segunda-feira, abril 23, 2012

Dialogo no escuro




No sabado fui na exibicao Dialogue in the Dark, que simula alguns espacos bem conhecidos de Nova York, como Central Park, Times Square e Fairway (um supermercado). O lance eh que a exibicao toda eh completa, COMPLETAMENTE no escuro. Entao a gente ganha uma bengala. E aprende a usar. Ou pelo menos tem orientacao de como deveria usar.

Entao entramos numa sala com banquetas iluminadas, rola uma explicacaozinha e dai a luz das banquetas vai diminuindo, diminuindo ateh que tudo fica escurao. Dai o guia ou a guia (um guia, no meu caso) entra na sala e se apresenta, conversa com a gente, explica coisas e tal. Nos estavamos em cinco pessoas, tudo entre amigas. Tah, dai o guia diz pra gente levantar, segurar no corrimao no meio da sala e seguir a voz dele.

[SPOILER ALERT] Ele abre uma porta e a primeira parada foi o Central Park. Foi bem bacana, sentir a grama, as pedrinhas, o calcamento, ouvir os passaros, os patos, a fonte de agua. Entao tem todos os sons e tal. E se voce chega perto e toca, estah lah de verdade, a fonte com agua, dah pra colocar a mao na agua. Tem o banco da praca. Enfim. Bem bacaninha. [FIM DO SPOILER]

Entao foi legal pra ter uma leve, muito leve impressao de algumas experiencias que uma pessoa que nao enxerga tem no seu dia a dia, como atravessar a rua, andar de metro, orientar-se em diferentes ambientes. Os sons, os cheiros, as texturas das coisas.

Ao final, a experiencia durou uma hora mas parecia que tinham sido vinte minutos. O tempo passou voando. Nosso guia, o Frank, que eh cego, foi super bacana. Recomendo a experiencia para quem vier a Nova York ou estiver em outras cidades que tenham a exibicao. Para saber mais sobre a historia deste projeto de uma olhadinha no wikipedia.


* Acabei tendo que alterar o modelito do blog porque os comentarios sumiram, ai, sei lah, tive que colocar um modelo atualizado. O que se ve aqui eh a versao mais proxima do modelo antigo.


sexta-feira, abril 20, 2012

Aviso aos navegantes



Então, meu povo. É, é, é, eu sai do Facebook. Quando foi mesmo? Nem lembro mais. No início eu sentia falta, mas agora nem sinto mais falta. O lance foi o seguinte: Facebook me distraia muito. Simples assim. 

Antigamente, assim, tipo, há muito muito tempo, eu tinha um grande poder de concentração. Na época do ensino médio, da faculdade. Durante meu período na física eu ficava horas e horas estudando, super concentradinha, na boa. Resolvia listas de exercício pra sempre. De uns tempos pra cá meu poder de concentração diminuiu significativamente. É muito difícil para mim focar em uma atividade apenas, concentrar, fazer só aquilo, por horas. 

Não vou dizer que é culpa do Facebook, mas acredito que este conjunto de novas tecnologias onde a informação é dada em textos curtos e rápidos, onde pequenas imagens contam histórias instantaneamente e onde o volume de informação a que se tem acesso é brutal, tem contribuído para que eu me distraia mais facilmente. 

Então é isso, voltemos ao básico. Sem Facebook. Meu telefone continua o mesmo +13478678905, meu email continua o mesmo "meu primeiro nome"@gmail.com. Ah, e meu endereço também. Se não tiver, é só mandar um email que eu informo. 

Além de sair do Facebook, voltei a fazer meditação. Voltei ao Brahma Kumaris, que eu frequentava lá em Porto Alegre. Qual o nome do bairro? Petrópolis, eu acho, né? Ali na Protásio, umas quadras antes da rótula da Carlos Gomes. Ainda é rótula? Acho que é só um viaduto agora, né? Lá se vão oito anos que saí da terrinha. O tempo voa. Enfim, eu ia no Brahma Kumaris na época da graduação, ia com a Greice. Fizemos curso de meditação e tal. Fiquei vegetariana por um (curto) período. Mas quando a menina me disse que a datação de carbono quatorze era balela, daí não pude aguentar mais. 

Mas é isso, para quem tem mandado email perguntando se aconteceu algo com minha saída do Facebook, obrigada. É bom ver que alguém me cutuca fora do Facebook. :-p
Pra quem não me escreveu porque nem notou minha ausência. O dia que eu voltar pro Facebook eu vou te tirar da minha lista de amigos. Tranquilo?

Nesse movimento de voltar ao básico, também alterei o formato do blog para o modelo antigo. Aquele modelo novo dinâmico me atordoa. Muito complexo, muito complexo. 

