quinta-feira, julho 01, 2010

Causa rellena



De Cusco - Dia 4 - 01jun2010 - Chilling


Dia 1o de junho eu usei para fazer nada. Andei pela cidade o dia inteiro e me cansei bastante. Neste dia, tambem, chegaram a cidade outros amigos couchsurfers: Dileep, Frank e Chris, eles estavam em Arequipa, outra cidade no Peru, e jah estavam nas estadas sulamericanas ha algumas semanas.

A noite saimos para jantar e fui com a Emma, o Mike e a Marie-Line num restaurante chamado Tabasco, que tinha precos bem razoaveis e uma comida muito gostosa. Experimentei uma causa rellena, meu primeiro pisco sour e comi uma saladinha, pra desintoxicar dos carboidratos da Maria Luiza.


De Cusco - dia 3 - 31maio2010 - Ollantaytambo

Depois da janta nos encontramos com os outros, que haviam se separado para comer em diferentes locais, e fomos todos para um bar onde tomei mais pisco sours...

Eu acho que essa foi a ordem das coisas, tenho um pouco de duvidas se a janta foi no dia 31 ou 1o, mas isso nao faz a menor diferenca, neh? Faziamos tanta coisa todos os dias que parece que um dia era feito de tres. Andei tanto tanto tanto... que voltei a Nova York com menos quatro quilos. Preciso ir a Machu Picchu uma vez por mes ateh o final do ano, pelo menos!

Katemari e os nativos

De Peru - photos By others
Minha interacao com os nativos foi um caso a parte nesta viagem: eu e meu portunhol. Espetaculo (porque mi espanhol es fueda)! Nas minhas viagens ao exterior eu sempre agradeco por ser brasileira (ok, menos na hora da imigracao) porque nao tem lugar que eu tenha ido que as pessoas nao tenham me dito que gostam muito do Brasil ou do povo de lah. Eh bom saber que somos bem quistos. Pena que eu nao possa dizer o mesmo por ser gaucha, jah que nao somos dos estados mais adorados da nacao, tampouco somos, de maneira geral, as pessoas mais simpaticas. Mas dai eu posso passar um 171 e dizer que morei quatro anos na Bahia, soh pra amenizar (ou vice-versa, dizendo que morava na Bahia, ressalto: mas sou de Porto Alegre!).

No Peru, precisamente em Cusco e regiao, outro fator interessante foi o fato de eu ser negra. Nao ha negras ou negros, praticamente, no Vale Sagrado (nem ao norte do pais). A pouca populacao de origem africana no Peru estah no litoral sul. Entao eu era meio que uma atracao, todos me olhavam. Nao era um olhar ruim, nao senti como um olhar preconceituoso, mas um olhar curioso. A Maria Luiza, a cozinheira (se eu estiver usando seu nome corretamente), falou-me que eu fui a primeira pessoa negra com quem ela falou em toda sua vida! Ela disse que ateh jah tinha visto, de longe, mas nunca tinha “falado com uma”. Pode soar como bichinho raro, mas nao foi essa a sensacao que fiquei. Ela era uma fofa.

Uma vendedora numa loja em Cusco, com algum rodeio, perguntou se meu cabelo era de verdade, como era chamado e tal. Depois de ainda mais rodeio ela perguntou: posso tocar? Tah bom, pode... (mas deverias me der um desconto na minha compra, neh?)

As construcoes de Ollantaytambo

De Cusco - dia 3 - 31maio2010 - Ollantaytambo



No dia seguinte, 31 de maio, pegamos um busum e partimos para a cidade de Ollantaytambo. Sacolejamos bastante num onibus, por umas 3 horas, ateh uma cidade que nao lembro o nome agora, depois seguimos de taxi ateh Ollantaytambo. Ollanta eh uma cidade bem fofinha e tem o sitio arqueologico mais lindinho que vi, fora Machu Picchu, claro.

