quarta-feira, outubro 31, 2007

De tudo, um pouco.




Nem sei quando foi a última vez que atualizei meu blog. Juro que não é por falta de vontade. É incrível, já estamos entrando em novembro, penúltimo mês do ano. 2007 está como uma locomotiva em alta velocidade, praticamente um trem bala. Se bem que isso é discurso de gente idosa, né? Que fica dizendo que o ano passou depressa e bla bla bla.

Falando em idade, fiz aniversário neste meio tempo. Dia 16 de outubro.

Nem estava em clima de comemorações. Não que eu estivesse triste, deprimida ou sei lá o que, ao contrário, mas é que aniversário na terça-feira é um saco. E não curto comemorações de niver fora da data. Buenas, eu peguei minha tortinha deliciosa de direito que a Perini me dá, pelo niver, por eu ser cliente Perini. Peguei uns vinhozinhos na adega e levei lá pro Beco de Rosália, a pizzaria do fofinho do Fabrício, ali nos Barris. Convidei as meninas, os meninos e fomos. Foi bem tranquilinho e distribui torta pros funcionários do Beco, só pra não trazer aquele universo de calorias deliciosas pra dentro de casa.

Durante o dia foi legal receber um monte de recadinhos no Orkut. Eu gosto disso. Telefonemas, flores. Na sessão "telefonemas", a surpresa veio de uma ligação do Pedro. Desde fevereiro que eu não falava com ele. O Martin, coisa querida, me ligou também, conversamos um tempão. Isso é muito injusto, o Martin deveria morar na mesma cidade que eu, independentemente da cidade. Ai, e as flores... Ameeei as flores. Olha que amor, flores, vinho e ursinho de pelúcia. Coisa mais amada.

No dia 17 ganhei outro presente lindo, maravilhoso, e que me deixou muito feliz, apesar de tensa. Foi também no dia 17 que entreguei os documentos da candidatura pro doutorado aqui na UFBA. E foi também quando saiu o resultado do aceite de um artigo que eu havia submetido no ano passado! Meu segundo aceite Qualis A Internacional no ano!!! E a primeira publicação efetiva!



Ainda na série "presentes de aniversário", a Raquel chegou no dia 18. Que saudadinhas que eu estava dela. Ela é tão lindinha, tão fofinha. Eu lamento muitíssimo não ter conseguido passar mais tempo com ela, e fazer coisas mais legais, e mostrar outros lugares na Bahia, o recôncavo, a chapada, Tinharé... e fazer comidinhas pra ela, passear, passear. A tchutchuquinha participou da 5a Meia Maratona Internacional da Bahia. Coitadinha da bichinha, correu horrores, sob um sol escaldante. E tadinha de mim também, que fiquei sob o sol, esperando a atleta, e tirando fotinhos. Claro que nem tudo foi dor, levei as meninas na Ribeira e comemos uma mariscada tri boa, fomos no Bonfim, na praia do Flamengo, lá na barraca do Lôro, e tomei váaaarias roskas, fomos no França, na Dinha, no Pelourinho, no Carmo, Santo Antônio, Plano Pilar, no café do Museu, vimos dvd em casa, tiramos várias fotinhos... Mas a semana foi dureza, seguia estudando pro GRE e ainda tive que organizar algumas documentações, providenciar documentos legais, e bla bla bla, rapidinho, antes de viajar.

Sim, fui para Recife na semana passada e voltei neste domingo. A prova do GRE foi na sexta, e foi terrível. Eu acho que fiz 520 verbal + 650 quantitativo = 1170 total, o que é uma nota baixinha, mas tudo bem. O foda é o tempo. As questões já não são triviais e com o tempo rodando loucamente e aquele reloginho marcando na tua frente, bah, é horrível. Acho que foi o pior exame que eu fiz na vida - com a diferença que eu não estava tensa. Só em pânico, mas não tensa. Fiz a prova sozinha na sala, não tinha mais ninguém fazendo no mesmo horário que eu. Foram quatro longas horas em frente ao computador, correndo atrás do relógio, com 3 intervalos de 60 segundos e um de 10 minutos. Não se pode comer, beber ou ir ao banheiro durante esse tempo todo, exceto no intervalo de 10 minutos. Dureeeeeza.

Voltei esta semana já trabalhando diretaço, indo pra Feira todos os dias, mas hoje fiquei em Salvador. Preciso preparar a apresentação da conferência de Marrakech. Aí hoje fui ao banco, fiquei quase uma hora na fila. A Cris falou comigo para eu passar na UFBA. Marquei de ir lá até às 11h. Cheguei 10h30 e ela não estava, tinha ido embora. Bom é que eu não tenho quase nada pra fazer da vida, e tenho muito tempo livre. E que, além disso, levei o pôster do trabalho que fiz pro Encontro de Natal (que foi na semana retrasada, e não fui, mas minha aluna apresentou nosso trabalho), um pequeno objeto de 1,20m por 1,00, bem prático de carregar pela rua. Logo, não fui ao supermercado, e continuo sem uma frutinha sequer em casa. (já que fui pra Feira nos outros dias, não pude fazer compras).

No mais, tudo quase certo para a semana que vem, quando encontrarei com uns amigos em Paris. A Salete, que estudou Física comigo em Porto Alegre, e está fazendo um pós-doc na cidade luz, e o Heiko, que vi pela última vez quando fui a Veneza. Será uma passagem rápida em Paris, porque chego no aeropoto Charles de Gaulle, mas meu vôo pro Marrocos sai de Orly e não há tempo hábil na conexão pra ir de um aeroporto para o outro, então sou OBRIGADA a dormir em Paris. E num gesto de muito sacrifício, farei esse esforço.

Eu tenho tido tanta coisa pra fazer, tanta coisa, que nem acredito. Primeiramente não acredito que esteja dando conta de tudo - talvez não esteja; depois, fico espantada com o volume de coisas. Não é xororô, é sério. Eu vou dormir e fico pensando em tudo o que falta ser feito, que precisa ser acertado, organizado, escrito, pensado, contatado, etc. Sem contar as burocracias infinitas do sistema. E o sono? Eu não tenho dormido. Digo, durmo, claro, mas pouco. Acordo cedo, sempre. Custo a pegar no sono. Às vezes estou deitada, levanto, ligo o computador e vou mandar um email pra não sei quem, porque esqueci de falar isso, para adiantar aquilo, para pensar naquilo outro. Eu preciso parar, isso sim.

Mas, mas, mas, entre mortos e feridos, estou muito, muito feliz, em todos os aspectos. Deus resolveu bancar o painho e está sendo generoso comigo. Vai ver é isso. Ou é fruto do meu trabalho de camela, né, meu bem! Não importa, o que importa é que estou mais feliz do que pinto no lixo. E louca para passar 20 dias inteirinhos com a minha mãe.

domingo, outubro 14, 2007

Vá ao Vila, velho!



Ontem chegou a Salvador minha amiga e ex-bixo de ETC, Denise. A guria tá numas de amor por Salvador e quer vir morar e trabalhar e viver aqui. Ela chegou na madruga, acho que por volta da 1h, mas ficou no aeroporto até umas 7h, 8h, quando pegou um ônibus pra vir pra cá. Os taxistas foram assediando a menina: 50, 40, 30... 15 reais! Mas ela resistiu forte e firme e esperou pra pagar 2 reais do busum.

Quando chegou aqui em casa estava louca pra sair, caminhar, ir pra praia... Denise, vá dormir, minha filha, descansa um pouco. Não, não, quero conhecer tudo. Tá, lá fui eu dar explicações básicas da cidade, desenhar mapa, explicar ônibus, etc... e ela ouvindo... e pescando. Denise, vai dormir! Tá, me acorda quando saires pra academia. Tá bom. 11h30 fui pra academia, e claro que não acordei a pobrezinha, né?

Quando cheguei, comemos alguma coisa e eu fui estudar, ela foi, como diria o Samuel, foguetear.

Terminei as 322 questões do banco de dados do http://www.mygretutor.com e numa média aritmética simples, acertei 74%, mas o número de questões pra cada área é diferente. Minha melhor pontuação foi em geometria 92% (37 questões) e a pior, analogias com 46% de acerto (28 questões). Em álgebra, mesmo com várias rateadas imbecis, acertei 90% de 48 e na parte de antônimos, 52% de 61 questões. Sim, meu grande calo é o verbal. É foda, é impossível! Um ser normal não consegue ter um vocabulário que dê conta desta prova.

Agora vou entrar na fase dos testes completos. Quero fazer um por dia até a semana que vem. Cada teste completo leva três horas (ou quatro?) e o tempo é cronometrado. Aliás, o tempo é um dos fatores mais fodásticos deste exame.

À noite, a Denise chegou quase às 19h, e fomos ao teatro. Assistimos "Arlequim, servidor de dois patrões". A peça foi ótima, foi lá no Vila Velha, um teatro que eu gosto muitíssimo em Salvador, e onde sempre levo algum visitante na terrinha. Na verdade, quem me convidou pro teatro foi a Dê, porque ela é amiga de alguns dos atores. Quando cheguei, fiquei de papo com o Jeudy, o menino fofo-filósofo que foi meu colega no mestrado. Cara, acredita que a mãe dele teve onze filhos? Todos da mesma mãe e mesmo pai. Imagina um natal com família reunida, como será!

Falando em natal, estou agora atentíssima às promoções das companhias aéreas, pois vou para Porto Alegre no nata-aaal. Quero viajar dia 22 de dezembro, mas tudo depende das promoções. A Dê (e a Raquel, que chega na semana que vem) comprou passagem a 439,00, ida e volta, com as taxas, poa-ssa-poa! Imagina, 200 reais o trecho. Cara, muito barato. Muuuuito. Mais barato do que ir pra Recife. Menos do que gastei pra ir pra Brasília! Eu quero uma dessas. Pena que não tinha pra dezembro, senão já teria comprado.

Voltando ao Arlequim, a peça foi bem bacana, e conta a história de um serviçal que serve (sorry) a dois patrões, sem que um saiba do outro, e arruma várias confusões. O texto cheio de regionalismos - pra variar - ficou bem engraçado, e o Arlequim, de Feira de Santana - a princesinha do Sertão, foi impagável!

Depois ainda ficamos no café do Vila de papo com o Jeudy por um tempão, e ele nos deu uma carona até aqui. Chegamos em casa já eram 23h. Comi algo e fui pro berço.

sábado, outubro 13, 2007

Me diga




Se eu acordo preocupado
Com as providências
Como uma conta no banco
Que eu não tenho dinheiro pra pagar
Isso me aflige, atrapalha
Faz com que eu não me dê conta
De outras coisas
Que eu deveria cuidar
Então me diga
Se você ainda gosta de mim
Por que de você eu gosto
E isso não deve ser assim tão ruim
Dos meus filhos eu sinto saudades
Eu tenho medo que eles achem
Que eu não sinto a falta deles
Como eu acho que eles sentem de mim
Pego o meu carro
Pelo asfalto
Uso o sapato
Da mesma maneira
Por influência do meu pai
Então me diga ...
Há quanto tempo eu conheço você
Oh! Quanto tempo eu ainda vou precisar?
E eu
Dependo do que eu não entendo
Eu pretendo apenas
Que você saiba que isso é o meu amor

Nando Reis


Duranto vários meses eu ouvia essa música, todos os dias da semana, pela rádio Ipanema, cedinho na manhã, antes de ir pra Escola Técnica, enquanto me arrumava. Foram duas fases, a do "Me diga" e a do "Sobre o tempo" (Pato Fu). Eu tenho esta coisa meio estúpida de ouvir repetidas vezes uma mesma música. Adoro. Nesta época da ETC eles tocavam toooda manhã, e quando não tocavam, eu ligava e pedia a música. Até fiquei "conhecida" do mocinho da rádio, pelo meu nome sui generis.

