quarta-feira, outubro 31, 2007

De tudo, um pouco.




Nem sei quando foi a última vez que atualizei meu blog. Juro que não é por falta de vontade. É incrível, já estamos entrando em novembro, penúltimo mês do ano. 2007 está como uma locomotiva em alta velocidade, praticamente um trem bala. Se bem que isso é discurso de gente idosa, né? Que fica dizendo que o ano passou depressa e bla bla bla.

Falando em idade, fiz aniversário neste meio tempo. Dia 16 de outubro.

Nem estava em clima de comemorações. Não que eu estivesse triste, deprimida ou sei lá o que, ao contrário, mas é que aniversário na terça-feira é um saco. E não curto comemorações de niver fora da data. Buenas, eu peguei minha tortinha deliciosa de direito que a Perini me dá, pelo niver, por eu ser cliente Perini. Peguei uns vinhozinhos na adega e levei lá pro Beco de Rosália, a pizzaria do fofinho do Fabrício, ali nos Barris. Convidei as meninas, os meninos e fomos. Foi bem tranquilinho e distribui torta pros funcionários do Beco, só pra não trazer aquele universo de calorias deliciosas pra dentro de casa.

Durante o dia foi legal receber um monte de recadinhos no Orkut. Eu gosto disso. Telefonemas, flores. Na sessão "telefonemas", a surpresa veio de uma ligação do Pedro. Desde fevereiro que eu não falava com ele. O Martin, coisa querida, me ligou também, conversamos um tempão. Isso é muito injusto, o Martin deveria morar na mesma cidade que eu, independentemente da cidade. Ai, e as flores... Ameeei as flores. Olha que amor, flores, vinho e ursinho de pelúcia. Coisa mais amada.

No dia 17 ganhei outro presente lindo, maravilhoso, e que me deixou muito feliz, apesar de tensa. Foi também no dia 17 que entreguei os documentos da candidatura pro doutorado aqui na UFBA. E foi também quando saiu o resultado do aceite de um artigo que eu havia submetido no ano passado! Meu segundo aceite Qualis A Internacional no ano!!! E a primeira publicação efetiva!



Ainda na série "presentes de aniversário", a Raquel chegou no dia 18. Que saudadinhas que eu estava dela. Ela é tão lindinha, tão fofinha. Eu lamento muitíssimo não ter conseguido passar mais tempo com ela, e fazer coisas mais legais, e mostrar outros lugares na Bahia, o recôncavo, a chapada, Tinharé... e fazer comidinhas pra ela, passear, passear. A tchutchuquinha participou da 5a Meia Maratona Internacional da Bahia. Coitadinha da bichinha, correu horrores, sob um sol escaldante. E tadinha de mim também, que fiquei sob o sol, esperando a atleta, e tirando fotinhos. Claro que nem tudo foi dor, levei as meninas na Ribeira e comemos uma mariscada tri boa, fomos no Bonfim, na praia do Flamengo, lá na barraca do Lôro, e tomei váaaarias roskas, fomos no França, na Dinha, no Pelourinho, no Carmo, Santo Antônio, Plano Pilar, no café do Museu, vimos dvd em casa, tiramos várias fotinhos... Mas a semana foi dureza, seguia estudando pro GRE e ainda tive que organizar algumas documentações, providenciar documentos legais, e bla bla bla, rapidinho, antes de viajar.

Sim, fui para Recife na semana passada e voltei neste domingo. A prova do GRE foi na sexta, e foi terrível. Eu acho que fiz 520 verbal + 650 quantitativo = 1170 total, o que é uma nota baixinha, mas tudo bem. O foda é o tempo. As questões já não são triviais e com o tempo rodando loucamente e aquele reloginho marcando na tua frente, bah, é horrível. Acho que foi o pior exame que eu fiz na vida - com a diferença que eu não estava tensa. Só em pânico, mas não tensa. Fiz a prova sozinha na sala, não tinha mais ninguém fazendo no mesmo horário que eu. Foram quatro longas horas em frente ao computador, correndo atrás do relógio, com 3 intervalos de 60 segundos e um de 10 minutos. Não se pode comer, beber ou ir ao banheiro durante esse tempo todo, exceto no intervalo de 10 minutos. Dureeeeeza.