De Cusco partimos Kristin, Lianna, Emma, Mike e eu, mas na tal cidadezinha Liana, Emma e Mike pegaram um taxi e Kristin e eu queriamos ver quanto saia seguir a viagem de busum. O que acontece eh que os precos sao mais baratos, evidentemente, para locais (bus) do que para turistas (taxi) e o povo da ala 1 nao se importava muito de pagar mais, especialmente porque na hora da conversao para dolar, esses valores nao pareciam terriveis. A questa (sic) eh que eu nao estava viajando nos isteites, portanto nao queria pagar precos de isteites, ora bolas. Buenas, resultou que acabamos pegando um taxi, mas coletivo. Explico: no Peru chamam de coletivo taxis que levam pessoas “misturadas”, como se fosse uma lotacao (Porto Alegre), um executivo (Salvador). Entao a Kristin, eu, um outro menino que encontramos por lah e que era dos Estados Unidos e uma outra mulher (nativa) que levou a filhinha no colo, fomos num taxi por 2 soles cada.

A Kristin e eu fizemos todas as trilhas do sitio de Ollantaytambo, foi massa, foi tri, foi maneiro! A cidade eh a coisa mais fofa, super bonitinha e se eu soubesse teria ido pra lah de onibus e ficado uma noite num albergue por lah, antes de seguir para Machu Picchu, jah que teria que voltar ateh Ollanta para ir a Machu Picchu.

Na volta, pegamos um taxi, tambem coletivo, e depois um onibus. A viagem de onbus, na volta, foi uma aventura. Sentei-me ao lado de um menino que estava mais pra lah do que pra ca. Ele subira no busum com seus amigos musicos, eles estavam vindo de uns shows que fizeram, e iriam fazer mais shows ao longo da semana. O menino ficou de papo, de papo e eu dei corda. No fim ele era super super gente boa, coisa mais querida, um estudante de agro-engenharia que toca num grupo musical nas ferias para fazer dinheiro e se sustentar na faculdade, alem de tentar fazer dinheiro para ajudar sua irma mais nova. O objetivo dele, na vida, eh poder dar para a irma tudo o que ele nao teve. Primogenito de uma familia de apenas dois filhos, esta morando longe dos pais, por causa da universidade, e sua mae nao gosta que ele beba. Reclamou que eh dificil ter amigos de verdade, que os amigos soh estao junto para festa, mas nos momentos dificeis desaparecem. Ensaiou umas palavras em portugues e disse gostar da musica Brasileira.

Na volta de Ollantaytambo resolvi ir a pe da parada de onibus em Cusco ateh a casa do Amit. Incomoda-me um pouco esta coisa de andar de taxi o tempo todo. Tudo bem que eh barato e que como sempre dividimos acaba saindo bem em conta (1 soles pra cada), mas mesmo assim, eu gosto de caminhar e ter uma boa nocao de onde estou, de ter uma melhor nocao da cidade em si e para isso o unico remedio eh caminhar. Entao tentei usar meu ateh-relativamente-bom senso de direcao, pedi ao motorista pra descer do busum a uma certa altura antes do fim da linha e pus-me a caminhar. A Kristin estava um pouco receosa, mas o povo estadunidense, pareceiro de viagem, com excessao do Amit, era todo receoso. Impressionante! Enfim, caminhamos e dai vi uma estacao de policia, entrei e pedi informacoes. O Beto (sente a intimidade) foi super querido e nos mostrou como chegar ateh em casa. Sim, estavamos perto de casa. Eu me amo. Alias, o Beto era um policial tri gatinho, se eu fosse meio metro menos alta ateh dava em cima dele.

A trilha Tambomachay


De Cusco - dia 2 - 30maio2010 - Tambomachay trail


No dia seguinte, 30 de abril, fomos fazer o tour de Tambomachay. Que incluia 3 dos 13 sitios arqueologicos do boleto turistico. Primeiro pegamos um onibus (2 soles) ateh Tambomachay, depois descemos a pe, ateh Cusco. Sao 8Km e no caminho paramos em Quencho e Sachsayaman (que ganha o apelido de Sexy Woman, pela pronunca de seu nome).