Falando no meu nome, outro dia a menina da agência de viagens onde tenho comprado passagem, me viu pessoalmente - até então só efetuava compras pelo telefone e internet. Tá. Katemari. Tudo bem. Aí, quando a outra mocinha da agência disse meu sobrenome a mocinha vira pra mim e, espantada, diz:

- Ah, eu vendi uma passagem pra Brasília pra você, não foi?
- Foi. Ah, você que é a Neta?
- Sim. Eu lembrei agora pelo sobrenome.
- Como?
- É, eu ouvia falando Katemari, Katemari, agora você falou Katemari, mas quando eu ouvi o sobrenome eu lembrei que já tinha te vendido uma passagem.

Eu, mais espantada ainda:

- Pelo sobrenome? E pelo nome não reconheceu?
- É que o nome eu ouvia mas não ligava, foi com o sobrenome.

Então, tá, né?!

domingo, outubro 07, 2007

Correção




Outubro
  • salvador - recife
  • recife - salvador
    Novembro
  • recife - salvador
  • salvador - rio de janeiro
  • rio de janeiro - Paris
  • Paris - Marrakesh
  • Marrakesh - Paris
  • Paris - Rio de Janeiro
  • Rio de Janeiro - Salvador


    E a pergunta que não quer calar:

    "Como é que a pessoa enquanto ser humano do sexo feminino consegue viver sem uma fluoxetinazinha?"

  • sexta-feira, setembro 14, 2007

    Chef Katemari




    Eu queroooooo!!!

    Oh... daqui a pouco setembro está terminando... outubro vem aí. Falta um mês para o meu aniversário. Sugestão número 1 de presente para me dar no dia 16 de outubro. Outras virão!



    (clica na imagem que vai para o site onde a coleção está à venda)


    Fluoxetina





    Querido diário, faz muito tempo que não venho por aqui, mas vontade não me falta. As semanas têm sido cheias e tenho trabalhado muito, muita correria mesmo.

    Ainda nem consegui ler a reportagem principal da Vida Simples deste mês que, como sempre, caiu-me como uma luva. A matéria fala sobre ansiedade, sobre o 'tudo ao mesmo tempo agora'. Tenho estado extremamente ansiosa e tensa. Meu maxilar dói constantemente. Tensão. Quando percebo, estou com os ombros contraídos. Mais tensão.

    Pelo menos a angústia passou. Há algumas semanas eu estava muitíssimo angustiada, sem saber a razão. Depois de muito pensar e remoer, e ver que minha vida não poderia estar melhor, e continuar sem entender a fonte da angústia, descobri! Angústia gerada por ansiedade! Sabe, diário, aquela coisa de sofrer por antecipação? Pois é.

    Ok, encontrada e compreendida a fonte, imaginei que aquela dor na boca do estômago passaria. Que nada. Segui assim por vários dias. Mas passou. E confesso que só percebi que passou ao escrever estas linhas, em retrospectiva.

    Eu sei que não deveria me afastar tanto de você, querido diário.

    Bem, você sabe que na semana que vem ficaremos mais próximos novamente. Nós sempre ficamos muito unidos em saguão de aeroporto, não é mesmo? Na segunda-feira rumarei ao Planalto Central. É engraçado, eu que nunca tinha ido à Brasília, agora já é minha segunda vez em menos de 6 meses!

    Aliás, este ano está uma loucura, né? Minha cota de raios cósmicos extrapolou:

    Janeiro
  • salvador - fortaleza
  • fortaleza - são luis
    Fevereiro
  • são luis - fortaleza
  • fortaleza - salvador
  • salvador - galeão (rj)
    Março
  • galeão (rj) - salvador
    Abril
  • salvador - porto alegre
  • porto alegre - salvador
    Maio
  • salvdor - brasília
  • brasília - salvador
    Junho
  • salvador - guarulhos
  • guarulhos - dallas (TX)
  • dallas - calgary
  • calgary - Montreal
    Julho
  • montreal - toronto
  • toronto - new york
  • new york - miami
  • miami - guarulhos
  • guarulhos - salvador
    Agosto
  • salvador - recife
  • recife - salvador
    Setembro
  • salvador - brasilia
  • brasilia - salvador
    Outubro
  • salvador - recife
    Novembro
  • recife - salvador
    Dezembro
  • salvador - porto alegre

    Haja radiação!

    Imagina tudo isso passando pelo meu corpitcho. Sei lá, vai que acaba interagindo com algum dnazinho. E falando nisso... final de semana passado fiz um programa antioxidante. Minha outra preocupação agora na vida é com os radicais-livres. Não, não é falta do que fazer.

    É foda isto, diarinho, eu tenho que manter minha leitura de artigos atualizada, ler sobre coisas da minha área e áreas correlatas, literatura nacional e internacional, jornais para saber o que acontece no mundo, sob os aspectos políticos, econômicos, sociais e o mundo das celebridades; tenho que me preocupar com os radicais-livres, e alimentos saudáveis, e funcionais, e atividade física, e cremes, esfoliantes, adstringentes, e pêlos, e cabelos, e unhas; ligar pra minha mãe, pras minhas tias, minha afilhada, meus primos; tenho que limpar a casa, lavar roupa, cozinhar, fazer supermercado; cuidar das finanças, das contas pra pagar; dos meus amigos, de sair, de beber, de bater papo; ir ao teatro, ao cinema, à praia, shows musicais; ler meus emails, cuidar do orkut, editar fotos, enviar emails, gerenciar o eMule, organizar arquivos, fazer backup, limpar o computador, passar antivírus, formatar o desktop; ler trabalhos de alunos, dar atenção aos meus bolsistas, partcipar de comissões, propor um novo currículo, participar de reuniões, preparar aulas, participar de congressos, ministrar aulas, atender alunos, escrever artigos, pesquisar; arranjar um pai pros meus filhos, dar atenção para ele, D.R.; gerenciar cólica, dor de cabeça, dor de barriga, gripe e resfriado; ver as novidades da Avon, da Brastemp, do Shoptime, da Apple, da Tok Stok, da Livraria Cultura, da Natura, das roupas no shopping; tenho que relaxar, ouvir música, ver o mar, queimar incenso, ter pensamentos positivos... tudo isso com apenas vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, trezentos e sessenta e cinco dias por ano. Só isso. Tudo isso. Ao-mesmo-tempo-agora.

    Como é que a pessoa enquanto ser humano do sexo feminino consegue viver sem uma fluoxetinazinha, diário? Hein? Explicaí!

  • sábado, agosto 25, 2007

    Tudo ao mesmo tempo agora




    Raiva, ódio, fúria, angústia, sono, cansaço, desapontamento...

    E a Telemar não contribui em nada.

    E odeio atendentezinhos corporativos.


    quinta-feira, agosto 23, 2007

    Brindo à casa, brindo à vida...



    Quarta-feira à noite fui pro aeroporto, destino: Recife. O vôo dura 1h10 mas a viagem me toma bem mais horas do que isso. Às 5h da manhã cheguei na capital pernambucana, onde encontrei o Samuel, quem me ajudou na saga pela busca de pouso bom e barato na cidade. Fui em várias pousadas que tinha visto pela internet. Primeiro passamos em Boa Viagem, para ver se o Hotel Saveiro, onde eu havia ficado da outra vez, tinha vaga. Se tudo desse errado, eu voltaria pra lá. Seguimos para Olinda, onde eu queria ficar. Na primeira pousada, fui alertada pelo Samuel quanto ao fator criminalidade, a pousada ficava num local isoladinho e tal. Ok, fomos pro Albergue d'Olinda (associado). Estava lotado. Digo, os quartos individuais estavam lotados e eu não queria ficar nos coletivos. Lá a mocinha me indicou o Hotel d'Olinda, perto da Igreja de São Pedro (na frente). Fui. Ok. Quarto com banheiro. Tá. Sem chuveiro quente. Nem pensar! Daí o menino me indicou ooooutro lugar: Pousada São Pedro. Fomos. Muuuuuuito fofa. Fiquei lá. É muito lindinha a pousada e o staff é fantástico. O pessoal é muito gente boa. São uns amores, os meninos.

    De lá, fomos almoçar. Sim, passou o dia. E depois fomos até o bairro Aflitos, onde eu teria que estar no dia seguinte, para fazer a prova do Toefl. Depois voltamos para Olinda e eu fui dormir. Meu estômago doía. Pedi uma água quente na pousada e fiz chazinho. Tomei. Nem jantei. Na manhã seguinte fui para a prova. Loooonga. São 4h e meia de prova. É super cansativo. Para mim foi difícil manter a concentração. Em alguns momentos eu ficava pensando em outras coisas... mas acho que fui bem. Dá uma raiva quando tem aquela questão que você sabe que respondeu errado, mas não pode voltar pra corrigir a resposta, porque o computador não permite voltar na questão anterior (no internet based, no listening).

    Quando saí da prova, fui no banheiro e tal... ah, sim, não se pode comer ou beber durante a prova. Tem-se 10min de intervalo no meio da prova e daí se pode comer algo, se tiver levado. Então, saí do banheiro e fui pegar o elevador, quando a porta abriu, lá estava o Samuel. Tomamos um café e depois fomos passear no Recife Antigo: marco zero, ruazinhas lindinhas, prédios fabulosos, arquitetura invejável, Shopping Paço da Alfândega, Livraria Cultura... e voltamos pra Olinda. Andamos no centro histórico de Olinda e jantamos num restaurante bem bem bem legal. Estava tri boa a pizza. A sobremesa deixou a desejar, mas a pizza estava ótima.

    No sábado, andei pra lá e pra cá, vi meus emails (e descobri que acabara a greve da UEFS), depois fui almoçar com o Samuel. Comemos no restaurante da primeira pousada de Olinda. A comida era bem meia-boca, pra não dizer ruinzinha, mas tomamos um vinhozinho e passamos a tarde batendo papo no restaurante, que tinha um ambiente agradável. Depois descemos e pegamos minha mala na pousada, comemos uma tapioca no Carmo e de lá fomos pro aeroporto. Siiiim ele me levou no aeroporto. Que fofo!

    Aí me estressei com uma vaquinha da TAM lá, que me fez despachar minha bagagem - que foi como de mão na ida, e só. Logo em seguida fui pro embarque. Tanto na ida quanto na volta não houve atrasos.

    E no domingo, fui no cinema com a Lu e o Cláudio, assistimos Bobby.

    Na segunda fiquei trabalhando em casa, organizando a vida, preparando um novo cronograma pro semestre e em outras correrias. Sim, porque parece que a cada dia que passa mais eu tenho coisas para fazer. E prazos. Um monte deles. Não sei que tanto o mundo adora me dar prazos para fazer as coisinhas. E não sei que tanto eu gosto de correr atrás deles.


    Apenas um charuto





    Na segunda-feira (13) fui com a Lu para Cachoeira, cidade que eu adoro no Recôncavo baiano. Foi uma viagem insólita.

    Íamos na segunda para voltarmos na terça. A idéia era sairmos cedinho na segunda, almoçarmos em Iguape, onde a Lu tem um terreno, seguirmos pra Cachoeira e passarmos o dia de terça lá, mas acabamos saindo tarde de Salvador, não indo no Iguape, parando em Santo Amaro, e saindo super cedo de Cachoeira. Mesmo assim, foi uma ótima viagem.

    Tudo de positivo aconteceu nessa viagem, pois cruzamos com muita gente bacana.