No mais, era isso. Estou aqui, viva e trabalhando na escrita da tese. Todo santo dia. Nova York tem tido dias ensolarados. Tenho ido ao cinema de vez em quando. Corro no parque dia sim, dia não. E preparo um drink básico pelo menos uma vez por semana. Aliás, eu tenho um Tumblr (katemari.tumblr.com) que eu gosto de atualizar. Beijinhos e muitas saudades. 


Ai, que loucura!


Não acredito que minha última postagem foi em novembro do ano passado! Já é abril. O que aconteceu comigo, pelamordedeus? Ah, sim, Facebook. E Tumblr. E a vida. 

Mas não se afobe não, que nada é pra já. Eu nunca esqueço do meu querido diário. Posso me afastar de vez em quando, mas esquecer, jamais, jamais. Os tempos mudam, as mídias mudam. Ai e o Twitter, hein? Nem uso. Mas agora meio que resolvi usar. Vejo raramente. 

O que não muda é que continuo gostando de registrar, de uma maneira ou de outra, fragmemtos da minha vida, da minha história. Embora a atualização do blog seja precária, continuarei a vir aqui, sempre, sempre. 

Até porque, às vezes é bom voltar às origens. 


domingo, novembro 13, 2011

Nunca serão!



Posso trocar de coleguinhas de casa? Posso? Posso? Diz que sim!!!
A única coisa que me consola é que estou acumulando Karma suficiente pra morar num ap só meu, com vista maravilhosa e vizinhos silenciosos. 

Amém!

sexta-feira, novembro 11, 2011

Avancos avancadinhos








Eu me rendi aos leitores eletronicos, comprei um Kindle. Ele chegou todo fofo e lindinho. Eu nao tinha bem certeza se iria gostar da coisa. Eu gosto de livros, papel, folhear, cheirinho, passear pelas estantes, escolher um livro pela capa, usar o livro como descanso prum prato de arroz com feijao bem gostosinho. Essas coisas basicas que um Kindle nao pode proporcionar. Entao estava meio assim assim. Mas ao mesmo tempo, confesso, adoro um brinquedinho novo. Levei meu Kindle pra passear. Sobreviveu a viagem e foi-me, em verdade, muito util. Agilizou meu trabalho. Entao resolvi que ficaria com o bebe. E entao, de repente, nao mais que de repente, a filha da puta da Amazon lanca um novo Kindle. Apenas 10 contos mais caro que o meu, menor em tamanho total, mas com mesmo tamanho de tela, e com touchscreen. Nao tive duvidas, botei o bebe de volta na caixa e disse pra Amazon tomar o Kindle de volta. Jah fiz o pedido do novo Kindle, agora tenho que esperar ateh final de novembro pra ter meu novo bebe.

Pra lá e pra cá







Outro dia fui pro Texas, pra Austin, participei do encontro anual da sociedade nacional de fisicos negros e da sociedade nacional de fisicos hispanicos. Estou colocando no masculino soh porque nao temos a palavra pra mulher que eh fisica. Eh fisica a palavra??? Enfim... uma das palestrantes foi a ministra de ciencia e tecnologia da Africa do Sul. Foi massa, vei! (eh, eh, eu tenho que lancar um baianes de vez em quando, pra nao esquecer)
Quando eu crescer eu quero ser ministra da ciencia e tecnologia.

As vezes pessoal pergunta como vao as coisas por aqui. Eu tenho plena consciencia de que nao tenho atualizado o blog. E nem vou me desculpar por isso. Porque jah ficou chato. Eu fico um tempao sem aparecer, dai venho, peco desculpas, bla bla bla e sumo denovo. Entao eh assim, quando tem texto, tem. Quando nao tem, nao tem. Mas o fato eh que eu me canso de computador. Pelas minhas atividades no facebook, ateh parece que eu vivo no computador, mas nao eh bem assim. Eu fico, por trabalho, muitas vezes, e dai as entradas no Facebook sao pequenas distracoes. Eh quase como tomar um cafezinho. Mas eu tenho ficar distante do computador quando posso. A tela me cansa, teclar me cansa, tudo me cansa nessa minha vida.

Mas entao, eu tava contando como andam as coisas por aqui. Vai tudo bem, obrigada. Meu tempo na terrinha do Tio Sam tah terminando. Daqui a pouco eu vou-me embora. A temporada aberta a visitas acabou. Nao vou poder me comprometer em ver ninguem, a nao ser em datas bem especificas (ferias de inverno, que eh algo entre natal, ano novo e tal). Este semestre estou viajando pra lah e pra ca, e (AINDA) fazendo disciplinas. Mas quem quiser vir pra me ajudar com a mudanca quando eu estiver indo embora, eh soh dar um grito (e oferecer espaco na bagagem). Nem quero ver a hora da mudanca...