No inicio da nossa caminhada, na parte mais alta, tinham uns vendedores de artesanato e comprei meu blusaozinho de alpaca que me seguiria fiel durante toda a viagem. O senhor de quem comprei o blusao me deu um ramo grande de munha, uma planta local que, segundo ele, iria me ajudar a adaptacao com a altitude e a falta de ar. Isso porque quando passei pela sua barraquinha, na ida, eu estava naquele estado, morrendo-com-a-lingua-pra-fora. Entao peguei a munha e fiquei mascando. Na volta comprei o blusaozinho.

No caminho, durante a descida, paramos na estrada na casa de uma senhora que tinha varios porquinhos da india pelo chao e ateh uma ninhada (serah que se chama ninhada?). Sim, porquinho da india eh uma das iguarias peruanas. Eu queria tanto ter comido, mas nao comi. A senhoa essa levaria uma hora para matar, limpar e preparar os porquinhos, entao nao dava para a gente porque levaria muito tempo e ainda tinhamos a maior parte da caminhada pela frente.

Nao senti mais a tonterinha de quando sai do aviao no dia anterior, apenas a falta de ar. Mas agora soh sentia falta de ar quando subia em superficias inclinadas ou escadas, jah conseguia caminhas no plano, falar e nao morrer ao mesmo tempo. Durante este dia, alem da munha, fiquei mascando folhas de coca e tomando mate de coca. Coisa mais linda as fotos em que apareci, cheia de mato verde na boca. Outra coisa mais fofa e que estava com uma toquinha azul e um cardigazinho. A toquinha eh fofa. O cardiga eh fofo. Minha bermuda e meu top eram bem bonitinhos. Mas a combinacao desses quatro elementos formava o quadro da dor. Paciencia, o importante era ficar quentinha, quem liga para sair bem na foto.

Quando chegamos a Sachsaywaman observei um grupo de turistas, com uma guia. Aproximei-me. A guia falava em espanhol, entao colei no grupo e, digratis, fiquei pegando as informacoes sobre o lugar. Essa, alias, foi a estrategia que adotei ao longo da viagem nos demais lugares que iamos.

quarta-feira, junho 30, 2010

Um beijo no coracao



Arrrrrrrrrrrgh, odeio gente sem nocaaaaaaaao! Tem uma menina aqui na sala de computadores que ligou pra nao sei onde e colocaram a guria em espera, com musiquinha, dai a fofa colocou o celular em viva voz. E eu aqui, tentando estudar (e a esta hora!!!) tenho que ficar ouvindo musiquinha de espera de telefone! APA, neh?

Ninguem merece. Ninguem!

segunda-feira, junho 28, 2010

Voltando a Cusco...



De Cusco - dia 1 - 29mai2010


Andamos bastante pela cidade, digo, pelo centro; por suas ruelas e ladeiras, compramos a entrada para o santuario de Machu Picchu e o boleto turistico, um ticket que da direito a visita de 13 diferentes sitios arqueologicos na regiao do Vale Sagrado – estudante com carteirinha valida paga meia!!! Vale a pena, porque os tickets sao caros. Mas deixamos pra comprar o boleto turistico no dia seguinte, num dos proprios sitios arqueologicos, jah que essa opcao era possivel, e tambem porque nao tinhamos mais dinheiro – tudo tem que ser pago em especie!



De Peru - photos By others

Tiramos varias fotinhos no centro de Cusco e depois voltamos pra casa, onde a (qual o nome dela mesmo, putz, que feio!) cozinheira que “veio junto com o aluguel do apartamento (!)” nos espearia preparando a janta. Quase todos os dias em Cusco comemos jantinha preparada pela Maria Luiza (Ufa! Se eh que este eh seu nome, espero que sim). Entao na primeira noite a janta foi carboidrato com carboidrato: batata com arroz. Servi-me bem pouquinho porque nao estou acostumada a tal combinacao. Mesmo comendo bem pouco, ainda deixei parte da comida e tive refluxo e me senti um pouco mal.