    Na chegada em Cachoeira fomos direto para a casa do Damário, o Pouso da Palavra, mas ele não estava (aliás, ele me ligou ontem, que fofo). De lá, fomos a cata de outro pouso... para passarmos a noite. É foda! Todas as "pousadas" estavam com preços absurdos. E não, não sou pousadinhas, são casas de pessoas, com pouca estrutura, colchões sofríveis. Esse é o lado ruim de Cachoeira. Nessa aventura, acabamos conseguindo um lugar para ficar. A história foi hilária, pergunte-me pessoalmente. Estou com preguiça de escrever.

    Andamos pelas ruazinhas de Cachoeira, vimos a procissão, fomos na ponte que liga a São Félix, voltamos, ceiamos na Irmandade da Boa Morte. Ah, sim, não havia falado do detalhe: era o primeiro dia das festividades da Irmandade da Boa Morte, razão pela qual fomos para a cidade, e para as "pousadas" estarem com preços absurdos (por exemplo, 200 reais por uma noite num quarto com cheiro de mofo, sem banheiro e com colchões com 4 dedos de espessura. Sim, surreal).

    Choveu, tomamos banho de chuva, acabamos com a escova da Luzia. Enchemos a cara de licor. (quem lê até pensa, né? foram só uns licorezinhos, e caipirinhas...) E conversamos muito, muito, com muita gente muito bacana (os muito muitos foram propositais).

    Na terça, visitamos duas charutarias, foi beeeem legal. Comprei charutos e cigarrilhas e agora vou virar uma fumante de charuto e bebedora de conhaque. Vou comprar uma poltrona de pessoas que bebem conhaque e fumam charuto, sentar e filosofar. E ser paga pra isso. É meu sonho de vida atual.

    Bolo e chá





    Outro dia a formiguinha pobre estava em casa. Não tinha pão, não tinha nada. Então abri a geladeira e vi o que era possível fazer. Um bolo! Tá. Que bolo?
    Tinha um pedaço de abacaxi de alguns tempos, restos de farinhas, açúcares... então fiz um bolo integral de abacaxi. E ficou ma-ra-vi-lho-so. Ficou tri bom, tá? Eu juro. Não me pergunte como fiz a iguaria, foi sem receita. Fui misturando as coisas que tinha: ovos, leite, açúcar mascavo, farinha de trigo, farelo de trigo, fermento...

    Fiz no sábado (11), e daí convidei a Luzia pra vir comer bolinho com chá, mas ela fazendo mercado e ficou com preguiça. No domingo, o Daniel foi lá em casa, era dia dos pais, ele tinha ido almoçar com o avô, que mora ali no Campo Grande, então passou lá e comeu bolinho (e me deixou novamente uma pessoa wi-fi). Aí, na finalera (sic) do domingo a Lu ligou e perguntou se ainda tinha bolinho. Comemos e tomamos chazinhos. Depois fomos no cinema, juntamente com o Cláudio.

    Foi uma tarde chuvosa, mas a noite foi bem gostosinha e o filme foi uma viagem. Nem lembro o título. Mas interessante, bem interessante. Alemão, eu acho.

    quarta-feira, agosto 15, 2007

    Pindaíba, será o fim?




    Professor decide pelo fim da greve mas condiciona retorno à sala
    por Assessoria de Comunicação — Última modificação 15/08/2007 08:33

    Reunidos em assembléia, ontem (14), no campus universitário, professores da Universidade Estadual de Feira de Santana decidiram pelo fim da greve iniciada em 28 de maio. O retorno às atividades, porém, está condicionado ao pagamento dos salários. A categoria teve cortados dois meses dos ordenados pelo Governo do Estado. Os docentes buscaram e tiveram decisão favorável da Justiça pelo pagamento, mas ainda não receberam.

    Mesmo com o fim da greve, os docentes afirmam que vão continuar mobilizados pela incorporação da gratificação de 27,2% ao salário-base, revogação da lei 7176/97 e alterações do Estatuto do Magistério.


    sábado, agosto 11, 2007

    Eu te amo!





    Dica para melhor visualização: aperte no play, e logo em seguida no pause (que é o mesmo botãozinho), deixe carregar todo o vídeo (fica uma barrinha vermelha "crescendo", quando terminar é sinal de que o vídeo foi todo carregado). Aí clique no play. Essa é uma forma de assistir videozinhos na internet sem interrupções. Eu agarantio que este videozinho vale a pena...
    ;-)


    quinta-feira, agosto 09, 2007

    Droga!



    Do site da receita:
    Sua declaração está na base de dados da Secretaria da Receita Federal do Brasil.

    Em Brasília - DF 09/08/2007 14:22


    Terceiro lote e nada ainda!


    Do site da Adufs:
    Em assembléia dia 7/08, com 238 presentes, os docentes da UEFS deliberaram pela continuidade da greve por tempo indeterminado. Na avaliação, foi considerado, para esta decisão, o comportamento desrespeitoso do Governo do Estado que desmarcou as três reuniões da Mesa Setorial de Negociação, marcadas para 24 e 31 de julho e também a do dia 6 de agosto, sem, portanto, responder a nehuma das reivindicações dos docentes.
    Reforçou a posição dos professores o fato de que, apesar de ter prometido aumentar as verbas para as Universidades estaduais em 0,3%, o governo apresenta, para 2008, um incremento de apenas 0,14%. Quanto às outras reivindicações - incorporação da gratificação de 27.2% ao salário-base, revogação da lei 7176/97 e as alterações do Estatuto -, o governo, nesses cinco meses de negociação, continua tão somente dizendo que vai atendê-las, mas não apresenta concretamente nada.
    Foi considerado, ainda, que estamos com dois meses de salários cortados, atitude esta do governo que muito revolta os docentes, por considerá-la uma violência contra o nosso direito de greve. A expectativa da categoria é de que o Governador acate imediatamente a decisão judicial favorável ao pagamento dos salários determinada pela Desembargadora Lícia de Castro Carvalho, que concedeu liminar a um mandado de segurança ( nº 34661-8/2007), impetrado pela ADUFS (Associação dos Docentes da UEFS), em parecer exarado em 3 de agosto p.p.
    Em ATO SIMBÓLICO, para manifestarem seu descontentamento e denunciarem à opinião pública o tratamento do governo, para com as Universidades Estaduais e o movimento docente, inclusive tentando confundir o povo baiano, estaremos instalando, em frente à Governadoria, hoje (08/08), às 14 horas, uma "MESA REAL".
    Também foram aprovadas duas MOÇÕES DE REPÚDIO: uma para a Assembléia Legislativa que, apesar de nossa solicitação, não se manifestou no sentido de contribuir para a solução do impasse e a retomada das negociações; e outra para o Governo do estado e a Secretaria de Educação que não cumpriram a promessa de aumentar em 0,3% o orçamento para as quatro UEBA.
    No momento, apenas a UEFS permanece paralisada - com 70 dias em greve, com a próxima assembléia marcada para 14 de agosto vindouro.
    Os professores da UESB resolveram suspender a greve, por causa da grave situação financeira porque passam devido ao corte dos dois meses de salário (junho e julho). Quanto à UNEB e à UESC, mantêem-se mobilizadas e continuam cobrando do governo que apresente respostas à nossa pauta de reivindicações, acima colocada.

    Atenciosamente,

    COMANDO DE GREVE/DIRETORIA DA ADUFS



    E, pra piorar, minhas tranças estão horrendas e a Olívia não tem neeeeeeem uma horinha pra mim.

    quarta-feira, agosto 08, 2007

    Estou no lugar errado!!!




    SHOW
    Sábado, dia 18 de agosto às 19h30
    Músicos:Mônica Salmaso
    Local: Livraria Cultura Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2073 - São Paulo/SP

    * Para este show haverá distribuição de senhas a partir das 17h, no dia 18 de agosto, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional.

    'Noites de gala, samba na rua', segundo CD de Mônica Salmaso, traz apenas músicas de Chico Buarque. O disco é todo gravado ao lado do grupo Pau Brasil, formado por Nelson Ayres (piano), Paulo Bellinati (violão e cavaquinho), Teco Cardoso (sax e flauta), Ricardo Mosca (bateria e percussão) e Rodolfo Stroeter (baixo e produção do álbum). A química entre a voz precisa de Mônica, a sonoridade jazzística do Pau Brasil e as canções de Chico Buarque perpassa quatro décadas de criação do maior compositor brasileiro e resulta num disco instigante, de releituras ágeis que por vezes passam pela desconstrução da própria construção de Chico. Compositor cultuado por Mônica desde o início de sua carreira, Chico Buarque convidou a cantora para participar de seu mais recente CD, 'Carioca', com quem dividiu os vocais em 'Imagina'. A escolha do repertório do novo CD foi feita em conjunto. A intenção era criar um disco em que a voz da cantora e a sonoridade do Pau Brasil estivessem perfeitamente integradas. De uma lista de 60 composições de Chico chegaram a 14, escolhidas conforme os arranjos iam se delineando. E o Chico, gostou? 'Chico recebeu uma cópia do CD ainda antes da mixagem. Ele telefonou pessoalmente pro Rodolfo e pra mim, dizendo que ficou muito emocionado', reverencia Mônica, cabrocha de alta classe em noites de gala e samba na rua.

    PROGRAMA:
    - A volta do malandro (Chico Buarque)
    - Quem te viu, quem te vê (Chico Buarque)
    - Você você (Guinga/Chico Buarque)
    - Ciranda da bailarina (Edu Lobo/Chico Buarque)
    - Construção (Chico Buarque)
    - Olha Maria (Tom Jobim/Vinicius de Moraes/Chico Buarque)
    - Logo eu (Chico Buarque)
    - Morena dos olhos d’água (Chico Buarque)
    - Partido alto (Chico Buarque)


    Sacanagem




    Bem, acordei, fiz meu all branzinho com leite e banana, vim olhar o mundo (iGoogle, bem!) e qual minha surpresa quando vejo a previsão do tempo - que sempre tenho minhas duas cidadezinhas por defeito (acho tão estranho by default na versão portuguesa). Bem, aqui tá um ventinho e está chovendinho, bem fraquinho.

    Será que lá está mesmo 4 graus. Tadinhos...

    segunda-feira, agosto 06, 2007

    Gosto muito de te ver, leãozinho






    E a Receita Federal ainda não liberou minha restituição de imposto de renda.
    E o Jacques Wagner ainda não liberou o pagamento do meu salário.
    A última vez que recebi salário foi em maio.

    Vou iniciar uma campanha de doações na minha conta corrente. Será que cola?

    Bom que consegui produzir no sábado pela manhã, antes de ir pro caruru da Aninha (Claudinha, Dinha, Ana, Ana Cláudia) e no sábado à noite e no domingo e hoje! Ufa!

    Terminei um trabalho e agora tenho que esperar minha orientadora ler, para eu enviar. Espero que ela me responda até amanhã.

    E estudei no domingo também. E tive uma tarde reveladora com o delicioso do Martín.

    Tá, deu. Tô com sono.

    O microondas retrô




    Hoje fiz um arroz doce que ficou uma delícia. Aqui vai a receita

    Ingredientes:
    - 1 xícara (chá) de Arroz
    - 5 xícaras (chá) de Água
    - 1 xícara (chá) de Leite em pó desnatado
    - 1 xícara (chá) de Leite Desnatado
    - Canela em pau
    - Cravo-da-Índia
    - Adoçante em pó
    - Canela-da-China em pó para polvilhar


    Preparação:
    Leve o arroz ao fogo na panela de pressão com a água, os cravos e a canela.
    Tampe a panela e meça 10 minutos de pressão (só conte o tempo depois da panela começar a chiar).
    Enquanto cozinha, bata no liqüidificador o leite desnatado,o leite desnatado em pó, por 3 minutos.
    Após os 10 minutos de pressão,o arroz já deverá estar cozido.
    Junte a mistura de leite e deixe ferver por mais um pouquinho, menos de 5 min.

