praticamente uma atracao turistica da cidade maravilhosa agora. Sem contar que o bar eh uma gracinha.

No sabado o Daniel, meu amigo gaucho que agora estah morando no Rio, foi ateh o hotel e nos levou para um passeio em Santa Tereza. Eu nunca tinha ido para Santa Tereza, apesar de jah ter estado varias vezes no Rio.



Pegamos o metro, depois o bondinho, andamos pelas ruas do bairro, depois fomos nas ruinas de nao-sei-quem, onde foi a residencia de nao-sei-quem-lah, comemos um "angu a baiana" horrivel e que nao tinha nada de baiano. Depois almocamos numa casa de massas onde comi uma super salada tri boa, gigante. Descemos de onibus, porque o bondinho, quando chegou na estacao em que estavamos (Curvelo) jah estava lotado e nao tinha nenhum espacinho para nos. Andamos um pouquinho pelas ruas do centro e paramos para um chazinho com torta na confeitaria Colombo. De lah seguimos para o metro e voltamos para o hotel. O Dani, tadinho, estava super cansado, visto que tinha ido pra "night" na sexta-feira.

Dormimos um pouco, fui dar uma caminhada na praia, voltei. Quando as meninas (Ruth e Luzia) acordaram nos arrumamos para ir ao Belmonte novamente e comer a famosa empada. Fomos lah porque a Ruth nao tinha experimentado a delicia ainda. O Marcio deu o bolo e nao apareceu, o Dani chegou quase junto com a gente no bar. Ele passou lah para comer uma empadinha antes de sair para os embalos de sabado a noite. Bebemos, comemos e voltamos para o hotel. Ah, sim, empada e manjubinha frita! Quase que esqueci da manjubinha...



No domingo finalmente pegamos um solzinho. Apos o cafe da manha delicia a Luzia foi para o aeroporto, rumo a soteropolis e eu, mamae, mamae e eu fomos caminhar na praia. Que dia lindo!!!

Caminhamos pelo calcadao em Copacabana, a agua tinha um verde lindo, a praia cheia de pessoas caminhando. Era gente de todo tipo, todo lugar, todas as cores, tamanhos, idades. Eram vendedores ambulantes, eram os quiosques cheios de gente, era a areia, o mar. Caminhamos ateh o forte e como tinha que pagar para entrar no forte, voltamos. Na caminhada de volta resolvemos ir pela praia e como o dia estava super quente e a agua convidativa eu nao resisti e tomei um banho de mar, gelado, mas gostoso.

De volta ao hotel encontramos nossa nova hospede: Raquel. Ela chegara uns 10 minutos antes de voltarmos ao hotel. Tomamos banho e tal, nos arrumamos e fomos para Ipanema, caminhar pela feira Hippie. Andamos em todas as barraquinhas e comprei metade da feira. Tenho colares tupiniquins ateh nao querer mais. Ficamos de papo com vendedoras e vendedores super gente boa e nos divertimos bastante.

O plano da noite era ir numa feijoada com roda de samba na Casa Rosa, mas demoramos muito na feira e acho que minha mae estava cansada demais para a roda de samba.

Passamos mais uma vez no Belmonte para mais uma empadinha: agora era a vez da Raquel experimentar a iguaria.

Depois caminhamos pela orla de Ipanema ate a Farme de Amoedo, andamos por lah, vimos o povo, os bares, passamos na Americanas Express e comprei varios bombons do tipo Sonho de Valsa, serenata do Amor... soh faltou Amor Carioca para completar a colecao bombons-da-infancia. Voltamos para a praca General Osorio (onde acontece a feirinha), pegamos um onibus e fomos para o hotel.



Segunda-feira pela manha acordamos cedinho, tomamos o cafe delicia no hotel, pegamos um taxi e rumamos para o Consulado Geral dos Estados Unidos. Deixamos minha mae lah e fomos caminhar pelo centro do Rio. Passamos pelos arcos da Lapa, por varios predinhos fofos - eu adoro caminhar pelo centro do Rio -, na Colombo novamente (a Raquel nao estava lah no final de semana, lembra?) e depois voltamos para o consulado.

Andamos mais um pouco pelo centro do Rio, as tres, o Paco Imperial, as barcas, O CCBB (mas pela primeira vez nao entrei num dos meus centros culturais favoritos no Brasil) e avistamos a Catedral da Seh (nem entramos).

Voltamos para o hotel. Eu fui para a piscina, nao nadar, mas ler. A Ruth foi dormir e a Raquel foi correr.

Depois fui numa estetica ali pertinho do hotel e fiz uma sessao com a podologa, fiz mao, pintei peh e, pra finalizar, uma sessao de massagem relaxante: um espetaaaaaculo.

Voltei pro hotel e liguei para a Ana. Ela e o Marco foram nos encontrar no hotel e partimos pra Lapa. Nesse meio tempo o Marcio ligou e chamou para ir tomar um chopp em copa, mas a mae queria ir pra Lapa, entao estavamos decididas a ir pra lah, mesmo na segunda-feira. O Marcio entao ficou de nos levar para passear no dia seguinte.

Fomos para a Lapa com o Marco e a Ana, demos varias voltas pela cidade, passeamos por Laranjeiras e terminamos a noite no baixo Leblon, onde os chiques e famosos frequentam. Confesso que nao fiquei apaixonada pelo local, que tem um clima de Malhacao (o programa televisivo), um monte de gente fumando horrores e um clima tao diferente de Copa ou da Lapa. Nao adianta, eu nao nasci pra ser chique e famosa.



Na terca-feira o Marcio passou no hotel e nos levou para um super-hiper-ultra tour pela cidade. A oferta era nos levar "do Leme ao Pontal", mas acabamos fazendo ateh mais do que isso. Passeamos pela Urca, vimos a casa do Rei Roberto Carlos, fomos, literalmente, do Leme ao Pontal e parando em tudo que eh ponto e tirando fotos e mais turistas impossivel. Nunca vi criatura tao paciente como o Marcio. Pagou todos os pecados dele na Terra, coitado. Quer dizer, acho que nao, aposto que esse guri jah pecou muuuuuuuito.

Alem do Leme o Marcio nos levou para Grumari, passando pela Prainha. Que paraisos! Pena que o dia nao estava dos mais bonitos, senao teria dado uma boa praia. Estava fresquinho, quase frio. Mas resisti bravamente de short, biquini e camiseta, pra ver se atraia algum sol.



Adeus Rio de Janeiro... na quarta-feira nos despedimos da cidade maravilhosa. A Ana passou no hotel e nos pegou para uma volta em Niteroi. Fomos no MAC, tiramos fotinhos, passeamos pela orla de Niteroi e fomos ateh um lugar que nao lembro o nome agora, uma aldeia de pescadores, lugar super bacana. Almocamos com o Marco, demos um oi pro Alexandre na escola - tirando o guri da aula - e ainda conseguimos dar um oizinho para a Carol, filha da Ana, que passou de onibus pela gente, numa super coincidencia.