*Na foto, suquinho de abacaxi que Maria Luiza preparou.

sábado, junho 26, 2010

Mulherzinha



Um projeto interessante que tem aqui na cidade é o Women's Project. Descobri o teatro quando passei pela frente uma vez, voltando do show do Colbert Report.

Ai, cheguei em casa, procurei pelo website e me cadastrei no mailing list delas. Quase um ano se passou a nunca ouvi falar das mulherzinhas, ateh que recebi um email pedindo para atualizar meus dados no website. Atualizei (com a mesma informacao, diga-se de passagem) e um dia depois recebi um email com ingresso gratis para assistir a peca Lascivious Something
.

O, beleza... fui com minha amiga Mandy e tivemos uma noite bem agradavel. Gostei da peca. Bastante. No final, passei numa lojinha de vinhos que tem lah pertinho e comprei um vinho verde por 5 pilas. Barbadex. Tenho que lembrar de passar por lah mais vezes. Adoro vinho verde no verao. Especialmente com umas frutas vermelhas na taca (copo sem cedilha).

Esta foi uma da serie teatro de graca em Nova York. Agora jah estou me sentindo em Porto Alegre. Sim, estou comparando teatro de camara com Broadway, por que, vai encarar?

terça-feira, junho 22, 2010

Porra, Joao!


Pobre soh se lasca, neh? Quando consegue comprar ingresso pra ver Joao Gilberto (chiquerrimo), no Carnegie Hall (chique do urtimo), o homi cancela. Isso foi olho gordo do Fabio, tenho certeza!

Ja viu esta historia de gente que vai viajar pros Estados Unidos e descobre que estava com o visto vencido?

Ah, Joao, Joao...

Reclamando da vida, pra variar



Agora estou no megabus novamente, mas voltando para Nova York, entao seguirei minha atualizacao do blog. Aproveito, contudo, para fazer uma pausa pra falar mal da vida alheia. Tem duas minas que correram pra sentar aqui onde tem mesinha, soh tem dois lugares do busum com mesinha, sao oito assentos no total e duas mesinhas, com uma dupla de assentos em cada lado de cada mesa. Dai as fofas correram pra sentar e plucar seus computadores e tirar seus computadores da bolsa. Eu jah estava sentadjinha aqui, porque era a primeira da fila do busum.

Ok, dai as tchutchucas aqui ficam tirando o espacinho pra eu esticar minhas pernocas e pra espraiar meu computadorzinho mas nem estao usando seus dispositivos eletronicos. Vacas. Pra que??? Uma pra exivir seu monstrengo Mac cor de rosa e a outra pra... sei lah, pra ouvir musica do seu celular/maquinafotografica/tocadordemusica. As duas estao de fone de ouvido e domrindo.

Entao por que nao foram sentar nas outras cadeirinhas? Nao! Soh pra me encher a paciencia. Claro que eh pessoal, ora. Na outra mesinha tem uma minha usando o computador um carinha dormindo e uma outra mina dormindo.

Este povo, viu!
Ai, ai...

segunda-feira, junho 21, 2010

Cusco e a altitude




De Peru - photos By others


Na manha seguinte, no dia 29, embarcamos todos para Cusco. A Kristin e eu pegamos um taxi de Miraflores ateh o aeroporto por 33 soles, chamando pelo numero 35555555 (seja lah quantos digitos tem os telefones em Lima, 3 e um monte de 5). O voo foi pela Peruvian Airlines, que havia feito 6 meses de aniversario cerca de um mes antes e em comemoracao realizou 3 dias de vendas promocionais. Com sorte, fiquei sabendo da promocao e comprei meu voo para Cusco por apenas 98 dolares, ida e volta, com taxas. Ainda no aeroporto de Lima comprei umas balinhas de coca, soh para o caso de sentir os efeitos da altitude. Ao fazer o check-in descobri que se paga uma taxa no aeroporto, pelo uso de suas facilidades, no valor de sei-la-eu-quantos soles – porque jah me esqueci. Fiquei puta, mas fazer o que!