    Despeje num refratário, polvilhe a canela em pó.

    Se for adoçante culinário, acrescente-o junto com o arroz na panela de pressão, caso contrário, adicine-o ao final.


    E ficou tri bom.

    Estou numa fase que adoro receitas de panela de pressão, e só procuro por receitas que sejam feitas com este mágico utensílio da cozinha moderna (deixa o microondas pra contemporânea). Panela de pressão é o que há! Eu faço a melhor carne de panela do mundo, com a receita que o Samuel me ensinou e agora faço o arroz doce mega delí, que fica pronto em 15 minutos!

    Amei.

    Inevitável




    Acho que eu fui picada pela mosca Tse-tse. Tenho sentido tanto sono, tanto sono. Não consigo me manter acordada por muito tempo. Muito sono mesmo. Das duas uma: ou estou deprimida, ou estou anêmica, ou fui picada pela mosca. Ok, isso são três.


    sexta-feira, agosto 03, 2007

    Labuta




    Estava eu aqui, deitada na cama, trabalhando (peralá: lendo um artigo e respondendo às observações de um árbitro!)... a noite linda (chove, pára, fresco, mas quente), a casa arrumadinha (mas meio sujinha, é verdade)... então pensei "não vou beber, não vou beber, não vou bebeeer... vou beber!"

    Fui na "adega" (agora tenho aquele porta vinhos do MoMA - Modern Museum of Art de NY), peguei um chileninho (aliás, anteontem passei na Perini e o Porquinha - Porca de Murça, portuguesinho - estava em promoção por 16 pilas, não comprei pra não carregar peso, já que estava levando caixinha de leite, que é pesada. Sim, a tia aqui também bebe leitinho, além de álcool. Leite de vaca)... tá, peguei o chileninho, um queijinho (que comprara na Perini, já mal intencionada), e voltei pro meu artiguinho.

    Não sei se fui eu, o vinho, ou o árbitro - que mal conhece o jargão da área, mas que não foi miseravão, como o do guião - só sei que ele/ela (sem querer discutir questão de gênero, é só que não dá pra saber "o que é") fez referência à última linha do primeiro parágrafo da seção 3.2 do artigo, falando de uma frase lá. Olhei todos os parágrafos da seção e não achei tal frase. Nem na seção seguinte, nem na outra.

    E foi só uma taça do chileninho.

    Decidi catar no word o trecho. Viiiiiu, por isso acabei (denovo!) no computador.

    E ai, leitor, já viu texto meu mais cheio de vai e vem?

    Juro que não é efeito do álcool. Talvez do queijo...


    Controle: cuidado!




    Eu estava em casa e procurei o controle remoto da televisão. Já comentei que é raro eu ver televisão em casa? Então... procurava o controle da tv E do DVD. Tinha decidido assistir o filme que começara a ver na noite anterior (ou seja, anteontem, também conhecida como quarta-feira). Aí comecei a revirar os lençóis. Pensei: bem, se eu estender a cama, facilita a tarefa. E pus-me a estender a cama. Então pensei: eu poderia aproveitar e já trocar a roupa de cama. Então tirei tudo da cama. Pensei: já que estou sem nadinha em cima da cama agora, e estou prestes a colocar lençóis limpinhos, bem que eu poderia dar uma varridinha. Só uma varridinha básica, já que o colchão sobressalente ainda não voltou para o seu lugar - embaixo da cama - e continuava recostado numa parede da sala, desde que o Jules estivera aqui, antes da viagem pra Morro.

    Tá.

    Peguei a vassoura láaaaa na área e varri. Já que estava varrendo, acabei indo no banheiro, na sala, varri o tapete da sala (é impressioante a quantidade de pós que abriga um tapete!). Pazinha. Lixo. Falando em lixo... comecei a recolher todos os papéis espalhados pela casa e coisinhas e tal e coloquei no lixo. Aproveitei e desfiz a mala de bordo que veio de Nova Iorque. Então tive que colocar os eletrônicos para funcionar, os telefones para carregar, organizar fios e cabos. Peguei a malinha e coloquei dentro da mala, que estava dentro da malona, e ainda parada num cantinho da sala. E arranjei um cantinho (pouco estratégico, é verdade) no quarto, para a guarda das malas.

    Já que tirei a malinha de cima da cadeira... eu poderia pegar aquela pilha, digo, aquelas pilhas de roupas limpinhas e dobradas, e que não iria organizar no guarda roupa, e colocar nesta outra cadeira. Mas tem é pó nesta mesa, né? (em frente à cadeirona onde estavam as roupas) Então tirei o pó.

    Estendi a cama, lençóis e colchas coloridas, e cheirinhos no colchão e incensos pela casa e aproveitei pra trocar a roupa de banho, toalhinhas limpinhas e amarelinhas. Tapetinho. E na passagem para a área, para colocar a roupa suja no seu lugar devido, eis que me deparo com a pia. Tá, deixa eu dar uma lavadinha nisso. E enchi as garrafas de água (eu não bebo água em copo, normalmente, mas em garrafinhas de água mineral, que tenho espalhadas pela casa e sempre pelas bolsas. Então vou enchendo e bebendo, onde quer que eu esteja, caso contrário, esqueço que água existe).

    E percebi que estava num silêncio... pô, cadê a música? E lembrei que precisava organizar as músicas do desktop no meu super-hiper-ultra hd externo novo. Músicas e vídeos. E liguei o desktop. (Na verdade liguei para imprimir um documento que o Fábio pedira para que eu enviasse via fax para o BB, mas lembrei das músicas mesmo assim.)


    E quando dei por mim, a Maria tinha baixado de vez. A casa não estava exatamente limpa, nem realmente arrumada, mas já dava sinais claros de se tornar um lugar habitável - e até apto a receber visitas! Que, aliás, recebi mais tarde, por acaso. E no final do dia tomei aquele banho fantástico que demora horas, lavei cabelos, e para o corpo: óleo, cremes e afins... e incenso, e luzes apagadas (sim, eu adoro tomar banho no escuro. Luz pra quê? Eu já decorei onde está cada parte do corpo).

    Aí pensei em deitar na cama lindinha e ver o filme, finalmente. Mas recebi visita e resolvemos cair na esbórnia.

    Agora tenho medo de controles remotos.

    Casmurrices




    Odeio o descaso sob o manto da experiência; o discurso da indiferença mascarado de serenidade; o deboche, como cinismo refinado.

    Irrita-me o leviano e o dissimulado.

    Sempre que penso em "dissimulado", penso em Capitolina, Capitu, com seus "olhos de cigana oblíqua e dissimulada".

    Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve.
    A eternidade tem as suas pêndulas; nem por não acabar nunca deixa de querer saber a duração das felicidades e dos suplícios. Há de dobrar o gozo aos bem-aventurados do céu conhecer a soma dos tormentos que já terão padecido no inferno os seus inimigos; assim também a quantidade das delícias que terão gozado no céu os seus desafetos aumentará as dores aos condenados do inferno.

    Machado de Assis


    quinta-feira, agosto 02, 2007

    Eu te considero pra caramba...





    E eu já disse que adoro o Pós-Tudo e o França, e o Rio Vermelho?

    E ó!





    Eu juro que não bebo mais roska + alexander + dama da noite +...! Nunca mais nas noites de quinta-feira de agosto. Nunquinha!

    E tenho dito.

    Provocação do dia




    Ainda profundamente abalado pelo acidente da última 3a feira com o aviao da TAM em Congonhas, eu gostaria de fazer a você, leitor do Blue Bus, algumas perguntas, por favor veja o paragrafo seguinte. 20/07 Blue Bus

    Você compraria um tênis se soubesse que ele foi fabricado por crianças? Você abasteceria seu carro em um posto de gasolina se soubesse que aquela marca provocou um enorme desastre ecológico? Você deixaria seu dinheiro em um banco se soubesse que ele subornou políticos? Você tomaria um leite se soubesse que o fabricante cometeu uma série de irregularidades financeiras? Você usaria uma operadora de telefonia se soubesse que ela grampeou altas autoridades do governo? Você votaria em um deputado se soubesse que ele responde na Justiça por crimes comuns? 20/07 Blue Bus

    Você leria um jornal se soubesse que ele nao cumpre seus deveres trabalhistas? Você compraria um produto qualquer se soubesse que ele foi roubado do caminhao de entregas do fabricante? Você contrataria uma agência de publicidade se soubesse que ela alimentou o caixa 2 de uma campanha política? Você frequentaria uma boate se soubesse que ela serve bebidas alcoólicas a menores que depois voltarao para casa dirigindo? Você compraria um produto de uma loja se soubesse que ela sonega impostos? Você voaria por uma companhia aérea se soubesse que ela compromete a segurança dos seus clientes em favor da lucratividade? 20/07 Blue Bus

    Se você respondeu sim a algumas dessas questoes, assim como eu, você também é culpado pela tragédia do vôo JJ 3054. A omissao dos cidadaos responsáveis tem influência direta na açao dos irresponsáveis. Daqui a pouco vamos fingir que esquecemos tudo o que aconteceu. E voltaremos a fazer negócios com essa gente, apesar de saber tudo o que sabemos. Todas do Marinho no Blue Bus, escolha entre as opçoes disponiveis aqui. 20/07 Blue Bus

    O Marinho escreve no Blue Bus as 2as, 4as e 6as. Blog com bastidores.

    Daqui.


    Texto do dia





    A 'imprença' que sabe de tudo sem ser especialista em nada | leitor 15:30 Escreve - "Quando o Tancredo adoeceu todo o país virou médico, com especializaçao em gastro e infectologia. Caiu o Fokker 100 da TAM no Jabaquara e aprenderam a palavra reverse, aí todo mundo virou investigador de acidentes aereos. Houve o acidente com o Boeing da Gol e eles ficaram entendidos em transponder. Depois teve o acidente nas obras do Metrô, aí revelaram que também sao peritos em engenharia. Agora complicou. Com o Airbus da TAM descobriram o que é groove - que eles 'gerundiaram' e chamam de grooving - e aperfeiçoaram os profundos conhecimentos que já tinham sobre reverse e até já sabem o que sao as manetes". 02/08 Edmur Celice

    "Eu nao sei o que é mais patético, se a tal da 'imprença' que se acha entendida em tudo sem ser especialista em nada, políticos que se reúnem em sessao para 'analisar' uma transcriçao parcial dos diálogos gravados no CVR da aeronave acidentada, um Governo que quebra um acordo internacional de sigilo e privacidade ao permitir que esses diálogos, mesmo que parciais, fossem divulgados, ou o povo mesmo, que embarca nessa canoa e participa ativamente desse besteirol todo". 02/08 Edmur Celice

    "Faz falta nesse país o Adoniran Barbosa, que na sua simplicidade definia isso tudo em versos como este do seu consagrado 'Torresmo à Milanesa'...". 02/08 Edmur Celice

    'Vamos almoçar
    Sentados na calçada
    Conversar sobre isso e aquilo
    Coisas que nóis nao entende nada
    Depois, puxá uma páia
    Andar um pouco
    Pra fazer a digestao'

    Daqui.

    terça-feira, julho 31, 2007

    Gangorra do universo





    Meu serzinho (sic) está sob grande tensão emocional, são altos e baixos constantes, notícias boas e ruins a todo o instante.

    A viagem à América do Norte terminou, em compensação voltei pra minha casinha e revi amigos.

    Já cheguei indo para o trabalho no dia seguinte, com prazo para assinar uns papéis vencendo, em compensação a universidade continua em greve e nada de eu ver meu rico salário. A última vez que vi um tostão fruto do meu trabalho foi em maio. Salve Jacques Wagner (PT/BA).

