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domingo, agosto 14, 2011

Sonhos de uma noite de verao

Photo by Jerry Galea
Acordei nesta manhã de domingo com a chuva caindo lá fora. Deve ter sido por isso que dormi quase até às nove. O som da chuvinha e a temperatura um pouco mais agradável deve ter ajudado meu sub(in)cosciente a relaxar e criar uma historinha bonitinha que me fez dormir até mais tarde.

O sonho desta manhã envolvia um pouco de tensão, verdade, mas era uma tensão bem boa. Sonhei que estava revisando minha tese. Nem era revisando o conteúdo em si, mas a formatação, no Word (que instalei há poucas semanas, diga-se de passagem) e conferindo se o EndNote não tinha bagunçado minhas referências.

Quando acordei tinha uma mistura de felicidade, por ter em algum lugar da minha mente a idéia de que eu posso terminar esta tal desta tese, com tristeza, por saber que estou tão longe do fim. Então levantei motiva, preparei um café da manhã bem delicinha... e fui lavar roupa.

domingo, maio 08, 2011

Da serie "Gotta love academia": on quotes


Contrast pain with an orgasm, as a possible analog. If instead of pain, we always had an orgasm to injury, we would be biologically destined to bleed to death. (p. 88)
Tompkins, S. (1995). Exploring affect: The selected writings of Silvan S. Tompkins. Ed. Virginia E. Demos. New York: Press Syndicate of the University of Cambridge

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Sou palhaça, né?

No dia 8 de dezembro de 2010 eu entreguei pra minha orientadora os três capítulos iniciais da minha tão amada tese. Ela havia me dado 15 de dezembro como prazo. Eu tinha todas as coisas do semestre pra terminar e queria estar totalmente livre pra quando minha mãe estivesse por aqui.

Nada.

Mando email pra ela sobre um trabalho aceito num encontro.

Ela responde rapidinho.

No dia 15 de dezembro eu mando outra cópia do texto da tese.

Nada.

Minha orientadora é bem boa com emails e tal. E só gosta de receber documentos eletrônicos, não gosta de fazer comentários em papel. Belê.

Mamãe vem, mamãe vai.

Nada.

Janeiro, aulas recomeçam. Encontro com a orientadora. Eu levo os capítulos da tese impressos, mais protocolo de entrevista pronto, impresso, mais papelada do comitê de ética e outros bla bla blas afins. Tudo impresso. Ela diz que ainda não leu meu texto. Mas vai ler. Diz que não quer nada impresso e pede pra eu mandar (denovo) a tese, mais as outras tranqueiras. Daí marca uma reunião pro dia 9 de fevereiro. 4:30.

Dia 9 de fevereiro, 4:30pm estou na porta da sala dela. Tem uma pessoa lá. Espero. Aí uma outra professora entra na sala e elas começam a conversar. A pessa 1 sai e a pessoa 2 fica lá. Bate-papo vem, bate-papo vai, gargalhadas. E eu ali, esperando.

Cinco horas da tarde a pessoa 2 sai da sala, eu entro. A orientadora nem me diz nada, já engatou numa conversa telefônica. 5:05 e ela finalmente faz um sinal para eu esperar um pouco. Sim, até o momento ela tinha feito de conta que não tinha me visto ali. (contexto: o espaço físico é minúsculo e ela tinha me visto já desde quando eu cheguei)

5:10pm e finalmente ela desliga o telefone e diz: "então, em que posso te ser útil?" Bem, tu marcaste uma reunião comigo pra hoje, às 4:30pm. (ah sim, e eu havia confirmado dois dias antes, por email, que compareceria à reunião, e já tinha mandado as bagulhadas todas denovo por email) Aí ela diz, aí, a tese, né? Eu não li.

Depois neguinho metralha todo mundo e ninguém sabe porquê.

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Professorinha de fisica

Vista do quarto do hotel
Mãezinha foi embora, trabalhei por dois dias, o dia inteiro. Ok, quase o dia inteiro porque eu estava tão doente que minha chefe mandou eu ir pra casa, pra não espalhar vírus pelo departamento. Então na quinta-feira trabalhei só até 2pm.