O voo foi de uma hora e um pouquinho mas ganhamos comidinha e foi bem boa. Um lanchinho, mas bom. Ao chegar no aeroporto de Cusco eu jah comecei a sentir uma dorzinha de cabeca e um enjoozinho. Comi uma balinha. Psicologico ou nao, me senti melhor. Nos dias que se seguiram tomei mate de coca todos os dias, comi balinhas de coca, masque folhas de coca e de munha – uma planta local –, fiz tudo para aliviar os sintomas da altitude no organismo.

Chegamos em Cusco, pegamos um taxi e fomos pra casa do Amit. 5 soles pelo taxi. Uh, que alivio no bolso. Largamos nossas coisas e fomos dar uma volta no centro da cidade. Nossa primeira parada foi no mercado central de Cusco, onde fomos na barraca 64, a favorita do Amit, para uma salada de fruta com iogurte e outras naturebices. Coisa boa comer umas frutinhas com gosto de frutas de verdade.

Depois de comermos fomos caminhar pela cidade e foi entao que voltei a sentir os efeitos da tal da altitude: caminhando, despacito no mas, e conversando com o Amit, no plano, sem subir coisinhas nem nada, eu ficava como se tivesse corrido por 15 minutos sem parar – Raquel, Daniel, JC e outras pessoas metidas a atletas, pra mim 15 mimutos de corrida eh o equivalente a 2 horas de corrida de voces, tah? A tonturinha diminuiu, com as balinhas de coca, mas a falta de ar era demais

Aviso


Tem mais de 15 posts semi-prontos esperando para serem publicados. Os textos da minha aventura peruana jah estao prontinhos, soh faltam as fotos.

Aguarde e acompanhe!

domingo, junho 20, 2010

Lima, pra comecar.

De Peru - Dia 1 - 28 maio 2010 - Lima


Cheguei em Lima no dia 28 de maio e fui recepcionada no aeroporto pela Daisy, a irma do Humberto, um couchsurfer que mora em NYC mas eh peruano. Eu levei um computador velhinho pra ela. Eu queria pegar um onibus mas tanto o motorista de taxi (que sao bastante insistentes) quanto a propria Daisy me explicaram que eu precisaria pegar dois onibus, um para o centro e outro para o bairro de Miraflores, onde estaria hospedada e que era “muito perigoso”. O lance do perigo nao me assusta porque, brasileira, sei que o povo adora dizer que tudo eh perigoso, alem disso, estava apenas com uma mochila (tamanho das de laptop) e uma bolsa. Entao estava leve o suficiente pra andar por ai de busum, mas fui persuadida pelos locais. Peguei um taxi que me custou 45 soles. Antes disso troquei dinheiro no aeroporto, onde recebi 2 soles falsos, que soh fui descobrir no momento de pagar o taxi. 1 sol eh aproximadamente 2,80 dolares.

Em Miraflores, bairro classe media alta de Lima, fui para a casa do meu anfitriao, o Johny, que havia sido arranjado pela Kristin, uma CSer de Nova York. Kristin e Lianna haviam chegado a Lima no dia anterior e ficado na casa do Johny. A Lianna foi embora para Cusco e a Kristin e eu iriamos no dia segunte para Cusco, onde ficariamos todas no apartamento do Amit, um CSer de Nova York que estah viajando pela America do Sul ha mais de 7 meses, e agora resolveu fazer um pit-stop em Cusco, alugando um ap. Como varios de nos iriamos a Cusco entre maio e junho, ele alugou o ape – juntamente com a Marie-Line, uma CSer belga – e dividiu com quem chegasse. O pagamento pelas diarias era feito por contribuicao, em uma latinha, onde deixavamos o quanto pudessemos.

No meu primeiro dia em Lima caminhei, caminhei, caminhei horrores por Miraflores, fazendo um excelente reconhecimento local. Depois fomos para o parque Kennedy onde fizemos uma sessao de “Abracos Gratis”. Foi bem bacana ver a reacao dos peruanos a inusitada iniciativa de se distribuir abracos num parque da cidade, simplesmente pelo prazer de conectar-se com as pessoas. A maiora dos que pararam para um abraco foram criancas e idosas. Foi divertido. No final do dia, no parque, juntaram-se a nos a Emma e o Mike, que tambem estavam em Lima mas em um hotel proximo ao nosso anfitriao.