    Revi a Luzia, fui na Dinha, em compensação tive uma cólica filha da puta.

    Estou sem grana e estressada com um milhão de trabalho pra fazer e prazos pra cumprir, em compensação tive uma oferta irresável: passar uns dias em Morro de São Paulo. Eu fui, semana passada, voltei no domingo. Foi ótimo! Descobri outros lados mais do que interessantes da Ilha de Tinharé. Ampliei minha admiração pelo local e minha revolta com a ocupação turística (e favelização dos moradores). Fiquei (mais) preta, preta, pretinha, torradinha de sol. Ri muito e me diverti muitíssimo. E relaxei.

    Voltei de Morro de São Paulo, em compensação cheguei em casa e recebi correspondências maravilhosas, que me colocaram mais desafios à frente e mais prazos na vida.

    Fui trabalhar hoje, em compensação recebi em Feira uma outra correspondência que me fez ganhar o dia!

    A máquina fotográfica que comprei em Nova Iorque deu problema e tive que reenviá-la pros Estados Unidos, tendo que arcar com todas as despesas de transporte, e correndo o risco da Receita Federal me cobrar (indevidamente!) impostos, em compensação tirei fotos de momentos impagáveis com máquina que comprei para minha mommy, e que levei para Morro.

    Tenho muito, muito, muitíssimo trabalhos para serem feitos e prazos exíguos, acho que vou surtar, em compensação estou na minha casinha, tranquilinha, e ainda as aulas não recomeçaram e vou poder me dedicar para cumprir meus prazinhos todos.

    Estou muito chateada, decepcionada com um amigo meu, em compensação ontem conversei um montão com meus amigos fofos Martín, Charles e Walter, que sempre me fazem bem.

    Tive tentativas frustradas de ir ao cinema no domingo, na segunda, na terça, em compensação...

    segunda-feira, julho 23, 2007

    Violência urbana







    Na semana antes de eu viajar para a América do Norte, entrei para as estatísticas de violência no Brasil.

    Era minha semana teatral, lembra? Pois, no domingo fui ao teatro com a Ana Paulo, assistimos Édusek. Foi bacaninha e conheci o Teatro da Gamboa. Pequeniniiiinho, adorei o teatro. Adoro teatro pequeno, e adoro teatro imponente, a la São Pedro. Hoje ainda conversava com o Francisco, sobre o teatro Renascença (Poa), que eu gosto bastante.

    Então, saímos da Gamboa e a Ana tentou me convencer a comer uma pizza no Bêco de Rosália. Eu disse que queria dormir cedo e seria sem esticadinhas. Ia pegar meu ônibus e seguir pra casa. Ela resolveu ir comigo até a parada. Quando estávamos na frente do Palácio da Aclamação - onde esta semana foi velado o ACM (ele mórreu, ele mórreu!) -, um casal surgiu do nada, pareciam indigentes, estavam maltrapilhos, vinham abraçados de maneira estranha, nós hesitamos, a cena era esquisita e então eles vieram para cima de nós, cada um com uma faca. A mulher foi pra cima da Ana, o cara veio pra cima de mim. Foi rápido e foi uma eternidade. Foi um susto enorme. Inusitado. A sensação que eu tinha era a de que faria xixi nas calças. Juro. Aí passou e fiquei pensando, o que eu tenho na bolsa... estava com uma bolsa enorme, que comprara no Maranhão. Então me dei conta que não havia trocado o conteúdo da bolsa desde que havia saído à tarde, ou seja, estava com cartão de crédito, CNH... e viajaria em menos de uma semana. Puta que pariu, eu não podia deixar o cara levar a bolsa inteira. Tá. Abri a bolsa e comecei a tirar as coisas para dar a ele. O que sai primeiro? Uma garrafa de água mineral. Eu e minhas garrafinhas. Depois, meu casaco. Sempre é frio em teatro, cinema e afins aqui, por causa do forte ar-condicionado. Neste meio tempo, a mulher estava lá com a Ana e puxou a bolsa dela, enquanto ela tentava tirar a bolsa para entregar à ladra, o que acabou machucando uma parte do rosto da Aninha, com a alça da bolsa. Então a mulher pegou a bolsa e saiu correndo. O cara começou a gritar "o celular, o celular"! Eu catei o celular na bolsa e entreguei pra ele. E ele atravessou a rua correndo.

    Era por volta de 20h, eu acho. Já não lembro. Sei que tinha movimento na rua. Foi um puta azar nosso, uma puta sorte deles. Naquele exato momento nós passávamos por ali e a sinaleira estava fechada - pois se estivesse aberta eles não teriam conseguido atravessar para o lado de cá, nem para o lado de lá. Havia fluxo de carros.

    Nenhum dos várias policiais e viaturas que velavam ACM no sábado estava por perto.

    Da Ana, levaram tudo: dinheiro, documento, cartão, chave de casa. No dia seguinte eu providenciei cópia da chave aqui de casa, e entreguei para um amigo. Se tivesse levado minha chave, eu estava fodida. Sem celular, sem chave, sem dinheiro, sem cartão de banco - ou seja, sem ter como sacar. E minha conta é em Porto Alegre.

    A Ana estava de mudança para Poa naquela semana, foi um baita contratempo.

    Foi nossa primeira vez. Meu primeiro assalto. Primeiro assalto da Ana. Cúmplices das estatísticas modernas.

    domingo, julho 22, 2007

    Abobados da máquina digital



    Ontem estava deitada vendo filminho e o celular tocou, era a Ana Cláudia, dizendo que o amigo dela desistira do show do Jorge Vercilo, então teria um convite pra mim. Eu fui. Vi mais um pouquinho do filme, tomei banho e fui pro TCA.

    Realmente, ele é meio chatinho. Eu até dei umas dormidas durante o show. Mas foi legal. E saímos antes do show terminar, mas eu juro que foi legal.

    Espero que chegue o dia em que proíbam - e façam valer a proibição de forma enérgica - o uso de máquinas fotográficas digitais em salas de espetáculo. É um inferno, pior do que celular. Aqueles flashes intermináveis. Gente mal educada e sem noção.

    A Petrobras precisa trabalhar mais arduamente para "formação de platéias".

    Depois fomos para o Pós-Tudo. Gostei bastante dos amigos da Aninha, muito legais. E tomei umas roskas fantáaaaaaaaaasticas, muito bem preparadas. Kiwi. Kiwi com uma rodela de limão - dica do Washington, que adotei (a dica).

    sexta-feira, julho 20, 2007

    Próximos capítulos





    lembra?
    http://katemari.blogspot.com/2007/05/tava-demorando.html

    Então, lá em Montreal eu cumpri o prazo, dia 30. Sim, em meio ao Festival de Jazz eu terminei de enviar um trabalho.

    E quando estava em NYC recebi um email dizendo que meu trabalho foi aceito para comunicação oral!

    \o/


    Onde?

    Aguarde as cenas dos próximos capítulos...

    quinta-feira, julho 19, 2007

    segunda-feira, julho 16, 2007

    Adeus cafeteira nova!




    Cuidado com as paixões sem controle!
    16/07 (hoje) às 2h45 a 07/08 às 8h50
    Marte em oposição à Vênus natal

    Os dias que vão de 16/07 (hoje) às 2h45 até 07/08 às 8h50 podem reservar alguns conflitos de relacionamento para você, Katemari. Não chegam a ser conflitos graves, e eu costumo inclusive dizer que os choques e atritos são essenciais para o desenvolvimento de qualquer relação. A questão envolve um choque de quereres e de prioridades, com uma tendência à desarmonia entre o que as partes envolvidas desejam. Na verdade, caberá a você levantar a primeira bandeira branca e fazer algumas concessões, com o fito de preservar a harmonia do relacionamento, mas isso não significa, em absoluto, que você precise se submeter completamente à vontade alheia! Na verdade, quando fazemos nossa parte, abrindo mão de algumas coisas, a tendência natural é que o outro também reconheça a necessidade de fazer concessões.

    Uma coisa muito comum neste período é a famosa "troca de acusações", quando um fica jogando coisas na cara do outro. E mesmo que você não esteja se envolvendo afetivamente com alguém neste momento, este trânsito pode ser vivido com as pessoas que você mais ama, ainda que sem nenhum teor sexual.

    O mais comum, quando se está namorando ou mantendo relações sexuais com alguém, é um desacordo de tesões: uma pessoa está a fim, a outra está indisposta. Para quem está envolvido em algum relacionamento, meu conselho para esta fase é: existem outras coisas pra se fazer, que não necessariamente sexo. Que tal investir, neste momento, no aspecto mais amigável do relacionamento? Pra que forçar a barra? E mais: se alguém está temporariamente indisposto, isso não significa falta de amor. Às vezes uma dor de cabeça não passa de uma dor de cabeça.

    Algo que também ocorre muito neste ciclo, Katemari, envolve uma tendência a paixões súbitas, mas em geral tolas e totalmente baseadas em atração física. Caso você venha a se apaixonar por alguém neste período, convém ter prudência. Será que é paixão mesmo, ou simplesmente o clima certo associado a uma necessidade física? Em geral, "grandes amores" iniciados neste período tendem a arrefecer tão logo o ciclo passa. Aproveite o momento, portanto, sem necessariamente fomentar falsas expectativas. E não deixe de usar camisinha! Tendemos a cometer atos luxuriosos em excesso neste ciclo Marte-Vênus, e muitas vezes não nos damos conta do que estamos fazendo, pois o desejo fala mais alto...

    Outro ponto importante a se considerar: se um objeto lhe parece incrivelmente atraente na vitrine, que tal esperar este ciclo passar para comprar a coisa? Não é que você não possa comprar, mas estou certo que você fará uma compra melhor se esperar este ciclo passar. A tendência é a de você comprar algo por um preço maior do que o real, ou de comprar gato por lebre. Controle seus impulsos desejosos, que estão fortes demais neste período.

    Ou seja, de 16/07 (hoje) às 2h45 a 07/08 às 8h50 eu não poderei comprar minha cafeteira expresso novinha em promoção no shoptime! Alguém quer me dar de presente?.

    domingo, julho 15, 2007

    Para Martín





    NY - day 5 - wednesday


    A chantale foi trabalhar e eu fiquei em casa, organizando um pouco da mala, as compras, a mala nova. Minha mala nova é lindona e meu elefante coube direitinho! E então saí a passear pelo Brooklyn. Tem um café aqui perto da casa da Chantale que é uma gracinha. Não me importaria de tomar café da manhã ali todos os dias. Digo, assim, enquanto visitante, porque se eu morasse aqui eu preferiria tomar café da manhã na minha casa, claro.
    Segui andando pela Fulton St, atrás de fibras para a Olívia. Mais para ela do que para mim, pois estou satisfeita com as que ela tem em Salvador... entrei em váaaaarias lojinhas, na maioria o pessoal foi bem pouco simpático. Não sei porque gente que trabalha em salão (de beleza) tem esta coisa de antipatia, de olhar de cima a baixo, de fazer ar de desdém, de trocar olhares cúmplices com os presentes no salão e fazer aquela cara de quem vai ficar fazendo comentários assim que a pessoa sair. A diferença daqui pro Brasil é que uns comentários elas até fazem na tua frente, falando em outra língua - na maioria das vezes, francês. Êta, povinho!

    Andar pelas ruas do Brooklyn é interessante, tem várias áreas diferentes mas, basicamente, só vi negros por aqui. Tem um ou outro não negro. Claro, pelas áreas do Brooklyn onde andei, né, é enorme isso aqui.