Voltei esta semana já trabalhando diretaço, indo pra Feira todos os dias, mas hoje fiquei em Salvador. Preciso preparar a apresentação da conferência de Marrakech. Aí hoje fui ao banco, fiquei quase uma hora na fila. A Cris falou comigo para eu passar na UFBA. Marquei de ir lá até às 11h. Cheguei 10h30 e ela não estava, tinha ido embora. Bom é que eu não tenho quase nada pra fazer da vida, e tenho muito tempo livre. E que, além disso, levei o pôster do trabalho que fiz pro Encontro de Natal (que foi na semana retrasada, e não fui, mas minha aluna apresentou nosso trabalho), um pequeno objeto de 1,20m por 1,00, bem prático de carregar pela rua. Logo, não fui ao supermercado, e continuo sem uma frutinha sequer em casa. (já que fui pra Feira nos outros dias, não pude fazer compras).

No mais, tudo quase certo para a semana que vem, quando encontrarei com uns amigos em Paris. A Salete, que estudou Física comigo em Porto Alegre, e está fazendo um pós-doc na cidade luz, e o Heiko, que vi pela última vez quando fui a Veneza. Será uma passagem rápida em Paris, porque chego no aeropoto Charles de Gaulle, mas meu vôo pro Marrocos sai de Orly e não há tempo hábil na conexão pra ir de um aeroporto para o outro, então sou OBRIGADA a dormir em Paris. E num gesto de muito sacrifício, farei esse esforço.

Eu tenho tido tanta coisa pra fazer, tanta coisa, que nem acredito. Primeiramente não acredito que esteja dando conta de tudo - talvez não esteja; depois, fico espantada com o volume de coisas. Não é xororô, é sério. Eu vou dormir e fico pensando em tudo o que falta ser feito, que precisa ser acertado, organizado, escrito, pensado, contatado, etc. Sem contar as burocracias infinitas do sistema. E o sono? Eu não tenho dormido. Digo, durmo, claro, mas pouco. Acordo cedo, sempre. Custo a pegar no sono. Às vezes estou deitada, levanto, ligo o computador e vou mandar um email pra não sei quem, porque esqueci de falar isso, para adiantar aquilo, para pensar naquilo outro. Eu preciso parar, isso sim.

Mas, mas, mas, entre mortos e feridos, estou muito, muito feliz, em todos os aspectos. Deus resolveu bancar o painho e está sendo generoso comigo. Vai ver é isso. Ou é fruto do meu trabalho de camela, né, meu bem! Não importa, o que importa é que estou mais feliz do que pinto no lixo. E louca para passar 20 dias inteirinhos com a minha mãe.

domingo, outubro 14, 2007

Vá ao Vila, velho!



Ontem chegou a Salvador minha amiga e ex-bixo de ETC, Denise. A guria tá numas de amor por Salvador e quer vir morar e trabalhar e viver aqui. Ela chegou na madruga, acho que por volta da 1h, mas ficou no aeroporto até umas 7h, 8h, quando pegou um ônibus pra vir pra cá. Os taxistas foram assediando a menina: 50, 40, 30... 15 reais! Mas ela resistiu forte e firme e esperou pra pagar 2 reais do busum.

Quando chegou aqui em casa estava louca pra sair, caminhar, ir pra praia... Denise, vá dormir, minha filha, descansa um pouco. Não, não, quero conhecer tudo. Tá, lá fui eu dar explicações básicas da cidade, desenhar mapa, explicar ônibus, etc... e ela ouvindo... e pescando. Denise, vai dormir! Tá, me acorda quando saires pra academia. Tá bom. 11h30 fui pra academia, e claro que não acordei a pobrezinha, né?

Quando cheguei, comemos alguma coisa e eu fui estudar, ela foi, como diria o Samuel, foguetear.

Terminei as 322 questões do banco de dados do http://www.mygretutor.com e numa média aritmética simples, acertei 74%, mas o número de questões pra cada área é diferente. Minha melhor pontuação foi em geometria 92% (37 questões) e a pior, analogias com 46% de acerto (28 questões). Em álgebra, mesmo com várias rateadas imbecis, acertei 90% de 48 e na parte de antônimos, 52% de 61 questões. Sim, meu grande calo é o verbal. É foda, é impossível! Um ser normal não consegue ter um vocabulário que dê conta desta prova.