Daí, no sábado, peguei um vôo na minha agora favorita Jet Blue e fui para Jacksonville, no norte da Florida. Saí do friozão de Nova York pronta pra pegar um calorzinho e aproveitar a super piscina do hotel. Claro que não rolou. Fazia um friozão em Jacksonville. Tudo o que rolou por lá foi muito trabalho, isso sim.

Ah, sim, fui pra lá pruma conferência da Associação Americana de professores de física. Fui no sábado. As atividades começaram no domingo. Luzia chegou lá na segunda-feira. Tínhamos um poster na segunda e uma apresentação oral na quarta.

Foi bom, me recuperei da gripe, me apaixonei pela cama e pelos travesseiros do hotel chique. Dividi o quarto com uma professora que nem sempre dava descarga (eu sou uma sortuda, né?), e fiz vários contatinhos no congresso.

No dia de voltarmos para Nova York o tempo havia fechado por aqui novamente, e outra tempestade de neve estava a caminho. Tivemos sorte e nosso vôo seguiu conforme planejado. Foi ótimo chegar no meu lar doce lar na quarta-feira à noite.

Mas na quinta-feira pela manhã, bem cedinho, eu já estava de pé para ir ao consulado do Canada e fazer o pedido de visto para o país. O consulado fica aberto das 8 às 10 da manhã, então saí de casa às 7h e pouco. Mandei email pra minha chefa dizendo que chegaria mais tarde. Eu deveria trabalhar às 9h.

Sei que saí do consulado depois do meio dia! E quinta e sexta seguiram de trabalho e mais trabalho.

Finalmente Luzia e Georges vieram me visitar na sexta à noite, na última noite deles na cidade. Luzia se espantou com o tamanho do meu quarto "mas é pequenininho, hein Kate". Pois é, quando eu digo que moro num quartim ninguém acredita. Ainda estou pra ver onde está o glamour de morar em Nova York. Meu apê na Federação era bem melhor... mas um dia eu volto. E daí reclamarei de lá.


sábado, novembro 06, 2010

De chorar no cantinho

Durante meu mestrado, no período de coleta e análise de dados, eu tive que transcrever as entrevistas que conduzi. Foi a pior parte, sem dúvidas, desta porcaria que chamam pesquisa acadêmica. Eu fiquei estressada, deprimida, mau humorada. Sim, ainda mais mau-humorada. E colapsei em lágrimas. Parei tudo e resolvi pagar os tubos por serviços de transcrição. Depois dessa traumática experiência, eu fiz uma resolução, de nunca mais trabalhar com entrevistas e nunca mais transcrever coisas na minha vida. Tudo bem, depois eu pensei, pensei, e decidi que usaria entrevistas no futuro. Adoro entrevistas, adoro ouvir e contar histórias da vida das pessoas. O que é lindo, no mundo acadêmico mas, cá entre nós, significa que eu tenho boas habilidades para fofoqueira.

Enfim, meu povo, o tempo passa, passa... e agora encontro-me numa situação em que farei entrevistas para coletar dados para minha amada tese. Não só por questões do trabalho, mas pelo idioma, minha orientadora sugeriu e minha banca resumida concordou que eu deveria usar serviços de transcrição quando esta fase da pesquisa chegar. Ótimo.

Entretanto, estou fazendo uma disciplina (sim, um curso inteirinho) sobre entrevistas. E agora cheguei no momento em que tenho que transcrever as malditas. Esta semana está sendo um inferno. Eu odeio trascrever, com todas as minhas forças. Descobri que odeio ainda mais transcrever num segundo idioma.

E eu duvido muito que eu consiga terminar de transcrever esta entrevista até quarta-feira. Será a primeira vez que vou ter que chorar prum docente e dizer, olha, não vai rolar, não tenho como fazer este teminha de casa. Vou ver o que pega melhor, o sou estrangeira ou o eu tenho trauma de transcrever. Na terra do Tio Sam, tenho certeza que os dois vão colar.

quinta-feira, outubro 07, 2010

Eh federal: de 1995 ateh o presente!

EDUCAÇÃO – O BRASIL NO RUMO CERTO eh o manifesto de reitoras e reitores de universidades federais à nação brasileira.