No final do dia passamos no trabalho do Marco e ganhamos uma carona para o aeroporto. Pegamos um congestionamento que me deixou preocupada, mas chegamos sem maiores atrasos no aeroporto.

Claro que nao dava para deixar o Rio sem alguma super aventura, neh? Foi quando fui fazer o check-in que a adrenalina comecou: nao me deixaram embarcar!

Mas deixa eu fechar este capitulo.

A viagem ao Rio foi maravilhosa, foi otimo ter visto minha maezinha, foi sensacional passear por aquela cidade linda, foi delicioso saber que tenho boas amizades.

Ainda hei de morar algum tempo no Rio de Janeiro.



domingo, setembro 20, 2009

Pausa...



Tenho mais textos fresquinhos prontos para colocar na página, mas vou dar um tempinho para que se possa ler o que acabei de colocar. Depois de mais de mês sem publicar qualquer coisa, não posso colocar tudo de uma só vez. Mas já já tem mais. Não esqueça, leia de baixo pra cima, para não se perder na ordem!

Shana Tova!*




Ontem participei de uma ceia da celebração do ano-novo judaico. Pois, estou virando praticamente uma judia, não? Foi muito bacana. Eu fico impressionada com a quantidade de rituais que o povo judaico tem. Acho bonito. A ceia foi na casa de uns amigos de um amigo meu, o Dror. O Dror é de Israel e estuda no TC também, no programa de filosofia. Então alguns casais amigos dele reuniram-se para a celebração. Os dois casais, todos judeus, também moram aqui na residência universitária, mas no prédio de famílias e são os maridos, claro, que são estudantes no TC. (o "claro" é um comentário meu cheio de juízos, eu sei.)

Foi super legal ouvir todo mundo falando em hebraico. Tão bonitinho!
Algumas coisas até consegui entender. Não, não que eu entenda hebraico, longe disso, mas dá para entender algumas coisas em alguns assuntos.

A comida, como sempre, estava deliciosa e a família que me recebeu foi muito hospitaleira, mesmo ninguém me conhecendo antes, eu não falando hebraico, tampouco sendo judia. Elas e eles me explicavam as coisas, os rituais, as comidas, os simbolismos. Todo mundo vinha de regiões, grupos diferentes e tiveram experiências diferentes em relação ao judaísmo. Foi bacana ouvir as opiniões e discussões a respeito da questão entre israelitas e palestinos. Vai-se entendendo a questão por diversas perspectivas. Fantástico!

Ah, Nova York, Nova York...



*Bom ano, em hebraico.

quinta-feira, agosto 20, 2009

NYC? Si, como no!





O Martin veio para cá em Agosto e passou uns diazinhos comigo. Logo quando chegou fomos fazer um tour aqui pelo bairro, reconhecimento da área, ir ao supermercados - para ele saber onde comprar coisinhas durante a semana. Passamos num super aqui perto e ganhamos provinha de Strawberry shortbread que é uma torta de morango bem tradicional aqui.



Fomos no Fairway - meu supermercado favorito para comprar legumes, verduras e carnes - e ganhamos provinhas de café gelado (ao leite, capuccino e puro).

De lá subimos pela Broadway e passamos num outro supermercado onde ganhamos provinhas de frango fatiado. Depois andamos, andamos e na volta passamos pelo West Side Market - meu supermercado favorito para comprar queijos - e comemos provinhas de queijos e bolachinhas de arroz com molhinhos variados.

Passamos também pela Ricky's, minha loja favorita de produtos de beleza, higiene, fantasias etc.




O plano era ir para um brunch num lugarzinho bacana que eu tinha ido com a Brenna, mas não tínhamos comido nada. O lugar é famoso pelo brunch. Mas cadê a fome? Enfim, chegamos em casa e liguei para o lugar para ver até que horas era servido o brunch, tarde demais.

Pegamos o trem e fomos para downtown, ainda em busca do brunch sagrado. Quando saímos da estação do trem e começamos a andar, avistamos uma feirinha... e lá fomos nós. Andamos pra lá e pra cá. O Martin comprou um chapéu, eu comprei uma tajine - já que a minha, que comprei no Marrocos, ficou em Porto Alegre.



Na feira também acabamos comendo coisinhas de graça: granola, arroz, sopa... andamos um montão e passamos por mais outra feirinha e o dia - lindo, por sinal - passou. Não rolou o brunch mas nem tínhamos fome.

No domingo fomos para Chinatown para o brunch chinês: o dim sum. Acho que já falei que dim sum é uma das minhas comidas favoritas aqui, né? O Martin foi super corajoso e até comeu os temidos pés de galinha!



O dia foi longo... andamos, andamos e andamos por Chinatown, com direito a se perder um pouco, claro. Afinal, é Chinatown!

Fomos até o pier, descansamos, admiramos a Brooklyn Bridge e andamos pelo distrito financeiro, a famosa Wall Street e chegamos, claro, na meca do consumo (para mãos-de-vaca): a Century 21. O Martin ficou impressionado com os preços na loja. Fizemos umas comprinhas básicas e ele ficou de voltar antes de partir para Buenos Aires.

No meio da semana eu trabalhei e o Martin vôou as tranças pela cidade. Numa das noites fomos a um coquetel por causa da Fulbright. Era uma recepção na casa da família Gandhi. A casa que um dia foi a residência, em Nova York, da Eleanor Roosevelt. Chique do úrtimo. Depois de muitos vinhozinhos, voltamos pra casa



No final de semana seguinte nós fomos visitar a Jackie, minha eterna roommate e uma das pessoas mais queridas que eu conheci nos Estados Unidos. Pegamos um ônibus até Washington, D.C., o que levou uma viiiiida. Chegamos lá e a Jackie nos pegou e fomos encontrar a Karuna e um amigo delas em um restaurante em Georgetown, uma cidadezinha fofa que fica pertinho de Washington.



Fomos então para a casa da Jackie, em Bethesda - Maryland, e caímos num sono profundo. Na manhã seguinte tomamos café da manhã na Madeleine (meu lugarzinho favorito naquela região). Pegamos a estrada com destino a uma praia, a tal da Virgina Beach. Era longe. Este povo aqui acha que tudo é perto. Para eles, pegar a estrada e dirigir 6 horas para ir até a pria e voltar, no mesmo dia, é beleza. Gente sem noção, né? Como pegamos um trânsito dos infernos, mudamos os planos, paramos numa cidadezinha no meio do caminho e pedimos informações num posto para turistas. Acamos indo para um piscinão de ramos versão estadunidense. Ou seja: chique, mas com farofa. No caminho para o piscinão (que é um lago bem bacana, com ondas, num lugar super bonitinho). Paramos numa vinícula e experimentamos vários vinhozinhos. Uh, delicia: farofa turbinada!



