sábado, março 26, 2011

Da série posts perdidos pelo blog



Nem vou tentar atualizar o blog em ordem cronologica, porque nao vai rolar.
As semanas tem sido corridas: montes de compromissos e stress academicos, saidinha com amigas e viagens, viagens. Primeiro foi o final de semana prolongado na Suecia. Sim, eu fui passar um final de semana na Suecia. Peguei uma promocao de 150 dolares por uma passagem de ida e volta, com taxas, para Estocolmo. Fui numa quinta-feira e voltei na segunda. Foram 72 maravilhosas horas escandinavas. Detalhes mais tarde.

Dai voltei pra Nova York, corri, corri. Comprei um sapato fofo. E vim pra Espanha.

Agora estou em Barcelona

sábado, março 19, 2011

Primaverices


Hoje estou em clima de primavera, com sol lah fora, musica brasileiro no quartim e a vontade de comer sorvete!

Dia lindo, dia lindo. Desfazendo malas, preparando novas malas e cheia de historinhas pra contar.

Prometo que volto, em breve.

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Sou palhaça, né?

No dia 8 de dezembro de 2010 eu entreguei pra minha orientadora os três capítulos iniciais da minha tão amada tese. Ela havia me dado 15 de dezembro como prazo. Eu tinha todas as coisas do semestre pra terminar e queria estar totalmente livre pra quando minha mãe estivesse por aqui.

Nada.

Mando email pra ela sobre um trabalho aceito num encontro.

Ela responde rapidinho.

No dia 15 de dezembro eu mando outra cópia do texto da tese.

Nada.

Minha orientadora é bem boa com emails e tal. E só gosta de receber documentos eletrônicos, não gosta de fazer comentários em papel. Belê.

Mamãe vem, mamãe vai.

Nada.

Janeiro, aulas recomeçam. Encontro com a orientadora. Eu levo os capítulos da tese impressos, mais protocolo de entrevista pronto, impresso, mais papelada do comitê de ética e outros bla bla blas afins. Tudo impresso. Ela diz que ainda não leu meu texto. Mas vai ler. Diz que não quer nada impresso e pede pra eu mandar (denovo) a tese, mais as outras tranqueiras. Daí marca uma reunião pro dia 9 de fevereiro. 4:30.

Dia 9 de fevereiro, 4:30pm estou na porta da sala dela. Tem uma pessoa lá. Espero. Aí uma outra professora entra na sala e elas começam a conversar. A pessa 1 sai e a pessoa 2 fica lá. Bate-papo vem, bate-papo vai, gargalhadas. E eu ali, esperando.

Cinco horas da tarde a pessoa 2 sai da sala, eu entro. A orientadora nem me diz nada, já engatou numa conversa telefônica. 5:05 e ela finalmente faz um sinal para eu esperar um pouco. Sim, até o momento ela tinha feito de conta que não tinha me visto ali. (contexto: o espaço físico é minúsculo e ela tinha me visto já desde quando eu cheguei)

5:10pm e finalmente ela desliga o telefone e diz: "então, em que posso te ser útil?" Bem, tu marcaste uma reunião comigo pra hoje, às 4:30pm. (ah sim, e eu havia confirmado dois dias antes, por email, que compareceria à reunião, e já tinha mandado as bagulhadas todas denovo por email) Aí ela diz, aí, a tese, né? Eu não li.

Depois neguinho metralha todo mundo e ninguém sabe porquê.

Concentra, Katemari, concentra.


  • Fazer imposto de renda dos istêites
  • Fazer imposto de renda do Brasil
  • Solicitar auxílio pro departamento
  • Solicitar auxílio pra faculdade
  • Solicitar renovação bolsa Fulbright
  • Solicitar renovação complemento Fulbright Brasil
  • Não pára, não pára, não pára
  • Não pára, não pára não
  • ...
  • segunda-feira, fevereiro 07, 2011

    Entrei de gaiato num navio

    Que eu moro num quartim, todo mundo sabe, mas que eu quero comprar o mundo nos istêites e depois mandar de navio pro Brasil, nem todo mundo sabe.

    Aqui vai um pequeno exemplo de porque eu quero um container pra chamar de meu:

    Estante basiquinha vendida na Ikea: $34 (= menos de 60 reais)
    Estante basiquinha completamente igual e descaradamente copiada da Ikea vendida na Tok Stok: 315 reais

    Vale lembrar que a Tok Stok é uma versão metida a besta da Ikea. E só é versão porque a diferença é que tudo, absoluta e absurdamente tudo é bem mais caro. Fora isso, os designs são todos iguais. Cara de pau (da porra - pra dar o toque baiano), Ikea!

    domingo, janeiro 23, 2011

    Agora vai


    Eu juro que nunca mais na minha vida inteirinha eu vou beber.
    Juro.

