sexta-feira, setembro 12, 2008

Agosto ou Making a long story short



Na verdade começarei por julho, pelo final de julho e os dias corridos. Mudanças. Mudar de casa, de cidade, organizar transportadora, pedir demissão, despedir-me dos amigos.

A mudança Salvador-Porto Alegre (e a transportadora) foi uma novela à parte que vou pular os capítulos, passando diretamente para o final feliz e da chegada sã e salva das minhas coisinhas na capital gaúcha. Também teve a parte do bazar. Vendi praticamente todos os meus móveis, muitos objetos pessoais, eletrodomésticos etc.

Duas semanas antes de partir da soterópolis, organizei um pequeno almoço com pessoas queridas para dar o tchauzinho, para as pessoas e para o meu bairro preferido na cidade. Foi um dia lindo de sol, numa semana cheia de chuvas. E foi muito bom estar entre pessoas que gosto muito e que tive a sorte de conhecer durante minha estada de quatro (wow!) anos na Bahia.




Na semana seguinte foi a vez do tchau para meus alunos e apresentar a nova professora ao Departamento. Num desses "acasos" do destino, a nova professora, que foi escolhida através de processo seletivo com anúncio veiculado na Sociedade Brasileira de Física, já era minha conhecida, e eu nem sabia! Num Simpósio no Maranhão ficamos no mesmo hotel, quando fomos até os Lençóis Maranhenses. Eu não lembrava dela, só fiquei sabendo quem era quando a seleção já havia terminado e conversamos ao telefone após sua mudança para Salvador - ela é de Minas, estava morando no Rio e mudou-se para a soterópolis. Mundo (de físicas) pequeno.

Eu certamente sentirei saudadades da U efs, e dos alunos, das disciplinas, dos meus colegas. Não, não sentirei saudades de acordar às 4h30 da madrugada. Nem um pouquinho, mas da comidinha do Seu Maia...




Últimos dias em Salvador, mudança feita, apartamento esvaziado. Pintar apê, desligar telefone, fui dormir na Luzia no sábado à noite, domingo voltei pro apartamento: faxinar. Na segunda-feira: imobiliária, documentos na Ufba, burocracias finais e... aeroporto. Fui para Recife na madrugada de segunda para terça-feira. Na terça pela manhã fui para o Consulado. Visto autorizado. Pago Sedex. E mais despedidas. Na quarta-feira pela manhã voltei para Salvador. E o avião atrasou. Despedidas infinitas no aeroporto. Quinta-feira, 31 de julho, manhã de tempo bom, e eu finalmente me despedi de Salvador. No táxi, pelo caminho, um olhar diferente para as ruas da cidade.



Ai, voltar para casa. Eu sempre gostei de aterrisar em Porto Alegre, sempre gostei da sensação de sobrevoar a cidade, sempre procuando pelo meu prédio, procurando identificar o Morro Santana, a Manoel Elias, olhando as ruas, lembranças, memórias. E sempre que eu saio do desembarque, ela está lá, no saguão do aeroporto, toda fofinha me esperando. Sempre. Não importa a hora que eu chegue, o dia, se faz frio ou calor, se tem trânsito ou não, ela nunca se atrasa, parece até que nunca se cansa. Minha mãezinha está sempre lá.

Passei três excelentes semanas em Porto Alegre. Três semanas de paparicos e mimos. Fiquei doente, pra variar - haja saúde para aguentar a variação térmica daquela cidade! Nossa, como é bom ficar doente em casa! Mamãe fez chazinho e levou para mim na cama. Esquentou bolsa de água quente e colocou sob meus pés. Mais paparico, impossível!

Saí com meus amigos Raquel e Cássio e foi tão bom. A Raquel também, sempre está lá. E sempre disposta para ir a qualquer canto, a qualquer hora. Haja disposição!