No dia seguinte os latino-americanos foram finalmente tomar café da manhã tipicamente estadunidense. Sim, panqueca, café, ovos... só faltou o bacon, porque ninguém pediu. E para completar a festa, fomos às compras... em loja de 1,99 (que aqui é 1 dólar)! Pobre é um espetáculo, né? Não resiste a uma lojinha de quinquilharia. Mas nada como quinquilharia de primeiro mundo, não? Comprei uns livros bacaninhas, dicionários e badulaques mil por um precinho camarada.



De Bethesda pegamos o metrô para Washington e fomos bater perna na capital do país. Detalhe: sob um sol dozinferno (sic) e cheios de sacolas. O Martin, com peso na consciência ou cavalheirismo, resolveu carregar todas as minhas quinquilharias - que pesaram horrores - durante a bateção de parna na cidade. Ele fez isso porque eu já bati perna por lá em outros carnavais e então estaria indo 'só por causa dele', o que não é totalmente uma inverdade, mas tampouco me importo de revisitar lugares por onde passei. Fizemos o circuito básico dos prédios públicos e monumentos e depois pegamos o busum de volta pra Nova York.

Na semana seguinte meu portenho favorito foi embora e deixou ótimas lembranças para meu primeiro verão como "moradora" em terras Yankes.



sábado, agosto 15, 2009

Prazeres compartilhados




Jah que meu plano de verao estava indo por agua abaixo eu resolvi cair na agua. (Coisa fofa, cheia dos trocadilhos)

Meu plano B foi voltar a tentar aprender a nadar. A piscina do Teachers College foi reaberta durante o verao, apos um tempo fechado para reformas. Eh uma piscina historica, foi construida em 1904 e foi a primeira piscina coberta das Americas (agora eles mudaram o texto para uma das primeiras no país...). Fui olhar o preco das aulas, mas eram muito caras. Muito. Entao lembrei que a piscina do campus principal tambem oferecia aulas. Fui olhar os precos e eram menos caras. O problema foi que nao haveria turmas durante a segunda parte do verao, entao eu teria que esperar ateh o inicio do semestre de inverno, em setembro.

Frustrante.

Mas quer saber, eu resolvi pagar pela piscina no TC mesmo assim. Eu pensei: posso ir fazendo os exercicios basicos que aprendi uma vez, respirar, usar a pranchinha e ficar batendo perna, essas coisas. Paguei e fui, jah no mesmo dia. E fiquei fazendo exerciciozinhoos de respiracao e batendo perna. Bem bonitinha.

Depois usei o santo Google e o santo You Tube para tentar encontrar materiais, tutoriais que ensinassem a nadar. Encontrei. Aproveitei o servico de emprestimo entre bibliotecas e procurei por livros que ensinassem a nadar. Encontrei e fiz o pedido. Recebi meus livrinhos e alguns eram bons, outros nem tanto. Sei que comecei a praticar os exercicios dos livros, tentar imitar os movimentos dos videos, seguir as dicas que encontrava e pelos ultimos 2 meses e pouco eu tenho ido de segunda a sexta na piscina e praticado.

Durante esse periodo eu lembrava muito do Pedro e suas idas diarias a piscina. Acho que compreendi/compartilhei um pouco da sensacao de pequenas conquistas diarias. Uma coisa bacana em nadar eh a a superacao, de pouquinho em pouquinho, eh a conquista de alguma coisa. Seja melhorar a respiracao, seja melhorar um movimento de braco, de perna, ou fazer mais voltas na piscina. Eh sempre alguma coisa, pelo menos uma coisinha. A cada dia eu tinha um objetivo diferente e o bacana eh conseguir atingir esse objetivo. Os objetivos sao muito pessoais. Depois de semanas com a pranchinha, primeiro batendo perna, depois usando bracos e pernas, teve um dia que eu tentei fazer uma volta sem a prancha. Nao funcionou e eu bebi agua. Outro dia eu tentei denovo e funcionou. E hoje eu vou e volto sem pranchinha, coisa mais fofinha. Antes eu nao conseguia virar direito a cabeca e respirar, virar o corpo e manter o equilibrio, hoje eu consigo.

Nao, ainda nao sou uma nadadora (att. para o "ainda"), mas evolui bastante e isso eh motivador.

Minhas incursoes diarias na piscina, as 7h da manha, me rendeu uma rotina de dormir cedinho e acordar cedinho que tem me agradado bastante.

Agora chegou setembro e finalmente poderei me matricular nas aulas de natacao.

Gustavo Borges, Cielo e Phelps que se cuidem!

quarta-feira, agosto 12, 2009

Bici




Ha cerca de dois meses eu comecei uma nova etapa na minha vida. Perai, volta um pouco, na verdade comecou antes, no inicio do verao, pouco antes do final das aulas. Eu decidi que iria aprender a andar de bicicleta. Tudo bem, na verdaaaade comecou ainda antes, com a minha viagem para a Dinamarca. Depois de ver que eh possivel uma cidade ter boa parte do transporte baseado na magrela eu resolvi que nao poderia continuar sem dominar a bichinha.

Minha grande motivacao tambem foi o fato de eu me vi limitada durante uma viagem pelo fato de nao poder aproveitar tudo da cidade, explorar o que Copenhagen oferecia. Lah ha um programa subsidiado pela cidade em que uma pessoa pode pegar uma bicicleta em determinados pontos da cidade, utilizando uma moeda de 20 dinheiros. A pessoa pode rodar o quanto quiser e quando devolver a bicicleta, a maquininha devolve uma moeda do mesmo valor. Nao eh bacana? Pois e eu perdi isso.

Mas como eu iria aprender a dominar a alta tecnologia e destreza necessarias para manobrar a magrela?
Po, eu moro em Nova York, uma das cidades mais caras do mundo, neh? Onde tem muita gente rica, tem muita gente pobre... fui procurar alguma forma gratuita de resolver meu problema. Encontrei!

A cidade de Nova York, atraves de uma ong, oferece aulas para criancas e adultos aprenderem a andar de bicicleta, de graca. As aulas acontecem em diferentes parques da cidade, em datas variadas. Registra-se para as aulas pela internet, depois se recebe uma confirmacao. Ok, eu me registrei. Confirmado. Fui na aulinha, um dia lindo... foi num parque no Bronx. Eu mais um bando de mulher velha. Quero dizer, as idades variavam, aparentemente, entre 20 e 40 e poucos anos. A instrutura principal eh um doce de pessoa.
A tecnica empregada pela equipe eh a de dividir as habilidades para manejar a bicicleta em duas: equilibrio e pedalo. Primeiro treina-se equilibrar-se na bicicleta, depois eh que se introduz pedalar. Foi bonito de ver uma menina no comeco da aula, no mesmo nivel que eu, sair da aula pedalando uma bicicleta tal qual aquelas criancas no parque que ficavam passando por nos e achando tudo engracado. Eu, lenta que sou, fiquei uma aula inteira (de duas horas) praticando equilibrio.