    Amém.

    sexta-feira, janeiro 21, 2011

    Subiu pra cabeça


    Eventozinho das organizações de estudantes da faculdade. Boca livre, banquinhas e gente circulando. Eu paro num dos trocinhos lá pra saber informações do posterzinhos das menininhas lá:

    bla bla bla
    Menina:
    - Ah, que lindo o teu esmalte.
    Eu:
    - Obrigada.
    Menina, toda fashionista do caramba:
    - É Channel?
    Eu, num sorriso cúmplice de gente desocupada que sabe quais as cores da nova coleção de esmaltes da Channel:
    - É.
    Menina, asiática que brincava de boneca com roupa de estilista quando era pequena:
    - Essa cor é linda.
    Eu, do Morro Santana/Federação para o mundo:
    - Pois é, esse é meu favorito da nova coleção.


    Tem coisas, que só Nova York faz por você.

    segunda-feira, janeiro 17, 2011

    Professorinha de fisica

    Vista do quarto do hotel
    Mãezinha foi embora, trabalhei por dois dias, o dia inteiro. Ok, quase o dia inteiro porque eu estava tão doente que minha chefe mandou eu ir pra casa, pra não espalhar vírus pelo departamento. Então na quinta-feira trabalhei só até 2pm.

    Daí, no sábado, peguei um vôo na minha agora favorita Jet Blue e fui para Jacksonville, no norte da Florida. Saí do friozão de Nova York pronta pra pegar um calorzinho e aproveitar a super piscina do hotel. Claro que não rolou. Fazia um friozão em Jacksonville. Tudo o que rolou por lá foi muito trabalho, isso sim.

    Ah, sim, fui pra lá pruma conferência da Associação Americana de professores de física. Fui no sábado. As atividades começaram no domingo. Luzia chegou lá na segunda-feira. Tínhamos um poster na segunda e uma apresentação oral na quarta.

    Foi bom, me recuperei da gripe, me apaixonei pela cama e pelos travesseiros do hotel chique. Dividi o quarto com uma professora que nem sempre dava descarga (eu sou uma sortuda, né?), e fiz vários contatinhos no congresso.

    No dia de voltarmos para Nova York o tempo havia fechado por aqui novamente, e outra tempestade de neve estava a caminho. Tivemos sorte e nosso vôo seguiu conforme planejado. Foi ótimo chegar no meu lar doce lar na quarta-feira à noite.

    Mas na quinta-feira pela manhã, bem cedinho, eu já estava de pé para ir ao consulado do Canada e fazer o pedido de visto para o país. O consulado fica aberto das 8 às 10 da manhã, então saí de casa às 7h e pouco. Mandei email pra minha chefa dizendo que chegaria mais tarde. Eu deveria trabalhar às 9h.

    Sei que saí do consulado depois do meio dia! E quinta e sexta seguiram de trabalho e mais trabalho.

    Finalmente Luzia e Georges vieram me visitar na sexta à noite, na última noite deles na cidade. Luzia se espantou com o tamanho do meu quarto "mas é pequenininho, hein Kate". Pois é, quando eu digo que moro num quartim ninguém acredita. Ainda estou pra ver onde está o glamour de morar em Nova York. Meu apê na Federação era bem melhor... mas um dia eu volto. E daí reclamarei de lá.


    domingo, janeiro 16, 2011

    Saudades



    Acho que eu tinha uns 6 or 7 anos, nao lembro. Fomos visitar uns parentes em Alvorada. Eu lembro que tinha ganhado um jogo de cha de brinquedo todo lindo, com xicaras, pires, colher, leiteira, varios bules, tudo bonitinho. Era do Snoopy e no bule principal tinha o Snoopy deitado em cima do telhado, Sim, o bule era no formato da casinha do cachorro,

    Durante as visitas o tempo sempre eh curto para brincar tudo o que se quer. Eu nao queria ir embora. Entao minha mae deixou eu ficar lah durante o final de semana. Fiquei. Brinquei, brinquei, brinquei e adoeci. Fiquei com febre, dor de garganta, fiquei toda malzinha.

    No domingo a noite, ou na segunda a noite, nao sei. Uma eternidade depois, minha mae veio me buscar. Todo mundo ficou falando que eu estava doente de saudades da minha mae.