    Peguei o metrô, troquei por outro trem e desci na estação do Jardim Botânico, o famoso. Caminhando vi o imponente prédio do Museu de Arte do Brooklyn, entrei. O valor sugerido do ingresso era 4 dólares, paguei 2. O Metropolitan pediu 20 eu dei 1, aquele foi mais modesto, e eu mais caridosa. Comprei uma gravura de Van Gogh (em promoção, claaaaaaaro) e fui direto para o andar onde havia uma exposição feminista. Vi tudo do andar, que incluía uma mostra de design e porcelana feita por mulheres.

    Saí do museu e fui no Jardim Botânico. 4 contos pra entrar. Thank but, no thanks. Ah, pára. Se eu fosse bióloga, pagaria.

    Peguei o metrô e fui pra 34th. Macy´s, B&H... e quando saí: chuva. Então fui para a parada de ônibus e esperei. Esperei. Esperei. O busum veio. Sentei. Eu estava na 9th av e queria ir pra 5th, o que faria andando, não fosse pela chuva. Ah, sim, a B&H é um sonho. Um espetáculo de lugar. Recomendo, recomendo, recomendo. Vá com dinheiro! E com tempo. E tem vendedores bem bem legais. E tem os judeus, aos montes. Montes MESMO. Será que eles dizem 'bem, se você é judeu, não pode ser fofo pra trabalhar aqui'. Será? Neeeh, estou sendo má, agora lembrei, tinham uns bem legais também. Tá, entrei no busum, que andou uns metros e parou. O motora ligou e desligou a parafernália, e nada. Liga, desliga. Liga, desliga. Nadinha. Daí ele disse que o ônibus estava muito pesado e disse para algumas pessoas descerem. Nada. Ele disse que se ninguém descesse nós ficaríamos parados. Aí umas 3 mulheres desceram. Ele ligou o busum e funcionou! As mulheres subiram de volta, e mais uma... hmmm... peso pesado, eu diria. Tá. E o ônibus seguiu funcionando. Vai entender!

    Desci na 5th av abaixo de muita água. Fui até o escritório da Chantale e ficamos lá até a hora dela se liberar. Então caminhamos até o metrô, pegamos um trem até a 8th av com a 14th e encontamos um amigo dela, com quem jantarímos. Ele estava de carro e fomos jantar no East Greenwich Village. Acho que era este o nome do bairro. O lugar é bem bem bem bacanex, vários bares, restaurantes, gente bonita, casinhas legais. Comemos num restaurante espanhol. Eu pedi uma mariscada, para ver o que havia de similar nesse prato com o homônimo baiano. Quando saímos do restaurante a chuva havia passado, por sorte, e ficamos caminhando pelo bairro. Foi bacana, fora o fato de eu estar carregada de sacolas. Bah, inacreditável, eu virei a consumista mor em NYC. Inevitável, até, eu diria. Depois o amigo da Chantale nos deixou em casa, eu estava podre de cansada, mas ainda fui arrumar algumas coisas nas malas.




    NY - day 6 - thursday


    Quinta-feira, praticamente o último dia na cidade. Último dia porque era o último dia para vagar pelas ruas, dobrar em qualquer esquina, descobrir prédios, praças, ruas e avenidas. Último dia para estudar a malha do metrô, tentando encontrar as melhores opções para chegar em qualquer ponto da cidade. Adoro! É como montar quebra-cabeças, por um lado, e conhecer mais e mais a cidade, por outro. Estava disposta a ir no MoMA. Fui. Desci na estação do Rockefeller, como da outra vez, mas desta vez saí por algum outro lugar, por dentro do prédio, passei por uma lojinha, fiquei babando por umas camisetinhas do Monk e do Seinfeld e canequinhas e outras coisas de seriados, mas tudo caro. Saí da lojinha e dei de cara com a Rockefeller Plaza e uma feirinha cheia de produtos orgânicos e tal. E uma distribuição de sucos e de snack de raspberry. Eles eram os patrocinadores da feirinha. Tinha legumes, frutas, bolos, tortinhas. Sabe aquelas tortinhas de maçã dos filmes? Pois, mas versão orgânica, ou seja, versão natureba. Mas tão engordante quanto, claro.

    Ok, MoMA, MoMA... concentre-se, Katemari.

    Consegui me desvencilhar da feirinha com três sucos na mochila e uma fatia de bolo, um pacote de cookies e duas tortinhas pequenininhas.

    Mas acabei caindo dentro de uma loja. Até peguei um negócio mas... MoMA, MoMA... larguei, saí da loja e segui rumo ao museu. Senti uma dor no meu pé direito. Aliás, estava usando novamente um dos meus calçados novos, o tênis. Engraçado porque o pé esquerdo estava extremamente confortável, enquanto o direito doía. Concluí que o problema poderia ser a ausência de uma meia entre meus pezinhos (inhos por força de expressão, né?) e o tênis. Vi uma H&M na minha frente (tipo uma Renner melhorada), entrei. Encontrei as meias perfeitas para a situação. E ficaram fofas, comprei dois pacotinhos, com dois pares cada, 3.90 cada pacote. Vesti e sai feliz da vida.

    Sim, rumo ao MoMA.

    Cheguei no museu, feliz, contente e saltitante, fui para a fila. 20 contos, 10 (ou treze?) para estudantes. Neeeeeeeim fudeeeiiindo. Mas ok, já 'tô ligada' no lance do preço ser sugerido.

    - No, here its a fixed price.

    PQP.

    Ok, tem algum dia de graça?

    - Fridays.

    - So, I see you tomorrow.

    Meio puta, fui para o outro lado da rua, na lojinha de design do MoMA e comprei mais um rackzinho para vinho - tinha ganhado um da Naiara. E comprei uns porta copos que eu tinha gostado no outro dia, mas não comprei pra não ficar carregando coisas e, qual minha surpresa quando vejo que eles entraram numa summer sale! Perfect!!! Paguei metade do preço.

    De lá, segui para a 42nd St, atrás das extensões para a Olívia. A tiazinha do outro dia tinha me dito que lá era o lugar. Então eu fui, né. Resumo da ópera: não encontrei lojinha alguma mas descobri prédios novos, ruazinhas... perguntei prumas mulheres sobre as lojinhas e elas disseram desconhecer, naquela região, tais estabelecimentos, contudo, indicaram-me a 125th st. Peguei o metrô e subi. Achei as lojinhas e me vi no Harlem. Mais um cantinho de NYC... assim que enjoei de 'conhecer' o Harlem (ou ficar com medo) entrei numa lojinha - o que demorou apenas umas duas quadras de "reconhecimento de área". O vendedor foi legalzinho e comprei tudo lá. Saí com um sacolão.

    Metrô. Desci para a B&H, pegar uma lente pro Francisco, acabei pegando mais umas coisinhas pra mim. Os judeus levaram tudo o que eu tinha. Depois dei uma última passada na Macy´s, peguei o presente da Ingrid, a encomenda do Jules, e um mim... pra mim!

    Eu raramente compro presente para as pessoas nas minhas viagens (e por isso consigo viajar, eu acho), mas desta vez comprei algumas lembrancinhas... espírito Tio Sam é foda.

    Pra ir da B&H pra Macy´s peguei o busum denovo, mas desta vez ele não pifou. E demorou um tempão pra aparecer, como da outra vez.

    Fui pro escritório da Chantale, mas ela ainda estava em ritmo acelerado de trabalho. Larguei minhas coisas e desci a quinta avenida, fui numa lojinha para gente de dimensões avantajadas. Queria achar algo pra mommy, mas é difícil saber o número. Quase comprei um sutiã tri pra mim, mas só tinha grande demais, os números menores já tinham acabado, em função de uma boa promoção em que eles estavam. Passei num cyber cafe, vi uns emails. Preenchi uns postais (catei cep no site dos correios, endereço no site da listel...).

    Aleeeaaaasss, ia esquecendo. Lá na 42nd entrei numa agência dos correios e estava numa fila lerda, daí uma senhorinha lá perguntou se alguém queria usar a maquinhinha, falou, falou, falou, muita informação. Daí perguntou se alguém tinha interesse. Eu disse que sim. Eu e uma outra mocinha. Então fomos, as duas, pra maquininha. Resumindo, comprei os selos na maquininha, paguei com cartão (o tal do Banco Rendimento, aliás, o cartão pré-carregad) e foi rapidinho. E quando terminei, o cara que estava na minha frente na fila, continuava na fila. Adoro tecnolochias.

    Como acabei preenchendo mais postais no cyber cafe, resolvi comprar mais selos. Fui na loja dos correios do Empire State Building (que é quase na frente do escritório da Chantale). Fiquei séculos na fila e nada. Desisti. Voltei pro escritório, ainda ficamos um tempo lá. Tadinha, ela está toda estressada com uma conferência que ocorrerá na segunda-feira, idéia de última hora da chefe dela, e está cheia de trabalho, principalmente por causa duma funcionária lá que deveria fazer as coisas e não faz, daí a Chantale acaba fazendo o trabalho dela, mais o da outra, porque é o dela que está na reta, ela que é a coordenadora do programa.

    Fomos pra casa e ela cozinhou nhoque, que misturamos com os restinhos da janta da noite anterior. Sim, agora, toda vez que eu pedir em restaurantes para guardarem o que sobrar pra eu levar pra casa - como eu normalmente já faço, e quem está comigo sempre acha de última - eu vou dizer que em NOVA IOOOORQUE todo mundo faz isso. Em todos os restaurantes em que fomos, vi gente levando sacolinhas. E os restaurantes são acostumados e têm embalagenzinhas decentes e tal. Nem fazem cara feia, como em Salvador, às vezes.




    NY - day 7 - friday


    Hoje é sexta-feira, e considerei ontem meu último dia na Big Apple. Hoje minha anfitriã tem o dia de folga, e várias coisas planejadas para fazermos, mas duvido que consigamos fazer a metade sequer: ir no MoMa, ir na loja Target, ir restaurante indiano (era ontem) ou haitiano, ir no passeio de barco para ver a estátua da liberdade, ir nas livrarias. Portanto, tentei fazer o máximo possivel até ontem. E não consegui fazer muitas outras, como ir na Estação Central, andar na Times Square, no Bronx e no Queens.

    Saímos de casa e fomos rumo ao MoMA. Sexta-feira, entrada free, esse era o dia. Acho que minha logística para chegar ao museu era mais eficiente, pois do jeito que eu sei chegar lá, é bem mais rápido e se caminha menos do que do jeito que fomos, todavia... acabamos andando pelas ruas da Times Square!!! Foi tri. É uma baguncinha, um monte de letreiros, os teatros, a Broadway no trecho pelo qual é famosa, emocionante. Eu fiquei emocionada. Certamente a Chantale nem se dá conta destas pequenas coisas da cidade. Para ela, era só andar para chegar ao MoMA, onde eu queria tanto ir. Pra mim, eram mais caminhos desvendados, mais resgate das coisas que vejo na tv, no cinema.

    Chegamos no MoMA. Fila. Ué, fila? Pra que fila se é de graça? Bem, sei lá, né, vai ver eles fazem controle. Perguntamos pruma senhora, funcionária do museu, que estava avisando na fila que eu teria a mochila revistada, o porquê da fila. Aí ela disse que free era só depois das 16h!!! Absurdo, fala sério. Peguei nojo do tal do MoMA. MoMA de cu é rola! E não quero mais ouvir falar desse museu.

    Então vamos comer.

