domingo, agosto 14, 2011

Sonhos de uma noite de verao

Photo by Jerry Galea
Acordei nesta manhã de domingo com a chuva caindo lá fora. Deve ter sido por isso que dormi quase até às nove. O som da chuvinha e a temperatura um pouco mais agradável deve ter ajudado meu sub(in)cosciente a relaxar e criar uma historinha bonitinha que me fez dormir até mais tarde.

O sonho desta manhã envolvia um pouco de tensão, verdade, mas era uma tensão bem boa. Sonhei que estava revisando minha tese. Nem era revisando o conteúdo em si, mas a formatação, no Word (que instalei há poucas semanas, diga-se de passagem) e conferindo se o EndNote não tinha bagunçado minhas referências.

Quando acordei tinha uma mistura de felicidade, por ter em algum lugar da minha mente a idéia de que eu posso terminar esta tal desta tese, com tristeza, por saber que estou tão longe do fim. Então levantei motiva, preparei um café da manhã bem delicinha... e fui lavar roupa.

sexta-feira, julho 22, 2011

No creo en brujas...



Dentro do festival de filmes brasileiros assisti esta semana o Chico Xavier. Claro que lembrei da minha mãezinha* o tempo todo. O filme é bem bonitinho e vale a pena assistir. Garantiu uma choradinha básica no meio da tarde no ar-condicionado congelante do cinema, numa Nova York de quase 40 graus.


* Tchutchuca, se tu ainda não viu, dá um jeitinho de ver.

quinta-feira, julho 21, 2011

Quereres


Serah que a chefa jah saiu pra almocar?
Serah que jah posso parar de fingir que estou trabalhando e parar de trabalhar de uma vez?
Se eu espiar pra ver se ela estah na sala, ela ve que estou espiando.
Mas se jah tiver saido, eu posso terminar o resto dos meus 40min do dia no Facebook. O que, convenhamos, eh muito mais util e produtivo.

quarta-feira, julho 20, 2011

A que ponto chegamos



Tiete eh bicho triste, neh. Meia hora do show (oline) começar a pessoa vai pra página do gostoso mor. Aí vê que tem um chat rolando. Entra, e fica. Tietando com outros desocupados que, no meio da tarde (quase 4pm horario de Brasilia) estão esperando pelo show ao vivo (de uma música apenas) do maravilhoso.

Até fiz as unhas pra ver meu amor na internet, tá?

sábado, julho 16, 2011

Jogado às traças


Ô, tadinho do bichinho.
Eu sei, eu sei, eu sou má.
Mas sem muito mea culpa. Não sou escrava de blog, ora bolas.

Enfim, vidinha vai indo. A tal da tese vai lenta, mas vai. Eu lembro que tinha jurado uma vez que não trabalharia com gente viva. Que jamais faria entrevistas novamente e tal. Mas eu não aprendo.

Daí fico aqui, patinando, esperando a gente viva dar o ar da graça. Mas com fé em Deus nosso senhor Jesus Cristinho, tudo vai andá. Saravá. Aleluia.

Então tá, agora que eu já tirei o peso da tal da tese da frente, deixa eu falar dos vestidinhos novos. Ah, o verão, eu amo o verão. E as liquidações. E vestidinhos e sandalinhas. J.Crew e Banana Republic são minhas pastoras e nada me faltará.

Amém!

sábado, junho 18, 2011

Negão vagabundo!

Coletivo Catarse: Advogado do estudante que denunciou brigadianos po...: "Em uma entrevista à Catarse, Onir de Araújo, advogado do estudante Hélder Santos que veio da Bahia para estudar história em Jaguarão - RS"



segunda-feira, junho 13, 2011

Eu mereço!



Acordo feliz e contente e vou olhar meus emails...


---------- Forwarded message ----------
From: Sra. Minha Mãe
Date: 2011/6/13
Subject: Santo Antônio
To: A filha encalhada


O agnóstica, hoje é dia de Santo Antônio tá?