Nao bastava eu aprender a andar de bicicleta, era preciso ter uma, certo? E pensei, como conseguir una ben baratinha... ou de graca? Catei e achei um programa que oferece oficinas para manutencao e construcao de bicicletas. Funciona assim: voce vai lah (no Brooklyn), participa da oficina, aprende o basico da engenharia da bike e dai comeca aprender a montar uma bicicleta, do zero. As pecas sao doadas e o tempo que se demora para montar uma bicicleta varia, pode ser duas semanas, tres, quatro... depende de quanto voce vai lah, trabalha na bike e encontra pecas que sirvam para voce. Ao final, a bicicleta eh todinha sua!
O pagamento? Voce tem que doar horas de trabalho para montar outras bicicletas e para ensinar outras pessoas nas oficinas.

Nesse lugar tambem se doa bicicletas para as pessoas que precisam, que nao podem pagar transporte publico, por exemplo. As acoes deste grupo fazem parte de uma organizacao "maior", os freegan. A ideia eh interessante e ha varios nives de 'freganismo'. Enfim, essa eh outra conversa...

Voltando ao meus planos de mudanca de vida...

Meu plano de verao era, entao, montar uma bici e aprender a andar de bici. Aconteeeeeece que as aulas soh acontecem se nao chove e em Junho choveu TODOS os dias em Nova York. Todos. Eu praticamente virei sapa, neh? Isso, como em Salvador.
As aulas sao bem espacadas e justamente nas aulas em que eu consegui me inscrever, choveu. Alem disso, as oficinas no Brooklyn eram na quarta-feira a noite (nao rolava porque era muito tarde e longe pra mim) ou no sabado. O que acabou nao rolando porque eu viajei praticamente todos os finais de semana no verao. Quando nao viajei, fui para shows, cinema, casa de amigas e amigos, sempre tinha algo para fazer.

Meu plano de verao estava indo por agua abaixo...


Foi entao que pensei num plano B!

(aguarde cenas dos proximos capitulos)


quarta-feira, julho 29, 2009

Bonitinha mas ordinária



Que eu estou morando nos istêites, todo mundo já sabe.
Que eu divido a casa com mais cinco meninas, já cansei de repetir.
Que tem um monte de menininha bonitinha andando pelas ruas de Nova York, todo mundo deve desconfiar.
Agora, que menininha bonitinha estadunidense são todas porquinhas, talvez muitos não saibam.

Meeeeeeeeeeeeeeeeeeeu, que minas porcas são essas com quem eu divido apartamento?
Uma acha que o filtro protetor para ralo da pia "é nojento porque fica sempre restos de comida, acho melhor deixar sem". Por que, por que, por quê? Porque elas não limpam o filtro após lavar a louça.

Digo, quando lavam a louça, né... porque as fofoletes deixam louça dias e dias na pia.

Tem uma pessoa que limpa as áreas comuns do ap uma vez por semana, nas quintas-feiras, mas chega na sexta ou sábado o fogão já está todo sujo denovo. Porque aqui elas derramam coisas no fogão e deixam, deixam.

A gente tem banheira no banheiro (e chuveiro também) e as fofuchas lavam os longos cabelos e deixam o ralo cheio de cabelos. Eca. Aí a mala aqui vai e coloca bilhetinhos pela casa: "por favor, limpe seu cabelos do ralo após o banho", "na sua semana do lixo, tire o lixo TOSOS OS DIAS", "vamos tentar manter a pia limpa", "não esqueça de limpar embaixo do escorredor de louças"... e por aí vai.

Adoro todas elas, mas que são porquinhas, são!

domingo, julho 12, 2009

Exploração sexual






Esse é o trailer do filme "Very young girls", um filme imperdível.
Assista quando puder!

quinta-feira, julho 02, 2009

Àdeus!




Na minha casa sempre tivemos muitas sombrinhas. Havia as sombrinhas preferidas, claro. Com o passar do tempo fui preferindo sombrinhas menores e menores, que coubessem em qualquer bolsa, ou bolso. Em Porto Alegre existe a empresa Fazzoletti que faz umas sombrinhas ótimas e bem pequenas. Eu amo.

Eu tinha uma sombrinha branca com preto, linda. Uma pessoa conseguiu quebrar minha sombrinha. Mamãe me deu outra. Eu consegui esquecer no carrinho do aeroporto no dia que fui buscar o Pedro. Quando voltei ao aeroporto já era tarde, alguém tinha pegado.

Mamãe me deu outra. Vermelha. Bem lindinha. Essa sombrinha vinha me acompanhando nos últimos tempos até que minha colega de quarto me pediu uma sombrinha emprestada na semana retrasada. Ela ia sair e não encontrava a dela. Eu estava deitada, ela bateu na porta do quarto, pediu a sombrinha, meu peito apertou, eu disse que ela poderia pegar. Eu iria dizer o quê? Olhei para a sombrinha e disse adeus.

No dia seguinte esperei pela sombrinha e nada. Esperei, esperei. O dia passou e nada dela me devolver a sombrinha. Eu tinha que sair, então me arrumei e na hora de sair bati à porta dela e pedi a sombrinha de volta. Ela disse que não encontrava, que achava que havia deixado no táxi na volta da festa. Restara apenas a capinha vermelha com detalhes em creme. Meu coraçãozinho partiu. Mas eu, num exercício de desapego tentei fazer de conta que meu mundo não estava caindo. Ela disse que sentia muito e que me compraria outra sombrinha, bem bonita. Eu apenas disse: que seja pequena, bem pequena. Minha colega emprestou-me uma sombrinha dela, preta. Céus, sombrinha preta? Preto é guarda-chuva. Enfim, peguei a sombrinha e sai.

Já se passaram duas semanas e até agora nada de sombrinha nova. Decidi que vou comprar uma. É o jeito. Então esta semana irei à cata de uma sombrinha bem bonitinha e pequena, se não encontrar, vou encomendar da Fazzoletti, lá de Porto Alegre. E podem me chamar de bairrista e materialista que eu nem ligo!






quinta-feira, junho 18, 2009

Foi por pouco...