Foram semanas de muitas lembranças, recordações, descansos e muito trabalho. Desencaixotei a mudança de Salvador, organizei tudo no meu antigo/eterno quarto. Fiz uma limpeza geral no quarto, joguei muita coisa fora: provas de química orgânica, listas de exercício de quântica, cadernos, folhas, experimentos para alunos... lixo, lixo, lixo.

E nas organizações encontrei muitas coisas bacanas, e me deparei com fotos gostosas. E foi tão bom...




E neste período em casa aconteceu a coisa mais legal da minha vida: uma festa surpresa de despedida! Foi uma "surpreendente festa surpresa". Minha mãe organizou uma festa desde quando eu estava ainda em Salvador. Contatou amigos, familiares, colegas que eu não via há anos, ensino fundamental, médio, superior. Foi muito bacana, rever pessoas que eu amo muito, pessoas que eu sinto falta, pessoas de quem eu gosto, pessoas que gostam de mim. Foi profundamente emocionante e me fez muitíssimo feliz. Eu jamais imaginaria uma festa surpresa, e nem me passaria pela cabeça conseguir rever todas as pessoas que revi.




Teve uma "ala" de amigos que não pode ir no churrasco - e teve o Eduardo, que foi mas não conseguir encontrar a churrasqueira certa no salão -, é o povo de Pelotas. Então minha mãe sugeriu que fossemos até lá. E a Raquel, que é pau pra toda hora, topou ir junto. E fomos as três para o sul do estado e lá encontramos outra fração de amigos maravilhosos, de pessoas que eu gosto muito e que eu tenho o privilégio de ter na minha vida. Passamos momentos fantásticos e nos divertimos muito na casa do Adriano e do Maicon, com direito a lareira e um monte de comida. Apesar de cansativa e rápida, a viagem foi "fabulosa".


As mudanças, os investimentos, os sacrifícios, as ausências, os apertos, os cansaços, os obstáculos, as privações, preocupações e anseios, só são suportáveis porque existem pessoas na minha vida que estão sempre presentes, independentemente das distâncias, dos contatos. Eu não tenho irmãs nem irmãos, mas minha família é enorme, meus amigos são minha família e são as pessoas que merecem "um mundo melhor" (é clichê, eu sei), eu já tenho o melhor delas.





E no mês de agosto também aconteceu a comemoração do aniversário da minha mãezinha, com direito a bolo com velhinhas, amigas, vinho e carreteiro, tchê!

No mesmo dia do niver da mãe, chegou em Porto Alegre um casal de amigos, que veio do Rio para, entre outras coisas, se despedir de mim, a Ana e o Marco. Também acabei visitando minha amiga Simone, colega do Ensino Fundamental. Aliás, restabeleci, de forma mais efetiva, certos contatos com amigas daquela época e foi ótimo!

Mas não pense que foi só isso não, além de todas essas despedidas, ainda rolou uma saideira no sábado, às vésperas da minha partida, na tradicional confeitaria Maomé. Ainda aproveitei um pouquinho do nem tão tradicional "brique do sábado" - mas que está bem bacana, vale a visita. E foi assim, na saideira, que ainda tive a chance rever a Rosane e a Cris. Nossa, fazia muitos anos que eu não via a Cris e foi tão bom, ela é uma pessoa muito bacana e de quem eu gosto.






No domingo, tudo foi uma maravilha. Acordei, fiz as unhas - a manicure foi lá em casa -, me arrumei e fomos para o aeroporto. Meu vôo era bem mais tarde, mas a janela da conexão ficaria muito apertada, então fui cedo para tentar embarcar em outro vôo e deu tudo certo! Embarquei no primeiro vôo que tinha e foi tudo perfeitinho, e fiquei horas e horas em Guarulhos, mas que passaram voando, foram horas e horas conversando com o Samuel no telefone, até a hora do embarque.

E desse mês, e dessas mudanças , dessas alegrias, dos mimos, de tudo, eu só posso agradecer mais uma vez, e denovo, e sempre, a minha mãezinha fofa.

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