Acho que eu to virando semi-New Yorker, e na semana que vem vou brigar com unhas e dentes pra alugar um armario na faculdade. Sabe, que nem aqueles que a gente ve nas escolas, nos filmes, onde estudantes guardam os materiais e tal, e fica nos corredores? Pois. Entao, vou tentar alugar um daqueles, que eh pra colocar parte das minhas tralhas, jah que nao cabem mais no meu quarto. Eh um monte de livros. Tai uma vantagem do Kindle.

Agosto fui pra Nebraska, setembro pro Texas, hoje estou voltando de Boston, final do mes vou pra Virginia. E eh provavel que vah para D.C. antes disso. E as aulas, leituras e teminhas-de-casa continuam. E quanto mais eu viajo, mais dados eu coleto e mais trabalho eu tenho pra tal da tese. A unica coisa que eu quero, agora, eh terminar esta tal desta tese duma vez. Concluir este doutorado e voltar pra casinha. Cada dia que passa eu fico mais proxima de casa!

Este semestre estou fazendo uma disciplina online. Estatistica online. Eh tao esquisito fazer uma disciplina pela zinternet. Mas se nao fosse assim, nao conseguiria fazer, jah que tenho varias viagens e tal e dai teria que faltar aula. E nao posso faltar aulinhas de estatistica porque o professor acha que ele eh muito indispensavel e reprova quem tiver mais de duas faltas. OU tres. Ou algo assim. Mas eu me descobri uma pessima aluna online. Ai, eu acho um saco este negocio de ficar no computador. Sinceramente. Eu tenho que ter algum falando um monte de coisinha no meus ouvidos, bla bla bla, ver escrever no quadro, aquela coisa toda. Vamos soh ver como eh que vai ser esta disciplina. Ah, sim, a outra coisa eh que, como educadora, eu queria ter a experiencia de ser aluna num curso online. Sabe como eh, pra poder palpitar (=falar mal) sobre cursos online com mais propriedade.

 Saudades de festa junina.

sábado, outubro 01, 2011

Velhos caminhos novos







Eu gosto de viagens de onibus. Gosto de estar sentadinha no banco e ver as listrinhas brancas no chao passando, correndo, quase voando. Gosto de ver como os postes, compridos, passam mais devagar. E com mais lentidao ainda movem-se as arvores e predios na beira da estrada e mais a distante. Gosto de saber que tem um monte de diferentes historias em cada um dos bancos ocupados no onibus. Contanto que nao seja o banco ao meu lado, por favor. Vah ter sua historia em outro lugar! Ah, tem as placas tambem. Eu gosto das placas na estrada, avisando quanto falta para chegar aqui ou acola. Sempre que passo por uma placa que mostra a saida pralgum canto e meu onibus passa reto, sinto uma tristezinha. Eu queria ter ido pra lah, seu moco. Voltai, vai. Tambem gosto quando eh noite e de um lado tem luzinhas brancas, a frente, luzinhas vermelhas. Nao sei do que eu gosto mais, se dos pequenos prazeres da estrada, ou se eh da chegada.

terça-feira, agosto 16, 2011

Autonomia






Why did you make the decision to go natural?
K: O.M.G. I wish I had a deep answer, but the truth is my boyfriend has been asking me for years “Why don’t you go Natural?” and “Do you know what that perm is doing to your hair?” I always had the same reply, “My Perm Is Poppin” lol. So anyway, the day came when I needed a perm and I asked the boyfriend if I could get some money and guess what? He refused and like many times before we had the “WHY DON’T YOU GO NATURAL” talk…So I did. Thanks Boyfriend :)
A entrevista completa (em ingles)

segunda-feira, agosto 15, 2011

Priceless



Nao fosse pela Ipanema FM no dia de hoje, talvez eu jamais viesse a saber quem eh Luan Santana da vida. Obrigada Ipanema, a radio rock.

Jeito mais gostosinho e divertido de comecar a semana.

domingo, agosto 14, 2011

Sonhos de uma noite de verao

Photo by Jerry Galea
Acordei nesta manhã de domingo com a chuva caindo lá fora. Deve ter sido por isso que dormi quase até às nove. O som da chuvinha e a temperatura um pouco mais agradável deve ter ajudado meu sub(in)cosciente a relaxar e criar uma historinha bonitinha que me fez dormir até mais tarde.

