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domingo, janeiro 16, 2011

Saudades



Acho que eu tinha uns 6 or 7 anos, nao lembro. Fomos visitar uns parentes em Alvorada. Eu lembro que tinha ganhado um jogo de cha de brinquedo todo lindo, com xicaras, pires, colher, leiteira, varios bules, tudo bonitinho. Era do Snoopy e no bule principal tinha o Snoopy deitado em cima do telhado, Sim, o bule era no formato da casinha do cachorro,

Durante as visitas o tempo sempre eh curto para brincar tudo o que se quer. Eu nao queria ir embora. Entao minha mae deixou eu ficar lah durante o final de semana. Fiquei. Brinquei, brinquei, brinquei e adoeci. Fiquei com febre, dor de garganta, fiquei toda malzinha.

No domingo a noite, ou na segunda a noite, nao sei. Uma eternidade depois, minha mae veio me buscar. Todo mundo ficou falando que eu estava doente de saudades da minha mae.

No final de 2010, de 18 de dezembro ateh 05 de janeiro, eu tive em Nova York a companhia da minha maezinha. A gente brincou um montao juntas e fizemos todas as turistices que eu nao fiz nos poucos mais de dois anos que estou aqui.


Fomos a musical na Broadway, assistimos o tradicional espetaculo de natal na Radio City, almocamos e jantamos em varios restaurantes bacaninhas, fizemos compras, compras, compras, caminhamos, Times Square, museus, cinema, supermercados, Chinatown, neve, muita neve, jazz, blues, concerto de cordas, gospel no Harlem, concerto para a paz na catedral, ateh praia. Pois eh, praia! com neve e tudo. Iamos ateh Las Vrgas, mas tivemos o voo cancelado por conta da tempestade de neve. Mas brincamos muito muito.

Quando faltavam poucos dias pra minha maezinha partir, eu fiquei doente. Doente doentinha. Garganta fechada num dia, quase sem voz no outro, dores no corpo. Malzina, malzinha. Na manha do dia 05 levei minha mae para o aeroporto. Eu nao sei se adoeci de saudades antecipadas ou nao , mas o que eu sei eh que depois que minha maezinha partiu bateu um vazio, um desanimo e uma vontade de voltar pro Brasil.

terça-feira, dezembro 14, 2010

Mamãe eu tô na Globo!

O vídeo inteiro vale a pena, claro, mas se quiser ir direto pros meus 10s de fama, vai para 9 minutos e 18 segundos do vídeo.

http://globouniversidade.globo.com/Portal/globouniversidade/pop/tvg_globouniversidade_pop_videos/0,,PGU_13_novembro_2010,00.html

O link é este, copia tudo e cola no navegador. Eu não consegui colocar nem o vídeo nem o link aqui, então vai na mão grande e copia e cola aí.

Se não funcionar, vai no site do Globo Universidade, o programa foi ao ar no dia 13 de Novembro de 2010.

Não tem absolutamente nada sobre o meu trabalho com mulheres negras cientistas, particularmente físicas, mas foi divertido gravar meus 10s de fama com uma câmera de celular. Além disso, a produção do programa é super querida. São super fofos mesmo.

Vai lá e olha meu momento global.

Do site:
"O Globo Universidade leva ao ar reportagens sobre ensino, pesquisa e projetos científicos realizados no meio acadêmico brasileiro. O programa é exibido aos sábados, às 7h, na Rede Globo; às 13h30, no Canal Futura; e às 15h30, na Globo News. No Futura, é possível assisti-lo mais duas vezes: nas quartas-feiras às 15h10 e nas quintas-feiras, às 3h. As edições também estão disponíveis na íntegra no site."

Bem-vinda!




Depois de um final de semana prolongado em Nova Orleans, sobre o qual falarei depois, chego em casa e já tomo na cara um tapa de realidade: lixo da porquinha que não tirou as porcarias durante o final de semana.

Sim, além da lixeira atrolhada, tinha lixo pelo chão, atrás da lixeira, ao lado, na frente... daí a palhaça aqui, foi varrer tudo e colocar num saco de lixo apropriado, né?

Só dando com um gato morto até miar!

quarta-feira, junho 30, 2010

Um beijo no coracao



Arrrrrrrrrrrgh, odeio gente sem nocaaaaaaaao! Tem uma menina aqui na sala de computadores que ligou pra nao sei onde e colocaram a guria em espera, com musiquinha, dai a fofa colocou o celular em viva voz. E eu aqui, tentando estudar (e a esta hora!!!) tenho que ficar ouvindo musiquinha de espera de telefone! APA, neh?

Ninguem merece. Ninguem!

quarta-feira, maio 26, 2010

Ano novo, vida nova



Bem, mais um semestre terminou. Sobrevivi ao meu segundo ano acadêmico na terra do Tio Sam. Foi um bom semestre acadêmico e um semestre interessante na minha vida de moradora em residência universitária.