Agora vou entrar na fase dos testes completos. Quero fazer um por dia até a semana que vem. Cada teste completo leva três horas (ou quatro?) e o tempo é cronometrado. Aliás, o tempo é um dos fatores mais fodásticos deste exame.

À noite, a Denise chegou quase às 19h, e fomos ao teatro. Assistimos "Arlequim, servidor de dois patrões". A peça foi ótima, foi lá no Vila Velha, um teatro que eu gosto muitíssimo em Salvador, e onde sempre levo algum visitante na terrinha. Na verdade, quem me convidou pro teatro foi a Dê, porque ela é amiga de alguns dos atores. Quando cheguei, fiquei de papo com o Jeudy, o menino fofo-filósofo que foi meu colega no mestrado. Cara, acredita que a mãe dele teve onze filhos? Todos da mesma mãe e mesmo pai. Imagina um natal com família reunida, como será!

Falando em natal, estou agora atentíssima às promoções das companhias aéreas, pois vou para Porto Alegre no nata-aaal. Quero viajar dia 22 de dezembro, mas tudo depende das promoções. A Dê (e a Raquel, que chega na semana que vem) comprou passagem a 439,00, ida e volta, com as taxas, poa-ssa-poa! Imagina, 200 reais o trecho. Cara, muito barato. Muuuuito. Mais barato do que ir pra Recife. Menos do que gastei pra ir pra Brasília! Eu quero uma dessas. Pena que não tinha pra dezembro, senão já teria comprado.

Voltando ao Arlequim, a peça foi bem bacana, e conta a história de um serviçal que serve (sorry) a dois patrões, sem que um saiba do outro, e arruma várias confusões. O texto cheio de regionalismos - pra variar - ficou bem engraçado, e o Arlequim, de Feira de Santana - a princesinha do Sertão, foi impagável!

Depois ainda ficamos no café do Vila de papo com o Jeudy por um tempão, e ele nos deu uma carona até aqui. Chegamos em casa já eram 23h. Comi algo e fui pro berço.

sábado, outubro 13, 2007

Me diga




Se eu acordo preocupado
Com as providências
Como uma conta no banco
Que eu não tenho dinheiro pra pagar
Isso me aflige, atrapalha
Faz com que eu não me dê conta
De outras coisas
Que eu deveria cuidar
Então me diga
Se você ainda gosta de mim
Por que de você eu gosto
E isso não deve ser assim tão ruim
Dos meus filhos eu sinto saudades
Eu tenho medo que eles achem
Que eu não sinto a falta deles
Como eu acho que eles sentem de mim
Pego o meu carro
Pelo asfalto
Uso o sapato
Da mesma maneira
Por influência do meu pai
Então me diga ...
Há quanto tempo eu conheço você
Oh! Quanto tempo eu ainda vou precisar?
E eu
Dependo do que eu não entendo
Eu pretendo apenas
Que você saiba que isso é o meu amor

Nando Reis


Duranto vários meses eu ouvia essa música, todos os dias da semana, pela rádio Ipanema, cedinho na manhã, antes de ir pra Escola Técnica, enquanto me arrumava. Foram duas fases, a do "Me diga" e a do "Sobre o tempo" (Pato Fu). Eu tenho esta coisa meio estúpida de ouvir repetidas vezes uma mesma música. Adoro. Nesta época da ETC eles tocavam toooda manhã, e quando não tocavam, eu ligava e pedia a música. Até fiquei "conhecida" do mocinho da rádio, pelo meu nome sui generis.

Falando no meu nome, outro dia a menina da agência de viagens onde tenho comprado passagem, me viu pessoalmente - até então só efetuava compras pelo telefone e internet. Tá. Katemari. Tudo bem. Aí, quando a outra mocinha da agência disse meu sobrenome a mocinha vira pra mim e, espantada, diz:

- Ah, eu vendi uma passagem pra Brasília pra você, não foi?
- Foi. Ah, você que é a Neta?
- Sim. Eu lembrei agora pelo sobrenome.
- Como?
- É, eu ouvia falando Katemari, Katemari, agora você falou Katemari, mas quando eu ouvi o sobrenome eu lembrei que já tinha te vendido uma passagem.