Porque foi na troca de um academico por um "analfabeto" que se ampliou significativamente os investimentos em educacao publica. Eu, do ensino medio (escola tecnica/UFRGS), graduacao (UFRGS), pos-graduacao (UFBA) aa minha atuacao profissional (UFBA) e agora como bolsista de doutorado no exterior, pude acompanhar parte dessas mudancas.

O manifesto pode ser conferido no site da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) link abaixo.

O manifesto

quarta-feira, setembro 29, 2010

Os brancos da UFRGS



Um artigo que vale a pena ser lido: Manifesto dos brancos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Resolvi copiar e colar o texto abaixo, só por garantia.



Este texto é um manifesto escrito e subscrito por brancos que compõem a comunidade escolar da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ele é uma retumbante admissão pública, por nossa parte, de que vivemos em um contexto de exclusão estrutural de negros e indígenas dos benefícios e espaços de cidadania produzidos por nossa sociedade e onde, ao mesmo tempo, é produzida uma teia de privilégios a nós brancos, que torna completamente desigual e desumana nossa convivência. Somos opressores, exploradores e privilegiados mesmo quando não queremos ser. O racismo não é um "problema dos negros", mas também dos brancos. É pelo reconhecimento destes privilégios que marcam toda nossa existência, mesmo que nós brancos não os enxerguemos cotidianamente, que exigimos a imediata aprovação de Ações afirmativas de Reparação às populações negras e indígenas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
No Brasil vivemos em um estado de racismo estrutural. Já é comprovado que raça é um conceito biologicamente inadmissível, só existe raça humana e pronto. Mas socialmente, nos vemos e construímos nossa realidade diária em cima de concepções raciais. Portanto, raça é uma realidade sociológica. Não é uma questão de que eu ou você sejamos pessoalmente preconceituosos. Mas é só olhar para qualquer pesquisa que veremos como existe um processo de atração e exclusão de pessoas para estes ou aqueles espaços sociais, dependendo de sua cor. Não é à toa que não temos quase médicos negros, embora eles sejam a maioria nas filas dos postos de saúde; que quase não vemos jornalistas negros, mas estes são expostos diariamente em páginas policiais; que não temos quase professores negros, especialmente em posições com melhores salários, e vemos alunos negros apenas em escolas públicas enquanto, na universidade pública quase só encontramos brancos.
A situação dos indígenas não é diferente, quando eles ainda sofrem lutando pelo direito mínimo de ter suas terras e aldeias, mesmo isso lhes é surrupiado pelos brancos. Vamos parar com esta falácia de dizer que não aceitamos cotas raciais na universidade, porque não queremos ser racistas: se vivemos no Brasil, se fomos criados nesta cultura, se construímos nossas vidas dentro deste conjunto de relações onde a raça é um elemento determinante, somos todos racistas! Não fujamos da realidade. Não usemos a falsa desculpa de que não queremos criar divisões entre raças no Brasil. Nossa sociedade poderia ser mais dividida racialmente do que já é hoje?
O estudo de Marcelo Paixão intitulado "Racismo, pobreza e violência", compara o IDH dos brancos e dos negros dentro do Brasil. O IDH tenta medir a qualidade de vida das populações, combinando os três fatores que, por abranger, cada qual, uma imensa variedade de outros, seriam os essenciais para a medição: renda por habitante, escolaridade e expectativa de vida. Na última versão do IDH, de 2002, o Brasil ocupa o 73º lugar entre 173 países avaliados, mesmo possuindo todas as riquezas nacionais e sendo o 11º país mais desenvolvido economicamente no mundo. Porém, entre 1992 e 2001, enquanto em geral o número de pobres ficou 5 milhões menor, o dos pretos e pardos ficou 500 mil maior. [Consideram-se brancos 53,7% dos brasileiros; pretos ou pardos, 44,7%, que chamaremos, hora em diante de negros]. O estudo mostra que Brasil dos brancos seria, na média o 44º do mundo em matéria de desenvolvimento humano, ao passo que o Brasil dos negros estaria no 104º lugar!!!
Nada disso é novidade, porém, para quem aceita viver com os olhos minimamente abertos. Temos que reconhecer que vivemos num sistema estruturalmente racista, que se reproduz em cima de mecanismos constantes de exclusão e exploração dos negros e de privilégios naturalizados aos brancos. Em um sistema racista, pessoas brancas se beneficiam do racismo, mesmo que não tenham intenções de serem racistas. Nós brancos não precisamos enxergar o racismo estrutural porque não sofremos diariamente diversos processos de exclusão e tratamento negativamente diferencial por causa de nossa raça. Nossa raça (e seus privilégios) são tornados invisíveis dia-a-dia. Este sistema de privilégios invisíveis a nós brancos é que nos põe em vantagens a todo instante, por toda nossa vida, em todas as situações, e que destroça qualquer tentativa de pensarmos que estamos onde estamos apenas por méritos pessoais. Que mérito puro pode ter qualquer branco de estar no lugar confortável em que se encontra hoje, mesmo que tenha saído da pobreza, dentro de um sistema que lhe privilegiou apenas por ser branco, ao mesmo tempo em que prejudicou outros tantos apenas por serem negros?