A noite fomos para um bar no bairro Barranco. O encontro estava marcado para 10; chegamos lah pouco antes das 10h e descobrimos que o bar abri as 10h30. Esperamos ateh 10h40, eu louca pra me ir embora, cansada e sem saco para festa. Entao voltamos para casa.

As veias abertas...

Foto: Brooke Anderson


Buenas, o semestre acabou e uma semana depois eu arrumei minha mochilinha e fui para o Peru e Equador. Passei 11 dias viajando, caminhando, comendo, bebendo e tentando aprender um pouco sobre outras partes da minha America Latina.

Em novembro comprei uma passagem para o Peru por 240 dolares. Pechincha. Ida e volta, Nova York – Lima – Nova York, com taxas. O voo tinha uma conexao em Guayaquil, no Equador, na ida, de uma ou duas horas e depois uma conexao de 12 horas, na mesma cidade, na volta. Bele, passeio basico no Equador e carimbinho no passaporte.

Um bando de gente, cerca de 20 pessoas, do Couchsurfing tambem comprou passagem pro Peru, mas em datas diferentes. Cinco outras meninas acabaram comprando a passagem para o mesmo voo que eu. Mas no meio do caminho a Lan mudou nossos itinerarios e tivemos qque trocar as datas da viagem, entao ficamos com datas ligeiramente diferentes e eu acabei indo sozinha – o que foi otimo.

Nos posts seguintes descreverei minha saga por terras peruanas!

sábado, junho 12, 2010

Atualizando de tras pra frente



Sabado nublado, 12 de junho, dia dos namorados. Estou num onibus saindo de Nova York e indo para Bethesda, no estado de Maryland. Vou visitar minha amiga Jacqueline. Sim, aquela que morava no mesmo ape no meu primeiro ano, que recebeu ao Martin e a mim no verao passado e que eh sempre uma fofa-maluquinha.

A nova maluquice da Jackie eh ir passar o verao na China, ensinando ingles. Entao ela vai pra lah na proxima quarta-feira. Como eu nao tive tempo livre antes (e daqui a pouco jah conto o porque – sem acento porque estou em teclado estadunidense, nao porque me adaptei a reforma ortografica, ainda sou dazantiga), vou neste final de semana visita-la.

Tambem em Maryland mora minha ex-colega da fisica, a Karen. Ela veio fazer um posdoc por estas bandas, apaixonou-se, casou-se, procriou-se (sic). Entao quero aproveitar e conhecer a Isabella, a filhinha da Karen.

Eh bom estar na estrada novamente, eh bom sentir o mosquitinho cigano. Siiiiimmm, eu estava viajando! Cheguei na segunda-feira e hoje jah estou na estrada novamente. O tempo nao para...

sábado, junho 05, 2010

Saudades


Saudades da minha maezinha, de apertar minha fofucha e encher de beijinhos!
Ah, e de deitar na cama dela e ficar vendo tv.

quarta-feira, maio 26, 2010

Teatro, musicais, Broadway (ou, vidinha mais ou menos)



Tudo começou com um email que minha amiga I-Ching, uma Taiwanesa fofa que eu adoro, me encaminhou um email que oferecia ingresso para assistir a um musical que começaria sua pré-estreia na Broadway. Claaaaro que eu respondi ao email, e depois encaminhei para outras amigas.

Daí que recebi a resposta e ganhei um par de convites. Outras amigas também ganharam.

Foi meu segundo musical na cidade, o primeiro na Broadway. Eu não gosto de musicais, mas gostei desse porque era precisamente sobre um dia num estúdio de gravação da Sony Records, numa noite de um lendário encontro de Elvis Presley, Johnny Cash, Jerry Lee Lewis e Carl Perkins. Encontro que ocorreu uma única vez na história, bla bla bla. Então foi bacana porque o povo não ficava cantando, dançando e interpretando (essa é minha "coisa" com musicais, prefiro tudo separado, a não ser que seja ópera).