Eu, mais espantada ainda:

- Pelo sobrenome? E pelo nome não reconheceu?
- É que o nome eu ouvia mas não ligava, foi com o sobrenome.

Então, tá, né?!

domingo, outubro 07, 2007

Correção




Outubro
  • salvador - recife
  • recife - salvador
    Novembro
  • recife - salvador
  • salvador - rio de janeiro
  • rio de janeiro - Paris
  • Paris - Marrakesh
  • Marrakesh - Paris
  • Paris - Rio de Janeiro
  • Rio de Janeiro - Salvador


    E a pergunta que não quer calar:

    "Como é que a pessoa enquanto ser humano do sexo feminino consegue viver sem uma fluoxetinazinha?"

  • sexta-feira, setembro 14, 2007

    Chef Katemari




    Eu queroooooo!!!

    Oh... daqui a pouco setembro está terminando... outubro vem aí. Falta um mês para o meu aniversário. Sugestão número 1 de presente para me dar no dia 16 de outubro. Outras virão!



    (clica na imagem que vai para o site onde a coleção está à venda)


    Fluoxetina





    Querido diário, faz muito tempo que não venho por aqui, mas vontade não me falta. As semanas têm sido cheias e tenho trabalhado muito, muita correria mesmo.

    Ainda nem consegui ler a reportagem principal da Vida Simples deste mês que, como sempre, caiu-me como uma luva. A matéria fala sobre ansiedade, sobre o 'tudo ao mesmo tempo agora'. Tenho estado extremamente ansiosa e tensa. Meu maxilar dói constantemente. Tensão. Quando percebo, estou com os ombros contraídos. Mais tensão.

    Pelo menos a angústia passou. Há algumas semanas eu estava muitíssimo angustiada, sem saber a razão. Depois de muito pensar e remoer, e ver que minha vida não poderia estar melhor, e continuar sem entender a fonte da angústia, descobri! Angústia gerada por ansiedade! Sabe, diário, aquela coisa de sofrer por antecipação? Pois é.

    Ok, encontrada e compreendida a fonte, imaginei que aquela dor na boca do estômago passaria. Que nada. Segui assim por vários dias. Mas passou. E confesso que só percebi que passou ao escrever estas linhas, em retrospectiva.

    Eu sei que não deveria me afastar tanto de você, querido diário.

    Bem, você sabe que na semana que vem ficaremos mais próximos novamente. Nós sempre ficamos muito unidos em saguão de aeroporto, não é mesmo? Na segunda-feira rumarei ao Planalto Central. É engraçado, eu que nunca tinha ido à Brasília, agora já é minha segunda vez em menos de 6 meses!

    Aliás, este ano está uma loucura, né? Minha cota de raios cósmicos extrapolou:

    Janeiro
  • salvador - fortaleza
  • fortaleza - são luis
    Fevereiro
  • são luis - fortaleza
  • fortaleza - salvador
  • salvador - galeão (rj)
    Março
  • galeão (rj) - salvador
    Abril
  • salvador - porto alegre
  • porto alegre - salvador
    Maio
  • salvdor - brasília
  • brasília - salvador
    Junho
  • salvador - guarulhos
  • guarulhos - dallas (TX)
  • dallas - calgary
  • calgary - Montreal
    Julho
  • montreal - toronto
  • toronto - new york
  • new york - miami
  • miami - guarulhos
  • guarulhos - salvador
    Agosto
  • salvador - recife
  • recife - salvador
    Setembro
  • salvador - brasilia
  • brasilia - salvador
    Outubro
  • salvador - recife
    Novembro
  • recife - salvador
    Dezembro
  • salvador - porto alegre

    Haja radiação!

    Imagina tudo isso passando pelo meu corpitcho. Sei lá, vai que acaba interagindo com algum dnazinho. E falando nisso... final de semana passado fiz um programa antioxidante. Minha outra preocupação agora na vida é com os radicais-livres. Não, não é falta do que fazer.