Vamos apresentar uma breve listinha de circunstâncias em nossas vidas que expõem nossos privilégios de brancos e que, embora não percebêssemos, embora os víssemos apenas como relações naturais para nós, por sermos pessoas normais e "de bem", foram decisivas para nos trazer onde estamos (e por não serem vivenciados também por negros e indígenas, seu resultado é fazer com que seja tão desproporcional o número destas populações dentro da UFRGS, por exemplo): 1) Sempre pude estar seguro de que a cor da minha pele não faria as pessoas me tratarem diferentemente na escola, no ônibus, nas lojas, etc; 2) Estou seguro de que a cor da pele dos meus pais nunca os prejudicou em termos das busca ou da manutenção de um emprego; 3) Estou seguro de que a cor da pele dos meus pais nunca fez com que seu salário fosse mais baixo que o de outra pessoa cumprindo sua mesma função; 4) Posso ligar a televisão e ver pessoas de minha raça em grande número e muitas em posições sociais confortáveis e que me dão perspectivas para o futuro; 5) Na escola, aprendi diversas coisas inventadas, descobertas, grandes heróis e grandes obras feitas por pessoas da minha raça; 6) A maior parte do tempo, na escola, estudei sobre a história dos meus antepassados e, por saber de onde eu vim, tenho mais segurança de quem sou e pra onde posso ir; 7) Nunca precisei ouvir que no meu estado não existiam pessoas da minha raça; 8) Nunca tive medo de ser abordado por um policial motivado especialmente pela cor da minha pele; 9) Já fiz coisas erradas e mesmo ilegais por necessidade, e nunca tive medo que minha raça fosse um elemento que reforçasse minha possível condenação; 10) Posso ir numa livraria e perder a conta de quantos escritores de minha raça posso encontrar, retratando minha realidade, assim como em qualquer loja e encontrar diversos produtos que respeitam minha cultura; 11) Nunca sofri com brincadeiras ofensivas por causa de minha raça; 12) Meus pais nunca precisaram me atender para aliviar meu sofrimento por este tipo de "brincadeira"; 13) Sempre tive professores da minha raça; 14) Nunca me senti minoria em termos da minha raça, em nenhuma situação; 15) Todas as pessoas bem sucedidas que eu conheci até hoje eram da mesma raça que eu; 16) Posso falar com a boca cheia e ficar tranqüilo de que ninguém relacionará isso com minha raça; 17) Posso fazer o que eu quiser, errar o quanto quiser, falar o que eu quiser, sem que ninguém ligue isso a minha raça; 18) Nunca, em alguma conversa em grupo, fui forçado a falar em nome de minha raça, carregando nas costas o peso de representar 45% da população brasileira; 19) Sempre pude abrir revistas e jornais, desde minha infância, e estar seguro de ver muitas pessoas parecidas comigo; 20) Sempre estive seguro de que a cor da minha pele não seria um elemento prejudicial a mim em nenhuma entrevista para emprego ou estágio; 21) Se eu declarar que "o que está em jogo é uma questão racial" não serei acusado de estar tentando defender meu interesse pessoal; 22) Se eu precisar de algum tratamento medico tenho convicção de que a cor da minha pele não fará com que meu tratamento sofra dificuldades; 23) Posso fazer minhas atividades seguro de que não experienciarei sentimentos de rejeição a minha raça.
Esta realidade destroça meu mito pessoal de meritocracia. Minha vida não foi o que eu sozinho fiz dela. Muitas portas me foram abertas baseadas na minha raça, assim como fechadas a outras pessoas. A opção de falar ou não em privilégios dos brancos já é um privilegio de brancos. Se o racismo, e os privilégios dos brancos são estruturais, as ações contra o racismo devem ser também estruturais. Racismo não é preconceito: racismo é preconceito mais poder. Se não forçarmos mudanças nas relações e posições de poder em nossa sociedade, estaremos reproduzindo o racismo que recebemos. E agora chegou a hora de a universidade dizer publicamente: vai ou não vai "cortar na própria pele" o racismo que até hoje ajudou a reproduzir, estabelecendo imediatamente Cotas no seu próximo vestibular? Se mantivermos o vestibular "cego às desigualdades raciais" estaremos, na verdade, mantendo nossos olhos fechados para as desigualdades raciais que nós mesmos ajudamos a reproduzir sociedade afora.
Nós, brancos da universidade que assinamos esta carta já nos posicionamos: exigimos cortar em nossa própria pele os privilégios que até hoje nos sustentaram. Cotas na UFRGS já!