Nestes semestre 4 das 5 meninas que moravam aqui foram embora. Uma delas estava comigo desde o início, agora se formou e foi morar sozinha, que bonitinaha, no seu primeiro apartamento. A outra não se formou, mas mudou-se também, é a mais novinha, e foi morar num apartamento dividindo-o com apenas uma pessoa. Além disso, ela está de namorado novo que ficava boa parte do tempo aqui, e ela não terá que assistir aulas neste semestre, daí a mudança. Uma terceira formou-se e voltou para o estado dela, foi para a casa dos pais. Finalmente, a quarta menina era recém chegada, ficou aqui só um semestre, mas mudou-se para o verão, colocou suas coisas num depósito (o que é muito comum em Nova York) e vai viajar durante o verão.

Antes de mudar-se a última menina citada ainda tentou colocar pedidos para que a louça fosse lavada, assim a pia poderia ser limpa durante a limpeza semanal que é feita por um empregado da universidade. Mas não adiantou muito. Daí, na segunda semana, a dona das louças imundas colocou suas louças sujas em cima do balcão da pia, espalhando suas coisas (foto acima), com a justificativa de que assim a pia poderia ser limpa. (é que funcionários não limpam nada que tenham coisas nossas, eles não estão autorizados a remover coisas. Imagina a dor de cabeça que deve dar se alguma das moçoilas reclama de algo que algum funcionário supostamente mexeu!)

Então nossa pia sem louças ficou assim:



Daí a moçoila colocou um bilhete dizendo que não lavava a louça há mais de duas semanas porque precisava comprar uma esponja nova. Tem um mercadinho 24 aqui na frente do prédio. Dá pra ir de pijama, até. Tinha esponja novinha dentro da gaveta do armário da cozinha. Quer desculpa mais esfarrapada? Ó o bilhetinho aí embaixo, e as marquinhas de eca na pia.



Nesta semana, depois que todas foram embora, eu e a menina que ficou nos juntamos para fazer uma limpeza geral, ou seja, colocar fora todas as coisas que as moradoras anteriores deveriam ter jogado fora antes de se mudarem. Depois de duas horas e meia de trabalho (sim, tinha muita coisa, por tudo: armários da cozinha, geladeira, banheiro...) enchemos 21 sacolas de lixo. Sim, aqueles sacos grandões, não sacolinha de supermercado, saco saaaaaco. A menina que ficou é muito engraçada, ela ficou puuuuuta com a menina que deixou um montão de creca pra gente se desfazer. Pelo menos foi divertido fazer a limpeza com ela. Incrivel como tinha coisa neste apartamento, assustador!

Como dizia um amigo meu, são apenas distintos padrões de limpeza.

Agora, que venham as novas companheiras!!!

quarta-feira, novembro 04, 2009

Saudades, onde quer que eu vá



Dentro de cada pessoa
Tem um cantinho escondido
Decorado de saudade

Um lugar pro coração pousar
Um endereço que freqüente sem morar
Ali na esquina do sonho com a razão
No centro do peito, no largo da ilusão

Coração não tem barreira, não
Desce a ladeira, perde o freio devagar
Eu quero ver cachoeira desabar
Montanha, roleta russa, felicidade
Posso me perder pela cidade
Fazer o circo pegar fogo de verdade
Mas tenho meu canto cativo pra voltar

Eu posso até mudar
Mas onde quer que eu vá
O meu cantinho há de ir

Dentro...
Carlinhos Brown, Marisa Monte,
Arnaldo Antunes, Cézar Mendes

quarta-feira, outubro 14, 2009

Rio-NYC-Rio



Ok, a parte da adrenalina no Rio (se você se perdeu na história, dá uma olhada em textos anteriores).

Fui fazer o check-in e nao me deixaram embarcar porque meu visto de estudante estava vencido. Hein, como assim vencido?
Eu tenho um visto de turismo valido ateh 2012, um visto de negocios valido ateh 2012, um DS-bla-bla-bla valido ateh 2010 (para fazer o visto de estudante eh preciso ter o DS, para usar o visto de estudante eh preciso um DS valido, eu estava numa batalha com a Capes e a Fulbright ha meses pela renovacao do meu DS, isso que ele soh vence no ano que vem), entao a ultima coisa que eu iria imaginar eh que meu visto de estudante teria vencido 10 meses apos eu ter iniciado meu curso que tem duracao de 4 a 6 anos.

Sim, eu deveria ter revisado a data que estava no visto, mas nao revisei.
Sim, eu preenchi a papelada pro visto da minha mae, agendei a entrevista dela e tudo; fui ao consulado e poderia ter feito o mesmo para mim, mas nao fiz.
Tomei, bem tomado.

Foi uma confusao no aeroporto, uma demora, anda pra cah, anda pra lah. Ligam para a imigracao. Bla bla bla. Minhas alternativas eram:
1 - comprar uma passagem soh de volta pros isteites, ficar mais dias no Rio e resolver o problema do visto.
2 - comprar uma passagem ida e volta (que eh mais barato do que soh a volta) pros isteites, ficar mais dias no Rio e resolver o problema do visto.
3 - voltar para os isteites e tentar entrar no pais com o visto de turismo ou negocios e depois resolver a questao do visto de estudante.
OBS.: para eu voltar com visto de turismo eu precisaria ter uma passagem de volta para o Brasil entao eu teria que:
3.1 - comprar uma passagem soh de volta (NYC - RIO) e depois ver o que fazer da vida.
3.2 - nao comprar a passagem e aumentar as chances de nao entrar nos EUA.
3.3 - comprar uma passagem "de mentirinha", pela qual eu nao teria que pagar, soh se fosse realmente usar.