    É foda isto, diarinho, eu tenho que manter minha leitura de artigos atualizada, ler sobre coisas da minha área e áreas correlatas, literatura nacional e internacional, jornais para saber o que acontece no mundo, sob os aspectos políticos, econômicos, sociais e o mundo das celebridades; tenho que me preocupar com os radicais-livres, e alimentos saudáveis, e funcionais, e atividade física, e cremes, esfoliantes, adstringentes, e pêlos, e cabelos, e unhas; ligar pra minha mãe, pras minhas tias, minha afilhada, meus primos; tenho que limpar a casa, lavar roupa, cozinhar, fazer supermercado; cuidar das finanças, das contas pra pagar; dos meus amigos, de sair, de beber, de bater papo; ir ao teatro, ao cinema, à praia, shows musicais; ler meus emails, cuidar do orkut, editar fotos, enviar emails, gerenciar o eMule, organizar arquivos, fazer backup, limpar o computador, passar antivírus, formatar o desktop; ler trabalhos de alunos, dar atenção aos meus bolsistas, partcipar de comissões, propor um novo currículo, participar de reuniões, preparar aulas, participar de congressos, ministrar aulas, atender alunos, escrever artigos, pesquisar; arranjar um pai pros meus filhos, dar atenção para ele, D.R.; gerenciar cólica, dor de cabeça, dor de barriga, gripe e resfriado; ver as novidades da Avon, da Brastemp, do Shoptime, da Apple, da Tok Stok, da Livraria Cultura, da Natura, das roupas no shopping; tenho que relaxar, ouvir música, ver o mar, queimar incenso, ter pensamentos positivos... tudo isso com apenas vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, trezentos e sessenta e cinco dias por ano. Só isso. Tudo isso. Ao-mesmo-tempo-agora.

    Como é que a pessoa enquanto ser humano do sexo feminino consegue viver sem uma fluoxetinazinha, diário? Hein? Explicaí!

  • sábado, agosto 25, 2007

    Tudo ao mesmo tempo agora




    Raiva, ódio, fúria, angústia, sono, cansaço, desapontamento...

    E a Telemar não contribui em nada.

    E odeio atendentezinhos corporativos.


    quinta-feira, agosto 23, 2007

    Brindo à casa, brindo à vida...



    Quarta-feira à noite fui pro aeroporto, destino: Recife. O vôo dura 1h10 mas a viagem me toma bem mais horas do que isso. Às 5h da manhã cheguei na capital pernambucana, onde encontrei o Samuel, quem me ajudou na saga pela busca de pouso bom e barato na cidade. Fui em várias pousadas que tinha visto pela internet. Primeiro passamos em Boa Viagem, para ver se o Hotel Saveiro, onde eu havia ficado da outra vez, tinha vaga. Se tudo desse errado, eu voltaria pra lá. Seguimos para Olinda, onde eu queria ficar. Na primeira pousada, fui alertada pelo Samuel quanto ao fator criminalidade, a pousada ficava num local isoladinho e tal. Ok, fomos pro Albergue d'Olinda (associado). Estava lotado. Digo, os quartos individuais estavam lotados e eu não queria ficar nos coletivos. Lá a mocinha me indicou o Hotel d'Olinda, perto da Igreja de São Pedro (na frente). Fui. Ok. Quarto com banheiro. Tá. Sem chuveiro quente. Nem pensar! Daí o menino me indicou ooooutro lugar: Pousada São Pedro. Fomos. Muuuuuuito fofa. Fiquei lá. É muito lindinha a pousada e o staff é fantástico. O pessoal é muito gente boa. São uns amores, os meninos.

    De lá, fomos almoçar. Sim, passou o dia. E depois fomos até o bairro Aflitos, onde eu teria que estar no dia seguinte, para fazer a prova do Toefl. Depois voltamos para Olinda e eu fui dormir. Meu estômago doía. Pedi uma água quente na pousada e fiz chazinho. Tomei. Nem jantei. Na manhã seguinte fui para a prova. Loooonga. São 4h e meia de prova. É super cansativo. Para mim foi difícil manter a concentração. Em alguns momentos eu ficava pensando em outras coisas... mas acho que fui bem. Dá uma raiva quando tem aquela questão que você sabe que respondeu errado, mas não pode voltar pra corrigir a resposta, porque o computador não permite voltar na questão anterior (no internet based, no listening).