Enfim, The Million Dollar Quartet foi bacana e, de graça, até injeção na testa.

Ano novo, vida nova



Bem, mais um semestre terminou. Sobrevivi ao meu segundo ano acadêmico na terra do Tio Sam. Foi um bom semestre acadêmico e um semestre interessante na minha vida de moradora em residência universitária.

Nestes semestre 4 das 5 meninas que moravam aqui foram embora. Uma delas estava comigo desde o início, agora se formou e foi morar sozinha, que bonitinaha, no seu primeiro apartamento. A outra não se formou, mas mudou-se também, é a mais novinha, e foi morar num apartamento dividindo-o com apenas uma pessoa. Além disso, ela está de namorado novo que ficava boa parte do tempo aqui, e ela não terá que assistir aulas neste semestre, daí a mudança. Uma terceira formou-se e voltou para o estado dela, foi para a casa dos pais. Finalmente, a quarta menina era recém chegada, ficou aqui só um semestre, mas mudou-se para o verão, colocou suas coisas num depósito (o que é muito comum em Nova York) e vai viajar durante o verão.

Antes de mudar-se a última menina citada ainda tentou colocar pedidos para que a louça fosse lavada, assim a pia poderia ser limpa durante a limpeza semanal que é feita por um empregado da universidade. Mas não adiantou muito. Daí, na segunda semana, a dona das louças imundas colocou suas louças sujas em cima do balcão da pia, espalhando suas coisas (foto acima), com a justificativa de que assim a pia poderia ser limpa. (é que funcionários não limpam nada que tenham coisas nossas, eles não estão autorizados a remover coisas. Imagina a dor de cabeça que deve dar se alguma das moçoilas reclama de algo que algum funcionário supostamente mexeu!)

Então nossa pia sem louças ficou assim:



Daí a moçoila colocou um bilhete dizendo que não lavava a louça há mais de duas semanas porque precisava comprar uma esponja nova. Tem um mercadinho 24 aqui na frente do prédio. Dá pra ir de pijama, até. Tinha esponja novinha dentro da gaveta do armário da cozinha. Quer desculpa mais esfarrapada? Ó o bilhetinho aí embaixo, e as marquinhas de eca na pia.



Nesta semana, depois que todas foram embora, eu e a menina que ficou nos juntamos para fazer uma limpeza geral, ou seja, colocar fora todas as coisas que as moradoras anteriores deveriam ter jogado fora antes de se mudarem. Depois de duas horas e meia de trabalho (sim, tinha muita coisa, por tudo: armários da cozinha, geladeira, banheiro...) enchemos 21 sacolas de lixo. Sim, aqueles sacos grandões, não sacolinha de supermercado, saco saaaaaco. A menina que ficou é muito engraçada, ela ficou puuuuuta com a menina que deixou um montão de creca pra gente se desfazer. Pelo menos foi divertido fazer a limpeza com ela. Incrivel como tinha coisa neste apartamento, assustador!

Como dizia um amigo meu, são apenas distintos padrões de limpeza.

Agora, que venham as novas companheiras!!!

Metida a barista



A novidade pros lados de cá é meu brinquedinho recém adquirido, uma máquina de café expresso DeLonghi EC155, que só falta fritar ovo.

Estou amando tomar expresso todos os dias, fresquinho, e tomar latte, fazendo o leite ficar cheio de espuminha. Uma delícia, delícia.

Claro que fico lendo tudo sobre café e sobre máquinas e sobre expressos. Sabe como é, tenho que entender minimamente da coisa enquanto estou no auge da empolgação.

Então passa agqui qualquer hora prum cafezinho!

quarta-feira, abril 28, 2010

Pica: is it being overlooked?



Pica and olfactory craving of pregnancy: How deep are the secrets?

Coisas que me aparecem no trabalho. Aham. Esse ai (acima) eh o titulo de um artigo que alguem solicitou na biblioteca. Alias, esses ai, porque o titulo desta postagem eh o nome de outro artigo.