Optei pela solucao 3, 3.3. Minha passagem tinha custado 100 dolares (100 ida, 100 volta, 99 taxas) entao eu queria era usar, po! Os funcionarios e as funcionarias da American Airlines ficaram com inveja do valor da minha passagem, disseram que eh menos do que pagam como funcionarias. Sinto muito.
Alias, isso foi olho, neh. OOOOLLLHHHHOOOO. Nao, nao foi imbecilidade minha de nao ver o visto vencido, foi olho.

Tah, dai nesta altura do campeonato o check-in jah tinha ateh fechado, claro. Entao fizeram meu check-in as pressas e, no meio do processo um cheiro de queimado e BUUUUMMMM, um estouro. Todo mundo correndo, susto. Claro que tinha que ter sido BEM no guiche onde eu estava, bem acima de onde eu estava, na verdade. Foi alguma luz, circuito ou sei lah o que que estourou. Ok, continua o check-in as pressas. Vou pra imigracao. Quando entrego os documentos eu noto que esta faltando uma passagem. Aquela de mentirinha que o carinha emitiu. Volto no balcao da American, jah nao tinha mais ninguem. Dai um carinha lah fechando quitanda perguntu o que era eu expliquei. Ele foi no guiche do tiozinho que me atendeu e encontrou minha passagem, no lixo!

Volto correndo pra imigracao, passo. Raio-x da bagagem. Embarco.

Eu consegui embarcar e tudo, mas pela primeira vez fiquei com medo de um voo. Lembrei daquele filme Premonicao. Fala serio, TODAS as coisas acontecendo pra eu nao viajar! Pronto, o aviao ia cair!

Depois dos pensamentos a la premonicao eu cai no sono, acordei quando o aviao decolou, o que acho que demorou um seculo. Dormi denovo e acordei na hora do rango. Dai fiquei acordada e acionei o baby, trabalhei um pouco, respondi emails... meu baby eh muito fofo.

Dome, acorda, dorme, acorda e cafeh da manha.

Chego na imigracao... dai explico as coisas pro carinha. Ah, sem fila na imigracao aqui. Muito esquisito. E sem fila tambem no Galeao pra ver as malas e tal. Ah, e nem precisei ficar de calcinha. Nem tirar o computador da bolsa foi preciso. Muito rapido, sem fila e sem stress, um espetaculo. MUITO diferente de viajar por Guarulhos.

Tah, na imigracao contei minha historia triste. Dai tive que ir pruma outra salinha onde outras pessoas tb iam com suas historias. Nenhum stress e nem eu estava nervosa. Tinha umas 3 pessoas na sala alem de mim, mas depois encheu um pouco. A parte divertida eh que uma tia lah desmaiou. Foi bacana pra passar o tempo. Ela veio de um voo da Venezuela. Um drama latino de alta qualidade com direito a paramedicos e a outras duas amigas da tia tentando acudi-la e tal. Depois que os paramedicos chegaram e colocaram a tia na maca eles perguntaram pros oficiais da imigracao, em ingles, se havia premio por atuacao, jah que a tia tava soh "se fazendo".

Ai, tah, contei minha historia triste pra um, depois o outro veio, ficamos de bla bla bla, aquela coisa toda, vai nao vai... ele me ofereceu um arrego por 500 dolares, eu disse que nao queria pq de qq forma teria que voltar ao Brasil pra renovar o visto, preferia entrar como turista e voltar pra fazer o J-1. Eles nao foram maus comigo. Nao foram simpaticos e amaveis como o pessoal da AA no Rio, mas eles nao sao cariocas, neh? Foram simpaticos tanto quanto oficiais da imigracao podem/sao simpaticos.

Entao ganhei um visto de 30 dias com restricao em letras garrafais para eu nao estudar. Ele perguntou se eu estava ciente de que NAO PODERIA ESTUDAR nesses 30 dias. Eu disse que sim, e que iria comunicar isso felizmente aos meus professores. Cheia das gracinhas a bonita, perde os dentes mas nao perde a piada.

Beleza, daih fui pegar minha bagagem, que a esta altura do campeonato jah nao estava mais na esteira, neh? Enfim, quando peguei eu resolvi abrir e verificar. Os FILHOS DA PUTA CORNOS $#%@! abriram tudo. Estava tudo baguncado, abriram as bolsas (coloquei uma bolsa dentro da outra, arrumando bonitinhas minhas garrafinhas de licor e tal), abriram as sacolas com bombons (na certa roubaram algum sonho de valsa, esses esfomeados). Mas eu olhei e tava lah: a farofa tava la! Deus eh pai!