    No final de 2010, de 18 de dezembro ateh 05 de janeiro, eu tive em Nova York a companhia da minha maezinha. A gente brincou um montao juntas e fizemos todas as turistices que eu nao fiz nos poucos mais de dois anos que estou aqui.


    Fomos a musical na Broadway, assistimos o tradicional espetaculo de natal na Radio City, almocamos e jantamos em varios restaurantes bacaninhas, fizemos compras, compras, compras, caminhamos, Times Square, museus, cinema, supermercados, Chinatown, neve, muita neve, jazz, blues, concerto de cordas, gospel no Harlem, concerto para a paz na catedral, ateh praia. Pois eh, praia! com neve e tudo. Iamos ateh Las Vrgas, mas tivemos o voo cancelado por conta da tempestade de neve. Mas brincamos muito muito.

    Quando faltavam poucos dias pra minha maezinha partir, eu fiquei doente. Doente doentinha. Garganta fechada num dia, quase sem voz no outro, dores no corpo. Malzina, malzinha. Na manha do dia 05 levei minha mae para o aeroporto. Eu nao sei se adoeci de saudades antecipadas ou nao , mas o que eu sei eh que depois que minha maezinha partiu bateu um vazio, um desanimo e uma vontade de voltar pro Brasil.

    sábado, dezembro 25, 2010

    Quer testar sua paciência, pergunte-me como.


    Quem ronca deve dormir super bem, né?
    Afinal, enquanto dorme não escuta seu próprio ronco. Pelo menos na maior parte do 'roncatório'.

    Cerca de 50% dos casais brasileiros sofrem com o ronco dos parceiros e as apneias (interrupção da respiração durante o sono). Você vai encontrar dicas de como parar de roncar, saiba que são vários fatores que influenciam, entre eles: a obesidade, o envelhecimento e o estilo de vida.

    As pessoas com esses distúrbios têm maior probabilidade de desenvolver doenças do coração como arritmias, pressão alta e infarto. As orientações a seguir, conhecidas como Higiene do Sono, consistem de algumas medidas práticas que são utilizadas para modificar hábitos inadequados com relação à saúde para melhorar a qualidade de vida das pessoas com problemas de distúrbios respiratórios do sono. Confira as dicas:

    1. Emagreça. O acúmulo de gordura na região do pescoço, tórax e abdômen aumentam as chances de roncar e ter apneias porque estrangulam a passagem do ar nas vias aéreas e dificultam a respiração;

    2. Reeducação alimentar associado aos exercícios físicos são fortes aliados para combater a obesidade. Porém, a atividade física deve ser evitada próximo ao horário de dormir;

    3. Evite o consumo de bebidas alcoólicas perto da hora de dormir. O álcool provoca um relaxamento maior dos músculos da garganta o que aumenta a intensidade do ronco e a quantidade de eventos de apneia ao longo da noite;

    4. Evite fumar, pois o cigarro além do efeito estimulante da nicotina, provoca inflamação da úvula – “campainha” e dos tecidos da faringe, o que representa mais um fator que prejudica a passagem do ar na região da garganta;

    5. Procure fazer refeições leves na hora do jantar. Evite dormir de estômago cheio, pois o desconforto abdominal obriga a pessoa a dormir em decúbito dorsal (barriga para cima). Nesta posição o ronco tende a ser mais intenso devido ao relaxamento da musculatura e à ação da gravidade que empurra a língua em direção a garganta e compromete a passagem do ar;

    6. Colocar calços sob a cabeceira da cama para erguê-la cerca de 15 cm ameniza a ação da gravidade e o deslocamento da língua em direção a garganta;

    7. Queixo pequeno e céu da boca profundo e estreito são fatores que comprometem a respiração durante o sono. Aparelhos bucais que projetam levemente o queixo para frente são capazes de prevenir o ronco, melhorar as apneias e a respiração durante o sono;

    8. Devido ao envelhecimento, os músculos perdem a tonicidade e se tornam flácidos. Exercícios fonoaudiológicos são úteis para fortalecer a musculatura da garganta e evitar o ronco;

    9. Cirurgias para desobstrução do nariz e correção de desvio de septo apresentam bons resultados;

    10. Evite remédios para dormir sem ter prescrição médica. Alguns medicamentos como os benzodiazepínicos atuam no sistema nervoso central e podem agravar os roncos e as apneias.