Tá, foi assim ó:

Eu estava trabalhando, daí por alguns 30 minutos eu não tive nada pra fazer. Ok, 30 ou 50 minutos. Nada, nada. Então fui olhar meus emails. Daí olhei os emails do CS e tinha um falando que a Delta estava com boas promoções para a zoropa, partindo de grandes cidades dos istêites. Continuei lendo as conversinhas. Daí a Laura disse que viu passagem barata pra Madrid nas datas tais e tais, feriado do Dia de Ação de Graças.

Olhei prum lado, pro outro. Nada de trabalho.

Abri o Kaiak e fui dar uma olhada. Coloquei as datas que a Laura falou. Estava achando passagens de 400 e tantos dólares pra cima, o que é barato, mas tinham falado em 200 e pouco. Continuei olhando e nada. Então vi uma passagem por 200 e tanto. Pensei... vamos ver qualéqueé. Fui fazendo os passos para comprar, daí veio uma mensagem dizendo que a passagem tinha mudado de preço. PNC desses sites enganadores.

Tá. Nada de trabalho ainda. Continuei olhando.

Achei noutro site uma passagem por 100 e tanto, com taxas e tal ia para 230. Nova York - Madrid - Nova York. Feriadinho em novembro. Clica aqui, clica ali. Nome, bla bla bla. Escolhe assento, bla bla bla. Email de confirmação.

Sim, sim, sim! Eu comprei uma passagem para Madrid pela bagatela de 230 dólares, ida e volta e todas as taxas. Fala sério!!! Tipo, 450 reais pra ir até ali na Espanha, passar uns diazinhos. Meu, não deu pra resistir, era muito barato.

Mandei mensagem no CS dizendo que tinha comprado. Todo mundo tentando achar e nada.

Daí, meu bem, de um segundo para o outro apareceu um monte de trabalho. Nesse dia fiquei até meia hora a mais do meu horário, de tanta coisa que apareceu.

Depois, à tarde, quando já estava em casa e nem acreditando que eu tinha comprado uma passagem tão barata, eu volto na lista do CS e vejo que a Laura não conseguiu comprar a passagem. No fim, fui a única que conseguiu comprar. E procurei horrores depois e nada. Por pouco a Laura não pegou o mesmo preço. Bobeou, ficou esperando, comeu mosca... perdeu preibói!

Pessach, Passover, Páscoa Judaica




Apesar de morar décadas em Porto Alegre, de ter freqüentado (nova norma ortográfica de c* é r*) o Bom Fim e de ter interesse por religiões e povos e costumes, eu não sabia nada sobre judeus até o começo deste ano. Não que agora eu saiba muita coisa, mas nestes poucos meses de 2009 aprendi mais sobre o povo judeu do que em toda a minha vida.

Claro que esse aprendizado se deu da maneira mais conveniente possível: viajando e comendo.

Primeiro tive a experiência de passar alguns dias na Alemanha e através do Memorial aos Judeus Assassinados na Europa (página em inglês)eu pude aprender um pouco sobre o que foi o Holocausto (A lista de Schindler, O diário de Anne Frank, O pianista etc., ajudam mas não dão conta do recado). Dá uma olhada no panfleto informativo do museu (em português).

Depois tive a oportunidade de passar o Pessach com uma família judaica. Foi excelente. Comi e bebi até quase morrer. Um monte de comidas boas, um monte de vinho, muitas risadas, muita gente bacana, uma tradição muito bonita. Na foto acima, estou lendo o livrinho com a história que todas as famílias judaicas contam/lêem/relembram durante o Pessach, em todo o mundo. Ao meu lado está um casal Polonês: Agnieska e Lukasz. O Lukasz é bolsista Fulbright e esteve comigo na orientação em Miami. Eu fui convidada a participar do Seder do Pessach e podia convidar mais duas pessoas, então convidei esse casal super fofo. Adoro os dois. A gente leu a história, comeu as comidinhas, bebeu o vinho, fez todas as coisinhas.

Tem também a convivência com alguns alemães com quem tenho intimidade suficiente para perguntar tudo-o-você-sempre-quis-saber sobre a relação alemães contemporâneos-história dos judeus na Alemannha. Além da convivência com amigas e amigos de origem judaica. Agora tenho até uma colega de casa judia. Não, ela não come porco e usa esponja separada para lavar a louça, para não correr o risco de ter contato com algo que tenha tido contato com porco.

Durante esses meses por aqui, aprendi sobre o que é Kosher e todas essas coisas. Tenho amigos etnicamente judeus mas não reliogiosamente judeus. E tem os meio religiosos, assim como o bando de meio-católicos que tem no Brasil.

Uma particularidade de morar em Nova York é que a cidade concentra a maior população de judeus do mundo. E, quem diria, a comunidade judaica começou aqui porque uns judeus que moravam em Recife decidiram se mudar, em busca de livre expressão religiosa. Sorte minha, que estou na parte do mundo em que a versão judia de Babka pegou e colou! (e faz de conta que cada fatia dessa delícia não tem 500 calorias.)

Então ficamos assim: como babka e comidinhas do Pessach por aqui e tapioca lá na Sé, em Pernambuco.

quarta-feira, junho 17, 2009

Mi Argentino Querido



Na linha adivinha... adivinha quem vem me visitar, quem, quem, quem???
Meu argentino favorito!!!

Sim!!! O Martín vem passar uns dias na grande mação no verão. Estou louca que ele chegue logo. Vai ser tão bom andar pra cima e pra baixo com ele.

Tá, não vai dar pra encher a cara de roska, mas a gente pode encher a cara de mojitos e afins.

Oh, pode trazer dulce de leche, bocaditos, casaco de couro, crema tremontana, bife de chorizo...

Tem coisas que só Nova York faz pra você


Conversa pelo bate papo no Gmail:

adivinha q musica ta tocando agora
no meu iTunes
bah
meu ia ia meu iô iô
uhhhh
e qdo tão louca me beija na boca me ama no chão
mazaaaaaaaaaaaá

segunda-feira, junho 15, 2009

MoMa, a lenda.



Entrei em férias na metade de maio. Nem acredito que não coloquei isso no blog. Bem, eu entrei em férias numa semana e exatamente uma semana depois eu comecei a trabalhar. Então são umas férias bem meia-boca.

Entretanto, meu primeiro final de semana de férias foi maravilhoso. Na sexta-feira eu almocei em casa, depois fui no gostoso-que-me-faz-massagenzinhas. Explico: tenho ido num quiropraxista que, por acaso, é gostoso e, em sendo quiropraxista, acaba rolando uma masagenzinha no pescoço e afins, depois da tortura de me torcer toda. Então eu o chamo the-hot-guy-that-touches-me.

Depois do gostoso, fui passear, relaxadinha, no Central Park. Tomei um solzinho, fiz as unhas (só pintei, eu levei esmalte na bolsa), li um livro, caminhei e tomei mais sol. Estava um dia quente, lindo, ensolarado. Depois fui encher a cara. Vinho branco geladinho no meio/fim da tarde, bate papo, bla bla bla. Despues, jantinha: bacalhau com aspargos.