    Fomos para a Angelica's Kitchen, um restaurante bem bacana, natureba. Comemos bem. Fiquei estourando. E pedimos apenas um prato, pras duas. Taí uma coisa que gostei em NYC: os pratos são todos bem servidos. BEM servidos. Depois fomos nas livrarias. Uma livraria muito muito muito bacana, que não lembro o nome. Pra se perder lá. Não encontramos os livros pro Toefl. É que a Chantale, desde que nos conhecemos, disse que o dia que eu fizesse o toefl ela pagaria pra mim, o teste e os livros. Então ela queria me comprar livros pro toefl. Acabamos comprando outras coisas. Comprei, digo, eu escolhi, ela me deu, o livro Venus in Furs and selected letters of Leopold Von Sacher-Masoch. Sim, sim, att para o sobrenome do cara. É daí que vem o termo masoquismo. Estou louca para ler. Então passamos na Barnes & não sei quem, pegamos um livro pro Toefl. Seguimos pro Brooklyn, pra Target. Ao lado da Target fica um shopping, entramos lá. Perdiçãaaaaaaaaaaao. Lá se foram mais dólares. E de lá saiu uma pessoa feliz. Fábio Freitas, aguarde pelos meu novos cafés! Target. Circuit City. Comprei meu sonhado telefone, já que meus telefones lá de casa não funcionam e uma webcam. Espero que funcionem. Entramos numa outra loja, material de escritório, pois a Chantale teria que fazer os 140 crachás da conferência de 2a feira, no findi, já que a funcionária que deveria fazê-los, não os fez. Foda, né? Tá, quando estávamos na fila do caixa, ela recebeu uma ligação, do Haiti. A tia dela, irmã da mãe dela, última pessoa viva da família da mãe, havia falecido. Foi foda. De lá pegamos um táxi, ainda meio em choque, direto pra UPS, lá no cu do mundo, pegar uma encomenda, que era um pente de memória pro Joseph, um amigo da Chantale que mora em Salvador.

    Depois um amigo da Chantale - o mesmo que me buscou no aeroporto - pegou a gente lá no cu do mundo e fomos jantar. Outro amigo juntou-se à nós. Bem, bacana o restaurante, peruvian restaurant. Sim, do Peru. Comi um sanduíche com chimichurri, porque adoro chimichurri. Mas das duas uma, ou o chimichurri do Peru é diferente, ou eles acharam que eu não sabia o que era e colocaram qualquer outra coisa lá dentro. Estava bom, mas não senti o chimichurri. Sobrou metade do sanduba. Tentei tomar um Manhatan, mas não tinha. Terei que voltar a NYC...


    NY - day 8 - saturday, bye, bye!!!


    Quando acordei a Chantale já estava lá encima no escritório, trabalhando. Que semana pra ela, hein? Fomos tomar café da manhã, o brunch, na real num lugar nas proximidades da casa dela. Estava fechado. Acabamos indo num outro bem pertinho de casa, e antes passamos numa amiga dela que foi conosco. O café demorou séculos pra sair. Um amigo da Chantale, que ia me levar ao aeroporto, chegou e nós ainda estávamos no café. Saímos de lá, fomos pra casa, últimos arranjos das malas. Fechei tudo, botei os tênis... colocamos as coisas no carro. Aeroporto internacional JFK. E o frio na barriga. Sim, toda vez que vou fazer check-in é assim, eu sempre fico achando que vai dar alguma coisa errada. Principalmente quando tenho infinitas bagagens. Fomos pesar as malas na esteira da American. Limite 70 libras. 68.5lb uma mala. 50 e tantos a outra. A de bordo? Limite 25. Quanto a minha está pesando? 24.5 Fala sério, meus movimentos são friamente calculados.

    Despedidas.

    O vôo atrasou. Decolamos com 1h de atraso, ou pouco mais. Cheguei no MIA (Miami International Airport) tranquila. Apesar de ter dado uma pane no sistema de aterrisagem da aeronave, e do piloto fazer questão de avisar pra galera. ahahahah Quando aterrisamos teve gente que bateu palmas e tal. Palmas meu c%$#@&* e ai do piloto que me matasse no meio do caminho, ou danificasse minhas comprinhas.

    Depois de quase um mês perambulando em terras canadenses e estadunidenses e aeroportos... acho que estou no maior aeroporto de todos, o MIA é gigante. E imagino que o vôo será um inferno, a contar pela sala de embarque. Nunca vi tanto adolescente na minha vida. Isso me lembra porque eu não trabalho com Ensino Médio. Imagina ter uma turma desse tipo particular de adolescente... que deve ter ido passear na (argh) Disney. Um bando de menina branquinha (latina, na real) de rabo de cavalo, voz estridente, moletom da GAP ou Hard Rock Cafe, macaquinho da Kipling, bichinho de pelúcia, iPod e máquina digital. Isso aqui parece uma churrascaria, em dia das mães.

    Falando em churrascaria, acabei de comer o sanduíche de carne. É, o do chimichurri de ontem. No vôo do JFK pro MIA tinha uma mãe com um bebezinho no colo ao meu lado. Bebê bem bebê mesmo. Ele dormiu quase a viagem inteira. Só deu uma choradinha, um choramingo, num trecho da viagem. Nada que incomodasse meu sono. Ao contrário dessa pirralhada que será no MIA - GRU. Ai, meu sais.

    Pelo menos ficarei na janela.

    Sim, deixa eu contar a história da janela...

    Chego eu, saltitante, serelepe no MIA, procuro o meu portão de embarque e tento trocar meu assento para janela. Gate 11. Na gate 9 tinha um vôo para São Paulo que sairia em breve e na 11 faltava uma última passageira para Buenos Aires. O cara achou que fosse eu. Depois ele achou que meu negócio era na 9. Aí ele viu que meu vôo era bem mais tarde... tipo, mooooito mais tarde, às 23h30. Daí ele, depois que a mocinha de BsAs chegou esbaforida, foi ver minha alteração de assento. O sobrenome dele, o mesmo que o meu. Aí tá, começamos a conversar, ele disse que éramos primos. Perguntou se eu era brasileira (ele com meu passaporte). Tá, papo vai, papo vem. Tudo bem bacana... se diz cousin em pt e em espanhol da mesma forma, arranhei um espanhol... bla bla bla... daí ele perguntou se eu tinha filhos, eu disse que não...

    - pero tienes un hombre, cierto?

    Epa!

    - hein?

    Fiz ar de desentendida, tentei mudar o assunto... ele retomou a pergunta.

    Eu disse que tinha namorado. E o Emilio Rosa sossegou.

    Ah, se ele soubesse...




    De volta ao Brasil

    Buenas, cá estou, em terras tupiniquins. Em céus tupiniquins, na verdade. Estou num vôo da TAM, rumo a Salvador. Por fim, o vôo com a galera da Tia Iara nem foi terrível. Dormi horrores, comi aquela comidinha meia boca (ah, que delícia a comida - cachorro quente a la EUA, na real - da TAM). Fui na janela, ao lado de um senhorzinho que ficava fazendo palavras cruzadas. Assisti dois episódios de Without a Trace, depois da janta, e então fui pros braços de Morpheu, considerando o (des)conforto da aeronave. Não foi tão ruim. Não era Executiva, nem 1a classe, mas era 3 poltronas depois da executiva. Olhar aquelas cadeiras grandes, aquele vinho pra lá e pra cá... era praticamente como estar na executiva. Praticamente.

    Cheguei em Guarulhos e fui no Duty Free pegar as encomendas do Alexandre. Uma caixa. Acabei pegando uma Absolut Vanilla (16 USD) pra mim. Nem passeei pelo Duty free, apinhado de brasileiro gritão (por que esse povo tem mania de falar alto e fazer estardalhaço, hein?). Então segui com meu milhão de bagagens, entrei na fila do nada a declarar. E fui, apertaaaaando. Quem tem, tem medo, né?

    Ok, tranquilex. Uh.

    Agora o check-in. Sei lá, eu com mil bagagens (um milhão... mil... quase a mesma coisa, só uma ordem de grandeza de diferença). A menina da TAM foi uma graça, tranquilinha, simpática. Ainda abri minha mala nova pra tentar enfiar umas coisas que comprei no JFK, mas não consegui, e o fecho começou a não fechar, tipo, sabe quando o ziper passa mas o fecho não 'zipa'? Começou a bater um desespero. Será que já estraguei a mala nova? Já quebrei o brinquedo? Tirei as coisas do JFK e fechei denovo, funcionou. Mas na verdade tem um pedaciiiiinho que ficou meio estranho. Espero que a mala não se abra toda no caminho GRU-SSA. Tomara. Embarquei com a caixa do Duty Free, a mala de bordo, uma sacolinha do JFK, um casacão de lã E a mochila com o laptop. Afe. A turistona consumista. E a menina da TAM deixou eu despachar as outras malas, se eu quisesse. Olha que fofa! Só não despachei por causa das garrafas da caixa do Duty Free (e o medo de quebrá-las) e por causa dos eletrônicos na de bordo, senão tinha mandado pro espaço. :)

    Liguei pra minha mãezinha e já dei oi pra ela. Depois liguei pra Luzia e ela vai me buscar no aeroporto. Dei uma dormidinha, comi o lanchinho da TAM, enchi o bucho com o café com leite (gente, eu amo o café com leite da TAM!), E agora aproveito para dar a última atualizada no blog.

    Aqui, querido diário, encerro o arquivo "blog_viagem". E amanhã tudo recomeça, Feira de Santana, etc, etc...

    quarta-feira, julho 11, 2007

    The city that never sleeps







    NY - day 3 - monday

    Acordei cedinho e tomei café da manhã com a Chantale. Ela tem sido uma super anfitriã. Cozinhou para nós na manhã ovos mexidos com camarão e um negocinho de batata, bem similar ao que eu havia comido no domingo, não sei se é um tipo de panqueca, sei lá, sei que é bom.

    Depois fomos para o escritório dela... pegar metrô, trocar andar pela 34th st, dar de cara com o Empire State Building, e chegar na 5th Avenue. Várias pessoas na rua. É interessante o olhar de alguém que recém chega numa cidade, numa puta metrópole como esta, eu olho para tudo, para todos, para cada de detalhe e para o conjunto, me perco em tanta informação. São tantos rostos diferentes, origens, povos, culturas, um caldeirão.

    Conheci umas colegas de trabalho da Chantale, depois fui pro mundo. Eu tinha planos de ir pro sul da ilha (aliás, Eduardo, tá aqui outra ilha pra ti. Ah, Montreal também é uma ilha. Quer considerar? Floripa, Austrália, New York, Montreal... Sim, sim, São Luis, no Maranhão, também.)

    Bem, mudei os planos e segui pela 5a avenida. Aqui tem esta coisa beeeeem bacana da organização das ruas. A 5a avenida corta a cidade de norte a sul, dividindo-a em leste e oeste. Assim, com a cara para o norte e estando na quinta avenida, as ruas à direita estão do lado leste e à esquerda, do lado oeste. De norte a sul ficam as avenidas, muitas numeradas, outras com nomes mesmo, como Broadway, Madison, etc. As avenidas à direita da 5a, olhando pro norte, ou seja, para leste, têm numeração decrescente. E as avenidas para oeste, portanto, tem numeração crescente. Assim, estando na 7a avenida, olhando pro norte, para ir para a 4a avenida tem-se que andar para a direita. Legal, né?

    Tá, e como saber onde é norte ou sul, é preciso andar até a avenida seguinte e ver se os números diminuem ou aumentam? Nãaaaaaaaao! Ho ho ho ho. As ruas cortam a cidade de oeste a leste. Assim, pensando numa crucifixo, as ruas são sempre dum lado pro outro, e as avenidas de cima pra baixo. E as ruas estão organizadas da seguinte forma: são numeradas com numeração crescente em direção ao norte. Então tem a 5a rua, 6a, 7a... tudo indo pro norte... 90a, 110a...