    Pior do que ouvir ronco é ouvir ronco pela manhã, tarde e noite. Incrível como tem gente que consegue ter tanto sono!!!

    terça-feira, dezembro 14, 2010

    Mamãe eu tô na Globo!

    O vídeo inteiro vale a pena, claro, mas se quiser ir direto pros meus 10s de fama, vai para 9 minutos e 18 segundos do vídeo.

    http://globouniversidade.globo.com/Portal/globouniversidade/pop/tvg_globouniversidade_pop_videos/0,,PGU_13_novembro_2010,00.html

    O link é este, copia tudo e cola no navegador. Eu não consegui colocar nem o vídeo nem o link aqui, então vai na mão grande e copia e cola aí.

    Se não funcionar, vai no site do Globo Universidade, o programa foi ao ar no dia 13 de Novembro de 2010.

    Não tem absolutamente nada sobre o meu trabalho com mulheres negras cientistas, particularmente físicas, mas foi divertido gravar meus 10s de fama com uma câmera de celular. Além disso, a produção do programa é super querida. São super fofos mesmo.

    Vai lá e olha meu momento global.

    Do site:
    "O Globo Universidade leva ao ar reportagens sobre ensino, pesquisa e projetos científicos realizados no meio acadêmico brasileiro. O programa é exibido aos sábados, às 7h, na Rede Globo; às 13h30, no Canal Futura; e às 15h30, na Globo News. No Futura, é possível assisti-lo mais duas vezes: nas quartas-feiras às 15h10 e nas quintas-feiras, às 3h. As edições também estão disponíveis na íntegra no site."

    Bem-vinda!




    Depois de um final de semana prolongado em Nova Orleans, sobre o qual falarei depois, chego em casa e já tomo na cara um tapa de realidade: lixo da porquinha que não tirou as porcarias durante o final de semana.

    Sim, além da lixeira atrolhada, tinha lixo pelo chão, atrás da lixeira, ao lado, na frente... daí a palhaça aqui, foi varrer tudo e colocar num saco de lixo apropriado, né?

    Só dando com um gato morto até miar!

    quarta-feira, novembro 24, 2010

    Noite salva pela Jeba


    Eu, no chat com o atendente da Amazon:

    Jeba Pearlcia :Hello, my name is Jeba. I'll be happy to help you.Edit
    [...]
    Jeba Pearlcia :Is there anything else I can do for you today, Katemari?
    Me:No, thank you very much, and happy Thanksgiving!
    Jeba Pearlcia is typing...
    Jeba Pearlcia :have a great Thanksgiving. We hope to see you again soon! Please click the "End Chat" link to close this window.

    quarta-feira, novembro 10, 2010

    Meninices



    "We write to taste life twice, in the moment, and in retrospection."
    (Anaïs Nin)

    sábado, novembro 06, 2010

    De chorar no cantinho

    Durante meu mestrado, no período de coleta e análise de dados, eu tive que transcrever as entrevistas que conduzi. Foi a pior parte, sem dúvidas, desta porcaria que chamam pesquisa acadêmica. Eu fiquei estressada, deprimida, mau humorada. Sim, ainda mais mau-humorada. E colapsei em lágrimas. Parei tudo e resolvi pagar os tubos por serviços de transcrição. Depois dessa traumática experiência, eu fiz uma resolução, de nunca mais trabalhar com entrevistas e nunca mais transcrever coisas na minha vida. Tudo bem, depois eu pensei, pensei, e decidi que usaria entrevistas no futuro. Adoro entrevistas, adoro ouvir e contar histórias da vida das pessoas. O que é lindo, no mundo acadêmico mas, cá entre nós, significa que eu tenho boas habilidades para fofoqueira.

    Enfim, meu povo, o tempo passa, passa... e agora encontro-me numa situação em que farei entrevistas para coletar dados para minha amada tese. Não só por questões do trabalho, mas pelo idioma, minha orientadora sugeriu e minha banca resumida concordou que eu deveria usar serviços de transcrição quando esta fase da pesquisa chegar. Ótimo.

    Entretanto, estou fazendo uma disciplina (sim, um curso inteirinho) sobre entrevistas. E agora cheguei no momento em que tenho que transcrever as malditas. Esta semana está sendo um inferno. Eu odeio trascrever, com todas as minhas forças. Descobri que odeio ainda mais transcrever num segundo idioma.