No sábado fui ao MoMA. Mas o MoMA tem história... seguinte: quando vim pra cá em 2007, por uma semana, à passeio (era caminho da conferência, fazer o quê?), eu queria porque queria ir no MoMA. Não fui na segunda-feira, já que museu que se preza fecha nas segundas. Aí fui na terça. Chego lá e o MoMA tá fechado. Já que todos fecham na segunda, o MoMA abre às segundas, pra ser do contra. Daí fui na quarta-feira. Mas ao contrário de muitos museus da cidade, no MoMA não dá pra dar qualquer valor pra pagar a entrada, tem que marchar com o ingresso que é bem carinho. E eu, como boa pobre, me neguei a pagar. Peguntei se tinha um dia de graça. Tinha, nas sextas-feiras. Na sexta eu voltei lá (ainda estamos em 2007, não se perca). Chego no museu e me dizem que a entrada gratuita é só depois das 17h. Puta que pariu, né? Custava ter um bilhetinho na porta falando os horários de funcionamento e valores para cada dia da semana. Eu teria evitado várias viagens.

Tá, daí agora eu voltei pra Nova York. Toda chique, né bem, por cima da carne seca, com um passe corporativo que me permite ir de graça no MoMA qualquer santo dia. Toma! Mas como Deus é um cara gozador e adora brincadeira, agora eu tinha o passe e não tinha tempo. Acabei nunca indo no MoMA, até o meu primeiro final de seman em férias.

Fui, toda-toda.

Entrei, peguei o telefonezinho para a visita guiada. É como um celular, que tem uma visita guiada, daí a gente tecla o numerozinho da peça/obra/afim e uma gravação explica tudo. Bem bacana.

O problema é que, sabe como é, esse BANDO DE TURISTA vem visitar a MINHA CIDADE e fica atrolhando (se não é gaúcha ou gaúcho, sinto muito, atrolho é vocabulário básico). Então eu só vi a parte de fotografias e um pedacinho de uma exibição de pinturas. E deixei para voltar em outro dia de férias, com menos povo à volta. Bem, eu achei que teria um montão de férias, né?

Pelo menos agora o MoMA desencantou. Já posso ir, a qualquer hora.


Somerville na primavera



No primeiro domingo de Junho acontece uma Feira de rua em Somerville, New Jersey. Lembra, é a cidade onde mora minha colega Catherine, que me convidou para o Dia de Ação de Graças com a família dela no ano passado.

Então ela me convidou para ir na Feira e eu fui. Passei o final de semana lá, fui no sábado e voltei domingo. O final de semana estava com um tempo maravilhoso. Finalmente sol, calor.

Voltei cedo no domingo e fui na casa da Chantale, com quem eu havia conversado no sábado e combinado de ir pra lá no domingo. Eu disse que sairia de Somerville e iria direto pra casa dela, no Brooklyn. Chego lá e dou com a cara na porta. Ligo pra ela e ela diz que não sabia se eu ia ou não, então resolveu sair. Eu disse no sábado que iria, mas o povo precisa de confirmação e reconfirmação. Ora, se eu digo que vou é porque vou. Ai, diferenças culturais...

Greer, Carolina do Sul.



No feriadão do Memorial Day (última segunda-feira de maio, 25 de maio, em 2009) eu fui pruma super viagem de carro pelas estradas dos Estados Unidos. O destino: Carolina do Sul.

Um amigo estava de aniversário. Os pais dele mora na Carolina do Sul e queriam que ele fosse para lá. Ele disse que iria, mas levaria uns amigos... no total fomos quatro num carro, quatro noutro carro, um menino numa moto e mais quatro pessoas num avião. Sim, num avião, já que um dos meninos é piloto e o negócio da família é voar para todos os lados. Eu estava num dos carros.

Na ida paramos numa cidade no estado de Virginia, onde passamos a noite e saímos cedinho pela manhã. Nossa anfitriã, couchsurfer, hospedou todo mundo (menos as quatro pessoas do outro carro, que dirigiram diretaço). Era uma mina muito louca, gente boa, toda ligada em arte. Sabe, né? Essa coisa artista-porra-louca-natureba-que-enche-a-cara. Pois. A casa era uma história à parte: uma bagunça, uma sujeira, nossa! E havia apenas uma regra: descarga no banheiro era permitida apenas para sólidos. Argh! Foi divertido. Eu me diverti, pelo menos.

Na manhã seguinte continuamos na estrada e chegamos ao destino final no meio da tarde. São umas 13 horas de viagem de Nova York até Greer, a cidade dos pais do Jay. Cruzamos diversos estados na ida e na volta (voltamos por um caminho diferente da ida). Foi uma viagem super cansativa, mas que valeu a pena cada minuto.

Saímos no final da tarde de sexta-feira. Na manhã de sábado tomamos café da manhã num lugar todo estiloso e natureba, onde o cardápio permitia transformar pratos vegetarianos estritos em ovolactovegetarianos. Sim, sim... não o contrário. O padrão é ser tudo vegano. Minha amiga Carol iria amar. Depois disso: estrada. Chegamos nos pais do Jay: paraíso. Uma linda casa, à beira de um lindo lago e uns anfitriões super fofos.

Fomos dar uma volta de barco para conhecer o lago. Ah, sim, eles têm um barco no quintal. Ah, sim, o quintal é literalmente à beira do lago. Depois do passeio, uma janta com prato típico sulita: low country boil, uma receita com batata, camarão, salsichão e milho verde. Delícia! Ah, detalhe, servidos sobre folhas de jornal. (Já tô vendo o povo se revirando no Brasil e falando que é anti-higiênico.)

Barriga cheia, lagartear um pouco. Ok, sem sol, apenas mosquitos, e preparar-se para a noite: line dancing!

Ah, meu filho, em Roma, haja como os Romanos! E lá fomos nós para a pista de dança e lá fui eu tentar fazer os passinhos. Foi muito divertido. E o preço das coisas??? Eu quero me mudar pro sul! Encher a cara lá deve ser um espetáculo, é muito barato, em comparação com Nova York.

Na manhã seguinte fomos à igreja. Assistimos uma cerimônia Batista não-tradicional. Rola uma cerimônia tradicional (para os mais velhos, dizem eles) num outro horário. Bacana que rolava comida. Tinha uma mesa no fundo, com cafés, chás, bagels, cereais... e a cerimônia foi na quadra de esportes da igreja. Detalhe: com power point! Perdoai-os, Senhor.