Cheguei em Nova York e mandei email pra minha tecnica da Fulbright nos EUA e pra comissao Fulbright no Brasil, alem de comecar a busca por voos a precos razoaveis para o Brasil.

Eu considerei ir ateh o Canada para renovar o visto, mas preciso de visto pra ir pro Canada, entao nao me sairia muito mais barato do que ir pro Brasil. Mexico? Tambem preciso de visto. Procurei voos para Brasilia, Recife, Sao Paulo e Rio, que sao as cidades onde se pode solicitar visto.

Acabei conseguindo uma passagem para o Rio por 600 e tantos reais. Comprei. Avisei a Fulbright. Na sexta-feira eles me conseguiram uma entrevista no consulado. Eu pedi para segunda-feira, mas ficou para terca. Ah, sim, a passagem era para sair no domingo seguinte. Na sexta preenchi a papelada toda de renovacao do visto, fui no trabalho, conversei com minha chefa, imprimi todos os formularios. Depois fui comprar a encomenda da Ana (um netbook) e fui desfazer as malas.

No sabado terminei de ajeitar as coisas em casa, lavar umas roupas e arrumar a mala novamente. Comprei uma passagem para Porto Alegre, liguei pra minha tia e pedi pra ela me buscar no aeroporto. Jah que teria que ficar lah esperando o visto, decidi esperar em Poa. Sabado a tardinha fui na loja da Apple comprar o iPod do Dani e domingo fui pro aeroporto, denovo. Newark dessa vez.

Embarquei com uma parada em Houston. (Nossa, eh enorme o aeroporto de Houstonwehaveaproblem.)

Cheguei no Rio na segunda-feira, um dia lindo, sol, calor. Soh de sacanagem, neh? Soh porque agora eu nao estava em ferias! Deus eh um cara gozador...

quinta-feira, agosto 20, 2009

NYC? Si, como no!





O Martin veio para cá em Agosto e passou uns diazinhos comigo. Logo quando chegou fomos fazer um tour aqui pelo bairro, reconhecimento da área, ir ao supermercados - para ele saber onde comprar coisinhas durante a semana. Passamos num super aqui perto e ganhamos provinha de Strawberry shortbread que é uma torta de morango bem tradicional aqui.



Fomos no Fairway - meu supermercado favorito para comprar legumes, verduras e carnes - e ganhamos provinhas de café gelado (ao leite, capuccino e puro).

De lá subimos pela Broadway e passamos num outro supermercado onde ganhamos provinhas de frango fatiado. Depois andamos, andamos e na volta passamos pelo West Side Market - meu supermercado favorito para comprar queijos - e comemos provinhas de queijos e bolachinhas de arroz com molhinhos variados.

Passamos também pela Ricky's, minha loja favorita de produtos de beleza, higiene, fantasias etc.




O plano era ir para um brunch num lugarzinho bacana que eu tinha ido com a Brenna, mas não tínhamos comido nada. O lugar é famoso pelo brunch. Mas cadê a fome? Enfim, chegamos em casa e liguei para o lugar para ver até que horas era servido o brunch, tarde demais.

Pegamos o trem e fomos para downtown, ainda em busca do brunch sagrado. Quando saímos da estação do trem e começamos a andar, avistamos uma feirinha... e lá fomos nós. Andamos pra lá e pra cá. O Martin comprou um chapéu, eu comprei uma tajine - já que a minha, que comprei no Marrocos, ficou em Porto Alegre.



Na feira também acabamos comendo coisinhas de graça: granola, arroz, sopa... andamos um montão e passamos por mais outra feirinha e o dia - lindo, por sinal - passou. Não rolou o brunch mas nem tínhamos fome.

No domingo fomos para Chinatown para o brunch chinês: o dim sum. Acho que já falei que dim sum é uma das minhas comidas favoritas aqui, né? O Martin foi super corajoso e até comeu os temidos pés de galinha!



O dia foi longo... andamos, andamos e andamos por Chinatown, com direito a se perder um pouco, claro. Afinal, é Chinatown!

Fomos até o pier, descansamos, admiramos a Brooklyn Bridge e andamos pelo distrito financeiro, a famosa Wall Street e chegamos, claro, na meca do consumo (para mãos-de-vaca): a Century 21. O Martin ficou impressionado com os preços na loja. Fizemos umas comprinhas básicas e ele ficou de voltar antes de partir para Buenos Aires.

No meio da semana eu trabalhei e o Martin vôou as tranças pela cidade. Numa das noites fomos a um coquetel por causa da Fulbright. Era uma recepção na casa da família Gandhi. A casa que um dia foi a residência, em Nova York, da Eleanor Roosevelt. Chique do úrtimo. Depois de muitos vinhozinhos, voltamos pra casa



No final de semana seguinte nós fomos visitar a Jackie, minha eterna roommate e uma das pessoas mais queridas que eu conheci nos Estados Unidos. Pegamos um ônibus até Washington, D.C., o que levou uma viiiiida. Chegamos lá e a Jackie nos pegou e fomos encontrar a Karuna e um amigo delas em um restaurante em Georgetown, uma cidadezinha fofa que fica pertinho de Washington.