    Quando saí da prova, fui no banheiro e tal... ah, sim, não se pode comer ou beber durante a prova. Tem-se 10min de intervalo no meio da prova e daí se pode comer algo, se tiver levado. Então, saí do banheiro e fui pegar o elevador, quando a porta abriu, lá estava o Samuel. Tomamos um café e depois fomos passear no Recife Antigo: marco zero, ruazinhas lindinhas, prédios fabulosos, arquitetura invejável, Shopping Paço da Alfândega, Livraria Cultura... e voltamos pra Olinda. Andamos no centro histórico de Olinda e jantamos num restaurante bem bem bem legal. Estava tri boa a pizza. A sobremesa deixou a desejar, mas a pizza estava ótima.

    No sábado, andei pra lá e pra cá, vi meus emails (e descobri que acabara a greve da UEFS), depois fui almoçar com o Samuel. Comemos no restaurante da primeira pousada de Olinda. A comida era bem meia-boca, pra não dizer ruinzinha, mas tomamos um vinhozinho e passamos a tarde batendo papo no restaurante, que tinha um ambiente agradável. Depois descemos e pegamos minha mala na pousada, comemos uma tapioca no Carmo e de lá fomos pro aeroporto. Siiiim ele me levou no aeroporto. Que fofo!

    Aí me estressei com uma vaquinha da TAM lá, que me fez despachar minha bagagem - que foi como de mão na ida, e só. Logo em seguida fui pro embarque. Tanto na ida quanto na volta não houve atrasos.

    E no domingo, fui no cinema com a Lu e o Cláudio, assistimos Bobby.

    Na segunda fiquei trabalhando em casa, organizando a vida, preparando um novo cronograma pro semestre e em outras correrias. Sim, porque parece que a cada dia que passa mais eu tenho coisas para fazer. E prazos. Um monte deles. Não sei que tanto o mundo adora me dar prazos para fazer as coisinhas. E não sei que tanto eu gosto de correr atrás deles.


    Apenas um charuto





    Na segunda-feira (13) fui com a Lu para Cachoeira, cidade que eu adoro no Recôncavo baiano. Foi uma viagem insólita.

    Íamos na segunda para voltarmos na terça. A idéia era sairmos cedinho na segunda, almoçarmos em Iguape, onde a Lu tem um terreno, seguirmos pra Cachoeira e passarmos o dia de terça lá, mas acabamos saindo tarde de Salvador, não indo no Iguape, parando em Santo Amaro, e saindo super cedo de Cachoeira. Mesmo assim, foi uma ótima viagem.

    Tudo de positivo aconteceu nessa viagem, pois cruzamos com muita gente bacana.

    Na chegada em Cachoeira fomos direto para a casa do Damário, o Pouso da Palavra, mas ele não estava (aliás, ele me ligou ontem, que fofo). De lá, fomos a cata de outro pouso... para passarmos a noite. É foda! Todas as "pousadas" estavam com preços absurdos. E não, não sou pousadinhas, são casas de pessoas, com pouca estrutura, colchões sofríveis. Esse é o lado ruim de Cachoeira. Nessa aventura, acabamos conseguindo um lugar para ficar. A história foi hilária, pergunte-me pessoalmente. Estou com preguiça de escrever.

    Andamos pelas ruazinhas de Cachoeira, vimos a procissão, fomos na ponte que liga a São Félix, voltamos, ceiamos na Irmandade da Boa Morte. Ah, sim, não havia falado do detalhe: era o primeiro dia das festividades da Irmandade da Boa Morte, razão pela qual fomos para a cidade, e para as "pousadas" estarem com preços absurdos (por exemplo, 200 reais por uma noite num quarto com cheiro de mofo, sem banheiro e com colchões com 4 dedos de espessura. Sim, surreal).

    Choveu, tomamos banho de chuva, acabamos com a escova da Luzia. Enchemos a cara de licor. (quem lê até pensa, né? foram só uns licorezinhos, e caipirinhas...) E conversamos muito, muito, com muita gente muito bacana (os muito muitos foram propositais).

    Na terça, visitamos duas charutarias, foi beeeem legal. Comprei charutos e cigarrilhas e agora vou virar uma fumante de charuto e bebedora de conhaque. Vou comprar uma poltrona de pessoas que bebem conhaque e fumam charuto, sentar e filosofar. E ser paga pra isso. É meu sonho de vida atual.