    E eu duvido muito que eu consiga terminar de transcrever esta entrevista até quarta-feira. Será a primeira vez que vou ter que chorar prum docente e dizer, olha, não vai rolar, não tenho como fazer este teminha de casa. Vou ver o que pega melhor, o sou estrangeira ou o eu tenho trauma de transcrever. Na terra do Tio Sam, tenho certeza que os dois vão colar.

    sábado, outubro 23, 2010

    Mimada sim, e daí?


    (Stefanie - pau pra toda obra, Karen - atual roommie, Sarah - ex-roommie, balzaca, Jackie - ex-roommie, I-Ching - pau pra toda obra made in Taiwan)


    Já se passou uma semana. Agora é oficial, não tem pra onde correr: tenho 32 anos!

    A festinha foi na semana passada, bem no dia do meu niver. Afinal, a pessoa tem que entrar no espírito de festinha quando o dia do aniversário cai num sábado, né? É presente divino, tá escrito nas estrelas, é conspiração do universo.

    Buenas, vou tentar contar a historinha do meu niver da melhor e mais curta maneira possível, porque estou respondendo uma prova que tenho até segunda-feira pra terminar. Os dias aqui andam mais agitados do que nunca, mas deixarei minhas usuais reclamações para um outro post, neste, sou toda aniversário.

    Eu não planejava fazer festinha e a única coisa que fiz foi divulgar para pessoas queridas meu "desejo de aniversário", que era uma contribuição de 10 contos para uma causa que eu apóio, o GEMS. O GEMS é um grupo que dá suporte a meninas que são exploradas sexualmente, e fica aqui em Nova York. O grupo faz um trabalho super interessante, resgatando meninas que estão em cárcere privado, há quadras de onde eu moro! Quer dizer, tem meninas de qualquer lugar do país, especialmente porque o GEMS vem crescendo, mas o lance é que o GEMS fica aqui em Nova York, onde há prostituição de menores, há cárcere privado e as meninas têm, com razão, muito medo dos cafetões. É uma realidade que muitas pessoas ignoram e tal e daí meu pedido de niver era levantar dim dim pra ajudar nos trabalhos do GEMS.

    Aí depois que eu mandei por email e coloquei no Facebook o pedido, eu comecei a ver as doações. A primeira doação veio minutos após eu mandar o email, e foi da Naiara, minha baianinha em Nova York. Depois outras e outras doações foram enviadas e isso desencadeou uma vontade de reunir minhas pessoinhas queridas, ou seja, dar uma festinha.


    Então juntei uma tradição estadunidense, o potluck, com o espírito de pobre que reside neste meu corpitcho, fazendo praticamente uma vaquinha. Potluck, na real, é o nosso tradicional "meninas trazem um prato e meninos trazem a bebida". Como uma expatriada que conhece várias pessoas na mesma condição, resolvi fazer um potluck temático e o tema era "memórias de aniversário". O lance era o seguinte, cada pessoa teria que trazer um prato, bebida, música, o que fosse, que tivesse relação com aniversários passados, coisas que elas lembrassem como sendo típica de aniversários em suas famílias.

    No sábado, 16, a galerinha veio aqui pra minha casinha, prum lugar que seria o equivalente aos nossos "salões de festa de condomínio". Foi aqui no meu prédio, e eu fiz negrinho (= brigadeiro pra não gaúchos) e branquinho com côco (= beijinho para o resto do país). A Elise providenciou uma garrafa de velho barreiro e fiz caipirinhas até não querer mais. O Francis, bartender amador, me ajudou na elaboração da bebida. A Jackie, minha ex-roommate veio de Maryland pra festchinha, e ficou aqui de sexta à domingo. Foi super bom ver todo mundo. A festchinha foi às 5 da tarde, bem coisinha de balzaca dando uma de vou-fazer-festa-de-criança. E só não tive balão porque dava muito trabalho. Mas comprei toalha verde, guardanapos amarelos, copos azuis... distribui fitinha do bonfim pra todo mundo e, como sempre, não deixei ninguém esquecer que sou brasileira. Incrível como a gente fica mais brasileira fora do Brasil.


    É ou não coisa de gente velha isso de ficar fazendo coisas de criança. Sim, porque quando eu era criança eu queria a morte e não queria balões e afins nas minhas festinhas. Tadinha da minha mãe...

    O saldo do niver foi aaaalgo! Além das doações que superaram meu objetivo inicial (arrecadei 130% do pretendido), o povo veio e trouxe mundos de comidas, algumas com histórias mega! Como minha bonequinha de Taiwan (=minha amiga I-Ching) que trouxe o macarrão da longevidade e os pães de pêssego, que são tradições de aniversário pro povo do lado de lá. Teve também a baita ajuda da galera pra arrumar as coisas no "salão" e depois pra limpar tudo e trazer aqui pra casa.