Fomos então para a casa da Jackie, em Bethesda - Maryland, e caímos num sono profundo. Na manhã seguinte tomamos café da manhã na Madeleine (meu lugarzinho favorito naquela região). Pegamos a estrada com destino a uma praia, a tal da Virgina Beach. Era longe. Este povo aqui acha que tudo é perto. Para eles, pegar a estrada e dirigir 6 horas para ir até a pria e voltar, no mesmo dia, é beleza. Gente sem noção, né? Como pegamos um trânsito dos infernos, mudamos os planos, paramos numa cidadezinha no meio do caminho e pedimos informações num posto para turistas. Acamos indo para um piscinão de ramos versão estadunidense. Ou seja: chique, mas com farofa. No caminho para o piscinão (que é um lago bem bacana, com ondas, num lugar super bonitinho). Paramos numa vinícula e experimentamos vários vinhozinhos. Uh, delicia: farofa turbinada!



No dia seguinte os latino-americanos foram finalmente tomar café da manhã tipicamente estadunidense. Sim, panqueca, café, ovos... só faltou o bacon, porque ninguém pediu. E para completar a festa, fomos às compras... em loja de 1,99 (que aqui é 1 dólar)! Pobre é um espetáculo, né? Não resiste a uma lojinha de quinquilharia. Mas nada como quinquilharia de primeiro mundo, não? Comprei uns livros bacaninhas, dicionários e badulaques mil por um precinho camarada.



De Bethesda pegamos o metrô para Washington e fomos bater perna na capital do país. Detalhe: sob um sol dozinferno (sic) e cheios de sacolas. O Martin, com peso na consciência ou cavalheirismo, resolveu carregar todas as minhas quinquilharias - que pesaram horrores - durante a bateção de parna na cidade. Ele fez isso porque eu já bati perna por lá em outros carnavais e então estaria indo 'só por causa dele', o que não é totalmente uma inverdade, mas tampouco me importo de revisitar lugares por onde passei. Fizemos o circuito básico dos prédios públicos e monumentos e depois pegamos o busum de volta pra Nova York.

Na semana seguinte meu portenho favorito foi embora e deixou ótimas lembranças para meu primeiro verão como "moradora" em terras Yankes.



quarta-feira, julho 29, 2009

Bonitinha mas ordinária



Que eu estou morando nos istêites, todo mundo já sabe.
Que eu divido a casa com mais cinco meninas, já cansei de repetir.
Que tem um monte de menininha bonitinha andando pelas ruas de Nova York, todo mundo deve desconfiar.
Agora, que menininha bonitinha estadunidense são todas porquinhas, talvez muitos não saibam.

Meeeeeeeeeeeeeeeeeeeu, que minas porcas são essas com quem eu divido apartamento?
Uma acha que o filtro protetor para ralo da pia "é nojento porque fica sempre restos de comida, acho melhor deixar sem". Por que, por que, por quê? Porque elas não limpam o filtro após lavar a louça.

Digo, quando lavam a louça, né... porque as fofoletes deixam louça dias e dias na pia.

Tem uma pessoa que limpa as áreas comuns do ap uma vez por semana, nas quintas-feiras, mas chega na sexta ou sábado o fogão já está todo sujo denovo. Porque aqui elas derramam coisas no fogão e deixam, deixam.

A gente tem banheira no banheiro (e chuveiro também) e as fofuchas lavam os longos cabelos e deixam o ralo cheio de cabelos. Eca. Aí a mala aqui vai e coloca bilhetinhos pela casa: "por favor, limpe seu cabelos do ralo após o banho", "na sua semana do lixo, tire o lixo TOSOS OS DIAS", "vamos tentar manter a pia limpa", "não esqueça de limpar embaixo do escorredor de louças"... e por aí vai.

Adoro todas elas, mas que são porquinhas, são!

domingo, julho 12, 2009

Exploração sexual






Esse é o trailer do filme "Very young girls", um filme imperdível.
Assista quando puder!

quinta-feira, julho 02, 2009

Àdeus!




Na minha casa sempre tivemos muitas sombrinhas. Havia as sombrinhas preferidas, claro. Com o passar do tempo fui preferindo sombrinhas menores e menores, que coubessem em qualquer bolsa, ou bolso. Em Porto Alegre existe a empresa Fazzoletti que faz umas sombrinhas ótimas e bem pequenas. Eu amo.

Eu tinha uma sombrinha branca com preto, linda. Uma pessoa conseguiu quebrar minha sombrinha. Mamãe me deu outra. Eu consegui esquecer no carrinho do aeroporto no dia que fui buscar o Pedro. Quando voltei ao aeroporto já era tarde, alguém tinha pegado.

Mamãe me deu outra. Vermelha. Bem lindinha. Essa sombrinha vinha me acompanhando nos últimos tempos até que minha colega de quarto me pediu uma sombrinha emprestada na semana retrasada. Ela ia sair e não encontrava a dela. Eu estava deitada, ela bateu na porta do quarto, pediu a sombrinha, meu peito apertou, eu disse que ela poderia pegar. Eu iria dizer o quê? Olhei para a sombrinha e disse adeus.