De lá, seguimos para um café da manhã. Espetáaaaaaaaaculo! Depois voltamos pra casa e ficamos jogando vôlei no lago, andando de barco e curtindo esportes aquáticos. Não, eu não fiz nenhum dos esportes/brinquedinhos (esqui aquático e outros dois que não lembro o nome), só fiquei dentro d´água, jogando bolinha pra lá e pra cá. Aí, todo mundo cansado, já fora d´água, a Silvinha pergunta o que era aquilo nos pés dela. O Amit olha e diz... ah, são sanguessugas. Hein? Todo mundo olha pros pés. Estávamos cheios de minúsculas sanguessugas. Argh que nooooooooooooojo!!! Nunca tinha visto uma sanguessuga na vida. Eu achei que fosse morrer. Tá, menos. Mas achei muito nojento.

Nem preciso dizer que ninguém mais brincou no lago, né?

Banhinho bom. Filminho no DVD. E churrasco estadunidense na janta. Foi meu primeiro churrasco. É bonitinho, como nos filmes. Mas meu churrasco teve um tempero especial: chimichurri. É que os pais do Jay têm amigos uruguaios e eles gostaram de chimichurri, então esses amigos sempre dão pra eles. Tri, né? Êta, mundo pequeno.

O final de domingo foi regado à jogos de tabuleiro, conversas e afins.

Na segunda-feira saímos cedinho pela manhã, pegamos a estrada e cheguei na minha casinha 14 horas depois. Dia longo.

Alguns dias depois os pais do Jay mandaram um email para todos nós, agradecendo o presente (nós compramos flores, cartão e um vale-presente), convidando para voltarmos e pedindo para enviarmos fotos. Muito fofos.

E essa foi minha primeira experiência pelo sul deste grande país.

terça-feira, junho 09, 2009

Primavera em Nova York



Daqui a pouco já é verão, mas alguém esqueceu de avisar a cidade. São 8h30 da manhã, mas parece 9h30 da noite. Está escuro lá fora. Chove. Não, não, não é chuvinha. É chuva pra caralho. Sim, não há outra expressão para melhor definir a quantidade de chuva que cai nesta tera neste exato momento. E tem trovoadas. Aos montes. Isso me lembra que praticamente não há trovoadas em Salvador.

Durante a noite eu achei que o mundo fosse acabar. O apocalipse. Eu fiquei num estado meio sonho, meio acordada, meio assustada, meio pensando em equações para ver se o pára-raios do prédio seria suficiente para me manter sã e salva. Resolvi desligar o ar-condicionado e voltar para o estado dormir-dormida.

Agora vou pro meu trabalhinho. É, aquele de segunda à sexta, que começa e termina todos os dias no mesmo horário. E hoje, na chuva.

segunda-feira, junho 08, 2009

Na fila



Tudo bem, seu leão, não quer me pagar agora? Eu espero.
Daqui a pouco o segundo lote chega.

quarta-feira, junho 03, 2009

Vida de escritório



Estou gostando do meu trabalho na biblioteca. Estou odiando meu horário de trabalho na biblioteca. Há anos eu não sei o que é fazer "todo dia tudo sempre igual". Digo, não que o trabalho seja sempre igual, o trabalho é bacana, mas trabalhar de segunda a sexta-feira, no mesmo horário, nossa, é pedir pra morrer, né?

Meu alarme do cel toca, eu coloco na função dorminhoco e ele toca e eu paro, toca e eu paro, quatro vezes, todos os dias. Levanto, faço a cama, ponho o roupão, coloco água pra esquentar, entro no chuveiro. Saio do chuveiro e a água está fervendo, faço meu café com leite de soja. Viciei. Faço um sanduiche-iche ou iogurte com banana e All-bran. Vejo os emails do dia, facebook, orkut, bancos, noticias. A tv liga automaticamente e 20 minutos depois o despertador toca, avisando que está na hora de pensar em me arrumar. Abro minha esteira, assisto um programa de ginástica e faço ao mesmo tempo seguindo as orientações do professor-sarado. A aula termina, penso no que vestir. Coloco minha roupa, ponho água pra esquentar, preparo café na caneca térmica, pego meus biscoitinhos (de soja) que mamãe mandou, gloss e vou pro trabalho.

Daí eu chego lá, 5 minutos antes do meu horário e saio pontualmente no meu horário. Eu tenho um cubículozinho. Ali pelas 11h30, meio dia, faço a pausa pros biscoitinhos. Tem um apontador de lápis elétrico. Tão coisa de filme. Eu achei engraçado apontar lápis em apontador elétrico.

No findi passado eu assinei Netflix (depois explico como funciona) e desde então comecei a assistir a série The Office. Viciei. Já assisti mais de 30 episódios.

Só ainda não sei que personagem eu sou na minha vida real de escritório.

quinta-feira, maio 21, 2009

Passado e presente



As prateleiras, o cheiro, o silêncio.
As rotinas, as conversas, a cumplicidade.
As palavras, o tempo, a dedicação.
A história, o presente, o futuro.
Saudades, lembranças, promessas.


Passado e presente II

Maria Helena Vieira da Silva, 'Biblioteca', 1949

Hoje foi meu primeiro dia no meu novo emprego, trabalhando na biblioteca da faculdade. Em abril ou maio de 1993 foi meu primeiro dia de trabalho na biblioteca da faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e Atuariais da UFRGS. Naquela biblioteca trabalhei por 3 anos. Foi meu primeiro emprego, aos 15 anos. Em Porto Alegre. Depois de alguns anos na academia volto a ter um emprego fora dela. Novamente uma biblioteca. Primeiro emprego, 30 anos, Nova York.

quarta-feira, maio 20, 2009

Correria pouca é bobagem





Mas prometo atualizações a partir de hoje. Digo, de amanhã. Digo, prometo hoje atualizar a partir de amanhã.

Então fica combinado.

Correria pouca é bobagem





Mas prometo atualizações a partir de hoje. Digo, de amanhã. Digo, prometo hoje atualizar a partir de amanhã.

Então fica combinado.

quarta-feira, abril 29, 2009

Vem me visitar!



Saudadinhas do Brasil. Até pensei em dar uma passada em terras tupiniquins, mas na real eu recém cheguei aqui, então ainda não estou morreeeendo de saudades. Enfim, dei uma olhada nas passagens aéres e encontrei vôo ida e volta, pela TAM, por mil e pouco (menos de 1.200,00), com taxas. SP ou Rio, não lembro, NYC. Então, fofoletes, venham me visitar, pegar um verãozinho em Nova York. O chão é garantido. Quem vier primeiro compra o colchão inflável.

Alerta da gripe




Eu sei que o povo no Brasil não é tão neurótico quanto o povo aqui nos Estados Unidos, mas só por descargo de consciência, aviso: está tudo bem por aqui.