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Rapidinha



Vim para a biblioteca estudar e sentei nos computadores bem do fundo, para evitar distracoes. Assim nao vejo quem entra ou sai da biblioteca. Ah, vim para o segundo andar - normalmente fico no primeiro - para diminuir as distracoes, jah que o segundo andar eh menos movimentado.

Tem um menino a minha esquerda, dois computadores distante. Uma menina na frente dele. E um menino a minha frente, um computador a direita. Todo mundo trabalhando, em silencio, na boa.

O menino a minha frente e a direita eh ateh bonitinho. Nao, nao que eu esteja interessada, mas numa escola com 90% de mulheres, eh bom olhar para membros do sexo oposto de vez em quando. Enfim... menininho, novo, ateh me lembrava o Gary, meu amigo, colega de trabalho e companheiro de cafeh nos meus dias de Imperial College.

De repente o menino da esquerda levanta e olha a tela do computador do menino da direita e pergunta: "o que eh isso?" Ai, o menino bonitinho meio que responde, bate de leve na barriga do outro, que estah em peh proximo a ele, eles conversam, mao no ombro, mao na barriga, tapinha aqui, tapinha ali... e tudo numa conversa cochichante... ai escuto do bonitinho "desculpa estar te tocando tanto assim", "ah, adorei o estilo fresco (tipo, banho tomado, algo assim".

Pois eh, alem de 90% de mulheres (nem todas hetero, vale ressaltar), os 10% da ala masculina nao estah interessado no sexo oposto.

Ainda bem que nao dependo da comunidade academica proxima (i.e. se nao for da mesma faculdade tah valendo) para procriar.

segunda-feira, novembro 16, 2009

Camisinha de porco



Ok, a gente não mata os porcos. Vamos pensar em algo menos drásticos para o prazer. Mas vamos combinar que esse latex das camisinhas atuais são um saco, tanto camisinha de homem quanto de mulher. Eu preferiria uma proteção mais orgânica, algo do tipo camisinha orgânica por produção genética! Podemos pegar pesado, fazer isso. Entrar com uma proposta no Cnpq! Como pesquisadoras, afinal, ambas somos professoras universitárias, nega!


Texto completo no LeMonde: Plano de duas feministas

quarta-feira, abril 29, 2009

Alerta da gripe




Eu sei que o povo no Brasil não é tão neurótico quanto o povo aqui nos Estados Unidos, mas só por descargo de consciência, aviso: está tudo bem por aqui.

Sim, foram registrados dezenas de casos da gripe suína aqui em Nova York.
Sim, já conseguiram confirmar um caso aqui na minha faculdade - claro, né, porque no campus INTEIRO um querido tinha que ficar gripadinho justo no meu prédio.