No dia seguinte esperei pela sombrinha e nada. Esperei, esperei. O dia passou e nada dela me devolver a sombrinha. Eu tinha que sair, então me arrumei e na hora de sair bati à porta dela e pedi a sombrinha de volta. Ela disse que não encontrava, que achava que havia deixado no táxi na volta da festa. Restara apenas a capinha vermelha com detalhes em creme. Meu coraçãozinho partiu. Mas eu, num exercício de desapego tentei fazer de conta que meu mundo não estava caindo. Ela disse que sentia muito e que me compraria outra sombrinha, bem bonita. Eu apenas disse: que seja pequena, bem pequena. Minha colega emprestou-me uma sombrinha dela, preta. Céus, sombrinha preta? Preto é guarda-chuva. Enfim, peguei a sombrinha e sai.

Já se passaram duas semanas e até agora nada de sombrinha nova. Decidi que vou comprar uma. É o jeito. Então esta semana irei à cata de uma sombrinha bem bonitinha e pequena, se não encontrar, vou encomendar da Fazzoletti, lá de Porto Alegre. E podem me chamar de bairrista e materialista que eu nem ligo!






quinta-feira, junho 18, 2009

Pessach, Passover, Páscoa Judaica




Apesar de morar décadas em Porto Alegre, de ter freqüentado (nova norma ortográfica de c* é r*) o Bom Fim e de ter interesse por religiões e povos e costumes, eu não sabia nada sobre judeus até o começo deste ano. Não que agora eu saiba muita coisa, mas nestes poucos meses de 2009 aprendi mais sobre o povo judeu do que em toda a minha vida.

Claro que esse aprendizado se deu da maneira mais conveniente possível: viajando e comendo.

Primeiro tive a experiência de passar alguns dias na Alemanha e através do Memorial aos Judeus Assassinados na Europa (página em inglês)eu pude aprender um pouco sobre o que foi o Holocausto (A lista de Schindler, O diário de Anne Frank, O pianista etc., ajudam mas não dão conta do recado). Dá uma olhada no panfleto informativo do museu (em português).

Depois tive a oportunidade de passar o Pessach com uma família judaica. Foi excelente. Comi e bebi até quase morrer. Um monte de comidas boas, um monte de vinho, muitas risadas, muita gente bacana, uma tradição muito bonita. Na foto acima, estou lendo o livrinho com a história que todas as famílias judaicas contam/lêem/relembram durante o Pessach, em todo o mundo. Ao meu lado está um casal Polonês: Agnieska e Lukasz. O Lukasz é bolsista Fulbright e esteve comigo na orientação em Miami. Eu fui convidada a participar do Seder do Pessach e podia convidar mais duas pessoas, então convidei esse casal super fofo. Adoro os dois. A gente leu a história, comeu as comidinhas, bebeu o vinho, fez todas as coisinhas.

Tem também a convivência com alguns alemães com quem tenho intimidade suficiente para perguntar tudo-o-você-sempre-quis-saber sobre a relação alemães contemporâneos-história dos judeus na Alemannha. Além da convivência com amigas e amigos de origem judaica. Agora tenho até uma colega de casa judia. Não, ela não come porco e usa esponja separada para lavar a louça, para não correr o risco de ter contato com algo que tenha tido contato com porco.

Durante esses meses por aqui, aprendi sobre o que é Kosher e todas essas coisas. Tenho amigos etnicamente judeus mas não reliogiosamente judeus. E tem os meio religiosos, assim como o bando de meio-católicos que tem no Brasil.

Uma particularidade de morar em Nova York é que a cidade concentra a maior população de judeus do mundo. E, quem diria, a comunidade judaica começou aqui porque uns judeus que moravam em Recife decidiram se mudar, em busca de livre expressão religiosa. Sorte minha, que estou na parte do mundo em que a versão judia de Babka pegou e colou! (e faz de conta que cada fatia dessa delícia não tem 500 calorias.)

Então ficamos assim: como babka e comidinhas do Pessach por aqui e tapioca lá na Sé, em Pernambuco.

segunda-feira, junho 15, 2009

Greer, Carolina do Sul.



No feriadão do Memorial Day (última segunda-feira de maio, 25 de maio, em 2009) eu fui pruma super viagem de carro pelas estradas dos Estados Unidos. O destino: Carolina do Sul.

Um amigo estava de aniversário. Os pais dele mora na Carolina do Sul e queriam que ele fosse para lá. Ele disse que iria, mas levaria uns amigos... no total fomos quatro num carro, quatro noutro carro, um menino numa moto e mais quatro pessoas num avião. Sim, num avião, já que um dos meninos é piloto e o negócio da família é voar para todos os lados. Eu estava num dos carros.