Sei lá, dai não precisa mais alugar-se - rsssss

Bjos

sexta-feira, junho 10, 2011

Só no sapatinho






Women Barefoot Tess Extended Size Shoes for Women
Event Ends TUE JUN 14 at 9 AM PT
1002 Classic Flat
Basic flat, glossy patent upper, perfect for day or evening
Material: leather
Measurements: taken from size 11
Insole Leather, Sole Leather
Approximate measurements: heel 0.5"
Country of origin: Brazil
Authentic product
May be returned within 21 days

segunda-feira, junho 06, 2011

Alternativa à Nova York



Ontem fui assistir Midnight in Paris, mas só porque sou fã do Woody Allen. Confesso que estava com medo porque, sabe como é, não sou fã de comédia romântica. Mas adorei o filme! É impressionante como o carinha do filme (não, eu não sei nome de atores) é uma versão jovem do Woody Allen. A voz, o ritmo, o estilo. Muito, muito bacana!

Ah, as imagens de Paris... me deu vontade de voar pra lá no próximo vôo. Sem contar no enredo do filme. Saudades de Woody Allen, saudades. Tá aí, pra não ser Nova York, só mesmo Paris.

domingo, maio 08, 2011

Da serie "Gotta love academia": on quotes


Contrast pain with an orgasm, as a possible analog. If instead of pain, we always had an orgasm to injury, we would be biologically destined to bleed to death. (p. 88)
Tompkins, S. (1995). Exploring affect: The selected writings of Silvan S. Tompkins. Ed. Virginia E. Demos. New York: Press Syndicate of the University of Cambridge

sábado, março 26, 2011

Da série posts perdidos pelo blog



Nem vou tentar atualizar o blog em ordem cronologica, porque nao vai rolar.
As semanas tem sido corridas: montes de compromissos e stress academicos, saidinha com amigas e viagens, viagens. Primeiro foi o final de semana prolongado na Suecia. Sim, eu fui passar um final de semana na Suecia. Peguei uma promocao de 150 dolares por uma passagem de ida e volta, com taxas, para Estocolmo. Fui numa quinta-feira e voltei na segunda. Foram 72 maravilhosas horas escandinavas. Detalhes mais tarde.

Dai voltei pra Nova York, corri, corri. Comprei um sapato fofo. E vim pra Espanha.

Agora estou em Barcelona

sábado, março 19, 2011

Primaverices


Hoje estou em clima de primavera, com sol lah fora, musica brasileiro no quartim e a vontade de comer sorvete!

Dia lindo, dia lindo. Desfazendo malas, preparando novas malas e cheia de historinhas pra contar.

Prometo que volto, em breve.

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Sou palhaça, né?

No dia 8 de dezembro de 2010 eu entreguei pra minha orientadora os três capítulos iniciais da minha tão amada tese. Ela havia me dado 15 de dezembro como prazo. Eu tinha todas as coisas do semestre pra terminar e queria estar totalmente livre pra quando minha mãe estivesse por aqui.

Nada.

Mando email pra ela sobre um trabalho aceito num encontro.

Ela responde rapidinho.

No dia 15 de dezembro eu mando outra cópia do texto da tese.

Nada.

Minha orientadora é bem boa com emails e tal. E só gosta de receber documentos eletrônicos, não gosta de fazer comentários em papel. Belê.

Mamãe vem, mamãe vai.

Nada.

Janeiro, aulas recomeçam. Encontro com a orientadora. Eu levo os capítulos da tese impressos, mais protocolo de entrevista pronto, impresso, mais papelada do comitê de ética e outros bla bla blas afins. Tudo impresso. Ela diz que ainda não leu meu texto. Mas vai ler. Diz que não quer nada impresso e pede pra eu mandar (denovo) a tese, mais as outras tranqueiras. Daí marca uma reunião pro dia 9 de fevereiro. 4:30.