Detalhe, a facul mandou um alerta contando a história do menino e dizendo por onde ele passou. O infeliz também é dose, né: usou computadores do Macy Hall, do Horace Mann e do primeiro andar na biblioteca (onde é que a Katinha gosta de estudar mesmo, hein? no primeiro andar da biblioteca, claro, claro).

No mais, nem bacon eu como!

quarta-feira, abril 22, 2009

Oh my God!*




*Só pra entrar no espírito estadunidense.

Bah, tempão, hein, caríssimo diário. É, eu sei, eu sou uma má pessoa.
Sou tão má que resolvi me dar uma semana de folga e curtir uns diazinhos, na faixa, claro, em terras escandinavas. Hein? Quê? Como?

Sim, isso mesmo. Do outro lado do mundo. E lá em cima. Terras nórdicas. Dinamarca, Copenhagen, e adorando.

Daí, pra fazer de conta que sou uma pessoa responsável - ou pela minha consciência pesada por faltar aula ianque pela primeia vez - hoje tirei o dia para ficar no hotel, trabalhandinho. Ok, atualizar blog não deveria contar como momento de trabalhandice, mas é quase como se fosse, ora!

Sem contar que, como compensação/punição, pelas férias, tive que trabalhar triplicado nas semanas anteriores: fazer as atividades da semana mais as atividades da semana seguinte(a semana da da viagem) e mais as atividades da outra semana (a semana pós viagem). Sacanagem, né?

Mas o que importa é que estou curtindo um dias lindíssimos na capital dinamarquesa, com uma temperatura agradável, caminhando pelas ruas, andandado de barco pelos canais e assistindo os filmes do festival de cinema - que sorte que caiu justo na semana da minha viagem! Como eu amo cinema, não poderia ser mais perfeito.

Com tantas incomodações acontecendo na Grande Maçã, essa semana de prazeres é mais do que merecida.

terça-feira, janeiro 06, 2009

Ignorância



Claro que vou ignorar.
Humpf, tenho culpa de saber usar acentos diferenciais?
Eu até sei escrever minissaia!

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Spoooooky




Geeeente, o que é isso?
Pela manhã li minhas previsões astrológicas, como sempre, e à noite... tá, pera, deixa eu começar do começo.

Primeiro, leia o post abaixo. Certo. Aí fiz coisas em casa durante o dia, depois fui na ufba. De lá, passei na casa da Sarah, não tinha ninguém. Fui até o shopping, caminhando, aí fiquei um tempão, até achar um tênis pra mim. Fiz teste de pisada e tal. e comprei um tênis com uma boa relação custo benefício. Não era o de 549,00, mas é bem bom. O de 549 eu bem que flertei, experimentei, gostei... mas pô, 500 e tanto por um tênis. É um tênis! Mais do que um salário mínimo!

Tá, estou pagando o tênis e vejo a Ester passando, aí fomos na Perini, no Bradesco, e pegamos um ônibus, ela desceu em casa e eu fui pro Campo Grande. Fiz esteira, musculação, alongamento com o fisioterapeuta... estou disposta a fazer meu joelhinho voltar a ficar 'menos ruim'. Ele tem doído um pouco ultimamente, então tenho que tratá-lo bem direitinho. Pelo menos agora aprendi os alongamentos certos pra minha lesão. Quase morri alongando, né, meu bem, mas tudo bem.

Saí da academia e fui no Bompreço. Do canela. Como sempre. Quer dizer, antes passei na banca de frutas. Como sempre. Comprei frutinhas, depois peguei o pão no super, e estou saindo, acabada, cansada, cheia de sacolas, saio do super e vejo um carro saindo, um Eco Sport. Fiquei olhando e pensando que o Pedro gostava do Eco Sport. Estou andando na calçada. Um carro pára, o vidro abre. Hein? A porta abre.

- Oi.

Eu, bege, "oi".