Na ida paramos numa cidade no estado de Virginia, onde passamos a noite e saímos cedinho pela manhã. Nossa anfitriã, couchsurfer, hospedou todo mundo (menos as quatro pessoas do outro carro, que dirigiram diretaço). Era uma mina muito louca, gente boa, toda ligada em arte. Sabe, né? Essa coisa artista-porra-louca-natureba-que-enche-a-cara. Pois. A casa era uma história à parte: uma bagunça, uma sujeira, nossa! E havia apenas uma regra: descarga no banheiro era permitida apenas para sólidos. Argh! Foi divertido. Eu me diverti, pelo menos.

Na manhã seguinte continuamos na estrada e chegamos ao destino final no meio da tarde. São umas 13 horas de viagem de Nova York até Greer, a cidade dos pais do Jay. Cruzamos diversos estados na ida e na volta (voltamos por um caminho diferente da ida). Foi uma viagem super cansativa, mas que valeu a pena cada minuto.

Saímos no final da tarde de sexta-feira. Na manhã de sábado tomamos café da manhã num lugar todo estiloso e natureba, onde o cardápio permitia transformar pratos vegetarianos estritos em ovolactovegetarianos. Sim, sim... não o contrário. O padrão é ser tudo vegano. Minha amiga Carol iria amar. Depois disso: estrada. Chegamos nos pais do Jay: paraíso. Uma linda casa, à beira de um lindo lago e uns anfitriões super fofos.

Fomos dar uma volta de barco para conhecer o lago. Ah, sim, eles têm um barco no quintal. Ah, sim, o quintal é literalmente à beira do lago. Depois do passeio, uma janta com prato típico sulita: low country boil, uma receita com batata, camarão, salsichão e milho verde. Delícia! Ah, detalhe, servidos sobre folhas de jornal. (Já tô vendo o povo se revirando no Brasil e falando que é anti-higiênico.)

Barriga cheia, lagartear um pouco. Ok, sem sol, apenas mosquitos, e preparar-se para a noite: line dancing!

Ah, meu filho, em Roma, haja como os Romanos! E lá fomos nós para a pista de dança e lá fui eu tentar fazer os passinhos. Foi muito divertido. E o preço das coisas??? Eu quero me mudar pro sul! Encher a cara lá deve ser um espetáculo, é muito barato, em comparação com Nova York.

Na manhã seguinte fomos à igreja. Assistimos uma cerimônia Batista não-tradicional. Rola uma cerimônia tradicional (para os mais velhos, dizem eles) num outro horário. Bacana que rolava comida. Tinha uma mesa no fundo, com cafés, chás, bagels, cereais... e a cerimônia foi na quadra de esportes da igreja. Detalhe: com power point! Perdoai-os, Senhor.

De lá, seguimos para um café da manhã. Espetáaaaaaaaaculo! Depois voltamos pra casa e ficamos jogando vôlei no lago, andando de barco e curtindo esportes aquáticos. Não, eu não fiz nenhum dos esportes/brinquedinhos (esqui aquático e outros dois que não lembro o nome), só fiquei dentro d´água, jogando bolinha pra lá e pra cá. Aí, todo mundo cansado, já fora d´água, a Silvinha pergunta o que era aquilo nos pés dela. O Amit olha e diz... ah, são sanguessugas. Hein? Todo mundo olha pros pés. Estávamos cheios de minúsculas sanguessugas. Argh que nooooooooooooojo!!! Nunca tinha visto uma sanguessuga na vida. Eu achei que fosse morrer. Tá, menos. Mas achei muito nojento.

Nem preciso dizer que ninguém mais brincou no lago, né?

Banhinho bom. Filminho no DVD. E churrasco estadunidense na janta. Foi meu primeiro churrasco. É bonitinho, como nos filmes. Mas meu churrasco teve um tempero especial: chimichurri. É que os pais do Jay têm amigos uruguaios e eles gostaram de chimichurri, então esses amigos sempre dão pra eles. Tri, né? Êta, mundo pequeno.

O final de domingo foi regado à jogos de tabuleiro, conversas e afins.

Na segunda-feira saímos cedinho pela manhã, pegamos a estrada e cheguei na minha casinha 14 horas depois. Dia longo.

Alguns dias depois os pais do Jay mandaram um email para todos nós, agradecendo o presente (nós compramos flores, cartão e um vale-presente), convidando para voltarmos e pedindo para enviarmos fotos. Muito fofos.

E essa foi minha primeira experiência pelo sul deste grande país.

quarta-feira, abril 29, 2009

Alerta da gripe




Eu sei que o povo no Brasil não é tão neurótico quanto o povo aqui nos Estados Unidos, mas só por descargo de consciência, aviso: está tudo bem por aqui.

Sim, foram registrados dezenas de casos da gripe suína aqui em Nova York.
Sim, já conseguiram confirmar um caso aqui na minha faculdade - claro, né, porque no campus INTEIRO um querido tinha que ficar gripadinho justo no meu prédio.

Detalhe, a facul mandou um alerta contando a história do menino e dizendo por onde ele passou. O infeliz também é dose, né: usou computadores do Macy Hall, do Horace Mann e do primeiro andar na biblioteca (onde é que a Katinha gosta de estudar mesmo, hein? no primeiro andar da biblioteca, claro, claro).