Dia 9 de fevereiro, 4:30pm estou na porta da sala dela. Tem uma pessoa lá. Espero. Aí uma outra professora entra na sala e elas começam a conversar. A pessa 1 sai e a pessoa 2 fica lá. Bate-papo vem, bate-papo vai, gargalhadas. E eu ali, esperando.

Cinco horas da tarde a pessoa 2 sai da sala, eu entro. A orientadora nem me diz nada, já engatou numa conversa telefônica. 5:05 e ela finalmente faz um sinal para eu esperar um pouco. Sim, até o momento ela tinha feito de conta que não tinha me visto ali. (contexto: o espaço físico é minúsculo e ela tinha me visto já desde quando eu cheguei)

5:10pm e finalmente ela desliga o telefone e diz: "então, em que posso te ser útil?" Bem, tu marcaste uma reunião comigo pra hoje, às 4:30pm. (ah sim, e eu havia confirmado dois dias antes, por email, que compareceria à reunião, e já tinha mandado as bagulhadas todas denovo por email) Aí ela diz, aí, a tese, né? Eu não li.

Depois neguinho metralha todo mundo e ninguém sabe porquê.

Concentra, Katemari, concentra.


  • Fazer imposto de renda dos istêites
  • Fazer imposto de renda do Brasil
  • Solicitar auxílio pro departamento
  • Solicitar auxílio pra faculdade
  • Solicitar renovação bolsa Fulbright
  • Solicitar renovação complemento Fulbright Brasil
  • Não pára, não pára, não pára
  • Não pára, não pára não
  • ...
  • segunda-feira, fevereiro 07, 2011

    Entrei de gaiato num navio

    Que eu moro num quartim, todo mundo sabe, mas que eu quero comprar o mundo nos istêites e depois mandar de navio pro Brasil, nem todo mundo sabe.

    Aqui vai um pequeno exemplo de porque eu quero um container pra chamar de meu:

    Estante basiquinha vendida na Ikea: $34 (= menos de 60 reais)
    Estante basiquinha completamente igual e descaradamente copiada da Ikea vendida na Tok Stok: 315 reais

    Vale lembrar que a Tok Stok é uma versão metida a besta da Ikea. E só é versão porque a diferença é que tudo, absoluta e absurdamente tudo é bem mais caro. Fora isso, os designs são todos iguais. Cara de pau (da porra - pra dar o toque baiano), Ikea!

    domingo, janeiro 23, 2011

    Agora vai


    Eu juro que nunca mais na minha vida inteirinha eu vou beber.
    Juro.

    Amém.

    sexta-feira, janeiro 21, 2011

    Subiu pra cabeça


    Eventozinho das organizações de estudantes da faculdade. Boca livre, banquinhas e gente circulando. Eu paro num dos trocinhos lá pra saber informações do posterzinhos das menininhas lá:

    bla bla bla
    Menina:
    - Ah, que lindo o teu esmalte.
    Eu:
    - Obrigada.
    Menina, toda fashionista do caramba:
    - É Channel?
    Eu, num sorriso cúmplice de gente desocupada que sabe quais as cores da nova coleção de esmaltes da Channel:
    - É.
    Menina, asiática que brincava de boneca com roupa de estilista quando era pequena:
    - Essa cor é linda.
    Eu, do Morro Santana/Federação para o mundo:
    - Pois é, esse é meu favorito da nova coleção.


    Tem coisas, que só Nova York faz por você.

    segunda-feira, janeiro 17, 2011

    Professorinha de fisica

    Vista do quarto do hotel
    Mãezinha foi embora, trabalhei por dois dias, o dia inteiro. Ok, quase o dia inteiro porque eu estava tão doente que minha chefe mandou eu ir pra casa, pra não espalhar vírus pelo departamento. Então na quinta-feira trabalhei só até 2pm.

    Daí, no sábado, peguei um vôo na minha agora favorita Jet Blue e fui para Jacksonville, no norte da Florida. Saí do friozão de Nova York pronta pra pegar um calorzinho e aproveitar a super piscina do hotel. Claro que não rolou. Fazia um friozão em Jacksonville. Tudo o que rolou por lá foi muito trabalho, isso sim.