Aí aqueles papos, como vai, não sei o que, o que tem feito, o doutorado, a natação. Um ano e tanto depois e encontro, por acaso, o sr. Pedro Carriço. Mesmo eu malhando no Canela, indo sempre naquele supermercado, e andando sempre por ali, nunca mais tinha encontrado com ele. Aí hoje, pós previsões astrológicas, encontro o Pedro, e a esposa, na saída do supermercado. Ela não desceu do carro, tampouco fomos apresentadas. Ele foi educado, me ofereceu carona. Eu fui educada, agradeci, mas declinei. Conversamos pouco, rapidamente. Foi uma surpresa. Eu fiquei chocada, como diria o Fábio, por encontrar com o Pedro justamente no dia em que li aquela previsão da Personare. Inclusive comentei com ele sobre o post anterior. Achei engraçado, por fim. Não sei definir muito bem como foi a experiência, só sei que foi uma surpresa.

Tá, coincidência? Claro. Mas depois de mais de um ano? Pô! Enfim, por isso eu respeito... No creo en brujas, pero que las hay, las hay!

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Notícias frescas!



Doutorado em Ensino, Filosofia e História das Ciências
Processo seletivo 2007/2008

Resultado final

1. Katemari Diogo da Rosa
2. Janice Lando
3. Ana Virgínia de Almeida Luna
4. Geilsa Costa Santos Baptista
5. Silvana do Nascimento Silva
6. Welton Yudi Oda
7. Elizabeth Gomes Sousa
8. Eliene Barbosa Lima
9. Kleyson Rosário Assis

Obs. 1: Os candidatos aprovados até a quinta posição devem entrar em contato com a secretaria do programa imediatamente, para buscar informações sobre a documentação necessária para a matrícula. Contato: Sr. Orlando Lima, telefone 3283-6608.

Obs. 2: Os candidatos da sexta à nona posição foram efetivamente aprovados para o doutorado. Contudo, o programa deverá solicitar à Câmara de Pesquisa e Pós-Graduação da UFBA vagas adicionais e precisaremos aguardar a aprovação de tais vagas pela mesma. Uma vez aprovadas as vagas, as providências de matrícula deverão ser tomadas.


Daqui.

sexta-feira, setembro 14, 2007

Fluoxetina





Querido diário, faz muito tempo que não venho por aqui, mas vontade não me falta. As semanas têm sido cheias e tenho trabalhado muito, muita correria mesmo.

Ainda nem consegui ler a reportagem principal da Vida Simples deste mês que, como sempre, caiu-me como uma luva. A matéria fala sobre ansiedade, sobre o 'tudo ao mesmo tempo agora'. Tenho estado extremamente ansiosa e tensa. Meu maxilar dói constantemente. Tensão. Quando percebo, estou com os ombros contraídos. Mais tensão.

Pelo menos a angústia passou. Há algumas semanas eu estava muitíssimo angustiada, sem saber a razão. Depois de muito pensar e remoer, e ver que minha vida não poderia estar melhor, e continuar sem entender a fonte da angústia, descobri! Angústia gerada por ansiedade! Sabe, diário, aquela coisa de sofrer por antecipação? Pois é.

Ok, encontrada e compreendida a fonte, imaginei que aquela dor na boca do estômago passaria. Que nada. Segui assim por vários dias. Mas passou. E confesso que só percebi que passou ao escrever estas linhas, em retrospectiva.

Eu sei que não deveria me afastar tanto de você, querido diário.

Bem, você sabe que na semana que vem ficaremos mais próximos novamente. Nós sempre ficamos muito unidos em saguão de aeroporto, não é mesmo? Na segunda-feira rumarei ao Planalto Central. É engraçado, eu que nunca tinha ido à Brasília, agora já é minha segunda vez em menos de 6 meses!

Aliás, este ano está uma loucura, né? Minha cota de raios cósmicos extrapolou:

Janeiro
  • salvador - fortaleza
  • fortaleza - são luis
    Fevereiro
  • são luis - fortaleza
  • fortaleza - salvador
  • salvador - galeão (rj)
    Março
  • galeão (rj) - salvador
    Abril
  • salvador - porto alegre
  • porto alegre - salvador
    Maio
  • salvdor - brasília
  • brasília - salvador
    Junho
  • salvador - guarulhos
  • guarulhos - dallas (TX)
  • dallas - calgary
  • calgary - Montreal
    Julho
  • montreal - toronto
  • toronto - new york
  • new york - miami
  • miami - guarulhos
  • guarulhos - salvador
    Agosto
  • salvador - recife
  • recife - salvador
    Setembro
  • salvador - brasilia
  • brasilia - salvador
    Outubro
  • salvador - recife
    Novembro
  • recife - salvador
    Dezembro
  • salvador - porto alegre

    Haja radiação!

