segunda-feira, julho 12, 2004

A vida é bela. É?







Hoje acordei com um bom humor fenomenal. Finalmente um dia em que acordei sem ninguém me acordando, sem telefone tocando, sem landlady gritando, sem pedreiro quebrando ou pintando, sem eletricista trabalhando, sem from heaven me chamando. Nada. O silêncio. A calma. Acordar devagar, abrir os olhos aos poucos, fechar, virar e revirar na cama. Curtir o cochilo matinal. Virar pro lado, pegar o telefone, conversar sem pressa, mas não por longo tempo e com alguém de ótimo humor, no melhor estilo Poliana, tão bom humor de quase me deixar de mau humor.



Surpreende que eu tenha tido um pesadelo filho da puta durante a noite. Daqueles pesadelos longos, cansativos, que parecem ter durado a noite inteira. Sim, com violência, com morte. Talvez tenha sido justamente por isto. Freud explica. Ou explicaria. Sonhei que matei uma mulher, eu tinha várias tesouras na mão e furei muito a pinta. Sei que ela era do mal, mas não lembro mais do sonho, só sei que nas reviradas matinais na cama fiquei pensando nas cenas em que matei a fulaninha. Sim, matei mais de uma vez. Sonho, é sonho. E me fez bem.



Depois... levantar, e ver que o dia está lindo lá fora, que, sem os obreiros, posso usar fogão, geladeira, tomar um café decente.



Resolvi lavar roupa, troquei roupa de cama, lavei lençóis, fronhas, calças, blusas... faço o almoço, tomo banho, lavo camisola, toalha, limpo o quarto, álcool por tudo... hmmmm cheirinho de limpeza, incenso. De rosas. Nova Brasil FM.



Almoço. Adoro chuchu. E fiz sem sal, logo chuchu tem gosto, sim!



Computador, trabalho para quinta-feira, hora de colocar no papel, digo, na tela, na memória... ai, este negócio de tecnologia estraga as palavras.



Falando em palavras, o recurso do dicionário Aurélio através do UOL é fantástico. Salve, Cris!



O trabalho ainda não está pronto, mas há de ficar até quarta-feira. De tanto ler e reler este texto não tenho muita paciência para trabalhar com ele. Ainda assim surpreendo-me por ter conseguido ficar tantas horas seguidas trabalhando em cima deste texto hoje. Sim, estou de bom humor.



Tomei café com leite e Petit Sablé. Ah, Porto Alegre. Com direito a sacolinha do Bourbon.



Minha cama me tenta, fico imagindo o cheirinho dos lençóis limpos, a fragrância do talco sobre o colchão, ai, ai...



Segui trabalhando, depois esquentei a janta. E enquanto jantava o telefone tocou:



- De onde fala?

- Quer falar com quem?

- Katemari

- Sou eu. (já achando estranho)

- Tudo bem?

- Tudo, quem é?

Aí não lembro qual foi a frase da resposta, só sei que ouvi um TU.



- Peraí, "tu"? Então é alguém de Porto Alegre? Quem é?

(a mente começou a fazer uma varredura em todas as vozes masculinas com possibilidade de estar me ligando)



- Aie, quem é?

- É o Vitor.



Sim, sim, meu priminho Vitor. O menininho está com 1,96m , 23 anos na cara, e dois filhos. Ficamos conversando um tempãaaaaao. Falei com minha tia também, mãe dele e irmã do meu pai. O tempo passa. Ainda bem!



Terminei a janta. A cama está ainda mais tentadora, com esta meia luz, esta música, e a sensação do dever cumprido neste dia de Maria, de estudante, de prima.





Será que esta coisa bela tem a ver com o porre do final de semana? Ahhh não contei esta história, né? Fica para depois, denovo.

;-)

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Vai, abre teu coração...