    Bolo e chá





    Outro dia a formiguinha pobre estava em casa. Não tinha pão, não tinha nada. Então abri a geladeira e vi o que era possível fazer. Um bolo! Tá. Que bolo?
    Tinha um pedaço de abacaxi de alguns tempos, restos de farinhas, açúcares... então fiz um bolo integral de abacaxi. E ficou ma-ra-vi-lho-so. Ficou tri bom, tá? Eu juro. Não me pergunte como fiz a iguaria, foi sem receita. Fui misturando as coisas que tinha: ovos, leite, açúcar mascavo, farinha de trigo, farelo de trigo, fermento...

    Fiz no sábado (11), e daí convidei a Luzia pra vir comer bolinho com chá, mas ela fazendo mercado e ficou com preguiça. No domingo, o Daniel foi lá em casa, era dia dos pais, ele tinha ido almoçar com o avô, que mora ali no Campo Grande, então passou lá e comeu bolinho (e me deixou novamente uma pessoa wi-fi). Aí, na finalera (sic) do domingo a Lu ligou e perguntou se ainda tinha bolinho. Comemos e tomamos chazinhos. Depois fomos no cinema, juntamente com o Cláudio.

    Foi uma tarde chuvosa, mas a noite foi bem gostosinha e o filme foi uma viagem. Nem lembro o título. Mas interessante, bem interessante. Alemão, eu acho.

    quarta-feira, agosto 15, 2007

    Pindaíba, será o fim?




    Professor decide pelo fim da greve mas condiciona retorno à sala
    por Assessoria de Comunicação — Última modificação 15/08/2007 08:33

    Reunidos em assembléia, ontem (14), no campus universitário, professores da Universidade Estadual de Feira de Santana decidiram pelo fim da greve iniciada em 28 de maio. O retorno às atividades, porém, está condicionado ao pagamento dos salários. A categoria teve cortados dois meses dos ordenados pelo Governo do Estado. Os docentes buscaram e tiveram decisão favorável da Justiça pelo pagamento, mas ainda não receberam.

    Mesmo com o fim da greve, os docentes afirmam que vão continuar mobilizados pela incorporação da gratificação de 27,2% ao salário-base, revogação da lei 7176/97 e alterações do Estatuto do Magistério.


    sábado, agosto 11, 2007

    Eu te amo!





    Dica para melhor visualização: aperte no play, e logo em seguida no pause (que é o mesmo botãozinho), deixe carregar todo o vídeo (fica uma barrinha vermelha "crescendo", quando terminar é sinal de que o vídeo foi todo carregado). Aí clique no play. Essa é uma forma de assistir videozinhos na internet sem interrupções. Eu agarantio que este videozinho vale a pena...
    ;-)


    quinta-feira, agosto 09, 2007

    Droga!



    Do site da receita:
    Sua declaração está na base de dados da Secretaria da Receita Federal do Brasil.

    Em Brasília - DF 09/08/2007 14:22


    Terceiro lote e nada ainda!


    Do site da Adufs:
    Em assembléia dia 7/08, com 238 presentes, os docentes da UEFS deliberaram pela continuidade da greve por tempo indeterminado. Na avaliação, foi considerado, para esta decisão, o comportamento desrespeitoso do Governo do Estado que desmarcou as três reuniões da Mesa Setorial de Negociação, marcadas para 24 e 31 de julho e também a do dia 6 de agosto, sem, portanto, responder a nehuma das reivindicações dos docentes.
    Reforçou a posição dos professores o fato de que, apesar de ter prometido aumentar as verbas para as Universidades estaduais em 0,3%, o governo apresenta, para 2008, um incremento de apenas 0,14%. Quanto às outras reivindicações - incorporação da gratificação de 27.2% ao salário-base, revogação da lei 7176/97 e as alterações do Estatuto -, o governo, nesses cinco meses de negociação, continua tão somente dizendo que vai atendê-las, mas não apresenta concretamente nada.
    Foi considerado, ainda, que estamos com dois meses de salários cortados, atitude esta do governo que muito revolta os docentes, por considerá-la uma violência contra o nosso direito de greve. A expectativa da categoria é de que o Governador acate imediatamente a decisão judicial favorável ao pagamento dos salários determinada pela Desembargadora Lícia de Castro Carvalho, que concedeu liminar a um mandado de segurança ( nº 34661-8/2007), impetrado pela ADUFS (Associação dos Docentes da UEFS), em parecer exarado em 3 de agosto p.p.
    Em ATO SIMBÓLICO, para manifestarem seu descontentamento e denunciarem à opinião pública o tratamento do governo, para com as Universidades Estaduais e o movimento docente, inclusive tentando confundir o povo baiano, estaremos instalando, em frente à Governadoria, hoje (08/08), às 14 horas, uma "MESA REAL".
    Também foram aprovadas duas MOÇÕES DE REPÚDIO: uma para a Assembléia Legislativa que, apesar de nossa solicitação, não se manifestou no sentido de contribuir para a solução do impasse e a retomada das negociações; e outra para o Governo do estado e a Secretaria de Educação que não cumpriram a promessa de aumentar em 0,3% o orçamento para as quatro UEBA.
    No momento, apenas a UEFS permanece paralisada - com 70 dias em greve, com a próxima assembléia marcada para 14 de agosto vindouro.
    Os professores da UESB resolveram suspender a greve, por causa da grave situação financeira porque passam devido ao corte dos dois meses de salário (junho e julho). Quanto à UNEB e à UESC, mantêem-se mobilizadas e continuam cobrando do governo que apresente respostas à nossa pauta de reivindicações, acima colocada.