Sim, foram registrados dezenas de casos da gripe suína aqui em Nova York.
Sim, já conseguiram confirmar um caso aqui na minha faculdade - claro, né, porque no campus INTEIRO um querido tinha que ficar gripadinho justo no meu prédio.

Detalhe, a facul mandou um alerta contando a história do menino e dizendo por onde ele passou. O infeliz também é dose, né: usou computadores do Macy Hall, do Horace Mann e do primeiro andar na biblioteca (onde é que a Katinha gosta de estudar mesmo, hein? no primeiro andar da biblioteca, claro, claro).

No mais, nem bacon eu como!

quarta-feira, abril 22, 2009

Oh my God!*




*Só pra entrar no espírito estadunidense.

Bah, tempão, hein, caríssimo diário. É, eu sei, eu sou uma má pessoa.
Sou tão má que resolvi me dar uma semana de folga e curtir uns diazinhos, na faixa, claro, em terras escandinavas. Hein? Quê? Como?

Sim, isso mesmo. Do outro lado do mundo. E lá em cima. Terras nórdicas. Dinamarca, Copenhagen, e adorando.

Daí, pra fazer de conta que sou uma pessoa responsável - ou pela minha consciência pesada por faltar aula ianque pela primeia vez - hoje tirei o dia para ficar no hotel, trabalhandinho. Ok, atualizar blog não deveria contar como momento de trabalhandice, mas é quase como se fosse, ora!

Sem contar que, como compensação/punição, pelas férias, tive que trabalhar triplicado nas semanas anteriores: fazer as atividades da semana mais as atividades da semana seguinte(a semana da da viagem) e mais as atividades da outra semana (a semana pós viagem). Sacanagem, né?

Mas o que importa é que estou curtindo um dias lindíssimos na capital dinamarquesa, com uma temperatura agradável, caminhando pelas ruas, andandado de barco pelos canais e assistindo os filmes do festival de cinema - que sorte que caiu justo na semana da minha viagem! Como eu amo cinema, não poderia ser mais perfeito.

Com tantas incomodações acontecendo na Grande Maçã, essa semana de prazeres é mais do que merecida.

quinta-feira, abril 02, 2009

Bom dia pra quem?



Tempinho do caramba esse!
Cadê o sol? Cadê o calorzinho?
Saco cheio desses trabalhinhos malas da facul, viu?
E eu quero um terno. Mas já viu o preço dos ternos?
Um terno e um sapato. Ou uns dois sapatos.
O fato de eu estar totalmente quebrada é um pequeno detalhe.
Ai, eu quero ir na academia, mas não quero caminhar até lá.
Eu sou uma prefuiçosa incorrigível.

sábado, março 28, 2009

sexta-feira, março 27, 2009

Off Broadway



Hoje fui num musical: The New Hopeville comics. Meu primeiro musical em Nova York. Foi bacana, engraçadinho, humor estadunidense, gritaria nos meus ouvidos, história bacana, loooooongo. A história começou bem mas lá pelas tantas ficou tão sem sentido e foi suma barulheira. Duas horas e pouco... haja paciência. Mas os músicos eram bons, ótimos!

É... não, ã-ã, continuo não gostando de musicais.

Aliás, nem preciso dizer que eu ganhei os ingressos, né?

Primavera de c* é r*!



Depois de um longo e tenebroso inverno, eis que surge a primavera. Pelo menos em tese. Oficialmente, é primavera, mas ninguém avisou a mãe natureza. E após ter passado meu inverno reclamando que o aquecedor do meu quarto superaquecia tudo e por isso, contra as normas da universidade, vi-me forçada a fechar meu aquecedor durante todo o inverno, eu tive que abrir meu aquecedor, na primavera!!!

Por duas noites eu dormi muito mal. Vesti mais roupinhas. Coloquei mais cobertores. E nada. Até que desisti e abri o aquecedor. Que primavera filha da mãe é essa? Com uma primavera assim, quem precisa de inverno?

Fala sério! Eu quero é sol.


Trivialidades



Ontem passei o dia em casa fazendo coisas relativamente não-acadêmicas. Acordei, tomei café da manhã... de café preparei um café com leite e comi com um bolinho de milho (com leite condensado) que assei na noite anterior. Na quarta-feira eu passei o dia em New Jersey e cheguei em casa morrendo de vontade de comer um doce. Fui no mercadinho aqui na frente de casa e só achei uns doces nada-a-ver e todos caros, então subi pra casa e resolvi fazer um bolinho de pacotinho que eu tinha. Sério, foi um bolinho. Coisa mais bonitinha. Bem pequenininho. Como se fosse um muffin gigante. E o pacotinho também era pequeno, para preparar só aquela porção e deu. Gostei da brincadeira. Então matei minha vontade de doces na quarta, com bolinho e chá, e aproveitei pro café da manhã.

Aí passei o dia no computador, pra variar, trabalhando numa porcaria de resume e cover letter. É tão irritante gastar um dia inteiro pra fazer uma coisa besta que eu faria em 15 minutos no Brasil - e em Português. Primeiro tem a questão da língua, claro. Tudo em inglês é mais demorado para mim, como ler ou escrever. Mas há também a questão de estilo. Aí que o bicho pega. PQP, é TUDO diferente. E isso me toma um super tempo.

No almoço fui numa sessão do GSAS apenas, claro, pela boca livre. Mas o tema do encontro foi interessante. Comi uma fatia de pizza e tomei um copo de coca light com água. Fazia algum tempo que eu não bebia coca cola, mesmo com água. Agora me lembro o porquê: odeio a sensação de estufamento que o gás da coca cola me dá.

Voltei pra casa e segui fazendo as coisinhas chatas. Além disso, fiquei batento papo com a Sarah. Ela é uma figurinha e, às vezes, não me deixa trabalhar. É bom dividir a casa com gente bacana.

No fim da tarde fui pruma outra sessão boca livre, porém aqui no TC. Pra minha surpresa, minha orientadora estava lá, era uma das painelistas. Peguei vários sandubas e garanti o almoço para alguns dias. Só não peguei mais porque o povo não ia embora nunca. Não comia e não saia da sala. Eu já expliquei, né? Em eventos com comida, sempre sobra rango, daí é só a gente pegar e trazer pra casa. E quando os eventos terminam, qualquer um que estiver passando pelo corredor entra e pega comida, a idéia é justamente essa. Mas aquele povo não saia da sala nunca, daí eu só peguei uns sandubinhas, senão tinha pegado toda a salada, mais a massa e umas garrafinhas d'água. Sou pobre porém limpinha.

Voltei pra casa, terminei o que levei o dia todo pra fazer e até fiquei feliz com minha produção. Fui pra caminha e assisti Family guy. Eu adoro esse desenho. Daí a Jackie ligou e ficamos batendo papo um tempão. E foi isso.