    Imagina tudo isso passando pelo meu corpitcho. Sei lá, vai que acaba interagindo com algum dnazinho. E falando nisso... final de semana passado fiz um programa antioxidante. Minha outra preocupação agora na vida é com os radicais-livres. Não, não é falta do que fazer.

    É foda isto, diarinho, eu tenho que manter minha leitura de artigos atualizada, ler sobre coisas da minha área e áreas correlatas, literatura nacional e internacional, jornais para saber o que acontece no mundo, sob os aspectos políticos, econômicos, sociais e o mundo das celebridades; tenho que me preocupar com os radicais-livres, e alimentos saudáveis, e funcionais, e atividade física, e cremes, esfoliantes, adstringentes, e pêlos, e cabelos, e unhas; ligar pra minha mãe, pras minhas tias, minha afilhada, meus primos; tenho que limpar a casa, lavar roupa, cozinhar, fazer supermercado; cuidar das finanças, das contas pra pagar; dos meus amigos, de sair, de beber, de bater papo; ir ao teatro, ao cinema, à praia, shows musicais; ler meus emails, cuidar do orkut, editar fotos, enviar emails, gerenciar o eMule, organizar arquivos, fazer backup, limpar o computador, passar antivírus, formatar o desktop; ler trabalhos de alunos, dar atenção aos meus bolsistas, partcipar de comissões, propor um novo currículo, participar de reuniões, preparar aulas, participar de congressos, ministrar aulas, atender alunos, escrever artigos, pesquisar; arranjar um pai pros meus filhos, dar atenção para ele, D.R.; gerenciar cólica, dor de cabeça, dor de barriga, gripe e resfriado; ver as novidades da Avon, da Brastemp, do Shoptime, da Apple, da Tok Stok, da Livraria Cultura, da Natura, das roupas no shopping; tenho que relaxar, ouvir música, ver o mar, queimar incenso, ter pensamentos positivos... tudo isso com apenas vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, trezentos e sessenta e cinco dias por ano. Só isso. Tudo isso. Ao-mesmo-tempo-agora.

    Como é que a pessoa enquanto ser humano do sexo feminino consegue viver sem uma fluoxetinazinha, diário? Hein? Explicaí!

  • quarta-feira, maio 23, 2007

    Tava demorando...




    Na boa, esse negócio de ter algum tempo livre, de não estar sob pressão, não funciona muito bem pra mim. Reza a lenda que mente ociosa é oficina do diabo, né?

    Pois.

    Então, diabinho, xô!

    E esse xô veio na forma de um email que recebi hoje: novos projetos, novos desafios, novo deadline! 30 de junho. Será que consigo???

    Cara, se der certo, tudo certo (sim, porque nesse eu quero o pacote completo), meeeeeeeu, vai ser tuuuudo!!!


    segunda-feira, fevereiro 05, 2007

    When your best just isn't good enough.



    Sim tenho as notícias da viagem para contar, mas a notícia fresquinha, a do dia, é que não passei na seleção do doutorado.

    O sentimento é estranho. Um mix de apatia com tristeza, ironia, resignação, fracasso, angústia e uma pitada de surpresa. Sim, eu entendo a contrariedade desses sentimentos. Mas apenas sinto.

    Nessas horas o legado cristão é útil, e dá até para pensar que Deus escreve certo por linhas tortas. Mas, na boa, Ele que arranje um caderno de caligrafia! Em tempos modernos: usa o Word, pô!

    Agora vou ter que pensar o que fazer da vida. Uma coisa é certa, não comprarei minha geladeira dos sonhos. Nenhum bem permanente será agregado ao meu patrimônio.

    Está na hora de pensar em começar a levantar acampamento...