No mais, nem bacon eu como!

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Afônica




Estou quase sem voz e apostando no meus chazinhos. Antes eu já tinha um pé meio natureba, agora aqui nos istêites, vou virar mais. Tudo aqui é tão cheio de conservantes, acidulantes, edulcorantes, anabolizantes (sic) que tenho que dar umas radicalizadas e comprar produtos "orgãnicos", vê se pode!

O chazinho da noite de hoje ganhou aliados. Receita de hoje:

Coloque numa panela (e leve ao fogo, ne, xuxu)
- duas xícaras de água
- 1 dente de alho picado ou amassado, ou semi cortado
- 3 paus de canela
- um punhadinho de cravos-da-índia
- 1/2 limão em pedacinhos (antes da uma expremida no limão e coloca o sumo numa xícara, deixa esperando)
- um monte de pedacinhos de gengibre, tacalhe um monte, mas tudo em pedacinho pequeno, ou ralado. Dá umas duas colheres de sopa de gengibre ralado.

Pega um pouco desse gengibre ralado e coloca na xícara, junto com o suco de limão.

Deixa ferver bastante a água.

Daí coloca duas colheres de sopa de mel na xícara (aquela com o suco e o gengibre). Depois despeja o chá quentinho na xícara. Não, precisa colocar tudo na xícara, coa, né meu anjo!

Fica uma delícia. A garganta agradece.

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Das responsabilidades



Vou morrer e não vou ver tudo!

Então tá, né, se você comprou cachorro quente, comeu, dá uma ligadinha pra mim, e entre nesta ação coletiva. Tá ligada que cachorro quente aumenta a chances de desenvolver câncer colo-retal? Então me liga e a gente vê se você pode processar alguém também.


quinta-feira, dezembro 25, 2008

Sommerville, New Jersey



Foi em Sommerville que passei o dia de ação de graças. Uma cidade pequena e fofinha. Uma daquelas cidades estadunidenses em que não dá para viver sem carro. A maioria das cidades é assim, Nova Iorque é que é a exceção.

Eu acho tão estranho usar carro para um monte de coisas. Tá, tudo bem, eu usava carro pra tudo em Porto Alegre, mas eu poderia ir no supermercado, na manicure, na feira, em coisas próximas. E dependendo do bairro em que se mora em Poa, não se precisa de carro. E também dá pra se andar de ônibus na boa. Eu não vi nenhum ônibus em Sommerville. Agora que escrevi isso fiquei pensando, nem sei se tem, será que tem?

Ônibus em NY é uma merda, mas tem trem. E o trem é uma beleeeeza. Digo, beleza porque não pega trânsito e tal, porque no mais, é uma sujeira, um nojinho. Mas Sommerville não tem trem (até tem, mas pra outras cidades, não interno), então como será que fica?

Aliás, neste feriadão tive minha primeira experiência de trem nos EUA. Peguei o Armtrak e desci na Penn Station. Nossa, mega confortável, foi tri bom e acho que a viagem levou umas 2 horas. Barbadinha.


Para mais fotos, visite meu álbum dessa viagem.

quarta-feira, novembro 26, 2008

Dia do Peru





Esta semana o Samuel me disse que este ano haverá uma comemoração de dia de ação de graças em Recife. Eu pensei, nossa que absurdo! Porque eu "aprendi" na semana passada o que era "o tal" do Thanksgiving. Este será meu primeiro Thanksgiving e vou passar com a família de uma colega de aula. Então eu comentei que nem sabia qual era a razão do feriado. E o que minhas colegas explicaram é que era relacionado à colonização dos Estados Unidos, uma celebração à chegada no 'novo mundo'.

Então não faz sentido se comemorar no Brasil por algo que tenha acontecido nos EUA. E mesmo nos EUA a "comemoração", bem lá no fundo, tampouco é legal, porque desconsidera os massacres à população indígena que já habitava essas terras.

Aí estava lendo as discussões sobre a data numa comunidade do Orkut e vi uma explicação do Thanksgiving que relacionava com uns agricultores que passaram maus bocados e depois tiveram fartura e fizeram uma ceia celebrando as graças. Não se precisa conhecer muito de história pra ver que tem algo errado. Fui olhar na wikipedia. Vi que há diferentes versões para o Dia de Ação de Graças.

Nesta reportagem aqui há uma discussão sobre o mito do Thanksgiving.

Conversei com uma das meninas aqui de casa e ela disse que algumas pessoas até sabem da "verdadeira" história, mas o motivo original da comemoração acabou se perdendo e as pessoas usam a data para celebrar as boas coisas da vida e passar em família, e comer bastante, comemorar a fartura e as amizades.

A casa aqui está praticamente vazia, todo mundo viajou ou viaja hoje. Só uma das meninas que vai passar apenas a quinta-feira (dia do Thanksgiving) na casa de um amigo.

Pelo sim, pelo não... viajo hoje e vou comer bastante peru e tirar fotos. Volto na sexta-feira!