O sonho desta manhã envolvia um pouco de tensão, verdade, mas era uma tensão bem boa. Sonhei que estava revisando minha tese. Nem era revisando o conteúdo em si, mas a formatação, no Word (que instalei há poucas semanas, diga-se de passagem) e conferindo se o EndNote não tinha bagunçado minhas referências.

Quando acordei tinha uma mistura de felicidade, por ter em algum lugar da minha mente a idéia de que eu posso terminar esta tal desta tese, com tristeza, por saber que estou tão longe do fim. Então levantei motiva, preparei um café da manhã bem delicinha... e fui lavar roupa.

sexta-feira, julho 22, 2011

No creo en brujas...



Dentro do festival de filmes brasileiros assisti esta semana o Chico Xavier. Claro que lembrei da minha mãezinha* o tempo todo. O filme é bem bonitinho e vale a pena assistir. Garantiu uma choradinha básica no meio da tarde no ar-condicionado congelante do cinema, numa Nova York de quase 40 graus.


* Tchutchuca, se tu ainda não viu, dá um jeitinho de ver.

quinta-feira, julho 21, 2011

Quereres


Serah que a chefa jah saiu pra almocar?
Serah que jah posso parar de fingir que estou trabalhando e parar de trabalhar de uma vez?
Se eu espiar pra ver se ela estah na sala, ela ve que estou espiando.
Mas se jah tiver saido, eu posso terminar o resto dos meus 40min do dia no Facebook. O que, convenhamos, eh muito mais util e produtivo.

quarta-feira, julho 20, 2011

A que ponto chegamos



Tiete eh bicho triste, neh. Meia hora do show (oline) começar a pessoa vai pra página do gostoso mor. Aí vê que tem um chat rolando. Entra, e fica. Tietando com outros desocupados que, no meio da tarde (quase 4pm horario de Brasilia) estão esperando pelo show ao vivo (de uma música apenas) do maravilhoso.

Até fiz as unhas pra ver meu amor na internet, tá?

sábado, julho 16, 2011

Jogado às traças


Ô, tadinho do bichinho.
Eu sei, eu sei, eu sou má.
Mas sem muito mea culpa. Não sou escrava de blog, ora bolas.

Enfim, vidinha vai indo. A tal da tese vai lenta, mas vai. Eu lembro que tinha jurado uma vez que não trabalharia com gente viva. Que jamais faria entrevistas novamente e tal. Mas eu não aprendo.

Daí fico aqui, patinando, esperando a gente viva dar o ar da graça. Mas com fé em Deus nosso senhor Jesus Cristinho, tudo vai andá. Saravá. Aleluia.

Então tá, agora que eu já tirei o peso da tal da tese da frente, deixa eu falar dos vestidinhos novos. Ah, o verão, eu amo o verão. E as liquidações. E vestidinhos e sandalinhas. J.Crew e Banana Republic são minhas pastoras e nada me faltará.

Amém!

sábado, junho 18, 2011

Negão vagabundo!

Coletivo Catarse: Advogado do estudante que denunciou brigadianos po...: "Em uma entrevista à Catarse, Onir de Araújo, advogado do estudante Hélder Santos que veio da Bahia para estudar história em Jaguarão - RS"



segunda-feira, junho 13, 2011

Eu mereço!



Acordo feliz e contente e vou olhar meus emails...


---------- Forwarded message ----------
From: Sra. Minha Mãe
Date: 2011/6/13
Subject: Santo Antônio
To: A filha encalhada


O agnóstica, hoje é dia de Santo Antônio tá?

Sei lá, dai não precisa mais alugar-se - rsssss

Bjos

sexta-feira, junho 10, 2011

Só no sapatinho






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segunda-feira, junho 06, 2011

Alternativa à Nova York



Ontem fui assistir Midnight in Paris, mas só porque sou fã do Woody Allen. Confesso que estava com medo porque, sabe como é, não sou fã de comédia romântica. Mas adorei o filme! É impressionante como o carinha do filme (não, eu não sei nome de atores) é uma versão jovem do Woody Allen. A voz, o ritmo, o estilo. Muito, muito bacana!

Ah, as imagens de Paris... me deu vontade de voar pra lá no próximo vôo. Sem contar no enredo do filme. Saudades de Woody Allen, saudades. Tá aí, pra não ser Nova York, só mesmo Paris.

domingo, maio 08, 2011

Da serie "Gotta love academia": on quotes


Contrast pain with an orgasm, as a possible analog. If instead of pain, we always had an orgasm to injury, we would be biologically destined to bleed to death. (p. 88)
Tompkins, S. (1995). Exploring affect: The selected writings of Silvan S. Tompkins. Ed. Virginia E. Demos. New York: Press Syndicate of the University of Cambridge