    Mas não é só isso!!!!

    E o mundo de presentes que eu ganhei? Coisa mais amada! Minha outra amiga de Taiwan, Yi-Chung, me deu uma caixinha com uns doces tri bons, tipo uns sonhos, mas mais leves, um cartão mega hiper ultra fofo e um certificado pra eu ir num restaurante que, por acaso, eu estava mesmo louca pra experimentar (e ela nem sabia!). Não é a coisa mais querida? Gente, e uma colega minha do doutorado que me trouxe uma sacola do Trader's Joe (lembra, Martín, o mercadinho hippie organico estiloso?) cheeeeeeeia de compras do mesmo mercado (com um vidro de azeite delicioso, por exemplo). Meu, eu juro que fiquei totalmente sem jeito. Amei. Foram tantos os presentes. Sei lá, depois de velha acho que a gente perde essa coisa de ganhar presente, então foram todos inesperados. Ganhei uma bolsa linda, um livro de uma autora que eu adoro e sobre feminismo. O Fabio me mandou um sabonete de lavandatudodebom. Sim, o Fábio, que mora em Salvador. Uma amiga me deu um poeminha, uma caixinha de vidro toda chique e linda, mais umas outras coisinhas fofas e um Moleskin (caderninho ultra tradicional aqui) pra ser meu pequeno livro negro de segredos. Uh, várias histórias pra contar. Até parece. Ainda na ala livro, a fofa da Ivy me deu um caderninho tãaaaaaaaao amadinho. De mim pra eu mesma, assim, enquanto pessoa humana, me dei um espartilho e uma saia longa mega ultra. Ganhei flores, lipbalm, cartões, mimos e mais mimos.

    Mas espere, ainda não acabou!

    E as ligações telefônicas do além? (Além é qualquer lugar fora dos Estados Unidos, ou melhor, além é qualquer lugar que não seja minha atual localização.) Meus fofitchos ligaram pra me dar os parabéns. Sim, eu recebi o recado, Martín, é claro!!! Meu pseudo espanhol metido a inglês, e meu companheiro de tardes com Casos de Família.

    E se você aguentar esta lenga lenga mais um pouquinho, tem mais!

    (nada como os peitchos das amigas pra disfarçar as gordurinhas da gente, né?)

    Claro que tem a ala recados no orkut e no facebook, que sempre me surpreende. Adoro aniversário como uma desculpa pra gente dar oi pras pessoas que a gente gosta e nunca tem tempo. Não se preocupe, quem nem me deu oi ou parabéns. Eu sou a rainha de não lembrar do aniversário de ninguém. Nem com lembretes do Orkut, Facebook etc. Portanto, não só não espero que demais seres lembrem do meu niver, como fico muito muito lisonjeada de receber um "Parabéns" solito. Isso é muito mais do que eu sou capaz de fazer. Então eu sei o custo de dar parabéns. E por todos os parabéns eletrônicos, fiquei super super feliz e me sentindo a bolachinha mais recheada do pacote.

    E quando você pensa que acabou... tem mais. Sim!!!

    Na sexta não tive tempo de abrir minha caixinha de correspondência, nem no findi. Daí na segunda-feira eu abri e tinha um envelopitcho do estado de Nova York. Abro. É um cheque no valor de 259 dólares. Para boa entendedora, meia palavra basta. Isso foi um presente divino de deus dos céus, pelas mãos do estado de Nova York, com a desculpa esfarrapada de restituição de imposto de renda. Espera, deus não quis apenas me dar dinheiro. O que deus queria era me dar o novo iPod Touch, que custa 249 dólares. Os 10 dólares restantes no cheque era pra passagem do metrô, mais um lanchinho na viaji (sic). Deus cuida dos mínimos detalhes. Na terça-feira fui na loja da Apple e comprei meu lindo maravilhoso esplendido não-sei-como-vivia-até-então-sem iPod Touch.

    Fala sério, eu sou ou não mimada?

    (aham, essa foi a versão resumida da história, e não reclama)

    Politicamente Incorreto

    sábado, outubro 09, 2010

    Felicidades inesperadas


    Ontem eu estava voltando pra casa, caminhando pelo campus, e cruzei com uma colega.
    - Oi, Elle, tudo bem?
    - Oi, Katemari, tudo bem? Nossa, voce parece tao feliz.
    - Eh, eu acho que estou feliz. Eh estou feliz.