    Atenciosamente,

    COMANDO DE GREVE/DIRETORIA DA ADUFS



    E, pra piorar, minhas tranças estão horrendas e a Olívia não tem neeeeeeem uma horinha pra mim.

    quarta-feira, agosto 08, 2007

    Estou no lugar errado!!!




    SHOW
    Sábado, dia 18 de agosto às 19h30
    Músicos:Mônica Salmaso
    Local: Livraria Cultura Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2073 - São Paulo/SP

    * Para este show haverá distribuição de senhas a partir das 17h, no dia 18 de agosto, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional.

    'Noites de gala, samba na rua', segundo CD de Mônica Salmaso, traz apenas músicas de Chico Buarque. O disco é todo gravado ao lado do grupo Pau Brasil, formado por Nelson Ayres (piano), Paulo Bellinati (violão e cavaquinho), Teco Cardoso (sax e flauta), Ricardo Mosca (bateria e percussão) e Rodolfo Stroeter (baixo e produção do álbum). A química entre a voz precisa de Mônica, a sonoridade jazzística do Pau Brasil e as canções de Chico Buarque perpassa quatro décadas de criação do maior compositor brasileiro e resulta num disco instigante, de releituras ágeis que por vezes passam pela desconstrução da própria construção de Chico. Compositor cultuado por Mônica desde o início de sua carreira, Chico Buarque convidou a cantora para participar de seu mais recente CD, 'Carioca', com quem dividiu os vocais em 'Imagina'. A escolha do repertório do novo CD foi feita em conjunto. A intenção era criar um disco em que a voz da cantora e a sonoridade do Pau Brasil estivessem perfeitamente integradas. De uma lista de 60 composições de Chico chegaram a 14, escolhidas conforme os arranjos iam se delineando. E o Chico, gostou? 'Chico recebeu uma cópia do CD ainda antes da mixagem. Ele telefonou pessoalmente pro Rodolfo e pra mim, dizendo que ficou muito emocionado', reverencia Mônica, cabrocha de alta classe em noites de gala e samba na rua.

    PROGRAMA:
    - A volta do malandro (Chico Buarque)
    - Quem te viu, quem te vê (Chico Buarque)
    - Você você (Guinga/Chico Buarque)
    - Ciranda da bailarina (Edu Lobo/Chico Buarque)
    - Construção (Chico Buarque)
    - Olha Maria (Tom Jobim/Vinicius de Moraes/Chico Buarque)
    - Logo eu (Chico Buarque)
    - Morena dos olhos d’água (Chico Buarque)
    - Partido alto (Chico Buarque)


    Sacanagem




    Bem, acordei, fiz meu all branzinho com leite e banana, vim olhar o mundo (iGoogle, bem!) e qual minha surpresa quando vejo a previsão do tempo - que sempre tenho minhas duas cidadezinhas por defeito (acho tão estranho by default na versão portuguesa). Bem, aqui tá um ventinho e está chovendinho, bem fraquinho.

    Será que lá está mesmo 4 graus. Tadinhos...