    Ah, sim, fui pra lá pruma conferência da Associação Americana de professores de física. Fui no sábado. As atividades começaram no domingo. Luzia chegou lá na segunda-feira. Tínhamos um poster na segunda e uma apresentação oral na quarta.

    Foi bom, me recuperei da gripe, me apaixonei pela cama e pelos travesseiros do hotel chique. Dividi o quarto com uma professora que nem sempre dava descarga (eu sou uma sortuda, né?), e fiz vários contatinhos no congresso.

    No dia de voltarmos para Nova York o tempo havia fechado por aqui novamente, e outra tempestade de neve estava a caminho. Tivemos sorte e nosso vôo seguiu conforme planejado. Foi ótimo chegar no meu lar doce lar na quarta-feira à noite.

    Mas na quinta-feira pela manhã, bem cedinho, eu já estava de pé para ir ao consulado do Canada e fazer o pedido de visto para o país. O consulado fica aberto das 8 às 10 da manhã, então saí de casa às 7h e pouco. Mandei email pra minha chefa dizendo que chegaria mais tarde. Eu deveria trabalhar às 9h.

    Sei que saí do consulado depois do meio dia! E quinta e sexta seguiram de trabalho e mais trabalho.

    Finalmente Luzia e Georges vieram me visitar na sexta à noite, na última noite deles na cidade. Luzia se espantou com o tamanho do meu quarto "mas é pequenininho, hein Kate". Pois é, quando eu digo que moro num quartim ninguém acredita. Ainda estou pra ver onde está o glamour de morar em Nova York. Meu apê na Federação era bem melhor... mas um dia eu volto. E daí reclamarei de lá.


    domingo, janeiro 16, 2011

    Saudades



    Acho que eu tinha uns 6 or 7 anos, nao lembro. Fomos visitar uns parentes em Alvorada. Eu lembro que tinha ganhado um jogo de cha de brinquedo todo lindo, com xicaras, pires, colher, leiteira, varios bules, tudo bonitinho. Era do Snoopy e no bule principal tinha o Snoopy deitado em cima do telhado, Sim, o bule era no formato da casinha do cachorro,

    Durante as visitas o tempo sempre eh curto para brincar tudo o que se quer. Eu nao queria ir embora. Entao minha mae deixou eu ficar lah durante o final de semana. Fiquei. Brinquei, brinquei, brinquei e adoeci. Fiquei com febre, dor de garganta, fiquei toda malzinha.

    No domingo a noite, ou na segunda a noite, nao sei. Uma eternidade depois, minha mae veio me buscar. Todo mundo ficou falando que eu estava doente de saudades da minha mae.

    No final de 2010, de 18 de dezembro ateh 05 de janeiro, eu tive em Nova York a companhia da minha maezinha. A gente brincou um montao juntas e fizemos todas as turistices que eu nao fiz nos poucos mais de dois anos que estou aqui.


    Fomos a musical na Broadway, assistimos o tradicional espetaculo de natal na Radio City, almocamos e jantamos em varios restaurantes bacaninhas, fizemos compras, compras, compras, caminhamos, Times Square, museus, cinema, supermercados, Chinatown, neve, muita neve, jazz, blues, concerto de cordas, gospel no Harlem, concerto para a paz na catedral, ateh praia. Pois eh, praia! com neve e tudo. Iamos ateh Las Vrgas, mas tivemos o voo cancelado por conta da tempestade de neve. Mas brincamos muito muito.

    Quando faltavam poucos dias pra minha maezinha partir, eu fiquei doente. Doente doentinha. Garganta fechada num dia, quase sem voz no outro, dores no corpo. Malzina, malzinha. Na manha do dia 05 levei minha mae para o aeroporto. Eu nao sei se adoeci de saudades antecipadas ou nao , mas o que eu sei eh que depois que minha maezinha partiu bateu um vazio, um desanimo e uma vontade de voltar pro Brasil.