    Se eu tiver um endereço pra ir, que fica, sei lá, no número tal da 34a rua oeste. Aí vão dizer, próximo da 8a avenida. Então se eu estiver na 5a av, olhando pro norte, perto da 68a rua, leste (no central park, por exemplo) saberei que tenho que ir para a esquerda (oeste), até a 8a av, descer (até 34) e procurar o número tal. Tri, né?

    Então caminhei montes, achei um cyber café, entrei, mandei uns emails, atualizei o blog, e recebi email da Naiara dizendo que viria para New York, chegaria às 4h15. Segui andando pela 5a avenida, em direção ao sul, até que encontrei, por acaso, o Museum of Sex (MoSex). Bem bem bacana. Mereceria uma entrada à parte no blog.

    Segui descendo e parei no Madison Square Park, olhei as pessoas sentadas nos bancos, almoçando, e outras deitadas na grama, sob o sol. Uma pracinha, bem na 5a avenida com a Broadway, mas que era um ambiente tranquilo no meio daquele vai e vem todo. Interessante que tinha gente comendo comida comida, não sanduíche-iche. Comidas com salada e carne, compradas em estabelecimentos nos arredores.

    Fui descendo, passei por um mercadinho massa, tipo a feira ecológica que tem na José Bonifácio (porto alegre). Uns preços super bons. Aliás, tenho achado a cidade "acessível", ou seja, dá para ir levando sem sentir uma dor no fígado ao desembolsar doletas.

    Passei pelo Soho, Little Italy, resbalei na Chinatown. Entrei no metrô na Canal St (no sul, esqueça a organizaçãozinha das ruas numeradas e tal, é cada um por si). Havia combinado com a Naiara na 34th st, com a 5th. Peguei o metrô e desci na 34th com a 6th, dando de cara com a liquidação da Victoria Secret´s. Entrei e sms Naiara dizendo para me encontrar lá. Loucura de liquidação: comprei um kit com body splash, sabonete e creminho, ganhando uma bolsa; um jogo de sombras, ganhando um jogo de batons; e uma sombra em lápis. Resolvi experimentar sutiãs. E finalmente descobri minha numerção nos EUA. Aliás, agora sei minha numeração completa: para sapatos, calças e sutiãs. Aqui tem um lance de 6, 8, 10... pra cintura (calça) e S, M, L para o comprimento, então a calça pode ser 10M ou 6S ou 8L, por exemplo. Os sutiãs têm número pra circunferência e para o bojo, um número e uma letra, podendo ser coisas como 30C ou 32B ou 34A...

    Estou eu feliz e contente no provador, experimentando vários sutiãs, depois de uma fila homérica, quando a Naiara chegou na loja. Eu liguei pra ela, preocupada com o adiantar da hora, e ela disse que estava subindo a escada rolante. Saí do provador e nos encontramos. Descemos e encontramos a Chantale. Depois esperamos por um amigo da Chantale, com quem iríamos nos encontrar pruma janta. Fomos próximo a NYU, onde eu já havia passado pela manhã, perto do mercadinho aquele que falei, e jantamos num restaurante Thailandês. Comi uma comida triiiiiiiiii boa. Eu gosto de comida apimentadinha, condimentada, mas não estou acostumada, tenho tentado comer mais e mais pimentas e afins. Gosto de experimentar os diferentes sabores, mas para isso é preciso algum treino, preciso me habituar a ingerir comida apimentada. Uma amiga da Nai juntou-se a nós na janta. O nome do restauranta é Spice e a comida é bem servida, além de saborosa. Comi um prato com beringela, abobrinha, pimentão, tofu, e mais umas coisas lá: 9 dólares. 18 reais. Não disse que os preços não eram tão terríveis? Isso é preço de comida no shopping, sei lá, nos Bonaparte da vida.

    De lá, nos dividimos, e segui com a Naiara e a amiga para encontrar um amigo delas. Andamos pra lá e pra cá até escolhermos um lugar para ficarmos, e o menino comer. Os dois são indianos e conversamos um montão sobre as questões deles. Conversamos naquelas, eles conversaram, eu ouvi. É quase inacreditável como as comunidades de outros países se comportam nos EUA. Manter tradições é legal? É. É importante? Sem dúvida. Mas a que custo? Aqui as pessoas vivem em guetos: italianos, chineses, indianos, gays, negros. Sim, há mistureba também, mas isso está até nos bairros. Ai, sei lá. Enfim, o papo era sobre casamento. Sobre a pressão familiar. Semanalmente os pais dos amigos da Nai perguntam a eles sobre casório. Existem reuniões, festas, passeios para indianos, para conhecerem outros indianos e casarem. Tem anúncio em jornal. A mãe da menina disse pra ela entrar em site na internet. Pentelhou até ela entrar. Depois fica cobrando que ela troque emails com os caras. Imagina! Uma menina linda, fazendo mestrado na Columbia, bla bla bla, e invariavelmente dentro deste esquema de que tem que casar e tem que ser com indiano, preferencialmente da mesma região da Índia que os pais dela... olha que loucura. Digo, loucura não no sentido de insano, mas de que como as questões culturais são fortes, determinantes e constitutivas do nosso ser.

    Tomamos um vinho. A taça de vinho mais cara da história. Uma garrafa de vinho era 25 dólares. Compramos uma, para quatro. O menino jantou. Deu uma taça, exatamente, para cada um. Bem cheia. Tá. Na minha matemática daria 6,25 para cada, pelo vinho, mais gorjeta de 15%, daria 7,40. Arredonda pra 7,50 pra facilitar, tá bom? Ok, ok... 8 pagava tudo, né? Eu dei 10, a Nai 10, a menina 10. Acumulado da 7,80 de troco. Ops, ok, facilitando com 8, da 6.00 de troco. Mas as meninas não viram o troco. No restaurante thai eu achei a matemática bacana também, o amigo da chatale gastou 9 e colocou uma nota de 20. A chantale gastou 15 e pôs 20, eu gastei 9 foi pago 10. Ninguém ganhou troco. Isso me lembrou meus primórdios em Salvador, em mesa de bar.

    Depois pegamos o trem, fiquei não sei onde e peguei meu A train para o Brooklyn.


    NY - day 4 - tuesday


    Para a terça o combinado era me encontrar às 9h, com a Naiara, no MoMA, o Museum of Modern Art. Ok, 9h15 eu estava na porta. E descobrindo que o MoMA fecha nas terças-feiras. Amei ter encontrado o lugar porque quando eu saí de casa eu não sabia onde era, e olhando no mapa turístico (aqueles genéricos) e no mapa do metrô, e tendo mais sorte do que juízo, consegui encontrar o lugar sem precisar recorrer a terceiros. Eu sou o máximo. Depois, 9h30 (9h35 no meu relógio) abriu a lojinha de Design do MoMA, entrei e fiquei circulando, esperando a Naiara, 10h e pouquinho ela chegou. Ela achou que tinha marcado comigo às 9h30, e então estaria atrasada só meia hora. Mas foi ela quem me mandou a msg de texto dizendo 9h. Eu odeio quando eu faço isso: dizer uma coisa e jurar que era outra. Sim, eu faço dessas coisas. Só porque eu gosto muuuuuuito da Naiara que eu não fiquei puta. Qualquer um que me conheça sabe que isso quase me estragaria o dia inteiro, porque eu deteeeesto esperar. Mas a Nai pode. E em Nova Iorque.

    Depois da frustração do MoMA fechado, tomamos (eu tomei) um café na Starbucks (1a vez em NY) e fomos andando até o Central Park, fotinhos, olhamos livros. Decidimos pegar o metrô para ir até o Metropolitam Museum of Art. No caminho (da saída do metrô até o museu) encontreu uma igreja da cientologia. Tirei fotos e a Nai disse, vamos entrar? Em função da oferta de teste de personalidade grátis. Entramos. Que meda. Uma menina de, o que, uns 15 anos? na recepção. Para saber mais da história: pergunte pessoalmente. Sim, escrever cansa.

    Chegamos no museu 20 dólares, e 10 para estudante. Eu tenho carteira de estudante. E ai, vai encarar? Resolvemos passear na lojinha do museu, afinal, deve ter coisinhas que veríamos no museu por 20 dólares (ou 40 reais). Ela comprou um porta copos e ta. Na saída resolvemos perguntar no guichê de informações se havia algum dia de entrada gratuita. Daí a menina disse que todos os dias era por contribuição, era só dar o valor que se quisesse. Ah, é? É. Ok, voltamos na bilheteria, e saquei 1 dólar da carteira. Paguei. A Nai fez o mesmo. Ganhei o dia. Imagina o monte de gente dando 20 contos. E eu paguei u-um, la la la la. Assim, não tem aviso sobre isso de pagar qualquer valor em plaquinha nenhuma, só tem os valores lá na tabelinha. Se a gente não perguntasse, não saberia. E depois eu contei pra Chantale, ela disse que a maioria dos museus aqui são assim. Então agora eu já sei. E você também, caro leitor. Preço de museu em nova iorque é ao gosto do freguês.

    Andamos até dizer chega. Depois ficamos à caça do hipopótamo azul que tem em tudo que é camiseta, bolsa, etc na lojinha. Ficava na sala do Egito. Procuramos e nada. O tiozinho disse que achava que não estava em exposição. Não creio, toda uma caça pelo supostamente famoso hipopótamo azul e nada. Não me pergunte o que é o hipopótamo, digo, o que representa e tal - isso eu teria sabido (espero) se tivesse encontrado o bichinho, e lido a plaquinha ao lado com as informaçõezinhas.

    No mesmo guichê de informações perguntamos sobre lugares para comer, com preços razoáveis. A tia foi bem simpática e nos falou um lugar. Fomos. Os preços eram realmente muito bons. Tipo, fatia de pizza, de 2.00 a 3.50. Comi um sanduíche e tomei um latte (café com leite, para os íntimos). Saímos de lá para ir na tal Magnolia Bakery, que a Nai diz ser maravilhosa. Ligamos pra informações, pra Magnolia, e depois pegamos um táxi. Uhhh, eu andando de carrinho amarelinho com motorista grosso em NY. Congestionamento. Decidimos não ir até a Magnolia e ficar mesmo na Penn Station, onde a Nai pegaria o trem para voltar pra Washington, onde ela mora com o marido. Fui andando até o escritório da Chantale e depois fomos pra Macy's, o paraíso (consumista) na terra. Lá comprei vários sapatos (um tênis, uma papete, um sapato de salto baixo, um sandália de salto), todos da seção comfort shoes, que ocupa parte de um andar na Macys, sendo shoes parte de outro andar, e todos couberam bonitinhos nos meus pezinhos. A minha vendedora, Kayren, de Trinidad, tinha reservado no domingo dois calçados que eu havia experimentado. Na segunda eu liguei pra pedir pra deixar reservado por mais um dia, pois eu só voltaria lá na terça, para ver a mala. Acabei comprando vários blusõesinhos de meia-estação, em super liquidação. Ninguém vai acreditar quando vir o blusão pelo qual paguei 9 dólares. Ho ho ho. E, mãe, um é pra ti, mas terás que ir a Salvador para escolher!

    Depois subimos para o 9o andar e fui escolher minha mala. Escolhas são terríveis pra mim, como para qualquer libriano que se preze. Depois de muito tempo, me decidi pelo modelo Xion, preto. Da Samsonite. E depois do Reggie (Reginald, vendendor super legal, do Haiti) ter pegado minha malinha... eu demorei mais um tempo e mudei de idéia. Ok, seria a Samsonite Silhouette. Preta ou vermelha? A vermelha é linda. A preta clássica. Pra saber qual eu escolhi, só indo na minha casa, mas foi a Silhouette, no fim das contas, lindona.

    Viemos pra casa e jantamos por aqui, e fiquei louca pra comprar uma panela...